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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

24
Out21

Os novos sabonetes da Claus Porto vêm com vários aromas para desejar boa sorte

Niel Tomodachi

A marca portuguesa tem novidades na categoria de guest soaps, uma das favoritas dos clientes. Já estão à venda nas lojas físicas e online.

Na Índia, existem os elefantes; nos Estados Unidos, as ferraduras; e na Austrália, as rãs. Falamos, claro está, de amuletos. A maioria das culturas acredita que a sorte é um elemento muito importante na vida e é por isso que são escolhidos diferentes elementos simbólicos para a evocar. 

No entanto, a representação mais universal da sorte tem de ser o trevo de quatro folhas, muitas vezes visto também como um símbolo de esperança, fé e amor. Representa o reequilíbrio das forças positivas, as fases da lua, as quatro estações e os elementos da natureza.

Os responsáveis da Claus Porto acreditam que este momento da história pede muitas energias positivas e bons pensamentos. Foi por isso, explicam, que criaram a nova Caixa de Guest Soaps (um favorito dos fãs) Trevo. O design foi inspirado num rótulo antigo da marca, que data ao início do século XX, e nas técnicas de gravação em ouro.

claus porto
Custam 26€.
 

Este projeto foi inteiramente desenhado à mão pela equipa de designers da marca portuguesa e resultou numa caixa com 15 sabonetes em quatro cores e aromas: Alface, com cheiro a leite de amêndoa, que pretende acalmar; Cerina, com frangrância de brisa marinha; o Banho, que cheira a limão e energiza o corpo; e o Favorito, com uma revitalizante fórmula de papoila vermelha.

As Caixas de Guest Soaps Trevo estão à venda nas lojas físicas e online da Claus Porto por 26€.

 

13
Out21

Rota das Árvores do Porto regressa com 10 visitas guiadas por parques e jardins

Niel Tomodachi

Dez visitas guiadas ao longo de 10 meses: vai ser assim a terceira edição da Rota das Árvores do Porto, uma iniciativa da câmara municipal que visa dar a conhecer o património arbóreo dos quatro cantos da cidade.

Que origens, caraterísticas, curiosidades e especificidades têm as árvores que habitam os vários espaços da cidade do Porto? Estas e muitas outras perguntas vão ser respondidas ao público durante a terceira edição da Rota das Árvores do Porto, iniciativa que decorre a partir do próximo dia 16 de outubro até julho de 2022.

Ao longo de 10 meses desenrolar-se-ão 10 visitas guiadas pelo arquiteto paisagista João Almeida aos parques e jardins municipais, com o objetivo de dar a conhecer o património arbóreo do Porto. “Acompanhar as transições das estações do ano e as alterações que trazem nas árvores da cidade” vai ser uma das atividades possíveis.

A primeira visita guiada desta edição acontece já no dia 16 de outubro sob o tema “Regresse à Expo de 1865” e as inscrições estão abertas desde o dia 8. O programa completo está disponível para consulta no website do projeto e revela os locais de cada visita guiada. As visitas decorrerão sempre das 14h30 às 17h.

As visitas vão-se realizar todos os sábados até julho de 2022 e as inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, com um limite de 20 participantes. Cada inscrição é individual e deve ser submetida através do preenchimento de um formulário próprio, com abertura oito dias antes da data de cada visita, às 21h.

A Rota das Árvores do Porto faz parte do projeto Florestas Urbanas Nativas no Porto, que tem como objetivo “expandir a área verde nativa no Porto e promover a ligação dos munícipes a estes recursos vitais para a sustentabilidade da cidade”.

 

13
Out21

Festival Neopop vai animar o Halloween do Porto com 10 horas de música

Niel Tomodachi

O evento, marcado para a Super Bock Arena, vai ter Solomun como convidado de honra. Os bilhetes já estão à venda.

Já estamos em contagem decrescente para o Halloween, que se celebra no dia próximo dia 31 de outubro, domingo. Por causa da pandemia, praticamente não houve festas nos últimos dois anos, para assinalar a noite mais assustadora do ano. 

Porém, com a maioria da população vacinada e já na fase de desconfinamento, os grandes festivais estão de volta como é o caso do Neopop, o evento que vai pôr o Porto a dançar ao longo de dez horas de música.

Passados 20 meses desde a última edição do Neopop, aquele que é considerado um dos maiores festivais de música de dança a nível nacional está de volta, ainda que numa versão reduzida. Em vez de ser em Viana do Castelo, como é habitual, este primeiro grande evento do género depois do início da pandemia vai realizar-se na Super Bock Arena, no Porto, e apenas por algumas horas.

O cartaz tem para já apenas um nome confirmado, Solomun, que será o convidado de honra. O conhecido artista bósnio será a estrela mais esperada das dez horas de festa que começam às 22 horas de 31 de outubro, mas certamente serão anunciados ainda outros nomes para compor a lista de participantes. Os bilhetes custam 30€ e já estão à venda no site da Ticketline.

A próxima edição do Neopop já está confirmada para o próximo ano e será de 10 a 13 de agosto, em Viana do Castelo. Todas as informações, bem como os bilhetes, estão disponíveis no site do evento.

 

13
Out21

O Festival Internacional de Marionetas do Porto está de volta à cidade

Niel Tomodachi

A 32.ª edição do FIMP começa esta sexta-feira e prolonga-se até 24 de outubro.

O Porto vai encher-se de arte nos próximos dias com a 32.ª edição do Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP). O FIMP decorre de 15 a 24 de outubro em vários espaços da cidade.

Com a “passagem do tempo”, enquanto passado, presente e futuro, como tema, o festival está pensado para público de todas as idades, incluindo os mais novos. Haverá um total de 38 apresentações de 21 espetáculos, tanto nacionais como estrangeiros, sendo que uma boa parte deles será aqui estreada.

“A revisitação da história, dos seus fantasmas e mitologias, a memória da infância, as promessas do progresso e da tecnociência — ao mesmo tempo tão esperançosas e ameaçadoras, tão distantes e tão próximas — inspiram o FIMP´21”, explica a apresentação deste ano, citada pela Ágora.

Uma das novidades da edição deste ano vai ter lugar nas manhãs de domingo, no Coliseu do Porto: os cine-concertos. Os Concertos Promenade 2.0 serão feitos com a projeção de filmes clássicos da realizadora Lotte Reiniger, musicados ao vivo pelo pianista Filipe Raposo.

“Le pas grand chose”, de Johann le Guillerm, é um dos espetáculos em destaque neste FIMP e tem estreia marcada para os dias 15 e 16 de outubro no Teatro Rivoli. Por sua vez, a estreia nacional de “Violences”, de Léa Drouet, será a 21 de outubro, no Teatro Campo Alegre.

Além dos habituais espetáculos, o FIMP contará com masterclasses, workshops, uma exposição e também o acompanhamento de alguns trabalhos em desenvolvimento. Todas as informações bem como o programa completo estão disponíveis no site do evento.

 

10
Out21

A Maratona do Porto volta em novembro — e há provas para todos

Niel Tomodachi

Depois de um longo ano e meio de pandemia, o regresso à estrada está marcado para 7 de novembro — e com alterações.

Em 2020, como tantas outras coisas nas nossas vidas que ficaram em suspenso, foi tempo de interrupção da Maratona do Porto como a conhecíamos. O regresso à estrada já foi anunciado e dá para toda a família participar.

É a 7 de novembro que decorre a 17. ª edição da EDP Maratona do Porto. Além dos icónicos e sempre exigentes 42 quilómetros, há mais provas para aproveitar a cidade Invicta. E não, não precisa de estar em grande forma para todas.

Além da prova principal, está previsto percurso Family Race, que este ano terá 10 quilómetros em vez dos habituais 15, além de uma mini maratona (ou simples caminhada) de seis quilómetros.

Este ano, o percurso foi alvo de algumas alterações. O tabuleiro inferior da ponte Luís I vai estar em obras e, por essa razão, este ano não será possível atravessar para o lado de Vila Nova de Gaia, “pois a Ponte Luís I é a única que permite a passagem ao nível do percurso da prova”, explica a organização. O Queimódromo não está também no percurso. A Avenida do Parque, junto ao Parque da Cidade do Porto, será o novo local para a chegada das diferentes provas.

Depois de um interregno em 2020, a prova que se disputa desde 2004 promete também o regresso às ruas do Porto de atletas de renome. As inscrições para as provas deste ano podem ser tratadas online e estão abertas até ao próximo dia 2 de novembro.

 

09
Out21

Da literatura marginal aos usados: quatro livrarias independentes no Porto

Niel Tomodachi

Livros acabados de publicar, de autores malditos, pouco conhecidos ou de temáticas queer, mas também velhos clássicos já manuseados, monografias históricas, revistas independentes, e ainda bar e agenda de eventos. Eis o que têm para oferecer estas quatro livrarias do Porto, inauguradas ou refrescadas em plena pandemia.

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#1 LIVRARIA EXCLAMAÇÃO

Uma casa para a literatura marginal

A Livraria Exclamação dá visibilidade a autores malditos ou pouco conhecidos, publicados pela editora homónima e por outras que, como ela, trabalham por carolice. Não faltam atividades movidas a Bibliofolia – a alegria dos livros. CF

(Fotografia: Leonel de Castro/GI)

A Editora Exclamação abriu uma livraria com o mesmo nome, em inícios de julho, no Porto, tendo como mote a Bibliofolia, ou seja, a alegria dos livros. Um espaço de leitura e encontro, que acolhe lançamentos, oficinas de escrita, exposições ou atividades para crianças, e tem em marcha novidades como a Comunidade de Leitores “Boémia”, com curadoria de Saguenail. Mas a Livraria Exclamação distingue-se, acima de tudo, por ser uma casa para a “literatura marginal com qualidade”, onde cabem “autores malditos” e pouco conhecidos, explica o proprietário, Nuno Gomes.

Exemplo acabado do interesse da Exclamação pelas franjas é que se prepara para editar em português, traduzida do persa, por uma mulher, a obra completa da poeta afegã Nadia Anjuman, “a marginal das marginais”, na expressão de Nuno Gomes. A autora publicou o primeiro livro após a queda do regime talibã, em 2001, e tinha um segundo escrito quando morreu, depois de ter sido espancada pelo marido – um bibliotecário que não via com bons olhos a sua produção literária.

Nuno Gomes no jardim das traseiras.
(Fotografia: Leonel de Castro/GI)

“Portugal tem uma especificidade: muitas pequenas editoras que, como nós, trabalham por amor à camisola. A nossa editora é suportada por outros projetos e pela carolice”, prossegue Nuno, que, além de editor, é biólogo. Através da empresa Bluemater, disponibiliza soluções de tratamento de águas inovadoras e ecoeficientes – inventou sistemas já patenteados ou em vias disso.

Na edição, tudo começou com a Planeta Vivo, ligada à natureza, e que agora é uma das coleções da Exclamação, coordenada pelo próprio. Há várias, com diferentes curadores. Entre elas, a Avesso, dedicada a autores relevantes e muito pouco conhecidos, coordenada por Rui Manuel Amaral; a Novíssima, centrada em novos talentos da poesia e coordenada por Nuno Brito e Maria Bochicchio; ou a Afrikana, coordenada por António Cabrita.

Umas das peças da exposição “Livros-Objecto”, de Isabel de Sá.
(Fotografia: Leonel de Castro/GI)

Nas prateleiras, além da Exclamação, estão representadas outras pequenas e microeditoras, assim como algumas editoras maiores e outras chancelas, que se enquadram ali. Lado a lado com títulos da Hélastre, da Orfeu Negro ou da Língua Morta, estão outros da Assírio & Alvim, da Tinta da China e mais.

Existe uma loja online, mas vale bem a pena visitar a livraria, com um pequeno jardim nas traseiras, rés-do-chão e primeiro andar. Neste último, ficam as obras ligadas à natureza, à arte e infanto-juvenis – o ideal é celebrar os livros logo desde a infância.

Relíquias

Há algumas relíquias expostas na livraria, desde uma prensa do século XIX até uma máquina de escrever, dos anos 1930, que funciona com ponteiro.

 

SUGESTÃO DO LIVREIRO:

“Antes de mais e depois de tudo”, de Regina Guimarães
Editora Exclamação
14,90 euros

 

Eis a primeira antologia poética da autora portuense, com seleção e posfácio de Rui Manuel Amaral. “A Regina escreve poesia ao pequeno-almoço, num e-mail… Este é um livro que se lê em qualquer altura, como ela escreve em qualquer altura. É uma poesia de alegria”, defende Nuno Gomes.

 
 

#2 LIVRARIA ABERTA

Espaço para se ler as margens

Foi no fim do primeiro confinamento que Paulo Brás e Ricardo Braun começaram a pensar em abrir um espaço próprio. Surgiu então a Aberta, primeira livraria de temáticas queer no Porto. LM

(Fotografia: Leonel de Castro/GI)

Paulo, investigador na área da literatura, produtor cultural e performer, e Ricardo, tradutor, encenador e professor de dramaturgia, pensaram em abrir um espaço cultural após o primeiro confinamento. “Não pensámos necessariamente numa livraria, mas sim num espaço para a cidade onde pudéssemos desenvolver o nosso trabalho”, conta Paulo. Mas logo perceberam que o espaço tinha de ser sustentável. “Podia vir para aqui fazer programação cultural mas como é que isso se pagava?”. Idealizaram, então, uma livraria, que inauguraram em junho e, agora que foram levantadas as limitações devido à pandemia, querem ter lá exposições, conversas, lançamentos de livros, entre outros eventos.

Desde o início que assumem o espaço como uma livraria queer, sendo assim a primeira do género na cidade. “Já tinha havido uma livraria LGBT [lésbica, gay, bissexual e transgénero] em Lisboa, a Esquina Cor de Rosa, da Jó Bernardo (funcionou entre 1999 e 2005)”, lembra Paulo. Aqui, optam pelo termo queer por uma questão de inclusividade. “A par das minorias sexuais, é importante falar de outras. A questão da intersecionalidade é muito importante. As lutas pelos direitos humanos não são todas a mesma coisa mas podem ser lidas em conjunto e podem aprender umas com as outras”, reflete. “Queremos ser abrangentes, por isso, para além das minorias sexuais, falamos de minorias raciais, de classe, de género”.

O espaço da livraria e o seu catálogo, ainda em construção, refletem isso mesmo. A loja é um espaço minimalista e arrumado, com muito espaço vazio “para que carros de bebés ou pessoas em cadeiras de rodas possam passar”. Nas prateleiras, os livros não estão dispostos por género literário, mas sim por ordem alfabética de autores. Começa pelos anónimos, “quase como uma brincadeira ao início da história da literatura” – o primeiro livro é mesmo o “Épico de Gilgameš” – depois vai de A ao Z. Na última prateleira estão as antologias e os livros com vários autores. As novidades estão junto ao balcão.

À parte, estão as secções infantil e juvenil. “São muito abrangentes, pois não era possível ter um catálogo exclusivamente queer em Portugal”, diz. Alguns dos livros disponíveis já foram publicados com esse objetivo, há outros que não, mas que permitem “ter essa conversa com as crianças e os adultos responsáveis por essas crianças”. Desde que os livros “falem de diversidade, de inclusão, já nos sentimos à vontade para os ter cá”.

Na parte dedicada aos jovens, há alguns clássicos para “se ler as margens de outra maneira. Muitos livros juvenis falam de crianças órfãs ou que estão sozinhas. Todos contam de alguma maneira histórias de superação a partir do isolamento ou da marginalidade. Faz todo o sentido ter aqui, por exemplo, ‘O Diário de Anne Frank’”, conclui.

(Fotografia: Leonel de Castro/GI)

Editora queer

Outra das facetas deste projeto é ser uma editora, dedicada à publicação de livros antigos de autores portugueses e estrangeiros. O primeiro será “O Barão de Lavos”, de Abel Botelho, originalmente publicado em 1891 e que é o primeiro romance homoerótico português.

SUGESTÃO DOS LIVREIROS:

“Menino, Menina”, de Joana Estrela
Planeta Tangerina
12,90 euros

“Este livro para a infância é de uma autora e ilustradora incrível do Porto e reflete o que queremos para esta secção. De forma descomplicada, fala de género para as crianças, mas ainda mais para os adultos responsáveis por essas crianças. Começa por falar das distinções de género, dos seus clichés, para depois os desconstruir”.

(Fotografia: Leonel de Castro/GI)

 

#3 TÉRMITA

Um sítio para agregar livros e pessoas

Os donos do Café Candelabro, onde antes funcionou um alfarrabista, nunca deixaram cair a ligação aos livros, mas quiseram dar-lhes casa própria. Em fins de 2020, abriram a livraria Térmita mesmo ao lado, num antigo armazém de madeiras. CF

A equipa que se divide entre a livraria Térmita e o Café Candelabro.
(Fotografia: Pedro Correia/GI)

A pandemia não demoveu os primos Hugo Brito e Miguel Seabra, mentores do Café Candelabro, de abrir uma livraria na porta contígua: a Térmita. O nome assenta-lhe bem. Afinal, nasceu num antigo armazém de madeiras então tomado por bichos de natureza gregária que fazem daquela matéria-prima – e dos livros – refeição. “Os sítios também falam um bocado do que poderão ser”, comenta Hugo Brito, frisando que o projeto – de que também faz parte o livreiro Hugo Miguel Santos – pretende “agregar pessoas, livros, ideias”.

O espaço sofreu obras sem apagar as marcas do tempo, condizentes com a sua nova vocação. Na Térmita, livros usados e fora de edição surgem ao lado de outros bem recentes, “escolhidos a dedo”, de pequenas editoras como Sr Teste ou Edições do Saguão. Tanto se encontra publicações de aspeto cuidado, acabadas de sair, como velhos clássicos, monografias históricas, livros técnicos ou de arte. “Queremos ser um sítio onde o livro seja tratado de forma especial, e não simplesmente colocado por ordem alfabética”, resume Hugo Brito. Essa “desorganização organizada” gera surpresas, “faz parte da magia de ir a uma livraria: podes encontrar um policial na secção de filosofia”.

Os móveis e estantes desenhados pelo ateliê Still Urban Design, de Sofia Pera Fernandes, convivem com objetos curiosos, como figuras de robôs ou uma cadeira de cinema, a puxar pela leitura. Há ainda alguma música de editoras portuenses e espaço para apresentações de livros, oficinas e exposições – a propósito, “Pise com cuidado”, de Amanda Copstein, acaba de chegar ao armazém dos fundos.

A exposição “Pise com cuidado”.
(Fotografia: Pedro Correia/GI)

SUGESTÃO DOS LIVREIROS:

“Regras para a direcção do espírito”, de Pedro Eiras, com desenhos de Pedro Proença
Editora Flop
18,50 euros

A obra, em prosa, apresenta-se numa caixa contendo 31 cartas e um cartaz. É um objeto literário, foge ao formato tradicional do livro. “Este tipo de leitura convida à hipertextualidade; não tem de ter uma ordem”, sublinha Hugo Brito.

(Fotografia: Pedro Correia/GI)

 

#4 GATO VADIO

A livraria da contracultura

No início de 2020, a livraria Gato Vadio – da Associação Saco de Gatos – saiu do espaço onde estava desde a sua abertura, em 2007, na Rua do Rosário, para reabrir numa artéria próxima. O espaço continua a juntar livraria, bar e espaço para eventos. LM

(Fotografia: Rui Oliveira/GI)

“Isto não é apenas uma livraria, é um espaço onde se fala de livros”, começa por elucidar Jorge Leandro Rosa, responsável pelas escolhas editoriais que aqui se encontram. O ensaísta e tradutor não quis, nesta nova fase do Gato Vadio após a mudança de instalações, deixar de parte a tradição ligada à poesia, mas quis aprofundar a atenção para outras áreas, “sobretudo o ensaio político, as alternativas ecológicas e o ensaio sobre arte”.

Assim, foi reforçada a presença de revistas nestes campos, “principalmente estrangeiras – espanholas, francesas, norte-americanas – porque não há muitas portuguesas”, diz. A linha continua a ser o pensamento alternativo, a contracultura, a atenção aos pequenos editores, ao fanzine e aos livros de autor. “O pequeno editor de qualidade interessa-nos muito – por exemplo, temos livros de uma editora aqui do norte, a Contracapa, que tem lançado antologias de poesia árabe, sueca, hispano-americana, italiana…”. Esta coleção vai ser o centro de vários eventos durante os próximos meses.

Como espaço de convívio que é, a Gato Vadio quer “promover a vida social em torno do livro”, mas não só. Continua a organizar sessões de cinema regulares às quintas-feiras e alguns jantares informais. Em novembro, pretende organizar um encontro internacional de revistas de pensamento alternativo.

SUGESTÃO DOS LIVREIROS:

Revista Salamandra (23-24)
Edição: Grupo Surrealista de Madrid
15 euros

Está à venda no Gato o mais recente número da “Salamandra”, a revista editada pelo Grupo Surrealista de Madrid. Aqui, em mais de 400 páginas, há ensaio, poesia e arte visual, sempre no espírito da “rebelião surrealista”. Para ser lida “à noite, com um bom suporte e com tempo disponível”.

(Fotografia: Rui Oliveira/GI)

(S)

 

08
Out21

Instalação artística com 318 balões vai animar a Rua de Santa Catarina até 2022

Niel Tomodachi

A obra foi a vencedora do concurso Viartes e vai decorar a fachada do ViaCatarina durante um ano.

Foi inaugurada esta quinta-feira, 7 de outubro, a obra “Incha, desincha e passa!”, uma instalação artística que vai decorar a fachada do ViaCatarina até ao próximo ano. Entre as suas várias características, destaca-se o facto de ser composta por 318 balões que vão enchendo e esvaziando de forma a criar movimento e perspetiva diferentes.

Criada pelos arquitetos Filipe Santos Marinho e Vítor Carneiro de Mesquita, em conjunto com a sua equipa do 560 Architects, esta obra é a vencedora da sexta edição do Concurso de Arte Pública VIArtes. Organizado pelo ViaCatarina, este concurso desafia os artistas a criarem uma obra de arte para decorar a fachada do centro comercial, que fica virada para a concorrida Rua de Santa Catarina.

No caso destes arquitetos, foi mesmo um desafio. “Queríamos entrar num projeto que extravasasse a componente técnica da arquitetura, que fosse um desafio e invertesse a proporção da arquitetura pura e dura em favor de ter mais liberdade e de podermos expressar-nos”, explica à New in Porto, Vítor Carneiro de Mesquita.

Ao conceber a ideia, queriam algo que se destacasse nesta rua, que tivesse cor, luz e movimento. Por isso, criaram esta “Incha, desincha e passa!”, que é uma estrutura suspensa na fachada onde estão 318 balões iluminados por dentro e com um sistema de insuflação.

Os balões são vermelhos e estão em constante movimento. À noite ficam iluminados, com várias intensidades de luz, o que dá à obra a característica única de parecer sempre diferente enquanto passamos pela rua. “Tudo foi baseado no conceito do tempo, de podermos controlar e acelerar o tempo na fachada.”

É assim que se dá movimento a uma fachada tão clássica e de linhas retas como esta. O tempo é então percepcionado como algo que muda até as obras de arte ou a forma como olhamos para elas. Ao longo de alguns minutos é possível ver a fachada original do edifício e todas as suas alterações até ao retorno. Além da própria obra mudar, cada uma das pessoas também vai mudar, pelo menos se for caminhando pela rua, o que acaba por trazer vários movimentos diferentes e novas perspectivas à obra.

Tudo isto levou cerca de duas a três semanas a ser pensado, ainda em projeto inicial, mas vários meses na parte da execução, tanto a nível de esboços como da produção propriamente dita em fábrica. “Para nós, todos os projetos são importantes, mas este tem um maior grau de experimentação, é um desafio mais conceptual e, ao mesmo tempo, se puder acrescentar algo de novo à cidade, é muito satisfatório para nós.”

 

28
Set21

Miniso: a IKEA japonesa chegou ao Porto (e vai abrir 20 lojas em Portugal)

Niel Tomodachi

Lá pode encontrar bonecos, tecnologia, roupa. Tem um pouco de tudo para todos os gostos.

É um fenómeno mundial que já conta com duas lojas em Portugal: uma na Póvoa do Varzim e outra no ArrábidaShopping. Falamos-lhe da Miniso, que é muitas vezes apelidada de “IKEA” japonês. A marca de fast-fashion abriu agora uma nova loja no Porto, na Praça D. João I.

Os produtos da Miniso são caracterizados pelo seu design minimalista e coleções com diferentes marcas de renome como a Disney, a Marvel, Tom e Jerry e até a Rua Sésamo. 

Esta é a terceira de muitas lojas da Miniso que se levantarão pelo País, visto que a cadeia planeia abrir um total de 20 lojas em Portugal.

“Quando percebemos a proposta da Miniso de trazer até Portugal produtos que misturam as lembranças da infância de muitos, como a Rua Sésamo e a Disney, até peças com design inovador, algumas destas premiadas pelo IF Design Awards e às quais se acrescentam a elevada qualidade de materiais e os preços acessíveis, percebemos que estávamos perante uma equação de sucesso. Foi imediata a vontade de conseguirmos dar resposta ao desafio de acompanhar uma marca como a Miniso”, diz Vera Barata, a retail consultant da Savills Portugal (que assessorou o espaço) citada pelo “Jornal de Negócios”.

A Miniso conta com designers de diferentes países como Japão, Espanha, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Coreia do Sul. A colaboração entre todos já rendeu à marca japonesa vários prémios internacionais de design, como o IF Design Awards mencionado anteriormente.

Não é só nas lojas físicas que pode encontrar os vários produtos da Miniso, visto que, adaptando-se aos tempos atuais, contam também com uma loja online com um vasto leque de ofertas.

 

16
Set21

Porto vai ter comédias românticas ao ar livre — veja “Mamma Mia!” e “Notting Hill”

Niel Tomodachi

As sessões de cinema vão acontecer no Pátio das Cardosas. Se comprar uma bebida, as pipocas são gratuitas.

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Foi em julho que abriu o Pátio das Cardosas Terrace & Lounge, o novo terraço do restaurante Astória, no Porto, virado para a Praça das Cardosas. Ali já se podia beber cocktails, provar petiscos e ouvir música. Agora também vai poder ver filmes.

Vai haver duas sessões de cinema ao ar livre, a 19 e 29 de setembro. Este domingo, dia 19, vai poder vibrar com “Mamma Mia!” entre as 17 e as 19 horas. No dia 29, pela mesma hora, vai poder assistir a “Notting Hill”, filme protagonizado por Julia Roberts e Hugh Grant (que recentemente se descobriu que foi inspirado numa história real que aconteceu com Uma Thurman).

A entrada é livre, desde que consuma alguma coisa. E se comprar uma bebida, as pipocas são gratuitas. Também há o menu Love is in the Air, exclusivo para estes dias, que inclui uma seleção de petiscos e fica por 35€. Pode fazer uma reserva através do número de telefone 220 035 600.

 

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