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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

25
Set22

Jodi Foster é a nova detetive da famosa série “True Detective: Night Country”

Niel Tomodachi

A HBO apresentou as personagens da quarta temporada da série criminal, que ainda não tem data de estreia. 

"True Detective” está de volta e com um elenco renovado. A HBO apresentou as personagens da quarta temporada da série criminal, que ainda não tem data de estreia.

Oficialmente intitulada “True Detective: Night Country” conta com um novo crime macabro que os detetives vão tentar decifrar. A plataforma de streaming partilhou a sinopse do novo capítulo da produção revelando alguns detalhes do enredo.

“Quando a longa noite de Inverno cai em Ennis, Alasca, os seis homens que operam a Estação de Investigação do Árctico de Tsalal desaparecem sem deixar rasto. Para resolver o caso, os detectives Liz Danvers (Jodi Foster) e Evangeline Navarro (Kali Reis) terão de enfrentar a escuridão que carregam em si mesmos, e escavar as verdades assombradas que jazem enterradas sob o gelo eterno.”

Os novos capítulos seguem a mesma lógica dos anteriores. Ou seja, em vez de seguir uma história linear, a série apresenta um novo ângulo e um elenco diferente a cada temporada. Na quarta, John Hawkes será Hank Prior, um polícia que esconde velhos rancores por trás de uma aparência tranquila. Já Christopher Eccleston será Ted Corsaro, o chefe da polícia local, com um forte envolvimento político, e uma longa história que o liga a Liz Danvers (Jodi Foster). Fiona Shaw é Rose Aguineau, uma sobrevivente com um passado cheio de segredos e Finn Bennett interpretará Peter Prior, o aprendiz de Liz Danvers – com quem irá aprender o melhor e o pior. Anna Lambe interpretará Kayla Malee, uma jovem enfermeira que não tem paciência para quem se mete com a sua família.

“True Detective” é uma criação de Nic Pizzolatto e a temporada de estreia protagonizada por Matthew McConaughey e Woody Harrelson foi um enorme sucesso.

 

25
Set22

A data de estreia da nova temporada de “The Crown” foi antecipada para novembro

Niel Tomodachi

Os próximos episódios chegam à Netflix antes do previsto. A sexta e última série de capítulos está prevista para outubro de 2023.

A série britânica sobre a família real “The Crown” é um dos maiores sucessos da Netflix. E, depois dos últimos acontecimentos, é mais esperada do que nunca. A plataforma de streaming fez um favor aos fãs e desvendou que a nova temporada dos capítulos dedicados ao clã Windsor estreiam dia 9 de novembro.

Depois de muito se especular qual seria o dia exato para o regresso de “The Crown”, a plataforma de streaming aproveitou o festival TUDUM para revelar a data oficial. Os próximos capítulos retratarão um período bastante intenso na família real, com o divórcio dos três filhos de Isabel II, o incêndio no Castelo de Windsor, a substituição de Margaret Thatcher por John Mayor e, é claro, a morte da princesa Diana.

Nesta temporada, Diana será interpretada por Elizabeth Debicki e o príncipe Carlos por Dominic West. Imelda Staunton será a rainha Isabel II e Jonathan Pryce o príncipe Filipe. Jonny Lee Miller vai vestir a pele de John Major e Lesley Manville a da princesa Margarida. Senan West será o príncipe William.

As gravações de “The Crown” estiveram paradas durante várias dias, na sequência da morte da rainha Isabel II, mas foram retomadas. A sexta e última temporada está prevista para outubro de 2023.

29
Jul22

Nova série de Neil Patrick Harris é uma espécie de “O Sexo e a Cidade” do mundo gay

Niel Tomodachi

“Uncoupled” estreia esta sexta-feira na Netflix. É do criador do super êxito “Emily em Paris”.

Chama-se “Uncoupled” e é a nova série de Darren Star, o homem por trás de “O Sexo e a Cidade” e “Emily em Paris”. A produção de oito episódios, criada em colaboração com Jeffrey Richman, estreia esta sexta-feira, 29 de julho, na Netflix.

O protagonista é Michael Lawson (Neil Patrick Harris), um agente imobiliário bem-sucedido de Nova Iorque, habituado a vender penthouses por milhões de dólares. Michael está com o companheiro Colin há 17 anos. Contudo, na noite do 50.º aniversário de Colin, quando Michael lhe prepara uma extravagante festa de supresa, o parceiro decide abandoná-lo e terminar a relação de forma fria.

O que resta é um Michael destroçado que se terá de deparar com um admirável mundo novo que não compreende — o dos encontros amorosos, passados quase 20 anos. Agora há aplicações para conhecer pessoas, redes sociais e fotos íntimas enviadas em chats.

O enredo acompanha a jornada de Michael, ora cómica ora dramática, enquanto conhece pessoas que lhe falam desde tratamentos preventivos da SIDA até botox no anús, passando pela discussão sobre o uso ou não de preservativos. Michael só queria mesmo conviver em casa com Colin — alguém que, compreensivelmente, vai demorar a esquecer.

“Uncoupled” está a ser bastante comparada a “O Sexo e a Cidade”. Nesta história, Michael acaba por representar o papel de Carrie Bradshaw, enquanto Colin é, claro, Big. O protagonista tem ainda os seus melhores amigos Billy e Stanley — que partilham características com Charlotte, Samantha ou Miranda —, além da sua parceira de negócios Suzanne.

Não só os temas são idênticos, como o imaginário é semelhante. Toda a série de “Uncoupled” se passa entre a elite económica nova-iorquina, de personagens que vivem em apartamentos em arranha-céus deslumbrantes, onde não há necessidade de se falar sobre classes sociais ou política. 

Tudo isso fica posto de parte para que os espectadores apenas se concentrem na vida amorosa de Michael. As diferenças geracionais também estarão em destaque, enquanto o protagonista se vai cruzando com algumas pessoas mais novas. 

Além de Neil Patrick Harris, cujo papel está a ser bastante elogiado, o elenco de “Uncoupled” inclui nomes como Emerson BrooksNic RouleauColin HanlonJonah PlattIván Amaro BullónTisha CampbellTuc WatkinsBrooks Ashmanskas ou Jay Santiago, entre outros.

 

16
Jul22

Já foi divulgado o novo trailer da série de “O Senhor dos Anéis”

Niel Tomodachi

A história épica de fantasia estreia a 2 setembro. Terá cinco temporadas com 10 capítulos cada (e 50 horas de conteúdo).

A espera já vai longa, mas a história épica de fantasia está quase a regressar à televisão, mais de 20 anos após a estreia da trilogia nos cinemas. Com data de início  marcada para 2 de setembro, a nova produção da Amazon Prime Video “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” vai levar-nos numa viagem imersiva pela Terra Média.

A narrativa decorre mais de três mil e 400 anos antes dos acontecimentos de “O Senhor dos Anéis”. Na mitologia do escritor J. R. R. Tolkien, esta é conhecida como a Segunda Era, a de Númenor. A plataforma de streaming revelou na quinta-feira, 14 de julho, o segundo trailer oficial da nova série, que contará com cinco temporadas de dez episódios cada. 

No vídeo, com dois minutos e meio, surgem algumas das personagens do mundo fictício de J. R. R. Tolkien, como o Isildur (Maxim Baldry), Elendil (Lloyd Owen), a rainha Míriel (Cynthia Addai-Robinson) e Pharazôn (Trystan Gravelle). O trailer revela ainda alguns dos cenários da história, como os reinos élficos de Lindon e Eregion, o reino insular de Númenor e o reino dos anões de Khazad-dûm.

No total, a produção terá cerca de 50 horas de conteúdo, revelou JD Payne, o produtor executivo, em entrevista à revista “Empire”. Esta duração foi definida logo no início, o que fez com que os guionistas se adaptassem, tendo mais tendo para contar a história que acompanharemos na série. O elenco vai contar com Peter MullanMorfydd ClarkNazanin BoniadiCynthia Addai-RobinsonBenjamin WalkerRobert Aramayo, entre outros.

Em novembro de 2017, a Amazon Prime adquiriu os direitos para produzir uma série baseada em “O Senhor dos Anéis”, um dos maiores sucessos de sempre do cinema. Desde então que o entusiasmo em torno do projeto tem crescido, especialmente devido ao orçamento da produção: 388 milhões de euros, muito mais do que a trilogia de filmes lançada entre 2001 e 2003, que se ficou pelos 230 milhões. 

A produção vai unir todas as histórias principais da Segunda Era da Terra Média: a criação dos anéis, a ascensão de Sauron, o conto épico de Númenor e a última aliança entre elfos e humanos. 

 

19
Jun22

Harry Styles surge num triângulo amoroso no primeiro trailer de “My Policeman”

Niel Tomodachi

O cantor é um polícia casado e com uma relação secreta com um homem. O filme vai estrear a 4 de novembro na Amazon.

A Amazon Prime Video revelou o primeiro trailer de “My Policeman”, onde o cantor Harry Styles aparece no papel do polícia Tom Burgess. Com estreia marcada no serviço de streaming para 4 de novembro, o filme — baseado no livro de Betan Roberts — retrata uma história de amor proibido que começa nos anos 50, em Brighton, Inglaterra, quando a homossexualidade ainda era ilegal. 

Harry Styles interpreta um polícia casado com uma professora que mantém uma relação secreta com Patrick (David Dawson), que trabalha num museu. É precisamente nesse museu que começa o primeiro teaser de “My Policeman”, que vai alternando com momentos com a mulher Marion, interpretada por Emma Corrin.

À “Vanity Fair”, o realizador Michael Grandage revelou que esta é uma “história sobre duas pessoas apaixonadas por Tom, ligeiramente obcecadas por ele”. Tudo se complica ainda mais “pelo facto de ele ser polícia e de ter uma carreira onde tem de defender a lei”.

A narrativa desenrola-se em duas épocas distintas. A primeira passa-se nos anos 50, com o início do triângulo amoroso entre Tom, Marion e Patrick. Mais tarde, 40 anos depois, Patrick sofre um AVC e volta à relação amorosa do casal. Nesta época, as personagens são interpretadas por Linus Roache, Gina McKee e Rupert Everett.

Quando o realizador Michael Grandage começou à procura do trio de jovens atores para protagonizar o elenco da década de 1950, Harry Styles não estava nos seus planos. No entanto, chegou-lhe aos ouvidos que o cantor tinha lido o guião e tinha ficado muito interessado no filme, e decidiram avançar para uma reunião.

“Ele tinha lido o guião tantas vezes que mostrou conhecer todos os detalhes da personagem naquela reunião. Achei incrivelmente impressionante. Conhecia as falas das outras pessoas, sabia todas as suas falas”, disse Grandage à “Vanity Fair”.

 

13
Jun22

Netflix confirma o regresso de “Squid Game”

Niel Tomodachi

Após muitos rumores e confirmações oficiosas, chega finalmente o sim oficial da plataforma.

É o maior êxito de sempre da plataforma de streaming e quase todos apostariam no que acaba de ser confirmado. “Squid Game” vai mesmo voltar para uma segunda temporada.

A confirmação oficial chegou este domingo, 12 de junho, pela mão de Hwang Dong-hyuk, o criador da série sul-coreana. Através de uma nota partilhada com os fãs, revelou que a Netflix deu a luz verde para avançar.

“Foram necessários 12 anos para dar vida à primeira temporada de ‘Squid Game”, mas bastaram 12 dias para que se tornasse na série mais popular de sempre da Netflix”, começou por notar o realizador e argumentista. “Como escritor, realizador e produtor da série, quero deixar um agradecimento a todos os fãs por todo o mundo. Obrigado por nos verem e adorarem a nossa série.”

Do que tratarão os novos episódios, pouco ou nada se sabe, mas Dong-hyuk fez questão de antecipar possíveis regressos ao ecrã.

“E agora, o Gi-hun vai regressar. O Front Man vai voltar. A segunda temporada vem aí. O homem no fato com ddakji poderá reaparecer e vão ser apresentados ao namorado de Young-hee, Cheol-su.”

Contra todas as expectativas, “Squid Game” tornou-se rapidamente na série em língua estrangeira mais vista na plataforma e, ao fim de 28 dias do lançamento, acumulava já mais de 1,6 mil milhões de horas de visualização. Um número mais do que suficiente para a coroar não só como a mais vista em língua estrangeira, mas mesmo quando comparada com as de língua inglesa.

 

07
Jun22

Nova série de “O Senhor dos Anéis” vai ter 50 episódios — e o final já está decidido

Niel Tomodachi

O projeto multimilionário vai contar com cinco temporadas com dez capítulos cada (e 50 horas de conteúdo).

A saga de “O Senhor dos Anéis” gosta de levar o seu tempo a contar a história, levando-nos numa viagem imersiva pela Terra-Média. “Anéis do Poder”, a nova série da Amazon Prime Video, manterá esta tendência, e contará com cinco temporadas de dez episódios cada.

No total, a produção terá cerca de 50 horas de conteúdo, revelou JD Payne, o produtor executivo, em entrevista à revista “Empire”. Esta duração ficou definida desde o início, o que fez com que os guionistas se adaptassem, tendo mais tendo para contar a história que acompanharemos na série.

“Eles sabiam desde o começo qual era o tamanho da obra — esta é uma grande história com um início, meio e fim muito claros. Existem coisas na primeira temporada que só vão dar frutos na temporada cinco”, conta Payne.

Muitas vezes, os realizadores e produtores dos projetos deixam-se levar pelo momento, e veem até onde a história os leva. Não será esse o caso em “Anéis do Poder”, uma vez que a última cena da temporada final já foi decidida. “Foi como se Tolkien [criador daquele universo] tivesse colocado estrelas no céu e nos deixasse fazer as constelações”, conclui o produtor.

O elenco vai contar com Peter Mullan, Morfydd Clark, Nazanin Boniadi, Cynthia Addai-Robinson, Benjamin Walker, Robert Aramayo, entre outros.

Em novembro de 2017, a Amazon Prime adquiriu os direitos para produzir uma série baseada em “O Senhor dos Anéis”, um dos maiores sucessos de sempre do cinema. Desde então que o entusiasmo em torno do projeto tem crescido, especialmente devido ao orçamento da produção: 388 milhões de euros, muito mais do que a trilogia de filmes lançada entre os anos de 2001 e 2003, que se ficou pelos 230 milhões. 

“O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” decorre mais de três mil e 400 anos antes dos acontecimentos de “O Senhor dos Anéis”. Na mitologia do escritor J. R. R. Tolkien, esta é conhecida como a Segunda Era. A produção vai unir todas as histórias principais da Segunda Era da Terra Média: a criação dos anéis, a ascensão de Sauron, o conto épico de Númenor e a última aliança entre elfos e humanos. Estreia a 2 de setembro na plataforma de streaming.

 

01
Jun22

Temporada final de “Love, Victor” tem um novo trailer

Niel Tomodachi

O triângulo amoroso que concluiu o capítulo passado poderá muito bem transformar-se num quadrado.

A história de “Love, Victor” está prestes a chegar ao fim, por coincidência, em pleno mês do Orgulho LGBTQIA+ — junho é o mês em que esta comunidade é celebrada, com vários eventos e iniciativas pelo mundo. A terceira e última temporada da série derivada de “Love, Simon” estreia na Disney+ a 15 de junho. O trailer para o projeto já foi lançado, e vamos descobrir com quem é que Victor (Michael Cimino) decide ficar:  Benji (George Sear) ou Rahim (Anthony Keyvan).

“Esta temporada mostra Victor numa jornada de autodescoberta — não apenas decidindo com quem é que quer estar, mas, mais amplamente, quem ele pretende ser. Com o final do ensino secundário à porta, Victor e os seus amigos deparam-se com um novo conjunto de problemas que devem resolver para fazerem as melhores escolhas para os seus futuros”, revela a sinopse. 

Recorde-se de que no final da última temporada vimos o jovem a ser confrontado com uma decisão importante, para a qual ainda não tinha resposta. Este será um dos elementos fulcrais do novo (e último) capítulo. Outro ponto da trama que também será essencial é Nick (Nico Greetham), um novo aluno que Victor conhece na igreja — e por quem poderá começar a desenvolver sentimentos. O triângulo amoroso da temporada passada vai, então, transformar-se num quadrado.

Na segunda temporada formaram-se novos casais, nomeadamente Pilar (Isabella Ferreira) e Felix (Anthony Turpel). A partir de 15 de junho vamos descobrir em que ponto está este relacionamento. Por outro lado, a temática LGBTQIA+, e especialmente as dúvidas que a envolvem, continuará a ser abordada na série.

 

01
Jun22

“Sort of”: a série focada numa jovem não-binária está prestes a estrear na Fox Life

Niel Tomodachi

A protagonista da série de comédia ternurenta quebrou barreiras e não revelou aos pais o feito porque temia as suas reações.

Os membros de comunidades antes afastadas das luzes da ribalta são cada vez mais os protagonistas de histórias que revelam as dificuldades de todos os que não se conformam com os padrões definidos pelo resto da sociedade. Graças a “Pose” vimos MJ Rodriguez a tornar-se na primeira mulher transgénero a receber um Globo de Ouro. Laverne Cox, outra mulher trans, também já foi premiada com um Emmy após realizar o documentário “The T Word”.

Não são cisgénero nem caucasianas, e os feitos por elas alcançados seriam inimagináveis apenas há umas décadas. A representatividade de minorias continua a ganhar força em Hollywood, e este tipo de histórias e papéis começam aos poucos a serem cada vez mais comuns. O mais recente exemplo é “Sort Of”, uma série original da HBO, que estreia na Fox Life este sábado, 4 de junho.

Tal como Rodriguez e Cox, também a estrela do projeto não se conforma com as normas impostas pela sociedade e, acima de tudo, não é branca. Bilal Baig é não-binária e de descendência paquistanesa. As suas raízes ajudarem-na a tornar-se na primeira pessoa queer, muçulmana e sul-asiática a protagonizar uma série no horário nobre do Canadá, país onde nasceu — e onde a série foi transmitida originalmente. A sua infância sempre foi muito protegida. Em Toronto, a sua vida não ultrapassava os limites dos bairros indiano e paquistanês. “Foram dessas zonas era a grande cidade má. Era o lugar onde poderíamos ser assassinados. Mas admito que ficava entusiasmada quando via a Torre CN. O cliché era verdade: a cidade encerrava muitas possibilidades. Desde que era muita jovem que tinha o pressentimento de que existiam mais coisas a acontecerem que os meus pais não revelavam. Estava curiosa.”

Na vida real, o background de Baig reflete uma vida constantemente em risco. “Sort Of” é uma série ternurenta, engraçada e humana, que não esquecee as raízes da protagonista. “Sempre consumi muitos conteúdos trans e não-binários com esperança de me ver retratada algures nos media e na arte. Penso que só começamos a correr riscos reais na criação artística quando sabemos que existem múltiplas representações de todas estas comunidades”, contou a jovem de 26 anos à “NBC News”.

Na série, encarna o papel de Sabi Mehboob, uma millenial de género fluído que tenta gerir várias identidades. É bartender num bar queer, filha mais nova de uma família paquistanesa e ama de uma família abastada. 

Durante a narrativa surge uma proposta irresistível: ir viver para Berlim, um paraíso para membros da comunidade LGBTQIA+. Recusa e decide continuar a ser ama. Quando a mãe dos miúdos tem um grave acidente, vemo-la a pensar sobre todos os aspetos da sua vida, partindo numa viagem interna que reflete sobre temas como raça, cultura, sexualidade e identidade de género. “Ela abdica apenas de um pouco de conforto na primeira temporada, e é isso que acaba por abrir um mar de possibilidade. Começa num sítio bastante protegido, mas as paredes vão todas abaixo em poucos segundos.” São as pequenas alterações que fazem com que a protagonista comece a gostar mais de si mesma.

O projeto afasta-se dos clichés que, mesmo sem nos apercebermos, vemos em séries e filmes com personagens trans. “Disseram-me que quando existe uma história com uma personagem trans, existe sempre um espelho. Vemo-los a olharem para si mesmos, a odiarem o corpo e a examinarem-se minuciosamente. Não há espelhos nesta série, e isso não foi propositado”, revela a protagonista. Em vez disso, a série tenta mostrar-nos as diferentes formas de como podemos “colaborar com outras pessoas e dispensar uma parte do controlo.” “Estamos a colocar algumas questões que nos fazem pensar na forma como partilhamos este mundo.”

Durante as gravações trabalhou com um elenco que descreve como de sonho. “Quando dizia que gostava de envolver determinada pessoa, isso simplesmente acontecia. É basicamente a minha lista de sonho de participações.”

Houve, claro, dificuldades no processo, especialmente quando Fabriio Filippo, o criador, lhe apresentou a ideia. “Porque é que uma millenial, não-binária e castanha, que sente que está em transição, deveria fazer uma história que no é sobre si própria, contigo?”, interrogou-se. Filippo revela que também ele estava a passar por uma transição, após terminar um casamento de 15 anos. A confissão tocou Baig, que adorou ouvir uma pessoa cisgénero a usar a palavra “transição”.

Apesar das reservas, não conseguiu evitar sentir-se entusiasmada quando recebeu a proposta. “Quando o Fab me pediu para aparecer na televisão, disse-lhe que o alcance que aquilo poderia ter fez-me sentir poderosa. As pessoas das minhas comunidades têm tantas dificuldades em conseguir chegar aos palcos. Estar mesmo dentro das casa das pessoas e apresentar várias identidades diferentes enquanto lá estamos… havia algo muito empoderador nisso.”

Algumas questões têm de ser sempre abordadas numa série que tem a transsexualidade tão presente, e a família é uma delas. Ellora Patnaik é Raffo, a mãe muçulmana de Sabi. Sempre esteve alheia à transição da filha, mas quando se apercebe de todas as mudanças, tenta criar uma nova relação com ela. O que se segue é uma luta interna entre o desejo de se voltar a conectar com a filha e os valores com que sempre cresceu. “Nós queríamos uma relação no contexto da qual pudéssemos sentir que não existia nenhum vilão. Nem a Sabi nem a Ellora são más uma para a outra.” Em vez disso, tentam compreender-se. “Entre elas é sempre um passo à frente e dois atrás, até chegarem ao momento em que se conseguem entender mutuamente, apesar de tudo. E isso é entusiasmante para ela [Raffo]. Vemos uma mulher sul-asiática a examinar o que significa ser mãe e dedicar-se aos filhos — particularmente a Sabi — que não se encaixam na norma.”

Tal como Sabi, também Baig derrubou muros no que diz respeito à sua relação com os pais. Gravou a série sem lhes dar conhecimento, mas, em setembro de 2021, contou que iria introduzir o tema numa conversa com a família. “Não posso simplesmente chegar e dizer´, ‘olá mãe e pai, fiz um programa de televisão.’ Tenho de os deixar entrar em todas as facetas da minha vida. Temos paredes entre nós que funcionaram durante muitos anos, mas não vão funcionar durante muito mais”, confessa. “Escrevi-lhes uma carta sobre isto, e um amigo da escola traduziu-a para urdu [o idioma indo-ariano de influência persa, turca e árabe falado no sul da Ásia], então vão haverá falhas na comunicação. Também já avisei os meus irmãos, e disse-lhes ‘se isto gerar confusão, preciso que fiquem do meu lado.'”

As críticas são positivas, e no site Rotten Tomatoes conta com uma pontuação de 100 por cento. Uma segunda temporada já foi confirmada, mas ainda não foi adiantada uma data de estreia. Na Fox Life, estreia-se a 4 de junho.

 

28
Mai22

“Man vs Bee”: Netflix vai ter uma série nova com Mr. Bean

Niel Tomodachi

Os fãs da personagem mais caricata e desastrada de sempre já podem saltar de alegria: o ator está de volta.

Boas notícias para os fãs portugueses de “Mr. Bean”: finalmente, foi confirmada a data de estreia da primeira temporada da série que marca o regresso desta personagem. A produção chega à Netflix portuguesa a 24 de junho.

Nesta comédia, Rowan Atkinson é Trevor e foi contratado para tomar conta de uma mansão enquanto os donos se ausentam de férias. A tarefa que se apresentava muito simples rapidamente se transformou numa bola de neve de peripécias. A causa: uma abelha.

A primeira temporada tem 10 episódios. Em cada capítulo, Trevor tenta das mais variadas formas matar a abelha, até que as coisas correm realmente mal e acaba em tribunal a ser julgado por 14 crimes, incluindo condução perigosa, destruição de obras de arte inestimáveis e fogo posto.

Criada pelo próprio Rowan Atkinson e William Davies, a série conta com um elenco composto por alguns atores mais conhecidos em Inglaterra. Daniel Fearn é Lewis, Chizzy Akudolu dá vida à juíza e Aysha Kala é a detetive que investiga o caos que se passou na mansão. Jung Lusi é Nina, a proprietária da casa, Tony McCarthy, o prisioneiro 1968, e Brendan Murphy é Eric.

 

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