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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

02
Out22

Luzes e Magia: o espetáculo noturno da Alice

Niel Tomodachi

Por dentro da toca do coelho, e direto para o Jardim Botânico, segue a Alice em mais uma das suas maravilhosas aventuras. Com esculturas luminosas, ambientes sonoros e instalações multimédia, o espetáculo Alice in Magical Garden propõe-se a criar 23 experiências sensoriais que te vão levar ao universo fantástico de Lewis Carol. A experiência imersiva vai fazer-te sentir parte integrante da história.

Com fim previsto para 30 de outubro de 2022, o espetáculo assinala o regresso do Magical Garden ao Jardim Botânico do Porto, após o sucesso da primeira edição.

Aberto de quarta a domingo, entre as 20.30 e as 22.30 horas, esta iniciativa surge da parceria entre o estúdio criativo OCUBO, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto e a própria universidade.

És fã dos livros ou conheces alguém que gosta do mundo fictício da Alice? Então fala com os teus pais e família e combinem um programa noturno fora da caixa de que todos vão gostar.

Se és estudante, tens menos de 17 anos ou és residente no Porto, o bilhete fica por 10 euros. Maiores de 65 anos e pessoas com mobilidade reduzida também usufruem deste preço, enquanto crianças até aos 3 anos têm entrada gratuita. Para o público geral, os bilhetes custam 12,5 euros, de quarta a sexta, e 15 euros, de sexta a domingo. Os bilhetes podem ser adquiridos online ou na bilheteira local. E o espetáculo é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

Segue o coelho branco pela sua toca e deixa-te perder juntamente com o Chapeleiro Louco e a Rainha de Copas no mundo alucinante da Alice.

***

Alice in the Magical Garden
Até 30 de outubro
Rua do Campo Alegre, 1191, Porto
De quarta a domingo, das 20 às 22.30h
Bilhetes a partir de 10 euros

 

25
Set22

Já pode comprar decoração nórdica nas ruas do Porto

Niel Tomodachi

A Mel Living abriu a sua primeira loja física depois de ter começado o projeto online.

Velas, detalhes em madeira, plantas e objetos minimalistas fazem parte da decoração de estilo nórdico que tem vindo a ser cada vez mais replicada um pouco por todo o mundo. O Porto não é exceção e já é possível comprar artigos deste estilo nas ruas da cidade.

Depois de ter começado o projeto online em fevereiro, a Mel Living abriu a sua primeira loja física no Porto a 23 de julho. O espaço fica mesmo no centro da cidade e tem feito mais sucesso do que os responsáveis imaginavam.

Arabela Machado e Miguel Magalhães são os nomes por detrás deste projeto, que estava na gaveta há alguns anos. Arabela é da área da Educação e Miguel da Logística e começaram por fazer artigos personalizados que depois passaram a uma pequena venda de produtos de inspiração nórdica no Natal passado. A partir daí perceberam que o projeto podia ter futuro e lançaram a loja online já com o espaço físico em mente.

“Temos uma loja de inspiração nórdica mas agora com uma quantidade de produtos em stock muito significativa. Já temos outras marcas, outros tipos de produtos e nos próximos meses contamos ter ainda mais”, explica Miguel à New in Porto.

Na loja, as novidades incluem um aumento na quantidade e tipos de velas, produtos de cuidado pessoal — como sabonetes ou cremes de mãos —, plantas e até alguns produtos alimentares como chocolate quente ou chás. Brevemente também haverá prints de artistas nórdicos para comprar com e sem moldura.

 

 

“A grande novidade que já está em curso é a nossa Coffee Station, onde as pessoas vão poder tomar café nórdico e comer um bolo como fazem os nórdicos a meio do dia”, revela Arabela.

Os clientes estão mais preocupados com a sustentabilidade e por isso têm tentado adaptar a oferta a esse tipo de produtos, também muito caraterísticos da filosofia nórdica. E não são só os nacionais, até porque têm muitos clientes estrangeiros — de passagem ou até residentes na cidade — que vêem na Mel Living um espaço onde comprar presentes diferentes do habitual.

Não se preocupe porque também encontra os acessórios de decoração como havia na loja online — que ainda funciona e onde vai encontrar, por exemplo, mais opções de mobiliário. Além destes há velas, livros e até cestos para diferentes finalidades.

Tal como no início, a Mel Living mantém a ideia de criar uma maior proximidade com a comunidade local e organizar alguns workshops sobre temas da filosofia nórdica. Embora ainda não haja uma data definida para a realização do primeiro, os responsáveis garantem que será ainda este ano, antes do Natal.

Para o futuro, os planos passam por ter mais lojas na cidade ou eventualmente mudar este espaço para outro maior, onde possam receber mais produtos e clientes, sempre sem sair da zona do centro do Porto. “Já estamos a sentir que vamos precisar disso, quer pelo movimento da loja quer pela quantidade de stock”, remata Arabela.

 

20
Set22

Está de volta ao Parque de Serralves a farra das famílias e das crianças

Niel Tomodachi

Dois anos depois da pandemia, a Festa do Outono regressa já este fim de semana aos prados do Museu de Serralves, no Porto, com cultura e natureza de mãos dadas. Há dezenas de atividades e é tudo gratuito.

Contacto com a natureza é o princípio elementar da Festa de Outono

A Fundação de Serralves convida o público para a Festa de Outono já no próximo sábado e domingo. Helena Freitas, diretora do Parque de Serralves, declarou que o evento pretende "unir família e amigos com os elementos naturais do espaço". Com uma programação vasta e diversificada, a entrada é gratuita.

A Festa que dá início à nova estação do ano num "regresso simbólico" - é, também, um regresso marcante: durante os anos pandémicos não houve Festa -, oferece um extenso cartaz, com atividades contínuas das 10 às 19 horas. O público-alvo é óbvio: as famílias e as crianças.

As raças autóctones, que fazem parte do património histórico e cultural, são versadas em três aulas nos dois dias. O burro de Miranda, raça em extinção, e as típicas manadas de garranos do Noroeste português e da Galiza são as raças escolhidas para este ano. Há ainda visitas aos estábulos do parque para conhecer os "animais na quinta".

O festival de cinema europeu Cinemini é na Casa do Cinema Manoel de Oliveira. Vocacionado para crianças entre os três e os seis anos, em sessão estarão um total de oito filmes, entre "Um dia na região de Barbagia", filme de 1958, e "Viajando através de pincel e tinta", de 2017.

 

Música e muito mais

A música também tem espaço na Festa, com concertos no sábado por José Valente, às 12 horas, o Grupo de Percussão da Banda Sinfónica Portuguesa, pelas 14 horas, e o cantor Bandua pelas 17.15 horas; e no domingo, espetáculos da banda folk portuguesa Diabo a Sete, pelas 14.30 horas, Sourdure às 17 horas e, a fechar, a dupla Maria Quê pelas 18 horas.

Durante o dia todo, o público pode encontrar o Mercado de Outono e a Feira de Design Urbano, para além de várias oficinas, teatros e marionetas, circo contemporâneo e exposições.

A entrada é feita pelos portões da Av. Marechal Gomes da Costa e da Rua Bartolomeu Velho.

 

20
Set22

MIMO Festival leva arte ao centro histórico do Porto

Niel Tomodachi

A edição especial do evento está marcada para os dias 23 a 25 de setembro e as entradas são gratuitas.

Marque já na agenda porque o próximo fim de semana vai estar recheado de cultura grátis no Porto. Chega à cidade o MIMO Festival, que se instala de 23 a 25 de setembro e vai espalhar-se por vários locais do centro histórico.

Ao todo, o evento contará com mais de 20 concertos, 11 DJ sets, oito workshops, oficinas e residências no Programa Educativo. Além destas, haverá ainda atividades de arte, performance e tecnologia dedicadas à Amazónia, sem esquecer a conhecida Chuva de Poesia, que desta vez terá lugar na Livraria Lello.

Entre os locais do centro histórico que vão receber o MIMO Festival estão o Largo Amor de Perdição, o Jardim da Cordoaria, a Reitoria da Universidade do Porto, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, o Jardim das Virtudes, o Palácio de Cristal, as Igrejas do Carmo, das Carmelitas Descalços, de São José das Taipas, de Nossa Senhora da Vitória e de São Bento da Vitória.

“Tendo como premissa dar a conhecer o que de melhor se faz na música na atualidade, em Portugal e no mundo, entre nomes consagrados e novos talentos, o MIMO proporciona uma experiência única e o contacto com representantes de diferentes géneros musicais e culturas”, diz a organização em comunicado.

Na lista dos artistas com presença marcada no festival estão nomes como Emicida, Chico César, Mário Lúcio & Os Kriols, DJ Branko, Pedro Burmester & Quarteto de Cordas de Matosinhos, Maria João & Mario Laginha ou Plínio Fernandes.

Criado há 18 anos no Brasil, o MIMO já passou por locais como França, Congo, Ucrânia, Reino Unido, Cabo Verde, Índia ou Costa do Marfim. Depois de dois anos de interregno devido à pandemia, o festival regressa ao Porto com o objetivo de juntar num mesmo local artes e artistas de diferentes partes do mundo, dando-lhes espaço para se mostrarem. As informações sobre o MIMO e o cartaz completo estão disponíveis no site do evento.

 

20
Set22

Há uma nova cervejaria para conhecer no centro do Porto

Niel Tomodachi

A Cervejaria Clérigos distingue-se por usar vinho do Porto no molho da francesinha.

Porto é conhecido pelas suas diversas especialidades gastronómicas, mas é a francesinha que tem conquistado cada vez mais fãs nos últimos anos. Para quem não resiste a este petisco acompanhado por uma boa cerveja, já um novo restaurante na cidade que vai querer descobrir.

A Cervejaria Clérigos está instalada no Passeio dos Clérigos, precisamente no mesmo local do Clérigos Tasting Room, que vem substituir. Abriu a 1 de agosto e, tal como o anterior espaço, pertence ao grupo The Fladgate Partnership, que integra várias marcas de Vinho do Porto.

Este dado é curioso por várias razões. Por um lado, temos a mudança de área, sendo que aqui a grande estrela é a cerveja e não o vinho do Porto. Noutra perspetiva, há um dado que distingue outro dos destaques da carta, que é a francesinha: o molho é feito com vinho do Porto.

“Somos um restaurante com um novo conceito de cervejaria. Temos diferentes cervejas para oferecer aos nossos clientes, como uma tábua com prova de cervejas artesanais da Super Bock”, diz à New in Porto a gerente do espaço, Rachel Henriques, acrescentando: “Temos francesinhas para todos os gostos, até vegetariana”.

A ideia é que este seja um restaurante descontraído onde todos possam partilhar momentos com a família e os amigos. Não pense que é apenas para estrangeiros porque, apesar de estar numa zona central da cidade e mesmo em frente à Livraria Lello, quer atrair também os clientes locais.

Entre os vários petiscos para provar a qualquer hora do dia há opções como tábua de queijos e enchidos (13€), rissóis de leitão (5,60€), alheira (7€) ou até chamuças (5€). Quem preferir algo um pouco mais composto tem ainda mais opções como salada grega (7€), bacalhau confitado com migas de broa (18€), risotto de cogumelos (14€), hambúrguer de novilho (15€), costelinha de vitela assada (19€), posta de vitela (19€) ou lombo de novilho (28€).

Quanto às francesinhas, há a opção normal e a vegetariana, ambas por 12,90€. Se aquilo que procura é algo doce, também há tarte de maçã (5,90€), cheesecake de frutos vermelhos (4€) ou brownie de chocolate (4,50€).

No que toca às bebidas, há várias cervejas Super Bock (de 2€ a 4€) e até opções internacionais (desde 6€). Para quem quiser provar diferentes tipos de cerveja há até uma seleção de prova com quatro copos diferentes da Seleção 1927 (7€).

Além do serviço no restaurante, há ainda a possibilidade de levar os seus petiscos para casa ou para comer durante um passeio na cidade. Para isso, o espaço tem um balcão de grab&go.

::::::

MORADA:

Rua das Carmelitas, Passeio dos Clérigos, 151, Loja A1
4050-152 Porto

REDES SOCIAIS:

Instagram

 

19
Set22

Já pode provar os gelados da Amorino a olhar para a Torre dos Clérigos

Niel Tomodachi

O novo espaço pretende aproximar-se dos portuenses e apostar em atividades diferentes ao longo do ano.

Depois de abrir em junho, a nova loja da Amorino mesmo ao lado da Torre dos Clérigos foi oficialmente inaugurada no último sábado, 17 de setembro. O novo espaço é o terceiro da marca italiana na cidade — depois da Rua de Santa Catarina e da Rua das Carmelitas — e o quarto no Grande Porto.

Esta nova loja representa um investimento de cerca de 300 mil euros e ainda a criação de oito postos de trabalho. Ainda assim, a empresa continua a ter uma grande lista de interessados em colaborar com a marca e quer tornar-se mais próxima dos consumidores.

“A Torre dos Clérigos é o ícone do Porto e esta é uma loja que se insere muito bem na praça, no edifício em si, tem algum cuidado na adaptação de uma marca internacional à traça do Porto, tem muitos elementos de pedra e de metal e fizemos esse esforço. É também uma aproximação ao bairro da Vitória que, para todos os efeitos, tem bastante população e sai um bocadinho do circuito, sobretudo da loja das Carmelitas, que é a nossa loja maior”, explica à New in Porto o responsável pela Amorino Porto, Pedro Soares Pinto.

Com capacidade para receber 40 pessoas, esta loja tem um design semelhante às outras mas quer ser mais próxima. No que respeita à oferta, apresenta os habituais gelados em forma de flor — com mais de 30 sabores disponíveis diariamente —, os macarons ou as várias bebidas.

Ainda que este espaço esteja apenas a uma praça de distância da loja das Carmelitas, a maior da marca a nível mundial, o objetivo é que sirva distintos propósitos. Não só no dia a dia como em momentos mais específicos.

“Esta loja tem uma função complementar à outra. Por um lado, para servir as pessoas deste bairro, e, por outro lado, é uma loja em que a previsão é que tenha outra dinâmica, ou seja, não está tão sujeita ao ambiente turístico e por isso teremos mais eventos, alguns eventos para crianças nas manhãs de fim de semana, outros ligeiros ao final da tarde. Vai ter um programa cultural adaptado que a outra loja em específico não consegue ter porque tem um movimento muito maior.”

O responsável da marca na cidade adianta ainda que “o plano neste momento é fazer possivelmente mais três aberturas nos próximos dois anos”, sendo que duas delas serão mesmo no Porto. Além disso, têm tido também uma grande procura para abrir espaços noutros locais, embora essa logística seja mais complicada de momento.

 

19
Set22

Festival Beast volta às salas no Porto com 70 filmes e foco no Montenegro

Niel Tomodachi

O festival Beast, dedicado ao cinema da Europa Central e de Leste, regressa às salas do Porto entre quarta-feira e domingo, com 70 filmes no programa e um foco no Montenegro, além de um ciclo dedicado à Ucrânia.

"Elegia do Laurel" abre o Beast

"Desde 2020 que não temos uma edição 'normal', a última edição foi 'online'. Este ano, na quinta edição, voltamos ao Porto. [...] A cada ano temos um país em foco, e este ano é Montenegro. Temos também um foco especial com a Ucrânia, porque a situação da invasão afetou muitos colegas do nosso festival", diz o diretor, Radu Sticlea.

A programação completa inclui 28 curtas e médias-metragens na competição oficial, com "aposta em novos trabalhos de realizadores emergentes", entre ficção, documentário e cinema experimental.

Fora da competição, a organização terá um foco no Montenegro, com 18 filmes, entre eles a obra de abertura do evento, "A Elegia de Laurel", de Dusan Kasalica, em estreia nacional.

"O filme de abertura é um exemplo muito interessante do cinema de Leste, de cineastas emergentes. É mais experimental, tem uma influência balcânica muito grande. É uma fantasia. Isto define muitos pontos do festival. Temos filmes que representam esta ideia selvagem, o nosso lema é o 'wild wild east'", refere Radu Sticlea.

O regresso à sala em formato presencial traz também "muito mais convidados vindos de fora do país, de cineastas estrangeiros a uma equipa mais internacional", que vem "de todos os lados da Europa de Leste".

No foco no Montenegro, um "país muito recente", desde a independência, em 2006, há um trabalho que vem de 2020, em conjunto com o Montenegro Film Centre, e que visa mostrar "uma nova onda de realizadores" montenegrinos.

"Estão a tentar ter uma identidade no seu cinema. [...] Não há tanta atenção a este país como outros do Leste. Este é o mais abrangente programa de filmes montenegrinos já exibido fora do país. Os filmes estarão legendados em inglês, o que depois pode ser usado em futuras exibições, e também em português. É importante para nós ajudarmos a internacionalização do cinema de Montenegro", comenta o diretor do festival.

A Ucrânia será foco de um "programa especial", como homenagem ao país dada a invasão do seu território, movida pela Rússia, com o "Highlight Ukraine!", composta por "seis cineastas ucranianos talentosos e emergentes" e uma seleção do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Kiev, bem como "Stop-Zemlia", de Kateryna Gornostai, premiado com o Urso de Cristal no festival de cinema de Berlim em 2021, da autoria de uma realizadora que foi destacada na edição de 2018 do Beast.

"No 'Stop-Zemlia', fala-se sobre a geração jovem, a 'gen Z', e a realizadora usa um tipo de docu-ficção. É uma boa imagem da nova geração no país e no Leste em geral. No final, todas as pessoas que vivem no Leste, nasceram no Leste, têm algo em comum, há esta história política, mas também a geografia. Veem-se os mesmos padrões", descreve Radu Sticlea.

País em foco no festival já em 2018, há um "programa especial" este ano dedicado à Ucrânia, que traz filmes com os "temas sociais" daquele país à tona, de mulheres institucionalizadas em Odessa ao crescimento da geração Z, nascida no final da década de 1990, passando por questões políticas, geográficas e económicas.

Em março, a Okna, que organiza o festival, promoveu um evento solidário, para apoio humanitário para os afetados pela guerra naquele país, e fez também uma parceria com a RTP, para exibição de filmes.

"Sentimos que foi uma responsabilidade de promover cineastas e tentar ajudar os cineastas ucranianos. [...] Tudo começou em março, começamos a ter uma relação mais próxima com o Festival Internacional de Curtas-Metragens de Kiev, a colaborar mais para tentar incluir mais cineastas ucranianos no festival", afirma o diretor.

Entre outras novidades deste ano está um ciclo dedicado a "representações visuais 'queer' da Europa de Leste na história moderna" e uma secção dedicada a "explorar o conceito de 'lugar'".

Além dos filmes, o festival contará com oficinas, exposições e conversas na programação.

Organizado pela associação cultural Okna, em parceria com a Câmara do Porto, o Beast vai ter sessões no Passos Manuel, no Cinema Trindade, na Casa das Artes, no Espaço Okna e na Livraria Térmita.

13
Set22

Carlos Tê abre nova temporada do Porto de Encontro

Niel Tomodachi

O ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro arranca a sua 11ª temporada já neste sábado, dia 17, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, com a estreia de Carlos Tê como convidado.

Novo romance de Carlos Tê, "Arquibaldo", vai estar em destaque no encontro com o autor

O auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, recebe neste sábado, às 17 horas, o autor Carlos Tê, numa sessão que marca o início da 11.ª temporada do Porto de Encontro e o lançamento de "Arquibaldo", romance agora publicado pela Porto Editora.
O letrista e escritor portuense é o protagonista desta conversa com o jornalista Sérgio Almeida, que conta com a participação especial de João Gobern e leituras de António Durães.

Licenciado em Filosofia, Carlos Alberto Gomes Monteiro tornou-se um dos mais reconhecidos letristas portugueses pela sua longa parceria com Rui Veloso, iniciada em 1980 com o seminal "Ar de Rock". Da "Rapariguinha do Shopping" a "Chico Fininho", as palavras de Carlos Tê ficaram gravadas na memória dos portugueses e marcaram ainda discos de bandas e artistas como Jafumega, Clã, Cabeças no Ar, Canto Nono com José Mário Branco, Jorge Palma, Estrada Branca, Mônica Salmaso e José Pedro Gil.

Além da presença no mundo da música, tem vindo a publicar diferentes géneros literários - "O Voo Melancólico do Melro"(romance), "Contos supranumerários" (contos), "Penso sujo" e "Cimo de Vila" (poesia) e "Três peças em volta de canções" e "Um monólogo sobre futebol" (teatro).

Mais de vinte anos volvidos da publicação de "O Voo Melancólico do Melro" (Assírio & Alvim, 1999), "Arquibaldo" marca o seu regresso à narrativa de longo fôlego. Poderoso testemunho sobre a necessidade de lembrar, sobre as razões de viver, amar e ter compaixão, a obra estará em destaque nesta sessão.

Parte da vida cultural da cidade desde 2011, este ciclo de conversas reuniu mais de 21.000 espectadores em 88 edições realizadas em diversos espaços da cidade, como o Teatro Rivoli, a Casa das Artes, a Casa da Música a Biblioteca Almeida Garrett ou o Teatro Nacional São João.

 

08
Set22

Festival de Francesinhas à moda do Porto na Maia foi adiado — já há novas datas

Niel Tomodachi

As más condições atmosféricas previstas para este fim de semana levaram a organização a adiar o evento.

Uma das maiores chuvadas dos últimos meses vai cair este fim de semana, segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e já está a causar impacto. As más condições atmosféricas previstas levaram a organização a adiar o Festival de Francesinhas da Cidade da Maia, que devia arrancar esta sexta-feira, 9 de setembro, e estender-se até dia 18.

“Por motivos exteriores à vontade da Câmara Municipal da Maia e da entidade promotora (previsão climatérica muito adversa) o evento terá de ser adiado”, anunciou a autarquia.

Na mesma nota, contudo, o município já revelou novas datas para a iniciativa. É de 7 a 16 de outubro que o Parque Central (Rua Simão Bolívar, 83-87) da cidade recebe o festival que tem o típico prato portuense como protagonista. Nessa altura, já haverá tendas no espaço, pelo que chuva, caso surja, não seja um problema. A entrada mantém-se gratuita, razão pela qual só paga aquilo que consumir.

Alfândega Douro, Cufra, Alicantina e Santa Francesinha serão os restaurantes responsáveis por servir o prato tão apreciado pelos portugueses (e não só) na sua versão tradicional (10€). Para que ninguém tenha de ficar de fora, o Santa Francesinha apresentará também uma opção vegetariana e outra vegan — ambas custam 12€.

À NiT, a organização adiantou que, tal como em Setúbal, o Mirone, em Vila Nova de Gaia, vai disponibilizar os seus cachorrinhos à Porto (4€). Para acompanhar, conte com cerveja (2€), claro, vinho (12€/garrafa), água (1€) e refrigerantes (2€).

Uma feira com enchidos, queijos, lapas da Madeira, bolo do caco, vinhos e muito mais, que decorre em paralelo, é outra novidade da edição.

Antes disso, de 22 de setembro a 2 de outubro, o Festival de Francesinhas realiza-se em Oeiras. 

 

08
Set22

Coliseu Porto com mesa farta até dezembro: há 50 novos espetáculos

Niel Tomodachi

Uma programação especial que celebra os 200 anos da independência do Brasil, que se assinalam esta quarta-feira, reabre as portas do Coliseu Porto. A nova temporada, até dezembro, traz uma grande produção de ópera e uma nova história contada no Circo de Natal, que terá 40 sessões. Entre concertos, bailados, filmes, ópera e teatro, o cartaz contempla novos 50 espetáculos.

"Gota de água (Preta)" passa pelo Coliseu a 20 de outubro

O programa MPB (Movimento Porto Brasil), programa criado de raiz pelo Coliseu Porto, abre esta quarta-feira, às 19 horas. "É uma celebração de uma efeméride, mas que não é feita de forma anódina, pretende colocar em causa o que significa esta celebração de 200 anos da independência do Brasil", contou ao JN, Mónica Guerreiro, presidente da direção do Coliseu Porto Ageas.

O ato é assinalado com a inauguração de "Contracapa", uma exposição do artista Júlio Dolbeth com 20 ilustrações de capas de discos icónicos da história da música brasileira. Caetano Veloso, Elis Regina, Elza Soares, João Gilberto, Maria Bethânia ou Os Mutantes são alguns dos artistas retratados nesta exposição, que ficará patente até 15 de novembro. A isto acresce o facto de "muitos deles terem tocado no palco do Coliseu", conta Guerreiro.

O MPB contempla até ao final de novembro um programa que engloba artes visuais, cinema, artes performativas e residências artísticas e assinala duas outras efemérides: Brasília -Capital ibero-americana das culturas. O Coliseu lançou uma convocatória a artistas residentes em Brasília, à qual responderam 56 artistas e que foi ganha por Gustavo Silvamaral, que chega ao Porto na próxima semana.

O Centenário da Semana de Arte Moderna é a segunda efeméride que será assinalada a 23 de setembro, com a inclusão no percurso de leituras poéticas da companhia Público Reservado, de Renata Portas. No âmbito performativo, o Coliseu será também palco da Mostra São Palco, ciclo com curadoria de Jorge Louraço Figueira que leva cinco peças de entidades brasileiras a sete cidades portuguesas.

Pela sala do Porto passam dia 14 de Outubro, "Ledores no Breu", da Companhia do Tijolo, sobre o legado didático de Paulo Freire, a propósito do centenário do seu nascimento. A 20 de outubro, "Gota d'Água (Preta)", peça de teatro musical dirigida e protagonizada por Jé Oliveira, a partir da obra escrita por Chico Buarque e pelo poeta Paulo Pontes em 1975. E o espetáculo do músico e ativista Leo Bianchini apresenta "Ouviram do Abaporu", uma história audiovisual da cultura do Brasil sob o signo da independência partindo do seu cancioneiro popular.

No âmbito da programação do Porto Post Doc, o Coliseu recebe a Mostra de Cinema Documental Brasileiro, onde serão apresentados quinzenalmente documentários relacionados com a cultura brasileira, complementados por um ciclo de mesas-redondas. O ciclo arranca a 21 de setembro, com "My name is now, Elza Soares", sobre a diva da música brasileira, falecida no início deste ano. "Os Doces Bárbaros" (4 de outubro) que incluí vivências de Gilberto Gil, Maria Bethânia e Caetano Veloso, "Manguebit" (21 de outubro), "Fevereiros" (2 de novembro) e "Chico: Artista Brasileiro" (15 de novembro) completam a mostra.

 

 

O regresso da ópera e do circo

Setembro, assinala também o regresso da ópera ao Coliseu com a estreia absoluta da nova produção de "Tosca", a ópera em três atos de Giacomo Puccini. Com direção do maestro José Ferreira Lobo e encenação de Alfonso de Filippis, "Tosca" simboliza um confronto entre a decadência e o progresso na viragem de século, dando o protagonismo a pessoas vulgares, de diferentes camadas sociais, em vez de se focar na realeza ou nos semideuses a que as óperas tradicionais recorriam comummente.

"O espetáculo já teve muita procura - a sala está quase cheia -, o que representa uma grande alegria para nós, sendo o Coliseu a sala ideal para a apresentação de ópera com dois fossos de Orquestra", contou Mónica Guerreiro. "Tosca" terá interpretação da Orquestra e Coro da Ópera na Academia e na Cidade, a soprano Cristiana Oliveira (como Floria Tosca), o tenor Pedro Rodrigues (como Mário Cavaradossi) e o barítono Nuno Pereira (como Vitellio Scarpia).

Outro dos destaques será o Circo do Coliseu, com 40 récitas, de 8 de dezembro a 8 de janeiro. "Este ano, o Circo de Natal Coliseu Porto Ageas inspirou-se na fábula inacabada "Os Gigantes da Montanha", de Luigi Pirandello, publicada há 85 anos. Os gigantes serão o público a quem compete saber como acaba, e se acaba, a história. Com direção artística de Rui Paixão, o espetáculo conta com a direção musical de Ramón Galarza, que reinterpreta o álbum "A Festa do Circo", gravado em 1987, para o Chapitô, com temas de Sérgio Godinho, Nino Rota, Rão Kyao ou Victorino d'Almeida.

Nas parcerias com os festivais da cidade, o Coliseu volta a integrar o Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP), o Family Film Project e o festival de cinema documental Porto Post Doc. Com o FIMP apresenta-se, a 11 de outubro, "A Última Batalha", da companhia Leirena Teatro, que conta com música original e interpretação ao vivo de Surma.

A 18 de outubro chega o filme-concerto "Heróis do Mar", inserido no Family Film Project, espetáculo no qual a Orquestra Filarmónica Gafanhense interpreta a música composta por Henrique Portovedo para o filme realizado em 1949 por Fernando Garcia sobre a pesca do bacalhau "que estava perdido há vários anos", um dos destaques de Mónica Guerreiro.

E a 20 de novembro, os Silly Season trazem, no âmbito do Porto Post Doc, o seu trabalho híbrido entre o teatro e o cinema "Fora de Campo".

 

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