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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

31
Mai21

Gaia: há um hotel rural com bungalows para conhecer em Lever

Niel Tomodachi

Em Lever, na freguesia mais oriental da cidade, nasceu um alojamento com casas, suítes e bungalows, rodeado por Natureza. Quem procura pernoitar em sossego mas, ainda assim, perto da movida portuense, encontra na Quinta do Pedregal Hotel & Spa uma boa opção.

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No centro de Lever, em Vila Nova de Gaia, encontra-se a Quinta do Pedregal Hotel & Spa, um turismo rural ideal para quem quer visitar o Porto, mas prefere pernoitar afastado da confusão. Trinta minutos separam a baixa portuense deste projeto familiar, único na cidade, constituído por duas casas, duas suítes e quatro românticos bungalows (aos quais se juntará em breve uma casa da árvore com banheira de hidromassagem), nomeados conforme as árvores que os rodeiam, como carvalhos, eucaliptos, pinheiros e castanheiros.

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A recuperação da antiga quinta fez-se recorrendo, no interior, a tons terrestres, madeiras reaproveitadas e cimento afagado, proporcionando um ambiente frugal mas confortável, tanto nos quartos, como no spa. No exterior destaca-se a convidativa piscina e, ao fundo da propriedade, a horta, de onde saem alguns dos legumes e vegetais usados pelo chef Diogo Gomes no restaurante do hotel, aberto do almoço ao jantar, também a quem não está alojado.

Famílias e grupos encontram pouso na Casa da Eira, com um quarto, e na Casa da Quinta, com dois quartos. Os animais de estimação são bem-vindos e recebidos pelas duas cadelas anfitriãs: Missy e Love.

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MORADA:
Rua Cavada de Meias, 109, Lever, Vila Nova de Gaia
 
TELEFONE:
925522970
 
CUSTO:
 
(Quarto duplo a partir de 100 euros por noite; bungalow a partir de 120 euros por noite (ambos com pequeno-almoço incluído))
 

23
Mai21

Estão a chegar as viagens pelo Douro a bordo de um comboio a vapor

A visita terá várias atividades e oportunidades para boas fotografias não vão faltar.

Niel Tomodachi

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Desde 2001 que o Douro é considerado Património da Humanidade pela UNESCO. E é fácil de perceber esta distinção: é uma das mais bonitas regiões do mundo, entre socalcos vinhateiros e beleza natural. E há boas notícias: a partir de junho vai ser possível descobrir o Douro a bordo de um comboio histórico, a vapor. Uma cena tirada de um postal.

Esta tradicional locomotiva tem cinco carruagens clássicas e vai fazer viagens regulares pelos pontos mais bonitos da região até outubro. O ponto de partida é sempre na Régua, onde os visitantes serão recebidos por músicas populares da zona. O destino da viagem é o Tua. Pelo meio, este comboio histórico vai ainda fazer uma breve paragem de 10 minutos na vila de Pinhão, onde será possível apreciar os famosos azulejos da estação. Chegando a Tua, poderá fazer uma visita ao Centro Interpretativo do Vale do Tua, com um desconto de 50 por cento nos bilhetes.

Aos sábados, as visitas acontecem entre 5 de junho a 30 de outubro. Já aos domingos, as viagens realizam-se entre 1 de agosto e 10 de outubro. A partida está sempre marcada para as 15h28. Se chegar mais cedo poderá descansar e aproveitar para beber um copo de vinho da região. Caso não seja apreciador de álcool, o itinerário oferece também águas e rebuçados típicos da zona. O regresso de Tua está marcado para as 17h06.

Os bilhetes têm um custo de 45€. Para os miúdos, dos quatro aos 12 anos, o valor é de 20€. Existem também vários bilhetes especiais nos serviços Alfa Pendular e Intercidades, Inter-regional, Regional e Urbanos do Porto, que permitem que os passageiros do Comboio Histórico regressem mais facilmente a casa a partir da estação da Régua.

 

22
Mai21

O hotel da Islândia onde se dorme suspenso na floresta

Niel Tomodachi

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Um glamping islandês encontrou uma forma de colocar os hóspedes ainda mais próximos da Natureza: pendurou quartos nas árvores, com cúpula transparente para apreciarem as Luzes do Norte.

O Buubble apresenta-se como “um hotel de 5 milhões de estrelas”, por oferecer aos seus visitantes quartos com vista desafogada para o céu noturno da Islândia, longe do ruído visual das cidades e em lugares de primeira fila para o espetáculo de luz das auroras boreais.

O glamping é disponibilizado por uma companhia turística, em complemento aos passeios guiados que organiza pelas atrações naturais da região, como géisers, cascatas e praias de areia preta. É composto por quartos-bolha transparentes instalados sobre deques de madeira ou estruturas metálicas em duas florestas no sul do país: em Ölvisholt, perto da cidade de Selfoss, e em Hrosshagi, junto à localidade de Reykholt e na rota turística do Círculo Dourado. Ambas ficam a pouco mais de uma hora de Reiquejavique.

Na primeira localização, acabam de inaugurar as Tree Bubbles, quartos também em forma de bolha mas pendurados nas árvores. No interior, da cama de casal pode contar-se as estrelas e ver a neve cair. Perto dos quartos há um edifício partilhado com casas de banho, chuveiros e cozinha.

As bolhas estão distanciadas entre si, para garantir o máximo de privacidade, sem perder a vista, que varia de acordo com a altura do ano. No inverno, a floresta está coberta por um manto branco e, em noites que reúnam as condições ideais, pode ver-se a aurora boreal.

No verão, as Luzes do Norte dão lugar ao sol da meia-noite. Em todas as ocasiões, os visitantes são imersos na serenidade da floresta, embalada pelos sons da avifauna.

O Buubble pretende ser um escape da azáfama do dia a dia, onde se vai recarregar energias e reconectar com o Mundo natural.

Os preços arrancam nos 175 euros por noite (sem pequeno-almoço).

 

20
Mai21

A Disneyland Paris vai voltar a abrir já em junho

Niel Tomodachi

O gigante e mágico parque de diversões na Europa anunciou que já tem data para voltar a funcionar. E até vai ter um novo hotel.

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"Chegou a hora de realizar os nossos sonhos mais mágicos”. O anúncio é curto e preciso e vem com uma notícia há muito esperada: a Disneyland Paris vai reabrir a 17 de junho. Um dos maiores parques temáticos da Europa estava fechado há vários meses, por causa da pandemia.

O anúncio foi feito pela Disney no Instagram, onde o grupo adianta que também o novo hotel do resort, o Disney’s Hotel New York — The Art of Marvel será inaugurado a 21 de junho, estando mesmo já a aceitar reservas a partir desta terça-feira, 18 de maio.

No site da Disneyland Paris explica-se que voltam então a Disneyland Park, o Walt Disney Studios Park, a Disney Village e o Disney’s Newport Bay Club. Tal como na reabertura pós-confinamento em 2020, haverá medidas reforçadas de saúde e segurança a cumprir. Elas incluem, adianta-se na plataforma, o número limitado de entradas para garantir distanciamento físico. Também o uso de máscara será obrigatório para visitantes com seis anos ou mais, membros do elenco e prestadores de serviços.

19
Mai21

A nova lagoa termal na Islândia tem uma piscina infinita e vista para auroras boreais

Niel Tomodachi

Tem tudo o que simboliza o país: spa termal, vistas incríveis, materiais sustentáveis, cozinha típica e experiências únicas.

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Já abriu mais uma atração irresistível para um destino que é já um claro favorito dos portugueses. Uma nova lagoa termal, com piscina infinita, situada à beira mar e com vista para as auroras boreais, abriu na Islândia e já pode ser visitada. Só precisa de se enfiar num avião. 

Em 2020, mesmo com a pandemia no auge, foi anunciada a abertura para este ano da Sky Lagoon, o novo projeto turístico do país. Tratava-se de uma enorme e perfeita ao detalhe nova lagoa termal em frente ao mar, perto da capital Reiquejavique. Como a NiT noticiou na altura, a Sky Lagoon foi construída pela Pursuit, a poucos minutos da cidade, num local ideal para ver o pôr-do-sol e, se tiver sorte, as auroras boreais.

Ao contrário do que é muitas vezes habitual na Islândia, esta é uma lagoa artificial, no fundo uma espécie de piscina infinita com uma largura de 70 metros. Mas há mais: tem uma sauna com vista para o mar, um bar dentro da própria lagoa — que pode usar sem sair da água —, um restaurante e um centro comercial. 

A imagem de quando ainda era um projeto.
 

Segundo a “Lonely Planet”, completamente inspirado na cultura de spa de longa data da Islândia, a Sky Lagoon fica mais precisamente situada no porto de Kársnes, em Kópavogur, uma cidade a poucos quilómetros a sul da capital islandesa.

A lagoa geotérmica tem como objetivo fornecer um ritual restaurador semelhante ao de um spa, mas para efeitos de turismo a clara aposta nos detalhes, no luxo, no efeito de piscina infinita misturada com o oceano prometem ser chamarizes certos. O design é todo baseado na cultura islandesa, garantindo conforto com uso de madeiras e materiais sustentáveis.

Quanto à parte de spa termal em si, é também topo de gama e decorre numa experiência em sete etapas, chamada The Ritual. Um ritual que combina água quente e fria, vapor quente, calor seco e ar fresco, sempre com vista. 

A Sky Lagoon pode receber até três mil visitantes por dia, mas as crianças menores de 12 anos não são permitidas. Os preços variam: nas reservas, já disponíveis online, explica-se que pode escolher uma de duas opções de admissão.

Uma das ofertas chama-se Pure Pass e fornece acesso com vestiários públicos, para o The Ritual Sky, o tal de sete etapas. Os preços começam nos 39 euros e cada passe dá direito a cerca de 40 minutos, já havendo dias praticamente esgotados em maio, em todas as “slots” temporais.

Para uma melhor experiência, faça um upgrade para o Sky Pass, que lhe dá acesso aos luxuosos vestiários privados com comodidades exclusivas Sky Lagoon: os preços começam nos 65€ por adulto. Os bilhetes podem, e devem por motivos de disponibilidade, ser reservados online.

Para uma experiência completa vai encontrar ainda um Lagoon Bar, localizado ao lado de uma caverna na outra extremidade da lagoa, bem como o Sky Café e o Smakk Bar, um restaurante que serve comida inspirada nos pratos tradicionais da Islândia.

Recorde-se que a Islândia foi um dos primeiros países do mundo a permitir a entrada de visitantes e turistas, desde que vacinados, imunes ou com teste negativo contra a Covid-19.

Para viajar para este país em junho deste ano, por exemplo, encontra voos a partir de 174€, de Lisboa, ida e volta.

 
12
Mai21

O novo trilho alentejano que tem uma ponte suspensa, miradouros e um baloiço lilás

Niel Tomodachi

No Trilho da Barca D’Amieira, em Nisa, encontra ainda elementos pictóricos variados. A invasão do Instagram já começou.

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Há um novo trilho em Portugal que tem tudo para ser uma das estrelas das redes sociais no verão de 2021. Até porque este é um ano em que, tudo indica, muitos portugueses ainda optarão por fazer férias por cá e partir à descoberta de novos segredos e territórios. E o novo segredo de Nisa não aguentará muito tempo guardado. 

Na vila portuguesa no distrito de Portalegre, Alto Alentejo, abriu esta primavera o Trilho da Barca D’Amieira, um novo caminho cheio de equipamentos coloridos e de surpresas originais.

O percurso, diz a Câmara, vai buscar o seu nome a uma barca bem conhecida por ali e aos tempos em que essa embarcação “fazia a ligação entre o apeadeiro ferroviário da Barca D’Amieira”, na margem norte do Tejo, “e a estrada que conduz à localidade de Amieira do Tejo, no Alentejo, unindo assim os dois cais que entram rio adentro”, explica a autarquia local no seu site.

O trilho liga um novo Miradouro Transparente do Tejo Sky Walk, à Barca d’Amieira numa experiência “única e diferenciadora”, sobretudo pela passagem de vários elementos pictóricos que se destacam de tudo o que tem sido por cá criado: tal como, mas não só, um enorme baloiço lilás.

O Trilho da Barca d’Amieira conta também com miradouros de birdwatching, uma ponte pedonal suspensa e o tal miradouro em vidro – Sky Wall.

Embora possa ser feito nos dois sentidos, é precisamente pelo Miradouro Transparente do Tejo que a autarquia recomenda que se comece o percurso. Depois de espreitar o rio debaixo dos seus pés, pode viver outra experiência igualmente vertiginosa e alucinante, através do percurso no passadiço de madeira em direção ao rio Tejo, acompanhando o trajeto final da ribeira de Figueiró até à sua foz.

Pelo caminho, vai poder contemplar os “Meandros” a partir de um módulo de observação e os tais elementos pictóricos originais instalados pela câmara, como os “Javalis”, “Sol”, “Jardim do Éden”, “Joaninha”, “Borboleta” e os “Baloiços Instagramáveis da Árvore Lilás”.

De seguida, deve transpor o Figueiró pela Ponte Pedonal Suspensa — outra estrutura incrível, com uma sensação de aventura inevitável. Pode ainda observar a avifauna a partir do módulo Birdwatching e entrar no Muro de Sirga onde consegue contemplar mais elementos pictóricos: a “Raposa”, “Formiga”, “Garça Real”, “Alpinista”, “Covil do Ginete”, “Cascata Cromática” e o “Índio”.

O passadiço faz depois a ligação ao Muro de Sirga, de onde pode ainda, a partir do módulo “Casa da Árvore” ter uma vista única sobre a foz do rio Ocreza.

Finalmente, pode concluir a sua caminhada na Barca D’Amieira, onde está disponível uma Plataforma Flutuante que faz a travessia do rio Tejo e um espaço verde onde consegue estar e descansar.

O sucesso do multifacetado trilho foi imediato, com as fotos dos diversos elementos insólitos e pontos de passagem já a começar a invadir literalmente, nos últimos dias, as redes sociais.

 

28
Abr21

Já se sabe quando abre em Arouca a maior ponte pedonal suspensa do mundo

Niel Tomodachi

A 516 Arouca começa a receber visitantes na próxima segunda-feira, mas os bilhetes têm sempre de ser comprados online.

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Depois de muita expetativa, especulação, alguns adiamentos, um desfile de moda e enorme curiosidade, já há datas: a nova ponte de Arouca, junto aos Passadiços do Paiva, aquela que diz ser a maior ponte pedonal suspensa do mundo é inaugurada já no próximo domingo, 2 de maio, estando aberta aos visitantes na segunda-feira seguinte, dia 3.

O anúncio foi feito na noite de terça-feira, 27 de abril, nas páginas das redes sociais da Câmara Municipal de Arouca e do Arouca Geopark. A 516 Arouca, assim se chama a estrutura, também já tem página própria nas redes e site, onde se explica que todos os interessados em conhecer a ponte e atravessá-la terão de reservar, sempre, primeiro.

Em junho do ano passado, foi adiantado que a maior ponte pedonal suspensa do mundo estava a nascer em Arouca e estaria pronta em breve, bem como conhecidos os primeiros detalhes. A nova ponte é designada de “516 Arouca” por ter uma extensão de 516 metros. A estrutura tem ainda um vão de cerca de 480 metros e fica 175 metros acima do rio Paiva. Está construída junto aos Passadiços, tornando-se certamente uma das principais atrações turísticas do distrito de Aveiro.

Ao atravessar a ponte, pode admirar a magnífica paisagem sobre a Garganta do Paiva e a Cascata das Agueiras, ambos geossítios do território UNESCO Arouca Geopark.

Segundo a Lusa, os residentes em Arouca serão os primeiros a estrear a estrutura já esta quinta-feira, enquanto os outros visitantes poderão fazê-lo a 3 de maio. O bilhete, que também dá acesso aos Passadiços do Paiva, custa 12 euros, com descontos para jovens e séniores, que pagam 10€. Como se pode ler no site, não é permitido o atravessamento a menores de seis anos, nem se pode levar carrinhos de bebés ou animais.

Os bilhetes têm sempre de ser comprados online e os visitantes com comprovativo de morada em Arouca podem usufruir da experiência a título gratuito, se já tiverem o cartão-residente que por cinco euros lhes garante livre-trânsito durante três anos na ponte e nos Passadiços do Paiva.

 

Para quem ainda não conhece os Passadiços do Paiva, o incrível percurso em Arouca, Aveiro, favorito de tantos portugueses e estrangeiros reabriu ao público a 5 de abril, com medidas de segurança devido à pandemia, tal como a medição de temperatura.

Conforme se explica no seu site oficial, além do controle de temperatura à entrada é também pedida aos visitantes a higienização regular das mãos e aquando da entrada nos Passadiços. Quem ali passa deve ainda fazer-se acompanhar de doseador individual de álcool gel para higienização das mãos ao longo do percurso e cumprir as regras de etiqueta respiratória.

É também pedido a quem faz o percurso que evite apoiar-se nas superfícies sempre que possível, e que use máscara aquando da validação dos bilhetes (entrada e saída dos Passadiços), no acesso aos WC’s e em situações de eventual interação com terceiros. A venda de bilhetes deve ser feita online onde já pode escolher a sua data a reservar.

Os passadiços percorrem 8,7 quilómetros de um troço incrível, num passeio intocado e rodeado de natureza selvagem, na margem esquerda do Rio Paiva, numa zona conhecida como a Garganta do Paiva, concelho de Arouca, distrito de Aveiro.

Ali encontra águas bravas, cristais de quartzo e várias espécies em extinção na Europa. Passa pelas praias fluviais do Areinho e de Espiunca, encontrando-se, entre as duas, a praia do Vau. Passa por pontes suspensas, pequenos lagos de água nas rochas, muitas sombras, a natureza no seu estado mais puro.

Inaugurado em junho de 2015, o caminho não tem tido sempre um percurso fácil: a 11 de agosto de 2016, um incêndio atingiu os Passadiços do Paiva, e destruiu 700 metros. O acontecimento obrigou a encerrar metade do trajeto (de oito quilómetros passou para quatro) e, durante vários meses, os visitantes foram obrigados a ficar pelo caminho. Em setembro de 2015, noutro incêndio, já cerca de 600 metros haviam sido destruídos.

Mas o troço reabriu, os passadiços foram recuperados e têm sido sempre melhorados. Após o primeiro fogo, o projeto sofreu algumas alterações e foram criadas normas mais restritas para os visitantes deste Património Geológico da Humanidade, segundo a UNESCO, recebendo agora a gigante ponte suspensa. 

A partida é feita do Areinho – Espiunca, a partir de onde encontra quase nove quilómetros, sempre em frente. O percurso pedonal é feito em estruturas em madeira de pinho, que estão assentes em ferro implantado nas rochas.

O nível de dificuldade é considerado alto, devido sobretudo a acentuados desníveis: há zonas para subir e descer escadas, três troços de terra batida e a duração média é de cerca de 2h30 para cada lado.

Pode fazer todo o ano, este percurso que, além da sua óbvia e incrível beleza natural, ainda passa por vários Geossítios: Garganta do Paiva (G36); Cascata das Aguieiras (G35); Praia Fluvial do Vau (G30); Gola do Salto (G31) e Falha de Espiunca (G32). 

O valor de entrada para os Passadiços do Paiva é de 2€ por pessoa. As crianças até aos dez anos não pagam e as pessoas que vivem em Arouca também não, uma vez que têm direito a um cartão de acesso gratuito ao local, sem limite de visitas.

 

27
Abr21

Há uns novos passadiços incríveis para descobrir em Portugal: ficam na Serra d’Ossa

Niel Tomodachi

O novo percurso pedonal no Alentejo liga a Aldeia da Serra D’Ossa à Ermida de Nossa Senhora do Monte da Virgem.

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Foram primeiro anunciados em 2019 e inaugurados este domingo, 25 de abril. A região de Redondo, distrito de Évora, no Alentejo, tem mais um chamariz turístico, sob forma de um novo percurso pedonal que inclui uns incríveis Passadiços: tudo isto na Serra d’Ossa, na Aldeia da Serra.

Nos últimos anos, têm sido vários os investimentos da autarquia local no sentido de chamar mais pessoas para esta zona, que têm incluído vários percursos pedonais e a criação de um Centro de BTT, também com percursos próprios. Mas o novo caminho agora inaugurado chega a um total de sete quilómetros e inclui um passadiço de madeira com centenas de degraus, que promete ser uma nova coqueluche dos amantes de caminhadas e turismo de aventura.

Segundo o jornal local “ODigital“. que esteve presente na inauguração desde domingo, espera-se que o novo Percurso Pedonal da Serra D’Ossa atraia milhares de pessoas, todos os anos, à região. No total, o caminho irá contar com cerca de 7,7 quilómetros (ida e volta) e resultar de um investimento de cerca de 323 mil euros, por parte da Câmara Municipal de Redondo.

Os objetivos têm sido amplamente revelados pelo presidente da autarquia, António Recto, em inúmeras ocasiões: passam por chamar pessoas e dar conhecer a Serra d’Ossa, mas também mostrar o Convento de São Paulo e as antigas hortas dos seus frades, já que uma parte do percurso pedestre que não será de madeira está integrado nos cerca de 750 hectares ligados a este antigo convento do século XII — que funciona como hotel desde 1993.

A obra visa, no fundo, promover a zona a nível turístico e trazer mais pessoas para o concelho, dinamizando assim a economia local.

A Serra d’Ossa é a principal elevação do Alentejo Central e fica entre os concelhos de Estremoz, Borba, Vila Viçosa, Alandroal e Redondo. Tem eucaliptos, montados de sobro e azinho e extensos estevais.

Segundo a autarquia, nos anos 60, foi objeto da plantação da maior mancha contínua de eucaliptos do País mas mantém, em algumas zonas, a sua originária vegetação de montado, associada aos matos de esteva, urze, tojo e rosmaninho. O relevo é sobretudo xistoso e tem uma série de monumentos religiosos que lembram um dos seus aspetos mais marcantes: foi durante décadas lar para uma enorme comunidade de monges eremitas e é possível ainda encontrar grutas criadas por eles.

É também na Serra d’Ossa que se consegue a melhor vista sobre a planície, a partir do Alto de São Gens, o ponto mais elevado desta região. A Serra é como que um insólito da natureza: no meio de um Alentejo maioritariamente plano e seco ali fica ela, com 650 metros de altitude, uma enorme área florestal e riachos que pode ver e que alimentam a bacia do Guadiana e a bacia do Tejo. 

Dando um tom mais verde ao Alto Alentejo, é conhecida como uma espécie de pulmão, não apenas do Redondo mas também de concelhos próximos, como Estremoz e Borba, como a NiT já noticiou. Além da vegetação, é zona nobre para algumas espécies de aves, algumas delas pouco comuns no País e que, num dia de sorte, poderão ser avistadas, como a águia-calçada, o bufo real ou o mocho-de-orelhas. Pela região vão-se notando também então, aqui e ali, as marcas do tempo em que os monges eremitas fizeram daquela serra o seu espaço.

No verão do ano passado, a propósito da confirmação desta obra a NiT falou com o responsável do Convento de São Paulo, espaço que pela sua localização e história que foi crucial para o avanço e concretização deste projeto. O convento é um edifício já histórico  com quartos por noite entre os 115€ e os 220€  que sempre esteve integrado na natureza.

E esta conta com um lado próprio. “É um espaço de serra que sai do vulgar no Alentejo”, com uma zona de pinhal em destaque mas também sobreiros e azinheiras, explicou-nos então Eduardo Bon de Sousa. 

Com tudo isto, o novo percurso pedonal assenta na beleza dos caminhos mas também na historia da serra, da região, do regadio, do próprio Convento. Na prática, adiantou o autarca local ao “ODigital” também este domingo, o caminho liga a povoação à Aldeia da Serra D´Ossa à Ermida do Monte Virgem, sempre por dentro de um vale e junto a muros de pedras de xisto, onde eram muitas das hortas, permitindo ver toda a natureza, fauna, flora e história da região.

“É este produto, e são estas condições naturais que a serra tem e que nos obriga também a fazer este tipo de investimentos e não vão ficar por aqui; certamente durante o próximo ano iremos inaugurar mais um percurso virado para a atividade física“. acrescentou ainda o autarca.

António Recto destacou como outro ponto forte do percurso o passadiço de madeira que chega a ter 400 degraus em madeira; e anunciou que a autarquia vai construir um parque de estacionamento praticamente dentro da aldeia.

O objetivo final é que o caminho seja feito nos dois sentidos: “as pessoas começam no centro da aldeia, vão até à ermida e voltam para trás, estamos a falar de cerca de 3,5 quilómetros, e depois deixam o carro aqui na aldeia, e têm aqui ótimos restaurantes para poderem fazer as refeições; daí o parque de estacionamento que está já a ser preparado vir para este espaço, na Aldeia da Serra, situado junto aos restaurantes“.

O Percurso Pedonal da Serra D´Ossa foi também divulgado pela autarquia num vídeo entretanto publicado no YouTube:

 

15
Abr21

A aldeia de xisto que fica a meia hora do Porto — e que tem mesmo de conhecer

Niel Tomodachi

Não é uma parente esquecida da conhecida rota do Xisto. É mesmo uma aldeia com a sua própria história — e cada vez com mais vida.

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À primeira vista, o cenário até lembra algo que já conhecemos bem. Estamos longe das famosas aldeias de xisto da serra da Lousã mas há aqui qualquer coisa de elo perdido. Poderia estar em boa companhia mais a sul que não destoaria. Mas é na freguesia de Lagares, no concelho de Penafiel, que encontramos a Quintandona. 

A aldeia integra a chamada rota do Românico, percurso pelo norte de Portugal, em terras dos vales do Sousa, Douro e Tâmega, com lendas que remontam aos primórdios do País. As referências mais antigas ao povoado datam ainda do século XIII, tinha Portugal pouco mais de cem anos de vida. O mundo mudou muito desde então mas entre as ruas características estreias da aldeia encontramos este ambiente de coisa de outros tempos que nos veio visitar ao presente.

Há poucas décadas a aldeia era um de muitos outros lugares do País onde o potencial estava lá mas faltava sangue novo (e investimento) para lhe dar outra força. A aldeia foi sendo recuperada já em pleno século XXI, numa aposta da autarquia, de privados e de fundos europeus, tudo com o cuidado de manter os traços arquitetónicos característicos. O pelourinho, os espigueiros típicos do norte do País, a capela e o antigo lavadouro público, devidamente recuperado, reforçam esta ligação ao passado que se preservou.

Ao passear pelas ruas de pedra de Quintandona cedo se vai perceber que é o tipo de espaço que vale não só uma visita quando se anda pela região mas onde se pode parar e aproveitar com tempo. Um dos destaques é bem conhecido para aqueles lados e perfeito para saborear a gastronomia tradicional com um bom vinho.

Winebar Casa da Viúva (preço médio 30€) não é lugar de refeições enfarta-brutos mas mais em modo petiscos — com o vinho, naturalmente, a ser um dos trunfos da refeição. Se procura por uma opção mais à portuguesa, com opções como cozido, cabidela ou rojões, sugerimos dar um salto a Duas Igrejas, também no concelho de Penafiel, ao Cozinha de Quessus. As refeições são somente por reservas mas é em ambiente íntimo, acolhedor e à luz de velas que vai poder sentar-se à mesa.

Voltando a Quintandona propriamente dita, o alojamento referência na aldeia (e um dos mais elogiados nas redondezas) é a Casa Valxisto – Country House (a partir de 200€ duas noites, no verão), que conta com restaurante à carta, quartos com vista para a montanha e piscina. Quintandona, no entanto, tem ainda mais, num caso claro que mostra o muito que se pode fazer mesmo quando há dinamismo.

A pandemia, já o sabemos, tem sido pródiga a estragar planos mas com sorte em setembro haverá oportunidade para uma festa que, em pouco mais de uma década, já se tornou uma tradição. Falamos da Festa do Caldo, onde há jogos tradicionais e os caldos da aldeia se servem em abundância, recriando o ambiente de há algumas décadas da população rural portuguesa.

A festa é particularmente dinamizada pelo grupo de teatro comoDEantes, que fez de Quintandona a sua casa e que traz máscaras e inspiração da aldeia nas suas performances. E a aldeia conta ainda com a Casa do Amásio, uma quinta pedagógica com produção agrícola, mas também um lugar para residências artísticas.

Segundo a Câmara Municipal de Penafiel, cerca de 60 pessoas vivem atualmente na aldeia, sendo que a pequena comunidade foi capaz de tornar a aldeia um ponto de atração e cultura, que fazem com que, todos os anos, cada vez mais pessoas queiram visitar este recanto de xisto único na região.

Para chegar a Quintandona, a referência a partir do Porto é a A4 e mudar depois para Recarei, pela N15. Em Recarei, entre na N319, passe por Sobreira e pouco depois chegará à aldeia. Do Porto até lá é uma meia hora de viagem. Quem vier mais de sul pode seguir pela A41 e seguir depois pela mesma N319. Já de Penafiel até Quintandona são cerca de 15 quilómetros por uma das estradas municipais.

Uma aldeia preservada.

 

 

14
Abr21

Convento dos Capuchos vai ter visitas noturnas pela primeira vez

Niel Tomodachi

As visitas serão acompanhadas, com lotação máxima de cinco pessoas por grupo e 30 minutos de duração

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Numa iniciativa inédita, o Convento dos Capuchos, em Sintra, vai proporcionar a experiência única de uma visita à noite. Será a 16 de abril, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se assinala no dia 18.

Segundo informações da Parques de Sintra, as visitas serão acompanhadas e terão a duração de 30 minutos, estando disponíveis 14 horários, entre as 18 horas e as 21h45. A fim de cumprir as normas da Direção-Geral da Saúde, a lotação máxima será de cinco pessoas por grupo.

A visita começa no Terreiro das Cruzes e leva à descoberta de uma casa conventual que se destaca pela sua simplicidade, completamente desprovida de luxo e de conforto.

Era aqui que os frades franciscanos viviam em perfeita comunhão com a natureza, procurando o aperfeiçoamento espiritual através do afastamento do mundo e da renúncia aos prazeres associados à vida terrena. A atmosfera de fim de tarde e noturna potencia a perceção destas vivências, reforçada pela iluminação minimalista, recentemente revista em todo o espaço.

Os bilhetes para estas visitas já estão disponíveis, sendo vendidos exclusivamente online, no site da Parques de Sintra, ao preço das entradas regulares.

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