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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

10
Jun21

Está a chegar um curso online que o vai ajudar a gerir o seu peso (e a sua saúde)

Niel Tomodachi

Vai aprender a alimentar-se melhor, a prevenir doenças e a contribuir para uma dieta mais saudável lá em casa.

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Com a pandemia, a grande maioria das pessoas começou a preocupar-se mais com a saúde e a ter mais atenção a vários fatores externos, como bactérias, vírus ou parasitas, a que o corpo humano está exposto diariamente e que podem enfraquecer e debilitar o sistema imunitário. Quando isso acontece, o organismo entra em modo alerta e aciona uma resposta inflamatória que tem como objetivo reparar as lesões causadas no nosso organismo.

Défices nutricionais, poucas horas de sono, sedentarismo e stress podem ser mais “algumas das razões que contribuem para o aumento dos processos inflamatórios”. Esta reação do nosso organismo, a que chamamos inflamação crónica, é também muitas das vezes proveniente do nosso estilo de vida. Além de ser causadora de muitas doenças, pode ser responsável pelo excesso de peso e pela dificuldade no seu controlo.

Para que saiba mais sobre a inflamação crónica, o Instituto Prof. Teresa Branco desenvolveu o curso online “Combater a inflamação para gerir o peso e a saúde”. Esta primeira edição arranca no dia 14 de junho e vai acontecer às segundas e quartas-feiras, das 19 às 20 horas, durante três semanas consecutivas (são cerca de 9 horas de carga letiva).

As aulas serão dadas através da plataforma Teams, sendo que a todas as sextas-feiras será facultado um link com um vídeo onde se elabora uma receita anti-inflamatória. Vão ser ainda criados dois grupos WhatsApp, um para a partilha de conhecimentos entre os participantes e o outro para que possa colocar perguntas à nutricionista relativas aos temas abordados no curso.

A nutricionista Daniela Duarte, conhecida pela sua página Agita Kalorias, é a profissional escolhida para abordar uma série de temas que lhe vão fornecer a informação que precisa para estar familiarizado com a inflamação crónica e que o vão ajudar “a praticar uma nutrição funcional que modula a inflamação e praticar um estilo de vida mais saudável”, como explica o site. Esta formação contará ainda com a supervisão da especialista Teresa Branco.

Para ter acesso ao curso “Combater a inflamação para gerir o peso e a saúde“, terá de se inscrever previamente no formulário que consta no site oficial do Instituto Prof. Teresa Branco. Depois de preencher a sua inscrição, vai receber um email de confirmação com os dados para pagamento , sendo que deve ter em atenção porque a sua inscrição só será validada após o envio do comprovativo do pagamento. O curso tem o valor total de 200€.

 

23
Mai21

Este bebé nasceu com uma doença genética rara — e precisa da sua ajuda

Niel Tomodachi

Chama-se Lucas Gabriel e tem 8 meses. Sofre de atrofia muscular espinhal, uma patologia que pode ser fatal.

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Lucas Gabriel tem apenas oito meses, mas desde que nasceu, tem estado sempre a entrar e a sair de hospitais. O bebé foi diagnosticado com atrofia muscular espinhal, uma doença genética rara e potencialmente fatal. Para conseguir dar resposta às muitas terapias que o pequeno precisa, os pais lançaram um apelo desesperado a todos os portugueses, para que contribuam para uma angariação de fundos que foi criada com o objetivo de reunir 10 mil euros que vão suportar as suas despesas de saúde e que podem fazer toda a diferença na vida deste bebé.

O objetivo, explica a mãe, Carla Teixeira, é “arrecadar dinheiro para as terapias do Gabriel, para tudo o que ele vai precisar”. A campanha de angariação de fundos, através de crowdfunding, está a decorrer no site da GoFundMe. Até ao momento, foram já doados 593 euros. 

Para ajudar a divulgar o caso, a mãe do bebé criou uma página de Facebook, onde vai publicando atualizações sobre o estado de saúde do pequeno Gabriel. 

Carla Teixeira conta que, quando nasceu, Gabriel era “aparentemente um bebé saudável”. No entanto, um mês depois, os pais começaram a aperceber-se que “ele não mexia como os outros bebés”. Foi em novembro de 2020 que chegou o diagnóstico mais temido: atrofia muscular espinhal. Esta é, explica a mãe num post, “uma doença rara, genética, progressiva e, muitas vezes, fatal”, que interfere “na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurónios motores”, levando à perda de força muscular, da capacidade de engolir ou mesmo de respirar. 

Além da campanha de angariação de fundos, a mãe utiliza a página do Facebook para tentar vender pequenos objetos, como canetas ou ambientadores de carro, já que todos os euros contam nesta batalha pela saúde do pequeno Gabriel.

Também foi aberta uma conta solidária para receber donativos e os pagamentos desses artigos: Nome – Lucas Gabriel; NIB: 0033-0000-45625208964-05; Iban:PT50-0033-0000-45625208964-05; MB Way: 915 266 580, 911 114 570.

 

22
Mai21

Guia rápido para ter médico de família. É simples e grátis

Niel Tomodachi

Se é uma dos 900 mil portugueses que não tem médico de família, se mudou de morada, se já não vai ao centro de saúde há cinco anos ou se espera um bebé e nenhum progenitor está inscrito emunidades de cuidados primários, leia o guia prático, simples e grátis e agarre uma vaga

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O número de utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não tem médico de família ronda os 900 mil. Um valor que, segundo revelou a ministra da Saúde, Marta Temido, na manhã de quarta-feira, 19 de maio, subiu em abril, muito em parte devido às aposentações de especialistas que já estavam previstas.

A governante com a pasta da Saúde garantiu aos deputados, em audição regimental, que em junho chagariam novos médicos aos Centros de Saúde e Unidades de Saúde Familiares (USF) e que estão, nesta fase, a concluir a formação.

Com menos médicos, menos vagas, listas de espera maiores. Por isso, a inscrição em Unidades de Cuidados de Saúde Primários deve ser feita ao quanto antes e, muito relevante, é gratuita. Se ainda não está inscrita, leia este guia simples e prepare-se para algum tempo de espera até obter luz verde e ver um médico atribuído.

Para dar início ao processo deve dirigir-se ao Centro de Saúde mais próximo da área de residência, levando o cartão de cidadão – onde consta o número de utente, o contribuinte e o número de Segurança Social – ou o passaporte. Em tempo de Covid-19 não vá presencialmente sem antes telefonar para saber se deve ser feita ou não marcação prévia para dar início a este processo.

Uma vez presencial, deve levar ainda um comprovativo de morada – uma fatura ou um documento onde conste o nome e endereço completo – e documentação que, caso se aplique, deixe claros os benefícios de saúde a que tem direito. Neste capítulo, estão incluídas as isenções ou comparticipações.

Caso tenha mudado de residência e queira obter novo médico de família, o processo deve ser apresentado na nova unidade, apresentando a documentação acima referida e sem custos adicionais. Pode também alterar a morada, mas manter o anterior médico de família e estar inscrita no centro de saúde ou USF onde já estava. No entanto, nestes casos perderá acesso a apoio domiciliário caso venha a ser necessário. Sublinhe-se que este apenas está disponível para utentes que não conseguem deslocar-se até ao centro de saúde por doença súbita, incapacidade crónica ou velhice.

Para casos de mudança temporária de morada, pode fazer uma inscrição num novo Centro de Saúde ou USF nos mesmos moldes: transitória. Neste caso deverá fazer um pedido de inscrição temporária na nova unidade de cuidados primários, apresentando a documentação acima elencada.

Em qualquer dos casos, pode escolher o médico de família que pretende de entre os que ainda têm vagas. Porém, este é um dos fatores que mais tem atrasado a atribuição de especialistas e tem estendido listas de espera.

Ter médico de família tem prazo?

Não. E sim. Por partes. Um médico de família deverá permanecer para sempre próximo do utente e da história clínica dele, caso não existam alterações. Porém, é possível perder o acesso a um especialista de cuidados primários caso se deixe de comparecer nos serviços durante cinco anos. Para que isso aconteça, não perderá acesso, não sem antes ser notificada precisamente disso pelo ACES do centro onde está inscrita.

notificação de ausência poderá ser feita por SMS, e-mail ou mesmo pela área do Cidadão do portal SNS24. Mediante esta missiva é concedido um prazo de 90 dias para o utente manifestar intenção de continuar inscrito, podendo fazê-lo presencialmente na unidade de saúde, telefone ou email.

E no caso dos filhos recém-nascidos?

Assim que um bebé nasce, ele é automaticamente inscrito no Registo Nacional de Utentes pelo hospital (Projeto Nascer Utente). Caso os pais tenham médico de família, o recém-nascido passa a fazer parte da lista do especialista que acompanha a mãe e o pai. Se forem médicos diferentes, o filho integra preferencialmente o médico de família da progenitora.

Porém, no caso em que nenhum dos pais esteja inscrito no Centro de Saúde ou USF, o hospital referencia o nascimento ao coordenador da USF e do Centro de Saúde geograficamente mais próximo da morada da criança.

Caberá àquele responsável a inscrição daquele bebé numa unidade que integre o Agrupamento de Centros de Saúde em questão (ACES). Os pais não inscritos que tenham preferência por outra unidade que não a que cumpra requisitos de proximidade, devem expressá-lo claramente.

 

08
Mai21

Sabe quais são os preservativos ecológicos que pode usar sem prejudicar o ambiente?

Niel Tomodachi

Há novas marcas vegan e que usam apenas látex natural. Mas há quem diga que mesmo poluindo, continuam a preservar o planeta.

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Amigo do ambiente, sustentável, vegan, comércio justo. São os últimos termos que provavelmente lhe vêm à cabeça no momento de fazer sexo. E deveriam? Segundo alguns especialistas e a Greenpeace, sim.

Numa era em que se procura que tudo seja reciclável e reutilizável, parece consensual que isso não irá acontecer com os preservativos. E deixar de os usar é uma questão que nem sequer se coloca.

O problema surge então com a seguinte pergunta: são os preservativos biodegradáveis? Depende do material com que são feitos.

Normalmente a escolha dos fabricantes recai no famoso látex, a borracha que habitualmente é recolhida das árvores e transformada para criar preservativos. Mas nem todo o látex é natural — ele também pode ser feito em laboratório.

De acordo com a Greenpeace, “ninguém sabe muito bem quanto tempo é que demora um preservativo a desaparecer na natureza”, mas sabe-se que “muitos contêm variedades de químicos nocivos.”

Embora não se saiba muito sobre os perigos do látex no meio ambiente, uma coisa é certa: há preservativos feitos com outros materiais que definitivamente não são biodegradáveis. Falamos dos preservativos feitos com poliuretano e borracha sintética ou látex sintético.

Para lá dos problemas óbvios de usar um item embalado em plástico e que não é reutilizável, é preciso separar as diferentes classes de preservativos para perceber quais, em termos ambientais, são melhores ou piores.

O látex 100 por cento natural não é problemático, só que são poucos os que optam por essa composição. A maioria dos preservativos de látex incluem outros químicos que alteram a composição e dificultam esse processo.

Do outro lado da barreira estão os que são feitos de plástico, neste caso poliuretano — o que praticamente garante que não se irão degradar na natureza e acabarão por entrar na cadeia nociva de microplásticos.

“Mas há algum preservativo que seja biodegradável?” Claro que há, foi inventado há centenas de anos e não é propriamente uma solução que irá agradar aos mais impressionáveis. Falamos dos preservativos de pele de cordeiro, que na verdade são feitos com o intestino.

Apesar de amigos do ambiente, eles têm, no entanto, um grave problema: os poros são suficientemente pequenos para impedir a passagem dos espermatozóides, mas incapazes de oferecer proteção a doenças sexualmente transmissíveis. E, claro, não são vegan — spoiler alert: há todo uma classe de preservativos vegan.

Felizmente, houve quem pensasse neste problema antes de todos os outros. Por todo o mundo nasceram marcas de preservativos com preocupações ambientais, mas não só.

Sustain Natural, por exemplo, fabrica preservativos orgânicos, vegan e com látex proveniente com selo Fair Trade — e, garantem, são feitos através de métodos sustentáveis. Mais: não adicionam químicos nocivos, aromas sintéticos, parabenos e produtos animais.

Outro exemplo são os da Glyde, fabricados na Austrália e que se assumem como “a primeira marca premium de preservativos com certificação ética, vegan e Fair Trade”. Os seus produtos não contêm químicos como glicerina, parabenos e outros. E, revelam, que todo o látex usado é recolhido em ambientes sustentáveis.

Também a Lovability promete preservativos feitos apenas de latéx natural, sem qualquer adição de químicos. Apostam também em embalagens finas e minimalistas para evitar o desperdício.

E os alérgicos ao látex não precisam de se preocupar, porque também existem versões preocupadas com o ambiente. Não se pode ter tudo: os preservativos da Unique são feitos com resina sintética de polietileno. Contudo, são garantidamente vegan e apostam igualmente numa embalagem menos poluente.

O que não é solução é não os usar. Existirá sempre a possibilidade de optar por outros métodos contracetivos, caso seja possível. E, no final das contas, muitas vozes se têm levantado para afirmar que, depois de todas as somas e subtrações, os benefícios do seu uso ultrapassam largamente os perigos da poluição. É que são uma das ferramentas mais úteis para prevenir a sobrepopulação do planeta — um trunfo imprescindível.

 

12
Abr21

"Os novos mitos que comemos" de Pedro Carvalho

Um guia para se proteger dos influencers e das dietas da moda

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

A água alcalina cumpre tudo aquilo que promete? O jejum intermitente traz realmente benefícios? É possível ser vegan e ter uma alimentação equilibrada?

Se fica baralhado com a quantidade de informação nutricional contraditória e com a miríade de dietas milagrosas que abundam nas redes sociais, este livro é para si.
Com base em evidência científica, o nutricionista Pedro Carvalho desmistifica questões alimentares relacionadas com a saúde, o exercício e as dietas, para que possa defender-se das falácias e das meias-verdades que diariamente ouvimos sobre aquilo que comemos.
Com a ajuda de Os novos mitos que comemos ficará certamente mais bem preparado para fazer escolhas alimentares de forma informada sem se perder em dietas da moda.

 

Sobre o Autor:

Pedro Carvalho nasceu em Matosinhos, em 1987. É licenciado em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) e doutorado em Ciências do Consumo Alimentar e Nutrição.

Foi docente da FCNAUP até 2015 e é, desde 2016, professor auxiliar no Instituto Superior da Maia (ISMAI) e na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa.

Escreve desde 2011 para o Público, sendo responsável pelas colunas "Mitos que Comemos" e “Dicionário dos alimentos”. É autor das obras 50 Super Alimentos Portugueses (+10!), em coautoria com Vitor Hugo Teixeira, Os Mitos que Comemos e Comer, Crescer, Treinar, em coautoria com Maria Roriz.

Atualmente, é nutricionista clínico no CIM – Centro de Inovação Médica e na Clínica Privada de Guimarães, consultor nutricional da Sonae MC e nutricionista do voleibol feminino do Leixões Sport Club.

 

30
Mar21

Japão anuncia hidrogel inovador que pode reverter células cancerígenas em 24 horas

Niel Tomodachi

Os investigadores dizem que esta descoberta poderá melhorar o prognóstico dos pacientes com cancro.

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O cancro é a doença mais temida deste século e cientistas em todo o mundo trabalham para reverter a sua taxa de mortalidade. A Universidade de Hokkaido, na China, e o Instituto Nacional de Investigação do Centro do Cancro parecem ter dado um passo nesse sentido

Num estudo divulgado esta segunda-feira, 29 de março, na revista “Nature Biomedical Engineering, os investigadores responsáveis dão conta que desenvolveram um hidrogel (chamado de dupla rede) inovador capaz de reverter células cancerígenas diferenciadas em células estaminais cancerígenas no prazo de 24 horas em seis tipos de cancro.

“No futuro, o hidrogel DN poderá ser utilizado para melhorar o diagnóstico do tipo de células cancerosas e para produzir medicamentos personalizados, que poderão melhorar o prognóstico dos pacientes com cancro”, diz a professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Hokkaido, Shinya Tanaka, numa nota divulgada no site da instituição.

Os investigadores explicam, ainda, que tentaram perceber se o hidrogel poderia recriar as condições certas para induzir as células estaminais cancerígenas e verificou-se uma reversão em células nos cancros do cérebro, do útero, do pulmão, do cólon, da bexiga e no sarcoma. Os responsáveis descobriram também alguns dos mecanismos moleculares envolvidos na reprogramação de células cancerígenas.

A universidade relembra que o cancro é a principal causa de morte nos países desenvolvidos, sendo que mais de 8,6 milhões de pessoas morrem anualmente de cancro em todo o mundo e “a taxa de sobrevivência a cinco anos de pacientes com cancro em fase avançada permanece baixa”.

 

28
Mar21

Seis ideias inspiradoras para ajudar adolescentes e jovens adultos a superarem a tristeza da pandemia

Niel Tomodachi

A fase entre os 18 e os 25 anos é uma das mais "agitadas", diz a ciência. Numa altura de longo período de pandemia e percebendo que adolescentes e jovens adultos estão especialmente vulneráveis, saiba como os ajudar a superar descontentamento e a eles próprios

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A fase entre os 18 e os 25 anos é uma das mais “agitadas”, diz a ciência. Tudo porque se procuram novos objetivos, experiências, sentimentos e nunca se está realizada. Aqui ficam seis ideias para sentir-se bem.

Experimente fazer tarefas onde pode ser útil. Faça voluntariado, procure ajudar numa associação de solidariedade, igreja que esteja perto de casa ou até num lar de pessoas mais velhas. Mostre-se disponível para ajudar.

Caso já o tenha feito, também pode inscrever-se em cursos online ou assistir a palestras nas redes sociais ou em plataformas como o YouTube. Assim, vai passar o tempo de forma instrutiva.

Seja produtivo na comunidade digital. Faça amizades ou estimule as mais antigas através de jogos, concursos, conversas em grupo sobre determinados temas ou crie conteúdos originais.

Nesta fase mais “agitada”, uma boa solução para passar o tempo é integrar as missões temporárias de solidariedade, mudando de país com uma organização para ajudar noutro local/destino que precise.

Adquira o hábito de fazer exercícios de respiração. Segundo o site francês Madame Figaro, estes podem ajudar nos momentos em que sentir maior ansiedade.

Durante o dia, faça três vezes a seguinte técnica de respiração: inspire fundo pelo nariz durante cinco segundos e expire em três segundos.

Pense de forma positiva. Insista. Vários cientistas defendem que o cérebro está programado para pensar, de forma intuitiva, nas coisas negativas. Por isso, experimente.

Antes de se deitar, faça uma sessão em que enumera os três melhores momentos do seu dia e agradeça. Sendo regular, este exercício pode contribuir para o cérebro habituar-se a pensar positivamente, tal com conta o site.

(S)

22
Mar21

Portugueses com “sintomas mais graves de depressão”, diz estudo

Niel Tomodachi

Os mais novos, os que têm filhos e os que atravessaram a pandemia sozinhas apresentam maiores riscos de problemas mentais. Metade dos inquiridos portugueses diz estar a entrar na linha vermelha

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Uma parte considerável da população apresenta “sintomas ligeiros de depressão” devido à covid-19, concluiu um inquérito internacional realizado junto de mais de 21 mil pessoas, que em Portugal teve como parceiro o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde.

Os dados obtidos mostram que cerca de 50% dos inquiridos de Portugal, Argentina, Indonésia, Reino Unido e Estados Unidos, bem como 40% dos alemães, “revelam sintomas mais graves de depressão”.

Em comunicado, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto, explica esta segunda-feira, 22 de março, que a segunda fase do inquérito, designado Life with Corona, lançado há cerca de seis meses, pretendia “continuar a avaliar o impacto social e económico da pandemia a nível mundial”.

Até 4 de março, o estudo recebeu 21.552 respostas de participantes de 136 países, sendo que, “até ao momento, Portugal é o segundo país com mais participações”, depois da Alemanha.

“A geração mais jovem e as famílias com filhos são os mais afetados”, salienta o i3S, acrescentando que uma das causas identificadas se prende com “a diminuição dos rendimentos mensais”. “Percebemos também, ao contrário do que se pensava, que os mais jovens são mais propensos a apresentar níveis mais elevados de depressão em comparação com os mais velhos, o que expõe o fardo adicional que as gerações mais jovens estão a sofrer”, refere Liliana Abreu, que já foi investigadora no i3S.

Os dados provenientes de Portugal, semelhantes aos obtidos nos restantes países, mostram ser “evidente que a saúde mental foi fortemente afetada pela pandemia”.”Só o facto de ter sintomas da doença pode desencadear problemas de saúde mental. Isto sugere que o medo de estar doente com covid-19 pode estar a causar níveis mais elevados de ‘stress'”, salientam os investigadores.

Neste momento, os investigadores estão a comparar como reagem aqueles que vivem sozinhos e os que vivem com outros, bem como aqueles que vivem com crianças dos que não vivem. Os dados já disponibilizados no ‘site’ do estudo indicam que as pessoas que vivem sozinhas “emergem como o grupo que teve as piores experiências durante a pandemia”, sendo também os mais “propensos a relatar níveis mais baixos de satisfação de vida”.

Já os indivíduos que vivem com outra pessoa têm “lidado melhor com a pandemia” e têm “menos probabilidades de sentir depressão, ansiedade ou demonstrarem comportamentos agressivos”.

Paralelamente, aqueles que vivem com crianças “têm os piores indicadores de consumo alimentar”, sendo mais provável que tenham “experimentado maiores tensões entre os membros” do agregado.

O estudo, que visa “gravar as vozes e experiências dos cidadãos de todo o mundo durante este período invulgar”, está traduzido em 27 línguas, sendo que o inquérito continua em curso até, pelo menos, finais de 2021. Citada no comunicado, Maria Rui Correia, investigadora do i3S responsável por disseminar o projeto em Portugal, apela à participação dos portugueses, defendendo que só assim “se consegue uma imagem real do que se passa” na população.

A iniciativa Life with Corona partiu de uma equipa de investigadores do Centro de Segurança e Desenvolvimento Internacional (ISDC), na Alemanha, do Instituto Mundial de Investigação em Economia do Desenvolvimento da Universidade das Nações Unidas (UNU-WIDER), na Finlândia, do Instituto Leibniz de Culturas Vegetais e Ornamentais (IGX), na Alemanha, e do Instituto de Estudos de Desenvolvimento (IDS), no Reino Unido.

Além do i3S, o projeto conta com a participação de instituições e organizações de vários países.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.710.382 mortos no mundo, resultantes de mais de 122,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.768 pessoas dos 817.530 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

(S)

20
Mar21

Dádiva de sangue: Após anos de luta, orientação sexual deixa de ser critério de exclusão

Texto by esqrever

Niel Tomodachi

Na nova norma ontem publicada pela Direção-Geral da Saúde as regras passam a ser iguais para todas as orientações sexuais na dádiva de sangue.

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Largos anos passaram de reivindicações contra a discriminação no acesso à dádiva de sangue em Portugal que se baseou em estereótipos para excluir pessoas com base na sua orientação sexual. Na nova norma hoje publicada pela Direção-Geral da Saúde, as regras passam a ser iguais para todas as orientações sexuais na dádiva de sangue. Será desta vez que acontece o fim da discriminação?

Para o secretário de Estado adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a resposta é afirmativa: a orientação sexual deixa de ser um critério de exclusão.

A norma relativa à seleção de pessoas candidatas à dádiva de sangue, com base na avaliação de risco individual, passa a aplicar-se a todas as pessoas candidatas à dádiva de sangue, sejam dadoras pela primeira vez ou habituais ou regulares”, explicou António Lacerda Sales.

Ou seja, a orientação sexual deixa de ser um critério de exclusão. A nova norma “estabelece que a pessoa candidata a dádiva deve ser esclarecida e informada, de forma não discriminatória, sobre os comportamentos com potencial ao risco infecioso e também as suas formas de prevenção“.

Estabelece também os períodos de suspensão da dádiva iguais para todas as pessoas, que “serão de 12 meses para pessoas com parceiras ou com prática sexual com pessoa com HIV, hepatite B ou hepatite C“.

De acordo com as novas orientações, ficam sem poder doar sangue durante três meses as “pessoas com contacto sexual com pessoas com comportamento de risco infecioso acrescido para agentes transmissíveis pelo sangue e também de três meses para pessoas com contacto sexual com um novo parceiro ou mais do que um parceiro”, sublinhou.

António Lacerda Sales confirma que o processo envolveu consulta de várias associações, para garantir que as regras não são discriminatórias. Associações como a ILGA Portugal ou o GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, trabalharam na discussão e resolução destas discriminações que persistiam em Portugal.

Para a ILGA Portugal, a nova norma toma cariz histórico “por ter contado durante meses com a auscultação, participação e envolvimento da sociedade civil, depois de anos de denúncias e pressão pública pelo fim da discriminação de homens gays e bissexuais dos contextos de dávida“. A associação explicou em comunicado que as normas e práticas anteriores centravam-se, erradamente, num conceito de Grupo de Risco, visão baseada no preconceito que as evidências científicas vieram finalmente desconstruir.

Há nesta norma um reconhecimento expresso e cabal de que não existe evidência científica que corrobore um período de suspensão da dádiva de sangue em função da orientação sexual, uma reivindicação antiga da ILGA Portugal e do GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos, cujas visões estratégicas junto do Governo, da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género,  do Instituto Português do Sangue e da Transplantação e da DGS foram fundamentais para garantir uma primeira grande vitória – Marta Ramos, Diretora Executiva da ILGA Portugal.

Esta é igualmente a primeira norma com linguagem inclusiva, em cumprimento das boas práticas para a Administração Pública decorrentes do V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e Não-Discriminação e do Manual do Conselho da União Europeia. É também de destacar a menção explícita dos princípios da igualdade e não-discriminação, previstos no art.º 13.º da Constituição da República Portuguesa e da Base 2 da Lei de Bases da Saúde, bem como na Resolução da Assembleia da República n.º 39/2010 de 7 de maio.

A ILGA Portugal destaca ainda a inclusão de uma nota revogatória e exclusiva para impedir que a interpretação da norma possa ser feita à luz de preconceitos ou documentos publicados paralela ou anteriormente. A Associação considera agora ser fundamental a aplicação de campanhas alargadas de formação e sensibilização, principalmente junto de profissionais de saúde que trabalham nesta área e nos vários pontos de recolha de sangue por todo o país.

Em termos de espaço a melhorias, a mais antiga associação portuguesa pelos direitos das pessoas LGBTI considerou que o questionário a apresentar às pessoas candidatas à dádiva de sangue ainda confunde os conceitos de sexo, identidade e características sexuais, erradamente ligando as pessoas intersexo a identidades e expressões de género não binárias. A associação prometeu continuar trabalho no sentido desta correção.

 

Source: https://esqrever.com

18
Mar21

Alerta: solidão faz pior à saúde do que a obesidade

Niel Tomodachi

População envelhecida, competição e redes sociais podem estar a gerar uma verdadeira epidemia: a da solidão. O isolamento social imposto pela pandemia veio agravar a questão

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Mais do que se viver sozinha, a solidão parece abater-se sobre uma sociedade que está mais competitiva e cada vez mais ligada digitalmente e desconectada da vida real.

É para este perigo que a Associação Americana de Psicologia alerta agora, após ter apresentado, numa conferência, um estudo que indica que estar só pode ser mais perigoso para saúde do que a obesidade.

Recentemente, uma investigação científica – que pode ler em detalhe aqui – indicava que a solidão matava mesmo, levando ao aumento, estimava-se, em 30%, de doenças cardíacas e de acidentes vasculares cerebrais.

Nos EUA, a professora de psicologia Julianne Holt-Lunstad, da Universidade Nova de Brigham, revelou que o isolamento duplica o risco de morte prematura, quando comparado com uma pessoa socialmente ativa e com laços fortes. Olhando para os dados da obesidade, a investigadora sustentava que ter um índice massa corporal entre os 30 e os 35 pode fazer disparar a possibilidade de morte em 45%.

É neste sentido que a professora alerta para o facto de o isolamento ser mais perigoso para a saúde pública do que a há muito divulgada obesidade.

“Com o aumento da idade média da população, o efeito para a saúde pública da solidão é de crescimento, e há mesmo países no mundo que já falam da ‘epidemia da solidão’, revelou a investigadora na conferência. Para chegar a estas conclusões, a docente compilou centenas de estudos, com milhares de participantes.

Estar ligado socialmente a outros é comummente considerado uma necessidade humana, crucial para o bem-estar e sobrevivência”, afirmou Holt-Lunstad.

Apesar de o estudo apresentar apenas correlações entre várias investigações e não dados concretos sobre a análise da teoria científica em si, há quem aponte falhas às conclusões.

Porém, a investigadora mantém que a solidão é um sério problema e que os médicos deveriam passar a prestar mais atenção a esta realidade e deviam passar a tratá-la como uma ameaça à saúde pública.

Julianne Holt-Lunstad pede para que as crianças sejam mais estimuladas e capacitadas para o desenvolvimento de habilidades em torno da vida social, mas alerta, sobretudo, para a necessidade de os médicos passarem a perguntar aos seus pacientes questões em torno do isolamento social e promoverem junto dos utentes uma vida ativa até mais tarde. Isto porque, afirma a investigadora, a solidão é hoje um maior drama das classes mais velhas do que das mais novas.

E se o isolamento for fruto de uma sociedade competitiva?

O tema da solidão foi abordado, por diversas formas, naquela conferência e foram apresentados estudos que indicam que o isolamento pode decorrer da vida numa sociedade cada vez mais competitiva.

Quem o diz é Emma Seppälä, diretora científica do Centro de Investigação para a Compaixão e Altruísmo, da Universidade de Stanford, e que correlaciona o aumento da solidão para com a propensão da sociedade americana para a independência.

“Muitos de nós ficamos competitivos quando nos comparamos com os nossos pares, outros preferem ficar fechados a trabalhar 12 horas ou correr o país na senda do conhecimento”.

Nas declarações, feitas à revista Patch, a investigadora revela ainda mais: “Afogamo-nos no ritmo workahoolic e na vida agitada e embrutecem-nos com álcool e Netflix. Ainda assim, ambicionamos desesperadamente a ligação social – essa sensação de intimidade profunda e poderosa, seja com um amigo, seja com um parceiro”.

“Num estudo sociológico revelador [O Isolamento Social na América: Mudanças para a Discussão das Relações nas últimas Duas Décadas, de 2006], uma grande percentagem de americanos declarou estar a sentir as suas redes sociais a encolher e declarou ter menos relações de amizade. Um americano tem, em média, apenas um confidente próximo”, conta a mesma investigadora, lembrando, no entanto que, mais importante do que o número de relacionamentos que cada um tem, é a qualidade com que os vive.

(S)

 

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