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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

28
Jun22

O país que proibiu nadar e mergulhar para proteger um tesouro

Niel Tomodachi

A ilha de Hon Mun, no Vietname, é conhecida pelas suas praias paradisíacas, frequentadas por milhares de turistas. A partir de agora, é expressamente proibido nadar e mergulhar naquelas águas.

A razão é simples. O Governo vietnamita pretende proteger o já de si muito danificado recife de coral lá existente, o que para muito contribuiu a grande procura por parte de mergulhadores.

“Queremos avaliar as condições da área sensível do recife para que possa ser levado a cabo um plano adequado a fim de decretar a área de conservação do mar”, explicaram as autoridades locais.

Cerca de 60% do mar costeiro em Hon Mun estava coberto por corais vivos em 2020. Descobertas recentes mostraram que o valor diminuiu para menos de 50%.

A pesca ilegal, dragagens e construções de parques industriais foram também fatores que contribuíram para o drama ambiental.

Com mais 3200 quilómetros de costa, o Vietname tem tomado medidas alargadas de proteção ambiental, mesmo que choquem com a não escondida busca por receitas turísticas.

Os recifes de coral em todo o Sudeste Asiático foram fortemente atingidos pelo aquecimento global.

A sua degradação, diz a comunidade científica, pode ter efeitos devastadores ambientais e económicos.

O Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas alertou que 4,5 milhões de pessoas na Ásia e na região do Oceano Índico podem ser afetadas por recifes danificados.

 

28
Jun22

Este é o número de cancros na Europa ligados à poluição

Niel Tomodachi

Os fatores de maior risco são, segundo a Agência Europeia do Ambiente, a poluição do ar, o tabagismo passivo, os raios ultravioletas, o amianto, a alguns produtos químicos e a outros poluentes

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Cerca de 10 por cento dos cancros na Europa estão ligados à poluição, nas suas diversas formas, e eram evitáveis na maioria dos casos, informou na segunda-feira, 27 de junho, a Agência Europeia do Ambiente (AEA).

“A exposição à poluição do ar, ao tabagismo passivo, aos raios ultravioletas, ao amianto, a alguns produtos químicos e a outros poluentes estão na origem de mais de 10% dos casos de cancro na Europa”, especificou a organização, em comunicado.

Este número pode contudo diminuir de forma drástica se as políticas existentes forem objeto de uma atualização rigorosa, nomeadamente na luta contra a poluição, segundo a organização.

“Todos os riscos cancerígenos ambientais e profissionais podem ser reduzidos”, afirmou Gerardo Sanchez, um perito da AEA, sobre o documento, o primeiro da agência sobre a relação entre cancro e ambiente.
“Os cancros determinados pelo ambiente e devidos a radiações ou a carcinogéneos químicos podem ser reduzidos a um nível quase negligenciável”, declarou, durante um encontro com a imprensa.

Segundo os dados da AEA, a poluição do ar é responsável por um por cento dos casos e dois por cento das mortes, percentagem que sobe para nove por cento no caso dos cancros do pulmão. Estudos recentes também detetaram “uma correlação entre a exposição a longo prazo às partículas, um poluente atmosférico importante, e a leucemia entre os adultos e as crianças”, realçou a agência.

O radão, um gás radioativo natural suscetível de ser inalado, nomeadamente em habitações pouco arejadas, é considerado responsável por dois por cento dos casos de cancro no Velho Continente.
Segundo a Agência, os ultravioletas – de origem principalmente solar, mas também artificial – são responsáveis por cerca de quatro por cento de todos os casos de cancro, em particular do melanoma, uma forma grave de cancro da pele que aumentou fortemente na Europa nas últimas décadas.

Algumas substâncias químicas utilizadas nos locais de trabalho e libertadas no ambiente são também cancerígenos. Chumbo, arsénico, crómio, pesticidas, bisfenol A e as substâncias perfluoroalquílicas (PFAS, na sigla em Inglês), usadas entre outras aplicações na alimentação, estão entre as mais perigosas para a saúde dos europeus, tal como o amianto, interdito na União Europeia (UE) desde 205, mas ainda presente em diversos edifícios.

Na UE, todos os anos 2,7 milhões de pessoas são diagnosticadas com um cancro, das 1,3 milhões morrem. A Europa, que representa cerca de 10% da população mundial, tem 23% dos novos casos e 20% das mortes.

 

18
Nov21

"Faz pelo Planeta"

Apanhar lixo, um gesto de amor que foi premiado

Niel Tomodachi

O percurso de Lídia Nascimento, que hoje se sagra vencedora da primeira edição do "Faz pelo Planeta" do Electrão, pelo seu esforço de limpeza das praias e consciencialização da comunidade para o problema do lixo marinho, é uma história de amor e perseverança.

A tradutora de Torres Vedras começou a apanhar lixo ainda criança e manteve o gesto ao longo da vida. Aos 50 anos, tem no currículo centenas de ações que permitiram a recolha de toneladas de resíduos, palestras, alertas nas redes sociais, obras de arte feitas com objetos que dão à costa e um livro, porque é preciso mudar de rumo, a bem do planeta.

Lídia lembra-se de, aos nove anos, já recolher lixo quando passeava na praia. Era pouco e geralmente surgia apenas "após tempestades e mar revolto". Mas nos últimos anos, conta, tem aparecido no areal "muito mais lixo, sobretudo restos de artes de pesca, feitos em plástico".

23
Set21

Poluição do ar é ainda mais perigosa do que se pensava (e a OMS baixou mais os limites)

Niel Tomodachi

Organização lança alerta e pede a membros que cortem emissões. OMS define como perigosos níveis considerados seguros até agora.

As medidas contra a emissão de gases e uso de outros poluentes são ainda mais urgentes do que se pensava — e não apenas pelo ambiente e saúde do planeta, mas também pela saúde das pessoas. 

Segundo um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na quarta-feira 22 de setembro, a poluição do ar é ainda mais perigosa do que se pensava anteriormente. Tanto que a organização decidiu baixar os níveis máximos de segurança, ou idealmente permitidos, de poluentes como o dióxido de nitrogênio.

Segundo a “BBC“, a OMS estima que sete milhões de pessoas morram prematuramente a cada ano devido a doenças relacionadas com poluição do ar. Os países de rendimento baixo e médio são os que mais sofrem, por causa da dependência de combustíveis fósseis.

Por isso, a organização apela agora aos seus 194 estados membros que cortem de forma ainda mais urgente as emissões e tomem medidas contra a mudança climática.

De acordo com o canal britânico, as mudanças nas diretrizes reduzem pela metade o máximo recomendado para exposição a pequenas partículas chamadas PM2.5s. Isto significa, por exemplo, que os limites legais do Reino Unido para os poluentes mais nocivos são agora quatro vezes maiores do que os máximos agora recomendados pela OMS.

A organização corta também o limite recomendado para outra classe de micropartículas, conhecida como PM10s, em 25 por cento. Outros poluentes destacados nas diretrizes incluem ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e monóxido de carbono.

No fundo, adianta o “El País“, a OMS define agora como “perigosos” os níveis de poluição do ar que eram ainda considerados seguros, ao atualizar os padrões de qualidade do ar pela primeira vez em 15 anos — aumentando a insistência para que os países combatam o problema.

No entanto, segundo o jornal espanhol, os padrões de segurança estabelecidos pela OMS não são uma obrigatoriedade legal: cada país decide se fixa limites para cada poluente e se adota os mesmos tetos definidos pela organização.

 

28
Mai20

Poluição nos oceanos está a aumentar por causa das máscaras e luvas descartáveis

Niel Tomodachi

Um vídeo partilhado pela ONG “Operação Mar Limpo” alerta para a quantidade de material de proteção que já se encontra no mar.

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Um vídeo filmado pela organização não-governamental francesa “Operação Mar Limpo” mostra um aumento de equipamento de proteção individual no mar Mediterrâneo.

Já é visível o impacto da pandemia do novo coronavríus na poluição. Várias são as máscaras cirúrgicas e as luvas de látex que já se encontram nos mares e no fundo dos oceanos. A “Operação Mar Limpo” está a tentar limpar a zona costeira da Côte d’Azur, no sul de França, e em apenas dois dias recolheu 14 luvas de látex e cinco máscaras cirúrgicas na costa de Antibes.

Com o desconfinamento e a necessidade cada vez maior de proteção individual, juntando ao facto de o verão estar prestes a começar, pode levar a um aumento deste problema nas zonas costeiras.

“Estas máscaras. Não as encontrávamos há muito tempo e agora vamos ter biliões. Portanto, tomem atenção, é o início de um novo tipo de poluição”, alerta Laurente Lombard, fundador da ONG, citado pela “BBC”.

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