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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

05
Jan23

Já se sabe qual é a Palavra do Ano — e não é nenhuma surpresa

Niel Tomodachi

O público pôde votar numa série de termos ao longo das últimas semanas. A Porto Editora divulgou agora qual foi o escolhido.

A Palavra do Ano de 2022 em Portugal é “guerra”. Foi este o termo mais votado no concurso anual que a Porto Editora promove para enaltecer o vocábulo mais simbólico ou representativo de um determinado ano. Neste caso, claro, teve a ver com a invasão da Rússia à Ucrânia, que se iniciou a 24 de fevereiro. 

“Guerra” teve 53 por cento dos votos, o que representa o maior valor percentual de sempre da iniciativa da Palavra do Ano. Seguiu-se “inflação”, com 18,8 por cento dos votos, numa altura em que se atingiu um valor máximo nos últimos 30 anos. E, a completar o pódio, “urgências”, com 6,6 por cento dos votos — o termo reflete os problemas que o SNS tem enfrentado em Portugal.

A lista que foi submetida a votos continha ainda as palavras “rainha”, “energia”, “seca”, “abusos”, “ciberataque”, “nuclear” e “juros”.

Nos últimos anos, as palavras vencedoras foram “vacina” (2021), “saudade” (2020), “violência doméstica” (2019), “enfermeiro” (2018), “incêndios” (2017), “geringonça” (2016) e “refugiado” (2015).

 

01
Dez22

“Guerra”, “abusos” ou “inflação”: já estão abertas as votações para a Palavra do Ano

Niel Tomodachi

A Porto Editora divulgou a lista dos 10 termos mais marcantes de 2022. Pode votar até 31 de dezembro.

Todos os anos, a Porto Editora elege uma nova palavra a cada 365 dias, com o objetivo de “sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa”. A editora já divulgou a lista das 10 termos que mais marcaram o ano de 2022. As votações abriram esta quinta-feira, 1 de dezembro.

A escolha é feita com base nas sugestões recebidas no site da iniciativa e através da “análise de frequência e distribuição de uso das palavras e do relevo que elas alcançam, tanto nos meios de comunicação e redes sociais como no registo de consultas online e mobile dos dicionários da Porto Editora”, esclarecem no site.

No ano passado, a Palavra do Ano de Portugal foi “vacina” (e não é difícil perceber porquê), que sucedeu a “saudade” em 2020 e “violência” em 2019. Este ano, os 10 termos que vão a votos para a Palavra do Ano são “abusos”, “ciberataque”, “energia”, “guerra, “inflação”, “juros”, “nuclear”, “rainha”, “seca” e “urgências”.

Se gostava de saber o motivo destas palavras em específico, a Porto Editora explica tudo no site. Por exemplo, justificam a palavra “energia” pela “crise energética causada pela escassez e pela dificuldade de acesso a fontes de energia”, que tem tido um grande impacto na vida das famílias e das empresas.

“Inflação” porque a taxa de inflação atingiu o valor mais elevado desde 1992, e “juros” porque o aumento das taxas de juros está a fazer subir o valor das prestações dos empréstimos bancários.

“A Igreja Católica constitui uma comissão independente para investigar casos de abusos sexuais nas suas instituições, tendo já recebido mais de 400 denúncias”, daí uma das palavras candidatas ser “abusos”.

Entre as dez candidatas estão ainda as palavras “seca” e “urgências”. Isto porque, em 2022, o País enfrentou uma das piores secas dos últimos 100 anos e por terem sido recorrentes os casos de urgências nos hospitais, especialmente nos serviços de obstetrícia e pediatria.

O quarto termo da lista de finalistas é “guerra”, devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, que deu início ao maior conflito militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Outro momento que marcou o ano foi a morte da rainha Isabel II, sendo essa a justificação para a palavra “rainha”.

As votações terminam no próximo dia 31 de dezembro e a palavra vencedora será anunciada nas primeiras semanas de 2023.

 

04
Jan22

"Vacina" é a Palavra do Ano 2021

Niel Tomodachi

A palavra "vacina" foi escolhida como a Palavra do Ano de 2021 por 15 mil portugueses, cerca de 45% dos votos, anunciou, esta terça-feira, a Porto Editora. Em segundo lugar, ficou a palavra "resiliência", com apenas 30% dos votos.

"Vacina" foi eleita a "Palavra do Ano" de 2021

Num ano marcado pela luta contra a pandemia de covid-19 e onde a vacinação do país foi o centro das atenções durante vários meses, "vacina" ganhou o título de "Palavra do Ano" de 2021, iniciativa promovida pela Porto Editora, desde 2009. 35 mil portugueses participaram na votação online e, desses, 15 mil elegeram a palavra vencedora

"Foram cerca de 35 mil os votos na "Palavra do Ano" de 2021, o que demonstra a importância desta iniciativa que reflete os principais acontecimentos e factos que marcaram o ano em Portugal", pode ler-se num comunicado do grupo editorial enviado às redações.

Em segundo lugar, e com uma distância significativa do primeiro, ficou a palavra "resiliência" a reunir apenas 30% dos votos. O terceiro lugar foi ocupado por "teletrabalho", com 9,2% dos votos.

Fora do pódio ficaram "bazuca", com 6,5% dos votos, seguida da "criptomoeda" (2,9%), "podcast" (1,9%), "orçamento" (1,4%), "mobilidade" (0,9%), "apagão" (0,7%) e, em último lugar, "moratória" (0,6%).

A palavra "vacina" sucede a "saudade", a palavra eleita pelos portugueses em 2020.

 

04
Jan21

Portugueses já escolheram a Palavra do Ano (e não é pandemia nem Covid-19)

Niel Tomodachi

Houve cerca de 40 mil votos na edição anual do concurso da Porto Editora.

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Está escolhida a Palavra do Ano de 2020: saudade. Durante todo o mês de dezembro, cerca de 40 mil pessoas votaram no concurso anual promovido pela Porto Editora. “Saudade” ganhou com 26,8 por cento dos votos.

Em segundo lugar, “Covid-19” levou 24,4 por cento dos votos, enquanto “pandemia” ficou em terceiro, com 17,03 por cento. Seguiram-se “confinamento” (16,23%), “zaragatoa” (7%), “telescola” (2,58%), “discriminação” (1,85%), “infodemia” (1,59%), “digitalização” (1,33%) e “sem-abrigo” (1,16%).

Desta forma, “saudade” sucede a “violência [doméstica]” (2019), “enfermeiro” (2018), “incêndios” (2017), “geringonça” (2016), “refugiado” (2015), “corrupção” (2014), “bombeiro” (2013), “entroikado” (2012), “austeridade” (2011), “vuvuzela” (2010) e “esmiuçar” (2009).

 

03
Dez20

De "confinamento" a "discriminação": eis as candidatas a Palavra do Ano de 2020

Niel Tomodachi

Estão escolhidas as dez candidatas a Palavra do Ano de 2020. A lista, que inclui vocábulos como "confinamento", foi revelada esta terça-feira pela Porto Editora, que promove a iniciativa desde 2009.

roliveira-porto-confinamento-covid-14-11-2-3-1-28-A Porto Editora revelou esta terça-feira as dez candidatas a Palavra do Ano de 2020. A lista, definida por uma equipa de linguistas e lexicólogos a partir das sugestões dos portugueses, inclui vocábulos como “confinamento”, “Covid-19”, “zaragatoa” e “discriminação”. Este ano, a iniciativa lançada em 2009 pela Porto Editora decorre pela primeira vez em simultâneo com Angola e Moçambique, que também divulgaram esta terça-feira as respetivas listas de candidatas.

Apesar das diferenças, as três listas têm em comum a inclusão de vocábulos relacionados com o coronavírus e o novo contexto social causado pela pandemia. Assim, a lista angolana inclui vocábulos como “nacionalização”, “autárquicas” ou “violência”, mas também “quarentena” e “coronavírus”. Este último também consta das finalistas moçambicanas, onde é possível encontrar os termos “distanciamento”, “isolamento”, “ataques” ou “refugiados”.

A partir desta terça-feira será possível votar numa das candidatas nos sites português, angolano e moçambicano, até ao último segundo de 2020. As palavras vencedoras serão reveladas a 4 de janeiro nos três países. É a primeira vez que acontece desde que Angola e Moçambique passaram a integrar a iniciativa, em 2017.

No ano passado, foi “violência doméstica” que venceu a votação em Portugal, com 27,7% do número total de votos. A escolha dos portugueses ter-se-á devido “aos inúmeros casos que foram sendo conhecidos ao longo do ano e que infelizmente resultaram em vítimas mortais”, referiu na altura a editora. A estatística divulgada pelo Governo no final de 2019 indicava que, até 22 de novembro desse mesmo ano, 33 pessoas tinham morrido em contexto de violência doméstica (25 mulheres, uma criança e sete homens).

Em Angola, a Palavra do Ano de 2019 foi “IVA” e, em Moçambique, “reconciliação”.

Criada em 2009, a Palavra do Ano tem como objetivo “sublinhar a riqueza lexical e o dinamismo criativo da língua portuguesa, património vivo e precioso de todos os que nela se expressam, acentuando, assim, a importância das palavras e dos seus significados na produção individual e social dos sentidos com que vamos interpretando e construindo a própria vida”. A iniciativa foi aberta pela primeira a Angola e Moçambique, através da Plural Editores, em 2017.

 

10
Nov20

"Confinamento" é a palavra do ano para a editora do dicionário Collins

Niel Tomodachi

O "confinamento", medida restritiva adotada por Governos de todo o mundo para limitar a propagação do novo coronavírus, foi hoje designada palavra do ano 2020 pela HarperCollins, anunciou o grupo que edita o dicionário de inglês Collins.

naom_58527ef0b09e4.jpg"Lockdown" (confinamento, em português) faz parte de uma lista de dez outras palavras, muitas das quais relacionadas com a pandemia de covid-19, estabelecida pelos lexicógrafos da HarperCollins que estudam a evolução da língua inglesa.

A editora registou mais de 250 mil utilizações da palavra "confinamento" em 2020, contra apenas 4.000 no ano anterior.

"A língua é o reflexo do mundo que nos rodeia e 2020 foi dominado pela pandemia. Escolhemos 'confinamento' como palavra do ano porque resume a experiência partilhada por milhares de milhões de pessoas que tiveram de restringir a sua vida quotidiana para conter o vírus", referiu num comunicado a consultora de conteúdos linguísticos da HarperCollins, Helen Newstead.

No Reino Unido, o território europeu mais afetado pela pandemia, com mais de 49 mil mortos, os habitantes de Inglaterra estão novamente confinados desde 05 de novembro, depois do primeiro confinamento geral decretado no final de março.

Na lista elaborada pela HarperCollins figuram ainda outras palavras associadas à pandemia, tais como a previsível "coronavírus", além de "distanciamento social", "auto isolamento" e "trabalhador [de serviço] essencial".

A abreviatura "BLM" também se destacou em 2020, lembrando outro marco do ano, que foram as manifestações do movimento "Black Lives Matter" (Vidas Negras Contam) após o assassinato de George Floyd, afro-americano que morreu asfixiado pelo joelho de um polícia branco em Mineápolis, no final de maio.

As redes sociais, regulares fornecedoras de novas palavras, levaram à inclusão dos termos "TitToker" (utilizador da rede social TikTok) e "mukbang", um fenómeno da Coreia do Sul que consiste em filmar-se a si mesmo enquanto se empanturra com comida, ao mesmo tempo que interage com os seus seguidores nas redes sociais.

A última palavra da lista, "Megxit", é uma contração de "Meghan" e "Exit" (saída), uma alusão ao "Brexit" utilizada para referir a retirada da família real britânica por parte do príncipe Harry e da sua mulher Meghan, anunciada em janeiro.

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