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Little Tomodachi (ともだち)

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30
Jan23

Yara Monteiro e Luiz Ruffato nomeados para o Prémio Literário de Dublin

Niel Tomodachi

Dois escritores de língua portuguesa estão entre os 70 nomeados para o Prémio Literário Internacional de Dublin 2023, a portuguesa de origem angolana Yara Monteiro, com 'Essa dama bate bué', e o brasileiro Luiz Ruffato, com 'O verão tardio'.

Yara Monteiro e Luiz Ruffato nomeados para o Prémio Literário de Dublin

página oficial do prémio literário divulgou hoje a lista longa dos candidatos ao galardão no valor de 100 mil euros, escolhida por 84 bibliotecas de todo o mundo, da qual constam autores oriundos de 31 países.

Entre os nomeados, incluem-se 29 romances traduzidos, originalmente publicados em português, espanhol, árabe, finlandês, russo, francês, croata, alemão, sueco, norueguês, búlgaro, holandês, hindi, coreano, esloveno, islandês e japonês.

Uma das obras originalmente publicada em língua portuguesa é "Essa dama bate bué", de Yara Nakahanda Monteiro, traduzida para o inglês por Sandra Tamele, com o título "Loose Ties".

Editada em Portugal em 2018 pela Guerra & Paz, esta é uma história de autodescoberta, entre a sátira e a tragédia, o abandono e a rutura, sobre uma mulher nascida em Angola, mas criada pelos avós em Portugal, que a poucos meses do casamento foge para o seu país natal, em busca da mãe e da sua própria identidade, incluindo a sexual.

O outro romance de língua portuguesa, "O verão tardio", de Luiz Ruffato, foi traduzido para "Late Summer", por Julia Sanches, e não está editado em Portugal.

Trata-se de uma narrativa sobre um homem e as suas tentativas de reatar os fios do passado, uma jornada aos limites de um Brasil dividido, em que o diálogo não parece mais possível.

O autor tem outros livros publicados em Portugal, como "Eles eram muitos cavalos" e "De mim já nem se lembra", na Tinta-da-China, e "Estive em Lisboa e lembrei-me de ti", pela Quetzal.

Da lista de nomeados constam ainda autores como Karl Ove Knausgard e o seu romance "A estrela da manhã", Hervé Le Tellier, com "A anomalia", Ilja Leonard Pfeijffer, com "Grande hotel Europa", Amor Towels, com "Lincoln Highway", e Elif Shafak, com "A ilha das árvores desaparecidas".

Entre os nomeados contam-se também outros títulos como "Pequenas coisas como estas", de Claire Keegan, "Mar de tranquilidade", de Emily St. John Mandel, "Encruzilhadas", de Jonathan Franzen, e "Paradais" de Fernanda Melchor, autora mexicana cujo anterior romance, "Temporada de furacões", foi finalista deste prémio e que se encontra desde a semana passada publicado em Portugal.

O Prémio Literário de Dublin é organizado pela autarquia da capital da Irlanda e gerido pelas bibliotecas públicas da cidade, com um valor monetário de 100 mil euros, a serem entregues na totalidade ao autor da obra vencedora, se esta for escrita em inglês, ou, no caso de tradução, a dividir entre escritor e tradutor, nos valores de 75 mil euros e 25 mil euros, respetivamente.

A lista de finalistas do Prémio Literário Internacional de Dublin 2023 será conhecida no dia 28 de março e o vencedor será revelado a 25 de maio.

O romance "The art of loosing", da autora francesa Alice Zeniter, foi o vencedor do Prémio Literário de Dublin 2022.

 

25
Nov22

Daniel Jonas é o vencedor da 15.ª edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro pela obra “Cães de Chuva”

Niel Tomodachi

Daniel Jonas é o vencedor da 15.ª edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro pela obra “Cães de Chuva”

José Viale Moutinho recebe Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2021.

Daniel Jonas é o vencedor do Prémio Literário Fundação Inês de Castro, uma iniciativa anual que distingue obras de prosa ou poesia escritas em língua portuguesa, pela sua obra Cães de Chuva, editada em 2021 pela Assírio & Alvim. Já José Viale Moutinho recebe o Prémio de Tributo Consagração Fundação Inês de Castro, uma comunicação que coincide com o dia do lançamento da nova obra do escritor, (22) Contos Escolhidos Antologia Pessoal (1988-2015), a decorrer na cidade de Coimbra. 

Poeta, tradutor e professor nos ensinos básico e universitário, Daniel Jonas publicou, entre outros, Sonótono (Cotovia, 2006), que lhe valeu o prémio PEN de Poesia, e  (Assírio & Alvim, 2014), galardoado com o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da APE. Foi ainda um dos sete poetas nomeados para o Prémio Europeu da Liberdade, pelo seu livro Passageiro Frequente (Língua Morta, 2013), traduzido em polaco por Michal Lipszyc. Antes tinha sido distinguido com o prémio Europa David Mourão-Ferreira, da Universidade de Bari/Aldo Moro, pelo conjunto da sua obra. Traduziu vários autores, entre os quais John Milton, Shakespeare, Waugh, Pirandello, Huysmans, Berryman, Dickens, Lowry, Henry James e William Wordsworth, e, mais recentemente, Os Contos de Cantuária de Geoffrey Chaucer. Como dramaturgo, publicou Nenhures (Cotovia, 2008) e escreveu  Estocolmo, Reféns e o libreto Still Frank, todos encenados pela companhia Teatro Bruto. “Cães de Chuva” (Assírio & Alvim) é o seu mais recente livro de poemas.

Capa do livro “Cães de Chuva” (ed. Assírio & Alvim, 2021)

O júri deste Prémio Literário é composto por Isabel Lucas, Mário Cláudio, Isabel Pires de Lima, António Carlos Cortez e presidido por José Carlos Seabra Pereira. “Daniel Jonas confirma a solidez da sua criação literária e a originalidade que o torna um dos mais estimulantes poetas da poesia portuguesa contemporânea. Em Cães de Chuva, livro em verso livre, Jonas articula a  herança clássica de autores e temas clássicos com a modernidade da linguagem, da forma, dos sentimentos que dominam o tempo e o espaço em que vive. Outra das características do poeta está na atmosfera perpassada pela sombra, uma tristeza pontuada por momentos de alguma exuberância. E há a linguagem, com cada palavra a ser tratada com extrema precisão, deixando entrar termos de outros idiomas, revelando mais uma vez a ousadia que caracteriza a sua produção poética, tal como a atenção dada a elementos como o tempo e o espaço”, afirma Isabel Lucas, júri do Prémio Literário Inês de Castro desde 2021.

“Cães de Chuva é um livro a celebrar, por um poeta, dramaturgo que aprofunda e dá densidade à sua marca poética enquanto passa para a língua portuguesa alguns dos livros e autores mais exigentes da língua inglesa. A notável experiência do tradutor parece contaminar, no melhor sentido, uma poesia nunca acomodada a temas e a fórmulas.  
O júri do Prémio Inês de Castro, ao dar este prémio a Daniel Jonas, quer distinguir a qualidade, a ousadia e a solidez da escrita poética de Daniel Jonas, mais uma vez manifestada em Cães de Chuva., refere ainda o júri num comunicado.

José Viale Moutinho, vencedor do Prémio Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2021

Nascido no Funchal em 1945, José Viale Moutinho vive no Porto. Foi jornalista (Jornal de Notícias, 1966–1975, e Diário de Notícias, 1975–2004), tendo recebido o Prémio de Reportagem Norberto Lopes, da Casa da Imprensa de Lisboa, textos recolhidos no livro Primeira Linha de Fogo (da Guerra Civil de Espanha aos Campos de Extermínio Nazis), Bertrand, 2013. Como escritor, estreou-se em 1968 com a narrativa Natureza Morta Iluminada. Narrador, entre outras obras: No País das Lágrimas (4.ª ed, Âncora Ed, 2022), Romanceiro da Terra Morta (1978), Cenas da Vida de um Minotauro (Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco 2000) e Monstruosidades do Tempo do Infortúnio (Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco 2019), Já os Galos Pretos Cantam (Prémio Edmundo Bettencourt), A Peste no seu Esplendor, Textos Goliardos, Fechem essas Malditas Gavetas!Velhos Deuses EmpalhadosQuatro Manhãs de NevoeiroA Batalha de Covões, Entre Povo e Principais. Poeta, os seus livros estão reunidos em Cimentos da Noite: 1975 – 2018 (Prémio D. Diniz, da Fundação Casa de Mateus 2021), três peças de teatro (representadas), estudos sobre autores de 800, sobretudo sobre Camilo e Trindade Coelho, tendo ainda ampla obra no campo da Literatura Popular e livros para crianças e jovens.

Ao longo da sua carreira, José Viale Moutinho recebeu ainda outras distinções, tais como: o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco, em 2020 e 2019, e o D. Dinis, da Fundação Casa de Mateus, há dois anos Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, Prémio Rosalía de Castro, do Pen Clube da Galiza, Pedrón de Honra, da Galiza, Sócio Honorário da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnografia. A Imprensa da Universidade de Coimbra acaba de editar-lhe a antologia pessoal (22) Contos Escolhidos, com ensaio crítico da professora Leonor Martins Coelho (Univ. Madeira). Tem também obras editadas no Brasil e traduzidas em russo, catalão, búlgaro, alemão, italiano, mirandês, castelhano, galego, inglês, entre outros idiomas.

Ao longo dos anos, o Prémio Literário Fundação Inês de Castro tem distinguido autores e obras de reconhecido valor, como Pedro Tamen (2007), José Tolentino Mendonça (2009), Hélia Correia (2010), Gonçalo M. Tavares (2011), Mário de Carvalho (2013), Rui Lage (2016), Rosa Oliveira (2017), Djaimilia Pereira de Almeida (2018) ou Andreia C. Faria (2019).

A cerimónia oficial de entrega destes prémios vai realizar-se na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, no primeiro trimestre de 2023, numa data a anunciar brevemente.

 

06
Nov22

João José Afonso Madeira vence Prémio Literário Cidade de Almada

Niel Tomodachi

O romance "Resíduos", de João José Afonso Madeira, venceu o Prémio Literário Cidade de Almada, hoje entregue, e o Prémio Literário Maria Rosa Colaço foi para "Quarto Escuro", de Maria Inês Barata Raposo.

João José Afonso Madeira vence Prémio Literário Cidade de Almada

Prémio Literário Cidade de Almada tem o valor pecuniário de 5.000 euros, e esta foi a 34.ª edição. O prémio distingue anualmente uma obra inédita em língua portuguesa, intercalando entre as modalidades de poesia e romance.

O júri deste ano foi constituído pela escritora Maria João Lopo de Carvalho, representante da Câmara de Almada, por Manuel Frias Martins, da Associação Portuguesa de Críticos Literários, e José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores.

Concorreram ao galardão 44 obras originais, tendo o júri decido por "unanimidade" escolher o romance "Resíduos", da autoria de João José Afonso Madeira, que concorreu com o pseudónimo Argentum Quisquiliae, informou a edilidade almadense.

O Prémio Literário Maria Rosa Colaço, já na sua 17.ª edição, tem também o valor de 5.000 euros, distinguindo obras inéditas em língua portuguesa, intercaladamente, de literatura juvenil, em anos par, literatura infantil, nos anos ímpar.

O júri deste galardão foi composto por Sara de Almeida Leite, representante da Câmara de Almada, Maria Rita Vieira Pimenta, da Associação Portuguesa Escritores e do Conselho Internacional de Livros para Jovens (IBBY), e José Manuel Mendes, representante da Associação Portuguesa de Escritores, tendo sido escolhido "por unanimidade", entre os 61 originais candidatos, "Quarto Escuro", da autoria de Maria Inês Barata Raposo, que concorreu com o pseudónimo "A. Caveira".

No ano passado, o Prémio Cidade de Almada, na área de poesia, distinguiu "Nunca o Verão se Demorara Assim nos Lábios", de Luís Aguiar, e o Prémio Maria Rosa Colaço, na área de literatura infantil, galardoou "A Fábula do Elefante", de José Gardeazabal.

 

04
Nov22

Xanana Gusmão surpreendido ao receber prémio literário Guerra Junqueiro

Niel Tomodachi

O antigo presidente de Timor-Leste Xanana Gusmão mostrou-se, esta sexta-feira, surpreendido parente a plateia ao receber o prémio literário Guerra Junqueiro, numa cerimónia que decorreu na vila de Freixo de Espada de Espada à Cinta, no distrito de Bragança.

Xanana Gusmão surpreendido ao receber prémio literário Guerra Junqueiro

"Quando me foi dito ter sido honrado com este prémio [Literário Guerra Junqueiro] eu fiquei sacudido em termos de espanto. Eu fui guerrilheiro e Junqueiro fez uma guerra. Ser comparado a Guerra Junqueiro para mim é uma honra enorme que pela genialidade transformou a consciência social e política em arte é para mim uma homenagem sem precedentes", disse o líder histórico da resistência timorense.

De acordo com Xanana Gusmão, o poeta Guerra Junqueiro deixou uma obra universal "quer em tempo, quer em espaço", disse.

"Manter viva a memória de Guerra Junqueiro é um honra para todos falantes da língua portuguesa, onde em Timor-Leste não é exceção. Na verdade, a distinção obtida hoje, não se pode restringir só a mim, cabe sobretudo aos meus bravos antepassados que brandiram as suas espadas ao ideal de emancipação que os honrosos homens e mulheres timorenses, já do meu tempo, não se deixaram vergar por uma violenta ocupação que durante um quarto de século e que sangue, suor e lágrimas conquistaram a independência", frisou o político.

Xanana Gusmão disse ainda que é no seu povo que reside a sua inspiração para "sonhar e para escrever".

"As minhas palavras não são mais que "ecos de grandeza, coragem e resiliência de um povo, o povo Maubere. E eu sou um mero afortunado por ter passado pelos bancos da escola idiossincrasias da língua portuguesa. Digo se houve uma semelhança entre mim o grande poeta Guerra Junqueiro, está será certamente o gosto pela língua portuguesa", vincou Xanana Gusmão.

Além da política, Gusmão assinou poesia e pintura, com títulos publicados como "Mar Meu".

Natural de Freixo de Espada à Cinta, no Douro Superior, Guerra Junqueiro dá o nome ao prémio que distinguiu, na sua primeira edição, em 2017, o português Manuel Alegre e, desde então, se alargou para distinguir vários nomes da lusofonia, todos os anos.

Por seu lado, o presidente da câmara de Freixo de Espada à Cinta, Nuno Ferreira, disse que "um orgulho" ter uma figura do panorama mundial como Xanana Gusmão, considerando ainda que "é marco ímpar do que é liberdade".

"Freixo de Espada à Cinta galardoou Xanana Gusmão com o prémio literário Guerra Junqueiro por haver sinergias entre ambos quer pela resistência e resiliência e acima de tudo por expressaram os seus sentimentos de um povo através de um povo e de população", enfatizou o autarca socialista.

Para Nuno Ferreira, com este prémio atribuído pela primeira vez a um timorense, Freixo de Espada à cinta "dá passos largos no que é afirmação cultural, desenvolvimento e progresso.

Xanana Gusmão foi ainda convidado por representantes da Comunidade Intermunicipal (CIM) Douro a ser um dos embaixadores da "Cidade do Vinho 2023" que vai decorrer nos 19 concelhos deste território.

Outro dos convites foi a presença do antigo presidente de Timor-Leste, nas comemorações do centenário da morte de Guerra Junqueiro previstas para 2023.

Instituído desde 2017, em Portugal, o primeiro prémio foi atribuído a Manuel Alegre, seguindo-se Nuno Júdice, em 2018, José Jorge Letria, em 2019, Ana Luísa Amaral, em 2020, e em 2021 a Hélia Correia.

Desde 2020, nos restantes países da lusofonia, o prémio foi entregue a Lopito Feijóo, Raul Calane da Silva, Sidney Rocha, Olinda Beja, Jorge Carlos Fonseca, Tony Tcheka, Abdulai Sila, Dina Salústio e Vera Duarte Pina.

Estão em agenda as cerimónias de entrega do Prémio de 2021 a Abraão Bezerra Batista, do Brasil, Luís Carlos Patraquim, de Moçambique, Agustín Nze Nfumu, da Guiné Equatorial, e João Tala, de Angola.

O júri do prémio é constituído pela curadora, Avelina Ferraz, por um elemento da autarquia e pelos anteriores premiados, sendo este mesmo coletivo que avança com os nomes nomeados, de onde saem os vencedores.

 

20
Set22

Escritora Marta Pais de Oliveira vence prémio literário Nortear

Niel Tomodachi

A escritora portuguesa Marta Pais de Oliveira venceu, com o conto em prosa "Medula", a 8.ª edição do prémio literário Nortear, dirigido a jovens escritores da eurorregião Galiza -- Norte de Portugal, foi hoje anunciado.

Escritora Marta Pais de Oliveira vence prémio literário Nortear

Segundo o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) da eurorregião Galiza -- Norte de Portugal, o prémio vai ser entregue na próxima edição da Culturgal, feira de indústrias culturais da Galiza, que se realizará no final do ano, em Pontevedra, Espanha.

Marta Pais de Oliveira tem 32 anos, é natural de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, e já conquistou o prémio revelação Agustina Bessa-Luís 2020 com o seu primeiro romance, "Escavadoras".

A vencedora desta edição do Nortear, citada num comunicado divulgado pela organização, disse ter recebido a notícia com "enorme felicidade pela relevância do prémio, pelo incentivo que supõe e a oportunidade de promoção na eurorregião, e pela publicação do conto em galego e em português".

A obra "Medula" é, segundo explicou a autora, "uma distopia, ao estilo de George Orwell, que aborda a história de duas pessoas que estão às portas do ministério da solidão e precisam de decidir o que fazer depois".

Marta Pais Oliveira é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Porto e Universidad Complutense de Madrid e pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Porto Business School.

Depois de uma breve passagem pelo jornalismo, desenvolveu projetos de comunicação e gestão de marca, viveu em Moçambique, onde implementou sistemas de ensino à distância e atualmente está a impulsionar a "criação 3D na indústria da moda".

Depois de "Escavadoras", escreveu o conto "O homem na rotunda", integrou a coleção Contos Singulares da Relógio D'Água com o conto "Quando virmos o mar" e escreveu o libreto "Maria Magola", levado à cena no Festival Informal de Ópera 2021.

O prémio literário Nortear tem uma dotação financeira de três mil euros e contempla a publicação da obra vencedora em galego e português.

Trata-se de uma iniciativa do AECT da eurorregião Galiza -- Norte de Portugal, da Consellería de Cultura, Educación, Formación Profesional e Universidades da Junta de Galiza e da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN).

À 8.ª edição do Nortear concorreram 40 jovens escritores, entre os 16 e os 36 anos, daquela eurorregião.

O júri do prémio Nortear foi presidido por Gonzalo Constela, escritor e diretor da Escola Oficial de Línguas de Santiago, e constituído pelos escritores galegos Eva Mejuto e Ramón Nicolás, e por Carlos Lopes, editor e responsável da editorial Edita-me, e Ana Araújo, docente do ensino secundário e técnica superior da DRCN.

De acordo com o comunicado, os elementos do júri destacaram "a mestria" de Marta Pais de Oliveira "na construção da narrativa em todas as suas categorias".

Para o júri, "Medula" possui um "bom ritmo e uma linguagem e estilo notável, que coincidem com o estado de desassossego permanente, que acompanham toda a estrutura interna da narrativa".

No geral, os elementos do júri consideraram que "se verificou um crescendo de qualidade das narrativas apresentadas a concurso, designadamente em termos de domínio da arquitetura do género narrativo, estilístico e mesmo linguístico".

O prémio visa distinguir anualmente obras originais para estimular o lançamento de novos escritores, incentivar a criatividade literária entre os jovens residentes na eurorregião Galiza - Norte de Portugal e promover a sua distribuição além-fronteiras.

Nas edições anteriores venceram o Nortear Lara Dopazo, Rui Cerqueira Coelho, Cecília Santomé, Sara Brandão, Sabela Varela, Célia Fraga e Pedro Rodríguez Villar.

O projeto Nortear é, segundo a organização, "um polo cultural de referência" na Europa no âmbito da cooperação transfronteiriça e é cofinanciado pelo programa Interreg Espanha -- Portugal (POCTEP).

 

27
Jul22

Prémio literário Booker 2022 revela "lista longa" de finalistas

Niel Tomodachi

As 13 obras finalistas do prémio literário britânico Booker foram hoje anunciadas, contando com romances de estreia de Maddie Mortimer, Leila Mottley e Selby Wynn Schwartz e vários repetentes entre os nomeados, como NoViolet Bulawayo e Elizabeth Strout.

Prémio literário Booker 2022 revela "lista longa" de finalistas

prémio Booker, que distingue o melhor livro de ficção publicado em inglês no Reino Unido ou Irlanda, anunciou hoje a denominada "lista longa" de romances candidatos, a partir de 169 obras submetidas a um júri, com data de publicação entre 01 de outubro de 2021 e 30 de setembro deste ano.

Dos 13 autores nomeados, quatro já tinham feito parte das listas de escolhas e de finalistas de edições anteriores: a zumbabuana NoViolet Bulawayo, este ano indicada com "Glory", a norte-americana Karen Joy Fowler, que concorre com "Booth", o britânico Graeme Macrae Burnet, com "Case Study", e a norte-americana Elizabeth Strout, candidata com "Oh William!".

O júri destaca ainda a presença de três estreias literárias em romance: da escritora britânica Maddie Mortimer, com "Maps of our Spectacular Bodies", e das norte-americanas Leila Mottley e Selby Wynn Schwartz, nomeadas com "Nightcrawling" e "After Sappho", respetivamente.

A lista hoje anunciada fica completa com "Trust", de Hernán Díaz (EUA), "The Trees", de Percival Everett (EUA), "Treacle Walker", de Alan Garner (Reino Unido), "The Seven Moons of Maali Almeida", de Shehan Karunatilaka (Sri Lanka), "Small Things Like These", de Claire Keegan (Irlanda), e "The Colony", de Audrey Magee (Irlanda).

"Excecionalmente bem escritos e cuidadosamente elaborados, em qualquer género, parece-nos que eles exploram e expandem aquilo que a linguagem pode atingir. A lista que escolhemos oferece história, fábula e parábola, fantasia, mistério, meditação e 'thriller'", afirmou o júri do prémio em comunicado.

Dos 13 autores indicados, há alguns com obra publicada em Portugal, nomeadamente NoViolet Bulawayo, Hernán Díaz, Karen Joy Fowler e Elizabeth Strout. Desta autora, saiu este mês em Portugal o romance nomeado para o Booker, "Oh William!", pela Alfaguara.

O júri do Booker foi presidido pelo historiador Neil MacGregor, contando ainda com a investigadora Shahidha Bari, a historiadora Helen Castor e os escritores M. John Harrison e Alain Mabanckou

De acordo com o calendário divulgado, a lista dos seis finalistas do Booker será anunciada a 06 de setembro, em Londres, e a obra vencedora será revelada a 17 de outubro.

O prémio Booker tem um valor monetário de 50.000 libras (cerca de 58 mil euros) e é aberto a obras literárias de autores de qualquer nacionalidade, que tenham sido escritas em inglês e publicadas no Reino Unido ou Irlanda.

Em 2021, o prémio Booker foi atribuído ao escritor sul-africano Damon Galgut, com o romance "The Promise".

 

05
Mai22

José Eduardo Agualusa vence Grande Prémio de Crónica e Dispersos da APE

Niel Tomodachi

O escritor José Eduardo Agualusa foi o vencedor do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, da Associação Portuguesa de Escritores (APE), com o livro "O Mais Belo Fim do Mundo" (Quetzal), anunciou hoje a organização.

José Eduardo Agualusa vence Grande Prémio de Crónica e Dispersos da APE

Grande Prémio de Literatura Crónica e Dispersos Literários APE/Câmara Municipal de Loulé foi atribuído por unanimidade do júri, constituído por Carina Infante do Carmo, Carlos Albino Guerreiro e Fernando Batista, indicou a APE em comunicado.

Na ata de atribuição do prémio, o júri justificou a sua escolha com a "destreza na escrita da crónica, que se matiza nas formas do conto, do ensaio e do apontamento diarístico sem comprometer o desenho calibrado do livro".

"Na mão de José Eduardo Agualusa a crónica é uma sonda apurada dos dias comuns pessoais e do tempo coletivo que é o nosso, tenso, conturbado, alargando-nos o horizonte para geografias sobretudo africanas mediante uma escrita bela, lúcida e poética", acrescentou o júri.

O Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, instituído pela APE, com o patrocínio da Câmara Municipal de Loulé, "destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português, publicada em livro e em primeira edição em Portugal, no ano de 2021".

O valor monetário deste galardão é de 12 mil euros.

A cerimónia de entrega do prémio terá lugar no Dia do Município de Loulé, no próximo dia 26 de maio.

No ano passado, o vencedor do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários foi Lídia Jorge, com o livro "Em todos os sentidos" (D. Quixote).

Em edições anteriores, este prémio já distinguiu os autores José Tolentino Mendonça, Rui Cardoso Martins, Mário Cláudio, Pedro Mexia e Mário de Carvalho.

 

12
Abr22

Romance de João Céu e Silva vence 3.º Prémio Literário Joaquim Mestre

Niel Tomodachi

O romance "Guadiana", da autoria do jornalista João Céu e Silva, é a obra vencedora da terceira edição do Prémio Literário Joaquim Mestre, foi hoje divulgado.

Romance de João Céu e Silva vence 3.º Prémio Literário Joaquim Mestre

cerimónia de entrega do prémio a João Céu e Silva e de lançamento da obra vai decorrer na Biblioteca Municipal de Beja, em outubro, indicou a ASSESTA - Associação de Escritores do Alentejo, promotora do galardão em parceira com a Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA).

Segundo a associação, em comunicado enviado à agência Lusa, a obra vencedora foi escolhida, no passado sábado, na reunião do júri da terceira edição do prémio.

O júri, formado por André Andraus, António Saez Delgado e Sara Rodi, decidiu também atribuir uma menção honrosa ao original "Para lá do sol-posto", da autoria de António José da Costa Neves.

De acordo com o parecer do júri, a obra vencedora "é um texto sólido e consistente do ponto de vista da escrita e do enredo, com uma trama bem construída, com boa interligação entre os momentos narrativos e com um final surpreendente".

"Uma história que é natural ao Alentejo, explorando uma visão singular do território, uma visão desprendida do fatalismo romântico da região, com a água e o rio no foco da narrativa", considerou o júri, segundo a ASSESTA.

O prémio foi criado pela ASSESTA e pela DRCA com o apoio da Câmara de Beja para homenagear o escritor alentejano Joaquim Mestre, incentivar a criação literária na modalidade de romance e estimular o gosto pela leitura e pela escrita.

Tem uma periodicidade bianual e destina-se a autores portugueses e estrangeiros a residir em Portugal com mais de 18 anos.

A DRCA patrocina o prémio monetário atribuído ao vencedor e financia a publicação da obra vencedora e a Câmara de Beja apoia a iniciativa assegurando a verba para o pagamento do júri.

O prémio monetário corresponde aos direitos de autor da primeira edição da obra e o júri poderá também atribuir, se entender, até duas menções honrosas a obras candidatas, mas os respetivos autores não terão direito a prémio monetário e só receberão diploma de menção honrosa.

O escritor Joaquim Figueira Mestre, que nasceu na aldeia de Trindade, no concelho de Beja, em 1955, e morreu em Lisboa, em 2009, foi um dos grandes impulsionadores do novo conceito de biblioteca que surgiu em Beja no início da década de 90 do século XX.

Joaquim Figueira Mestre, licenciado em História e pós-graduado em Ciências Documentais, escreveu várias obras, como os romances "O Perfumista" e "A Imperfeição do Amor" e o livro de contos "Breviário das Almas" e foi diretor da Biblioteca Municipal e chefe da Divisão de Bibliotecas e Museus da Câmara de Beja.

 

22
Mar22

Autora sueca Eva Lindstrom vence prémio literário Astrid Lindgren

Niel Tomodachi

A autora sueca de livros ilustrados Eva Lindstrom venceu o prémio literário Astrid Lindgren 2022, para o qual estavam também nomeados seis autores portugueses, anunciou hoje a organização.

Autora sueca Eva Lindstrom vence prémio literário Astrid Lindgren

prémio literário sueco, com um valor monetário de cinco milhões de coroas suecas (cerca de 480.000 euros), reconhece uma autora cujo universo criativo e literário "é enigmático e em constante mutação", que deambula entre as questões existenciais e as do quotidiano, justificou hoje o júri no anúncio.

Eva Lidstrom, 70 anos, vive em Estocolmo, começou por trabalhar, nos anos 1980, como cartoonista e publicando banda desenhada.

Em 1988, editou o primeiro livro ilustrado, intitulado "Kattmossan" ("O chapéu do gato"), seguindo-se até hoje mais de trinta obras em nome próprio, às quais se juntam também ilustração para outros autores.

Premiada por diversas vezes pela obra publicada - que está inédita no mercado português -, Eva Lindstrom também já esteve nomeada para o prémio Hans Christian Andersen, o mais antigo na literatura para crianças e jovens.

Este ano estavam nomeados seis autores portugueses: As escritoras Isabel Minhós Martins e Cristina Carvalho e os autores e ilustradores Bernardo P. Carvalho, António Jorge Gonçalves, André Letria e Catarina Sobral.

Em anos anteriores, já estiveram nomeados, entre outros, as escritoras Alice Vieira e Maria Teresa Maia Gonzalez, os escritores António Mota e António Torrado, o bibliotecário Nuno Marçal, responsável pela biblioteca móvel de Proença-a-Nova, e a associação artística Andante.

O Astrid Lindgren Memorial Award (ALMA) foi lançado em 2002 pelo governo da Suécia, em homenagem à escritora Astrid Lindgren, popular por ter criado a personagem "Pipi das meias altas".

O galardão reconhece escritores, ilustradores, organizações e outras personalidades que se dedicam à promoção do livro e da leitura para crianças e jovens.

 

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