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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

07
Jul21

Milhares protestam no parlamento georgiano contra a violência anti-LGBTQ

Niel Tomodachi

Manifestantes tinham bandeiras arco-íris e da União Europeia. Membros da extrema-direita voltaram a tentar impedir a manifestação dos ativistas LGBTQ.

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Um dia após os ativistas LGBTQ terem cancelado uma marcha Pride em Tbilissi, a capital da Geórgia, devido à violência perpetrada por membros da extrema-direita, que agrediram os ativistas, jornalistas e invadiram escritórios de organizações LGBTQ, milhares de pessoas juntaram-se para um protesto em frente ao parlamento georgiano.

Segundo o Euractiv, a manifestação desta terça-feira teve como objetivo denunciar a violência anti-LGBTQ, mas também anti-União Europeia (as centenas de elementos da extrema-direita, alguns ligados a um partido pró-russo, que impediram a realização da marcha Pride também retiraram uma bandeira da União Europeia que estava no exterior do parlamento da Geórgia).

Muitas das pessoas que marcaram presença neste protesto tinham bandeiras arco-íris mas também da União Europeia. Face a uma contramanifestação da extrema-direita, que juntou 200 pessoas, a polícia montou um cordão policial na área para proteger os milhares de ativistas LGBTQ.

Ainda assim, a presença das autoridades não evitou que os elementos da extrema-direita tentassem forçar a passagem pela barreira policial. Mas isso não amedrontou quem saiu à rua para lutar pelos direitos da comunidade LGBTQ e pelos direitos humanos na Geórgia.

 

“Não podemos tolerar neste país qualquer forma de violência que tenha como alvo as minorias”, disse Lili Chumburidze, uma das manifestantes, à AFP. “A homofobia não pertence ao século XXI”, acrescentou.

O primeiro-ministro georgiano, Irakli Garabishvili, tem sido muito criticado pela oposição e por ativistas de direitos humanos por se ter manifestado contra a realização da marcha Pride, que descreveu como “inaceitável para um grande segmento da sociedade” da Geórgia. O seu partido é acusado de apoiar grupos homofóbicos e nacionalistas.

Um dos organizadores da marcha Pride, Giorgi Tabagari, afirmou à AFP que suspeitava que “os serviços secretos tinham coordenado os ataques” de segunda-feira.

A Geórgia descriminalizou a homossexualidade em 2000 e adotou leis anti-discriminatórias em 2006 e em 2014. No entanto, os eventos LGBTQ são controversos neste país conservador onde a Igreja Ortodoxa exerce grande poder e influência.

03
Jul21

Centenas de pessoas participaram na Marcha do Orgulho Gay no Porto

Niel Tomodachi

Muitas centenas de pessoas, a grande maioria jovens, aglomeraram-se hoje na Praça da República, no Porto, para participarem na Marcha do Orgulho Gay, que este ano teve como tema "Orgulho na Nossa Rua".

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"Estamos a tentar que as regras sejam cumpridas, é difícil porque não podemos estar junto a cada pessoa e perguntar se fazem parte do mesmo agregado ou, pelo menos, do mesmo grupo de amigos, mas temos o papel de garantir que tudo ocorre em segurança", disse à Lusa um dos voluntários responsáveis por fazer cumprir as regras impostas pela Direção Geral de Saúde (DGS) para contrariar o aumento de casos de covid-19 ocorrido nos últimos dias.

Francisca Ferreira, da comissão organizadora, garantiu que "as restrições impostas pela DGS estão a ser cumpridas por elementos da organização e voluntários".

"Uma vez que estamos em pandemia e o número de casos tem vindo a aumentar, foi decidido pela comissão organizadora ter pontos de desinfeção ao longo do percurso, encurtar a marcha e não realizar o tradicional arraial", disse, em declarações à Lusa.

Depois de concentrados durante cerca de uma hora na Praça da República, os participantes saíram, acompanhados pela PSP, em direção à Avenida dos Aliados para a leitura do manifesto e para fazer o ponto de situação do abaixo assinado que decorre até domingo para reivindicar a atribuição do nome da transexual Gisberta Salce Júnior, assassinada há 15 anos no Porto.

"Este ano temos focado muito na questão da rua, este é o acrónico que usamos para a iniciativa que lançamos para termos uma rua com o nome da Gisberta Salce Júnior, cuja morte trágica deu inicio à própria marcha. Este ano queremos relembrar isso, já que se assinalam os 15 anos desse crime", disse à Lusa Sofia Brito, também da comissão organizadora.

Segundo a ativista, o objetivo é "assinalar e tentar fazer alguma reparação histórica".

Neste momento, "temos mais de seis mil assinaturas do abaixo assinado que decorre até amanhã, dia em que se realiza o Porto Drag Festival", que este ano será em homenagem a Vítor Fernandes/Natacha Semmynova, recentemente falecido, um ativista e representante da comunidade LGBTQI+ do Porto.

O abaixo assinado será posteriormente entregue na Câmara do Porto para "demonstrar e fazer ouvir a voz e a vontade das pessoas que moram e vivem no Porto".

A marcha do Orgulho do Porto é organizada por uma comissão composta por representantes de coletivos, partidos políticos e associações que trabalham com a comunidade LGBTQI+.

O objetivo da marcha continua a ser reclamar direitos e denunciar situações, nomeadamente, de discriminação e de violência.

 

03
Jul21

"Traz pão". A resposta de um pai quando a filha assumiu ter namorada

Niel Tomodachi

Reação do pai de Marina 'arrancou' muitos elogios. Em vez de questionar a orientação sexual da jovem, preocupou-se apenas com o que a namorada desta iria almoçar.

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O exemplo de um pai espanhol quando a filha decidiu assumir que namorava com uma rapariga está a correr mundo. Ao convidar a companheira para almoçar com o progenitor, este apenas se preocupou com o que iriam servir para a jovem comer, não fazendo qualquer questão ou comentário sobre a orientação sexual de Marina. 

Foi a própria quem decidiu contar a história, num tweet que já se tornou viral. "Bem, creio que hoje é um bom dia para recordar a reação do meu pai quando 'saí do armário'", pode ler-se na publicação, colocada online a 28 de junho. 

Depois, a jovem mostra a conversa que ambos mantiveram por mensagem escrita: "Olá, papá. Tenho uma namorada, chama-se Raquel e vai almoçar lá a casa. Pode ser?" A resposta do progenitor não tardou (mas surpreendeu): "Sim. O que vamos almoçar?"

Marina acabou por sugerir que os três comessem frango, escolha com a qual o pai concordou. "Vou buscá-lo", disse ainda a jovem. E o pai rematou: "Traz pão". 

A jovem contou ainda, noutro tweet, que quando ambas chegaram a casa, o homem tinha colocado copos de vinho na mesa para celebrar. "Se falamos de orgulho, eu falo de quão orgulhosa estou dele", rematou Marina. 

Nos comentários a este post da jovem, o pai recebeu inúmeros elogios e apelos a que todos os progenitores encarassem as orientações sexuais dos filhos com a mesma naturalidade com que este homem o fez.

02
Jul21

Marcha do Orgulho LGBTI+ no Porto mantém-se apesar dos alertas das autoridades de saúde

Niel Tomodachi

A Marcha do Orgulho LGBTI+ vai manter-se, este sábado, no Porto, apesar de a Administração Regional de Saúde do Norte não aconselhar a realização do evento.

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A marcha com o lema "Orgulho na Minha Rua", de defesa dos direitos das pessoas lésbicas, gays, transexuais, intersexuais e queer, acontece este sábado à tarde e começa na Praça da República, no Porto. O evento vai contar com medidas de segurança que, garante a organização, cumprem as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A autoridade de saúde pública adianta ao JN que, apesar de não ter emitido qualquer parecer, a Administração Regional de Saúde do Norte "já informou a organização do evento que desaconselha eventos/festas que promovam aglomeração de pessoas, tendo em conta a situação epidemiológica que nesta data se verifica na cidade do Porto e concelhos limítrofes".

 

Maria Francisca, da organização da Marcha do Orgulho LGBTI+ no Porto, diz que o evento "não é uma festa" mas uma manifestação, tendo a realização da mesma sido comunicada à autarquia do Porto e às autoridades policiais.

A porta-voz confirma terem recebido recomendações das autoridades de saúde, que vão ser colocadas em prática, como em qualquer manifestação em altura de pandemia.

"Estamos conscientes da fase pandémica em que estamos e, por isso, temos 80 voluntários ao longo da marcha a consciencializar as pessoas de que é preciso cumprir as regras", esclarece Maria Francisca.

Entre os cuidados da 16.ª edição da Marcha do Orgulho LGBTI+, no Porto, está a diminuição do tempo da intervenção dos coletivos e partidos políticos, para evitar aglomerações a ouvir os manifestos, e as faixas da marcha serão sempre levantadas pelas mesmas pessoas, de forma a não haver trocas.

A 19 de junho, a Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa cancelou a iniciativa no próprio dia após a DGS ter emitido um parecer desfavorável devido ao contexto epidemiológico. A organização criticou a resposta na "véspera" da marcha, apesar "das tentativas de contacto continuadas ao longo de dois meses".

 

24
Jun21

‘Rua Sésamo’ inclui família com dois pais no mês do orgulho LGBT

Niel Tomodachi

“A Rua Sésamo sempre foi um lugar acolhedor de diversidade e inclusão.", diz ator e realizador da série infantil que ahora juntou uma família gay com uma filha. Um passo dado ao fim de 51 temporadas

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Há muito que a Rua Sésamo procura incluir a diversidade nas suas personagens e nas suas histórias infantis. No mês em que se assinala o Orgulho LGBT, em junho, a produção norte-americana apresentou uma família composta por dois pais.

No episódio, Nina apresenta o irmão e o marido deste, interpretados por Chris Costa e Alex Weisman, bem como a filha de ambos, desempenhada por Olivia Perez. Um encontro com os personagens Elmo e o Poupas.

Rua Sésamo sempre foi um lugar acolhedor de diversidade e inclusão. Por isso, estou muito entusiasmado para apresentar o irmão Dave de Nina, o seu marido Frank e a filha de ambos, Mia, à nossa rua soalheira”, escreveu Alan Muraoka, ator e produtos da série infantil que já vai da 51ª temporada, exibida na HBO Max. “Sinto-me muito honrado por ter co-realizado este episódio importante e marcante. Amor é amor, e estamos muito felizes em adicionar esta família especial à nossa. Orgulho feliz a todos”, referiu.
As organizações não governamentais que trabalham estas matérias já vieram aplaudir a iniciativa. No Twitter, Sarah Kate Ellis, presidente e CEO da GLAAD, elogiou a “mensagem simples e importante” de que existem famílias de “todas as formas”.

Recorde-se que, entre outras investidas, a série apresentou recentemente uma personagem sem-abrigo e uma menina cuja mãe sofria de dependência de comprimidos.

 

10
Jun21

A nova coleção da Primark é para todos — e pelos direitos LGBTIQ

Niel Tomodachi

Pelo terceiro ano consecutivo, a marca associa-se à luta pelo orgulho sem preconceitos, com peças coloridas e divertidas.

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Chama-se Feeling Proud e é a mais recente coleção de edição limitada de roupa e acessórios da Primark. E chega, claro, no mês do orgulho LGBTIQ. É a terceira edição desta colaboração entre a marca e a ILGA World, a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexuais, que irá receber uma doação de 170 mil euros para continuar a defender os direitos de todos à sua orientação sexual.

A coleção é composta por 36 peças, desenhadas para todas as idades. Existem quimonos, casacos de ganga ou camisas com emojis. E sim, há até peças de roupa para cães. As peças começam nos 3€ e podem ir até aos 18€. Todas as T-shirts são feitas em algodão orgânico e apostam nas múltiplas cores da bandeira do orgulho LGBTQI.

A associação com a ILGA World vai no seu terceiro ano, com a associação internacional que engloba mais de 1700 organizações em 160 países a receber um valor monetário para continuar a fazer campanha pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo. No fundo, é uma verdadeira luta pelos direitos humanos. Parte deste apoio servirá para a realização de uma conferência mundial em 2022.

A nova linha chega às lojas físicas da Primark em junho.

 

01
Jun21

Porque é que junho é o mês do orgulho?

Niel Tomodachi

É no Pride Month que comemoramos anos de luta pelos direitos civis e pela busca contínua da igualdade de justiça para com os membros da comunidade LGBTQIA+. Eis o porquê das comemorações decorrerem, todos os anos, no mês de junho.

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Há cinco décadas que no mês de junho se celebra o orgulho. Ao longo deste mês, são realizadas comemorações direcionadas especialmente para a comunidade LGBTQIA+, com o objetivo de reconhecer a influência e o impacto histórico que estes membros tiveram (e continuam a ter) e ainda relembrar o caminho que ainda falta por percorrer. Além de ser uma celebração, este mês é uma oportunidade para se protestar e sensibilizar todas as pessoas para as questões que a comunidade enfrenta.

Mas porque é que junho é o mês do pride? A história remonta-nos para o ano de 1969, em Greenwich Village, Nova Iorque. Na madrugada de 28 de junho, vários agentes da polícia invadiram o Stonewall Inn - um bar popular gay - prendendo os funcionários por venderem bebidas sem licença e agredindo os que mostravam resistência. Nas ruas, uma multidão inquieta e revoltada assistia ao que seria mais um conflito de abuso policial, bastante frequente para com os membros da comunidade LGBTQIA+. Já fartos da brutalidade policial e da discriminação contra os homossexuais, a multidão não se deixou ficar indiferente perante esta situação, manifestando-se espontaneamente contra a polícia durante uma semana naquela rua.

A revolta e a atitude corajosa dos cidadãos presentes fez-se espalhar pela cidade, pelo meio de acontecimentos que ficaram conhecidos como a revolta de Stonewall e, não menos importante, pelo nascimento do movimento dos direitos dos homossexuais.

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É de realçar que na altura era ilegal, para a comunidade LGBTQIA+ ser vista a beber ou a dançar com pessoas do mesmo sexo. Face às respetivas proíbições, foram vários os bares a não autorizar a entrada a pessoas da comunidade, com receio de posteriores multas aos proprietários dos bares e a condenações para com os clientes que os frequentassem.

Ainda no ano de 1969, foi proposta a ideia de uma marcha em resposta aos acontecimentos em Stonewall, durante a Conferência Regional do Leste das Organizações Homófilas, em Filadélfia. A marcha ficou programada para o dia 28 de junho de 1970 – data em que seria o primeiro aniversário daqueles motins. Apesar de ter sido proposta a palavra “poder” como slogan para o desfile, chegou-se à conclusão que o movimento ainda não teria sido debatido politicamente, mas que os membros da comunidade sentiam orgulho na sua identididade sexual. E assim ficou decidido que a palavra orgulho serviria como tema para a primeira marcha, e para todas aquelas que dela resultaram até aos dias de hoje.  

Os motins de Stonewall foram o ponto de viragem para o movimento de libertação gay, não apenas nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro. E é desde então que o mês do orgulho é celebrado em junho, marcando o aniversário dos motins de Stonewall e a reunião, ano após ano, de uma comunidade que marcha em conjunto pelo orgulho e pela igualdade de direitos.

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