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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

30
Jan23

França apresenta plano de luta contra racismo, antissemitismo e discriminação por orientação sexual

Niel Tomodachi

França apresenta plano de luta contra racismo, antissemitismo e discriminação por orientação sexual

A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, apresentou hoje um plano de combate ao racismo, ao antissemitismo e à discriminação com base na origem, visando, em particular, tornar os jovens menos vulneráveis a mensagens de ódio.

É ao dar a conhecer que impedimos que a história se repita“, disse Borne, cujo pai, judeu, foi deportado e depois se suicidou quando ela tinha 11 anos.

Num procedimento pouco vulgar, o plano do Governo francês inclui explicitamente o combate à discriminação de pessoas de etnia Roma ou cigana.

Durante a sua escolaridade, cada aluno terá de participar na “visita de um sítio histórico ou memorial relacionado com racismo, antissemitismo ou anticigano“, porque “é desde a infância que se podem estabelecer estereótipos“, declarou a chefe do executivo francês.

É na nossa juventude que abundam algumas teorias da conspiração. É também sobre os nossos jovens que as mensagens de ódio nas redes sociais têm mais efeito“, sublinhou.

O novo plano 2023-2026 prevê uma série de medidas que afetam setores desde a educação ao emprego, à justiça e ao desporto.

Tem como objetivo detetar e combater a discriminação no emprego, nas empresas, na escola, nos transportes e outras áreas e “desenvolver ferramentas” com plataformas digitais e influenciadores. 

Os suportes para denúncia por todos aqueles que sejam vítimas de discursos de ódio nos transportes, por exemplo, estão previstos para março e o plano vai também focar-se no acesso à habitação para “destacar as boas práticas e denunciar as más“.

Borne prometeu “total firmeza na resposta a crimes” de racismo, antissemitismo e discriminação, permitindo “a emissão de mandados de detenção” contra pessoas que “usem indevidamente a liberdade de expressão” para esse fim. 

Não haverá impunidade para o ódio“, afirmou a chefe do governo francês, que escolheu o Instituto do Mundo Árabe para apresentar este plano que inclui 80 medidas.

Entre elas, prevê ainda o agravamento das sanções em casos de expressão racista ou antissemita por pessoas que pertençam às autoridades públicas ou que estejam adstritas a uma missão de serviço público, acrescentou.

O plano deve permitir “medir melhor” estes fenómenos, “educar e treinar melhor“, “punir melhor” os autores e “acompanhar melhor as vítimas“, resumiu a primeira-ministra francesa.

Será também implementado um código de conduta para videojogos e ‘e-sports’. 

Elisabeth Borne anunciou ainda, durante a apresentação do plano, a criação no local de um antigo campo de concentração, no oeste da França, de um museu em memória dos ali alojados durante a Segunda Guerra Mundial.

Em junho, o Governo francês deverá apresentar um outro plano contra a discriminação por orientação sexual.

 

13
Set22

Tanzânia ameaça quem publique conteúdos a promover relações homossexuais

Niel Tomodachi

O Governo da Tanzânia manifestou-se contra a publicação de conteúdos nas redes sociais que promovem as relações homossexuais e alertou que os responsáveis pelas mesmas podem ter de enfrentar a Justiça.

Tanzânia ameaça quem publique conteúdos a promover relações homossexuais

"Deixem-me aproveitar esta oportunidade para emitir um aviso a qualquer um que distribua estes conteúdos para a comunidade: uma forte ação será tomada contra qualquer pessoa envolvida", avisou o ministro da Informação da Tanzânia, Nape Nnauye, citado pelo jornal tanzaniano 'The Citizen'.

Deste modo, o ministro disse estar a defender as crianças do que descreveu como conteúdos impróprios. "É responsabilidade de todos, começando pelos pais, responsáveis e escolas, onde as crianças passam muito tempo a estudar", afirmou.

Nnauye sublinhou que mesmo os administradores de grupos de WhatsApp podem ser considerados culpados perante as medidas legais em vigor e deixou claro que a Tanzânia procurará bloquear completamente esse tipo de material.

"Após um acompanhamento atento dos vídeos que estão a ser distribuídos, percebemos que através da globalização dos conteúdos em todo o mundo, alguns espetadores de conteúdos pagos viram aquele tipo de conteúdos e distribuíram-nos nas redes sociais", criticou.

As autoridades da Tanzânia criaram, em março de 2018, um órgão para supervisionar a publicação de conteúdos que promovam a homossexualidade.

Os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são ilegais na Tanzânia, e os condenados estão sujeitos a penas até 30 anos de prisão.

 

13
Jun22

Emirados proíbem filme por cena de beijo entre duas pessoas do mesmo sexo

Niel Tomodachi

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje a proibição do filme de animação 'Lightyear', da Pixar Studios, o primeiro da grande produtora norte-americana a conter uma cena de beijo entre duas pessoas do mesmo sexo.

Emirados proíbem filme por cena de beijo entre duas pessoas do mesmo sexo

Estado do Golfo, que inclui o emirado de Dubai em particular, e tem um Ministério da Tolerância, é relativamente liberal em comparação com os seus vizinhos, mas continua governado por inúmeras restrições no aspeto político e social.

"O filme de animação 'Lightyear', que tem estreia prevista para 16 de junho, não está autorizado a ser exibido em nenhum cinema dos Emirados Árabes Unidos, por violação das normas relacionadas ao conteúdo mediático vigentes nos Emirados Árabes Unidos", anunciou o Media Regulatory Office no Twitter.

De acordo com este órgão dependente do Ministério da Cultura e Juventude, todos os filmes "estão sujeitos a acompanhamento e avaliação antes da data de exibição ao público de forma a garantir que os conteúdos difundidos sejam adequados no que diz respeito à classificação etária".

Questionado pela agência de notícias francesa AFP, o ministério não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre as "normas" violadas pelo 'Lightyear', já tendo sido afixados nas ruas do Dubai cartazes do filme.

Esta proibição ocorre seis meses depois de o país ter anunciado que os filmes exibidos nos seus cinemas não seriam mais censurados, mas apenas classificados de acordo com a idade dos espetadores, com uma nova categoria de obras proibidas para menores de 21 anos.

A censura é uma prática muito difundida no mundo árabe, especialmente na região muito conservadora do Golfo. Filmes que contêm cenas consideradas prejudiciais à moral são muitas vezes cortados ou até mesmo completamente proibidos.

Em abril, a Arábia Saudita pediu à Disney que retirasse "referências LGBTQ" ao filme da Marvel, 'Doutor Estranho no Multiverso da Loucura', para que não pudesse ser exibido nos cinemas do reino ultraconservador, vizinho dos Emirados.

Nos últimos anos, os Emirados adotaram reformas sociais apresentadas como liberais para atrair mais expatriados, sendo o país composto por cerca de 90% de estrangeiros de todo o mundo.

Apesar dessas reformas, a Organização Não Governamental Human Rights Watch acusou, na semana passada, as autoridades de criminalizar "atos vagos" como qualquer comportamento que "ofenda a modéstia e a moral pública" ou que "incite uma vida de pecado".

 

29
Dez21

Qatar proíbe brinquedos com as cores do arco-íris por serem contra a religião

Niel Tomodachi

As autoridades mandaram apreender milhares de peças para crianças por serem "contrários aos valores islâmicos".

Qatar será a sede do Campeonato do Mundo de Futebol de 2022 e, apesar da criminalização da homossexualidade ser uma realidade presente na sociedade do país do Golfo, o governo assegura que todos serão bem-vindos. Porém, a questão da liberdade individual no território começou a ser novamente falada após as autoridades começarem a apreender brinquedos que consideram ser “contrários aos valores islâmicos”.

Todos tinham a mesma característica: as cores. O arco-irís é muitas vezes associado à comunidade LGBTQIA+, sendo o elemento principal da bandeira que a acompanha. Foi devido a esse fator que decidiram tirar todos os brinquedos com arco-íris das prateleiras das lojas.

A informação foi divulgada no Twitter pelo Ministério do Comércio e Indústria. “Campanhas de inspeção em lojas de diferentes regiões do Qatar levaram à apreensão de brinquedos infantis contrários aos valores islâmicos”, lê-se na publicação.

“O Ministério pede a todos os cidadãos e moradores que revelem qualquer mercadoria com logos ou desenhos contrários às tradições”, adiantou a agência noticiosa QNA, citada pela AFP.

 

 

 

29
Out21

Texas proíbe jovens trans de participarem nos desportos femininos escolares

Lei foi assinada pelo governador republicano, Greg Abbott.

Niel Tomodachi

As jovens transgénero já não terão permissão para participar em equipas desportivas de escolas públicas no estado americano do Texas, de acordo com um novo projeto de lei que foi assinado pelo governador Greg Abbott na ultima segunda-feira, 25 de outubro.

O projeto foi aprovado pelos parlamentares estaduais a 15 de outubro e deve passar a vigorar a partir de 18 de janeiro, afetando atletas que fazem parte das equipas escolares e universitárias.

Grupos de defesa da igualdade de direitos trans condenaram a medida como discriminatória. A Human Rights Campaign, um grupo de defesa dos direitos LGBTQ+, disse que pretende contestar a lei nos tribunais. A ONG Athlete Ally classificou a aprovação do projeto como “desoladora”.

Também a plataforma Equality Texas se manifestou em comunicado: “Se os texanos querem proteger as crianças, o objetivo não deve ser impedir que as crianças trans participem no desporto, mas dar a todas as crianças a liberdade de fazer amigos e brincar sem temer o tipo de discriminação que muitos trans mais velhos sofrem diariamente”, lê-se no Twitter oficial da plataforma.

 

Os grupos argumentam que o verdadeiro propósito deste tipo de lei é criar afirmações falsas para agitar a base conservadora do governador Abbott e que há poucas evidências de que mulheres ou meninas trans tenham vantagem nos desportos em virtude do sexo que lhes foi atribuído no nascimento.

A National Collegiate Athletic Association (NCAA), que organiza os desportos universitários dos Estados Unidos, declarou em abril que só realizaria eventos em estados “livres de discriminação”.

 

Texas junta-se a outros estados

 

Vários outros estados americanos, incluindo o Alabama, Arkansas, Mississippi, Dakota do Sul, Montana, Tennessee e West Virginia, aprovaram leis ou medidas provisórias semelhantes nos últimos anos.

No 1º de junho, o Mês do Orgulho da comunidade LGBTQ+, o governador da Flórida proibiu as meninas transexuais de competirem em equipas desportivas nas escolas.

Idaho foi o primeiro estado a promulgar uma lei nesse sentido, ainda em 2020. No entanto, um tribunal federal barrou a implementação, enquanto ainda são analisadas contestações jurídicas.

Em 2021, pelo menos 35 projetos de lei para excluir jovens trans do atletismo foram apresentados em 31 estados, contra 29 em 2020 e dois em 2019, de acordo com uma contagem publicada pela Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais dos EUA.

 

22
Out21

Polónia quer restringir educação sexual e a defesa pública de minorias sexuais

Niel Tomodachi

Os temas vão começar a ser debatidos no Parlamento polaco na próxima semana. Nesse sentido, o ministro da Educação já tinha prometido “tornar as escolas mais decentes” e não permitir, por exemplo, menções a “géneros não biológicos” nos livros didácticos.

Um grito mudo: a luta LGBTQI+ na Polónia por igualdade e direitos humanos

O Governo da Polónia quer restringir a educação sexual e a defesa pública das minorias sexuais, quando se cumpre um ano de uma sentença polémica que proibiu o aborto no país.

Para atingir esse objectivo, o Parlamento polaco pretende começar a debater na próxima semana uma reforma promovida pelas mesmas associações fundamentalistas católicas que promoveram a proibição do aborto, anunciada há um ano, e cujo procedimento parlamentar é apoiado pelo Governo.

O ministro da Educação polaco, Przemyslaw Czarnek, já prometeu “tornar as escolas mais decentes” e não permitir, por exemplo, menções a “géneros não biológicos” nos livros didácticos.

O ministro defende que se deve incorporar “a visão de vida e os ensinamentos de [o Papa] João Paulo II”, bem como convencer as meninas de que “ter uma carreira” antes de ter um filho “é perigoso e não é o que devem fazer”, alegando que “elas foram chamadas por Deus”.

Com o respaldo político do Governo, também uma fundação pró-vida e a activista conservadora Kaja Godek propõem a proibição de reuniões públicas e manifestações que defendam o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou reivindiquem direitos para essas pessoas, como a adopção de crianças ou o reconhecimento da sua união legal.

A fundação lançou uma petição que atende a uma iniciativa que reuniu mais de 100 mil assinaturas e que visa impedir que identidades de género não biológicas sejam aceites ou que seja promovida a actividade sexual de menores de 18 anos.

Perante a oposição de grande parte da sociedade polaca, o Governo pediu ao Tribunal Constitucional que se pronunciasse sobre a matéria, levando-o a, numa interpretação polémica da lei, proibir o aborto, mesmo quando há elevada probabilidade de deterioração grave e irreversível da condição do feto ou do nascimento da criança com uma doença grave ou terminal.

A onda de protestos contra esta iniciativa, que durou mais de três meses, gerou uma mobilização civil sem precedentes e acabou por se tornar uma expressão de resistência à política ultraconservadora do Governo, enquanto muitas mulheres procuravam soluções alternativas para terminar com a gravidez.

De acordo com a organização internacional Aborto Sem Fronteiras, pelo menos 34 mil mulheres polacas abortaram ilegalmente no seu país ou viajaram para o estrangeiro para poder fazê-lo sem sofrer represálias legais.

A ideologia ultraconservadora do Governo polaco coincide com os postulados da facção mais radical da Igreja e, por exemplo, Jaroslaw Kaczynski, líder da coligação que governa o país desde 2015, acusou os manifestantes de “quererem destruir a Polónia. “

 

17
Set21

“Racista, eu!?” Dicas para combater a discriminação

Niel Tomodachi

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Somos todos diferentes e, no século XXI, o nosso mundo está cada vez mais multicultural, em todos os países convivem pessoas de diferentes etnias, origens, religiões, orientações sexuais…. Infelizmente, continua a haver pessoas que não toleram essas diferenças e que assumem posições mais ou menos agressivas que põem em causa a liberdade individual – um direito consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Isso é discriminação (não confundir com “descriminar” que é a ação de tirar a culpa) e há que combatê-la a todo o custo.

Se gostas de Banda Desenhada (BD) , “Racista, eu?” é uma BD que explora este tema. Há seis personagens, jovens, todos diferentes, mas todos amigos, e que entram em situações onde o preconceito e o bullying são temas principais e cada prancha (página)  mostra uma situação desconcertante: ou há alguém excesso de peso, ou com deficiência mental, ou um mulato, negro, indiano, ou alguém com vestuário “esquisito” e os outros estranham, comentam, gozam, rejeitam. Mas cada história termina sempre com uma boa ensinadela e ficamos a pensar como o mundo pode mudar para melhor, se quisermos.

Esta BD foi criada pela Comissão Europeia em 1998 e está publicada em 11 línguas (português, espanhol, italiano, grego, dinamarquês, neerlandês, finlandês, sueco, alemão, inglês e francês).

Para além disso, podes lê-la livremente na Internet, acedendo aqui.

 

24
Jul21

Mais de dez mil pessoas juntas na Marcha do Orgulho na Hungria

Niel Tomodachi

Mais de dez mil pessoas juntaram-se à Marcha do Orgulho que hoje se realizou no centro de Budapeste, em solidariedade com lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e intersexuais (LGBTI+), alvo de leis e políticas discriminatórias na Hungria.

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"Toda a Europa está a observar o que se passa na Hungria", vincou Terry Reintke, co-presidente do Intergrupo LGBTI+ do Parlamento Europeu, perante os manifestantes reunidos na Praça Madách, no centro da capital húngara, de onde partiu a marcha, em direção ao parque Tabán.

"Estamos aqui contra o ódio, a deriva do Estado de Direito e a vaga autoritária", vincou a eurodeputada.

O governo húngaro do Fidesz (democrata-cristão ultranacionalista), liderado por Viktor Orbán, aprovou recentemente uma lei considerada homofóbica, que, entre outras coisas, proíbe que se fale sobre homossexualidade nas escolas.

Na convocatória da marcha, os organizadores assinalavam que "os últimos tempos foram muito stressantes, desesperantes e aterradores para a comunidade LGBTI+". O Governo húngaro "desterra, na sua própria pátria, a comunidade LGBTI+", denunciam.

Na Marcha do Orgulho, tradicionalmente colorida, participaram políticos da oposição, atores, músicos, desportistas e outras figuras conhecidas da sociedade.

Mas o desfile contou também com solidariedade estrangeira, com mais de 40 embaixadas e instituições culturais presentes na Hungria a apoiarem, em comunicado conjunto, a Marcha do Orgulho em Budapeste.

Várias organizações de extrema-direita, como o movimento Pátria Nossa e a Federação Alfa, convocaram uma contramanifestação, na qual participaram poucas dezenas de pessoas.

A polícia foi mobilizada para evitar confrontos e incidentes.

A polémica lei de proteção de menores, aprovada pelo Parlamento húngaro em junho e criticada interna e internacionalmente, começou por propor um endurecimento das penas contra a pedofilia, mas, pouco antes da votação, foram acrescentadas disposições relacionadas com a homossexualidade e a mudança de sexo.

No poder desde 2010, o primeiro-ministro Viktor Orbán tem adotado políticas para "defender os valores cristãos".

A Comissão Europeia desencadeou um processo de infração contra o Governo húngaro, a 15 de junho, considerando que essas políticas discriminatórias violam os valores europeus fundamentais da tolerância e da liberdade individual.

O processo pode levar a uma ação no Tribunal de Justiça da União Europeia e depois a sanções financeiras.

Orbán classificou o processo desencadeado pela Comissão Europeia como "vandalismo legal" e, na quarta-feira, anunciou que a lei em causa será objeto de referendo, pedindo o apoio dos eleitores.

"Bruxelas atacou claramente a Hungria", contestou, num vídeo publicado na sua página na rede social Facebook.

O Tribunal Europeu de Justiça e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos têm condenado regularmente a Hungria por reformas que visam a justiça, os meios de comunicação, os refugiados, as organizações não-governamentais, universidades ou minorias.

 

21
Jul21

Primeiro-ministro húngaro convocou referendo sobre lei anti-LGBTI

Niel Tomodachi

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, anunciou hoje que será realizado um referendo na Hungria sobre a lei anti-LGBTI e pediu o apoio dos eleitores, depois de a Comissão Europeia ter lançado um processo de infração contra Budapeste.

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"Bruxelas atacou claramente a Hungria nas últimas semanas em relação à lei" que proíbe a "promoção" da homossexualidade entre menores, disse o primeiro-ministro num vídeo publicado na sua página na rede social Facebook.
 

Em seguida, Orbán listou cinco perguntas, questionando os húngaros, por exemplo, sobre se estes aceitariam que a escola "debatesse sexualidade com os seus filhos sem o seu consentimento", se apoiariam "a promoção do tratamento de redesignação sexual para menores" ou a "apresentação irrestrita a menores de conteúdos mediáticos de natureza sexual que afetem o seu desenvolvimento".

Orbán, que não indicou a data para a realização deste referendo, pediu aos húngaros que respondessem "não" a todas as perguntas.

O anúncio deste referendo faz parte de um conflito legal entre Bruxelas e Budapeste sobre uma lei sobre a proteção de menores, adotada em 15 de junho, que proíbe nomeadamente o debate com menores sobre homossexualidade e mudança de sexo.

O executivo europeu, que considerou esta lei discriminatória contra pessoas LGBTI (lésbicas, 'gays', bissexuais, transgénero e intersexuais), lançou um processo de infração contra a Hungria, que pode levar a uma ação no Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) e depois a sanções financeiras.

Desde o retorno ao poder de Viktor Orbán, em 2010, o Tribunal Europeu de Justiça e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos têm condenado regularmente a Hungria por reformas que visam a justiça, os meios de comunicação, os refugiados, as organizações não-governamentais, universidades ou minorias.

O autarca de Budapeste, Gergely Karacsony (do Partido Verde), reagiu hoje ao anúncio do referendo dizendo que se trata de um estratagema para distrair os húngaros de outras questões.

"Estou a organizar o meu próprio referendo" para perguntar aos húngaros o que pensam sobre a gestão da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a instalação de 'uma universidade chinesa' na capital e a 'venda das rodovias'", ironizou Karacsony numa mensagem divulgada na rede social Facebook.

 

05
Abr21

Uzbequistão: Nova lei anti-LGBT facilita violência e cria censura

Niel Tomodachi

Shokir Shavkatov, de 25 anos, é um mártir da causa LGBT: foi esfaqueado e assassinado em casa em 2019

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Homossexualidade no Uzbequistão é ilegal e quem for apanhado pode ir preso três anos.

A comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgénero) do Uzbequistão diz que está a enfrentar uma onda crescente de ameaças e repressão que não têm precedente no no ex-membro da URSS.

O clima social piorou muito desde que novas leis foram aprovadas esta semana, proibindo a publicação de conteúdos considerados desrespeitosos para com a sociedade e o Estado - como, por exemplo, notícias ou comentários que defendam a descriminalização da homossexualidade, que é ilegal e punível com até três anos de prisão. O Uzbequistão é o único estado pós-soviético, juntamente com o Turquemenistão, que proíbe explicitamente as relações sexuais entre homens.

Debate e agressões

A violência anti-LGBT estourou este fim de semana em Toshkent, capital do Uzbequistão, após um acalorado debate social que apelava à reforma do código penal que enquadra a homossexualidade. Houve confrontos nas ruas e dois adolescentes ficaram gravemente feridos, relata o jornal inglês "The Guardian".

Miraziz Bazarov, um popular bloguer que é crítico dos valores conservadores uzbeques e que apoia ativamente os direitos LGBT, também foi espancado por um grupo de homens mascarados. Três dias após o ataque, a sua casa foi revistada pelos serviços de segurança e foram-lhe apreendidos documentos e o seu computador pessoal.

Ficar em casa por medo

Membros da comunidade LGBT no Uzbequistão, que falaram com o jornalista do "The Guardian" sob anonimato, dizem que os protestos e a publicação das fotos, nomes e endereços de pessoas LGBT nas redes sociais, juntamente com apelos à violência, deixaram-nos a temer pelas seus vidas.

"Tenho medo de morrer aqui e não tenho nenhum sítio para onde escapar. Hoje em dia, muitos de nós estão a ficar fechados em casa por medo", disse um homossexual de 20 anos.

"Queremos apenas paz e liberdade, mas está tudo a piorar. Tenho ataques de pânico e a depressão já entrou na minha vida. Não quero viver assim", disse outro jovem uzbeque.

"Agora sinto-me ainda mais vulnerável", confessou outro homem. "Dantes, nós, os gays, só tínhamos medo da lei, mas agora também temos medo dos radicais, que são cada vez mais. E, pior ainda, sabemos que o governo está oficialmente do lado deles".

 

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