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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

19
Set22

The Trash Traveller, a viagem com um sentido

Niel Tomodachi

É alemão, anda de bicicleta mapa de Portugal acima e abaixo e largou a biomedicina para chamar a atenção para… o lixo.

Foto: The Thrash Traveller

Andreas Noe é, acima de tudo, um tipo bem disposto. Intitula-se The Trash Traveller, canta “canções ridículas” e faz sorrir as pessoas. Pelo caminho, espera consciencializá-las para a luta que o move: acabar com o consumo de plástico de uso único.

Encontrámo-lo em Matosinhos, no âmbito do Travel Fest da Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, à maegem do qual fez o que mais gosta: limpar praias.

Foto: The Thrash Traveller

Formado em biomedicina, conheceu Portugal através do surf e depressa percebeu que uma país com tão generosa costa se torna diariamente num recetáculo do lixo do Mundo.

Desistiu da carreira e da sua Alemanha, agarrou na carrinha que é sua casa e desatou a percorrer Portugal atrás de plástico. Com um ukelele que lhe foi oferecido por um viajante que cruzou algures às costas, a cantar num português delicioso letras tão parvas que só podem ficar na memória.

Foto: The Thrash Traveller

Objetivo: fazer passar a mensagem: “Sou um viajante de lixo, com um ukelele de lixo, tenho uma voz de lixo e canto canções de lixo”, conta Andrea, entre duas músicas. Uma delas é uma adaptação simples da Casa Portuguesa que Amália eternizou. Em versão lixo, claro.

“Não é porque o lixo seja pior em Portugal do que noutro lugar, mas porque adoro Portugal!”, ressalva o ativista, que se diz “chocado com o que os homens estão a fazer ao Planeta”.
Foto: The Thrash Traveller

Até então avesso às redes sociais, percebeu que usá-las ajudaria a luta a que se entregou. Andou 160 dias a recolher uma tonelada de plástico e a partilhar 160 vídeos e fotografias castiças, até um frigorífico apanhou e da porta fez uma “prancha de surf”.

Percebeu que não era suficiente e resolveu dedicar dois meses seguidos a descer por areais do Minho ao Algarve: em 832 km juntou 1,62 toneladas de lixo e centenas de pessoas e associações e ONGs e conquistou um movimento em plena pandemia.

Até que um dia foi recebido ao fim do dia por um senhor a agraciá-lo com água… numa garrafa de plástico de uso único. “OK, tenho de alterar a mensagem”, compreendeu. Tinha de convencer as pessoas a largar de vez o plástico.

E partiu à cata do item de plástico que mais se descarta para a Natureza: beatas de cigarro. Em dois meses, recolheu, com mais de 600 pessoas e 70 ONGs, 1,1 milhão de beatas em 38 cidades e praias. E fotografou-se deitado e coberto delas em “obras de arte efémeras”.

“Não se trata de limpar, trata-se de alterar a raiz do problema”, explica Andreas, que lançou uma campanha em defesa da implementação de um sistema de depósito para embalagens.

Foto: The Thrash Traveller

Pegou num quadro de bicicleta velho e em peças de 14 bicicletas descartadas, construiu a “Rosa” e deu a volta a Portugal e, 2370 km a explicar às pessoas que o Mundo tem materiais e coisas que cheguem e não precisa de fabricar mais e que o plástico só vai parar à Natureza “porque não tem valor”.

Apanhou 4599 garrafas e latas e documentou tudo com imagens no Instagram e lançou uma petição com várias ONGs que têm lutado nessa questão há anos e que espera vir a entregar ao Governo português. Para dar valor ao que é descartável e fazer perceber, pelo dinheiro, que pode ser reutilizado. Porque só 10% do plástico acaba reciclado em Portugal.

Foto: The Thrash Traveller

26
Ago22

Como poupar água: 14 dicas para aplicar todos os dias

Niel Tomodachi

Fique a par das nossas dicas para poupar água e preservar este recurso cada vez mais escasso.

Poupar água

Uma das melhores formas de poupar no dia-a-dia é, sem dúvida, reduzindo o desperdício de água. Dos banhos à confeção de alimentos, gastamos água desnecessariamente e sem sequer nos apercebermos disso.

Pequenas mudanças de comportamentos podem, assim, fazer toda a diferença no final do mês, quando chega a conta da água para pagar. Além disso é uma responsabilidade de todos preservar ao máximo este recurso cada vez mais escasso no nosso planeta.

Descubra, de seguida, algumas dicas para aprender como poupar água.

 

COMO POUPAR ÁGUA EM CASA

 

Na casa de banho

1. Feche a torneira enquanto não está a utilizar a água

Fechar a torneira enquanto se está a lavar os dentes ou o cabelo, por exemplo, é algo que nos ensinaram desde sempre, mas que pouca gente faz. A verdade é que este pequeno gesto aplicado diariamente, ao final do mês pode significar uma poupança muito significativa na sua fatura mensal.

 

Senão repare:

  • Ao lavar as mãos ou os dentes com a torneira aberta, pode gastar cerca de 14 litros de água. Se usar um copo, pode diminuir para apenas 1 litro.
  • Ao manter a torneira aberta enquanto faz a barba, pode gastar até 40 litros de água. Se colocar uma tampa no lavatório, gastará apenas 2 litros.

 

2. Opte pelo duche

Troque os banhos de imersão, por duches. E quantos mais rápidos melhor.

Um duche de 15 minutos com a torneira aberta, consome cerca de 180 litros. Mas se fechar a água enquanto se ensaboa e diminuir o tempo do duche para 5 minutos, vai reduzir o consumo para apenas 60 litros.

Já num de um banho de imersão, o consumo de água facilmente chega aos 200 litros.

 

3. Aproveite a água do chuveiro

Há poucas pessoas que utilizam este truque, mas acredite que é um dos mais eficazes para poupar água.

Enquanto espera que aqueça, armazene aqueles bons litros de água que de outra maneira seria deitados a perder. Pode depois reutilizá-la para o autoclismo, para regar as plantas de casa, ou até para lavar pequenas peças de roupa à mão. Faça a experiência.

 

4. Não use a sanita como caixote do lixo

Se tem por hábito depositar lixo na sanita, saiba que cada vez que descarrega o autoclismo está a gastar entre 7 e 15 litros de água, apenas para se ver livre dele. Ao colocar o lixo no caixote, não gasta água nenhuma.

 

5. Trate do seu autoclismo

Com o autoclismo podemos poupar água suficiente para reduzir significativamente a conta ao final do mês.

Primeiro, verificando se este tem fugas de água. Para tal, coloque corante no interior do autoclismo. Se vir água colorida na sanita sem fazer qualquer descarga, então é sinal de que há fugas a tratar.

O passo seguinte é reduzir o volume de água que é libertado em cada descarga. Pode fazê-lo instalando um autoclismo de descarga dupla ou simplesmente colocando uma garrafa de plástico cheia dentro do autoclismo.

 

6. Instale um compressor redutor de caudal

Ao instalar um redutor de caudal numa torneira vai diminuir o desperdício de água em cerca de 50%. Já se instalar um no chuveiro a poupança pode chegar aos 80%. Se possível, faça-o em todas as torneiras e chuveiros que tenha em casa, e com este pequeno passo vai poupar muita água.

 

Na cozinha

7. Tenha atenção às máquinas

Na cozinha, o que mais consome água são as máquinas, seja a de lavar loiça ou a de lavar roupa. Nesse sentido, procure colocar as máquinas a trabalhar apenas quando estas tiverem a carga completa. Hoje em dia, também já existem máquinas que têm a opção de meia carga.

 

8. Não tenha água a pingar

Ter canos ou torneiras a pingar é uma das principais fontes de desperdício de água. Um pingo pode parecer mínimo, mas uma torneira a pingar de 5 em 5 segundos, durante 24 horas, pode gastar 30 litros de água por dia, o que corresponde a mais de 10 mil litros de água por ano.

Vigie sempre as suas canalizações e torneiras e tente resolver o problema das que não estão bem.

 

9. Use apenas a água de que precisa

Quando vai cozer ovos, por exemplo, não precisa de encher a panela de água. Basta que coloque a quantidade suficiente para cobrir os alimentos. Caso contrário, além de água, também vai gastar mais gás ou eletricidade enquanto espera que esta ferva.

 

10. Não descongele comida em água a correr

Se descongela comida em água corrente, pense duas vezes antes de o fazer. Não só está a desperdiçar água, como também pode pôr em risco a sua saúde. A descongelação não deve ser feita sob água a correr, nem tampouco no microondas ou à temperatura ambiente, uma vez que propicia a proliferação de bactérias. Ao invés disso, deve deixar os alimentos a descongelar dentro do frigorífico.

 

No jardim

11. Não limpe as folhas “à mangueirada”

No jardim, a água deve servir apenas para lavar e não para varrer. Muitas pessoas utilizam a pressão do jato de água para varrer as folhas e outros resíduos sem perceberem com isso que estão a gastar muito mais água do que é suposto. Para este tipo de limpezas, utilize a vassoura.

 

12. Regue o jardim a horas específicas

Se regar o jardim nas horas de maior calor, parte da água que está a ser utilizada será evaporada, o que a tornará completamente inutilizada. Opte por regar o seu jardim logo de manhã ou ao final do dia. Lembre-se também que não são precisas grandes quantidades de água, uma vez que as plantas não têm capacidade de absorver tudo ao mesmo tempo.

 

13. Poupe ao lavar o carro

Não lave o carro com uma mangueira. Isto não só desperdiça água como deixa o carro mal lavado. Um balde de água, uma esponja e algum sabão acabam por resultar numa forma de poupar água e lavar melhor o carro, mesmo que encha o balde várias vezes.

Ao lavar o carro com mangueira pode gastar cerca de 500 litros de água. Já se o fizer lavar com balde e esponja, reduzirá o gasto para 50 litros.

 

14. Reutilize água para regar as plantas

Se usou alguma água apenas para cozer uns legumes ou ovos, esta água está perfeitamente boa para regar as plantas. De facto, ao ferver a água, até a esteve a purificar, logo as plantas agradecem. Certifique-se, no entanto, que deixa a água arrefecer para não cozer as plantas.

Agora que já sabe como poupar água, só falta passar para a prática!

 

22
Ago22

Reflorestar: o cartão que vai ajudar a recuperar a paisagem da Serra da Estrela

Niel Tomodachi

A associação Estrela Geopark lançou uma iniciativa para promover ações de reflorestação após o incêndio.

Na madrugada de 6 de agosto, o fogo atingiu a maior área protegida do País. Um pesadelo que durou 11 dias e destruiu um quarto do Parque Natural da Serra da Estrela, o que corresponde a mais de 25 mil hectares em seis concelhos.

Para ajudar a reflorestar esta área protegida, que foi devastada pelas chamas, a associação Estrela Geopark lançou um cartão com o objetivo de gerar receitas para apoiar e promover ações de reflorestação. O lançamento do cartão Reflorestar foi anunciado na quinta-feira, 18 de agosto, na sequência do último incêndio que devastou grande parte da paisagem da Serra da Estrela.

“O mês de agosto ficou assinalado na história desta montanha, pelas marcas que o fogo deixou neste território classificado como Geopark Mundial da UNESCO”, começa por escrever a organização. Acrescentam ainda que esta iniciativa, “além de estar a contribuir para a regeneração da paisagem da Estrela”, traz vantagens para o utilizador, que poderá “usufruir de um conjunto de descontos nos mais diversos parceiros deste Geopark”.

A aquisição do cartão Reflorestar tem um custo de 10€ e pode ser feita através do email info@geoparkestrela.pt. As receitas serão usadas para apoiar e contribuir para futuras ações de reflorestação que venham a ser coordenadas pelas autoridades locais. Os utilizadores podem ter descontos em alojamentos, animação turística, museus, produtos locais, restauração e outros serviços.

 

28
Jul22

Humanidade consumiu até hoje tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar

Niel Tomodachi

Até hoje, a humanidade terá consumido tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar, o que significa que viverá o que resta de 2022 a crédito, alertam duas Organizações Não Governamentais (ONG).

Humanidade consumiu até hoje tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar

Em sentido figurado, seriam necessários 1,75 planetas Terra para suprir as necessidades da população de forma sustentável, segundo um indicador criado por investigadores no início dos anos 1990, que continua a piorar.

Esta data, 28 de julho, corresponde ao momento em que "a humanidade consumiu tudo o que os ecossistemas podem regenerar no espaço de um ano", explicam as ONG Global Footprint Network e WWF.

"Durante os 156 dias restantes [até o final do ano], o nosso consumo de recursos renováveis irá consistir em corroer o 'capital natural' do planeta", alerta Laetitia Mailhes, da Global Footprint Network.

Estes dados nem têm em conta as necessidades de outras espécies que vivem na Terra.

"Temos também que deixar espaço para o mundo selvagem", refere.

O 'Overshoot Day' (Dia de Sobrecarga da Terra) ocorre quando a pressão humana excede as capacidades regenerativas dos ecossistemas naturais.

Segundo a Global Footprint Network, que monitoriza esta mediação, este indicador tem aumentado ao longo de 50 anos: 29 de dezembro de 1970, 04 de novembro de 1980, 11 de outubro de 1990, 23 de setembro de 2000 e 07 de agosto de 2010.

Em 2020, esta data foi adiada por três semanas, devido ao efeito dos confinamentos motivados pela pandemia de covid-19, antes de regressar aos níveis anteriores.

Esta pegada ecológica é calculada a partir de seis categorias diferentes: agricultura, pastagens, áreas florestais necessárias para produtos florestais, áreas de pesca, áreas construídas e áreas florestais necessárias para absorver o carbono emitido pela combustão de 'combustíveis fósseis' e que está intimamente ligada aos padrões de consumo, principalmente nos países ricos.

Por exemplo, se todos os humanos vivessem como os franceses, o 'Overshoot Day' teria ocorrido ainda mais cedo, em 05 de maio de 2022.

O WWF e a Global Footprint Network apontam o dedo em particular para o sistema alimentar.

"O nosso sistema alimentar perdeu a cabeça com o consumo excessivo de recursos naturais, sem atender às necessidades da luta contra a pobreza" por um lado, e por outro uma epidemia de excesso de peso e obesidade, sublinha Pierre Cannet, do WWF França.

As duas ONG destacaram que a pegada ecológica dos alimentos é considerável, sendo que a produção de alimentos mobiliza todas as categorias de pegada, em especial as de cultura (necessárias para a alimentação animal e humana) e de carbono (a agricultura é um setor de alta emissão de gases de efeito estufa).

"No total, mais da metade da biocapacidade do planeta (55%) é usada para alimentar a humanidade", salientam.

Mais especificamente, "uma grande parte dos alimentos e matérias-primas são utilizados para alimentar os animais e os animais que consumimos posteriormente", detalha ainda Pierre Cannet.

No caso da União Europeia, "63% das terras cultiváveis (...) estão diretamente associadas à produção animal".

No entanto, a agricultura contribui para a desflorestação, para as alterações climáticas, emitindo gases de efeito estufa, para a perda de biodiversidade e para a degradação dos ecossistemas, enquanto utiliza grande parte da água doce, apontam as ONG.

Com base em recomendações científicas, estas defendem a redução do consumo de carne nos países ricos.

"Se pudéssemos reduzir o consumo de carne para metade, poderíamos adiar em 17 dias a data do Dia de Sobrecarga da Terra", explica Laetitia Mailhes.

Já limitar o desperdício de alimentos permitiria adiar a data em 13 dias, acrescentou, salientando que um terço dos alimentos é desperdiçado no mundo.

 

28
Jun22

O país que proibiu nadar e mergulhar para proteger um tesouro

Niel Tomodachi

A ilha de Hon Mun, no Vietname, é conhecida pelas suas praias paradisíacas, frequentadas por milhares de turistas. A partir de agora, é expressamente proibido nadar e mergulhar naquelas águas.

A razão é simples. O Governo vietnamita pretende proteger o já de si muito danificado recife de coral lá existente, o que para muito contribuiu a grande procura por parte de mergulhadores.

“Queremos avaliar as condições da área sensível do recife para que possa ser levado a cabo um plano adequado a fim de decretar a área de conservação do mar”, explicaram as autoridades locais.

Cerca de 60% do mar costeiro em Hon Mun estava coberto por corais vivos em 2020. Descobertas recentes mostraram que o valor diminuiu para menos de 50%.

A pesca ilegal, dragagens e construções de parques industriais foram também fatores que contribuíram para o drama ambiental.

Com mais 3200 quilómetros de costa, o Vietname tem tomado medidas alargadas de proteção ambiental, mesmo que choquem com a não escondida busca por receitas turísticas.

Os recifes de coral em todo o Sudeste Asiático foram fortemente atingidos pelo aquecimento global.

A sua degradação, diz a comunidade científica, pode ter efeitos devastadores ambientais e económicos.

O Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas alertou que 4,5 milhões de pessoas na Ásia e na região do Oceano Índico podem ser afetadas por recifes danificados.

 

26
Jun22

Pavilhão do Conhecimento recebe mercado sustentável e workshops especiais

Niel Tomodachi

Durante três dias, em julho, vai aprender a salvar plantas de interior, a criar hortas e a fazer sabão ecológico em casa.

De 8 a 10 de julho, o Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, transforma-se na Cidade do Zero, que vai estar de portas abertas a todos aqueles que já procuram reger as suas vidas de modo tão sustentável quanto possível, mas querem fazer ainda mais. Se não faz parte deste grupo e sente que é um mero aprendiz, não se preocupe: será igualmente bem-vindo.

Catarina Barreiros, fundadora do Projeto do Zero, na origem desta Cidade especial, explica que se trata de “um evento pensado para educar, que conta com um mercado mas que não se esgota no consumo”. Acima de tudo, será “um centro de partilha, educação e interação”.

Durante os três dias da iniciativa, quem passar pelo recinto vai deparar-se com uma série de atividades, que incluem oficinas de reparação de roupa e calçado, zonas de troca de roupa e pontos de reciclagem de vários tipos de resíduos. Na Cidade do Zero não vão faltar atividades no laboratório para pais e filhos, nem workshops de desperdício zero na cozinha. Será ainda possível aprender, por exemplo, a salvar plantas de interior, criar hortas, tingir tecidos com plantas, confecionar bolos sem ingrediente de origem animal e fazer sabão ecológico em casa, enumeram os responsáveis.

Na programação, que pode consultar completa online, constam ainda “palestras sobre a importância da educação e empoderamento feminino”. Temas como “acessibilidade, inclusão e ativismo” também vão ser abordados.

Para quem quer fazer compras, há um mercado com marcas nacionais “que se destacam por se regerem por princípios de produção ética, gestão de resíduos, utilização de matérias-primas recicladas, entre outros”. Da roupa de desporto ao swimwear, passando pela casa, acessórios de moda, cosmética e roupa de criança, encontra de tudo.

Os bilhetes diários para a Cidade do Zero custam 3€ e o passe geral fica por 5€ O lucro reverterá para associações nacionais de impacto social e ambiental.

 

20
Mai22

Guerlain vai doar 20€ para proteger as abelhas por cada repost no Instagram

Niel Tomodachi

A ação decorre de 20 a 22 de maio, altura em que 20 por cento das vendas revertem também para o programa de conservação.

Maçãs, pêras, amêndoas e mirtilos fazem parte do nosso quotidiano, mas será que imaginamos um mundo onde não existam? Não é fácil pensar nessa realidade. O problema é que pode estar bem mais próxima do que pensamos. Para que estes e tantos outros frutos existam, são necessárias abelhas, e estas estão em perigo.

Aliás, a taxa média anual de mortalidade destes insetos encontra-se nos 30 por cento, segundo o Observatoire Français d’Apidologie. Um número alarmante para a manutenção do ecossistema tal como o conhecemos. Para contrariar precisamente estes números, a Guerlain repete pelo segundo ano consecutivo uma ação de sensibilização que pretende proteger este animal, símbolo da Maison Guerlain.

Se está a pensar comprar um produto na marca, aproveite para o fazer nos dias 20, 21 e 22 de maio. Durante este período, 20 por cento de todas as vendas, realizadas no site da marca ou no El Corte Inglès de Lisboa ou Vila Nova de Gaia, revertem para o Programa de Conservação Guerlain for Bees. Mas mesmo que não vá adquirir um novo produto da insígnia francesa, não de ajudar. É simples: basta partilhar o post que a marca vai publicar no Instagram com o visual criado por Tomáš Libertíny, incluindo os hashtags #GuerlainForBees e #WorldBeeDay. E pronto: já está a contribuir com a doação de 20€ para a iniciativa.

 

Com uma forte ligação às abelhas, a marca procura chamar à atenção para esta problemática que muitos desconhecem. Ações que nos parecem comuns estão a ter um forte impacto na sobrevivência das abelhas, não só das selvagens como das domésticas. Da agricultura intensiva, que leva à extinção de habitats de milhares de animais, à relação destes com as alterações climáticas que já se fazem sentir, estes seres sensíveis estão em perigo, colocando em causa a disponibilidade de recursos para outras espécies, incluindo os seres humanos.

 

Uma marca com aliados fortes na proteção das abelhas

Com isto em mente, o programa de Conservação tem várias parcerias com outras entidades para chegar a todos os públicos. A Bee School é uma das iniciativas mais importantes e pretende contactar diretamente os mais jovens. Mas a Guerlain apoia também a apicultura com o Women for Bees, um programa de formação de apicultoras espalhadas por todo o mundo para a preservação desta espécie. Além de mecenas nesta área e de variadas colaborações, a marca é ainda parceira da China, através do Centro de Conservação de Shan Shui, apoiando a proteção das abelhas naquela região.

A juntar-se a esta causa está também o artista Tomáš Libertíny, conhecido como o “encantador de abelhas”. Convidado pela Guerlain, vai levar o emblemático Frasco da Abelha para outro nível, numa cocriação que incorpora o trabalho exímio destes animais.

 

08
Mai22

Portugal consome recursos a um ritmo alarmante, alertam organizações ambientais

Niel Tomodachi

Um novo estudo revela que se a Terra consumisse recursos como Portugal, os deste ano esgotar-se-iam já este sábado.

É uma constatação preocupante: se todos os países do planeta consumissem recursos como Portugal, os recursos para o ano estariam esgotados já a partir deste sábado, 7 de maio. Esta crescente “dívida ambiental” preocupa as organizações ambientais, que apelam a um maior cuidado.

Este dado, calculado pela organização internacional Global Footprint Network, revela que para satisfazer as necessidades dos portugueses, seriam necessários 2,5 planetas.

“Tal implicaria que a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduos a nível mundial esgotar-se-ia no dia 7 de maio, seis dias mais cedo do que em 2021, cuja data foi a 13 de maio. A partir daí seria necessário começar a usar recursos naturais que só deveriam ser utilizados a partir de 1 de janeiro de 2023″, explica em comunicado a associação ambientalista Zero.

“Portugal é, há já muitos anos, deficitário na sua capacidade para fornecer os recursos naturais necessários às atividades desenvolvidas (produção e consumo). O mais preocupante é que dívida ambiental portuguesa tem vindo a aumentar”, acrescenta a Zero.

Há, no entanto, formas de pagarmos essa dívida, sobretudo olhando para os consumos mais significativos na pegada ecológica, o consumo de alimentos que corresponde a 32 por cento e a mobilidade, correspondente a 18 por cento.

Nesse sentido, a Zero apela à mudança de políticas como a da agricultura, na promoção do teletrabalho e na promoção de mercados sustentáveis. A nível individual, apelam a que seja possível reduzir a proteína animal na alimentação, bem como ao uso de meios de transporte sustentáveis.

 

29
Abr22

Cientistas defendem fim da produção de plástico novo até 2040

Niel Tomodachi

Nove cientistas declararam ontem que a reciclagem não vai chegar para travar a poluição por plásticos, defendendo que a produção de novo plástico deve parar até 2040.

Cientistas defendem fim da produção de plástico novo até 2040

Numa carta aberta, iniciada pela alemã Melanie Bergmann, do Instituto Alfred Wegener, e publicada na revista Science, os cientistas argumentam que mesmo utilizando a capacidade máxima para reciclar o plástico produzido, continuariam a ser libertados no meio ambiente 17 milhões de toneladas de plástico anualmente.

Citando investigação produzida em 2020, afirmam que anualmente são produzidos 450 milhões de toneladas de plástico, um total que "deverá duplicar até 2045".

A quantidade de aplicações dos plásticos faz com que a sua massa atual represente "mais do que a massa de todos os animais terrestres e marinhos juntos" e é "impossível garantir a segurança de todo o plástico e produtos químicos existentes" por causa do ritmo a que surgem e aparecem no ambiente, numa "forma de poluição irrecuperável e irreversível", alertam.

O ciclo de vida útil do plástico representa 4,5 por cento das emissões de gases com efeito de estufa e até 2050 poderá gastar mais de um décimo do "orçamento carbónico".

De acordo com investigação científica publicada em 2020 pela revista Science, se todas as soluções conhecidas forem adotadas agora, incluindo a substituição de plástico por outros materiais, reciclagem e gestão de resíduos melhoradas, as emissões provocadas pelo fabrico de plástico só desceriam 79% nos próximos 20 anos. Os cientistas subscritores da carta aberta, baseados no Canadá, Alemanha, Índia, Noruega, Suécia, Turquia, Estados Unidos e Reino Unido sustentam que se deve acabar progressivamente com a produção de novo plástico.

A ONU adotou em março uma resolução que visa a assinatura do primeiro tratado internacional sobre poluição por plástico, mas ainda não se sabe se incluirá o fim da produção ou se falará sequer de químicos relacionados com plástico.

"A produção que cresce exponencialmente é a raiz do problema e as quantidades de plástico que já produzimos já ultrapassam os limites planetários", afirmou Bethanie Carney Almroth, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

28
Jan22

Cinco dicas para ser mais sustentável na cozinha

Niel Tomodachi

Não tem de partir do 8 para o 80, mas há muito que pode fazer para uma cozinha mais amiga do ambiente. A ambientalista Joana Guerra Tadeu diz como.

cozinha sustentável

Sozinhas não salvamos o mundo, mas há muito que não estamos sozinhas nesta luta. Pequenas mudanças trazem grandes resultados e é precisamente nos pormenores que podemos fazer a diferença.

Se nos inspirarmos umas nas outras, se reproduzirmos hábitos mais conscientes e amigos do ambiente, teremos uma rotina mais sustentável e saudável, para nós, para o planeta, para a carteira. São só vantagens! Para nos ajudar a orientar neste caminho, a Women’s Health pediu à ecofeminista e ativista Joana Guerra Tadeu 5 dicas para ser mais sustentável na cozinha. Talvez já pratique algumas delas ou então nunca tinha pensado em pô-las em prática. Seja como for, conheça as sugestões da autora do site Ambientalista Imperfeita e seja mais verde.

 

1.Planear:

…o maior impacto ambiental do indivíduo advém do excesso de produtos de origem animal na alimentação e do desperdício alimentar. Crie um plano semanal de refeições maioritariamente vegetarianas e inclua um jantar de “limpeza do frigorífico”, em que se usam todos os vegetais que estão velhos ou prestes a estragar-s. Pode usá-los num salteado ou numa sopa, por exemplo; faça uma lista de compras que tenha em conta os legumes e frutas da época e evite comprar grandes quantidades.

Dica extra: coloque, no frigorífico, um recipiente com as palavras “Come-me primeiro”. É lá que vai colocando as sobras ou iogurtes quase fora do prazo.

 

2.Reutilizar:

Substitua todos os descartáveis por opções reutilizáveis, como guardanapos de papel por guardanapos de pano, película aderente por panos encerados ou café em cápsulas por café vendido a granel; aliás, o granel permite-lhe comprar café, chá, especiarias e vários grãos e feijões sem trazer embalagens que terão que ser recicladas. Um processo que também usa recursos finitos como água e energia; leve frascos para comprar produtos mais pequenos ou húmidos e sacos que já tenha para trazer pão, frutas e vegetais.

 

3.Conservar:

Aprenda os melhores truques de conservação de produtos frescos, congelados ou até conservados em vinagre; por exemplo, antes de as colocar no frigorífico, embrulhe folhas verdes em panos húmidos e submerja as cenouras em água; não misture as bananas com as outras frutas (sobretudo as maçãs, tendem a apodrecer mais depressa).

 
 

Use escovas de fibras naturais, fibra de côco ou lufas em vez de esfregões de plástico que poluem a água com micropartículas. E opte por detergentes sem químicos tóxicos para os meios aquático; se tiver máquina prefira-a a lavar a loiça à mão para uma utilização mais eficiente da água.

 

5.Circular:

Comece uma horta em casa, nem que seja com um vasinho de hortelã, e pondere começar a fazer compostagem; conhecer de perto o ciclo de vida dos nossos alimentos ajuda-nos a respeitá-los e valorizá-los mais; espreite, no instagram, @hortas_lx para dicas sobre como ter uma horta na cidade e @mudatuga para aprender a compostar num apartamento.

 

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