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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

06
Jan23

Mais de 80% dos glaciares do mundo pode desparecer até ao final do século

Niel Tomodachi

Mais de 80% dos glaciares do mundo pode desaparecer até ao fim do século, devido ao aquecimento global, indica um estudo hoje divulgado, segundo o qual mesmo limitando o aquecimento metade dos glaciares irão desaparecer.

Mais de 80% dos glaciares do mundo pode desparecer até ao final do século

estudo da Faculdade de Engenharia da Universidade de "Carnegie Mellon", Estados Unidos, mostrou que num cenário futuro com investimento contínuo em combustíveis fósseis mais de 40% da massa glaciar desaparece dentro de um século, com a grande maioria dos glaciares a acabar também.

A equipa de investigação, liderada pelo professor de Engenharia Civil e Ambiental David Rounce, calculou que mesmo num cenário de baixas emissões de gases com efeito de estufa, limitando o aumento da temperatura média mundial a 1,5 graus celsius (ºC) em relação aos níveis pré-industriais, mais de 25% da massa glaciar desaparecerá e quase metade dos glaciares desaparece também.

Segundo os modelos estabelecidos, o mundo pode perder até 41% da massa total de glaciares ou apenas 26%, consoante os esforços que os países façam de limitar as emissões de gases com efeito de estufa.

Os investigadores notam que a maioria dos glaciares que desaparecem são pequenos mas acrescentam que a sua perda pode ter um impacto negativo na hidrologia local, no turismo e nos valores culturais e dizem esperar que o estudo estimule os decisores políticos a tomar decisões no sentido de impedir um maior aumento da temperatura média do planeta.

As projeções indicam que regiões glaciares mais pequenas, como a Europa Central, o Canadá Ocidental e os Estados Unidos serão afetadas de forma diferente com temperaturas superiores a 2ºC, e mostram que com um aumento de 3ºC os glaciares nestas regiões desaparecem completamente.

David Rounce explica que os glaciares levam muito tempo a responder às alterações climáticas e avisa que uma redução imediata das emissões de gases com efeito de estufa, mesmo que fosse uma paragem total de emissões, não vai remover os gases já emitidos e só vai refletir-se na perda de massa dos glaciares num período que vai de 30 a 100 anos.

 

13
Dez22

Dia Internacional dos Museus vai focar-se na sustentabilidade em 2023

Niel Tomodachi

O Dia Internacional dos Museus vai sublinhar em 2023 o potencial destes espaços para a sustentabilidade e bem-estar, segundo a proposta anunciada pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM, na sigla em inglês), promotor do evento a nível mundial.

Dia Internacional dos Museus vai focar-se na sustentabilidade em 2023

"Museus, Sustentabilidade e Bem-Estar" será o mote alusivo ao próximo dia 18 de maio, data celebrada anualmente, desde 1997, para reforçar os laços dos museus com a sociedade, através de várias atividades culturais, anuncia o 'site' do ICOM.

"Os museus podem dar um contributo importante para o bem-estar e o desenvolvimento sustentável das comunidades", sublinha a organização não-governamental para justificar o tema, acrescentando que "podem ter um efeito-cascata para motivar mudanças positivas" no mundo.

Desde 2020 que o ICOM alinha o tema anual com os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, e em 2023 elencou três, particularmente dirigidos aos museus de todo o mundo.

São eles o combate ao isolamento social e a promoção da inclusão e da saúde mental em todas as idades, na ação ambiental, tomando medidas urgentes para combater o impacto das alterações climáticas, e a sensibilização para a perda da biodiversidade, incentivando a proteção da vida na Terra e o uso sustentável dos ecossistemas terrestres.

Segundo o ICOM, estas ações para um futuro sustentável podem ser concretizadas através de programas educativos, exposições, investigação e divulgação nas comunidades onde os museus estão inseridos.

Com este tema, a entidade espera incentivar todos os museus do mundo a "mostrarem o seu potencial transformador para o desenvolvimento sustentável e bem-estar", com maior visibilidade nas iniciativas para o dia 18 de maio de 2023.

Em agosto deste ano, o ICOM aprovou, em reunião magna, a adoção de uma nova definição de museu, alargando a anterior, com 15 anos, aos conceitos de inclusão, sustentabilidade, acessibilidade e diversidade, segundo a organização.

A nova designação foi aprovada por uma larga maioria numa assembleia-geral extraordinária da 36.ª conferência mundial do ICOM, em Praga, na República Checa.

O ICOM é a maior organização internacional de museus e de profissionais de museus, criada em 1946, dedicada à preservação e divulgação do património natural e cultural mundial, tangível e intangível, através de orientações de boas práticas, difundidas por comissões nacionais com atividade em 146 países.

Anualmente, mais de 40 mil museus participaram no evento, segundo o ICOM, organizando programações que envolvem visitas guiadas, concertos, teatro, cinema, abertura dos espaços das reservas, lançamento de livros, recriações históricas e conferências.

A Direção-Geral do Património Cultural, coordenadora do Dia Internacional dos Museus em Portugal, organiza anualmente um levantamento dos espaços museológicos integrados na Rede Portuguesa de Museus dispostos a juntarem-se às celebrações do Dia e da Noite dos Museus, iniciativa mais recente que centra as celebrações em horário noturno.

No âmbito das duas iniciativas -- que envolvem museus públicos e privados - organizam-se centenas de atividades para o público, que são, na sua maioria, de entrada gratuita.

 

19
Set22

The Trash Traveller, a viagem com um sentido

Niel Tomodachi

É alemão, anda de bicicleta mapa de Portugal acima e abaixo e largou a biomedicina para chamar a atenção para… o lixo.

Foto: The Thrash Traveller

Andreas Noe é, acima de tudo, um tipo bem disposto. Intitula-se The Trash Traveller, canta “canções ridículas” e faz sorrir as pessoas. Pelo caminho, espera consciencializá-las para a luta que o move: acabar com o consumo de plástico de uso único.

Encontrámo-lo em Matosinhos, no âmbito do Travel Fest da Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, à maegem do qual fez o que mais gosta: limpar praias.

Foto: The Thrash Traveller

Formado em biomedicina, conheceu Portugal através do surf e depressa percebeu que uma país com tão generosa costa se torna diariamente num recetáculo do lixo do Mundo.

Desistiu da carreira e da sua Alemanha, agarrou na carrinha que é sua casa e desatou a percorrer Portugal atrás de plástico. Com um ukelele que lhe foi oferecido por um viajante que cruzou algures às costas, a cantar num português delicioso letras tão parvas que só podem ficar na memória.

Foto: The Thrash Traveller

Objetivo: fazer passar a mensagem: “Sou um viajante de lixo, com um ukelele de lixo, tenho uma voz de lixo e canto canções de lixo”, conta Andrea, entre duas músicas. Uma delas é uma adaptação simples da Casa Portuguesa que Amália eternizou. Em versão lixo, claro.

“Não é porque o lixo seja pior em Portugal do que noutro lugar, mas porque adoro Portugal!”, ressalva o ativista, que se diz “chocado com o que os homens estão a fazer ao Planeta”.
Foto: The Thrash Traveller

Até então avesso às redes sociais, percebeu que usá-las ajudaria a luta a que se entregou. Andou 160 dias a recolher uma tonelada de plástico e a partilhar 160 vídeos e fotografias castiças, até um frigorífico apanhou e da porta fez uma “prancha de surf”.

Percebeu que não era suficiente e resolveu dedicar dois meses seguidos a descer por areais do Minho ao Algarve: em 832 km juntou 1,62 toneladas de lixo e centenas de pessoas e associações e ONGs e conquistou um movimento em plena pandemia.

Até que um dia foi recebido ao fim do dia por um senhor a agraciá-lo com água… numa garrafa de plástico de uso único. “OK, tenho de alterar a mensagem”, compreendeu. Tinha de convencer as pessoas a largar de vez o plástico.

E partiu à cata do item de plástico que mais se descarta para a Natureza: beatas de cigarro. Em dois meses, recolheu, com mais de 600 pessoas e 70 ONGs, 1,1 milhão de beatas em 38 cidades e praias. E fotografou-se deitado e coberto delas em “obras de arte efémeras”.

“Não se trata de limpar, trata-se de alterar a raiz do problema”, explica Andreas, que lançou uma campanha em defesa da implementação de um sistema de depósito para embalagens.

Foto: The Thrash Traveller

Pegou num quadro de bicicleta velho e em peças de 14 bicicletas descartadas, construiu a “Rosa” e deu a volta a Portugal e, 2370 km a explicar às pessoas que o Mundo tem materiais e coisas que cheguem e não precisa de fabricar mais e que o plástico só vai parar à Natureza “porque não tem valor”.

Apanhou 4599 garrafas e latas e documentou tudo com imagens no Instagram e lançou uma petição com várias ONGs que têm lutado nessa questão há anos e que espera vir a entregar ao Governo português. Para dar valor ao que é descartável e fazer perceber, pelo dinheiro, que pode ser reutilizado. Porque só 10% do plástico acaba reciclado em Portugal.

Foto: The Thrash Traveller

26
Ago22

Como poupar água: 14 dicas para aplicar todos os dias

Niel Tomodachi

Fique a par das nossas dicas para poupar água e preservar este recurso cada vez mais escasso.

Poupar água

Uma das melhores formas de poupar no dia-a-dia é, sem dúvida, reduzindo o desperdício de água. Dos banhos à confeção de alimentos, gastamos água desnecessariamente e sem sequer nos apercebermos disso.

Pequenas mudanças de comportamentos podem, assim, fazer toda a diferença no final do mês, quando chega a conta da água para pagar. Além disso é uma responsabilidade de todos preservar ao máximo este recurso cada vez mais escasso no nosso planeta.

Descubra, de seguida, algumas dicas para aprender como poupar água.

 

COMO POUPAR ÁGUA EM CASA

 

Na casa de banho

1. Feche a torneira enquanto não está a utilizar a água

Fechar a torneira enquanto se está a lavar os dentes ou o cabelo, por exemplo, é algo que nos ensinaram desde sempre, mas que pouca gente faz. A verdade é que este pequeno gesto aplicado diariamente, ao final do mês pode significar uma poupança muito significativa na sua fatura mensal.

 

Senão repare:

  • Ao lavar as mãos ou os dentes com a torneira aberta, pode gastar cerca de 14 litros de água. Se usar um copo, pode diminuir para apenas 1 litro.
  • Ao manter a torneira aberta enquanto faz a barba, pode gastar até 40 litros de água. Se colocar uma tampa no lavatório, gastará apenas 2 litros.

 

2. Opte pelo duche

Troque os banhos de imersão, por duches. E quantos mais rápidos melhor.

Um duche de 15 minutos com a torneira aberta, consome cerca de 180 litros. Mas se fechar a água enquanto se ensaboa e diminuir o tempo do duche para 5 minutos, vai reduzir o consumo para apenas 60 litros.

Já num de um banho de imersão, o consumo de água facilmente chega aos 200 litros.

 

3. Aproveite a água do chuveiro

Há poucas pessoas que utilizam este truque, mas acredite que é um dos mais eficazes para poupar água.

Enquanto espera que aqueça, armazene aqueles bons litros de água que de outra maneira seria deitados a perder. Pode depois reutilizá-la para o autoclismo, para regar as plantas de casa, ou até para lavar pequenas peças de roupa à mão. Faça a experiência.

 

4. Não use a sanita como caixote do lixo

Se tem por hábito depositar lixo na sanita, saiba que cada vez que descarrega o autoclismo está a gastar entre 7 e 15 litros de água, apenas para se ver livre dele. Ao colocar o lixo no caixote, não gasta água nenhuma.

 

5. Trate do seu autoclismo

Com o autoclismo podemos poupar água suficiente para reduzir significativamente a conta ao final do mês.

Primeiro, verificando se este tem fugas de água. Para tal, coloque corante no interior do autoclismo. Se vir água colorida na sanita sem fazer qualquer descarga, então é sinal de que há fugas a tratar.

O passo seguinte é reduzir o volume de água que é libertado em cada descarga. Pode fazê-lo instalando um autoclismo de descarga dupla ou simplesmente colocando uma garrafa de plástico cheia dentro do autoclismo.

 

6. Instale um compressor redutor de caudal

Ao instalar um redutor de caudal numa torneira vai diminuir o desperdício de água em cerca de 50%. Já se instalar um no chuveiro a poupança pode chegar aos 80%. Se possível, faça-o em todas as torneiras e chuveiros que tenha em casa, e com este pequeno passo vai poupar muita água.

 

Na cozinha

7. Tenha atenção às máquinas

Na cozinha, o que mais consome água são as máquinas, seja a de lavar loiça ou a de lavar roupa. Nesse sentido, procure colocar as máquinas a trabalhar apenas quando estas tiverem a carga completa. Hoje em dia, também já existem máquinas que têm a opção de meia carga.

 

8. Não tenha água a pingar

Ter canos ou torneiras a pingar é uma das principais fontes de desperdício de água. Um pingo pode parecer mínimo, mas uma torneira a pingar de 5 em 5 segundos, durante 24 horas, pode gastar 30 litros de água por dia, o que corresponde a mais de 10 mil litros de água por ano.

Vigie sempre as suas canalizações e torneiras e tente resolver o problema das que não estão bem.

 

9. Use apenas a água de que precisa

Quando vai cozer ovos, por exemplo, não precisa de encher a panela de água. Basta que coloque a quantidade suficiente para cobrir os alimentos. Caso contrário, além de água, também vai gastar mais gás ou eletricidade enquanto espera que esta ferva.

 

10. Não descongele comida em água a correr

Se descongela comida em água corrente, pense duas vezes antes de o fazer. Não só está a desperdiçar água, como também pode pôr em risco a sua saúde. A descongelação não deve ser feita sob água a correr, nem tampouco no microondas ou à temperatura ambiente, uma vez que propicia a proliferação de bactérias. Ao invés disso, deve deixar os alimentos a descongelar dentro do frigorífico.

 

No jardim

11. Não limpe as folhas “à mangueirada”

No jardim, a água deve servir apenas para lavar e não para varrer. Muitas pessoas utilizam a pressão do jato de água para varrer as folhas e outros resíduos sem perceberem com isso que estão a gastar muito mais água do que é suposto. Para este tipo de limpezas, utilize a vassoura.

 

12. Regue o jardim a horas específicas

Se regar o jardim nas horas de maior calor, parte da água que está a ser utilizada será evaporada, o que a tornará completamente inutilizada. Opte por regar o seu jardim logo de manhã ou ao final do dia. Lembre-se também que não são precisas grandes quantidades de água, uma vez que as plantas não têm capacidade de absorver tudo ao mesmo tempo.

 

13. Poupe ao lavar o carro

Não lave o carro com uma mangueira. Isto não só desperdiça água como deixa o carro mal lavado. Um balde de água, uma esponja e algum sabão acabam por resultar numa forma de poupar água e lavar melhor o carro, mesmo que encha o balde várias vezes.

Ao lavar o carro com mangueira pode gastar cerca de 500 litros de água. Já se o fizer lavar com balde e esponja, reduzirá o gasto para 50 litros.

 

14. Reutilize água para regar as plantas

Se usou alguma água apenas para cozer uns legumes ou ovos, esta água está perfeitamente boa para regar as plantas. De facto, ao ferver a água, até a esteve a purificar, logo as plantas agradecem. Certifique-se, no entanto, que deixa a água arrefecer para não cozer as plantas.

Agora que já sabe como poupar água, só falta passar para a prática!

 

22
Ago22

Reflorestar: o cartão que vai ajudar a recuperar a paisagem da Serra da Estrela

Niel Tomodachi

A associação Estrela Geopark lançou uma iniciativa para promover ações de reflorestação após o incêndio.

Na madrugada de 6 de agosto, o fogo atingiu a maior área protegida do País. Um pesadelo que durou 11 dias e destruiu um quarto do Parque Natural da Serra da Estrela, o que corresponde a mais de 25 mil hectares em seis concelhos.

Para ajudar a reflorestar esta área protegida, que foi devastada pelas chamas, a associação Estrela Geopark lançou um cartão com o objetivo de gerar receitas para apoiar e promover ações de reflorestação. O lançamento do cartão Reflorestar foi anunciado na quinta-feira, 18 de agosto, na sequência do último incêndio que devastou grande parte da paisagem da Serra da Estrela.

“O mês de agosto ficou assinalado na história desta montanha, pelas marcas que o fogo deixou neste território classificado como Geopark Mundial da UNESCO”, começa por escrever a organização. Acrescentam ainda que esta iniciativa, “além de estar a contribuir para a regeneração da paisagem da Estrela”, traz vantagens para o utilizador, que poderá “usufruir de um conjunto de descontos nos mais diversos parceiros deste Geopark”.

A aquisição do cartão Reflorestar tem um custo de 10€ e pode ser feita através do email info@geoparkestrela.pt. As receitas serão usadas para apoiar e contribuir para futuras ações de reflorestação que venham a ser coordenadas pelas autoridades locais. Os utilizadores podem ter descontos em alojamentos, animação turística, museus, produtos locais, restauração e outros serviços.

 

28
Jul22

Humanidade consumiu até hoje tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar

Niel Tomodachi

Até hoje, a humanidade terá consumido tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar, o que significa que viverá o que resta de 2022 a crédito, alertam duas Organizações Não Governamentais (ONG).

Humanidade consumiu até hoje tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar

Em sentido figurado, seriam necessários 1,75 planetas Terra para suprir as necessidades da população de forma sustentável, segundo um indicador criado por investigadores no início dos anos 1990, que continua a piorar.

Esta data, 28 de julho, corresponde ao momento em que "a humanidade consumiu tudo o que os ecossistemas podem regenerar no espaço de um ano", explicam as ONG Global Footprint Network e WWF.

"Durante os 156 dias restantes [até o final do ano], o nosso consumo de recursos renováveis irá consistir em corroer o 'capital natural' do planeta", alerta Laetitia Mailhes, da Global Footprint Network.

Estes dados nem têm em conta as necessidades de outras espécies que vivem na Terra.

"Temos também que deixar espaço para o mundo selvagem", refere.

O 'Overshoot Day' (Dia de Sobrecarga da Terra) ocorre quando a pressão humana excede as capacidades regenerativas dos ecossistemas naturais.

Segundo a Global Footprint Network, que monitoriza esta mediação, este indicador tem aumentado ao longo de 50 anos: 29 de dezembro de 1970, 04 de novembro de 1980, 11 de outubro de 1990, 23 de setembro de 2000 e 07 de agosto de 2010.

Em 2020, esta data foi adiada por três semanas, devido ao efeito dos confinamentos motivados pela pandemia de covid-19, antes de regressar aos níveis anteriores.

Esta pegada ecológica é calculada a partir de seis categorias diferentes: agricultura, pastagens, áreas florestais necessárias para produtos florestais, áreas de pesca, áreas construídas e áreas florestais necessárias para absorver o carbono emitido pela combustão de 'combustíveis fósseis' e que está intimamente ligada aos padrões de consumo, principalmente nos países ricos.

Por exemplo, se todos os humanos vivessem como os franceses, o 'Overshoot Day' teria ocorrido ainda mais cedo, em 05 de maio de 2022.

O WWF e a Global Footprint Network apontam o dedo em particular para o sistema alimentar.

"O nosso sistema alimentar perdeu a cabeça com o consumo excessivo de recursos naturais, sem atender às necessidades da luta contra a pobreza" por um lado, e por outro uma epidemia de excesso de peso e obesidade, sublinha Pierre Cannet, do WWF França.

As duas ONG destacaram que a pegada ecológica dos alimentos é considerável, sendo que a produção de alimentos mobiliza todas as categorias de pegada, em especial as de cultura (necessárias para a alimentação animal e humana) e de carbono (a agricultura é um setor de alta emissão de gases de efeito estufa).

"No total, mais da metade da biocapacidade do planeta (55%) é usada para alimentar a humanidade", salientam.

Mais especificamente, "uma grande parte dos alimentos e matérias-primas são utilizados para alimentar os animais e os animais que consumimos posteriormente", detalha ainda Pierre Cannet.

No caso da União Europeia, "63% das terras cultiváveis (...) estão diretamente associadas à produção animal".

No entanto, a agricultura contribui para a desflorestação, para as alterações climáticas, emitindo gases de efeito estufa, para a perda de biodiversidade e para a degradação dos ecossistemas, enquanto utiliza grande parte da água doce, apontam as ONG.

Com base em recomendações científicas, estas defendem a redução do consumo de carne nos países ricos.

"Se pudéssemos reduzir o consumo de carne para metade, poderíamos adiar em 17 dias a data do Dia de Sobrecarga da Terra", explica Laetitia Mailhes.

Já limitar o desperdício de alimentos permitiria adiar a data em 13 dias, acrescentou, salientando que um terço dos alimentos é desperdiçado no mundo.

 

28
Jun22

O país que proibiu nadar e mergulhar para proteger um tesouro

Niel Tomodachi

A ilha de Hon Mun, no Vietname, é conhecida pelas suas praias paradisíacas, frequentadas por milhares de turistas. A partir de agora, é expressamente proibido nadar e mergulhar naquelas águas.

A razão é simples. O Governo vietnamita pretende proteger o já de si muito danificado recife de coral lá existente, o que para muito contribuiu a grande procura por parte de mergulhadores.

“Queremos avaliar as condições da área sensível do recife para que possa ser levado a cabo um plano adequado a fim de decretar a área de conservação do mar”, explicaram as autoridades locais.

Cerca de 60% do mar costeiro em Hon Mun estava coberto por corais vivos em 2020. Descobertas recentes mostraram que o valor diminuiu para menos de 50%.

A pesca ilegal, dragagens e construções de parques industriais foram também fatores que contribuíram para o drama ambiental.

Com mais 3200 quilómetros de costa, o Vietname tem tomado medidas alargadas de proteção ambiental, mesmo que choquem com a não escondida busca por receitas turísticas.

Os recifes de coral em todo o Sudeste Asiático foram fortemente atingidos pelo aquecimento global.

A sua degradação, diz a comunidade científica, pode ter efeitos devastadores ambientais e económicos.

O Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas alertou que 4,5 milhões de pessoas na Ásia e na região do Oceano Índico podem ser afetadas por recifes danificados.

 

26
Jun22

Pavilhão do Conhecimento recebe mercado sustentável e workshops especiais

Niel Tomodachi

Durante três dias, em julho, vai aprender a salvar plantas de interior, a criar hortas e a fazer sabão ecológico em casa.

De 8 a 10 de julho, o Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, transforma-se na Cidade do Zero, que vai estar de portas abertas a todos aqueles que já procuram reger as suas vidas de modo tão sustentável quanto possível, mas querem fazer ainda mais. Se não faz parte deste grupo e sente que é um mero aprendiz, não se preocupe: será igualmente bem-vindo.

Catarina Barreiros, fundadora do Projeto do Zero, na origem desta Cidade especial, explica que se trata de “um evento pensado para educar, que conta com um mercado mas que não se esgota no consumo”. Acima de tudo, será “um centro de partilha, educação e interação”.

Durante os três dias da iniciativa, quem passar pelo recinto vai deparar-se com uma série de atividades, que incluem oficinas de reparação de roupa e calçado, zonas de troca de roupa e pontos de reciclagem de vários tipos de resíduos. Na Cidade do Zero não vão faltar atividades no laboratório para pais e filhos, nem workshops de desperdício zero na cozinha. Será ainda possível aprender, por exemplo, a salvar plantas de interior, criar hortas, tingir tecidos com plantas, confecionar bolos sem ingrediente de origem animal e fazer sabão ecológico em casa, enumeram os responsáveis.

Na programação, que pode consultar completa online, constam ainda “palestras sobre a importância da educação e empoderamento feminino”. Temas como “acessibilidade, inclusão e ativismo” também vão ser abordados.

Para quem quer fazer compras, há um mercado com marcas nacionais “que se destacam por se regerem por princípios de produção ética, gestão de resíduos, utilização de matérias-primas recicladas, entre outros”. Da roupa de desporto ao swimwear, passando pela casa, acessórios de moda, cosmética e roupa de criança, encontra de tudo.

Os bilhetes diários para a Cidade do Zero custam 3€ e o passe geral fica por 5€ O lucro reverterá para associações nacionais de impacto social e ambiental.

 

20
Mai22

Guerlain vai doar 20€ para proteger as abelhas por cada repost no Instagram

Niel Tomodachi

A ação decorre de 20 a 22 de maio, altura em que 20 por cento das vendas revertem também para o programa de conservação.

Maçãs, pêras, amêndoas e mirtilos fazem parte do nosso quotidiano, mas será que imaginamos um mundo onde não existam? Não é fácil pensar nessa realidade. O problema é que pode estar bem mais próxima do que pensamos. Para que estes e tantos outros frutos existam, são necessárias abelhas, e estas estão em perigo.

Aliás, a taxa média anual de mortalidade destes insetos encontra-se nos 30 por cento, segundo o Observatoire Français d’Apidologie. Um número alarmante para a manutenção do ecossistema tal como o conhecemos. Para contrariar precisamente estes números, a Guerlain repete pelo segundo ano consecutivo uma ação de sensibilização que pretende proteger este animal, símbolo da Maison Guerlain.

Se está a pensar comprar um produto na marca, aproveite para o fazer nos dias 20, 21 e 22 de maio. Durante este período, 20 por cento de todas as vendas, realizadas no site da marca ou no El Corte Inglès de Lisboa ou Vila Nova de Gaia, revertem para o Programa de Conservação Guerlain for Bees. Mas mesmo que não vá adquirir um novo produto da insígnia francesa, não de ajudar. É simples: basta partilhar o post que a marca vai publicar no Instagram com o visual criado por Tomáš Libertíny, incluindo os hashtags #GuerlainForBees e #WorldBeeDay. E pronto: já está a contribuir com a doação de 20€ para a iniciativa.

 

Com uma forte ligação às abelhas, a marca procura chamar à atenção para esta problemática que muitos desconhecem. Ações que nos parecem comuns estão a ter um forte impacto na sobrevivência das abelhas, não só das selvagens como das domésticas. Da agricultura intensiva, que leva à extinção de habitats de milhares de animais, à relação destes com as alterações climáticas que já se fazem sentir, estes seres sensíveis estão em perigo, colocando em causa a disponibilidade de recursos para outras espécies, incluindo os seres humanos.

 

Uma marca com aliados fortes na proteção das abelhas

Com isto em mente, o programa de Conservação tem várias parcerias com outras entidades para chegar a todos os públicos. A Bee School é uma das iniciativas mais importantes e pretende contactar diretamente os mais jovens. Mas a Guerlain apoia também a apicultura com o Women for Bees, um programa de formação de apicultoras espalhadas por todo o mundo para a preservação desta espécie. Além de mecenas nesta área e de variadas colaborações, a marca é ainda parceira da China, através do Centro de Conservação de Shan Shui, apoiando a proteção das abelhas naquela região.

A juntar-se a esta causa está também o artista Tomáš Libertíny, conhecido como o “encantador de abelhas”. Convidado pela Guerlain, vai levar o emblemático Frasco da Abelha para outro nível, numa cocriação que incorpora o trabalho exímio destes animais.

 

08
Mai22

Portugal consome recursos a um ritmo alarmante, alertam organizações ambientais

Niel Tomodachi

Um novo estudo revela que se a Terra consumisse recursos como Portugal, os deste ano esgotar-se-iam já este sábado.

É uma constatação preocupante: se todos os países do planeta consumissem recursos como Portugal, os recursos para o ano estariam esgotados já a partir deste sábado, 7 de maio. Esta crescente “dívida ambiental” preocupa as organizações ambientais, que apelam a um maior cuidado.

Este dado, calculado pela organização internacional Global Footprint Network, revela que para satisfazer as necessidades dos portugueses, seriam necessários 2,5 planetas.

“Tal implicaria que a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduos a nível mundial esgotar-se-ia no dia 7 de maio, seis dias mais cedo do que em 2021, cuja data foi a 13 de maio. A partir daí seria necessário começar a usar recursos naturais que só deveriam ser utilizados a partir de 1 de janeiro de 2023″, explica em comunicado a associação ambientalista Zero.

“Portugal é, há já muitos anos, deficitário na sua capacidade para fornecer os recursos naturais necessários às atividades desenvolvidas (produção e consumo). O mais preocupante é que dívida ambiental portuguesa tem vindo a aumentar”, acrescenta a Zero.

Há, no entanto, formas de pagarmos essa dívida, sobretudo olhando para os consumos mais significativos na pegada ecológica, o consumo de alimentos que corresponde a 32 por cento e a mobilidade, correspondente a 18 por cento.

Nesse sentido, a Zero apela à mudança de políticas como a da agricultura, na promoção do teletrabalho e na promoção de mercados sustentáveis. A nível individual, apelam a que seja possível reduzir a proteína animal na alimentação, bem como ao uso de meios de transporte sustentáveis.

 

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