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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

16
Jul21

Há uma nova livraria para descobrir no Porto

Niel Tomodachi

A Bibliofolia vai dar visibilidade a pequenos autores e editoras. Tem até um jardim e atividades programadas.

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Numa altura em que a maioria dos jovens — e não só — prefere ver filmes e séries do que ler um bom livro, nota-se que há um decréscimo das livrarias de rua. Vemos mais e mais espaços a fechar, proprietários que não conseguem aguentar o negócio e a pandemia que veio complicar ainda mais as contas.

É por isso que a abertura de uma livraria é sempre uma boa notícia. Este é o caso da Bibliofolia, a nova livraria da editora Exclamação. Abriu a 5 de julho na Rua Aníbal Cunha, na zona de Cedofeita, e pretende ser muito mais do que apenas um lugar onde se vendem livros.

“Sentimos que tínhamos a necessidade de ter um espaço aberto ao público, ao mesmo tempo que há falta de espaços livreiros no Porto. Por isso, criámos este espaço onde as pessoas podem vir estar, ler, encontrar obras de pequenos editores ou escritores que não têm onde mostrar os seus trabalhos”, revela à NiT o dono da Editora Exclamação, Nuno Gomes.

A abertura desta livraria era já um sonho antigo, que foi sendo adiado também pela pandemia, até que decidiram que “não dava para esperar mais porque a vida tem que continuar”. Aproveitaram um espaço onde já tinham escritórios, fizeram algumas alterações e assim nasceu para o público esta Bibliofolia.

O edifício em si tem dois pisos e uma decoração muito simples, onde sobressaem as estantes com livros e onde há um cantinho com um sofá para sentar a ler, para fazer apresentações ou até para receber exposições. Aqui encontra ainda um pequeno jardim onde pode ficar a ler e onde no futuro terão lugar algumas atividades.

Tem até um jardim onde pode ler
 

Neste momento, encontra na livraria a exposição “Livros-Objeto”, de Isabel Sá, que poderá ser vista até ao final de setembro. A exposição tem livros construídos a partir de imagens e tenta mostrar que os livros podem ser meros objetos ou ser muito mais.

“Vamos fazer uma aposta em conteúdos de poesia, ficção, arte, ciências naturais e literatura infantil. Sobretudo, e apesar de contarmos também com grandes editoras, vamos focar-nos na literatura marginal, que não está disponível noutros locais, de pequenos editores e de autor, desde clássicos menos conhecidos a novos nomes.”

Além desta aposta, vai haver algum foco na literatura brasileira e africana, vai ser criado um clube de leitura e de cinema na literatura. Nos próximos meses serão também agendadas pequenas oficinas para crianças e outras sobre temas como encadernação ou impressão.

“Temos uma noção clara que é um projeto arriscado, mas achamos que as pessoas estão cansadas do digital, vai haver uma reviravolta e durante a pandemia até houve um aumento do regresso aos livros. O livro físico não vai morrer e esta é a nossa aposta. Queremos incentivar à leitura e às gerações mais novas a voltar à relação envolvente com os livros.”

 

03
Jul21

Centenas de pessoas participaram na Marcha do Orgulho Gay no Porto

Niel Tomodachi

Muitas centenas de pessoas, a grande maioria jovens, aglomeraram-se hoje na Praça da República, no Porto, para participarem na Marcha do Orgulho Gay, que este ano teve como tema "Orgulho na Nossa Rua".

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"Estamos a tentar que as regras sejam cumpridas, é difícil porque não podemos estar junto a cada pessoa e perguntar se fazem parte do mesmo agregado ou, pelo menos, do mesmo grupo de amigos, mas temos o papel de garantir que tudo ocorre em segurança", disse à Lusa um dos voluntários responsáveis por fazer cumprir as regras impostas pela Direção Geral de Saúde (DGS) para contrariar o aumento de casos de covid-19 ocorrido nos últimos dias.

Francisca Ferreira, da comissão organizadora, garantiu que "as restrições impostas pela DGS estão a ser cumpridas por elementos da organização e voluntários".

"Uma vez que estamos em pandemia e o número de casos tem vindo a aumentar, foi decidido pela comissão organizadora ter pontos de desinfeção ao longo do percurso, encurtar a marcha e não realizar o tradicional arraial", disse, em declarações à Lusa.

Depois de concentrados durante cerca de uma hora na Praça da República, os participantes saíram, acompanhados pela PSP, em direção à Avenida dos Aliados para a leitura do manifesto e para fazer o ponto de situação do abaixo assinado que decorre até domingo para reivindicar a atribuição do nome da transexual Gisberta Salce Júnior, assassinada há 15 anos no Porto.

"Este ano temos focado muito na questão da rua, este é o acrónico que usamos para a iniciativa que lançamos para termos uma rua com o nome da Gisberta Salce Júnior, cuja morte trágica deu inicio à própria marcha. Este ano queremos relembrar isso, já que se assinalam os 15 anos desse crime", disse à Lusa Sofia Brito, também da comissão organizadora.

Segundo a ativista, o objetivo é "assinalar e tentar fazer alguma reparação histórica".

Neste momento, "temos mais de seis mil assinaturas do abaixo assinado que decorre até amanhã, dia em que se realiza o Porto Drag Festival", que este ano será em homenagem a Vítor Fernandes/Natacha Semmynova, recentemente falecido, um ativista e representante da comunidade LGBTQI+ do Porto.

O abaixo assinado será posteriormente entregue na Câmara do Porto para "demonstrar e fazer ouvir a voz e a vontade das pessoas que moram e vivem no Porto".

A marcha do Orgulho do Porto é organizada por uma comissão composta por representantes de coletivos, partidos políticos e associações que trabalham com a comunidade LGBTQI+.

O objetivo da marcha continua a ser reclamar direitos e denunciar situações, nomeadamente, de discriminação e de violência.

 

02
Jul21

Marcha do Orgulho LGBTI+ no Porto mantém-se apesar dos alertas das autoridades de saúde

Niel Tomodachi

A Marcha do Orgulho LGBTI+ vai manter-se, este sábado, no Porto, apesar de a Administração Regional de Saúde do Norte não aconselhar a realização do evento.

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A marcha com o lema "Orgulho na Minha Rua", de defesa dos direitos das pessoas lésbicas, gays, transexuais, intersexuais e queer, acontece este sábado à tarde e começa na Praça da República, no Porto. O evento vai contar com medidas de segurança que, garante a organização, cumprem as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A autoridade de saúde pública adianta ao JN que, apesar de não ter emitido qualquer parecer, a Administração Regional de Saúde do Norte "já informou a organização do evento que desaconselha eventos/festas que promovam aglomeração de pessoas, tendo em conta a situação epidemiológica que nesta data se verifica na cidade do Porto e concelhos limítrofes".

 

Maria Francisca, da organização da Marcha do Orgulho LGBTI+ no Porto, diz que o evento "não é uma festa" mas uma manifestação, tendo a realização da mesma sido comunicada à autarquia do Porto e às autoridades policiais.

A porta-voz confirma terem recebido recomendações das autoridades de saúde, que vão ser colocadas em prática, como em qualquer manifestação em altura de pandemia.

"Estamos conscientes da fase pandémica em que estamos e, por isso, temos 80 voluntários ao longo da marcha a consciencializar as pessoas de que é preciso cumprir as regras", esclarece Maria Francisca.

Entre os cuidados da 16.ª edição da Marcha do Orgulho LGBTI+, no Porto, está a diminuição do tempo da intervenção dos coletivos e partidos políticos, para evitar aglomerações a ouvir os manifestos, e as faixas da marcha serão sempre levantadas pelas mesmas pessoas, de forma a não haver trocas.

A 19 de junho, a Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa cancelou a iniciativa no próprio dia após a DGS ter emitido um parecer desfavorável devido ao contexto epidemiológico. A organização criticou a resposta na "véspera" da marcha, apesar "das tentativas de contacto continuadas ao longo de dois meses".

 

22
Jun21

Feira do Livro do Porto com 124 pavilhões e 78 entidades participantes

Niel Tomodachi

A Feira do Livro do Porto, que regressa aos Jardins do Palácio de Cristal entre 27 de agosto e 12 de setembro, homenageia o escritor Júlio Dinis e conta nesta edição com 78 entidades participantes, distribuídas por 124 pavilhões.

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De acordo com informação hoje disponibilizada pela Câmara do Porto, na sua página na Internet, para a edição deste ano, apresentaram candidatura 82 entidades, das quais foram aprovadas 78 entre distribuidoras, editoras, livrarias, alfarrabistas, estruturas institucionais, ocupando 124 pavilhões, aos quais se junta mais um, que será para uso da autarquia.

Novamente sob coordenação do diretor artístico do Museu da Cidade, Nuno Faria, esta edição da Feira do Livro do Porto homenageia o escritor portuense Júlio Dinis, no ano em que se assinalam os 150 anos da morte do autor de "Os Fidalgos da Casa Mourisca".

Marcado para os seis fins de semana que antecedem a Feira do Livro, realiza-se pela primeira vez o ciclo de programação cultural "Warm Up", que "vai percorrer diversas sonoridades, do jazz aos blues, passando pelas músicas do mundo, a 'spoken word' e a música de dança, com muitos concertos marcados com músicos emergentes".

No primeiro fim de semana de "Warm Up", nos dias 16, 17 e 18 de julho, entre os espaços da Casa do Roseiral, Concha Acústica e do Lago dos Cavalinhos, no Palácio de Cristal, o destaque da organização vai para o concerto de apresentação do novo álbum de Rui Reininho, "20.000 Éguas Submarinas".

A 92.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, anunciada em abril pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, coincide com a do Porto, ao decorrer de 26 de agosto a 12 de setembro de 2021.

 

12
Jun21

Depois de Lisboa, as figuras luminosas do Magical Garden vão brilhar no Porto

Niel Tomodachi

Foi um sucesso na capital, agora muda-se para os caminhos do jardim botânico do Porto. Fica por lá de 24 de junho a 3 de outubro.

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As primeiras peças já começaram a ocupar os seus postos no espaço onde se encontra também o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto. São figuras e personagens que à noite se iluminam, entre lanternas, esculturas de luzes, videomapping e outras experiencias interativas.

A inauguração do percurso de um quilómetro no interior dos jardins vai acontecer na noite de São João, a 24 de junho. A instalação irá manter-se no local pelo menos até ao dia 3 de outubro.

Os bilhetes já estão à venda e custam 10,60€ para adultos. Há a possibilidade de comprar um bilhete de família por 8,48€, para um mínimo de dois adultos e uma criança dos 4 aos 17 anos. As crianças até aos 3 não pagam.

O Magical Garden acontece de quinta a domingo, sempre com três sessões: às 21h30; às 22h15 e às 23 horas. 

 

01
Jun21

Está a chegar a Corrida de S. João (e este ano o equipamento é especial)

Niel Tomodachi

A T-shirt oficial da prova é 100 por cento reciclada, para juntar o espírito saudável ao da sustentabilidade.

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Os festejos dos santos ainda serão tema de debate por estes dias, mas na hora de correr não há dúvidas: o S. João vai continuar a ser celebrado por toda a família, em formato de corrida virtual — ainda que no Porto, tal só vá acontecer de forma restrita.

Este ano, divide-se entre os dias 19 e 20 de junho com duas provas, uma mais orientada para corredores, de 15 quilómetros; e outra de caminhada, de sete quilómetros. Ambas as modalidades terão classificações. Quando concluir a corrida ou a caminhada, o participante deve submeter na app da prova o comprovativo da distância concluída (por exemplo, uma foto do relógio com que registou os tempos).

As inscrições no evento são para toda a família e estão disponíveis no site da Run Porto. Custam 12€. O kit de participante inclui ainda a medalha oficial, a mochila, o dorsal digital e o diploma digital. Os kits serão enviados por correio para a morada que conste no formulário de inscrição de cada participante

Este ano, o evento aposta em destacar mais do que o lado saudável da corrida. A prova já é conhecida pelos típicos martelinhos da festa, agora as atenções vão para as T-shirts da corrida, que são 100 por cento recicladas. Os participantes podem ainda comprar cabazes para oferecer a famílias que precisam de ajuda. Existem versões que vão dos 10 aos 20€.

 

30
Mai21

O outro lado do Capuchinho

Niel Tomodachi

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A partir da da história original e bem conhecida “Capuchinho Vermelho”, o espetáculo “As aventuras do Lobo Faminto e a Capuchinho Vermelho” pretende desconstruir a narrativa de forma cómica. A peça junta a “manipulação de marionetas e a história é contada pela Avó do Capuchinho”, conta Tiago Lourenço.

O encenador e diretor artístico da Porta 27 explica que e o principal objetivo é sensibilizar “o público, e principalmente os mais pequenos, a verem sempre os dois lados da moeda”.

O conceito da peça passa por chamar a atenção que poderá haver mais do que uma versão da história e que tudo difere consoante a interpretação ou a forma como é contada. Neste caso em concreto, o lobo não quis comer a Capuchinho porque era vegetariano e pretendia apenas chegar até ao cesto onde havia fruta e legumes.

O espetáculo, interpretado por Tiago Lourenço e Iúri dos Santos, dura aproximadamente 55 minutos e define como a Porta 27 quer ver ser reconhecido o seu percurso artístico.

Devido à situação pandémica e cumprindo às regras da Direção-Geral da Saúde, estão disponíveis apenas 63 lugares.

***

Teatro Sá da Bandeira – Estúdio Latino, Porto
5 e 6 de junho
Preços entre seis euros (crianças dos três aos dez anos) e sete euros (adultos)

(S)

22
Mai21

"Escuta: é hora de agir!": Banco Alimentar do Porto lança hoje nova campanha de angariação de bens

Niel Tomodachi

O Banco Alimentar do Porto lança a partir de hoje, até 19 de junho uma nova campanha de angariação de bens alimentares envolvendo os agrupamentos de escuteiros e as paróquias da Diocese do distrito aderentes.

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"Todos aqueles que pretendam associar-se a esta campanha e ajudar a ajudar poderão dirigir-se ao CNE -- Centro Nacional de Escutas ou a uma das paróquias do distrito do Porto que responderam afirmativamente a este projeto", refere o Banco Alimentar do Porto em comunicado.

Sob o mote "Escuta: é hora de agir!", a nova campanha de angariação de bens alimentares decorre em parceria com a Diocese do Porto e a Junta Regional do Porto e pretende continuar a responder às necessidades de inúmeras famílias da região, colmatando a quebra resultante da suspensão da habitual campanha em supermercados, devido à situação pandémica.

Citado no comunicado, o presidente do Banco Alimentar do Porto diz que "esta é a hora de ajudar": "Queremos fazer desta uma grande campanha, por isso, age: sai do banco do teu lar e ajuda o Banco a Alimentar!", sustenta António Cândido da Silva.

Em 2020, e para fazer face à suspensão da campanha do saco, que habitualmente ocorre duas vezes por ano nos super e hipermercados, o Banco Alimentar do Porto lançou também um conjunto de iniciativas com o objetivo de continuar a angariar bens alimentares, tendo angariado mais de 629 toneladas de bens.

Segundo dados avançados recentemente à agência Lusa pela responsável pela área de apoio social do Banco Alimentar do Porto, Inês Pinto Soares, atualmente são mais de 300 as instituições que o banco apoia mensalmente, estando mais de uma centena em lista de espera, que vão sendo ajudadas sempre que existem "excedentes de bens alimentares" e de forma rotativa.

Em 2019, chegaram diretamente ao banco mais de 70 pedidos de ajuda. Em 2020, esse número ultrapassou os 500 e no primeiro trimestre deste ano, contabilizaram-se mais de 100.

Uma vez que o banco não apoia diretamente as pessoas, mas sim as instituições, os pedidos de ajuda são reencaminhados para as instituições que prestam assistência e "cobrem os problemas sociais do distrito do Porto", explicou, na altura, Inês Pinto Soares.

Do armazém do Banco Alimentar do Porto localizado na zona industrial de Perafita, em Matosinhos, saem diariamente 20 a 25 toneladas de produtos alimentares, desde frescos e secos, para 30 a 35 instituições do distrito do Porto.

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