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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

27
Set22

Dentes limpos e sem mau hálito? Com este sabor a maçã é mais fácil

Niel Tomodachi

Basta adicionar diariamente um pouco da solução na taça de água do seu cão ou gato. Vai fazer a diferença.

Tal como nós, os nossos cães e gatos só têm uma dentição adulta, por isso é melhor tratá-la bem logo de início para evitar problemas mais tarde.

Além da pasta dentífrica, com a qual pode escovar os dentes do seu pet, ou até de gel próprio, há algo mais que pode fazer: tratar a água que ele bebe. Adicionando cuidados dentários à sua água, manterá os seus dentes saudáveis durante mais tempo.

Uma boa opção é o Dental Care da Trixie para a água, com sabor a maçã. Trata-se de uma solução de uso diário que inibe a formação de tártaro, combate a placa bacteriana e o mau hálito em cães e gatos.

O Dental Care oral é muito simples de usar, devendo ser diluído diariamente água da taça de beber do seu animal. Utilize 1 parte do produto para 50 partes de água e substitua diariamente a água (mesmo que não a beba toda), repetindo o processo.

Assim, estará a cuidar dos dentes do seu animal através da água que ele bebe, ajudando a prevenir bactérias nocivas e mantendo um hálito agradável e fresco.

Pode adquirir o frasco de 300 ml por 4,15€ na plataforma online NewPetClub e não se esqueça que só adiciona à água a dose recomendada. O suave sabor a maçã vai deixá-lo satisfeito.

 

26
Set22

"O Poder dos Alimentos" de João Rodrigues

Niel Tomodachi

As melhores escolhas alimentares para uma vida longa e saudável

Wook.pt - O Poder dos Alimentos

Sobre o Livro:

Se somos o que comemos, escolha ser saudável!

Neste livro, vai ficar a conhecer os alimentos que deve consumir e os que deve evitar, no sentido de prevenir o aparecimento de doenças ou de minimizar o impacto das mesmas. O cancro, as doenças cardiovasculares, a diabetes, entre tantas outras doenças, são exemplos de problemas graves de saúde nos quais a alimentação pode desempenhar um papel muito importante. Com a esperança média de vida a aumentar de forma significativa, manter-se saudável deve ser uma preocupação - só assim conseguirá preservar a sua qualidade de vida. Saber o que comer e o que não comer é, por isso, algo que todos devem valorizar...
Se somos o que comemos, escolha ser saudável!

«Comer é muito mais do que uma necessidade básica. É um dos fatores que mais contribuem para se manter a boa saúde. Todos os dias é necessário fazer escolhas alimentares, e essas escolhas têm impacto direto não só no presente, mas também no futuro de cada um.»

 

Sobre o Autor:

João Rodrigues é licenciado em Ciências da Nutrição e em Bioquímica, doutorado em Ciências Biomédicas e possui agregação em Medicina Dentária. É docente do ensino superior na Universidade do Porto, no Instituto Politécnico do Porto e no Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Exerce prática clínica como nutricionista em Viana do Castelo. É ainda autor do blogue Mundo da Nutrição e colabora regularmente com vários órgãos de comunicação social.
Assume-se como um nutricionista apaixonado pelo mundo da alimentação e da nutrição. Acredita que é no presente que se define grande parte do futuro, e que a alimentação é um fator primordial para preservar a saúde, prevenir doenças e, acima de tudo, para se ser feliz.

 

09
Ago22

Monkeypox: Como prevenir e minimizar riscos

Rexto by esqrever

Niel Tomodachi

Monkeypox: Como prevenir e minimizar riscos

Numa altura em que Portugal regista 710 e o Brasil 1.721 casos de infeção por Monkeypox, o vírus continua a espalhar-se no mundo com especial foco, mas não só, em homens que têm sexo com homens. Importa assim conhecer medidas concretas de prevenção que diminuam o risco de transmissão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a redução de parceiros sexuais no combate ao surto. Têm surgido também debates com especialistas e ativistas que procuram dar resposta às questões de combate e prevenção à doença e ao estigma que ainda lhe é associado. Este artigo serve assim de reforço dessas mensagens.

 

Deteção de sintomas é essencial

Uma das maneiras pelas quais as pessoas podem minimizar o risco de transmissão do Monkeypox é fazer uma simples deteção dos sintomas. Quem o afirma é Mateo Prochazka, epidemiologista de doenças infecciosas da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido. Recomenda que as pessoas examinem de perto a sua pele em busca de novas erupções cutâneas. Muitas pessoas que contraíram o vírus tiveram lesões nos órgãos genitais ou em redor do ânus.

“É muito importante que as pessoas saibam que às vezes a erupção cutânea pode ser pequena”, explica, “especialmente porque são encontradas na área genital, púbica e anal”. Cortar os pêlos púbicos pode ajudar a identificar e garantir que não há lesões. “Essa primeira deteção é um passo à frente para garantir que não tenhamos infecção.”

Prochazka também recomenda que as pessoas tenham conversas abertas com novos parceiros sexuais sobre os sintomas antes de fazer sexo. Pequenas medidas, como serem usados espaços iluminados, também podem facilitar a deteção de lesões ou erupções cutâneas na pele.

“As pessoas podem optar por fazer uma pausa ou diminuir o número de novos parceiros. Podem apenas focar-se nos parceiros com quem fazem sexo com mais regularidade para minimizar o risco”, explica. O epidemiologista sugere também que as pessoas troquem detalhes de contacto com novos parceiros sexuais caso os sintomas se desenvolvam após o sexo.

 

Monkeypox não é ainda considerada uma doença sexualmente transmissível

Existem outras medidas que as pessoas podem tomar, mas a sua eficácia ainda não está comprovada atualmente. Os preservativos, por exemplo, podem desempenhar um papel na redução da transmissão, mas especialistas ainda estão a procurar evidências concretas para esse efeito.

“O vírus foi isolado do sémen e da zona anal, como tal, sabemos que potencialmente poderá ser transmitido durante o sexo penetrante ou durante o contacto com o sémen”, diz. “Mas ainda não temos evidências fortes para o apoiar e é por isso que o Monkeypox não é considerada uma doença sexualmente transmissível.”

Ainda assim, como os preservativos podem desempenhar um papel na proteção das pessoas, é atualmente recomendando que as pessoas os usem por 12 semanas após a infecção por Monkeypox.

“É aconselhável usar preservativos porque outras infeções sexualmente transmissíveis também estão em circulação e têm aumentado após o relaxamento dos bloqueios para a COVID-19. Os preservativos são definitivamente uma boa ideia, assim como a PrEP do VIH. Mas especificamente para o vírus do Monkeypox, nenhuma delas poderá necessariamente proteger”, explica Prochazka.

 

A mensagem de abstinência não é solução contra a Monkeypox

Tal como a OMS defendeu, a melhor maneira de retardar a transmissão de Monkeypox passaria pela redução temporária do número de parceiros sexuais. Mas as autoridades de saúde tendem a fugir deste tipo de mensagens contundentes, dado que isso pode levar a um maior estigma – especialmente para uma comunidade que viveu a epidemia do VIH/SIDA.

“Como comunidade, aprendemos tantas lições com o VIH/SIDA e com as mensagens que nos foram dadas”, diz Prochazka. “Sabemos que a abstinência como uma declaração geral não funciona – não é viável ou aceitável. Mas o que é verdade é que pequenas mudanças nas nossas práticas podem ajudar no controlo deste surto. Poderá passar por fazer uma pausa se tivermos sintomas, apenas fazer sexo com pessoas que conhecemos, ou talvez minimizar ou diminuir o nosso número de parceiros sexuais.”

O epidemologista também sugere que as pessoas em relacionamentos abertos podem querer fechá-los temporariamente, mas enfatiza que cada pessoa deve tomar de forma informada as suas próprias decisões sobre o que é certo para elas.

“Algumas pessoas estão interessadas em continuar essas práticas, mesmo que informadas dos seus riscos e essa será a escolha delas”, diz.

“Ao entrevistar centenas de casos, sabemos que as pessoas estão a adquirir a infecção principalmente através de contacto sexual, não necessariamente através de eventos sociais”, refere. “Geralmente é contacto direto e próximo, como o tipo de contacto que temos durante o sexo que facilita a transmissão da infecção.”

 

A vacina é a chave

Quem está em maior risco de contrair o Monkeypox – especificamente quem faz sexo com novos parceiros ou com várias pessoas – deve tentar tomar uma vacina o mais rápido possível. As vacinas estão a ser usadas na prevenção e no combate à propagação do vírus, apesar da sua quantidade ainda ser bastante limitada.

“Não posso dizer às pessoas para mudar as suas práticas, mas a mensagem que quero transmitir é que as pessoas devem cuidar de si mesmas. É realmente uma infecção desagradável, pode ser bastante dolorosa, pode levar a experiências muito desagradáveis e a muito estigma e vergonha também”.

“Acho que é muito importante que consideremos essas coisas e talvez pensemos em pequenas mudanças nas nossas práticas que possam diminuir o risco à medida que a vacinação avança.”

 

Em Portugal o plano de vacinação contra o Monkeypox dá-se apenas pós-exposição

Em Portugal foram confirmados esta semana 710 casos de infeção, sendo 4 deles em pessoas do sexo feminino. Ainda não foram verificadas mortes no país.

A norma lançada a 12 de julho pela Direção-Geral da Saúde recomenda que a vacina contra a infeção humana por vírus Monkeypox seja dada apenas após a exposição ao mesmo:

  • Recomenda-se, à data, que a vacina JYNNEOS® seja utilizada como profilaxia pós-exposição a casos de infeção humana por VMPX.
  • Critérios de elegibilidade para vacinação contra infeção humana por VMPX.
    1. Pessoas, assintomáticas, que sejam contactos próximos de casos.
    2. A vacinação deve ocorrer idealmente nos primeiros 4 dias após o último contacto.
    3. A vacinação poderá ainda ocorrer até 14 dias após a última exposição, se a pessoa se mantiver assintomática e se o caso a que a pessoa foi exposta for provável ou confirmado.
    4. As pessoas com infeção humana por VMPX prévia confirmada não são elegíveis para vacinação.

 

Medidas de prevenção da DGS para o Monkeypox

São estas as recomendações da Direção-Geral da Saúde de combate ao surto em Portugal:

24
Mai22

Varíola dos macacos: quem estiver infetado deve afastar-se dos animais

Niel Tomodachi

A transmissão entre humanos e animais é "muito reduzida", mas "teoricamente possível". Não há casos conhecidos entre pets.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) alerta que quem estiver infetado com Monkeypox — conhecida como a varíola dos macacos — não deve manter contacto com animais de estimação. A probabilidade da transmissão do vírus de humanos para animais é muito baixa, mas “teoricamente possível”, justifica.

A recomendação inclui um documento divulgado nesta segunda-feira, 23 de maio, pela ECDC, no qual o organismo explica que a informação sobre um animal doméstico ser hospedeiro do vírus da varíola dos macacos ainda é diminuta. Por isso, o melhor é a precaução. “A probabilidade deste evento acontecer [a transmissão de homem para animal] é muito reduzida”, garante. 

Até à data não há conhecimento de animais de estimação ou selvagens infetados. “Os roedores, particularmente os da espécies da família Sciuridae, são, provavelmente, hospedeiros adequados, mais do que os humanos”, diz o documento. Por isso, pessoas infetadas devem ter especial cuidado com o contacto com hamsters, gerbos, porquinhos-da-índia e esquilos.

O objetivo final será sempre evitar que o Monkeypox se dissemine na vida selvagem.

De recordar que a doença é de contágio difícil, sendo transmitida entre humanos através do contacto com as erupções cutâneas ou pela via sexual. Os infetados devem manter-se em isolamento.

Em Portugal, existem, até esta segunda-feira, 37 casos confirmados em laboratório. Os sintomas da varíola dos macacos passam por lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço.

 

20
Abr22

Dormir com animais: há ganhos emocionais e físicos, mas nem tudo é um paraíso

Niel Tomodachi

Dormir com cães e gatos pode ser benéfico para os animais — e para os seus tutores —, mas também acarreta alguns contras.

Quem nunca gostou de dormir com o cão ou o gato bem enroscado aos pés, que atire a primeira pedra. A verdade é que levar os quatro patas para a cama pode ser benéfico para os animais – e para os seus tutores –, mas também acarreta alguns contras.

Se fortalecer o vínculo com animal e dono ou aliviar o nervosismo são vantagens a ter em conta, a higiene e a transmissão de vermes e parasitas também deve ser considerada.

Fizemos uma lista dos prós e contras para que possa tomar opções em consciência.

 

Razões para levar o seu animal para a cama

Fortalecer o vínculo com o animal. Passar a noite com o cão ou o gato pode aumentar o vínculo entre animal e tutor, especialmente se este passar o dia fora de casa. O resultado é ambos acordarem bem mais felizes.

Maior sensação de segurança. À noite, quando tudo está escuro, ter o nosso melhor amigo de quatro patas ali ao lado aumenta a sensação de segurança. Esta, por sua vez, contribui para neutralizar pensamentos negativos.

Animal e tutor menos stressados. Ao deitar-se com um cão ou um gato, o seu corpo produz ocitocina, uma hormona capaz de reduzir o stress e que promove um efeito positivo na sistema imunológico e na pressão sanguínea.

O conforto do efeito térmico. A temperatura corporal dos cães e dos gatos é superior à dos humanos: A dos caninos oscila entre 37,5 a 39,5, enquanto a dos gatos fica entre os 38 a 39,2 graus. Por isso é que sabe sempre tão bem, naquelas noites frias, tê-los junto a nós. Dormir quentinho proporciona um sono de maior qualidade.

Crianças com sistema imunológico reforçado. O facto de colocar crianças em contacto com determinadas bactérias, que podem ser transportadas pelos animais, reforça o sistema imunitário das mesmas.

 

As desvantagens a ponderar

Hábitos de higiene (ou falta dela). Por muitos banhos que lhes dê, os cães andam com as patas na rua e pisam todo o tipo de porcarias. É importante manter as patas lavadas, nem que seja com os típicos toalhetes – e já há alguns que são apropriados para o efeito.

Cuidado com as alergias. Quem tiver alergias ou for asmático, tem de ter cuidados redobrados na aproximação a cães e gatos – e não falamos apenas na hora de ir para a cama. Os pelos dos animais têm ácaros do pó e pólen.

Atenção aos parasitas e os vermes. É importante que todos os animais estejam desparasitados, seja interna como exteriormente. Mas, quando o efeito do fármaco que mantém pulgas e carraças, entre outros, afastadas dos seus bichos começa a desaparecer, eles tornam-se, no mínimo, portadores desses pequenos insetos. Antes de desparasitar o seu animal é importante consultar o seu veterinário.

Roncos, movimentos e posições na cama. Por fim, a noite pode tornar-se bem conturbada quando o seu cão ou gato ronca, não para de se mexer ou acha que a cama é toda para ele.

 

19
Abr22

Ter um animal de estimação ajuda o nosso coração a ficar mais saudável

Niel Tomodachi

Conviver com cães e gatos tem outros benefícios, como a diminuição do stress e da ansiedade e a perda de peso.

Cuidar de um animal de estimação dá trabalho, sim, mas traz muitos benefícios aos tutores. É isso que indicam vários estudos, entre eles o desenvolvido pelo instituto australiano Baker Medical Research ao longo de três anos, que concluiu que donos de cães e gatos tinham um sistema cardíaco mais saudável. A pesquisa foi realizada em 5741 participantes e os resultados foram claros: os tutores de animais apresentaram valores de pressão arterial, triglicéridos e colesterol mais baixos do que aqueles os restantes.

Será a atividade física que praticam, particularmente no caso dos cães, e a camaradagem com esse amigos que ajudam a promover um coração mais saudável. A Associação Americana do Coração avança mesmo com números: à conta das caminhadas quotidianas, quem tem um cão faz mais cerca de 30 minutos de exercício diário do que quem não têm.

Além disso, quem sofreu de enfarte ou derrame tem menos 31 por cento de probabilidade de morrer de doenças cardiovasculares. E quem foi vítima de um destes acidentes obteve melhorias mais significativas aquando da sua recuperação.

Andrea Maugeri, investigadora do Centro Internacional de Pesquisa Clínica do Hospital Universitário St. Anne’s e da Universidade de Catania, em Itália, reforça: “Ter um cão pode melhorar a saúde do coração, se incentivar o tutor a exercitar-se. Isto pode ser uma forma de combater às doenças cardíacas”.

“Maiores taxas de sobrevivência, menos ataques cardíacos, menos solidão, melhor pressão arterial, melhor bem-estar psicológico, menores taxas de depressão e níveis de stress, menos consultas médicas, aumento da autoestima, melhorias no sono e mais atividade física”, enumerou ainda o psicólogo Harold Herzog, em declarações à CNN, referindo-se aos benefícios de ter um animal em casa e cuidar dele.

Mas há mais, das alergias à depressão. Um estudo publicado na revista “BMC Psychiatry” concluiu que até pode aliviar os sintomas de doença mental. 

 

22
Fev22

App pioneira e gratuita quer ajudar a saber mais sobre saúde mental

Niel Tomodachi

Uma equipa constituída por doze pessoas da Escola de Medicina da Universidade do Minho, liderada pelo psiquiatra Pedro Morgado, desenvolveu uma aplicação gratuita para aumentar a literacia em saúde mental e promover a sua prevenção.

App pioneira e gratuita quer ajudar a saber mais sobre saúde mental

Desenvolvido durante a primeira vaga da pandemia, o projeto começou por assumir a forma de um site, com as mesmas funcionalidades, e deu agora o salto para uma aplicação de telemóvel. A app foi concebida não com "a perspetiva de tratamento de doenças, mas sim de prevenção e de disseminação de informação com vista à literacia em saúde mental", e pretende, acima de tudo "que as próprias pessoas sejam promotores ativos da sua saúde mental", contou Pedro Morgado ao JN.

A aplicação "P5 Saúde Mental" é pioneira em Portugal e já está disponível para download em Android e IOS de forma gratuita. A gratuidade da aplicação será sempre mantida, garantiu Pedro Morgado, e tem apenas fins de "disseminação do conhecimento" e "capacitação das pessoas".

 

Como funciona?

​​​​​​Depois da pessoa responder a dois questionários disponíveis na aplicação, o utilizador recebe um "feedback em função daquilo que foram as suas respostas e a indicação dos locais onde pode encontrar essa ajuda", como serviços locais e linhas de apoio à saúde mental do SNS.

"Não são recolhidos nenhuns dados pessoais" dos utilizadores durante todo o processo, garante Pedro Morgado. "Não há qualquer processo de registo" e o questionário é realizado de forma "absolutamente anónima e confidencial", sublinhou.

Depois de preenchidos os questionários, a aplicação informa as pessoas do "seu nível de sintomas e se devem ou não procurar ajuda de um profissional de saúde. Não é nem uma aplicação de tratamento nem uma aplicação de diagnóstico (...). É mais uma monitorização dos sinais de sofrimento", contou o psiquiatra.

Além de permitir a monitorização da saúde mental do utilizador, a aplicação promove também "uma série de técnicas, que [os utilizadores] podem implementar, para promoverem o seu bem estar", tais como melhores hábitos de sono, contou Pedro Morgado.

A longo prazo, o objetivo é melhorar a aplicação através de "mais módulos informativos". Neste momento estão disponíveis seis módulos informativos, mas a ideia é abranger "outras áreas que não estão ainda cobertas", como lidar com uma situação de luto e outras áreas em que é importante promover a literacia em saúde mental.

Esta é a primeira ferramenta do género e "única em Portugal". Foi construída pela Escola de Medicina e o seu centro de investigação, em parceria com o Centro de Medicina Digital P5.

 

23
Jan22

Reduzir o stress, purificar o ar e dar controlo à vida: como ter plantas em casa pode ser uma terapia

Niel Tomodachi

Não são só decorativas: as plantas têm poder e ajudam a regular o stress e o humor numa altura em passamos menos de meio dia por semana ao ar livre. Mas entre quatro paredes também há soluções.

O livro "Terapia das Plantas" é assinado pela psicóloga britânica Katie Cooper

Uma planta no canto do olho faz diferença. Várias plantas em casa, em pontos estratégicos ou de preferência pessoal, fazem uma revolução. No livro Terapia das Plantas — Como um oásis verde interior pode melhor o seu bem-estar mental e emocional, a autora e psicóloga britânica Katie Cooper, que tem mais de 200 plantas entre quatro paredes, encara as plantas domésticas como uma ferramenta terapêutica ao longo de cinco capítulos.

Sugestões práticas para criar ambientes mais verdes, em casa ou no trabalho, dicas para vivermos mais próximos da natureza e um guia de plantas, ora “respiradoras” ora “restauradoras”, animam as páginas de um livro esteticamente aprazível que mistura fotografias de uma verdura inspiradora com dados entusiasmantes que nos fazem querer dar um salto à estufa local. Mas antes uma explicação breve para entender o “poder” das plantas.

“Terapia das Plantas”, de Katie Cooper (editora Casa das Letras, livro à venda a partir do dia 25 de janeiro)

A modernidade que engoliu a natureza

 

“Nunca foi tão importante compreender a relação entre as plantas e as pessoas, dado que a urbanização engole os ecossistemas da terra.” A relação descurada e descuidada do ser humano com a natureza, da qual este depende, é ponto fulcral e omnipresente no trabalho assinado pela psicóloga Katie Cooper. E é também um ponto de partida para a reflexão. Afinal, em 2050 75% da população mundial viverá em cidades e a isso acresce o tempo passado em casa: “No Ocidente, somos agora predominantemente uma espécie que vive dentro de quatro paredes, com a média americana a passar 93% do seu tempo dentro de casa, e a média europeia, 90% — ou seja, menos de meio dia por semana passado ao ar livre, de acordo com a Agência de Proteção Ambiental”.

A relação, ou falta dela, com o mundo natural traz prejuízos além daqueles amplamente mediatizados. Não estão apenas em causa as alterações climáticas, o esgotamento dos recursos naturais ou a extinção em massa de espécies, mas sim questões do foro mental, sobretudo numa altura da história em que a depressão e a ansiedade custam à União Europeia cerca de 170 biliões de euros. O vilão desta história é o stress — de acordo com uma previsão da Organização Mundial da Saúde, será o maior contribuinte para a doença mental por volta de 2030.

É aqui que a natureza entra em cena, com a autora a defender que existe um conjunto crescente de provas que mostram que esta “é um poderoso regulador dos nossos níveis de stress”. “Estar na natureza ajuda a ativar o nosso sistema parassimpático, o meio natural de destressar o corpo, que atua para promover o relaxamento ou o restabelecimento.” A importância do apego ao mundo natural e a influência deste na regulação do stress fazem parte da conversa, bem como o termo “síndrome do défice de natureza”, descrito em 2005 pelo jornalista Richard Louv no livro “Last Child in the woods”. “Louv traz para primeiro plano uma investigação científica em expansão, sugerindo que a síndrome do défice de natureza contribui para questões sociais como a obesidade, doenças emocionais e físicas, dificuldades de atenção e uma diminuição do uso dos nossos sentidos.”

 

Plantas e saúde. O que diz a ciência?

 

Ao longo do livro, a autora destaca evidências que confirmam a existência de uma “clara ligação” entre estar na natureza e saúde e bem-estar, enumerando benefícios como melhor imunidade, melhor qualidade do sono, redução dos níveis de stress, da depressão e da ansiedade, e ainda o aumento do sentimento de felicidade. Destaca também os efeitos positivos já estudados e confirmados da prática japonesa dos banhos de floresta, ou shinrin-yoku, que tão simplesmente implica passar tempo debaixo das copas das árvores — mas na falta de uma floresta nas traseiras de casa, a boa notícia é que “qualquer contacto diário com natureza faz a diferença”.

As investigações realizadas nesta área já são tão persuasivas que começam a influenciar as iniciativas e políticas governamentais: o governo holandês prevê uma poupança de mais de 65 milhões de euros por ano no orçamento de saúde ao investir em espaços verdes nas suas cidades, enquanto no Japão, os banhos de floresta são reconhecidos como uma forma de medicina preventiva e têm sido incorporados no plano nacional de saúde.”

Do exterior para o interior, apresentados os argumentos a favor dos espaços verdes, ter plantas em casa pode melhorar o nosso bem-estar dado os “benefícios multifacetados”, isto é, ambientais, fisiológicos, cognitivos e afetivos — estudos demonstram que as plantas podem aumentar a humidade numa sala até 15%, além de terem qualidades purificadoras do ar, com outros a sinalizar que a nossa tolerância à dor aumenta quando estamos rodeados de plantas. Além de ajudarem a filtrar a poluição atmosférica, também o fazem tendo em conta a poluição sonora, uma vez que ajudam a gerir a acústica nos interiores. Mais: “O envolvimento ativo com as plantas também pode aumentar os sentimentos de ‘autodomínio’ (a perceção de que estamos a controlar as nossas vidas) e da coesão social. Uma forma conhecida de melhorar o estado físico e emocional das pessoas que sentem que têm diminuído o controlo sobre as suas próprias vidas é encorajando-as a assumir a responsabilidade por outro ser vivo”.

A importância dos padrões fractais — formas que se repetem à medida que são ampliadas e que, na natureza, são tudo menos exatas — não passa ao lado da autora. “Os padrões fractais estão por toda a parte na natureza (…) e, como resultado, pensa-se que os nossos olhos evoluíram para os processar facilmente. O excecional equilíbrio da previsibilidade e variabilidade dos padrões torna-os fáceis de observar, mas suficientemente interessantes para nos manterem concentrados. Estudos demonstram que a fluência com que percebemos os padrões fractais nos coloca à vontade e pode ter um efeito imediato de redução do stress.”

 

Plantas de interior, uma intervenção

 

Ainda que os mais céticos possam achar exagerada a ideia de que as plantas interferem ou influenciam na forma como nos comportamentos ou sentimos — disclaimer feito no livro — a autora dá dicas úteis sobre o que fazer e não fazer. É, por exemplo, altamente desaconselhado deixar uma planta deteriorar-se à vista de todos, até porque, quer se esteja ou não consciente disso, tal poderá aumentar os níveis de ansiedade. Outra dica? Ao invés de nos ficarmos pelas plantas favoritas e de confiança — como aquelas que já sabemos serem resistentes a eventuais descuidos —, a ideia é mesmo reunir uma gama diversificada em casa. “Pensa-se que ao imitar um habitat que é rico e abundante, pode ajudar-nos a sentirmo-nos mais seguros e alegres.”

Escolher plantas ao invés de usar ornamentos ou obras de arte caras para decorar a casa, dizer adeus a mobiliário de plástico ou metal e optar por materiais naturais, como madeira, pedra ou tecidos biológicos, são alguns conselhos para criar um ambiente regenerador em casa, bem como desenhar jardins suspensos. Fundamental mesmo é escolher entre plantas “respiratórias” ou “restauradoras” — as primeiras ajudam a melhorar a qualidade do ar (palmeira-areca, ninho-de-passarinho, hera-do-diabo, língua-da-sogra ou flor-da-fortuna), as segundas têm uma influência regeneradora sobre nós, fisiológica e psicologicamente (estrelícia, ficus microcarpa, planta chinesa do pinheiro, samambaia-de-crocodilo, maranta-riscada ou cacau selvagem). Dúvidas na escolha serão certamente resolvidas na “plantopédia” reservada para o final do livro.

 

22
Jan22

Saúde mental: pedidos de apoio de jovens dispararam mais de 50% em pandemia

Niel Tomodachi

Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC) do INEM relata mais crises de ansiedade e pânico e uma subida nos comportamentos suicidas por parte dos jovens nos dois últimos anos, os da pandemia

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Os pedidos de ajuda ao Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC) do INEM relata mais crises de ansiedade e pânico e uma subida nos comportamentos suicidas por parte dos jovens nos dois últimos anos, os da pandemia aumentaram mais de 50% nos jovens em dois anos de pandemia, com mais crises de ansiedade e pânico e uma subida nos comportamentos suicidários.

Segundo os dados disponibilizados à agência Lusa pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), as situações encaminhadas pelo CAPIC aumentaram em todas as faixas etárias, uma subida que em quase dois anos de pandemia ultrapassa os 42%, passando de 7.345 ocorrências em 2019 para 10.474 no ano passado.

Contudo, nas camadas mais jovens (até aos 19 anos) esta subida foi mais acentuada e em dois anos subiu 52,8%, atingindo os 1.518 casos no ano passado (993 em 2019).

No total, as ocorrências que mais cresceram no CAPIC foram os incidentes críticos, como a morte inesperada de um familiar (muitos por causa da covid-19), que mais do que duplicaram desde o início da pandemia, chegando aos 2.276 casos em 2021 (1.099 em 2019).

Em declarações à agência Lusa, a psicóloga Sónia Cunha, responsável pelo CAPIC, confirmou que “com ao escalar e prolongar da pandemia” se tem assistido a “um reforço da sinalização nas camadas mais jovens“. “Muitas vezes, a família, e mesmo a escola, não identificam os problemas porque são atribuídos à fase que [os jovens] estão a ultrapassar, como a pré-adolescência, a adolescência ou até a idade infantil”, explicou Sónia Cunha, sublinhando a importância de não desvalorizar sintomas e enfrentar o problema.

A responsável lembra que esta circunstância “pode contribuir para a deteção mais tardia” e insiste: “São idades cruciais no desenvolvimento da personalidade e quanto mais aprofundado o problema estiver mais difícil é a sua resolução e o crescimento saudável do pronto de vista mental”.

As manifestações mais frequentes são a dificuldade em regular as emoções, “o que leva a episódios de crise ansiedade e ataques de pânico, mas também manifestações do foro mais afetivo, com sintomas depressivos, isolamento e desesperança“. “Este tipo de perturbação mais depressiva conduz muitas vezes a comportamentos suicidários e auto-lesivos, o que é ainda mais preocupante“, afirma.

Os dados do INEM apontam para uma subida global de quase 40% nas ocorrências relativas a comportamentos suicidários, com 2.517 casos em 2019 e 3.496 no ano passado.

Dependendo da avaliação do pedido que chega ao CAPIC, que pode vir das famílias ou das escolas, é feita uma avaliação e, nos casos mais graves, em que há risco imediato, “é ativada uma equipa de assistência para o local”.

As situações mais complexas podem exigir o envio de ambulância e da unidade móvel de intervenção psicológica de emergência, que pode atuar no local e/ou acompanhar a pessoa até à unidade de saúde.

Quando não há risco imediato, mas é identificada uma situação que requer resposta na área saúde mental, os especialistas do INEM aconselham a pessoa sobre onde se deve dirigir, fazendo, quando necessário, o contacto com a resposta na comunidade (médico de família ou escola).

“Nalgumas situações fazemos nós próprios esta ativação de rede de suporte e contactamos os centros de saúde e as escolas”, acrescentou.

A psicóloga insiste na necessidade de não desvalorizar sintomas e de validar o que jovens sentem.

A saúde mental “ainda não é algo confortável para se falar, mas não se pode ignorar. O elefante está aqui. O problema existe e em crescendo”, insistiu. Sónia Cunha reconhece que “é mais fácil dizer que é uma fase pela qual estão a passar” e que os profissionais do INEM incentivam sempre a que se dê importância aos sintomas, não desvalorizando e dando espaço para as pessoas falarem sobre estas questões.

“Muitos acham que falar sobre isto pode trazer ideias, mas não. As ideias que existem já lá estão. E quanto mais precocemente elas são faladas melhor é o prognostico. Falar sobre o assunto é uma forma de organizar os pensamentos e de alguém nos ajudar a fazê-lo“, explicou.

 

11
Jan22

Cientistas japoneses criam máscara que brilha quando exposta ao vírus da Covid-19

Niel Tomodachi

As inovadoras máscaras são feitas a partir de anticorpos extraídos de ovos de avestruz.

Cientistas japoneses desenvolveram uma inovadora máscara que deteta se uma pessoa está infetada com a Covid-19. Para isso, é necessário que a máscara esteja sob a luz ultravioleta. Esta inveção foi possível gaças à extração de anticorpos de ovos de avestruz. Após a utilização da máscara, o filtro é retirado e pulverizado com um corante que contém anticorpos do novo coronavírus. Se a infeção for detetada, o filtro brilha na presença de uma luz ultravioleta.

Tsukamoto, um professor veterinário e presidente da universidade Kyoto Prefectural, no Japão, estudou durante anos avestruzes, à procura de formas de adaptar o seu poder imunitário para combater a gripe das aves, alergias e outras doenças.

“A vantagem destas máscaras é que as pessoas assintomáticas podem detetar facilmente o coronavírus”, disse o líder da investigação, Yasuhiro Tsukamoto, à agência Reuters, citado na SIC. Através da utilização das máscaras, as pessoas conseguem perceber se há ou não presença do vírus.

Em fevereiro de 2021, os cientistas injetaram uma versão mais leve de Covid-19 nas avestruzes fêmeas, o que permitiu que removessem anticorpos dos seus ovos. O próximo passo foi criar uma máscara revestida por um filtro que contém anticorpos dessas mesmas avestruzes.

Durante dez dias, voluntários usaram as máscaras desenvolvidas pela equipa de Tsukamoto por um período de oito horas. Os filtros foram removidos e pulverizados com um químico que brilha sob luz ultravioleta se o vírus estiver presente. Os filtros usados pelas pessoas infetadas com Covid-19 brilhavam à volta das zonas do nariz e da boca.

A equipa de cientistas quer continuar com os estudos e alargar os testes a um grupo de pelo menos 150 pessoas. Outro dos objetivos é conseguir que as máscaras brilhem sob qualquer luz, sem ser apenas a ultravioleta.

O mais importante para a equipa de cientistas é que o projeto seja aprovado pelo governo japonês, para que as máscaras possam ser introduzidas no mercado. “Podemos produzir anticorpos em massa de avestruzes a um custo baixo. No futuro, quero fazer disso um kit de teste fácil para que qualquer pessoa possa usar”, afirmou Tsukamoto ao jornal “Kyodo News”.

 

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