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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

17
Mai22

Quatro em cada cinco alunos LGBTQ preferem não revelar orientação sexual aos professores

Niel Tomodachi

Estudo da Universidade do Porto revela que grande parte dos alunos LGBTQ preferem não revelar a sua orientação sexual aos professores ou funcionários da escola. Investigação mostra ainda como tópicos relacionados com pessoas lésbicas, gays ou bissexuais ou com bullying homofóbico e transfóbico ou sobre aceitação da população LGBTQ ainda estão fora das salas de aula. Um em cada 10 alunos desta inquérito sofreu alguma tentativa de conversão da sua orientação sexual.

Quatro em cada cinco alunos LGBTQ preferem não revelar orientação sexual aos professores

Um inquérito feito por uma equipa do Centro de Psicologia da Universidade do Porto, e citado esta terça-feira pelo jornal Público, revela que quatro em cada cinco alunos LGBTQ (lésbica, gay, bissexual, transgénero, queer ou em questionamento), de minorias sexuais e de género, preferem não revelar a sua orientação sexual aos professores ou funcionários.

O mesmo trabalho revela que estes jovens são mais vezes vítimas de bullying do que os colegas heterossexuais ou cisgénero.

Questionados sobre a quem é que, na escola, os jovens contaram que são LGBTQ, 81% dos estudantes responde que nunca contou a nenhum professor ou funcionário e apenas 3,3% contaram a todos ou à maior parte dos adultos da escola.

Já entre colegas os números revelam mais confiança com 37% dos jovens a afirmar que tinha dito a toda a turma ou à maior parte, sendo que o valor baixa para 13% quando se colocam outras turmas na equação.

Relativamente ao grupo de amigos, 43,8% jovens LGBTQ afirmaram que todos sabiam, mas 27,4% contou a apenas alguns ou a nenhum amigo.

Para além destes números o inquérito evidencia ainda um problema na hora de levar os temas relacionados com a comunidade LGBTQ. Três em cada cinco estudantes dizem nunca ter aprendido nas aulas sobre bullying homofóbico e transfóbico ou sobre aceitação da população LGBTQ.

Mais: 40,6% nunca ouviram nas aulas tópicos relacionados com pessoas lésbicas, gays ou bissexuais, e 54,2% afirma que nunca foram abordados assuntos relacionados com pessoas transgénero. E ainda 56,3% dos alunos dizem que as aulas de educação sexual não abordaram a existência de diferentes orientações sexuais.

Os dados preliminares deste relatório revelam ainda outra realidade, a de que cerca de um em cada dez jovens LGBTQ já sofreu alguma tentativa de conversão da sua orientação sexual. Dos quase 700 alunos que responderam identificar-se como não heterossexuais, 8,6% foram vítimas de algum tipo de tentativa de mudança da orientação sexual: em oito casos foi conduzida por um profissional de saúde, em 15 casos por um líder religioso e em 44 casos por outra pessoa, maioritariamente um membro da família.

Este relatório faz parte de um estudo alargado sobre diversidade sexual e de género nas escolas, que foi aplicado também em Itália, Espanha, Grécia, Eslovénia, Letónia, Croácia, Irlanda, Áustria, França e Reino Unido no âmbito de um projeto europeu coordenado pela Universidade de Ghent, na Bélgica.

 

11
Mai22

Microsoft lança acessórios para pessoas com limitações motoras

Niel Tomodachi

O lançamento está previsto para o outono.

Microsoft lança acessórios para pessoas com limitações motoras

Microsoft anunciou que pretende lançar uma série de acessórios adaptativos que respondam às necessidades de pessoas com limitações motoras, as quais têm mais dificuldades em utilizar teclados e ratos convencionais.

Esta série de acessórios é composta por três tipos de dispositivos: o Rato Adaptativo, os Botões Adaptativos e o Hub Adaptativo. Estes três produtos permitem aos utilizadores personalizarem a sua experiência de interação com os respetivos computadores.

A Microsoft ainda não revelou os preços destes equipamentos e acessórios mas já indicou que o lançamento está previsto para o outono.

 

26
Mar22

“Better Together” exposição fotográfica conta histórias de pessoas LGBT+ na China

Texto by dezanove.pt

Niel Tomodachi

china lgbt better together

Shawn Zhang, fotógrafo queer, criou o “Better Together” no final de Fevereiro e onde conta histórias de pessoas e casais LGBT+ através de fotografias. A exposição conta agora com o apoio à divulgação da plataforma All Out. 

17
Fev22

Uma em cada quatro mulheres já sofreu violência doméstica, revela estudo mundial

Niel Tomodachi

Pesquisa inédita reúne relatos de mulheres de 161 países e mostra que 24% das mulheres sofrem agressão desde os 15 anos

Manifestante segura cartaz de "Basta" durante protesto contra violência contra a mulher em La Paz, capital da Bolívia (31-1-22). Foto: JORGE BERNAL / AFP

Ao menos uma em cada quatro mulheres já sofreu algum tipo de violência por parte do parceiro ao longo da vida. São casos de violência física ou sexual que também se revelam recentes: 13% dos episódios aconteceram em 2018, último ano incluído em um estudo mundial encomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicado na revista científica “The Lancet”.

A pesquisa reuniu informações de um banco de dados global da OMS sobre prevalência da violência contra as mulheres, que reúne pesquisas realizadas em 161 países entre os anos de 2000 e 2018 (últimos dados disponíveis). A análise dos relatos indica que 27% das mulheres com idades entre 15 e 49 sofreram violência doméstica pelo menos uma vez na vida, com uma a cada sete (13%) sofrendo episódios em 2018.

Como as estimativas são baseadas em experiências relatadas pelas próprias mulheres, e considerando que o tema ainda é tabu em muitos países, a verdadeira prevalência de violência, lembra o estudo, provavelmente é ainda maior.

A experiência deixa marcas na saúde física e mental das mulheres – e também de crianças e famílias em todo o mundo. E muitas vezes começa cedo. A pesquisa identificou altos níveis de violência vivenciados por adolescentes e mulheres jovens: 24% das mulheres de 15 a 19 anos foram agredidas ao menos uma vez pelos parceiros desde os 15 anos. 

A prevalência de violência recente também foi maior entre essa mesma faixa etária. Uma em cada seis adolescentes de 15 a 19 anos e de mulheres jovens de 20 a 24 anos sofreu violência doméstica em 2018.

— O alto número de mulheres jovens que sofrem violência por parte do parceiro é alarmante, pois a adolescência e o início da vida adulta são fases importantes da vida, quando são construídas as bases para relacionamentos saudáveis. A violência que essas jovens sofrem tem impactos duradouros em sua saúde e bem-estar — explica Lynnmarie Sardinha, principal autora do artigo.

O estudo também faz um recorte geográfico e mostra que, em geral, países de renda mais alta apresentam taxas mais baixas de violência doméstica. A prevalência de violência contra a mulher de 15 a 49 anos foi mais alta na Oceania (49%) e na África Subsaariana Central (44%). Por outro lado, foi mais baixa na Ásia Central (18%) e na Europa Central (16%).

 

Piora na pandemia

Os dados foram colhidos antes da pandemia da Covid-19, mas o estudo reforça que outras pesquisas recentes mostram como fatores como isolamento, depressão e ansiedade e uso de álcool, além da redução de acesso a serviços de ajuda na pandemia, agravaram os casos de violência contra as mulheres.

Além de expor a dimensão mundial do problema, o estudo pretende oferecer dados de base para ajudar os governos de diferentes países a monitorar e estabelecer políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher. A pesquisa avalia que os governos ainda não estão agindo para cumprir as metas de erradicação de violência contra as mulheres e que é urgente tomar ações. O tema é parte da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

 — Embora tenha havido progresso nos últimos 20 anos, ainda é extremamente insuficiente para alcançar a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de eliminar a violência contra as mulheres até 2030 — disse a coautora do estudo, Claudia García-Moreno, da OMS.

 

02
Fev22

Novo pronome de género a caminho dos dicionários noruegueses

Niel Tomodachi

Um novo pronome de género neutro fará oficialmente parte da língua norueguesa, dentro de um ano. O objetivo é criar uma alternativa para as pessoas que não se identificam com nenhum dos géneros retratados pelos pronomes tradicionais e, assim, gerar representatividade.

Introdução de termos mais representativos na língua é uma das batalhas travadas pelas comunidades LGBTQIA+

"Hen" tornar-se-á uma alternativa aos pronomes singulares de terceira pessoa existentes nos dicionários noruegueses, o feminino "hun" ("ela", em português) e o masculino "han" ("ele"). O Conselho de Línguas da Noruega, que confirmou que a alteração deve entrar em vigor dentro de um ano, justifica a introdução do novo pronome com o aumento e posterior estabilização do uso real do termo por parte de pessoas não-binárias (que não se identificam com nenhum dos géneros biologicamente definidos à nascença).

De acordo com Daniel Ims, representante do conselho, embora os pronomes de género neutro tenham começado a ser debatidos no seio da comunidade linguística e gramatical da Noruega há já algum tempo, o processo de aceitação dos argumentos para a sua adoção foi moroso e só recentemente é que o paradigma começou a alterar-se, abrindo espaço para a integração das pessoas que - por não se identificaram nem como homens nem como mulheres, ou nem como apenas homens ou apenas mulheres - não se sentem representadas pelas opções que encontram na própria língua.

O debate desencadeado pelos planos de reconhecimento da palavra "hen" tem sido visto de forma positiva por quem defende a visibilidade e representatividade das pessoas não-binárias no espaço público. "Acho que uma pessoa normal na rua não conhece ninguém que se identifique como não-binário. Mas espero que, colocando 'hen' no dicionário, possamos espalhar essa ideia, porque há muitas pessoas que não se sentem à vontade com certos pronomes, mas também não têm a terminologia certa para as descrever", explicou Carl-Oscar Vik, 18 anos, da cidade norueguesa de Skien, à imprensa norueguesa.

 

Debates em todo o mundo

A questão da representatividade da comunidade não-binária, com debates sobre a linguagem a adotar, vão ganhando espaço em todo o mundo, onde os defensores da integração de novos pronomes e do caráter mutável da linguagem como organismo vivo esbarram no tradicionalismo de quem defende a manutenção da língua com pouco ou nenhum espaço para mudanças.

Mais recentemente, o ministro da educação francês, Jean-Michel Blanquer, acusou um dicionário de referência de "doutrina inspirada nos Estados Unidos da América" por incluir uma entrada para a palavra "iel", usada por pessoas não-binárias em França como pronome de género neutro. Nos EUA, o conhecido dicionário Merriam-Webster incluiu, em 2019, uma definição singular de género neutro do pronome "they", que originalmente significava apenas "eles" e "elas".

Em Portugal, a necessidade de as pessoas encontrarem formas linguísticas mais integradoras também tem levado ao surgimento de novas palavras, que na sua maioria são versões alteradas de palavras já existentes. Um exemplo é a substituição, muito usada entre pessoas não-binárias, das letras "o" e "a" em adjetivos que não são neutros por um arroba (@) ou por um "x" - "bonit@s" e "bonitxs" em vez de "bonitos" e "bonitas".

 

05
Dez21

Voluntariado cresceu 30% em Portugal este ano

Niel Tomodachi

Há cerca de 8.500 pessoas inscritas nas plataformas geridas pela Cooperativa António Sérgio para a Economia Social. 71% dos voluntários são mulheres.

Covid-19: Voluntariado cresceu 30% em Portugal este ano

O voluntariado cresceu em Portugal cerca de 30% em 2021, apesar da pandemia de covid-19, sendo 71% dos voluntários mulheres, de acordo com os dados divulgados este domingo, data em que se assinala o dia internacional.

Em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social avança que, este ano, a "sociedade civil deu continuidade à participação que marcou o ano de 2020, mostrando a sua disponibilidade para participar e dar resposta às necessidades e desafios identificados nos diferentes territórios".

De acordo com a nota, divulgada no Dia Internacional do Voluntariado, o número de voluntários inscritos nas plataformas geridas pela Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) registou um crescimento de mais de 26,6% ao longo de 2021, fixando-se agora em praticamente 8.500 pessoas inscritas.

Dos registos nas plataformas de voluntariado, 27% são pessoas entre os 15 e os 24 anos, seguidos dos 25-34, com 25%, sendo o sexo feminino aquele com mais disponibilidade para participar em ações: 71%.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é aquela que detém maior número de voluntários (46,7%) e foi a que mais cresceu face a 2020 (mais 27%). Segue-se depois a região Norte, com 23% de pessoas inscritas, mais 17% face ao período homólogo.

Segundo os dados, 38% dos inscritos são trabalhadores e 24% estudantes, 43% disponibiliza-se para fazer voluntariado quatro ou mais horas por semana.

A ação social, cívica e cooperação para o desenvolvimento são as atividades mais procuradas por aqueles que fazem voluntariado.

A Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) criou ferramentas para identificar as iniciativas de voluntariado de Norte a Sul do país, com o mapeamento das ações de solidariedade, movimentos e plataformas, criadas para dar resposta a situações e pessoas com necessidades de apoio.

Em 2021 celebra-se os 10 anos do Ano Europeu do Voluntariado (EYV) onde foi criada a PAVE - a Agenda Política do Voluntariado na Europa, que estabeleceu recomendações para um quadro político europeu mais eficiente e ativo no apoio e promoção do voluntariado.

Dez anos depois, pretende-se estabelecer as bases para a construção de um Plano para o Voluntariado Europeu 2030: o Blueprint for European Volunteering 2030, segundo pode ler-se na nota.

 

27
Out21

Um dinossauro à solta na ONU (VÍDEO)

Niel Tomodachi

Um dinossauro irrompeu pela sala da Assembleia Geral das Nações Unidas e foi até ao palanque alertar os dirigentes mundiais para os perigos das alterações climáticas

Esta situação não é mais do que um curto filme lançado esta terça-feira pelo Programa de Desenvolvimento da ONU como peça central da campanha Não Escolham a Extinção. No filme, o primeiro a ser feito na sala da Assembleia Geral usando imagens geradas por computador, celebridades de todo o mundo dão voz ao dinossauro Frankie, que entra na sala e avança até ao palanque, por entre a surpresa e o medo dos presentes.

“Nós, pelo menos, tivemos um asteroide. Qual é a vossa desculpa?”, pergunta Frankie, referindo-se à teoria mais popular para explicar a extinção dos dinossauros, há 70 milhões de anos, a queda de um asteroide, que provocou um inverno de milhares de anos no Planeta. "É tempo de os humanos pararem de arranjar desculpas e começarem a fazer mudanças" para lidar com a crise climática", diz.

 

17
Out21

Mais de 1,6 milhões de portugueses são pobres e vivem com menos de 540 euros por mês

Niel Tomodachi

Mais de 1,6 milhões de portugueses são pobres e vivem com menos de 540 euros por mês

Mais de 1,6 milhões de portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza, ou seja, com menos de 540 euros por mês, uma realidade que afeta famílias numerosas, mas também quem vive sozinho, idosos, crianças, estudantes e trabalhadores.

Ter um emprego não é garantia de não se ser pobre e Portugal está, aliás, entre os países da Europa com maior risco de pobreza entre trabalhadores.

Segundo uma análise feita pela Pordata, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), quando se assinala o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, em 2020, 9,5% da população empregada em Portugal era considerada pobre, ou seja, vivia com rendimentos inferiores ao limiar da pobreza, que, nesse ano, situava-se nos 540 euros mensais.

Uma situação em que Portugal só é ultrapassado pela Roménia (14,9%), Espanha (11,8%), Alemanha (10,6%), Estónia (10%), Grécia (9,9%), Polónia (9,6%) e Bulgária (9,6%), sendo que em alguns países europeus, no caso a Finlândia e a Bélgica, o risco de pobreza não chega a atingir 5% da população empregada.

De acordo com a Pordata, comparando o ano de 1974 com o ano de 2020, e descontando o efeito da inflação, as pessoas que recebem o salário mínimo nacional (SMN) recebem hoje mais 138,70 euros do que em 74, tendo em conta que nesse ano o SMN seria de 582,60 euros e em 2020 de 721,30 euros.

Trata-se do valor mensalizado, a preços constantes de 2016, obtido dividindo o valor anual (correspondente a 14 meses) por 12 meses.

Já os beneficiários das pensões mínimas de velhice e invalidez do regime geral da Segurança Social recebem praticamente o mesmo, com um aumento de sete euros no valor das pensões.

Com o mesmo cálculo, a Pordata aponta para uma pensão mínima de velhice e invalidez de 260,70 euros em 1974, enquanto em 2020 esse subsídio aumentou para 268 euros.

"Em 2020, mais de 1,5 milhões de pensionistas da Segurança Social recebem uma pensão, de velhice ou invalidez, inferior ao salário mínimo nacional. Assim, quase 80% destes pensionistas viviam com menos de 635 euros [por mês]", lê-se na análise feita.

Acrescenta que estes dados demonstram a "íntima ligação entre os rendimentos auferidos enquanto se trabalha (ou que não se recebe, no caso de se ter incapacidade para trabalhar) e o que se receberá na velhice".

A pobreza também está dentro das escolas e em 2019 mais de 380 mil alunos do ensino público não superior tiveram apoio socioeconómico, e quase 223 mil tiveram refeições subsidiadas pela Ação Social Escolar.

"O número de beneficiários destes apoios tem aumentado progressivamente, sendo o ano de 2019 aquele em que mais estudantes receberam apoio socioeconómico desde 1981", refere a Pordata.

Aponta, por outro lado, que por toda a União Europeia a 27 o risco de pobreza é mais acentuado entre indivíduos sem escolaridade ou com um nível básico, sublinhando que em Portugal cerca de uma em cada quatro pessoas com, no máximo, o 9.º ano de escolaridade é pobre.

O risco de pobreza diminui à medida que a escolaridade aumenta, tanto que em Portugal esse risco atinge os 23,1% entre as pessoas com escolaridade entre o pré-escolar e o ensino básico, baixando depois para 11,8% entre quem completou o ensino secundário ou pós-secundário e caindo para 5,1% nas pessoas com o ensino universitário.

Fazendo a análise por idades, os dados revelam que mais de 17,5% da população com 65 ou mais anos viviam numa situação de pobreza extrema em 2019, no entanto, é entre os jovens até aos 18 anos que a taxa de risco de pobreza é mais elevada depois de transferências sociais, chegando aos 19%.

Entre os agregados familiares, é possível concluir que ter filhos é um fator de pobreza, assim como viver sozinho, sendo que em 2019 quase 40% das famílias compostas por dois adultos e três ou mais crianças estavam em risco de pobreza, por oposição aos 26% entre as famílias com um adulto e uma ou mais crianças.

Viver sozinho também era um fator de vulnerabilidade, que varia consoante a idade da pessoa, já que o risco de pobreza chegava aos 28% entre os idosos com 65 ou mais anos, mas ficava-se pelos 18% entre os adultos com menos de 18 anos.

Apesar de em 2019 haver registo de mais de 1,6 milhões de pobres em Portugal, o Rendimento Social de Inserção (RSI) só foi atribuído a uma ínfima parte desse valor, mais concretamente a 16,7% dessas pessoas, ou seja, 267 389 beneficiários.

Em 2020, foram ainda menos, já que o valor total baixou para 257 939 pessoas, o valor mais baixo desde 2006, sendo que mais de metade são mulheres (52%), e mais de duas em cada cinco pessoas (41%) têm menos de 25 anos. Refere ainda a Pordata que, entre 2010 e 2020, o total de beneficiários decresceu 51%.

 

17
Out21

Há um milhão e 100 mil mulheres portuguesas em situação de pobreza

Niel Tomodachi

Uma em cada cinco mulheres portuguesas está em situação de pobreza em Portugal. As contas decorrem de um estudo da CGTP publicado a propósito do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, que se assinala neste domingo, 17 de outubro

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A Comissão de Igualdade da CGTP alertou para a existência de mais de 20% de mulheres em situação de pobreza em Portugal, percentagem que diz manter-se superior à dos homens, e apelou a medidas.

“As mulheres têm um risco de pobreza superior ao dos homens, em Portugal, em virtude de os seus salários serem muito baixos, assim como todas as prestações que deles dependem”, denuncia a CGTP em comunicadoo.

O alerta é feito a propósito do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, que se assinala neste domingo, 17 de outubro, apelando para a necessidade de o combate à pobreza “passar pelo aumento geral dos salários e das pensões, pela garantia de emprego estável e pelo fim da caducidade das convenções coletivas” de trabalho, como instrumentos que considera essenciais para garantir a distribuição da riqueza.

A CGTP diz ainda que, em 2020, existiam 2,37 milhões de residentes em Portugal em situação de pobreza ou exclusão social e, desses, cerca de um milhão e 100 mil eram mulheres, correspondente a 20,2% do total de mulheres residentes em Portugal, acima da percentagem de homens.

Há um mês e meio, em agosto, as mulheres eram as principais beneficiárias das prestações de desemprego (59% mulheres e 41% homens), lembra a central sindical, considerando que os indicadores apresentados esta semana pelo Governo, na proposta de Orçamento do Estado para 2022, revelam uma desigualdade de rendimentos nos ganhos de 17,1% e nas pensões de 28,4%, entre homens e mulheres.

A Comissão de Igualdade da CGTP destaca ainda serem mulheres os 69% de pensionistas com pensões até 438,81 euros, abaixo do limiar da pobreza, e que as mulheres trabalhadoras são mais de metade dos desempregados, são a maioria das famílias monoparentais e dos pobres em Portugal e que evidenciam as dificuldades e as desigualdades “que se mantém” em Portugal.

“Mais do que discursos politicamente corretos de quem governa, precisamos de políticas que resolvam os problemas do dia-a-dia”, apela a CGTP, no documento.

 

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