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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

14
Set22

Recuperação de resíduos na UE passa 1,2 milhões de toneladas em 2020

Niel Tomodachi

A taxa de recuperação de resíduos na União Europeia (UE) aumentou, em 2020, para 1,2 milhões de toneladas, face aos 870 milhões de toneladas registados em 2004, segundo dados do Eurostat.

Recuperação de resíduos na UE passa 1,2 milhões de toneladas em 2020

De acordo com um boletim do serviço estatístico da UE, em 2020 foram recuperadas 1.221 milhões de toneladas de resíduos, uma subida que representa também um aumento de 46% (em 2004) para os 60% (2020) da percentagem de valorização no tratamento total de resíduos.

As maiores taxas de reciclagem foram registadas em Itália (83%), Bélgica (74%), Eslováquia e Letónia (64% cada), enquanto os aterros foram a principal solução para os resíduos na Roménia (93%, contra 5% de reciclagem), Bulgária (92% e 8%, respetivamente) e Finlândia (84% contra 10%).

Portugal apresentava, há dois anos, uma taxa de reciclagem de mais de 40%, que ultrapassa os 60% quando consideradas a reutilização e o aproveitamento energético dos resíduos.

 

15
Dez21

Tribunal de Justiça da União Europeia reconheceu que famílias arco-íris devem ser consideradas famílias em todos os Estados-Membros

Texto by ESQREVER

Niel Tomodachi

Numa decisão histórica, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) referiu que se um país reconhece uma relação parental com uma criança, os restantes Estados-Membros devem fazer o mesmo para garantir o direito da criança à livre circulação.

O caso chegou a tribunal depois das autoridades búlgaras recusarem dar uma certidão de nascimento à filha recém-nascida de um casal do mesmo género, alegando que uma criança não pode ter duas mães.

Kalina Ivanova e Jane Jones, de origens búlgaras e britânicas, estão ambas registadas como mães de Sara, que nasceu em Espanha em 2019.  Mas nenhuma das mães é descendente de espanhóis, o que significa que a cidadania no país não é permitida e que, de acordo com a Lei da Nacionalidade Britânica de 1981, Jones não pode transferir a cidadania britânica para a sua filha porque nasceu em Gibraltar.

Ivanova acabaria por solicitar a cidadania búlgara para a sua filha, que foi posteriormente rejeitada porque casamentos e uniões entre pessoas do mesmo género não são reconhecidos na Bulgária.

Sara ficou em risco de se tornar apátrida, sem acesso à cidadania, sem poder sair do país de residência da sua família, Espanha, e sem documentos pessoais, limitando o acesso à educação, saúde e segurança social. Este não é, aliás, caso único na Europa.

O TJUE também determinou que a criança deveria receber um passaporte búlgaro.

Este foi um dos tópicos centrais aquando da entrevista de Diogo Pereira à eurodeputada Terry Reintke que já em maio falava da importância no “reconhecimento mútuo de documentos que hoje impede a vida e liberdade de muitas famílias” permitindo o reconhecimento e maior proteção das famílias arco-íris em toda a União. Além do resumo escrito da entrevista, vale a pena escutar o episódio especial no formato podcast [LINK].

Sete meses passados e na sequência da decisão do TJUE, Arpi Avetisyan, da ILGA-Europe, disse: “O julgamento trouxe o esclarecimento há muito aguardado de que a paternidade estabelecida num Estado-Membro da UE não pode ser descartada por outro, sob o pretexto de proteger a ‘identidade nacional’.”

Esta é uma verdadeira prova de que a UE é uma união de igualdade e esperamos ver as famílias do mesmo género desfrutar do direito à liberdade de circulação e de outros direitos fundamentais em pé de igualdade com todas as outras pessoas. É importante que a decisão do julgamento seja implementada em breve, não só para a bebé Sara e a sua família, como também para outras famílias que enfrentam lutas semelhantes em toda a UE.

As duas mães falaram, através de um comunicado, “num grande passo em frente para todas as famílias LGBT+ na Bulgária e na Europa.

Esta “decisão terá um efeito na vida de 100 mil a 150 mil crianças em toda a UE“, reagiu a Deystvie, associação búlgara para a defesa dos direitos LGBT+.

O caso não é passível de recurso.

(S)

26
Set21

Suíços votaram a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo

Niel Tomodachi

A maioria dos suíços, 64,1%, votou hoje, em referendo, favoravelmente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, alinhando a nação alpina com muitas outras na Europa Ocidental.

Suíços votaram a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo

Os resultados oficiais mostraram que a medida foi aprovada com os votos a favor de 64,1% dos eleitores e a maioria favorável à medida foi alcançada em todos os 26 cantões, ou estados da Suíça.

O parlamento suíço e o Conselho Federal, no governo, apoiaram a medida "Casamento para Todos". A Suíça tem autorizado as uniões de facto entre pessoas do mesmo sexo, desde 2007.

Os apoiantes da medida votada hoje disseram que esta vitória colocaria os parceiros do mesmo sexo em pé de igualdade com os casais heterossexuais, permitindo-lhes adotar filhos juntos e facilitaria a cidadania dos cônjuges do mesmo sexo. Permitiria também aos casais lésbicos utilizar a doação de esperma regulamentada.

Os opositores acreditam que a substituição das uniões civis por direitos matrimoniais plenos mina a família com base numa união entre um homem e uma mulher.

Hoje, numa mesa de voto em Genebra, a eleitora Anna Leimgruber disse que votou "não" porque acreditava que "as crianças precisariam de ter um pai e uma mãe".

Já Nicolas Dzierlatka, que votou "sim", disse que o que as crianças precisam é de amor.

"Penso que o que é importante para as crianças é que sejam amadas e respeitadas - e penso que há crianças que não são respeitadas ou amadas nos chamados casais 'hetero'", afirmou.

A campanha foi cheia de alegações de táticas injustas, com os lados contrários a decretarem a destruição de cartazes, linhas diretas LGBT a serem inundadas de queixas, 'e-mails' hostis, insultos gritados contra os ativistas e esforços para silenciar pontos de vista opostos.

A Suíça, que tem uma população de 8,5 milhões de habitantes, é tradicionalmente conservadora e só alargou o direito de voto a todas as mulheres em 1990.

A maioria dos países da Europa Ocidental já reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto a maioria dos países da Europa Central e Oriental não permite o casamento envolvendo dois homens ou duas mulheres.

Os apoiantes dizem que ainda podem passar meses até que os casais do mesmo sexo possam casar, principalmente devido a procedimentos administrativos e legislativos.

Também hoje, os eleitores rejeitaram uma proposta liderada por grupos de esquerda para aumentar os impostos sobre os rendimentos de investimentos e capital, tais como dividendos ou rendimentos de propriedades de arrendamento na Suíça, como forma de assegurar uma melhor redistribuição e uma tributação mais justa.

Os resultados mostraram que 64,9% dos votos foi contra esta medida, num país conhecido por ter um setor financeiro vibrante e impostos relativamente baixos, e como um paraíso para muitas das pessoas mais ricas do mundo. Em nenhum cantão suíço houve uma maioria de votos a favor.

 

17
Set21

“Racista, eu!?” Dicas para combater a discriminação

Niel Tomodachi

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Somos todos diferentes e, no século XXI, o nosso mundo está cada vez mais multicultural, em todos os países convivem pessoas de diferentes etnias, origens, religiões, orientações sexuais…. Infelizmente, continua a haver pessoas que não toleram essas diferenças e que assumem posições mais ou menos agressivas que põem em causa a liberdade individual – um direito consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Isso é discriminação (não confundir com “descriminar” que é a ação de tirar a culpa) e há que combatê-la a todo o custo.

Se gostas de Banda Desenhada (BD) , “Racista, eu?” é uma BD que explora este tema. Há seis personagens, jovens, todos diferentes, mas todos amigos, e que entram em situações onde o preconceito e o bullying são temas principais e cada prancha (página)  mostra uma situação desconcertante: ou há alguém excesso de peso, ou com deficiência mental, ou um mulato, negro, indiano, ou alguém com vestuário “esquisito” e os outros estranham, comentam, gozam, rejeitam. Mas cada história termina sempre com uma boa ensinadela e ficamos a pensar como o mundo pode mudar para melhor, se quisermos.

Esta BD foi criada pela Comissão Europeia em 1998 e está publicada em 11 línguas (português, espanhol, italiano, grego, dinamarquês, neerlandês, finlandês, sueco, alemão, inglês e francês).

Para além disso, podes lê-la livremente na Internet, acedendo aqui.

 

21
Ago21

"Não se pode dar nem um euro" a quem não respeita direitos das mulheres

Niel Tomodachi

A presidente da Comissão Europeia defendeu hoje que "não se pode dar um euro que seja de ajuda humanitária a regimes que negam às suas mulheres os seus direitos, liberdades e o acesso ao trabalho e aos estudos".

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Em conferência de imprensa em Madrid, à margem da visita a um centro de acolhimento para os funcionários afegãos das instituições da União Europeia (UE), acompanhada pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, Ursula von der Leyen sublinhou que não há um reconhecimento político do novo regime afegão, admitindo, no entanto, contactos operacionais.

"Não há conversações políticas com os talibãs, não há reconhecimento dos talibãs, mas temos, claro, contactos operacionais com os talibãs, o que é algo completamente diferente", disse a responsável, precisando que estas conversas visam garantir o trânsito para o aeroporto das pessoas que querem sair do Afeganistão.

Na conferência de imprensa em Madrid, a responsável salientou que "os milhões de euros de fundos europeus para ajuda ao desenvolvimento estão condicionados ao respeito pelos direitos humanos, das minorias e das mulheres e meninas".

Ursula von der Leyen acrescentou: "Podemos ouvir os talibãs, mas vamos avaliá-los pelos seus atos; a situação é muito pouco clara".

O centro de acolhimento fica na base militar de Torrejon de Ardoz, perto de Madrid, e pode acolher mil pessoas.

Os talibãs conquistaram a capital do Afeganistão, Cabul, no domingo, culminando uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO do país.

As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no seu território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

A tomada da capital põe fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e dos seus aliados na NATO, incluindo Portugal.

Depois da tomada do poder, as forças talibãs proclamaram o Emirado Islâmico, em Cabul, tendo afirmado desde o princípio da semana que não procuram exercer atos de vingança contra os antigos inimigos e que estão dispostos à "reconciliação nacional".

Os talibãs já disseram que há "muitas diferenças" na forma de governar, em relação ao seu período anterior no poder, entre 1996 e 2001, quando impuseram uma interpretação da lei islâmica que impediu as mulheres de trabalhar ou estudar e que puniu criminosos de delito comum com punições severas como amputações ou execuções sumárias.

 

26
Jul21

'TAXEDU', um projeto que ensina aos mais novos como funcionam os impostos

Niel Tomodachi

Trata-se de um projeto da UE que promove a educação dos jovens em matéria de impostos, através de recursos como vídeos e minijogos.

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'TAXEDU' é um projeto piloto da União Europeia (UE) que tem como objetivo "educar os jovens cidadãos europeus em matéria de tributação e como esta afeta as suas vidas", de acordo com a informação disponibilizada no portal.

 

O portal visa três grupos etários com informações individualizadas:

  • Crianças: "uma explicação do que são os impostos e dos benefícios recebidos no dia-a-dia. A secção inclui alguns factos surpreendentes e divertidos sobre os impostos na Europa para estimular a aprendizagem. A linguagem é simples e acessível".
  • Adolescentes: "uma descrição do que são os impostos e dos benefícios recebidos no dia-a-dia. Esta secção é mais pormenorizada do que a dedicada às crianças e inclui exemplos concretos que correspondem aos interesses dos adolescentes (descarregar música, compras online, etc.)".
  • Jovens adultos: "informações relevantes para esta fase da vida, quando os jovens passam para a idade adulta (têm de pagar impostos quando entram na universidade, lançam a sua empresa, trabalham noutro país, etc.)".

"As informações são transmitidas por meio de jogos, material de aprendizagem eletrónica (elearning) e vídeos de microaprendizagem para que os jovens europeus aprendam sobre os impostos nas suas diferentes modalidades e sobre as questões que lhes estão associadas (fraude fiscal, evasão fiscal, etc.) de forma divertida e apelativa", de acordo com o mesmo portal. 

Além disso, os professores também encontram um fórum e mecanismos de aprendizagem disponíveis em 27 idiomas: "O canto dos professores propõe recursos, dicas e truques sobre o ensino dos impostos e os seus benefícios na escola."

24
Jul21

Mais de dez mil pessoas juntas na Marcha do Orgulho na Hungria

Niel Tomodachi

Mais de dez mil pessoas juntaram-se à Marcha do Orgulho que hoje se realizou no centro de Budapeste, em solidariedade com lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e intersexuais (LGBTI+), alvo de leis e políticas discriminatórias na Hungria.

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"Toda a Europa está a observar o que se passa na Hungria", vincou Terry Reintke, co-presidente do Intergrupo LGBTI+ do Parlamento Europeu, perante os manifestantes reunidos na Praça Madách, no centro da capital húngara, de onde partiu a marcha, em direção ao parque Tabán.

"Estamos aqui contra o ódio, a deriva do Estado de Direito e a vaga autoritária", vincou a eurodeputada.

O governo húngaro do Fidesz (democrata-cristão ultranacionalista), liderado por Viktor Orbán, aprovou recentemente uma lei considerada homofóbica, que, entre outras coisas, proíbe que se fale sobre homossexualidade nas escolas.

Na convocatória da marcha, os organizadores assinalavam que "os últimos tempos foram muito stressantes, desesperantes e aterradores para a comunidade LGBTI+". O Governo húngaro "desterra, na sua própria pátria, a comunidade LGBTI+", denunciam.

Na Marcha do Orgulho, tradicionalmente colorida, participaram políticos da oposição, atores, músicos, desportistas e outras figuras conhecidas da sociedade.

Mas o desfile contou também com solidariedade estrangeira, com mais de 40 embaixadas e instituições culturais presentes na Hungria a apoiarem, em comunicado conjunto, a Marcha do Orgulho em Budapeste.

Várias organizações de extrema-direita, como o movimento Pátria Nossa e a Federação Alfa, convocaram uma contramanifestação, na qual participaram poucas dezenas de pessoas.

A polícia foi mobilizada para evitar confrontos e incidentes.

A polémica lei de proteção de menores, aprovada pelo Parlamento húngaro em junho e criticada interna e internacionalmente, começou por propor um endurecimento das penas contra a pedofilia, mas, pouco antes da votação, foram acrescentadas disposições relacionadas com a homossexualidade e a mudança de sexo.

No poder desde 2010, o primeiro-ministro Viktor Orbán tem adotado políticas para "defender os valores cristãos".

A Comissão Europeia desencadeou um processo de infração contra o Governo húngaro, a 15 de junho, considerando que essas políticas discriminatórias violam os valores europeus fundamentais da tolerância e da liberdade individual.

O processo pode levar a uma ação no Tribunal de Justiça da União Europeia e depois a sanções financeiras.

Orbán classificou o processo desencadeado pela Comissão Europeia como "vandalismo legal" e, na quarta-feira, anunciou que a lei em causa será objeto de referendo, pedindo o apoio dos eleitores.

"Bruxelas atacou claramente a Hungria", contestou, num vídeo publicado na sua página na rede social Facebook.

O Tribunal Europeu de Justiça e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos têm condenado regularmente a Hungria por reformas que visam a justiça, os meios de comunicação, os refugiados, as organizações não-governamentais, universidades ou minorias.

 

21
Jul21

Primeiro-ministro húngaro convocou referendo sobre lei anti-LGBTI

Niel Tomodachi

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou hoje que será realizado um referendo na Hungria sobre a lei anti-LGBTI e pediu o apoio dos eleitores, depois de a Comissão Europeia ter lançado um processo de infração contra Budapeste.

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"Bruxelas atacou claramente a Hungria nas últimas semanas em relação à lei" que proíbe a "promoção" da homossexualidade entre menores, disse o primeiro-ministro num vídeo publicado na sua página na rede social Facebook.
 

Em seguida, Orbán listou cinco perguntas, questionando os húngaros, por exemplo, sobre se estes aceitariam que a escola "debatesse sexualidade com os seus filhos sem o seu consentimento", se apoiariam "a promoção do tratamento de redesignação sexual para menores" ou a "apresentação irrestrita a menores de conteúdos mediáticos de natureza sexual que afetem o seu desenvolvimento".

Orbán, que não indicou a data para a realização deste referendo, pediu aos húngaros que respondessem "não" a todas as perguntas.

O anúncio deste referendo faz parte de um conflito legal entre Bruxelas e Budapeste sobre uma lei sobre a proteção de menores, adotada em 15 de junho, que proíbe nomeadamente o debate com menores sobre homossexualidade e mudança de sexo.

O executivo europeu, que considerou esta lei discriminatória contra pessoas LGBTI (lésbicas, 'gays', bissexuais, transgénero e intersexuais), lançou um processo de infração contra a Hungria, que pode levar a uma ação no Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) e depois a sanções financeiras.

Desde o retorno ao poder de Viktor Orbán, em 2010, o Tribunal Europeu de Justiça e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos têm condenado regularmente a Hungria por reformas que visam a justiça, os meios de comunicação, os refugiados, as organizações não-governamentais, universidades ou minorias.

O autarca de Budapeste, Gergely Karacsony (do Partido Verde), reagiu hoje ao anúncio do referendo dizendo que se trata de um estratagema para distrair os húngaros de outras questões.

"Estou a organizar o meu próprio referendo" para perguntar aos húngaros o que pensam sobre a gestão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a instalação de 'uma universidade chinesa' na capital e a 'venda das rodovias'", ironizou Karacsony numa mensagem divulgada na rede social Facebook.

 

15
Jul21

Direitos LGBT. Bruxelas abre processos de infração a Hungria e Polónia

Niel Tomodachi

A Comissão Europeia lançou hoje processos de infração à Hungria e à Polónia para "proteger os direitos fundamentais" europeus, após os dois países terem introduzido medidas que põem em causa os direitos das pessoas LGBTIQ.

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"A Comissão está a abrir processos de infração contra a Hungria e a Polónia relacionados com a igualdade e com a proteção dos direitos fundamentais", lê-se num comunicado de imprensa publicado pelo executivo comunitário.

No que se refere à Hungria, a Comissão Europeia abriu um processo de infração devido à lei anti-LGBTIQ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, intersexuais e queer), aprovada em 15 de junho no país, e que, na sua fundamentação, proíbe "a promoção" da homossexualidade junto de menores de 18 anos.

Segundo a Comissão Europeia, apesar de a "proteção de menores sem um interesse público legítimo, que a União Europeia (UE) partilha e persegue", o Governo húngaro não conseguiu explicar ao executivo comunitário "porque é que a exposição de crianças a conteúdos LGBTIQ seria prejudicial para o seu bem-estar ou não estaria de acordo com os seus melhores interesses".

Elencando assim um conjunto de regras europeias que a lei húngara viola, a Comissão Europeia frisa que as disposições do diploma também "violam a dignidade humana, a liberdade de expressão e de informação, o respeito pelo direito humano" e os valores europeus que estão consagrados no artigo 2.º dos Tratados da UE.

A Comissão Europeia lança também outro processo de infração ao Governo húngaro por, a 19 de janeiro, ter obrigado uma editora a publicar um aviso num livro para crianças que continha histórias com pessoas LGBTIQ, onde avisava que os textos mostravam "formas de comportamento que desviam dos papéis tradicionais de género".

"Ao impor uma obrigação de fornecer informações sobre uma divergência em relação aos 'papéis tradicionais de género', a Hungria está a restringir a liberdade de expressão dos autores e editores de livros, e discrimina por motivos de orientação sexual de uma forma injustificada", salienta a Comissão.

Em ambos os processos, o executivo comunitário enviou uma carta de notificação à Hungria, em que estabelece um prazo de dois meses para obter uma resposta, sob pena de avançar com os procedimentos, que, a longo prazo, podem levar a uma queixa junto do Tribunal de Justiça da UE.

Já no que é relativo à Polónia, a Comissão Europeia considera que as autoridades polacas não responderam "completamente e apropriadamente" aos pedidos de esclarecimento do executivo comunitário relativos à "natureza e ao impacto" das chamadas "zonas livres de pessoas LGBTIQ", que foram introduzidas através de resoluções em centenas de municípios e cidades polacas desde 2019.

Mostrando-se "preocupada" pelo facto de que as zonas "podem violar a lei europeia no que se refere à não-discriminação, com base na orientação sexual", a Comissão Europeia frisa que é "necessário levar a cabo uma análise detalhada da compatibilidade das resoluções [que estabelecem as zonas] com a lei europeia".

No entanto, para conseguir levar a cabo a análise em questão, a Comissão frisa que é necessária que lhe seja fornecida "informação adequada e abrangente pelas autoridades polacas", o que, apesar de um "apelo claro" feito pelo executivo comunitário em março, Varsóvia continua sem cumprir, "evitando manifestamente responder à maioria dos pedidos da Comissão".

"A Polónia está assim a dificultar a capacidade da Comissão para exercer os poderes que lhe são conferidos pelos Tratados, e não está a respeitar o princípio da cooperação sincera (...) que exige que os Estados-membros cooperem genuinamente com as instituições europeias", aponta o comunicado.

Nesse sentido, a Comissão Europeia enviou uma carta de notificação devido à "falta de cooperação" da Polónia, dando, à semelhança da Hungria, dois meses ao Governo local para responder, antes de proceder ao próximo passo do processo de infração.

O executivo comunitário cumpre assim a ameaça que tinha sido feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que, durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, na semana passada, tinha afirmado que, caso a Hungria não "corrigisse" a lei anti-LGBTIQ, a Comissão Europeia iria utilizar "todos os poderes ao seu alcance".

"A Europa nunca irá permitir que partes da nossa sociedade sejam estigmatizadas seja devido a quem amam, à sua idade, etnia, opinião política ou crença religiosa. Porque nunca nos podemos esquecer: quando defendemos uma parte da nossa sociedade, estamos a defender a liberdade da nossa sociedade como um todo", tinha referido Von der Leyen na altura.

 

09
Jul21

UE lança campanha para promover igualdade de género no cinema e media

Niel Tomodachi

A Comissão Europeia (CE) lançou hoje uma campanha de sensibilização, intitulada "CharactHer", para promover a igualdade de género, a diversidade e a inclusão na indústria do cinema e dos media.

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campanha, apresentada hoje no Festival de Cinema de Cannes, é uma iniciativa do programa Europa Criativa, da Comissão Europeia, em parceria com o Coletivo 50/50 - surgido em 2018 neste mesmo festival, com uma Carta Pela Paridade -, no âmbito de um plano de ação anunciado em dezembro para este setor.

O projeto (www.characther.eu) consiste na apresentação de curtos vídeos com mulheres europeias que trabalham e são reconhecidas em diferentes áreas do cinema, audiovisual e media, tendo já sido apresentadas a realizadora romena Anca Damian, a compositora francesa Uèle Lamore e a dupla dinamarquesa Anne Rasmussen.

Na página oficial é possível aceder a algumas estatísticas que sustentam a necessidade desta campanha: As mulheres representam 51% da população europeia, mas apenas 20% dos filmes produzidos na Europa entre 2015 e 2018 foram feitos por mulheres.

Nos media, 40% dos jornalistas são mulheres, mas numa amostra de 240 órgãos de comunicação social, apenas 22% de mulheres ocupava cargos de direção.

Com esta campanha de sensibilização, a CE pretende "encorajar jovens mulheres a prosseguirem carreiras em áreas consideradas tradicionalmente masculinas, mostrando-lhes que é possível ter sucesso".

"Atualmente na Europa, apenas um em cada cinco filmes é realizado por uma mulher. Queremos que isso mude. E isto não acontece só na realização. Nesta campanha vemos que há uma grande variedade de profissões nos media e no audiovisual que são pouco conhecidas, mas muito atrativas", afirmou a vice-presidente da CE Vera Jourová, em declarações à revista Variety.

Em matéria de igualdade de género, o espaço comum europeu segue a diferentes velocidades do ponto de vista legal e estatístico de representatividade das mulheres na produção, criação e representação cinematográfica e nas empresas de media.

Na quinta-feira, o Observatório Europeu do Audiovisual (OEA) divulgou um extenso relatório precisamente sobre diversidade, incluindo igualdade de género, representatividade étnica e religiosa, e concluiu que "há um longo caminho a percorrer" no cinema e audiovisual, dificultado em 2020 pelo contexto da pandemia.

"A pandemia da covid-19 não só acentuou as desigualdades já existentes entre homens e mulheres em praticamente todos os setores, tanto na Europa como fora, como também teve impacto nos grupos e minorias étnicas sub-representadas", lê-se no relatório.

Entre os problemas detetados no contexto europeu, o observatório indica, por exemplo, a falta de harmonização e de metodologia entre Estados-membros, o que torna mais complexo o processo de recolha e tratamento de dados estatísticos.

 

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