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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

11
Nov22

Taxa de reciclagem mantém-se "vergonhosamente" nos 21%

Niel Tomodachi

A associação ambientalista Zero lamentou, esta sexta-feira, que a reciclagem se mantenha "vergonhosamente nos 21%" e que de nada tenham servido os 447 milhões de euros gastos para promover "uma política pública eficaz" no setor. Considera "pouco séria e ilegal" a atitude APA e o secretário de Estado do Ambiente e Energia, João Galamba.

Taxa de reciclagem mantém-se "vergonhosamente" nos 21%, diz a Associação Zero

"As autoridades públicas e os decisores políticos continuam a fingir que não existe uma situação gravíssima com a gestão de recursos, os quais poderiam estar a fomentar a economia circular, mas acabam depositados em aterro ou são queimados", disse a associação, em comunicado, a propósito do Relatório Anual sobre Resíduos Urbanos (RARU2021), disponível no portal da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A Zero diz que "contas mal feitas e manipulação não chegam para esconder a estagnação da reciclagem" e apela a uma mudança urgente na gestão de resíduos urbanos.

No comunicado, a associação deixa também dúvidas sobre a qualidade dos dados disponibilizados pela APA relativamente ao destino final dos resíduos, aterro, valorização energética, reciclagem material, compostagem e outras valorizações.

E justifica: "A soma das percentagens dos destinos finais relativa aos anos de 2019, 2020 e 2021 nunca chega aos 100%, ficando-se pelos 97%, 98% e 98%, respetivamente, situação que se repete, mas de forma ainda mais evidente, nos dados apresentados para cada SGRU (Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos) para o ano 2021", com os valores dos destinos finais a variarem entre 67% e 102%.

Mais grave ainda, no entender da associação, é que se insista na utilização de uma forma de cálculo que "continua a manipular a taxa de preparação para a reutilização e reciclagem" e que é considerada "inválida" pela Comissão Europeia.

Assim, acusa, esta taxa chega "de forma artificial" a 33%, no ano passado, "quando na realidade se ficou por uns preocupantes 21%".

Diz a Zero que com esta atitude "pouco séria e ilegal", a APA e o secretário de Estado do Ambiente e Energia, João Galamba, transmitem a ideia de que os números estão melhores do que a realidade e "criam condições que promovem a despreocupação e a inércia dos municípios e dos restantes agentes do setor".

No comunicado, a propósito das políticas para esta área, a Zero considera "cada vez mais evidente que a fusão das secretarias de Estado da Energia e do Ambiente está a ter péssimos resultados para o setor dos resíduos".

E entende que a política pública deve essencialmente investir na prevenção e reutilização, na recolha seletiva porta-a-porta, na compostagem doméstica e comunitária, no tratamento dos resíduos focado na reciclagem de qualidade, e na "implementação sem mais atrasos do sistema de depósito e retorno de embalagens descartáveis de bebidas".

De acordo com os dados da APA, no ano passado foram produzidas em Portugal 5,311 milhões de toneladas de resíduos urbanos, mais 1% do que em 2020. A produção de resíduos urbanos no continente corresponde a uma produção diária de 1,40 quilos por habitante.

Ao nível da recolha, "não se verificaram diferenças significativas ao longo dos últimos anos", prevalecendo a recolha indiferenciada.

"Apesar de nos últimos anos ter havido um incremento no número de infraestruturas para a recolha seletiva, a mesma não teve os reflexos proporcionais nos quantitativos recolhidos seletivamente", diz-se no relatório da APA, segundo o qual em relação aos destinos finais a reposição em aterro foi no ano passado 56% do total de resíduos urbanos.

 

19
Set22

The Trash Traveller, a viagem com um sentido

Niel Tomodachi

É alemão, anda de bicicleta mapa de Portugal acima e abaixo e largou a biomedicina para chamar a atenção para… o lixo.

Foto: The Thrash Traveller

Andreas Noe é, acima de tudo, um tipo bem disposto. Intitula-se The Trash Traveller, canta “canções ridículas” e faz sorrir as pessoas. Pelo caminho, espera consciencializá-las para a luta que o move: acabar com o consumo de plástico de uso único.

Encontrámo-lo em Matosinhos, no âmbito do Travel Fest da Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, à maegem do qual fez o que mais gosta: limpar praias.

Foto: The Thrash Traveller

Formado em biomedicina, conheceu Portugal através do surf e depressa percebeu que uma país com tão generosa costa se torna diariamente num recetáculo do lixo do Mundo.

Desistiu da carreira e da sua Alemanha, agarrou na carrinha que é sua casa e desatou a percorrer Portugal atrás de plástico. Com um ukelele que lhe foi oferecido por um viajante que cruzou algures às costas, a cantar num português delicioso letras tão parvas que só podem ficar na memória.

Foto: The Thrash Traveller

Objetivo: fazer passar a mensagem: “Sou um viajante de lixo, com um ukelele de lixo, tenho uma voz de lixo e canto canções de lixo”, conta Andrea, entre duas músicas. Uma delas é uma adaptação simples da Casa Portuguesa que Amália eternizou. Em versão lixo, claro.

“Não é porque o lixo seja pior em Portugal do que noutro lugar, mas porque adoro Portugal!”, ressalva o ativista, que se diz “chocado com o que os homens estão a fazer ao Planeta”.
Foto: The Thrash Traveller

Até então avesso às redes sociais, percebeu que usá-las ajudaria a luta a que se entregou. Andou 160 dias a recolher uma tonelada de plástico e a partilhar 160 vídeos e fotografias castiças, até um frigorífico apanhou e da porta fez uma “prancha de surf”.

Percebeu que não era suficiente e resolveu dedicar dois meses seguidos a descer por areais do Minho ao Algarve: em 832 km juntou 1,62 toneladas de lixo e centenas de pessoas e associações e ONGs e conquistou um movimento em plena pandemia.

Até que um dia foi recebido ao fim do dia por um senhor a agraciá-lo com água… numa garrafa de plástico de uso único. “OK, tenho de alterar a mensagem”, compreendeu. Tinha de convencer as pessoas a largar de vez o plástico.

E partiu à cata do item de plástico que mais se descarta para a Natureza: beatas de cigarro. Em dois meses, recolheu, com mais de 600 pessoas e 70 ONGs, 1,1 milhão de beatas em 38 cidades e praias. E fotografou-se deitado e coberto delas em “obras de arte efémeras”.

“Não se trata de limpar, trata-se de alterar a raiz do problema”, explica Andreas, que lançou uma campanha em defesa da implementação de um sistema de depósito para embalagens.

Foto: The Thrash Traveller

Pegou num quadro de bicicleta velho e em peças de 14 bicicletas descartadas, construiu a “Rosa” e deu a volta a Portugal e, 2370 km a explicar às pessoas que o Mundo tem materiais e coisas que cheguem e não precisa de fabricar mais e que o plástico só vai parar à Natureza “porque não tem valor”.

Apanhou 4599 garrafas e latas e documentou tudo com imagens no Instagram e lançou uma petição com várias ONGs que têm lutado nessa questão há anos e que espera vir a entregar ao Governo português. Para dar valor ao que é descartável e fazer perceber, pelo dinheiro, que pode ser reutilizado. Porque só 10% do plástico acaba reciclado em Portugal.

Foto: The Thrash Traveller

14
Set22

Recuperação de resíduos na UE passa 1,2 milhões de toneladas em 2020

Niel Tomodachi

A taxa de recuperação de resíduos na União Europeia (UE) aumentou, em 2020, para 1,2 milhões de toneladas, face aos 870 milhões de toneladas registados em 2004, segundo dados do Eurostat.

Recuperação de resíduos na UE passa 1,2 milhões de toneladas em 2020

De acordo com um boletim do serviço estatístico da UE, em 2020 foram recuperadas 1.221 milhões de toneladas de resíduos, uma subida que representa também um aumento de 46% (em 2004) para os 60% (2020) da percentagem de valorização no tratamento total de resíduos.

As maiores taxas de reciclagem foram registadas em Itália (83%), Bélgica (74%), Eslováquia e Letónia (64% cada), enquanto os aterros foram a principal solução para os resíduos na Roménia (93%, contra 5% de reciclagem), Bulgária (92% e 8%, respetivamente) e Finlândia (84% contra 10%).

Portugal apresentava, há dois anos, uma taxa de reciclagem de mais de 40%, que ultrapassa os 60% quando consideradas a reutilização e o aproveitamento energético dos resíduos.

 

21
Jul22

Aprender a reciclar na praia e ensinar os mais velhos

Niel Tomodachi

Projeto Reciclomania juntou mais de 160 crianças, na manhã desta quinta-feira, na Praia de Matosinhos, para aprenderem a reciclar através de um jogo de tabuleiro gigante em que são eles os próprios peões.

O dado é lançado, as crianças saltam e avançam de casa em casa, respondem a questões sobre reciclagem que lhes são colocadas e, finalmente, entre abraços e sorrisos inocentes ouvem-se frases de apoio e vitória entre os mais novos.

"É um jogo muito interativo e positivo que passa mensagens importantes", diz Adriana Afonso, gestora de marketing e comunicação da Sociedade Ponto Verde. "O objetivo é sensibilizar as crianças para depois elas influenciarem os mais crescidos a reciclarem", acrescenta.

Esta é a primeira edição do Reciclomania, que percorre cerca de 20 praias de norte a sul, durante o mês de julho, passando pelo distrito do Porto entre esta quinta e sábado, ocupando a praia de Matosinhos, de Leça da Palmeira e a dos Beijinhos na Póvoa de Varzim.

Desde o dia 4, data em que o projeto arrancou, cerca de duas mil crianças participaram na atividade. Em Matosinhos, cerca de 160 entraram na brincadeira.

Com quatro tabuleiros dispostos no areal, os alunos das escolas e colónias vão jogando, fazendo um circuito entre as atividades do campo de férias e a atividade de reciclagem.

"É uma atividade muito divertida, aprendi a reciclar e a ajudar o planeta", contou Maiara Pires, de oito anos. "Sabes que o papel e o cartão vão para o ecoponto azul, o vidro para o verde, o plástico para o amarelo e o resto para o preto?", perguntou ainda Maiara, a pequena curiosa.

Já Pedro Pinto, de 10 anos, queixou-se da dificuldade das perguntas mas ficou contente pelo que aprendeu: "as perguntas que me calharam eram as mais difíceis mas aprendi muita coisa e agora já sei reciclar".

Raquel Pelica, da Ponto Verde, reforçou que "o objetivo do jogo não é haver um vencedor mas que as crianças fiquem a conhecer a reciclagem, aprendam e transmitam o que aprenderam em casa".

Bruno Anastácio, de oito anos, reconhece a importância de reciclar e já a faz em casa desde muito novo, por influência da mãe. "Ela ensinou-me a separar o lixo e teve a ideia de usar sacos de lixo recicláveis para ajudar o ambiente, todos podemos fazer isso", sugeriu.

Sobre o local escolhido para a Reciclomania, Adriana Afonso diz que "a praia é o sítio onde as crianças costumam estar no verão, o que se tornou num bom casamento: levar a reciclagem de embalagens de uma maneira divertida e lúdica para as praias", contando ainda que é nesses locais que se encontram muitas colónias de férias e é possível reunir as suas crianças para a atividade".

David Pires, chefe de um dos campos de férias presente na atividade, contou ao JN que "o objetivo do campo é diversificar ao máximo as atividades, não se podia recusar a oportunidade de participar neste jogo".

As amigas Carolina Carvalho, Luísa Oliveira, Leonor Valente e Mariana Sarmento, de 11 anos, fazem parte do Campo de Férias David Pires e preenchem as semanas de verão a brincar.

"Aqui fazemos desporto, surf, vamos aos insufláveis e ao cinema e também temos tempo livre para estarmos juntos", enumerou Mariana Sarmento.

"Este grupo é fixe, porque andávamos na mesma escola e foi o campo de férias que nos uniu e intensificou os nossos laços de amizade", contou Luísa Oliveira.

Numa altura em que se fala muito de "sustentabilidade" e de ambientalismo, a reciclagem ganha uma importância maior. "Temos metas muito ambiciosas e sabemos que os portugueses têm reciclado cada vez mais. Prova disso é que, só no primeiro semestre de 2022, houve um aumento de 6% na reciclagem de embalagens, o que é um número muito positivo", concluiu Adriana Afonso, apelando para que toda a população recicle mais e melhor.

 

28
Jun22

O país que proibiu nadar e mergulhar para proteger um tesouro

Niel Tomodachi

A ilha de Hon Mun, no Vietname, é conhecida pelas suas praias paradisíacas, frequentadas por milhares de turistas. A partir de agora, é expressamente proibido nadar e mergulhar naquelas águas.

A razão é simples. O Governo vietnamita pretende proteger o já de si muito danificado recife de coral lá existente, o que para muito contribuiu a grande procura por parte de mergulhadores.

“Queremos avaliar as condições da área sensível do recife para que possa ser levado a cabo um plano adequado a fim de decretar a área de conservação do mar”, explicaram as autoridades locais.

Cerca de 60% do mar costeiro em Hon Mun estava coberto por corais vivos em 2020. Descobertas recentes mostraram que o valor diminuiu para menos de 50%.

A pesca ilegal, dragagens e construções de parques industriais foram também fatores que contribuíram para o drama ambiental.

Com mais 3200 quilómetros de costa, o Vietname tem tomado medidas alargadas de proteção ambiental, mesmo que choquem com a não escondida busca por receitas turísticas.

Os recifes de coral em todo o Sudeste Asiático foram fortemente atingidos pelo aquecimento global.

A sua degradação, diz a comunidade científica, pode ter efeitos devastadores ambientais e económicos.

O Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas alertou que 4,5 milhões de pessoas na Ásia e na região do Oceano Índico podem ser afetadas por recifes danificados.

 

17
Mai22

Ambientalistas fazem retrato de falhanço português em Dia Internacional da Reciclagem

Niel Tomodachi

Portugal fica mal na fotografia sobre o Dia Mundial da Reciclagem, com a associação Zero a apontar "falhanço" nos resíduos. Sociedade Ponto Verde aponta melhorias, mas ressalva que se podia melhorar.

Os benefícios da reciclagem - LAR Plásticos – Qualidade que Transforma

Portugal fica mal na fotografia ambientalista sobre o Dia Mundial da Reciclagem, com a associação Zero a apontar “falhanço” em todos os resíduos, enquanto a sociedade Ponto Verde aponta melhorias, mas ressalva que podia fazer-se melhor.

Citando dados relativos a 2020, a Zero indica que 16,1 por cento dos resíduos urbanos produzidos foram enviados para reciclagem, ainda longe da meta de 55% pretendida para 2045.

O mesmo se passa nos resíduos elétricos e eletrónicos, dos quais 15% foram recolhidos em 2020, menos de um quarto da meta de 65% estabelecida para esse ano.

O barómetro da reciclagem melhora no que se refere a embalagens de pesticidas, com 48,4% de recolha em 2020, ano em que a meta era 55%, e em relação a pilhas, com uma recolha de 29% em 2019 face a uma meta de 45% para 2020.

A Zero assinala que a taxa de reciclagem de resíduos urbanos desceu 4,9 pontos percentuais em 2020 e aponta que os números “contrariam o discurso oficial de que em ano de pandemia teria havido uma adesão generalizada às práticas de encaminhamento de recicláveis”.

A associação ambientalista considera que a “continuação da aposta na recolha seletiva através de ecopontos em vez da recolha porta-a-porta” contribui para explicar a “estagnação, ou mesmo redução” da taxa de reciclagem ao longo de anos.

Afirma ainda que há um “subfinanciamento do sistema de recolha seletiva pelas entidades gestoras de embalagens” o que representa prejuízos anuais de 35 milhões de euros para os municípios, e que as embalagens colocadas no mercado são mais do que as são declaradas: os produtores declaram 16%, mas surgem 27% de embalagens nas caracterizações de resíduos urbanos.

A taxa de gestão de resíduos, acrescenta a Zero, é “muito reduzida” e não desincentiva o envio para aterro ou queima de materiais que podiam ser reciclados.

No que toca aos resíduos elétricos e eletrónicos, há “um colapso há muito anunciado”, com os produtores a subfinanciarem o sistema de gestão – défice anual da ordem dos 50 milhões de euros – e os comerciantes e distribuidores a não cumprirem “a sua obrigação de recolha do equipamento velho na venda do novo”, que contribui para o “desvio de frigoríficos para destinos ilegais”.

A Zero defende que é preciso um sistema de depósito/retorno, uma “ferramenta essencial” para pôr as pessoas reciclar.

Assinalando o Dia Internacional da Reciclagem com o lançamento de uma campanha que promete “prémios aos cidadãos, comunidades e juntas de freguesia”, a sociedade Ponto Verde considera que “se cada cidadão reciclasse, em média 4,5 quilogramas de embalagens por mês, seria possível atingir as metas nacionais”.

“Portugal é um bom país de reciclagem de embalagens e tem capacidade instalada para reciclar mais e melhor”, considera, acrescentando que “se cada cidadão reciclasse, em média, 4,5 kg de embalagens por mês, seria possível atingir as metas nacionais”. Para já, há “um ecoponto por 143 habitantes”, um total de 70 mil face aos 45 mil de 2019.

“É necessário melhorar bastante o desempenho do sistema e do serviço entregue ao cidadão”, defende a Ponto Verde, salientando que em 2021 foram enviadas para reciclagem “435 mil toneladas de embalagens”, mais 6,4% do que no ano anterior, enquanto no primeiro trimestre deste ano foram recicladas mais 105 mil toneladas no que no período homólogo do ano passado.

No dia 19 de maio, os membros do Pacto Português para os Plásticos, que junta mais de cem empresas, autarquias e entidades ligadas ao plástico lançam uma campanha de incentivo à reciclagem.

“Recicla o Plástico” é o nome da campanha destinada a pessoas com idades entre 18 e 30 anos, que estará visível a partir de quarta-feira na rua e lojas dos membros do Pacto, e no site recicla.pactoplasticos.pt, onde se podem esclarecer dúvidas sobre a reciclagem.

 

29
Abr22

Cientistas defendem fim da produção de plástico novo até 2040

Niel Tomodachi

Nove cientistas declararam ontem que a reciclagem não vai chegar para travar a poluição por plásticos, defendendo que a produção de novo plástico deve parar até 2040.

Cientistas defendem fim da produção de plástico novo até 2040

Numa carta aberta, iniciada pela alemã Melanie Bergmann, do Instituto Alfred Wegener, e publicada na revista Science, os cientistas argumentam que mesmo utilizando a capacidade máxima para reciclar o plástico produzido, continuariam a ser libertados no meio ambiente 17 milhões de toneladas de plástico anualmente.

Citando investigação produzida em 2020, afirmam que anualmente são produzidos 450 milhões de toneladas de plástico, um total que "deverá duplicar até 2045".

A quantidade de aplicações dos plásticos faz com que a sua massa atual represente "mais do que a massa de todos os animais terrestres e marinhos juntos" e é "impossível garantir a segurança de todo o plástico e produtos químicos existentes" por causa do ritmo a que surgem e aparecem no ambiente, numa "forma de poluição irrecuperável e irreversível", alertam.

O ciclo de vida útil do plástico representa 4,5 por cento das emissões de gases com efeito de estufa e até 2050 poderá gastar mais de um décimo do "orçamento carbónico".

De acordo com investigação científica publicada em 2020 pela revista Science, se todas as soluções conhecidas forem adotadas agora, incluindo a substituição de plástico por outros materiais, reciclagem e gestão de resíduos melhoradas, as emissões provocadas pelo fabrico de plástico só desceriam 79% nos próximos 20 anos. Os cientistas subscritores da carta aberta, baseados no Canadá, Alemanha, Índia, Noruega, Suécia, Turquia, Estados Unidos e Reino Unido sustentam que se deve acabar progressivamente com a produção de novo plástico.

A ONU adotou em março uma resolução que visa a assinatura do primeiro tratado internacional sobre poluição por plástico, mas ainda não se sabe se incluirá o fim da produção ou se falará sequer de químicos relacionados com plástico.

"A produção que cresce exponencialmente é a raiz do problema e as quantidades de plástico que já produzimos já ultrapassam os limites planetários", afirmou Bethanie Carney Almroth, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

23
Mar22

Sem saber como ajudar os refugiados ucranianos? Comece pelo seu "mono"

Niel Tomodachi

Vivemos tempos sem precedentes. Ninguém queria nem esperava testemunhar acontecimentos que, um dia, estarão nos manuais de História. Neste momento, toda a ajuda é bem-vinda para reconstruir a vida de quem chega. E esse gesto solidário pode estar escondido na sua arrecadação.

Sem saber como ajudar os refugiados ucranianos? Comece pelo seu "mono"

Em apenas três semanas, são já mais de dez mil os refugiados ucranianos que chegaram a Portugal. De acordo com os dados divulgados por Cláudia Pereira, secretária de Estado para a Integração e as Migrações, a grande maioria são "mulheres com duas crianças". E prevê-se que o número de famílias separadas por uma guerra que não escolheram aumente.

Estas mães, avós, filhos e netos chegam apenas com a roupa que têm no corpo. Além das malas que não conseguiram trazer, os seus corações também ficaram. Foram deixados com os entes queridos na Ucrânia, retidos pela Lei Marcial ou por se terem recusado a abandonar o país ao qual sempre chamaram casa.

Perante este desastre, o mundo ficou em suspenso. As notícias diárias sobre o desenrolar e as vítimas da guerra despertaram-nos o desejo de ajudar. Porém, também aumentaram a incerteza. Como ser útil, neste momento? Todos os gestos fazem uma enorme diferença. Especialmente na vida de quem recomeça, ao mesmo tempo que tenta consertar os destroços do que restou: recomeçar uma vida, um lar, uma rede de apoio.

Sem saber como ajudar os refugiados ucranianos? Comece pelo seu "mono"

Se tem um eletrodoméstico velho em casa, pode entregá-lo numa loja Worten para que este seja reciclado. Através do programa Worten Transforma, e com base na receita dessa reciclagem, a marca vai doar novos eletrodomésticos e aparelhos tecnológicos a quem mais precisa, sendo que, neste caso, todos os equipamentos serão entregues a famílias ucranianas, para equipar os espaços onde serão acolhidas. O objetivo é dar a todas estas pessoas os equipamentos essenciais para tornar a sua adaptação ao País a melhor possível.

Esta iniciativa é mais um passo em frente no caminho da solidariedade que o programa Worten Transforma tem desbravado. O programa já recebeu mais de 66 mil toneladas de "monos" elétricos e eletrónicos. Embora esses equipamentos parecessem obsoletos, quando estavam fechados na nossa casa, tinham uma missão escondida: serem reciclados, para que, com isso, a Worten pudesse doar, a milhares de instituições nacionais, mais de 24 mil novos equipamentos.

Desde o lançamento do Worten Transforma, em 2009, este apoio da marca já se traduziu num investimento superior a 2,3 milhões de euros, melhorando a vida de 680 mil utentes. E, agora, vai levar um pouco de esperança a quem a guerra já tirou tanto.

(S)

25
Jan22

Quem devolver as embalagens usadas de bebidas vai ganhar (muitos) prémios

Niel Tomodachi

Os dois projetos já recolheram mais de 18 milhões de embalagens de plástico. Agora regressam para mais uma edição.

Até junho de 2022, a entrega de embalagens de bebidas nos espaços comerciais para reciclagem e incorporação como matéria-prima na produção de novos produtos é sinónimo de ganhar pontos e prémios.

Isto acontece devido ao regresso de mais uma edição, após o sucesso da anterior, dos programas “Quando do Velho se Faz Novo” e “Bebidas+Circulares”. Sensibilizar os consumidores para os benefícios de praticar uma economia circular e desenvolver a sua consciência ambiental são os grandes objetivos das iniciativas.

“A partir de agora, cada embalagem devolvida vale um ponto e os utilizadores são incentivados a acumular pontos que poderão ser trocados por prémios que apelam a comportamentos sustentáveis”, explica a iniciativa em comunicado.

Os participantes são assim motivados a deixarem as embalagens para as quais já não encontram utilidade numa das máquinas de recolha automática disponíveis nos espaços comerciais aderentes — há 34 pontos de recolha espalhados pelo País.

Além da possibilidade de trocar pontos por prémios — cujo catálogo só vai estar disponível a partir de dia 31 de janeiro —, os utilizadores destas plataformas ficam “imediatamente habilitados a participar em passatempos semanais e mensais”.

Na primeira fase do projeto-piloto “Quando do Velho se Faz Novo”, mais de 16,6 milhões de embalagens de bebidas de plástico foram entregues num dos 23 pontos de recolha que disponibiliza em todo o País, o que possibilitou a reciclagem de 472 toneladas de plástico PET para dar origem a material reciclado de elevada qualidade.

Já o ‘Bebidas+Circulares’ , que funciona apenas no concelho de Lisboa, contribuiu para a recolha de mais de dois milhões de embalagens de bebidas em plástico PET, latas de metal e garrafas de vidro, que correspondem a perto de 150 toneladas de materiais encaminhados para reciclagem, de acordo com a organização.

 

05
Jan22

Sumol cria linha de mobiliário com materiais reciclados

Niel Tomodachi

De grades e garrafas de vidro vão nascer bancos, mesas, balcões e até cadeiras. Tudo para ser usado em esplanadas.

Sumol juntou-se à Sociedade Ponto Verde para criar uma linha de mobiliário feita com materiais reciclados. Estes equipamentos não estarão à venda para o público em geral, mas vão ser usados em espaços comerciais, como é o caso de cafés e esplanadas, ou ainda em eventos, como os festivais promovidos pela marca.

“Ao darmos uma nova vida a materiais icónicos da Sumol conseguimos não apenas melhorar a nossa imagem e posicionamento global junto nos nossos clientes, através de um visual emotivo e trendy, mas também sensibilizar para uma forma diferente e sustentável de criação de valor”, explica Rodrigo Costa, diretor de marketing para Portugal e Espanha da Sumol+Compal.

O mobiliário de rua da marca incluirá mesas, bancos e cadeiras.
 
 

De grades de plástico, garrafas de vidro, bidões de polpa de fruta que já não seriam de todo usados, vão surgir as diferentes peças de mobiliário. É o caso de balcões, bancos, mesas e até cadeiras.

O objetivo passa também por alertar os consumidores para a importância da reciclagem e reutilização de materiais. Com esta iniciativa a marca prevê reutilizar 1.500 grades e paletes, 10.500 garrafas de vidro, e mais e 100 bidões de grandes e pequenas dimensões. Serão perto de 80 os clientes que vão receber estes novos materiais de decoração.

 

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