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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

28
Jul22

Humanidade consumiu até hoje tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar

Niel Tomodachi

Até hoje, a humanidade terá consumido tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar, o que significa que viverá o que resta de 2022 a crédito, alertam duas Organizações Não Governamentais (ONG).

Humanidade consumiu até hoje tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar

Em sentido figurado, seriam necessários 1,75 planetas Terra para suprir as necessidades da população de forma sustentável, segundo um indicador criado por investigadores no início dos anos 1990, que continua a piorar.

Esta data, 28 de julho, corresponde ao momento em que "a humanidade consumiu tudo o que os ecossistemas podem regenerar no espaço de um ano", explicam as ONG Global Footprint Network e WWF.

"Durante os 156 dias restantes [até o final do ano], o nosso consumo de recursos renováveis irá consistir em corroer o 'capital natural' do planeta", alerta Laetitia Mailhes, da Global Footprint Network.

Estes dados nem têm em conta as necessidades de outras espécies que vivem na Terra.

"Temos também que deixar espaço para o mundo selvagem", refere.

O 'Overshoot Day' (Dia de Sobrecarga da Terra) ocorre quando a pressão humana excede as capacidades regenerativas dos ecossistemas naturais.

Segundo a Global Footprint Network, que monitoriza esta mediação, este indicador tem aumentado ao longo de 50 anos: 29 de dezembro de 1970, 04 de novembro de 1980, 11 de outubro de 1990, 23 de setembro de 2000 e 07 de agosto de 2010.

Em 2020, esta data foi adiada por três semanas, devido ao efeito dos confinamentos motivados pela pandemia de covid-19, antes de regressar aos níveis anteriores.

Esta pegada ecológica é calculada a partir de seis categorias diferentes: agricultura, pastagens, áreas florestais necessárias para produtos florestais, áreas de pesca, áreas construídas e áreas florestais necessárias para absorver o carbono emitido pela combustão de 'combustíveis fósseis' e que está intimamente ligada aos padrões de consumo, principalmente nos países ricos.

Por exemplo, se todos os humanos vivessem como os franceses, o 'Overshoot Day' teria ocorrido ainda mais cedo, em 05 de maio de 2022.

O WWF e a Global Footprint Network apontam o dedo em particular para o sistema alimentar.

"O nosso sistema alimentar perdeu a cabeça com o consumo excessivo de recursos naturais, sem atender às necessidades da luta contra a pobreza" por um lado, e por outro uma epidemia de excesso de peso e obesidade, sublinha Pierre Cannet, do WWF França.

As duas ONG destacaram que a pegada ecológica dos alimentos é considerável, sendo que a produção de alimentos mobiliza todas as categorias de pegada, em especial as de cultura (necessárias para a alimentação animal e humana) e de carbono (a agricultura é um setor de alta emissão de gases de efeito estufa).

"No total, mais da metade da biocapacidade do planeta (55%) é usada para alimentar a humanidade", salientam.

Mais especificamente, "uma grande parte dos alimentos e matérias-primas são utilizados para alimentar os animais e os animais que consumimos posteriormente", detalha ainda Pierre Cannet.

No caso da União Europeia, "63% das terras cultiváveis (...) estão diretamente associadas à produção animal".

No entanto, a agricultura contribui para a desflorestação, para as alterações climáticas, emitindo gases de efeito estufa, para a perda de biodiversidade e para a degradação dos ecossistemas, enquanto utiliza grande parte da água doce, apontam as ONG.

Com base em recomendações científicas, estas defendem a redução do consumo de carne nos países ricos.

"Se pudéssemos reduzir o consumo de carne para metade, poderíamos adiar em 17 dias a data do Dia de Sobrecarga da Terra", explica Laetitia Mailhes.

Já limitar o desperdício de alimentos permitiria adiar a data em 13 dias, acrescentou, salientando que um terço dos alimentos é desperdiçado no mundo.

 

06
Abr22

Tailândia proíbe plásticos para salvar o futuro dos seus parques

Niel Tomodachi

A Tailândia baniu o uso de embalagens descartáveis ​​de plástico e de esferovite nos seus parques nacionais.

O objetivo é travar o flagelo de resíduos que ameaça a vida selvagem do país. E também as águas marítimas e fluviais, cujos níveis de poluição não param de subir.

Os infratores podem ser multados até 100.000 baht (o equivalente a 2750 euros).

A proibição estende-se ao uso de sacos, talheres, copos e de todos os utensílios que contenham plástico.

A Greenpeace considera o lixo plástico uma ameaça na Tailândia, colocando em risco, por exemplo, a sua população de elefantes. A digestão deste material pode bloquear o intestino dos animais e perturbar o sistema digestivo.

No Parque Nacional Khao Yai, três horas a nordeste de Banguecoque, análises às fezes de elefantes revelaram elevadas quantidades de plástico.

Os cursos de água, a ecologia dos rios e a vida marinha também correm sérios problemas, segundo a Greenpeace.

Já de acordo com o grupo Ocean Conservancy, Tailândia, Indonésia, Filipinas, China e Vietname produzem metade dos resíduos plásticos nos oceanos do Mundo.

 

11
Jan22

A região de Portugal eleita exemplo para um planeta sustentável

Niel Tomodachi

O Alentejo foi considerado um dos 52 destinos mundiais a visitar por quem quer contribuir para um planeta mais sustentável.

A escolha foi feita pelos leitores do jornal norte-americano The New York Times. E deve-se ao programa de sustentabilidade dos vinhos alentejanos.

Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) referiu que a região foi destacada como destino “parte da solução para problemas como as alterações climáticas.”

“A implementação, na região, do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA) motivou a distinção na sétima posição na lista publicada.”.

artigo assinala as medidas do PSVA para a proteção da biodiversidade, redução de cerca de 20% no consumo de água nas adegas e diminuição do rácio litro de água consumido por litro de vinho produzido.

A criação de uma ferramenta que possibilita que os membros do PSVA calculem a sua pegada hídrica e de carbono ou a criação do selo de certificação de produção sustentável foram outras das razões elencadas para justificar a distinção.

Criado em 2015 por esta comissão vitivinícola, o PSVA conta, atualmente, com 483 de membros associados, que representam quase 11 mil hectares de vinha e 76 milhões de litros de vinho produzido.

O Alentejo é líder nacional em vinhos certificados, com cerca de 40% de valor total das vendas num universo de 14 regiões vitivinícolas em Portugal.

Com uma área de vinha de 22,9 mil de hectares, 30% da sua produção tem como destino a exportação para cinco destinos principais, designadamente Brasil, Angola, Estados Unidos da América, Polónia e China.

 

06
Out21

Plástico está a matar o Mar Mediterrâneo

Niel Tomodachi

O Mar Mediterrâneo tem resíduos de plástico das praias às águas superficiais e em profundidade, estimando-se que nele flutuem 3.760 toneladas de plásticos.

A conclusão é de um estudo publicado na revista científica “Frontiers in Marine Science“, que desenvolveu um modelo para seguir os percursos e o destino dos detritos de plástico provenientes de fontes terrestres no Mar Mediterrâneo.

Foi estimado que a carga total anual de plásticos que vai parar ao Mediterrânico ronda as 17.600 toneladas.

Do total, 84% acaba nas praias e os restantes 16% acabam na coluna de água ou no fundo do mar.

Os investigadores constataram “uma quantidade chocante” de plástico e microplástico a flutuar no Mar Mediterrâneo, região propensa à poluição por plásticos, devido ao denso povoamento, pesca, navegação, turismo e fluxo limitado das águas de superfície.

Mas este mar é também rico em biodiversidade e, por isso, uma área de preocupação no que respeita à conservação dos ecossistemas marinhos.

“A poluição plástica afeta todos os níveis da biodiversidade marinha, com partículas micro e macroplásticas encontradas na superfície do mar, nas praias, no fundo do mar e no interior dos corpos de grandes e pequenos animais marinhos”, alerta o estudo.

Fontes de microplásticos (como estações de tratamento de águas residuais) foram encontradas principalmente perto de cidades metropolitanas e áreas densamente povoadas ao longo da costa francesa, espanhola e italiana.

Microplásticos de maiores dimensões foram encontrados em áreas com águas residuais pouco tratadas, como as costas da Grécia e da Turquia.

Já os macroplásticos eram abundantes em áreas com importantes entradas fluviais, tais como as costas argelinas, albanesas e turcas, e perto de cidades metropolitanas e costas altamente povoadas (Espanha, França, Itália).

Foi também relatado que os seres humanos ingerem plástico através do consumo de produtos do mar.

No documento lembra-se que a produção de plástico tem aumentado todos os anos desde os anos 1950 e que só em 2019 foram produzidas 368 milhões de toneladas de plástico.

Atualmente flutuam nos mares de todo o Mundo 250 mil toneladas de plástico.

 

01
Out21

“Tiveram 30 anos de blá, blá, blá e onde é que isso nos levou?”

Niel Tomodachi

Greta Thunberg fez mais um discurso duro, que foi mais um dedo acusador bem apontado aos governantes e adultos do mundo.

Este seu discurso aconteceu no Youth4Climate, em Milão, dia 28 de setembro de 2021, um encontro de jovens preparatório da COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que terá lugar em Glasgow (Escócia) em finais de outubro.  Participaram 400 jovens de quase 200 países, com idades entre os 15 e os 29 anos, para prepararem em conjunto um documento com propostas ambientais.  

Para Greta, a COP26 é só para “encher as vistas”, não vale de nada. 

“Eles convidam jovens escolhidos a dedo para reuniões como esta e afirmam ouvir-nos, mas não o fazem, não nos ouvem, nunca o fizeram” (…) Não há planeta B, não há planeta blá blá blá blá, blá blá blá blá, economia verde blá blá blá, neutralidade de carbono em 2050 blá blá blá. É tudo o que ouvimos dos nossos chamados líderes (…) palavras que soam bem mas que não levaram à ação, as nossas esperanças e sonhos afogaram-se nas suas palavras e promessas vazias (…) Claro que precisamos de um diálogo construtivo, mas tiveram 30 anos de blá blá blá blá e onde é que isso nos levou? ”, questiona a jovem ativista sueca. 

E Greta tem uma solução para este impasse: “Nós podemos mudar as coisas. Já não podemos deixar que os detentores do poder decidam o que é politicamente possível ou não, já não podemos deixar que os detentores do poder decidam o que é a esperança. A esperança não é blá, a esperança é dizer a verdade, a esperança é agir, a esperança vem sempre do povo”.

https://www.youtube.com/watch?v=Ee71cMN8iIs&feature=emb_title

Greta foi aplaudida por todos os outros jovens, o que é mais um dado importante para refletirmos. Segundo os últimos estudos da ONU publicados em setembro, o planeta está a caminhar para um aquecimento “catastrófico” de +2,7°C, aumentaram as catástrofes climáticas e de maior dimensão, o que espanta o nosso mundo civilizado que pensa que ainda há tempo. Não bastam palavras, temos mesmo de agir, agora, cada um por si no seu cantinho, mas todos a remar na mesma direção – proteger a Terra, o nosso futuro. 

Greta Thunberg, defensora feroz das causas ambientais, criou o movimento internacional “Fridays for future”, também conhecido por greve climática estudantil, em protesto contra a falta de ação que os líderes de todos os países têm manifestado para com o nosso planeta e o futuro dos jovens. Esse protesto simbólico consiste numa greve geral dos alunos às aulas de sexta-feira, participando em manifestações para mobilizar as pessoas a assumir atitudes mais responsáveis, como a preferência crescente de energias renováveis, gestos que possam travar as alterações climáticas e a degradação da Terra.

 

18
Ago21

Um planeta barulhento: já não é possível encontrar locais sem ruído humano

Niel Tomodachi

Há três décadas que Gordon Hempton os procura. Sabe que não existem, mas quer dar-nos a conhecer os sítios mais silenciosos.

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Foi numa rotineira viagem no metro de Nova Iorque que o jornalista e professor George Foy esbarrou numa constatação: porque é que aceitamos viver no meio de tanto barulho?

Irritado pelo ruído de gritos, carruagens e avisos sonoros, parou para pensar. “Se este é o barulho levado ao seu nível máximo, qual é o lado oposto? O que é o silêncio absoluto e será que ele existe?”

A busca pelo silêncio que o levou a viajar pelo mundo e a consultar dezenas de especialistas deu origem a um livro, “Zero Decibels”, e a uma descoberta. Mas o norte-americano não foi nem é o único a ter a ambição de encontrar os locais mais silenciosos no planeta.

Antes de mais, é preciso estabelecer dois pontos cruciais. O primeiro é que esta não é só um exercício de curiosidade, mas um desafio humano. Vários estudos traçam a ligação entre a poluição sonora e diversos problemas de saúde, sejam eles mentais ou, por exemplo, cardiovasculares. O ruído humano é, também, prejudicial para a vida selvagem.

Por outro lado, é preciso estabelecer o que se quer dizer quando se fala em silêncio, neste caso silêncio natural — que é o ambiente sem ruído provocado pelos seres humanos, apenas preenchido pelos sons naturais. E são esses locais raríssimos que a organização sem fins lucrativos Quiet Parks International procura pelo mundo fora.

Os números avançados pela organização são claros. De acordo com a QPI, 90 por cento das crianças nunca terão a experiência de estar num ambiente com silêncio natural. E tudo graças à enorme exposição ao ruído humano, em terra, no ar — graças aos quase quatro mil milhões de passageiros em 2017 — e no mar — com um crescimento do tráfego marítimo de 400 por centro entre 1992 e 2014.

Encontrar os últimos locais onde apenas resiste o silêncio natural sem perturbação humana é um desafio mais complicado do que pareceria à partida. Envolve, claro, alguns critérios, nomeadamente o de ser um sítio onde gostaríamos de estar e de ser de fácil acesso. Logicamente, os mais inóspitos estão fora de hipótese. Mas mesmo esses têm um problema.

Ainda que viaje até os locais mais recônditos da Antártica, é provável que acabe por se cruzar com uma expedição, um navio ou acampamentos de cientistas. Os seus geradores e barulhos podem ser ouvidos a longas distâncias. E no deserto? Bem, os aviões que circundam o planeta são outro problema.

As gravações incríveis de Hempton estão disponíveis no Spotify
 

Qualquer avião comercial é audível a partir do chão e o ruído que deixa para trás pode espalhar-se a uma distância de mais de 160 quilómetros. O Pólo Norte é outra das rotas preferidas de aviões de longas distâncias.

Segundo Gordon Hempton, co-fundador da One Square Inch — nome da organização que viria a transformar-se na Quiet Parks International —, ninguém está a salvo do ruído, nem mesmo no meio da densa floresta amazónica, a 1.900 quilómetros da cidade mais próxima. Foi exatamente isso que registou o ecologista, que mesmo nesse local remoto, viu os microfones registarem a passagem de um a dois aviões por hora. “Mesmo que estejamos longe das estradas, nunca estamos demasiado longe das estradas nos céus”, explicava em 2014 à “BBC”.

É a busca por esse sítio raro e idílico que alimenta todos os que trabalham na QPI, que já certificou pelo menos um local selvagem e dois parques urbanos. Estes dois últimos, claro, medem-se perante critérios diferentes.

Encontrar estes locais em terra é uma tarefa dura, mas relativamente simplificada. Explicava em 2014 Hempton que parte do processo passa por identificar os sítios onde haverá inevitavelmente barulho. E esse processo de exclusão revela um mapa muito pequeno onde poderá ser possível fugir ao ruído humano.

Basta, desde logo, eliminar do mapa locais com luz artificial, bem como indústrias mineiras, campos agrícolas, estradas e rotas náuticas.

Identificados os locais, a QPI envia os seus peritos de microfones na mão para medir a qualidade do silêncio nestes locais remotos. São, atualmente, mais de 200 potenciais candidatos à certificação. No entanto, até hoje, só um mereceu a distinção.

Trata-se de uma área junto ao rio Zabalo, na floresta amazónica no território do Equador. Um local sob perigo iminente, alvo de novos desenvolvimentos urbanísticos e de operações da indústria mineira. Infelizmente, a certificação da QPI não é mais do que uma nota pública.

A organização espera, contudo, que a publicidade ajude a luta mediática necessária para garantir a proteção e preservação destes locais. Isso e, claro, o potenciar de um ecoturismo que convença as autoridades a manterem o estatuto de local de silêncio natural.

 

No caso dos parques urbanos, mereceram a distinção o Parque Nacional Yangmingshan, em Taiwan, e Hampstead Heath, em Londres, embora os especialistas reconheçam que esta seleção implica uma alteração dos critérios, menos exigentes em ambientes citadinos e que, portanto, admitem a existência de algum ruído de fundo.

A certificação é um trabalho duro. São necessárias horas e horas de gravações feitas nos locais, depois analisadas ao pormenor. Um zumbido leve de um avião pode deitar tudo a perder.

A definição de local silencioso que Hempton tem trabalhado ao longo das últimas três décadas assume, então, que um ruído humano haverá se surgir. E, portanto, classifica-os como silenciosos se neles se verificarem intervalos de 15 minutos sem interrupção humana — sendo que estas áreas terão que ter pelo menos três mil metros quadrados.

Ao fim de tantos anos de trabalho e com apenas um local registado, pode parecer uma tarefa infrutífera. Hempton tem uma explicação trágica: a de que já não existem sítios naturalmente silenciosos no planeta; e a de que os nossos ruídos, sejam de estradas, comboio, tráfego aéreo e marítimo, invadiram todos os recantos do planeta.

Não é possível, na sua opinião, permanecer num local sem que, a certa altura, um ruído de origem humana não se faça sentir. O que se pode certificar são os locais onde esses eventos são mais raros. E mesmo nas horas e horas de gravações feitas para classificar a área do rio Zabalo, um ocasional zumbido penetrava o silêncio.

“Não existem locais no planeta Terra que eu tenha visitado que não tenham sido afetados pelos ruídos humanos”, afirma à “BBC” o especialista em bioacústica Bernie Krause. “Por todo o planeta, não se passa um dia que não se ouça um destes sons.”

 

10
Ago21

Greta Thunberg inaugura Vogue escandinava e critica indústria da moda

Niel Tomodachi

"Não se pode produzir moda em massa ou consumir 'sustentavelmente' no mundo de hoje", alertou a ativista, que critica a indústria da moda.

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ativista Greta Thunberg foi escolhida para a capa da primeira edição da Vogue Escandinávia, onde chamou a atenção para a indústria da moda, uma das mais poluentes do mundo.

"A indústria da moda é um dos principais causadores da emergência ecológica e climática, sem falar no seu impacto nos inúmeros trabalhadores e comunidades que são explorados em todo o mundo para que alguns possam usufruir do pronto-a-vestir que muitos tratam como descartável", indicou a jovem de 18 anos, na publicação de Instagram onde apresenta a capa.

Greta Thunberg alerta que muitas marcas começaram a mostrar preocupação com o ambiente e até "se definem como 'sustentáveis', 'éticas', 'verdes' ou 'justas'". "Mas vamos ser claros: isto é quase sempre falso. Não se pode produzir moda em massa ou consumir 'sustentavelmente' no mundo de hoje", acrescentou, apelando a uma "mudança de paradigma".

 

A editora da revista, Martina Bonnier, disse-se "orgulhosa" por poder contar com a Greta para a primeira edição. "Não só é uma figura escandinava singular e uma força de mudança, como também incorpora o amor pela natureza, a busca pela sustentabilidade e a coragem ousada que está no centro da nossa visão", afirmou, no editorial daquela edição.

Por cá, a porta-voz do Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Inês Sousa Real, aproveitou para chamar a atenção para o tema. "A rapidez com que se descarta a roupa e a ausência de uma cadeia de tratamento deste resíduo, proposto pelo PAN em Portugal e que foi rejeitado, contribui igualmente para a degradação do meio ambiente", indicou.

14
Jul21

Mais de 10 mil espécies estão em risco de extinção na Amazónia

Niel Tomodachi

Relatório elaborado por painel de cientistas destaca que é "crítico" reduzir a desflorestação e a degradação da floresta para zero em menos de uma década.

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Mais de 10 mil espécies de animais e plantas correm risco de extinção devido à destruição da floresta tropical na Amazónia, adverte um relatório publicado esta quarta-feira pelo Science Panel for the Amazon (SPA) citado pela Reuters.

A contínua destruição causada pela interferência humana coloca mais de oito mil espécies de plantas endémicas e de 2.300 animais em risco elevado de extinção.

Este relatório, que agrega as pesquisas de 200 cientistas de todo o mundo, representa a avaliação mais detalhada do estado da floresta tropical na Amazónia até hoje.

O relatório divulgado pela SPA salienta que é “crítico” reduzir a desflorestação e a degradação da floresta para zero em menos de uma década. O estudo pede ainda a reflorestação massiva de áreas que já foram destruídas.

Cerca de 35% da floresta tropical na Amazónia já foi destruída.

 

30
Jun21

Cidades flutuantes: será esta a solução para as mudanças climáticas?

Niel Tomodachi

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Terão os escritores do filme Waterworld previsto o futuro? Além da impossível simbiose aquática do protagonista, a abordagem poderia ter sido correta se a proposta da Universidade de Delaware (Estados Unidos) fosse levada em consideração diante da ameaça das mudanças climáticas para as cidades costeiras do mundo. De acordo com os especialistas, a construção de uma bateria de medidas deve começar agora, incluindo fortificações de áreas costeiras e criações de cidades flutuantes para as quais a próxima geração se deve deslocar.

A ideia publicada na revista Science pelo investigador AR Siders, do Disaster Research Center da Universidade de Delaware, e por Katharine J. March, especialista em Ciências Atmosféricas da Universidade de Miami, antecipa uma possível solução à elevação do nível do mar que provocará o aumento das temperaturas do planeta nos próximos anos e o derretimento dos polos.

A primeira parte da sua proposta consiste na retirada como o método mais eficaz antes da chegada das águas. Mas o seu projeto é ambicioso porque também propõe transformar estradas em canais para podermos viver em cidades flutuantes ou construir cidades mais fortificadas nos pontos mais altos do planeta, como se fosse um filme de ficção científica.

Especialistas acreditam que a construção de diques como o que está a ser planeado no litoral de Nova Iorque e a retirada para locais mais seguros devam ser a primeira opção, embora não a única, para evitar os desastres meteorológicos que estão por vir. A razão é o seu alto custo e a sua considerável ineficiência. De acordo com os seus cálculos, apenas 13% das costas poderiam ser bem-sucedidas e lucrativas, reforçando as suas defesas contra a elevação do nível do mar.

Universidade de Delaware

Projeto de médio prazo e exemplos de sucesso

Os investigadores sugerem que olhe a longo prazo se quiser alcançar o sucesso. “É difícil tomar boas decisões sobre as mudanças climáticas se pensarmos 5 ou 10 anos à frente. Estamos a construir infraestruturas que duram entre 50 e 100 anos; o nosso planeamento deve ser longo”, alerta Siders .

A proposta não é rebuscada. Na verdade, ela tem referências de sucesso, como a construção na Holanda em terrenos recuperados do mar. A sua última novidade deslumbrante foi a instalação de casas flutuantes no porto de Nassau (Roterdão) que se adaptam às marés e oferecem um espaço ecológico entre as casas. Outras cidades vizinhas seguiram o mesmo exemplo.

Os Estados Unidos também têm exemplos como as novas casas flutuantes de Miami. No Oceano Atlântico, alguns proprietários com uma conta bancária próspera já começaram a desfrutar de casas flutuantes de alto padrão.

As cidades flutuantes e as migrações são a solução para as mudanças climáticas? “A mudança climática está a afetar as pessoas ao redor do mundo e todos estão a tentar descobrir o que fazer a respeito. Uma estratégia potencial, fugir dos perigos, poderia ser muito eficaz, mas muitas vezes é esquecida”, afirma. Joseph R. Biden, do Departamento de Geografia da Universidade de Delaware e um dos promotores da proposta elaborada pelo departamento de pesquisa de desastres da universidade norte-americana para responder às perguntas.

 

29
Jun21

Há uma nova esperança para salvar gorilas em África

Niel Tomodachi

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Pela primeira vez, um bebé gorila filho de pais que cresceram em cativeiro nasceu em pleno meio natural.

Aconteceu no Gabão (África) e dá novas esperanças a esta e outras espécies ameaçadas de extinção.

O parto inédito teve lugar no Parque Nacional do Planalto Bateke. Mayombe, a mãe, 13 anos, nasceu no ZooParc de Beauval, em França, enquanto Djongo, o pai, de 15 anos, no Port Lympne Safari Park, em Inglaterra. Ambos foram posteriormente introduzidos na natureza.

“É uma notícia extraordinária, uma inovação mundial muito significativa para a conservação desta espécie, que corre sério risco de se extinguir”, disse à agência AFP Delphine Delord, diretora assistente do zoológico de Beauval.

A Fundação Aspinall, que administra o Port Lympne Safari Park, informou que o gorila bebé se encontra bem de saúde, apesar de requerer ainda alguns cuidados. “Está frágil, muito embora se alimente bem”, assinalou.

Quase 80% do Gabão é coberto por florestas. Programas de proteção e habitação de primatas foram estabelecidos ao longo dos últimos anos nos parques do país para impulsionar o turismo.

Segundo dados da Fundação Aspinall, o número de gorilas das planícies ocidentais encontrados no Gabão diminuiu 60% nos últimos 25 anos.

No ano passado, as autoridades gabonesas proibíram que os visitantes observassem os primatas que habitam as florestas locais, por receio que os humanos pudessem transmitir o novo coronavírus aos animais.

 

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