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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

25
Set22

Já abriu a primeira loja da Lego certificada em Portugal

Niel Tomodachi

É enorme, a maior da Europa Ocidental, e promete muitas surpresas além da venda dos populares, e cada vez mais originais, conjuntos de construção da Lego. No ano em que a marca assinala nove décadas de vida, o Centro Comercial Colombo, em Lisboa, foi escolhido para receber a primeira loja da Lego certificada em Portugal.

O espaço fica no Piso 0 do centro comercial e tem um total de 550 metros quadrados, dos quais mais de 250 de área útil. Tudo feito à volta deste mundo tão especial, e na verdade tão sem idade, com a garantia de experiências de brincadeira imersivas, físicas e digitais.

Na primeira grande loja do país, os visitantes podem descobrir um espaço de peças e tijolos inseridos numa decoração com modelos e mosaicos 3D Lego únicos, trazendo a cultura portuguesa à vida em forma dos famosos blocos.

Além disso, vais encontrar uma mesa de storytelling, em que podes espreitar os bastidores de todo o processo de design da marca – isto através de áreas interativas com ecrãs que transmitem entrevistas – enquanto tens os conjuntos em questão à tua frente.

Mas há mais: o espaço dispõe de um estúdio de personalização, no qual podes fazer a tua própria recordação da visita à loja e muitas outras surpresas para descobrir, num verdadeiro mundo de diversões para os fãs dos blocos!

 

02
Set22

Marcha Nacional pelos Direitos de Todos os Animais é já este sábado

Niel Tomodachi

A concentração começa às 15 horas no Rossio, em Lisboa, e arranca uma hora depois. Termina na Alameda com vários discursos.

A edição de 2022 da Marcha Nacional pelos Direitos de Todos os Animais tem lugar em Lisboa já este sábado, 3 de setembro.

Organizada pela Acção DirectaEco Roots e Animal Save & Care Portugal, a marcha começa às 16 horas – e nesta sexta-feira havia, na página do evento, 250 confirmações de participantes e 962 interessados em ir.

Esta marcha é realizada desde 2018 e os organizadores sublinham que “marchar pelos direitos dos mais oprimidos e maltratados da sociedade é um dever moral e ético”.

“Este é o momento de fazeres valer a tua voz pelos milhões de animais não-humanos, habitantes deste planeta como nós, que, por tradições, crenças e paladares, continuam a ser usados, explorados, torturados e mortos, a cada dia que passa”, dizem.

É também “o momento de juntares tua voz à de muitas centenas de ativistas que viajarão de todo o país para exigir o reconhecimento dos direitos de todos os animais que, como nós, têm direito à vida e à liberdade”, acrescentam.

A concentração inicial é na Praça D. Pedro IV (Rossio) a partir das 15 horas, com saída prevista às 16 horas.

Sobre o itinerário, os organizadores referem que “segue pela rua da Betesga à Praça da Figueira, Rua D. Duarte, Rua da Palma (sempre no sentido do trânsito – ou seja, dá a volta à praça Martim Moniz) e sobe a Rua Almirante Reis até à Alameda onde fará a concentração final com discursos dos vários grupos presentes”. A chegada está prevista para as 19 horas.

“Queremos ser centenas para que as vozes silenciadas de todos os que sentem como nós possam ser escutadas. Os animais contam contigo”, diz a Animal Save & Care Portugal”.

Também a Acção Directa Portugal apela à participação: “A luta pela libertação animal continua, por isso a tua presença é essencial para que possamos, unidos, ajudar mais Animais”. “Vem dar voz a todos os que sentem como nós”, acrescenta.

“A luta pela liberdade para todos os animais tem sido o motivo da existência da Acção Directa Portugal. A luta contra a exploração animal para consumo, “entretenimento” ou experimentação faz parte desta causa que defendemos. Por isso esta marcha é muito importante e a tua presença é essencial”, refere ainda.

Já a Eco Roots, que promove a divulgação do veganismo, salienta que “a marcha que luta por histórias felizes tem também um gosto de felicidade”. “Para além da partilha de histórias felizes de animais resgatados, este ano queremos ver novamente os sorrisos de quem participa, de coração cheio. E lá estaremos nós, com as delícias do costume, para vos recarregar as forças”.

“Enquanto ativistas, somos uma associação que tem como objetivo promover uma alimentação sem sofrimento animal e com a menor pegada ecológica possível. Trabalhamos em parceria com o comércio local e promovemos o empreendedorismo vegano. E temos acompanhado sempre esta marcha por ter os mesmos objetivos que os nossos: Pelos Direitos de Todos os Animais”, aponta a Eco Roots.

A associação sem fins lucrativos recorda ainda que adora “veganizar pratos típicos”. “E, modéstia à parte, os melhores pasteis de nata mesmo veganos são os nossos! E vais poder encontrá-los na marcha”.

 

Marcha da ANIMAL regressa em 2023

Este evento nacional começou em paralelo com o da ANIMAL, que já organiza a sua própria marcha desde 2000 – e que, com a covid-19, fez uma paragem.

“Em 1999, a ANIMAL idealizou a primeira ‘marcha anti-touradas e de defesa animal’ (era como se chamava) e, em conjunto com outras organizações, levou-a a cabo em 2000”, recordou recentemente a organização.

Salvo raras exceções, “estas marchas foram anuais e juntaram sempre defensoras/es dos animais de todo o país, e, em alguns anos, de fora dele também”, salientou, explicando que “por razões óbvias, não fizemos Marcha em 2020 – até porque nem era permitido – e em 2021 optámos por não sermos responsáveis por organizar ajuntamentos, por considerarmos não estarem reunidas as condições necessárias para tal”.

“Uma marcha implica muita gente junta, a gritar, o que, naturalmente, no meio de uma pandemia, de um vírus com as características que aquele tem, não nos pareceu uma boa ideia. Organizar estas Marchas implica muito trabalho e muitos recursos, pelo que, dados os dois anos anteriores, não tivemos como fazê-la em 2022 da forma como ela merecia ser feita”, referiu ainda a ANIMAL.

A organização anunciou que está a organizar tudo para realizar a marcha em abril de 2023 – “e há bastantes anos que a Marcha acontece num dos primeiros sábados de abril” – e espera-se que, como nas edições anteriores, sejam alugados autocarros para participação de todos os que, pelo país fora, quiserem estar presentes neste evento em Lisboa.

Na marcha de amanhã, os organizadores convidam também todos os que possam participar, apelando a quem está mais longe da capital para que usem transportes públicos.

 

18
Ago22

Médicos Veterinários querem serviço de assistência social para animais

Niel Tomodachi

O apelo da Ordem visa reagir ao abandono de animais domésticos. Este tipo de serviço social depende do investimento do Estado.

A poucos dias da data dedicada aos animais abandonados, que todos os anos é fixada no terceiro sábado de agosto — este ano é a 20 que se assinala o Dia Internacional do Animal Abandonado —, a Ordem dos Médicos Veterinários defendeu a necessidade  de um serviço de assistência social direcionado aos animais de companhia, sobretudo numa altura em que o abandono animal tem vindo a aumentar (mais precisamente em 35 por cento, só este ano).

De uma média que ronda os 35 mil animais abandonados por ano em Portugal, a OMV atribui significado à data com o objetivo de “consciencializar a sociedade relativamente à situação dos animais abandonados, promover a adoção e divulgar os cuidados a ter com os animais, tais como a vacinação, esterilização, registo na base de dados e chip, além de garantir outros cuidados médico-veterinários para reduzir a superpopulação”.

Neste momento, contam-se aproximadamente meio milhão de animais sem dono no País, totalmente dependentes dos esforços de instituições defensoras da causa animal. O próprio bastonário da OMV, Jorge Cid, alerta para as vicissitudes da tendência crescente deste flagelo: Há problemas gravíssimos relacionados com o abandono, desde fatores económicos, problemas de comportamento do animal, doença ou morte do dono, descontrolo de natalidade, férias, entre outros aspetos, que têm contribuído para aumentar o abandono animal e que afeta principalmente cães e gatos”. E aponta, ainda, para uma possível solução: “Neste contexto, é essencial a criação de um veículo de assistência social para aconselhamento e apoio para detentores de animais em risco”.

A criação deste serviço de assistência social revela-se, assim, importante na atuação junto de detentores de animais de companhia com dificuldades propícias ao abandono dos mesmos, mas depende do investimento do Estado nesta matéria — designadamente pelas verbas alocadas pelo Governo ao abandono animal, por forma a reforçar, ainda, uma política ativa de esterilização.

Além das das medidas de apoio aos animais abandonados já existentes, tais como o Programa Nacional de Apoio à Saúde Veterinária para Animais de Companhia em Risco, conhecido como Cheque Veterinário, concretizado pela própria OMV, com vista a ajudar, fundamentalmente, famílias carenciadas com animais domésticos, o bastonário vê na assistência social mais um mecanismo valioso para responder a este problema: “Esta intervenção em serviço social dirigido aos animais pressupõe um investimento por parte do Estado para solucionar o problema, e pode ser uma resposta social eficaz para o abandono dos animais de companhia em Portugal”.

 

15
Ago22

Os vinhos premiados de Kylie Minogue já estão à venda em Portugal

Niel Tomodachi

A atriz e cantora Kylie Minogue (54 anos) não é alheia ao sucesso. Após construir duas carreiras recheadas de êxitos nas áreas da música e representação, a também compositora, natural de Melbourne, na Austrália, resolveu lançar-se no mundo dos vinhos.

Em 2020, criou a marca Kylie Minogue Wines. Dois anos depois, conta com um portfólio composto por nove referências, que já receberam vários prémios, entre os quais sobressaem dois ouros nos prestigiados The Drinks Business Wine Awards. O Signature Rosé e Prosecco Rosé conseguiram integrar o grupo de mais vendidos no Reino Unido.

Em declarações à “W Magazine”, a artista explicou que, no desenvolvimento da marca, “a qualidade” foi a sua “principal preocupação”. “Não adiantava desperdiçar o meu tempo — nem o dos outros — num produto, se não acreditássemos realmente nele, se não achássemos que poderia ir longe e tornar-se uma marca a sério”, comentou.

Apesar de apenas ter sido oficializada em 2020, a ideia surgiu em 2017, quando Kylie estava em Nashville, no estado do Tennesse (nos EUA), a gravar o álbum “Golden”. “Estava muito calor. Jantávamos ao ar livre, a beber rosé”, começa por contar. “Uma noite, estava a olhar para um copo de vinho e achei-o muito bonito e àquela cor que saía dele. Estava num sítio bom. Estava num momento feliz da minha vida e senti-se realmente criativa e inspirada, e nesse momento, disse: ‘Adoraria ter o meu próprio rosé um dia’“.

Os vinhos da marca com o nome da artista estão disponíveis em países como França, Alemanha, Dinamarca, Nova Zelândia, Israel, Estados Unidos, Canadá, e agora, três dos rótulos vão estar à venda em Portugal. Chegam através da Sogrape Distribuição.

“O objetivo é fortalecer o nosso portfólio, dando a conhecer ao consumidor novas origens relevantes como os rosés franceses de Provence e o Prosecco de Itália. Inicialmente, o nosso foco de distribuição será o Algarve, mas também queremos estar presentes em centros urbanos como Lisboa e Porto. Estes são vinhos cada vez mais reconhecidos pelo consumidor português e internacional, nomeadamente pelo sucesso que a gama tem feito em mercados como os EUA e Reino Unido”, conta Gonçalo Sousa Machado, diretor geral da empresa nacional, em entrevista à NiT.

Questionado sobre os motivos que podem justificar a aclamação que estas referências têm recebido, o responsável não tem dúvidas. Tratam-se de “um reflexo de tudo o que a gama representa, uma sinergia entre elegância, leveza, diversão e beleza, com o toque feminino e divertido tão característico de Kylie Minogue”.

Ajuda ainda o facto ser “um projeto desenvolvido ao longo de dois anos pela cantora, do qual fez sempre parte como diretora criativa, e que tem a sua marca artística única pensada em cada detalhe de todas as garrafas”, acrescenta.

Na hora de escolher quais as propostas que começariam por comercializar em Portugal, pesaram, essencialmente, dois fatores: “Por um lado, por serem as referências de excelência da gama, e por outro, sendo esta altura do ano uma época tradicionalmente propícia ao consumo de rosés, são as escolhas que melhor correspondem às expectativas do consumidor português”, explica Gonçalo.

Os vinhos estão agora a chegar ao mercado e estarão disponíveis em garrafeiras especializadas e noutros parceiros da Sogrape Distribuição. Carregue na galeria para conhecer em detalhe cada um das rótulos que pode agora adquirir em solo nacional. Os preços recomendados variam entre os 10,40€ e os 22,49€.

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02
Ago22

Dicionário de Literatura Gay ambiciona incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa

Texto by esQrever

Niel Tomodachi

Dicionário de Literatura Gay ambiciona incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa

A 7.ª edição do Dicionário de Literatura Gay de Portugal, uma obra de referência inédita e indispensável, é a primeira edição completa, que inclui todos as entradas de “A” a “Z”. Conta com 1016 verbetes principais, sobre livros, autorias, personagens, contos, poemas, revistas, livrarias e outras referências literárias, bem como inúmeros verbetes temáticos e aquela que será talvez a primeira proposta sistemática de uma cronologia da literatura LGBTQ+ de Portugal.

A literatura de temática LGBTQ+, como categoria, depois de nos primeiros anos do século XXI ter emergido brevemente da “longa noite sexual do Estado Novo” e dos “primeiros anos do Portugal democrático”, nas palavras de Fernando Curopos, tem vindo a ser de novo “remetida para a invisibilidade” nos catálogos das editoras, nas prateleiras das bibliotecas e livrarias, e nas secções dos jornais e revistas. Foi essa a razão que motivou a compilação deste Dicionário de Literatura Gay, para incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa, com as quais as pessoas LGBTQ+ se possam identificar, nas quais se possam rever e que as ajudem a compreender-se melhor ou a serem melhor compreendidas.

Este é um livro para quem gosta de literatura de temática LGBTQ+, para quem procura um livro infantil ou juvenil sobre orientação sexual ou identidade de género, para quem ouviu falar de um certo romance e quer saber mais antes de o comprar, quem quer ficar a conhecer melhor a autoria de um livro, quem gosta de história queer de Portugal, quem investiga sobre temática LGBTQ+ e pretende reunir bibliografia relevante.

Dicionário de Literatura Gay ambiciona incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa

FICHA TÉCNICA DO DICIONÁRIO DE LITERATURA GAY

Título: Dicionário de Literatura Gay: 7.ª edição (2022) de “A Alma Trocada” a “Zona Livre”
Páginas: 549
Editora: INDEX ebooks
Data de lançamento: 1 de agosto de 2022
Edições: capa mole, capa dura e e-book (lojas Amazon, Google Play, Apple, Kobo, Wook, Bertrand)
Mais informações: http://www.indexebooks.com/dicionario

 

(S)

 

26
Jul22

Vai poder conhecer as maiores grutas do País através de uma app gratuita

Niel Tomodachi

A plataforma é apresentada na quarta-feira, 27 de julho. Funciona como uma espécie de audioguia.

É no Parque Natural da Serra d’Aires e Candeeiros que encontra as Grutas de Mira de Aire, no concelho de Porto de Mós. São as maiores do País — entre as que se podem visitar — e foram consideradas uma das sete maravilhas naturais de Portugal. A partir de quarta-feira, 27 de julho, visitar estas grutas com características muito especiais e raras vai ser ainda mais acessível. Isto porque vai ser lançada uma aplicação para telemóvel que funciona como audioguia de suporte a visitas, numa iniciativa que assinala 75 anos sobre a descoberta da formação subterrânea no concelho de Porto de Mós.

As grutas foram descobertas quase por acaso, em 1947, quando um grupo de homens que habitava na vila lançou cordas grossas para um buraco, com esperança de encontrar água lá dentro. À medida que os moradores iam descobrindo o monumento natural e desvendando alguns dos seus segredos, a vontade de mostrar esta maravilha de natureza ao público começava a crescer. Até que abriram finalmente ao público em 1974.

A nova aplicação foi desenvolvida com conteúdos originais produzidos em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Espeleologia (SPA) e dá a conhecer a história e os 26 pontos de interesse das Grutas de Mira de Aire. Estão disponíveis cinco idiomas áudio — português, inglês, espanhol, francês e alemão —, língua gestual portuguesa e uma versão infantil pensada para os mais novos.

O lançamento da app acontece na quarta-feira e vai estar disponível gratuitamente para Android e iOS. O personagem do audioguia é inspirado em Ernesto Morais, o primeiro explorador da gruta, que vai dar explicações e contar histórias e curiosidades aos visitantes.

Segundo os responsáveis pelas grutas, o novo recurso “torna a visita à gruta mais acessível (e inesquecível), até porque a informação é transmitida de forma plural e inclusiva”. Os visitantes podem descarregar a aplicação para o telemóvel, fazer a visita e ouvir as explicações sempre que quiserem. 

As Grutas de Mira de Aira têm 11 quilómetros de extensão, mas destes, os visitantes só podem percorrer 600 metros. A plataforma funciona offline e disponibiliza informações sobre a história e os pontos de interesse através de áudios, textos, imagens e vídeos, sempre com explicações simples e informais.

 

15
Jul22

Venda de livros em Portugal aumentou 17,6% no 2.º trimestre face a 2021

Niel Tomodachi

Entre abril e junho deste ano venderam-se mais de 2,7 milhões de livros em Portugal, o que representa um aumento de 17,6% face ao período homólogo de 2021, revelou hoje a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

Venda de livros em Portugal aumentou 17,6% no 2.º trimestre face a 2021

De acordo com a APEL, que recorre a dados disponibilizados pela consultora GfK, no segundo trimestre de 2022 foram vendidos 2.780.308 livros, correspondendo a um encaixe de 37,4 milhões de euros.

Em termos de vendas, estes 37,4 milhões de euros representam um aumento de 19% face ao segundo trimestre de 2021.

Entre abril e junho, o preço médio do livro fixou-se nos 13,46 euros, ou seja, 1,2% mais caro do que em período homólogo de 2021.

No segundo trimestre deste ano, entraram em circulação no mercado 2.478 novos livros.

Relativamente aos pontos de venda, 68,8% dos livros vendidos no primeiro trimestre foram escoados por livrarias, enquanto só 31,2% foram vendidos por hipermercados. Isto reflete-se igualmente nos valores de venda, já que 77,8% do total foi para as livrarias e 22,2% para os hipermercados.

De acordo com a APEL, em termos de exemplares, os livros mais vendidos no segundo trimestre foram de literatura infantil e juvenil, representando 36% do total de 2,7 de milhões de unidades, seguindo-se os livros de ficção (30,7%), os de não ficção (29,7%) e as campanhas/exclusivos (3,6%).

No entanto, em termos de vendas, os livros de não ficção representaram a maior fatia de encaixe, com 36,4% do total dos 37,4 milhões de euros, seguindo-se os de ficção (35%), os de literatura infanto-juvenil (27,6%) e os de campanhas/exclusivos (0,9%).

Em média, um livro de não ficção teve um preço de venda de 16,51 euros, o de ficção foi de 15,36 euros, o de infanto-juvenil 10,33 euros e, os de campanhas/exclusivos, 3,44 euros.

A GfK é uma entidade independente e faz auditoria e contagem das vendas de livros ao longo do ano.

Segundo a consultora, em 2021, a venda de livros em Portugal cresceu 16,6% face a 2020, o que colocou o país entre os que mais subiram, no conjunto de nove países abrangidos por um estudo sobre a evolução do mercado do livro: Alemanha, Bélgica (Flandres, Valónia), Brasil, Espanha, França, Holanda, Itália, Portugal e Suíça.

Este estudo também já mostrava uma tendência em relação aos géneros escolhidos, que estes dados hoje revelados parecem confirmar.

Uma "proporção não negligenciável" de aumento das vendas globais no mercado deveu-se ao 'boom' da banda desenhada, principalmente de mangas e 'manhwas', que se mostra "imparável" e teve em Portugal um dos maiores 'picos' de vendas.

Dois anos seguidos marcados pela pandemia refletiram-se também na escolha de títulos pelos leitores, tendo-se verificado um importante aumento da procura de guias e de livros de não-ficção sobre saúde, conselhos sobre tópicos relacionados com a vida, psicologia e temas esotéricos.

Em dois terços dos países analisados, os livros infantojuvenis registaram aumentos ainda maiores do que o mercado livreiro no seu conjunto. Portugal foi um desses casos, com um aumento de receitas de mais de 21% nesse segmento literário.

 

28
Jun22

Livre quer criminalizar "práticas de conversão" da orientação sexual e acabar com "vazio legal"

Niel Tomodachi

Em causa está a punição por "práticas de conversão" da orientação sexual que vão desde multas a penas de prisão até três anos.

Livre propõe alteração de Código Penal sobre "práticas de conversão" da orientação sexual

O Livre vai entregar um projeto de lei para proibir e criminalizar as "práticas de conversão" da orientação sexual em Portugal, argumentando que está na altura do país "acabar com o vazio legal nesta matéria".

Num projeto de lei ao qual a agência Lusa teve acesso, o partido representado na Assembleia da República pelo deputado único, Rui Tavares, propõe que seja acrescentado ao Código Penal um artigo específico sobre este tipo de práticas, definindo que "quem praticar, promover ou publicitar quaisquer práticas ou tratamentos que visem a repressão ou modificação da orientação sexual, identidade de género ou expressão de género de qualquer pessoa é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa, se pena mais grave lhe não couber".

De acordo com o mesmo artigo, "não são puníveis as práticas, tratamentos ou serviços de afirmação da expressão de género ou identidade de género devidamente consentidas, como por exemplo o recurso a tratamento hormonal e acompanhamento médico", a tentativa das práticas de conversão "é punível" e o procedimento criminal "não depende de queixa".

O Livre defende ainda que se este tipo de prática for levada a cabo por um "profissional de saúde, psicólogo ou profissional educativo será definida como sanção acessória a proibição de exercício da profissão por não menos de cinco anos".

"Caso o autor do crime seja titular de responsabilidades parentais sobre a vítima, o exercício das responsabilidades parentais deverá ser revista, avaliada e decidida pelo tribunal a continuação ou perda parcial ou total da guarda parental, desde que o superior interesse da pessoa menor seja sempre assegurado e a sua segurança e bem-estar sejam garantidos", acrescentam.

Esta força política quer ainda que no artigo 177º do Código Penal, sobre 'agravação' de crimes, que a pena prevista para este tipo de casos seja "agravada em metade" numa situação em que "a vítima seja pessoa particularmente vulnerável em razão de deficiência física ou mental, doença, menoridade, gravidez, condição de vítima de violência doméstica, condição de migrante ou requerente de asilo ou situação económica ou social".

O mesmo se aplica se da prática em causa "resulte gravidez, ofensa à integridade física grave, perigo de vida, suicídio ou morte da vítima".

O partido sugere também uma alteração à lei do direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e à proteção das características sexuais de cada pessoa, acrescentando um número ao artigo 2º desta lei onde se passaria a ler que é "proibido praticar, recomendar ou publicitar práticas que visem a repressão ou modificação da orientação sexual, identidade de género ou expressão de género de qualquer pessoa".

Na exposição de motivos, o partido define 'práticas de conversão' como "quaisquer práticas ou tratamentos físicos e/ou mentais, independentemente da pessoa ou entidade que o façam, que tenham o intuito de reprimir e/ou modificar a orientação sexual, identidade de género, expressão de género de uma pessoa, colocando em causa o bem-estar e a saúde física e/ou mental da vítima".

O Livre recusa assim o termo "terapias de reconversão", explicando que "a palavra 'terapia' se refere a tratamentos, métodos ou procedimentos para curar ou tratar doenças, lesões ou distúrbios psíquicos, o que não é compatível com as posições e pareceres internacionais e nacionais da comunidade médica e civil sobre a orientação sexual e identidade de género ou expressão de género".

"Está na altura do Estado português, e à semelhança dos exemplos positivos já implementados no Canadá, França, Alemanha, Malta, Suíça, alguns estados dos EUA, entre outros, acabar com o vazio legal nesta matéria e criminalizar as "práticas de conversão", garantindo também o devido apoio e proteção de todas as pessoas afetadas, em concordância com os direitos fundamentais consagrados pela Constituição da República Portuguesa, com os pareceres e posições das várias entidades médicas e civis relevantes", vincam.

No passado dia 17 de maio, também o Bloco de Esquerda submeteu ao parlamento um projeto de lei que visa criminalizar este tipo de práticas.

 

24
Jun22

Bird oferece 20 por cento de desconto nas viagens para as Marchas do Orgulho

Niel Tomodachi

Os eventos acontecem já no próximo sábado, dia 25 de junho. A redução aplica-se a dois trajetos nas trotinetes elétricas.

As trotinetes elétricas já conquistaram Portugal. É impossível andar pelas maiores cidades do País, como Lisboa e Porto, e não ver pelo menos uma pessoa a usar um destes veículos.

Para celebrar as Marchas do Orgulho, a Bird, empresa especialista neste transporte elétrico amigo do ambiente, está a oferecer descontos nas viagens de trotinete. A oferta é válida apenas para as cidades do Porto e Faro, que vão receber o evento que celebra a cultura LBGTI+ já no próximo sábado, 25 de junho.

Para ter direito à redução de 20 por cento em duas viagens, os utilizadores só precisam de colocar na aplicação os seguintes códigos promocionais: PRIDEPORTO, para se deslocarem até à Marcha na cidade do Porto; e PRIDEALGARVE, caso vá ao evento em Faro.

“Todas as comunidades devem ser celebradas e homenageadas e, com muito orgulho, na BIRD fazemos questão de nos associarmos a estes eventos e movimentos de celebração e pelos direitos LGBTQI+. É algo que fazemos em todos os países onde a Bird opera e, naturalmente, também em Portugal”, refere Bernardo Janson, gerente da empresa de mobilidade no País.

 

19
Mai22

ILGA preocupada com discriminação a gays por causa da varíola dos macacos

Niel Tomodachi

A associação de defesa dos direitos da população LGBTI diz que a comunicação da doença "está a reforçar lógicas de estigma".

Existem 14 casos ativos de varíola dos macacos em Portugal. Esta quinta-feira, 19 de maio, a Direção-Geral da Saúde (DGS) adiantou que estão também a ser analisados mais dois de casos suspeitos. Ainda pouco se sabe sobre a origem e os métodos de infeção que deram origem a este surto que deixa as autoridades de saúde mundiais em alerta. Porém, até ao momento, uma coisa é certa: apenas os homens foram infetados. 

Segundo os dados partilhados pelas autoridades de saúde britânicas e portuguesas, a maior parte dos infetados são homens jovens, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos, que mantiveram relações sexuais com outros homens. 

As informações veiculadas pelas várias entidades de saúde nacionais e estrangeiras já começaram a gerar alguns comentários negativos nas redes sociais, direcionados à comunidade homossexual. Ana Arestas presidente da Associação ILGA Portugal — Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo confirma à NiT: “Ainda não recebemos até ao momento nenhuma denúncia, mas como temos um observatório de queixa que é analisado à posteriori, mais à frente podemos ter uma noção mais clara desses dados”. 

Para a presidente da associação: “A forma como a informação foi veiculada pelas autoridades de saúde e pelos meios de comunicação acaba por reforçar lógicas de estigma às quais a população LGBT continua, infelizmente, a ser sujeita e que acabam por ser visíveis nos comentários das redes sociais e de fóruns”.

E acrescenta: “Não nos podemos esquecer de que até há poucos anos as vivências das pessoas desta comunidade foram associadas à doença e ao crime e esse registo continua instalado na nossa comunidade. É por isso que estas notícias resultam em muitos passos atrás nos avanços que temos dado ao longo dos últimos anos”. 

A representante da ILGA sublinha que “neste momento é importante esclarecer toda a população sobre esta doença da forma mais detalhada e de forma não estigmatizante”. E diz à NiT: “Já estamos em contactos com a Direção-Geral da Saúde e as restantes associações para garantir que isto seja revertido, porque infelizmente não é a primeira vez que acontece”. O objetivo é “criar caminhos para que todas as pessoas sejam esclarecidas e que não coloquem as pessoas LGBTI neste contexto de estigma”.

O médico Gustavo Tato Borges, presidente em exercício da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP), explica à NiT: “Ainda não se conseguiu encontrar uma justificação para o facto de serem só homens infetados com o vírus. Não há nada na doença que indique que só afeta homens, pode ser apenas uma coincidência. Enquanto não se encontrar a ligação entre os infetados é difícil tirar alguma conclusão”.  

Segundo o especialista em saúde pública, estes pacientes podem ter sido infetados “numa viagem ou através de contacto próximo com alguém que visitou um destino em que este vírus circula com mais facilidade e ativamente, como é o caso de alguns países africanos”.

Gustavo Tato Borges acrescenta que “podem ter contraído o vírus em algum desses países e depois terem regressado, já infetados, a Portugal”. Ainda assim, sublinha que as investigações ainda decorrem e não sabem se “este cinco casos viajaram juntos, se trabalham juntos, ou se têm efetivamente alguma relação, por isso, ainda se torna difícil enquadrar em que condições se deu o contágio”.

varíola dos macacos, como é conhecida, é uma patologia viral, geralmente transmitida pelo toque ou mordida de animais selvagens portadores do vírus Monkeypox, como macacos e roedores na África Ocidental e Central. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar entre 5 e 21 dias.

Esta doença é em muitos aspetos semelhante à varíola, erradicada em 1979 — mas menos transmissível e menos mortífera. Por isso, o risco para a saúde pública é considerado baixo, mas, em alguns casos, a doença pode evoluir para sintomas mais graves. 

 

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