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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

06
Mai22

Já foi divulgado o trailer da nova série de “A Guerra dos Tronos”

Niel Tomodachi

“House of the Dragon” é a produção da HBO que teve gravações em Portugal no ano passado.

Chegou o trailer de uma das séries mais esperadas do ano, “House of the Dragon”, a prequela de “A Guerra dos Tronos”. As imagens foram divulgadas nesta quinta-feira, 5 de maio. Várias cenas foram gravadas em Portugal no ano passado, nas aldeias de Monsanto e Penha Garcia, concelho de Idanha-a-Nova.

Sob o comando dos Targaryen, numa época em que os dragões dominavam tudo e todos, habilmente comandados pelos seus mestres de cabelos platinados, Westeros prepara-se para uma nova batalha. 

A guerra civil recebeu o nome de “Dance of the Dragons”, a Dança dos Dragões. O confronto opôs dois herdeiros ao trono, Rhaenyra e o seu meio-irmão Aegon II, num conflito que definiu muito do que seria o futuro da então mais temida e poderosa casa de Westeros.

Esta nova prequela é uma ideia do próprio George R. R. Martin, o autor dos livros da saga, e de Ryan Condal, outro dos showrunners desta produção. É baseada no livro “Fire & Blood”, que se passa 200 anos antes dos acontecimentos de “A Guerra dos Tronos”. A estreia na HBO Max está marcada para 22 de agosto.

 

30
Mar22

Nova série de “A Guerra dos Tronos” já tem data de estreia

Niel Tomodachi

Trata-se do projeto que inclui cenas gravadas em Portugal no ano passado, nos arrredores das aldeias de Monsanto e Penha Garcia.

"House of the Dragon”, o primeiro spinoff de “A Guerra dos Tronos”, já tem data de estreia: chega à HBO Max a 22 de agosto. Vai ter dez episódios e trata-se de uma prequela da história original. Baseia-se no livro “Fire & Blood”, do autor George R. R. Martin. Esta é a produção televisiva que teve filmagens em Portugal no ano passado, nos arredores das aldeias de Monsanto e Penha Garcia, em Idanha-a-Nova. 

A narrativa centra-se na família Targaryen. As personagens são outras, mas a sede de poder da família mantém-se intacta. No centro do enredo está, mais uma vez, a sucessão e o direito a tomar o controlo do Trono de Ferro.

Sob o comando dos Targaryen, numa época em que os dragões dominavam tudo e todos, habilmente comandados pelos seus mestres de cabelos platinados, Westeros prepara-se para uma nova batalha. A guerra civil que se seguiu recebeu o nome de “Dance of the Dragons”, a Dança dos Dragões. O confronto opôs dois herdeiros ao trono, Rhaenyra e o seu meio-irmão Aegon II, num conflito que definiu muito do que seria o futuro da então mais temida e poderosa casa de Westeros.

Com David Benioff e D.B. Weiss fora de cena, um velho conhecido de “A Guerra dos Tronos” foi chamado para liderar a produção. Miguel Sapochnik, realizador de alguns dos mais famosos episódios da série, é agora um dos showrunners, ao lado de Ryan Condal — este último um dos argumentistas que trabalhou lado a lado com George R. R. Martin.

Além disso, está confirmado que o compositor Ramin Djawadi, o autor dos temas originais que se destacaram durante as oito temporadas de “A Guerra dos Tronos”, está de volta para este novo projeto.

 

30
Mar22

“Moon Knight”: já estreou a nova série da Marvel para os fãs do antigo Egito

Niel Tomodachi

Há mais um super-herói em ação, interpretado por um dos melhores atores da sua geração: Oscar Isaac.

Depois de “WandaVision”, “O Falcão e O Soldado de Inverno”, “Loki”, “E Se…?” e “Hawkeye”, a Marvel estreia esta quarta-feira, 30 de março, uma nova série na plataforma Disney+. Chama-se “Moon Knight” e, pela primeira vez, no centro da história está um super-herói que nunca apareceu nos filmes da saga.

Contudo, os estúdios contrataram Oscar Isaac, aclamado como um dos melhores atores da sua geração, para interpretar este complexo protagonista que tem uma longa história na banda desenhada. Ele é Steven Grant, um britânico com conhecimentos arqueológicos — especialmente sobre o antigo Egito — e demasiado ambicioso para estar a trabalhar na loja de um museu.

Ele sonha ser um guia — ou uma espécie de Indiana Jones da Marvel. Mas tem um problema. Ao que parece, sofre de um severo sonambulismo, que está relacionado com o seu transtorno dissociativo de identidade. Por vezes, ele é Marc Spector, um mercenário americano com um passado atribulado. Ou será o contrário? E Steven é apenas um produto da sua imaginação?

“Moon Knight” acompanha a trajetória deste protagonista multifacetado — e é um exercício de representação distinto para Oscar Isaac. O ator tem oportunidade de alternar entre sequências de ação e momentos cómicos, além de variar de personas consoante o alter-ego que está a interpretar.

Esta sua jornada — que no fundo tem origem no seu problema de saúde mental — acaba por o levar até a um carismático guru que vive nos Alpes suíços. Dá pelo nome de Arthur Harrow (Ethan Hawke) e é um seguidor do deus egípcio Ammit, que tem como missão fazer justiça antes de as pessoas cometerem maus atos.

Como tantos outros vilões, o seu objetivo é criar uma Terra melhor — mas através da destruição daquilo que já existe. Já Steven tem uma ligação a outro deus egípcio, Khonshu, que pode ser igualmente mau se comparado com Ammit.

Steven acaba por se aproximar também de uma mulher misteriosa chamada Layla (May Calamawy), que será uma espécie de Marion Ravenwood para o seu Indiana Jones. 

“Moon Knight” tem seis episódios criados por Jeremy Slater. O realizador egípcio Mohamed Diab é um dos responsáveis pelos vários capítulos — e o retrato do Egito e do mundo árabe está a ser elogiado por ser mais enriquecedor e preciso do que a forma como normalmente acontece nas produções de cinema ou televisão no mundo ocidental.

Porém, a crítica especializada internacional está a apontar que “Moon Knight” é uma das piores séries da Marvel já lançadas desde que começaram a ser produzidas pelos estúdios do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Os maiores elogios têm sido dirigidos à prestação de Oscar Isaac.

O elenco inclui ainda F. Murray AbrahamGaspard UllielFernanda AndradeSofia DanuDíana Bermudez ou Ann Akinjirin, entre outros.

 

22
Fev22

Viola Davis vai interpretar Michelle Obama na nova série “The First Lady”.

Viola Davis surge irreconhecível no papel de Michelle Obama

Niel Tomodachi

O trailer oficial de The First Lady já foi lançado. A série da Showtime conta com Viola Davis no papel de Michelle Obama, Michelle Pfeiffer no papel de Betty Ford e Gillian Anderson como Eleanor Roosevelt. A série apresenta as ex-mulheres icónicas que navegam nas complexidades do seu papel exigente, mantendo ao mesmo tempo a sua individualidade.

“Em quatro anos, não quero olhar para trás e pensar: ‘o que é que eu me tornei a viver naquela casa? Obama de Davis diz a dada altura, acrescentando mais tarde: “Vou escolher a minha equipa, escolher as minhas causas. Entendido?”.

“Estarei aqui para ti, mas vou ser eu própria”, diz o Ford de Pfeiffer, acrescentando mais tarde, “Eles podem expulsar-me, mas não podem fazer de mim alguém que eu não sou”.

Roosevelt de Anderson resume a série com uma única linha: “És o marido de uma esposa que tem uma mente e uma vida própria”.

A Showtime descreve a série como: “Na Ala Leste da Casa Branca, muitas das decisões mais impactantes da história e que mudaram o mundo foram escondidas da vista, tomadas pelas carismáticas, complexas e dinâmicas primeiras damas da América. Esta série irá falar sobre a vida pessoal e política destas enigmáticas mulheres”.

@thefirstlady_sho

Outros membros do elenco incluem Dakota Fanning como Susan Ford, O-T Fagbenle como Barack Obama, Kiefer Sutherland como Franklin D. Roosevelt e Aaron Eckhart como Gerald Ford.

The First Lady tem estreia marcada para 17 de abril.

 

29
Dez21

O herói silencioso de “Star Wars” regressa com uma série só sua

Niel Tomodachi

Boba Fett disse apenas cinco frases na trilogia original, mas é um favorito dos fãs. Agora é a estrela da nova série da Disney+.

Apareceu de forma discreta pela primeira vez em “O Império Contra-Ataca”, de 1980. Era apenas uma espécie de figurante, um caçador de recompensas com uma armadura extremamente cool, que acabaria por ter um papel vital na captura de Han Solo.

“Como bem entender”, responde perante as ordens de Darth Vader. “E se ele não sobrevive? Ele é muito valioso para mim”, responde mais tarde numa das poucas falas da personagem, perante o desejo de Vader de congelar o herói interpretado por Harrison Ford.

Apesar das poucas oportunidades dadas a Boba Fett, tornou-se rapidamente num dos favoritos dos fãs, graças ao seu ar misterioso. Nunca é revelada a sua face por detrás do capacete tradicional dos Mandalorians. E acaba por aparentemente morrer numa batalha final, engolido pelo temível Sarlacc.

Muitos mantiveram a esperança de que o caçador de recompensas pudesse ter sobrevivido. Foi preciso esperar quase quarenta anos para voltar a ver a personagem em carne e osso. Surge de forma breve, quase irreconhecível, sem a sua icónica armadura e de cara destapada, no episódio nove da segunda temporada.

Haveria de mostrar-se peça fulcral no desenvolvimento da história de “The Mandalorian”, cujo final revelou, de forma descarada, que o spin-off que se seguiria acompanharia o eterno predileto dos fanáticos.

Na verdade, como saberão os mais acérrimos fãs de “Star Wars”, a primeira aparição de Boba Fett aconteceu no infame especial de Natal da saga de George Lucas, lançado em 1978. Mas a grande revelação é feita em “The Mandalorian”, que esclarece todas as dúvidas sobre a eventual morte da personagem em “O Regresso do Jedi”.

No regresso, Boba Fett, interpretado por Temuera Morrison — ator que fez de Jango Fett, o pai de Boba que na verdade é um clone, nas prequelas de “Star Wars” —, está desesperado em busca da sua icónica armadura, agora nas mãos de Mando, o protagonista de “The Mandalorian”.

Como é que Fett escapou às garras do temível Sarlacc? A revelação nunca é feita nos filmes oficiais, mas é adiantada nos livros “Legends”, que não fazem parte do cânone oficial da saga, mas que explicam que a personagem usa o seu jato para fugir, apesar de gravemente ferido.

O que aconteceu depois, está por revelar, mas segundo os acontecimentos de “The Mandalorian”, a sua armadura acaba nas mãos de Vanth, um local que oferece o fato a Din Djarin (Pedro Pascal). Fett, na companhia da também caçadora de recompensas Fennec Shand, conseguem localizar o Mandalorian e convencê-lo de que a armadura é sua.

Juntam-se a ele na missão de tentar recuperar Grogu, o pequeno Yoda bebé. Mas é na cena final, pós-créditos, que a premissa de “The Book of Boba Fett” é revelada. Em Tattooine, Fett e Shand invadem o palácio abandonado de Jabba the Hutt e assassinam um dos seus ajudantes, Bib Fortuna, para finalmente tomar o trono e a partir dele gerir um novo império do crime.

Embora pouco se saiba sobre o enredo, é de esperar muitas e surpreendentes aparições de personagens do universo de “Star Wars”, à imagem do que aconteceu em “The Mandalorian”. O resto? Só se saberá a partir desta quarta-feira, 29 de dezembro, data de estreia da série na Disney+.

 

27
Dez21

“A Very British Scandal”: o escândalo sexual que chocou o Reino Unido chega à HBO

Niel Tomodachi

Claire Foy, de “The Crown”, é uma das protagonistas desta minissérie que estreia nos próximos dias em Portugal.

Depois de “A Very English Scandal”, minissérie sobre o escândalo do caso homossexual do líder do Partido Liberal, agora vem aí “A Very British Scandal”. Trata-se de outra minissérie, também com três episódios, centrada noutra história real que chocou a sociedade britânica.

A história é inspirada no famoso processo de divórcio (e escândalo sexual) que opôs o Duque e a Duquesa de Argyll. “As consequências públicas do seu relacionamento levaram a um dos casos legais mais notórios, extraordinários e brutais do século XX. Famosa pelo seu carisma, beleza e estilo, Margaret dominou as capas como mulher divorciada que enfrentou acusações de falsificação, roubo, violência, uso de drogas, gravações secretas e suborno. Uma fotografia Polaroid explícita tornou-se o elemento-chave no divórcio escandaloso que se desenrolou sob o olhar atento dos media dos anos 1960”, descreve a sinopse oficial do projeto.

Claire Foy e Paul Bettany são os atores protagonistas, embora o elenco inclua ainda Julia Davis, Phoebe Nicholls, Richard McCabe e David Monteath, entre outros. Os três episódios chegam, por ordem, a 29, 30 e 31 de dezembro à plataforma de streaming HBO Portugal. A produção foi escrita por Sarah Phelps e realizada por Anne Sewitsky.

 

17
Dez21

Já pode ver o primeiro trailer de “How I Met Your Father”

Niel Tomodachi

O spinoff de “How I Met Your Mother” estreia em janeiro nos EUA. Ainda não há data confirmada para Portugal.

Desde abril que sabemos que a famosa sitcom “How I Met Your Mother” (traduzida para “Foi Assim que Aconteceu”, em Portugal) vai ter um spinoff. “How I Met Your Father” terá dez episódios e estreia a 18 de janeiro nos EUA, na plataforma de streaming Hulu. Ainda não se sabe onde nem quando vai estrear em Portugal.

O primeiro trailer da nova série foi divulgado esta quinta-feira, 16 de dezembro. A grande protagonista é Sophie (Hilary Duff), que está a contar ao filho a história de como conheceu o pai dele.

A narrativa centra-se no grupo de amigos de Sophie, nas suas crises existenciais e de como se pode apaixonar num mundo cheio de aplicações de encontros e opções aparentemente ilimitadas. O elenco inclui ainda nomes como Chris Lowell, Francia Raisa, Tom Ainsley, Tien Tran e Suraj Sharma, além de Kim Cattrall.

 

16
Dez21

Vem aí a segunda temporada de “The Witcher” — mais emocional, ambiciosa e épica

Niel Tomodachi

Estreia na Netflix esta sexta-feira, com novas personagens e uma estrutura diferente. Ao todo são oito episódios.

Dois anos depois, “The Witcher” está de volta à Netflix. A partir desta sexta-feira, 17 de dezembro, há oito novos episódios para ver da história de fantasia baseada nos livros do escritor polaco Andrzej Sapkowski.

Na altura, a série tornou-se rapidamente numa das mais vistas do momento — aliás, tendo coincidido com uma alteração na forma como a plataforma de streaming media as audiências, tornou-se na produção original mais vista de sempre nas primeiras quatro semanas desde a estreia. Entretanto estreou também na Netflix a prequela “The Witcher: Nightmare of the Wolf”, que serviu para dar contexto sobre este complexo universo.

Agora, a narrativa recomeça para continuar a história de Geralt of Rivia (Henry Cavill) e responder a questões maiores sobre este mundo. Ou seja, estarão mais em destaque temas como a origem dos monstros.

Da última vez que os fãs viram Geralt e Ciri (Freya Allan) estes tinham-se finalmente encontrado depois de passarem uma temporada inteira a percorrer o continente em paralelo. Além disso, uma enorme batalha terminou depois da maga — e ocasional interesse amoroso de Geralt — Yennefer evocar forças obscuras para derrotar um exército.

As personagens estão em posições diferentes no início da segunda temporada. Geralt, que sempre foi um guerreiro solitário, é agora uma figura paternal para Ciri — e vai tentar protegê-la ao levá-la para Kaer Morhen. É um local remoto no meio das montanhas que serve de abrigo aos witchers.

Ciri vai aproveitar esta oportunidade para treinar e evoluir, depois de ter passado a primeira temporada toda em risco. Já Yennefer é uma prisioneira de guerra que está agora a lidar com uma perda pessoal.

Além destas questões mais individuais, vão ser abordados temas mais globais deste universo. No centro de tudo está um acontecimento descrito como a “conjunção”. Antes disto, havia diferentes realidades paralelas ou dimensões, o que fazia com que os humanos, elfos e monstros estivessem separados. 

A “conjunção” obrigou-os a estarem juntos, a partilharem um mundo, e muitas coisas estão relacionadas com este acontecimento — como a aparição de novos monstros e a própria existência dos witchers, que acabam por ligar todas as partes da narrativa.

Além disso, há um conjunto de novas personagens que terão um papel relevante no enredo. É o caso de Vesemir (Kim Bodnia), o mentor de Geralt que tem como missão evitar que os witchers se extingam. Rience (Chris Fulton) é um mago obscuro que está a tentar encontrar Ciri, enquanto Nenneke (Adjoa Andoh) é uma sacerdotisa que ajuda a guiar Geralt por territórios novos.

“Há alguma riqueza extra”, disse a atriz Adjoa Andoh à “Radio Times”. “Acho que esta temporada vai aprofundar o lado emocional das personagens — vai explorar quem são estas pessoas.”

Desta vez, tudo irá acontecer na mesma linha temporal, o que poderá tornar tudo mais claro. Mas a estrutura será mais de continuidade, uma vez que não haverá um monstro diferente para derrotar em cada episódio.

 

19
Nov21

Depois de “Squid Game”, “Hellbound” é nova série sul-coreana da Netflix (e promete)

Niel Tomodachi

Tem seis episódios e estreia esta sexta-feira na plataforma de streaming. Inclui elementos de fantasia e terror.

Depois do fenómeno em que se tornou “Squid Game”, estreia na Netflix uma nova série sul-coreana — muito promissora. Chama-se “Hellbound” e pode ver os seis episódios a partir desta sexta-feira, 19 de novembro. 

Trata-se de um projeto idealizado pelo argumentista e realizador Yeon Sang-ho. A narrativa foi explorada pela primeira vez numa curta-metragem de animação intitulada “Jiok/The Hell”. Em 2019, o cineasta regressou a este mundo com um manga digital com o mesmo título. Agora está quase a chegar “Hellbound”.

Que história é esta? A premissa é relativamente simples. Todos sabemos que, um dia, vamos morrer. Não sabemos quando, como, nem porquê — mas é uma verdade inevitável. Em “Hellbound”, isso não é exatamente assim para diversas pessoas.

Neste enredo passado na capital sul-coreana, Seul, existem pessoas que são visitadas por entidades sobrenaturais. Há um rosto gigante que lhes aparece à frente e que lhes diz exatamente quando vão morrer. Pode ser dali a cinco dias, mas também dali a cinco anos. E nunca falha.

Estas pessoas morrem sempre da mesma maneira. Uns monstros enormes vindos do inferno aparecem à sua frente, espancam-nos e queimam-nos com os seus poderes. Depois, desaparecem misteriosamente no nada, tal e qual como apareceram.

Passado algum tempo, a maioria da população já sabe que isto acontece, embora não esteja preparada para lidar com estes incidentes traumáticos. As instituições tradicionais — como o governo, as autoridades ou a comunicação social — não conseguem dar respostas às angústias das pessoas.

A polícia investiga os casos e tenta chegar à verdade. Os espectadores vão acompanhando a jornada do detetive Jin Kyeong-hoon enquanto lida com o caso de um dos assassinatos — que é tratado como um homicídio normal e não como tendo sido perpetuado por criaturas de outro mundo.

A sociedade está em desespero com os acontecimentos e há um homem que tenta colmatar o vazio criado pela ausência de respostas e por todas as inseguranças. Jeong Jin-soo é o líder de um culto religioso chamado A Nova Verdade. Há uma década que acompanham as mortes provocadas por aqueles monstros.

Jeong Jin-soo defende que os assassinatos vêm acompanhados de uma profecia. Diz aos seus seguidores que estes incidentes são atos de um deus que está saturado de esperar pelo bem da humanidade. Assim, aqueles cujas vidas reclama são certamente pecadores. Por isso apela aos devotos do culto que desvendem as transgressões que levaram a que aquelas pessoas se tornassem alvos.

Criado num orfanato católico, Jeong Jin-soo tem uma grande influência e parece gostar de manipular aqueles que estão à sua volta. Apesar disto, é o único que tem respostas para oferecer, daí ter-se tornado um messias para os membros do sua seita. Ao longo dos seis episódios vamos descobrindo as suas intenções.

“Hellbound” centra-se bastante na forma como as massas podem ser incentivadas a odiar, a cometer atos violentos ou a ser fanáticos por algo. Reflete sobre a falta de confiança que existe atualmente nos sistemas que regem a sociedade — o político ou o financeiro, por exemplo. O que pode levar à ascensão de movimentos populistas. Há, claro, muitas alegorias desta realidade fantasiosa que estabelecem paralelismos com a vida real.

 

16
Out21

“Maid” é o retrato da violência emocional que ninguém fala

Niel Tomodachi

Baseada numa história real, a série da Netflix mostra a realidade de uma mãe que foge de uma relação abusiva e tenta sobreviver com a filha de dois anos.

Série Maid

A primeira cena de Maid prepara-nos logo para o que será o tema central da série: violência doméstica, mais propriamente psicológica e emocional. Alex (Margaret Qualley), uma rapariga de 23 anos cujo sonho é ser escritora sai de casa pelas pontas dos pés, durante a noite, com a sua filha de 2 anos para fugir do seu companheiro Sean (Nick Robinson). Literalmente sem destino, Alex está prestes a ficar sem teto pela primeira vez. Este é o primeiro dos desafios de muitos que virão.

O que se segue é uma história baseada no livro de memórias de Stephanie Land, Superação: Trabalho duro, baixo salário e o dever de uma mãe solo que nos mostra uma mãe solteira que tenta reconstruir a sua vida entre abrigos para mulheres que sofrem de violência doméstica, burocracia para conseguir apoios e um trabalho de empregada de limpeza cujas condições são muito precárias.

Além disto tudo, Alex tem de lidar com a sua mãe Paula (Andie MacDowell), uma artista que é doente bipolar e narcisista, um pai frio e ainda com “amigas neutras”. Sim, aquele tipo de pessoa que entre marido e mulher não mete a colher.

Maid parece ser uma história básica de (mais) uma mulher vítima de maus-tratos, mas é muito mais do que isso. Ao longo dos 10 episódios, a história vai-nos mostrando que embora em situações e momentos distintos, as personagens principais em algum momento foram todas vítimas de violência.

Começando por Paula que foi vítima de violência doméstica do seu marido e pai de Alex e acabando na mãe de Sean que, tal como ele, também tinha um problema com o álcool e drogas, tendo sido por esses motivos uma mãe negligente.

 

“Alex encontra-se totalmente sozinha e muitas vezes tem de decidir se compra comida, coloca gasolina no carro ou paga a creche da filha.”

 

A série retrata muito bem e de uma forma até subtil o que é a violência psicológica, mostrando como ela é descredibilizada não só pela sociedade em geral, mas também pela própria justiça americana, pois se não existem marcas físicas não existe qualquer tipo de violência. Aborda também a dificuldade das vítimas de abandonarem o relacionamento abusivo. Em média, estas mulheres regressam 7 vezes ao abrigo.

Retrata ainda problemas de uma sociedade doente que não tem soluções para uma mulher pobre, com uma filha e vítima de maus-tratos. O dilema de dinheiro vs. tempo é muito bem explorado nesta série. Alex encontra-se totalmente sozinha e muitas vezes tem de decidir se compra comida, coloca gasolina no carro ou paga a creche da filha.

Maid é envolvente e muito disso deve-se à própria interpretação das personagens. Ao longo da história são vários os sentimentos que se sentem à flor da pele, como a empatia, a raiva e o desprezo.

Mas acima de tudo esta é uma história sobre sobrevivência que nos vem mostrar que embora frágil o amor é sempre a solução.

 

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