Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

25
Nov22

Mais de cinco meninas ou mulheres são mortas a cada hora, em média, em 2021

Niel Tomodachi

Novo estudo da ONU Mulheres e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, revela que assassinatos ocorrem dentro de casa; divulgação ocorre às vésperas do Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres, marcado neste 25 de novembro.

No México, as mulheres exigem o fim da violência contra as mulheres.

No ano passado, mais de cinco mulheres ou meninas foram assassinadas por hora no mundo. Os dados constam de um novo estudo das Nações Unidas sobre violência de gênero.

De todos os feminicídios cometidos em 2021, 56% foram pelas mãos de parceiros íntimos ou familiares. Para a ONU Mulheres, o número mostra que a casa deixou de ser um lugar seguro.

Instituto Igarapé
 

É preciso melhorar as investigações e protocolos

A pesquisadora-sênior do Instituto Igarapé, no Rio de Janeiro, Renata Gianini, disse à ONU News, que existe dificuldade para tipificar o crime contra a mulher no Brasil como feminicídio.

“De fato, a gente tem essa dificuldade. Eu acho que uma das principais necessidades é melhoras as investigações dos casos de feminicídio. Existem pistas bastante contundentes na hora de investigar que nos ajudam a determinar se um caso de assassinato de uma mulher é ou não é feminicídio. Isso tem a ver com as circunstâncias desse assassinato. Eu acho que Protocolo, treinamento adequado, eles são extremamente necessários.”

A pesquisadora informa que não existem dados sobre todos os estados brasileiros. O Igarapé recebe estatísticas de 23 das 27 unidades da federação. Houve um aumento na incidência do feminicídio em 12 estados e redução em oito.

Assinado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e pela ONU Mulheres, a pesquisa está sendo divulgada pouco antes do Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres, neste 25 de novembro.

Quando se trata dos crimes contra homens apenas 11% são cometidos numa esfera privada.  A diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, afirmou que por trás de cada estatística, existe uma história de uma mulher ou menina cuja morte poderia ter sido evitada.

Já a diretora executiva do Unodc, Ghada Waly, ressalta que ninguém deveria sentir medo de morrer por causa de sua identidade.
 
 

Ação em todos os setores da sociedade

Ela contou que as organizações de direitos das mulheres já começaram a monitorar os dados por mudanças de política e prestação de contas. Para Bahous, é hora de buscar ação concertada em todos os setores da sociedade para que as mulheres e meninas possam se sentir seguras em casa, na rua e em todas as partes.

Já a diretora executiva do Unodc, Ghada Waly, ressalta que ninguém deveria sentir medo de morrer por causa de sua identidade. Para ela, a única forma de acabar com assassinatos baseados em gênero é contar cada um deles.

Ela acredita que é preciso delinear melhores políticas de enfrentamento do feminicídio com respostas efetivas na prevenção e na justiça penal.

O estudo sobre feminicídio de 2022 revela que não houve mudança nesse tipo de crime na década passada. Para a ONU, é necessário prevenir o flagelo da violência a mulheres com ações mais fortes.

Embora os números sejam alarmantes, a verdadeira escala do feminicídio pode ser ainda maior.
 
 

Feminicídio começa com violência psicológica e moral

Embora os números sejam alarmantes, a verdadeira escala do feminicídio pode ser ainda maior.

A especialista do Instituto Igarapé, Renata Gianini, diz que para reduzir esse tipo de crime é preciso reduzir a desigualdade de gênero.

“A gente só vai conseguir reverter essa realidade, se a gente reverter essa desigualdade. É um trabalho de muito longo prazo, que exige investimento, muita educação, mas é um trabalho necessário que foca muito na prevenção. Mas uma coisa que acho importante a gente falar é que o feminicídio é antecedido por uma série de outras violências, que se consideram menos graves. E que na verdade não são. Violência psicológica, violência moral, esses tipos de violência contra mulheres são muitas vezes considerados menos graves, são violências altamente subnotificadas, e elas são um indício de um ciclo de violência. Inclusive, para a gente poder prevenir feminicídios, a gente precisa entender melhor o padrão de todos os tipos de violência contra mulheres, identificá-los, logo no início, para poder, justamente, ter uma atuação cirúrgica e interromper esses ciclos, e prevenir o feminicídio.”

No ano passado, o nível de assassinatos foi estimado em 2.5 em cada 100 mi mulheres africanas se comparado a 1.4 nas Américas, 1.2 na Oceania, 0.8 na Ásia e 0.6 na Europa.
 
 

Ásia, África e Europa

Muitas vítimas não são contadas. Vários países têm inconsistências na definição do feminicídios ou na tipificação dos critérios. Estima-se que cerca de 4 em 10 mulheres ou meninas assassinadas de forma dolosa em 2021, não existia informação suficiente para qualificar o crime como feminicídio. Especialmente quando o crime ocorria numa esfera pública.

Além disso, existem disparidades regionais. Enquanto o feminicídio é um problema que preocupa todos os países. A Ásia concentra o maior número de casos de mortes baseadas no gênero em esfera privada no ano passado.

Já a África é o continente onde meninas e mulheres têm o maior risco de serem mortas pelos parceiros e membros da família.

No ano passado, o nível de assassinatos foi estimado em 2.5 em cada 100 mi mulheres africanas se comparado a 1.4 nas Américas, 1.2 na Oceania, 0.8 na Ásia e 0.6 na Europa.

O relatório da ONU marca o início dos 16 dias de ativismo contra a violência baseada em gênero.
 
 

Melhorar coleta de dados de feminicídios e atacar causas na raiz

Ao mesmo tempo, os dados do estudo no início da Covid-19 em 2020 coincidiram com o aumento significativo de mortes baseadas no gênero na esfera privada na América do Norte e no oeste e sul da Europa.

Para a ONU Mulheres, é possível e necessário prevenir essas mortes identificando logo cedo as mulheres afetadas pela violência, dando acesso a elas um centro de apoio e proteção aos sobreviventes, assegurando que a polícia e o sistema judicial sejam mais proativos na resposta às necessidades das vítimas.

Um outro aspecto é a prevenção primária que ataca as causas na raiz da violência a meninas e mulheres incluindo no combate à chamada masculinidade tóxica, normas sociais e eliminação da desigualdade de gênero e estereótipos.

É preciso reforçar a coleta de dados em casos de feminicídios.

O relatório da ONU marca o início dos 16 dias de ativismo contra a violência baseada em gênero. O período termina em 10 de dezembro quando é marcado o Dia dos Direitos Humanos.

 

Evento na sede das Nações Unidas e mensagem do secretário-geral

Em Nova Iorque, Um evento comemorativo marcou o Dia Internacional, de forma antecipada, com uma mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O chefe da ONU lembra que a “violência contra mulheres e meninas é a violação dos direitos humanos mais generalizada no mundo.”

Ele destaca que a cada 11 minutos, uma uma mulher ou menina morre pelas mãos de um parceiro íntimo ou de alguém da família. E nos últimos anos, com a Covid-19, a situação levou ao aumento de abusos verbais e físicos.

António Guterres ressaltou as mulheres e as meninas que enfrentam ainda uma violência desenfreada online, o discurso de ódio misógino, o assédio sexual, abuso de imagem e sedução inapropriada por predadores.

Para o secretário-geral da ONU, este é o momento para uma ação transformadora que ponha fim à violência contra as mulheres e meninas.

 

Presidente da Assembleia Geral visita centro de sobreviventes

Já o presidente da Assembleia Geral, Csaba Korosi, visitou um centro de apoio a sobreviventes da violência de gênero na cidade de Nova Iorque.

A visita marca o início dos 16 Dias de Ativismo.

O Centro de Justiça Familiar de Manhattan conecta os sobreviventes e seus filhos com organizações que oferecem gestão do caso, autonomia  econômica, aconselhamento e assustência jurídica e penal.

 

17
Fev22

Uma em cada quatro mulheres já sofreu violência doméstica, revela estudo mundial

Niel Tomodachi

Pesquisa inédita reúne relatos de mulheres de 161 países e mostra que 24% das mulheres sofrem agressão desde os 15 anos

Manifestante segura cartaz de "Basta" durante protesto contra violência contra a mulher em La Paz, capital da Bolívia (31-1-22). Foto: JORGE BERNAL / AFP

Ao menos uma em cada quatro mulheres já sofreu algum tipo de violência por parte do parceiro ao longo da vida. São casos de violência física ou sexual que também se revelam recentes: 13% dos episódios aconteceram em 2018, último ano incluído em um estudo mundial encomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicado na revista científica “The Lancet”.

A pesquisa reuniu informações de um banco de dados global da OMS sobre prevalência da violência contra as mulheres, que reúne pesquisas realizadas em 161 países entre os anos de 2000 e 2018 (últimos dados disponíveis). A análise dos relatos indica que 27% das mulheres com idades entre 15 e 49 sofreram violência doméstica pelo menos uma vez na vida, com uma a cada sete (13%) sofrendo episódios em 2018.

Como as estimativas são baseadas em experiências relatadas pelas próprias mulheres, e considerando que o tema ainda é tabu em muitos países, a verdadeira prevalência de violência, lembra o estudo, provavelmente é ainda maior.

A experiência deixa marcas na saúde física e mental das mulheres – e também de crianças e famílias em todo o mundo. E muitas vezes começa cedo. A pesquisa identificou altos níveis de violência vivenciados por adolescentes e mulheres jovens: 24% das mulheres de 15 a 19 anos foram agredidas ao menos uma vez pelos parceiros desde os 15 anos. 

A prevalência de violência recente também foi maior entre essa mesma faixa etária. Uma em cada seis adolescentes de 15 a 19 anos e de mulheres jovens de 20 a 24 anos sofreu violência doméstica em 2018.

— O alto número de mulheres jovens que sofrem violência por parte do parceiro é alarmante, pois a adolescência e o início da vida adulta são fases importantes da vida, quando são construídas as bases para relacionamentos saudáveis. A violência que essas jovens sofrem tem impactos duradouros em sua saúde e bem-estar — explica Lynnmarie Sardinha, principal autora do artigo.

O estudo também faz um recorte geográfico e mostra que, em geral, países de renda mais alta apresentam taxas mais baixas de violência doméstica. A prevalência de violência contra a mulher de 15 a 49 anos foi mais alta na Oceania (49%) e na África Subsaariana Central (44%). Por outro lado, foi mais baixa na Ásia Central (18%) e na Europa Central (16%).

 

Piora na pandemia

Os dados foram colhidos antes da pandemia da Covid-19, mas o estudo reforça que outras pesquisas recentes mostram como fatores como isolamento, depressão e ansiedade e uso de álcool, além da redução de acesso a serviços de ajuda na pandemia, agravaram os casos de violência contra as mulheres.

Além de expor a dimensão mundial do problema, o estudo pretende oferecer dados de base para ajudar os governos de diferentes países a monitorar e estabelecer políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher. A pesquisa avalia que os governos ainda não estão agindo para cumprir as metas de erradicação de violência contra as mulheres e que é urgente tomar ações. O tema é parte da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

 — Embora tenha havido progresso nos últimos 20 anos, ainda é extremamente insuficiente para alcançar a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de eliminar a violência contra as mulheres até 2030 — disse a coautora do estudo, Claudia García-Moreno, da OMS.

 

29
Mar21

APAV apoiou mais de 13 mil vítimas de violência em 2020

Niel Tomodachi

Em cerca de 46% das situações foi formalizada queixa/denúncia junto de pelo menos uma entidade policial, o que representa um aumento de 4%

image.jpg

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou no ano passado mais de 13 mil vítimas diretas de mais de 19.600 crimes e outras formas de violência e recebeu uma média de 38 chamadas por dia.

Segundo o relatório anual de 2020, no ano em que comemorou 30 anos de existência, a APAV registou 66.408 atendimentos de pessoas vítimas ou não de crimes, para esclarecimento de informações e outros assuntos.

Cerca de 75% do total de vítimas diretas de crime eram do sexo feminino e as faixas etárias mais frequentes situavam-se entre os 25 e os 54 anos de idade, representando um total de 38,3%.

Os crimes contra as pessoas (95,1%) tiveram um maior destaque no ano passado, com especial relevo para os crimes de violência doméstica (75,4%). Já os crimes contra o património, que em 2020 representaram 2,5% do total assinalado pela APAV, registaram um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior.

De acordo com os dados da APAV, de um total de 13.093 vítimas diretas, a associação registou 13.113 autores/as de crime. Destes, cerca de 56% eram do sexo masculino e tinham idades compreendidas entre os 35 e os 54 anos (21,1%). No que diz respeito à relação entre vítima e autor/a do crime, as relações de intimidade (44,2%) foram as mais assinaladas.

Em cerca de 46% das situações foi formalizada queixa /denúncia junto de pelo menos uma entidade policial, o que representa um aumento de 4% face aos registos de 2019.

Quanto ao número médio de vítimas por ano, a APAV indica 8720 mulheres, 1841 crianças, 1627 homens e 1626 pessoas idosas.

Nos vários serviços de proximidade - Gabinetes de Apoio à Vítima, Equipas Moveis de Apoio à Vítima, Polos de Atendimento em Itinerância, Sistema Integrado de Apoio à Distância, Sub-Redes Especializadas, Casas de Abrigo e Linha Internet Segura - foram registados 66.408 atendimentos.

A APAV refere que apoiou vítimas diretas de 290 municípios dos 308 existentes (94% do território nacional), registou 19.697 crimes e outras formas de violência e promoveu 1227 atividades formativas (48% destinadas a crianças e jovens).

A associação lembra que o ano de 2020 foi pautado pela pandemia causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e que, "com todos os constrangimentos inerentes a uma nova realidade", se teve de adaptar e reinventar "dia após dia".

Quanto aos contactos recebidos, a APAV indica que os contactos telefónicos (61,6%) e presenciais (29,6%) continuam a ser os principais, mas sublinha que no apoio 'online' se verificou uma subida de 5,9% face ao ano anterior, com um registo de 17,7% dos contactos efetuados.

"Foi também percebida a subida percentual dos contactos telefónicos face aos presenciais, com uma elevação de 4,2%. O aumento da utilização de ferramentas de apoio à distância, como o telefone e o apoio online, poderá ter sido condicionada pelas restrições vividas em 2020, em consequência da situação pandémica", sublinha.

No que se refere à referenciação das vítimas, o relatório da APAV indica que uma em cada cinco (20,4%) são referenciadas pelos órgãos de polícia criminal e 13,4% por amigos/conhecidos.

"O número de referenciações efetuadas para a APAV reforçam o reconhecimento da associação junto das comunidades locais e das restantes instituições com as quais articula", sublinha a associação.

Perfil das vítimas

Quanto ao perfil geral das vítimas apoiadas diretamente, a APAV refere que são maioritariamente do sexo feminino (74,9%), com uma média de 40 anos de idade e que a relação com o autor/a do crime é conjugal na maior parte dos casos (18.2%).

No que se refere às vítimas crianças e jovens, são maioritariamente do sexo feminino (59,7%) com uma média de 10 anos de idade e filhos/as do/a agressor/a.

O perfil que a APAV define para as vítimas do sexo masculino indica que a faixa etária predominante é a dos adultos (56,9%), seguida de crianças (29,3%) e idosos (15,3%). Contudo, a média de idades das vítimas do sexo masculino situa-se nos 36 anos e a maior parte (16,1%) são filhos do/a autor/a do crime, seguindo-se os cônjuges (10,8%).

Já no caso das pessoas idosas, o perfil das vítimas traçado indica que a maioria são mulheres (72,1%), com uma média de 76 anos de idade e, na maior parte dos casos (33,8%) são pai/mãe do autor do crime. Em 22,7% dos casos são cônjuges.

 

27
Jan21

Violência doméstica: 1/3 foi agredida pela primeira vez na pandemia

Niel Tomodachi

Alterações nos rendimentos levaram a mais episódios de violência doméstica durante a pandemia, sendo a mais frequente a de caráter psicológico. Três em cada dez inquiridos foi alvo de agressões, pela primeira vez, no confinamento

violência-doméstica-Istock-1200x675.jpg

Se, por um lado, a pandemia e as restrições foram o pretexto que levou especialistas a alertar para o facto de o primeiro confinamento ser a “lua de mel para o agressor” – o que lhe permitia controlar a vítima -, por outro lado, o recolhimento levaram a silêncios escondidos que preocupavam as autoridades. Mal as restrições foram levantadas, disparou o número de pedidos. Ou melhor, duplicou.

Agora, um estudo apresentado esta quarta-feira, 27 de janeiro, conclui que 1/3 das vítimas disse ter sido agredida pela primeira vez durante a pandemia.

Os resultados preliminares do estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) indicam que são as mulheres quem mais refere ser vítima de violência doméstica (15,5%) durante este período, embora os homens também sejam vítimas (13,1%).

Profissão prejudicada pela pandemia levou a maior violência

“Este fenómeno, ainda que transversal a todos os grupos etários e níveis de escolaridade, tem especial relevo nos mais jovens e menos escolarizados. São também as pessoas que reportam dificuldades económicas ou cuja atividade profissional foi prejudicada pela pandemia quem mais refere ser vítima de violência doméstica”, sublinha a ENSP em comunicado.

O projeto de investigação “VD@COVID19” procurou analisar a violência doméstica psicológica, física e sexual autorreportada durante a pandemia, tendo para isso recolhido, entre abril e outubro de 2020, um total de 1.062 respostas a um questionário online dirigido à população.

“O desenho do estudo levou a uma maioria de respondentes com ensino superior, o que permitiu incluir grupos sociais que frequentemente têm menor participação em estudos de violência doméstica”, adianta a ENSP.

Os resultados indicam que, “em tempos de Covid-19, a ocorrência de situações de violência é uma realidade em Portugal com 15% dos participantes (159) a relatar ocorrência de violência no seu domicílio e um terço das vítimas (34%) disse ter sofrido violência doméstica pela primeira vez durante a pandemia“.

Violência psicológica lidera

O tipo de violência mais relatada é a psicológica, com 13% (138 participantes), seguindo-se a sexual, com 1% (11), e a física, com 0,9% (10), existindo coocorrência de diferentes tipos de violência.

Os investigadores referem que “a pandemia e o efeito das medidas de combate à propagação do vírus nos determinantes sociais e de saúde, como o agravamento das desigualdades socioeconómicas, nos consumos de álcool, medicamento e drogas e nos sentimentos de mal-estar e stress, potenciam o risco de violência doméstica”.

Segundo o estudo, a maioria das vítimas não procura ajuda nem a denuncia (72%), por a considerarem “desnecessária”, que “não alteraria a situação” e por se sentirem constrangidos com a situação.

Já os principais motivos para não ter denunciado a situação às autoridades policiais são que o “o abuso não foi grave” e “acreditar que as autoridades não fariam nada”.

As vítimas que procuraram ajuda fizeram-no maioritariamente junto de profissionais de saúde mental e, globalmente, avaliaram positivamente a resposta que receberam.

“Os resultados deste estudo apontam para uma complexidade na ocorrência de violência doméstica e de género em tempos de covid-19, pelo que existem pontos que carecem de maior aprofundamento, como por exemplo, o perfil de vítima e tipo de violência, novas vítimas, e distribuição geográfica”, afirma a coordenadora do estudo, Sónia Dias.

A investigadora adianta que “parece haver sinais de um aumento de casos não reportados oficialmente, considerando o facto de a grande das vítimas em tempos de covid-19 não ter procurado ajuda ou denunciado“, sendo por isso relevante continuar os esforços de recolha, análise e divulgação de dados, a sua caracterização e impactos, contribuindo para uma melhor definição de políticas públicas e planos de ação ao nível da prevenção e combate à violência doméstica.

Será também relevante, defendeu, #continuar os esforços para o planeamento e implementação de ações concretas de intervenção para o combate a todas as formas de violência doméstica e de género, bem como agilizar estratégias de proteção das vítimas em tempo de Covid-19, áreas que são acrescidas de maior dificuldade pelo contexto de pandemia”.

Existe uma relação entre ocorrência de violência doméstica em tempos de Covid-19 e histórico de vitimação, sendo que dois terços dos participantes (66%) já tinham sido vítimas anteriormente.

(S)

23
Out20

Os presentes de Natal solidários da The Body Shop são os mais amorosos de sempre

Niel Tomodachi

A marca lançou várias propostas que amigos e família vão adorar receber — tudo enquanto ajuda vítimas de violência doméstica.

babbd2c9def29853fd27ad1a540cdbef-754x394.jpg

Em tempos de crise, a desigualdade cresce e as comunidades são isoladas e deixadas para trás.” É com esta mensagem que a The Body Shop anuncia a chegada das presentes de Natal solidários para 2020, que já estão à venda nas lojas da marca e que vão ajudar a apoiar mulheres que sofrem de violência doméstica e que viram a sua situação piorar com a crise da Covid-19.

Além das campanhas de apoio às vítimas, a marca já doou no nosso País mais de nove mil Body Butters e 1401 produtos faciais à Cruz Vermelha e, garantem os responsáveis, quer ajudar ainda mais este Natal.

Para 2020, a marca criou uma linha de presentes de Natal solidários que pode oferecer aos seus amigos e família sabendo que vai estar — ainda que de forma indireta — a ajudar uma boa causa. A oferta é mais sustentável do que no ano passado, com embalagens reutilizáveis, desenhadas de forma a que nada seja desperdiçado. O material usado foi reduzido em mais de 80 toneladas em comparação com 2019, cortaram mais de 40 toneladas de papel e mais de sete toneladas de plástico. Todos os produtos são vegan e cruelty free, como é habitual.

the body shop
 

Entre as opções amorosas, há, por exemplo, o Soothing Body Mil & Honey Ultimate Gift Bag (49€), que vem numa bolsa de beleza reutilizável e inclui um esfoliante corporal, gel de banho, body yogurt, body butter, máscara facial e creme para as mãos; ou o Lather & Smooth Snow Globe Gift Dome (20€), um globo natalício que se transforma em mealheiro, com seis produtos miniatura da marca.

Já pode conhecer as dezenas de opções em sacos, bolsas, caixinhas, globos e kits de Natal da The Body Shop nas lojas físicas e site da marca, onde vai também encontrar os famosos calendários de advento.

17
Out20

"Murro no Estômago - Violência doméstica na primeira pessoa"

Niel Tomodachi

Por quem sofre e por quem a combate

350x.jpg

Sobre o Livro:

Mais de 500 mulheres nos últimos 15 anos. Na esmagadora maioria, as vítimas são mortas por homens em contexto de relações de intimidade ou familiares.

Paulo Jorge Pereira reúne, neste livro, as histórias de vítimas e sobreviventes. Relatos emocionantes, duros e crus na primeira pessoa; exemplos deixados com a esperança de que a história de quem os lê possa ser diferente. A estas histórias juntam-se, pela primeira vez em livro, os testemunhos de profissionais que combatem o fenómeno e se empenham na defesa de quem sofre.

Murro no Estômago apresenta a violência doméstica sob diferentes perspetivas e numa dimensão inédita. Este livro é um apelo à ação, para que todos saibamos como podemos ajudar.

Está nas mãos de todos nós acabar com o fenómeno da violência doméstica.
Com a participação de:

- Ana Teresa Silva
- Aurora Dantier
- Carlos Farinha
- Carolina Reis
- Cátia Rodrigues
- Cristina Soeiro
- Daniel Cotrim
- Maria Fernanda Alves

 

Sobre o Autor:

Paulo Jorge Pereira nasceu a 13 de agosto de 1970, em Lisboa. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa, a paixão pelo Jornalismo levou-o a trabalhar, a partir de 1992, em jornais como A Bola, Record, Diário Económico e Jornal Económico. Em 2017, trabalhou no Sindicato dos Jornalistas e publicou o romance Filhos da Primavera Árabe (Ego Editora). De janeiro de 2018 a maio de 2019, foi chefe de redação do semanário Contacto, jornal português no Luxemburgo.

17
Out20

"Murro no Estômago": livro dá voz a sobreviventes de violência doméstica

Niel Tomodachi

Alice, Beatriz, Carla, Deolinda, Patrícia, Sónia e Telma são os nomes por detrás de histórias de carne e osso que dão corpo ao "Murro no Estômago", do jornalista Paulo Jorge Pereira.

6603454_770x433_acf_cropped.jpg

Mais do que vítimas, as mulheres que sofreram violência doméstica são sobreviventes e o jornalista Paulo Jorge Pereira quis dar-lhes espaço para contarem as suas histórias de vida na primeira pessoa.

Alice, Beatriz, Carla, Deolinda, Patrícia, Sónia e Telma são os nomes (fictícios, à exceção de um) por detrás de histórias de carne e osso que dão corpo ao “Murro no Estômago” com que o jornalista Paulo Jorge Pereira titulou o seu livro, que é lançado na segunda-feira.

Editado pela 2020 Influência e integrado nas comemorações dos 30 anos da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), o livro resulta de “um exercício de cidadania” e da convicção de que o Código Deontológico impõe aos jornalistas a obrigação de “combater discriminações e violência” e de “defender os direitos das pessoas”, disse à Lusa o autor.

“A violência doméstica é muitas vezes abordada na perspetiva de ‘isto está a acontecer, é uma desgraça e não sabemos como é que vamos dar a volta a isto’. O livro conta as histórias, e não se esconde das histórias, que cada uma das vítimas viveu, mas elas são sobreviventes”, sublinha Paulo Jorge Pereira.

São sete relatos de mulheres sobreviventes, na primeira pessoa, acompanhados por testemunhos de oito profissionais que combatem o flagelo social da violência doméstica no Ministério Público, na Polícia Judiciária, na Polícia de Segurança Pública (PSP), nos serviços sociais, nas associações de apoio à vítima (no caso, a APAV) e na comunicação social.

“Os números estão aí” para recordar quantas vítimas não puderam estar na posição de ter voz, mas estas sobreviveram para contar e para mostrar que “deram a volta” e que “estão a viver uma espécie de segunda vida”, relata o jornalista.

Estas sobreviventes “não vão esquecer o que passaram”, mas “têm uma coragem invulgar e, com apoio obviamente, conseguem encontrar um outro caminho”, que, não sendo fácil, “está ao alcance”, acredita Paulo Jorge Pereira.

Dirigido “a quem esteja a sofrer em silêncio”, o livro pretende ajudar quem se sente “sozinho” a “denunciar” e, por isso, inclui uma folha informativa da APAV sobre o crime de violência doméstica e uma série de contactos úteis.

A violência doméstica “não seleciona estrato social, idade, se as pessoas são da cidade ou fora da cidade”, acabando por ser “demasiado democrática”, lamenta o autor.

A violência doméstica matou mais de 500 pessoas nos últimos 15 anos, na maioria mulheres mortas por homens em contextos familiares e de intimidade. Só este ano já morreram 10, segundo dados do Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR.

Ora, a pandemia veio agravar a situação, tendo as Nações Unidas constatado que a maioria dos países não está a conseguir proteger as mulheres do impacto negativo da pandemia de covid-19 e que os casos de violência doméstica estão a alastrar.

Esse mesmo receio já foi manifestado por várias associações de apoio às vítimas em Portugal, onde, segundo dados da PSP, as detenções pelo crime de violência doméstica diminuíram cerca de 32% com a pandemia.

“O machismo é algo que está presente na sociedade desde sempre”, assinala Paulo Jorge Pereira, recordando que “as mulheres são ‘atropeladas'” nos seus direitos e “continuam a ser vistas como uma espécie de personagens secundárias”.

Assumindo o “incómodo” de saber que são os homens os principais agressores em contexto de violência doméstica, Paulo Jorge Pereira defende que “o combate pela igualdade, mais do que justo, é qualquer coisa que se impõe” e considera que a ideia de todos serem “feministas” faz hoje “mais sentido” do que antes.

“É tempo de a sociedade, todos nós, termos a noção de que, se nós quisermos, a violência doméstica acaba”, acredita.

04
Set20

Esta marca de roupa usa toalhas de mesa para combater a violência doméstica

Niel Tomodachi

O projeto chama-se Soldaderas e todos os lucros revertem para as vítimas no México.

a13adfab8a5e6200a87562777e909752-754x394.jpg

Durante a Revolução Mexicana, que começou em 1910 e se prolongou por uma década, muitas mulheres juntaram-se à luta por uma sociedade justa e tornaram-se cruciais na libertação do México. Chamavam-se Soldaderas e apareceram para quebrar por completo com os códigos de género austeros que dominavam uma sociedade em que as mulheres eram forçadas a levar uma vida doméstica. 

Até hoje, as Soldaderas são recordadas no México como parte da sua história, mas os papéis tradicionais atribuídos aos géneros mantêm-se inalterados. A revolução não trouxe quaisquer mudanças quando se fala de igualdade e os dados mais recentes revelam que a sitiação parece estar a piorar: este ano, o país atingiu um máximo histórico de violência contra as mulheres, segundo dados governamentais.

Apenas em março, foram feitas mais de 26 mil chamadas de emergência para denunciar este tipo de violência. A designer Sabrina Olivera, que cresceu na cidade do México, testemunhou a violência e desigualdade desde miúda e foi por isso mesmo que quis dar uma volta na sua carreira de assistente e focar-se em lançar a sua própria marca independente, cujo principal objetivo é ajudar quem sofreu de violência doméstica no seu País.

soldaderas
As calças são feitas com deadstock.
 

Nascida em 1994, Olivera está agora a viver em Brooklyn, nos Estados Unidos da América, e lançou na semana passada a sua primeira linha de pronto-a-vestir, a que chamou Soldaderas, em honra às mulheres-soldado da revolução. 

A coleção é feita com três estilos de calças com padrões, todas com bolsos na parte inferior da perna, em vez das ancas. Este estilo prático e utilitário, com uma estética militar, permite que os movimentos sejam mais confortáveis e simboliza uma “armadura de proteção” moderna para mulheres que têm de estar “sempre a fugir da violência para protegerem os seus corpos dentro das suas próprias casas”, como descreveu a revista “Vogue” norte-americana esta quinta-feira, 3 de setembro.

As calças são todas produzidas entre Nova Iorque e a Cidade do México, e a designer usa tecidos de deadstock, maioritariamente vindos de panos da cozinha, toalhas de mesa e cortinas encontradas no México, de forma simbólica para derrubar os papéis domésticos tradicionais que são impostos às mulheres mexicanas.

soldaderas
Os bolsos utilitários.
 

A coleção está disponível por pré-encomenda no site de Olivera, com preços que vão dos 168€ aos 210€. Todas as receitas são doadas à Red Nacional de Refugios A.C., uma fundação mexicana que abriga vítimas de violência doméstica.

Olivera explicou à “Vogue” que quer “celebrar o poder feminino” no seu país num período em que a violência de género atingiu um máximo histórico. “Muitas mulheres no México ainda são Soldaderas de certa forma, especialmente aquelas que são oprimidas por pertencerem a uma classe mais baixa, por serem mulheres de cor, ou por viverem nas periferias das cidades principais. Todos os dias são uma luta para elas”. 

A sua esperança é inspirar aqueles que usam as suas roupas a aprender mais sobre a violência contra as mulheres no México e encorajá-los a combatê-la. “Estamos num momento em que tudo está a mudar e muitas pessoas estão a envolver-se mais no ativismo. A moda tem de se adaptar nesse sentido e oferecer aos clientes opções para determinar como vai ser o futuro”.

soldaderas

 

17
Jul20

The Body Shop: ESTAR ISOLADA ≠ ESTAR SOZINHA LUTAMOS CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Niel Tomodachi

EdCcE_iWsAE18Ok.jpg

1 BODY BUTTER = 1 DOAÇÃO

Vamos por em marcha a nossa primeira ação em colaboração com a Cruz Vermelha Portugal para dar visibilidade à violência doméstica e apoiar mulheres em situação de violência. Estar isolada não é estar sozinha! Por cada Body Butter* vendida nas nossas lojas, vamos doar uma igual a mulheres que sofrem de violência doméstica e que são atendidas pelos diversos programas da Cruz Vermelha. Compra a tua Body Butter e colabora até dia 7 de Setembro. Contamos contigo?

#IsolatedNotAlone

*Body Butter de 50ml em todos os aromas.

transferir.jpg

Grande parte do mundo está, ou esteve isolado devido à pandemia da COVID-19. Este momento teve um grande impacto em todas as pessoas mas, particularmente nas mulheres que sofrem de violência doméstica.

Muitas das mulheres foram obrigadas a ficar em casa com o seu agressor durante o confinamento, com risco de sofrer mais abuso e violência. Esta é uma das consequências da COVID-19 que menos se fala: a violência doméstica é um problema social que aumentou durante a pandemia.

No último ano, só em Portugal houveram 29 473 vítimas de violência doméstica participadas às Forças de Segurança (Dados da CIG) e 243 milhões de mulheres e meninas (de idades entre os 15 e os 49 anos) em todo o mundo que sofreram de violência doméstica sexual ou física por parte de um parceiro (Dados ONU)


Em Portugal, no período que abrange a pandemia de covid-19 a rede nacional registou 15.919 atendimentos, fazendo agora, e desde a última quinzena de maio, uma média de 4.500 atendimentos, cada vez mais presenciais à medida que o desconfinamento avança, e que são quase o dobro dos 2.500 atendimentos em média nas quinzenas e abril, que já eram um número muito significativo. Os pedidos de ajuda cresceram sobretudo nas vias telefónicas e digitais. A linha de apoio da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), o email e o número de SMS criado especificamente para o contexto da pandemia e que o Governo pretende manter receberam 727 contactos entre 19 de março e 15 de junho, um aumento de 180% face ao primeiro trimestre de 2019. Dos quase 16 mil atendimentos na rede nacional feitos durante o período da pandemia, 1.167 foram a pessoas com mais de 66 anos. A violência doméstica sobre idosos é ainda uma realidade muito escondida, muitas vezes porque as vítimas sentem que têm que proteger os agressores.Neste momento e só na Cruz Vermelha estão ativas 3465 medidas de teleassistência com botão de SOS. (Dados da Cruz Vermelha)


Ainda que estejamos a deixar para trás os dias de confinamento mais restrito, as consequências na saúde, sociais e laborais da pandemia atinge especialmente as mulheres. Depois do isolamento devido ao COVID-19 os agressores podem ter uma perceção de maior controlo que acarreta um risco para as mulheres que agora querem sair e recuperar a sua autonomia.

Além disso, neste momento a saída de uma relação violenta pode ser ainda mais difícil, devido ao aumento dos abusos a vitima pode ter mais medo ou pode estar numa situação de dependência económica do seu agressor.

A violência doméstica é uma grave violação dos direitos humanos. Não podemos ficar indiferentes. É momento de atuar.

Associámo-nos à Cruz Vermelha com o objetivo de sensibilizar, direccionando a sociedade para a ação e a mudança cultural.

Podes-te unir à campanha e mostrar a tua solidariedade ao partilhar o hashtag
#isolatednotalone

::::::::::

Continua a ler em...

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Quotes:

“How wonderful it is that nobody need wait a single moment before starting to improve the world.” ― Anne Frank

Pesquisar

Nelson's bookshelf: currently-reading

Alfie - O Gato do Bairro
tagged: currently-reading

goodreads.com

2022 Reading Challenge

2022 Reading Challenge
Nelson has read 0 books toward his goal of 50 books.
hide

Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Afiliado Wook

WOOK - www.wook.pt

Comunidade Bertand

Afiliado Miniso

Read the Printed Word!

Em destaque no SAPO Blogs
pub