Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

27
Jun22

O stress social pode estar a envelhecer o seu sistema imunitário

Niel Tomodachi

Os problemas com dinheiro, família e trabalho podem estar a prejudicar a sua saúde mental e a envelhecer o seu sistema imunitário.

O stress social pode estar a envelhecer o seu sistema imunitário

Hoje em dia, o stress social é um dos problemas mais comuns da população em geral e, segundo um estudo, pode não estar a afetar só a sua saúde mental, mas também a enfraquecer o seu sistema imunitário.

Estas conclusões surgem de um estudo, onde foram analisados milhares de adultos, com mais de 50 anos, e que foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A equipa conseguiu determinar que pessoas com níveis de stress altos podem ter um número elevado de ‘células T’ desgastadas, que são essenciais no combate a doenças e na eliminação de ‘células zombie’, isto é, aquelas que já não se dividem no organismo, mas que se recusam a desaparecer e não permitem a criação de novas. A sua acumulação pode resultar em condições como osteoporose ou até Alzheimer.

Os investigadores constataram ainda que estes indivíduos também têm falta de células “jovens e frescas”, necessárias para enfrentar novos invasores, explicou o autor principal é Eric Klopack, da Leonard Davis School of Gerontology, na University of Southern California, à CNN.

Pessoas com níveis elevados de stress e um sistema imunitário envelhecido podem vir a ser diagnosticadas com doenças cardiovasculares, cancro e outras condições de saúde que, normalmente, estão relacionadas com a idade. Além disto, estas condições podem reduzir a eficácia das vacinas, como a do Covid-19.

 

22
Fev22

App pioneira e gratuita quer ajudar a saber mais sobre saúde mental

Niel Tomodachi

Uma equipa constituída por doze pessoas da Escola de Medicina da Universidade do Minho, liderada pelo psiquiatra Pedro Morgado, desenvolveu uma aplicação gratuita para aumentar a literacia em saúde mental e promover a sua prevenção.

App pioneira e gratuita quer ajudar a saber mais sobre saúde mental

Desenvolvido durante a primeira vaga da pandemia, o projeto começou por assumir a forma de um site, com as mesmas funcionalidades, e deu agora o salto para uma aplicação de telemóvel. A app foi concebida não com "a perspetiva de tratamento de doenças, mas sim de prevenção e de disseminação de informação com vista à literacia em saúde mental", e pretende, acima de tudo "que as próprias pessoas sejam promotores ativos da sua saúde mental", contou Pedro Morgado ao JN.

A aplicação "P5 Saúde Mental" é pioneira em Portugal e já está disponível para download em Android e IOS de forma gratuita. A gratuidade da aplicação será sempre mantida, garantiu Pedro Morgado, e tem apenas fins de "disseminação do conhecimento" e "capacitação das pessoas".

 

Como funciona?

​​​​​​Depois da pessoa responder a dois questionários disponíveis na aplicação, o utilizador recebe um "feedback em função daquilo que foram as suas respostas e a indicação dos locais onde pode encontrar essa ajuda", como serviços locais e linhas de apoio à saúde mental do SNS.

"Não são recolhidos nenhuns dados pessoais" dos utilizadores durante todo o processo, garante Pedro Morgado. "Não há qualquer processo de registo" e o questionário é realizado de forma "absolutamente anónima e confidencial", sublinhou.

Depois de preenchidos os questionários, a aplicação informa as pessoas do "seu nível de sintomas e se devem ou não procurar ajuda de um profissional de saúde. Não é nem uma aplicação de tratamento nem uma aplicação de diagnóstico (...). É mais uma monitorização dos sinais de sofrimento", contou o psiquiatra.

Além de permitir a monitorização da saúde mental do utilizador, a aplicação promove também "uma série de técnicas, que [os utilizadores] podem implementar, para promoverem o seu bem estar", tais como melhores hábitos de sono, contou Pedro Morgado.

A longo prazo, o objetivo é melhorar a aplicação através de "mais módulos informativos". Neste momento estão disponíveis seis módulos informativos, mas a ideia é abranger "outras áreas que não estão ainda cobertas", como lidar com uma situação de luto e outras áreas em que é importante promover a literacia em saúde mental.

Esta é a primeira ferramenta do género e "única em Portugal". Foi construída pela Escola de Medicina e o seu centro de investigação, em parceria com o Centro de Medicina Digital P5.

 

22
Jan22

Saúde mental: pedidos de apoio de jovens dispararam mais de 50% em pandemia

Niel Tomodachi

Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC) do INEM relata mais crises de ansiedade e pânico e uma subida nos comportamentos suicidas por parte dos jovens nos dois últimos anos, os da pandemia

pexels-anete-lusina-5723263

Os pedidos de ajuda ao Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC) do INEM relata mais crises de ansiedade e pânico e uma subida nos comportamentos suicidas por parte dos jovens nos dois últimos anos, os da pandemia aumentaram mais de 50% nos jovens em dois anos de pandemia, com mais crises de ansiedade e pânico e uma subida nos comportamentos suicidários.

Segundo os dados disponibilizados à agência Lusa pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), as situações encaminhadas pelo CAPIC aumentaram em todas as faixas etárias, uma subida que em quase dois anos de pandemia ultrapassa os 42%, passando de 7.345 ocorrências em 2019 para 10.474 no ano passado.

Contudo, nas camadas mais jovens (até aos 19 anos) esta subida foi mais acentuada e em dois anos subiu 52,8%, atingindo os 1.518 casos no ano passado (993 em 2019).

No total, as ocorrências que mais cresceram no CAPIC foram os incidentes críticos, como a morte inesperada de um familiar (muitos por causa da covid-19), que mais do que duplicaram desde o início da pandemia, chegando aos 2.276 casos em 2021 (1.099 em 2019).

Em declarações à agência Lusa, a psicóloga Sónia Cunha, responsável pelo CAPIC, confirmou que “com ao escalar e prolongar da pandemia” se tem assistido a “um reforço da sinalização nas camadas mais jovens“. “Muitas vezes, a família, e mesmo a escola, não identificam os problemas porque são atribuídos à fase que [os jovens] estão a ultrapassar, como a pré-adolescência, a adolescência ou até a idade infantil”, explicou Sónia Cunha, sublinhando a importância de não desvalorizar sintomas e enfrentar o problema.

A responsável lembra que esta circunstância “pode contribuir para a deteção mais tardia” e insiste: “São idades cruciais no desenvolvimento da personalidade e quanto mais aprofundado o problema estiver mais difícil é a sua resolução e o crescimento saudável do pronto de vista mental”.

As manifestações mais frequentes são a dificuldade em regular as emoções, “o que leva a episódios de crise ansiedade e ataques de pânico, mas também manifestações do foro mais afetivo, com sintomas depressivos, isolamento e desesperança“. “Este tipo de perturbação mais depressiva conduz muitas vezes a comportamentos suicidários e auto-lesivos, o que é ainda mais preocupante“, afirma.

Os dados do INEM apontam para uma subida global de quase 40% nas ocorrências relativas a comportamentos suicidários, com 2.517 casos em 2019 e 3.496 no ano passado.

Dependendo da avaliação do pedido que chega ao CAPIC, que pode vir das famílias ou das escolas, é feita uma avaliação e, nos casos mais graves, em que há risco imediato, “é ativada uma equipa de assistência para o local”.

As situações mais complexas podem exigir o envio de ambulância e da unidade móvel de intervenção psicológica de emergência, que pode atuar no local e/ou acompanhar a pessoa até à unidade de saúde.

Quando não há risco imediato, mas é identificada uma situação que requer resposta na área saúde mental, os especialistas do INEM aconselham a pessoa sobre onde se deve dirigir, fazendo, quando necessário, o contacto com a resposta na comunidade (médico de família ou escola).

“Nalgumas situações fazemos nós próprios esta ativação de rede de suporte e contactamos os centros de saúde e as escolas”, acrescentou.

A psicóloga insiste na necessidade de não desvalorizar sintomas e de validar o que jovens sentem.

A saúde mental “ainda não é algo confortável para se falar, mas não se pode ignorar. O elefante está aqui. O problema existe e em crescendo”, insistiu. Sónia Cunha reconhece que “é mais fácil dizer que é uma fase pela qual estão a passar” e que os profissionais do INEM incentivam sempre a que se dê importância aos sintomas, não desvalorizando e dando espaço para as pessoas falarem sobre estas questões.

“Muitos acham que falar sobre isto pode trazer ideias, mas não. As ideias que existem já lá estão. E quanto mais precocemente elas são faladas melhor é o prognostico. Falar sobre o assunto é uma forma de organizar os pensamentos e de alguém nos ajudar a fazê-lo“, explicou.

 

12
Out21

Depressão afeta quase um em cada três crianças e adolescentes

Niel Tomodachi

Depressão afeta quase um em cada três crianças e adolescentes

19% das crianças e adolescentes apresenta sintomas moderados ou graves de depressão. A sazonalidade do emprego no Algarve é um dos fatores que em muito tem afetado a saúde mental dos mais novos.

A depressão afeta 31% dos jovens e adolescentes em Portugal, sendo que, destes, quase 19% têm sintomas moderados ou graves e 10% correm risco elevado de ter comportamentos suicidários. Os dados, apurados num estudo conduzido em 2020 pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, colocam o nosso País num patamar superior à média dos países analisados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a estimativa da OMS, 20% das crianças e adolescentes têm, pelo menos, uma perturbação mental.

No Algarve, o facto de o volume de emprego ter um carácter sazonal, devido à importância do turismo para a criação de postos de trabalho, tende a acentuar o problema. "Mais ainda do que as políticas de saúde, é fundamental olhar para a legislação laboral", clama Pedro Dias, pedopsiquiatra no Hospital de Faro. "São muitos os pais que têm um, dois ou mesmo três empregos para poderem sustentar a família. Ora, isso não lhes permite estar com os filhos, o que tem óbvias consequências para o bem-estar mental das crianças".

Maria do Carmo, diretora do serviço de Psiquiatria no Hospital de Portimão, concorda. "A seguir ao Alentejo, somos a região com números mais elevados de suicídio. O desemprego é uma alavanca para a depressão, e sabemos que esta, nos casos mais graves, pode acabar em suicídio".

Depressão afeta quase um em cada três crianças e adolescentes


"Há escassez de tudo"

Apesar de notar melhorias nas políticas de saúde mental, "sobretudo nos últimos anos", a especialista tem na ponta da língua os entraves de que sofre a região algarvia: fraca capacidade de resposta nos cuidados continuados, falta de estruturas para aplicar terapêuticas ocupacionais, falta de residências para acolher os doentes, falta de recursos humanos. "Temos um pedopsiquiatra, e ainda assim não está a tempo inteiro", exemplifica. "As condições de atendimento são péssimas. Há escassez de tudo", complementa Pedro Dias.

A pandemia agravou ainda mais o estado das coisas no Algarve. "É muito provável que os casos de depressão estejam sub-diagnosticados. Fatores ambientais tão importantes como a adversidade social, os conflitos familiares e o isolamento psicossocial causado pela pouca densidade populacional da região podem ter aumentado substancialmente, e com eles os estados depressivos", refere o pedopsiquiatra, para regressar às repercussões que este panorama tem nos mais jovens: "A gravidade dos quadros depressivos tem vindo a crescer, assim como as tentativas de suicídio, para o que concorrem, por exemplo, as escassas redes de suporte. As crianças estão muito sozinhas."

Na verdade, os estudos mais recentes mostram que a depressão multiplica por 20 a hipótese de suicídio (69% dos suicidas eram depressivos). Em 2019, a depressão afetou cerca de 716 mil portugueses (40% tinham sintomas depressivos graves).

Apesar dos sinais positivos que vislumbra, Maria do Carmo faz um apelo: "A criação de equipas comunitárias [equipas multidisciplinares que vão ao terreno prestar cuidados a pessoas com doença mental] foi um avanço muito importante. Mas é preciso continuar e, sobretudo, é fundamental um olhar diferente para as necessidades. É gravíssimo termos apenas um pedopsiquiatra na região", insiste a psiquiatra, para concluir: "Sem recursos humanos é impossível dar resposta aos problemas. Bem sei que o Plano de Recuperação e Resiliência tem 85 milhões de euros para gastar em saúde mental. Falta ver como serão distribuídos".

 

13
Ago21

Este estudo revela que o Tai Chi pode mesmo reduzir a gordura abdominal

Niel Tomodachi

Mais até do que exercícios de aeróbica. Esta é a conclusão de uma publicação na prestigiada revista "Annals of Internal Medicine".

2860a01e9397c74efa36a0ac7995c271-754x394.jpg

Costuma estar associado a uma atividade para pessoas mais velhas e para quem não é tão ativo no dia a dia, mas o Tai Chi Chuan está longe de ser apenas isso. Este estilo de arte marcial que teve as suas raízes na China durante a dinastia Tang, entre 618 e 907 d.C, é praticado por milhões de pessoas em todo o mundo. E sobretudo para as que vivem nas grandes cidades, o Tai Chi Chuan funciona quase como um escape de tranquilidade e equilíbrio. Mas não se fica por aí.

Visto quase como uma receita oriental para combater o stress que se vive diariamente no ocidente, esta arte marcial está relacionada com a meditação e com a promoção de saúde mental e física. “Mentalmente, através da visualização da energia fortalece a mente, a auto-confiança e a auto-disciplina. Na parte física desenvolve a força muscular, as capacidades coordenativas”, começa por explicar à NiT o mestre de Tai Chi Nelson Barroso.

Sobre a eficácia do Tai Chi na saúde física, um estudo publicado no jornal académico norte-americano “Annals of Internal Medicine”, no dia 1 de junho, revela que o Tai Chi tem uma eficácia enorme na saúde física. Os resultados mostraram que pessoas com 50 anos ou mais ao praticarem Tai Chi durante 12 semanas podem mesmo reduzir a gordura abdominal. Essa redução pode até ser mais intensa do que a fazer os exercícios mais tradicionais aeróbicos. 

Por ser uma atividade de movimentos lentos provavelmente esta não era uma conclusão de que estava à espera. No entanto, o autor do estudo Parco Siu em declarações à “U.S. News & World Report” garante que os dados retirados da investigação “sugerem que o Tai Chi pode ser uma alternativa eficaz ao exercício convencional na gestão da obesidade central”. 

Para esta perceção, os investigadores avaliaram os corpos de 543 participantes com síndrome metabólica, um problema de saúde grave devido ao excesso de gordura abdominal e que pode aumentar o risco de desenvolver uma série de outras doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

A equipa coordenada por Parco Siu dividiu essas pessoas em três grupos aleatoriamente: no primeiro, os participantes adotaram exercícios do Yang, um dos mais difundidos e praticados estilos de Tai Chi no mundo; o segundo grupo tinha de fazer exercícios convencionais como a caminhada rápida e o treino de força; o último grupo não fez nenhum tipo de exercícios.

Após avaliarem os corpos de todos os participantes no estudo (antes e depois), os investigadores descobriram que para além de os primeiros dois grupos terem perdido quase a mesma quantidade de gordura abdominal, também se aperceberam de um impacto favorável nos níveis de colesterol HDL (“bom”) e de poucas diferenças nos níveis de glicose, em jejum, ou na pressão arterial. Já o último grupo, que não fez exercícios, ganhou uma média de 0,8 centímetros na zona abdominal.

“Esta é uma boa notícia para adultos de meia-idade e mais velhos que têm obesidade central mas podem ser avessos ao exercício físico convencional, devido à preferência ou mobilidade limitada.”, apontou Parco Siu.

No entanto, quando questionado sobre o tema, o mestre de Tai Chi português alertou a NiT: “Tudo depende da intensidade com que se faz o Tai Chi. Se for executado todos os dias e com uma intensidade forte consegue-se esses resultados, mas isso não é para um principiante. Isso requer que a pessoa já tenha conhecimentos sobre o Tai Chi de como gerar essa força no corpo e de como executar os exercícios, porque alguém que esteja a iniciar-se na modalidade jamais conseguirá esses resultados.”

“Há conceitos muito importantes no Tai Chi”, recorda Nelson Barroso. “Um deles é o enraizamento, que é a pessoa estar conectada com o chão onde exerce muita força nos membros inferiores. É como se a pessoa estivesse a fazer flexões e em cada movimento que faça faz esse enraizamento, faz pressão contra o chão. E essa pressão contra o chão vai-lhe trabalhar os músculos, nomeadamente os músculos da cadeia posterior.” 

Depois, existe um outro conceito da arte marcial originária da China a que chamam “torção”. Aqui, trabalha-se a parte do tronco e dos membros superiores. Imagine um exercício em que está com as pernas viradas para um lado, o tronco está virado para o outro e o braço para o outro lado. Essa posição faz com que se “ganhe tonicidade muscular e também se perca adiposidade (acumulação de gordura) se for esse o caso”, reforça o mestre.

 

04
Ago21

Detetados 15 novos biomarcadores para demência (e possíveis tratamentos)

Niel Tomodachi

Num estudo que envolveu mais de 13 mil pessoas, biomarcadores contribuíram para detetar um maior risco de demência até 20 anos antes da manifestação dos primeiros sintomas da doença degenerativa do cérebro, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

naom_610a357de748b.jpg

Segundo um artigo publicado na revista Galileu, a beta amilóide (Aβ) e a tau são as proteínas mais conhecidas pela sua correlação a um risco aumentado de demência, no entanto não são as únicas.

Num estudo divulgado no jornal científico Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer's Association e citado pela Galileu, investigadores descobriram 15 biomarcadores adicionais que, em testes que envolveram 13.657 pessoas, conseguiram prognosticar o declínio cognitivo e a consequente subida do risco de demência até duas décadas previamente à manifestação da patologia cerebral. 

O estudo investigou correlações entre aproximadamente cinco mil proteínas presentes no plasma sanguíneo e o risco de incidência da doença num grupo de doentes britânicos, cujas primeiras amostras de sangue foram recolhidas há mais de três décadas. Posteriormente, os dados apurados foram duplicados numa segunda coorte composta por norte-americanos.

Sendo que os investigadores mapearam 15 proteínas no plasma dos participantes associadas ao risco aumentado para demência, ainda nos estágios iniciais da degeneração neuronal. 

Segundo a pesquisa, refere a revista Galileu, essas proteínas estão associadas a um ou mais sistemas e processos biológicos, como em disfunções no sistema imunológico, na rutura da barreira hematoencefálica (BBB), em doenças vasculares e na resistência central à insulina. Enquanto outras (SAP3, NPS-PLA2, IGFBP-7, MIC-1, TIMP-4, OPG, TREM2 e pro-BNP N-) já foram relacionadas com demência em estudos de controle prévios, trata-se da primeira ocasião em que sete delas (SVEP1, HE4, CDCP1, SIGLEC-7, MARCKSL1, CRDL1 e RNAS6) são associadas à patologia degenerativa do cérebro. 

Os investigadores escreveram: "até onde sabemos, este é o maior estudo de todo o proteoma [conjunto de proteínas presentes em uma célula quando está sujeita a um estímulo] com resultados replicados em associações de longo prazo entre proteínas plasmáticas, declínio cognitivo e risco de demência até ao momento". 

"O nosso plano de pesquisa leva explicitamente em consideração a longa fase pré-clínica da demência, quando ela ainda pode ser evitada". 

O estudo publicado revelou ainda que seis das 15 proteínas detetadas podem ser alteradas com fármacos atualmente disponíveis, no entanto que não foram originalmente desenvolvidos para o tratamento da demência. Consequentemente, os especialistas sublinham que a utilização desses medicamentos para tratar a patologia terá que ser ainda avaliada. 

Joni Lindbohm, principal autor do estudo e investigador da Universidade de Helsinkin, na Finlândia, disse num comunicado emitido à imprensa, que a equipa irá agora analisar se as proteínas descobertas têm um associação causal com a demência e se são suscetíveis de modificação e drenagem. Lindbohm salienta que as duas fases serão cruciais para que o grupo consiga potencialmente encontrar novos alvos de fármacos para a prevenção da demência. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo existam 47.5 milhões de pessoas com demência. 

Em Portugal, tendo como referência os dados da Alzheimer Europe, avalia-se que existam mais de 193 mil e 500 pessoas que sofram da doença. 

 

28
Mar21

Seis ideias inspiradoras para ajudar adolescentes e jovens adultos a superarem a tristeza da pandemia

Niel Tomodachi

A fase entre os 18 e os 25 anos é uma das mais "agitadas", diz a ciência. Numa altura de longo período de pandemia e percebendo que adolescentes e jovens adultos estão especialmente vulneráveis, saiba como os ajudar a superar descontentamento e a eles próprios

imani-bahati-L1kLSwdclYQ-unsplash-1200x675.jpg

A fase entre os 18 e os 25 anos é uma das mais “agitadas”, diz a ciência. Tudo porque se procuram novos objetivos, experiências, sentimentos e nunca se está realizada. Aqui ficam seis ideias para sentir-se bem.

Experimente fazer tarefas onde pode ser útil. Faça voluntariado, procure ajudar numa associação de solidariedade, igreja que esteja perto de casa ou até num lar de pessoas mais velhas. Mostre-se disponível para ajudar.

Caso já o tenha feito, também pode inscrever-se em cursos online ou assistir a palestras nas redes sociais ou em plataformas como o YouTube. Assim, vai passar o tempo de forma instrutiva.

Seja produtivo na comunidade digital. Faça amizades ou estimule as mais antigas através de jogos, concursos, conversas em grupo sobre determinados temas ou crie conteúdos originais.

Nesta fase mais “agitada”, uma boa solução para passar o tempo é integrar as missões temporárias de solidariedade, mudando de país com uma organização para ajudar noutro local/destino que precise.

Adquira o hábito de fazer exercícios de respiração. Segundo o site francês Madame Figaro, estes podem ajudar nos momentos em que sentir maior ansiedade.

Durante o dia, faça três vezes a seguinte técnica de respiração: inspire fundo pelo nariz durante cinco segundos e expire em três segundos.

Pense de forma positiva. Insista. Vários cientistas defendem que o cérebro está programado para pensar, de forma intuitiva, nas coisas negativas. Por isso, experimente.

Antes de se deitar, faça uma sessão em que enumera os três melhores momentos do seu dia e agradeça. Sendo regular, este exercício pode contribuir para o cérebro habituar-se a pensar positivamente, tal com conta o site.

(S)

22
Mar21

Portugueses com “sintomas mais graves de depressão”, diz estudo

Niel Tomodachi

Os mais novos, os que têm filhos e os que atravessaram a pandemia sozinhas apresentam maiores riscos de problemas mentais. Metade dos inquiridos portugueses diz estar a entrar na linha vermelha

destaque-1-1200x675.jpg

Uma parte considerável da população apresenta “sintomas ligeiros de depressão” devido à covid-19, concluiu um inquérito internacional realizado junto de mais de 21 mil pessoas, que em Portugal teve como parceiro o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde.

Os dados obtidos mostram que cerca de 50% dos inquiridos de Portugal, Argentina, Indonésia, Reino Unido e Estados Unidos, bem como 40% dos alemães, “revelam sintomas mais graves de depressão”.

Em comunicado, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, explica esta segunda-feira, 22 de março, que a segunda fase do inquérito, designado Life with Corona, lançado há cerca de seis meses, pretendia “continuar a avaliar o impacto social e económico da pandemia a nível mundial”.

Até 4 de março, o estudo recebeu 21.552 respostas de participantes de 136 países, sendo que, “até ao momento, Portugal é o segundo país com mais participações”, depois da Alemanha.

“A geração mais jovem e as famílias com filhos são os mais afetados”, salienta o i3S, acrescentando que uma das causas identificadas se prende com “a diminuição dos rendimentos mensais”. “Percebemos também, ao contrário do que se pensava, que os mais jovens são mais propensos a apresentar níveis mais elevados de depressão em comparação com os mais velhos, o que expõe o fardo adicional que as gerações mais jovens estão a sofrer”, refere Liliana Abreu, que já foi investigadora no i3S.

Os dados provenientes de Portugal, semelhantes aos obtidos nos restantes países, mostram ser “evidente que a saúde mental foi fortemente afetada pela pandemia”.”Só o facto de ter sintomas da doença pode desencadear problemas de saúde mental. Isto sugere que o medo de estar doente com covid-19 pode estar a causar níveis mais elevados de ‘stress'”, salientam os investigadores.

Neste momento, os investigadores estão a comparar como reagem aqueles que vivem sozinhos e os que vivem com outros, bem como aqueles que vivem com crianças dos que não vivem. Os dados já disponibilizados no ‘site’ do estudo indicam que as pessoas que vivem sozinhas “emergem como o grupo que teve as piores experiências durante a pandemia”, sendo também os mais “propensos a relatar níveis mais baixos de satisfação de vida”.

Já os indivíduos que vivem com outra pessoa têm “lidado melhor com a pandemia” e têm “menos probabilidades de sentir depressão, ansiedade ou demonstrarem comportamentos agressivos”.

Paralelamente, aqueles que vivem com crianças “têm os piores indicadores de consumo alimentar”, sendo mais provável que tenham “experimentado maiores tensões entre os membros” do agregado.

O estudo, que visa “gravar as vozes e experiências dos cidadãos de todo o mundo durante este período invulgar”, está traduzido em 27 línguas, sendo que o inquérito continua em curso até, pelo menos, finais de 2021. Citada no comunicado, Maria Rui Correia, investigadora do i3S responsável por disseminar o projeto em Portugal, apela à participação dos portugueses, defendendo que só assim “se consegue uma imagem real do que se passa” na população.

A iniciativa Life with Corona partiu de uma equipa de investigadores do Centro de Segurança e Desenvolvimento Internacional (ISDC), na Alemanha, do Instituto Mundial de Investigação em Economia do Desenvolvimento da Universidade das Nações Unidas (UNU-WIDER), na Finlândia, do Instituto Leibniz de Culturas Vegetais e Ornamentais (IGX), na Alemanha, e do Instituto de Estudos de Desenvolvimento (IDS), no Reino Unido.

Além do i3S, o projeto conta com a participação de instituições e organizações de vários países.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.710.382 mortos no mundo, resultantes de mais de 122,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.768 pessoas dos 817.530 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

(S)

18
Mar21

Alerta: solidão faz pior à saúde do que a obesidade

Niel Tomodachi

População envelhecida, competição e redes sociais podem estar a gerar uma verdadeira epidemia: a da solidão. O isolamento social imposto pela pandemia veio agravar a questão

pexels-jeswin-thomas-1280162-1200x675.jpg

Mais do que se viver sozinha, a solidão parece abater-se sobre uma sociedade que está mais competitiva e cada vez mais ligada digitalmente e desconectada da vida real.

É para este perigo que a Associação Americana de Psicologia alerta agora, após ter apresentado, numa conferência, um estudo que indica que estar só pode ser mais perigoso para saúde do que a obesidade.

Recentemente, uma investigação científica – que pode ler em detalhe aqui – indicava que a solidão matava mesmo, levando ao aumento, estimava-se, em 30%, de doenças cardíacas e de acidentes vasculares cerebrais.

Nos EUA, a professora de psicologia Julianne Holt-Lunstad, da Universidade Nova de Brigham, revelou que o isolamento duplica o risco de morte prematura, quando comparado com uma pessoa socialmente ativa e com laços fortes. Olhando para os dados da obesidade, a investigadora sustentava que ter um índice massa corporal entre os 30 e os 35 pode fazer disparar a possibilidade de morte em 45%.

É neste sentido que a professora alerta para o facto de o isolamento ser mais perigoso para a saúde pública do que a há muito divulgada obesidade.

“Com o aumento da idade média da população, o efeito para a saúde pública da solidão é de crescimento, e há mesmo países no mundo que já falam da ‘epidemia da solidão’, revelou a investigadora na conferência. Para chegar a estas conclusões, a docente compilou centenas de estudos, com milhares de participantes.

Estar ligado socialmente a outros é comummente considerado uma necessidade humana, crucial para o bem-estar e sobrevivência”, afirmou Holt-Lunstad.

Apesar de o estudo apresentar apenas correlações entre várias investigações e não dados concretos sobre a análise da teoria científica em si, há quem aponte falhas às conclusões.

Porém, a investigadora mantém que a solidão é um sério problema e que os médicos deveriam passar a prestar mais atenção a esta realidade e deviam passar a tratá-la como uma ameaça à saúde pública.

Julianne Holt-Lunstad pede para que as crianças sejam mais estimuladas e capacitadas para o desenvolvimento de habilidades em torno da vida social, mas alerta, sobretudo, para a necessidade de os médicos passarem a perguntar aos seus pacientes questões em torno do isolamento social e promoverem junto dos utentes uma vida ativa até mais tarde. Isto porque, afirma a investigadora, a solidão é hoje um maior drama das classes mais velhas do que das mais novas.

E se o isolamento for fruto de uma sociedade competitiva?

O tema da solidão foi abordado, por diversas formas, naquela conferência e foram apresentados estudos que indicam que o isolamento pode decorrer da vida numa sociedade cada vez mais competitiva.

Quem o diz é Emma Seppälä, diretora científica do Centro de Investigação para a Compaixão e Altruísmo, da Universidade de Stanford, e que correlaciona o aumento da solidão para com a propensão da sociedade americana para a independência.

“Muitos de nós ficamos competitivos quando nos comparamos com os nossos pares, outros preferem ficar fechados a trabalhar 12 horas ou correr o país na senda do conhecimento”.

Nas declarações, feitas à revista Patch, a investigadora revela ainda mais: “Afogamo-nos no ritmo workahoolic e na vida agitada e embrutecem-nos com álcool e Netflix. Ainda assim, ambicionamos desesperadamente a ligação social – essa sensação de intimidade profunda e poderosa, seja com um amigo, seja com um parceiro”.

“Num estudo sociológico revelador [O Isolamento Social na América: Mudanças para a Discussão das Relações nas últimas Duas Décadas, de 2006], uma grande percentagem de americanos declarou estar a sentir as suas redes sociais a encolher e declarou ter menos relações de amizade. Um americano tem, em média, apenas um confidente próximo”, conta a mesma investigadora, lembrando, no entanto que, mais importante do que o número de relacionamentos que cada um tem, é a qualidade com que os vive.

(S)

 

12
Mar21

Pussy Riot editam novo tema e parte das vendas revertem para abrigo de mulheres na Rússia

Niel Tomodachi

Tema de lançamento retrata luta pela saúde mental após condenação do coletivo feminista russo. Parte das vendas do novo álbum vai ser entregue a estruturas de apoio a vítima de violência doméstica, na Rússia

Pussy-Riotfinal.jpg

Panic Attack é o mais recente tema lançado pelas Pussy Riot. A banda punk rock feminista que ficou célebre por levar a cabo manifestações de caráter político contra a falta de direitos das mulheres na Russia de Vladimir Putin está de volta à produção musical e as vendas irão reverter para uma casa-abrigi de mulheres vítimas de violência doméstica, na Rússia.

Recorde-se que o coletivo chegou a estar preso por acusações de ódio religioso, a ser julgado, tendo transformado a sociedade russa.

Agora, os membros da banda voltam com ‘ataque de pânico’, num vídeo com assinatura de Asad J. Malik e que capta Nadya Tolokonnikova. “Depois de cumprir dois anos num campo de trabalho forçado, ainda estou a lutar com problemas de saúde mental. Trauma, medo e insegurança são sentimentos que nunca irão totalmente embora, causando episódios de depressão e ansiedade profunda”, conta a vocalista.

Apesar de ter vindo a tentar escrever algo que encorajasse todos em tempo de pandemia, acabou por escrever sobre as suas próprias lutas internas.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Quotes:

“How wonderful it is that nobody need wait a single moment before starting to improve the world.” ― Anne Frank

Pesquisar

Nelson's bookshelf: currently-reading

Alfie - O Gato do Bairro
tagged: currently-reading

goodreads.com

2022 Reading Challenge

2022 Reading Challenge
Nelson has read 0 books toward his goal of 50 books.
hide

Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Afiliado Wook

WOOK - www.wook.pt

Comunidade Bertand

Afiliado Miniso

Read the Printed Word!

Em destaque no SAPO Blogs
pub