Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

25
Nov22

Mais de cinco meninas ou mulheres são mortas a cada hora, em média, em 2021

Niel Tomodachi

Novo estudo da ONU Mulheres e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, revela que assassinatos ocorrem dentro de casa; divulgação ocorre às vésperas do Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres, marcado neste 25 de novembro.

No México, as mulheres exigem o fim da violência contra as mulheres.

No ano passado, mais de cinco mulheres ou meninas foram assassinadas por hora no mundo. Os dados constam de um novo estudo das Nações Unidas sobre violência de gênero.

De todos os feminicídios cometidos em 2021, 56% foram pelas mãos de parceiros íntimos ou familiares. Para a ONU Mulheres, o número mostra que a casa deixou de ser um lugar seguro.

Instituto Igarapé
 

É preciso melhorar as investigações e protocolos

A pesquisadora-sênior do Instituto Igarapé, no Rio de Janeiro, Renata Gianini, disse à ONU News, que existe dificuldade para tipificar o crime contra a mulher no Brasil como feminicídio.

“De fato, a gente tem essa dificuldade. Eu acho que uma das principais necessidades é melhoras as investigações dos casos de feminicídio. Existem pistas bastante contundentes na hora de investigar que nos ajudam a determinar se um caso de assassinato de uma mulher é ou não é feminicídio. Isso tem a ver com as circunstâncias desse assassinato. Eu acho que Protocolo, treinamento adequado, eles são extremamente necessários.”

A pesquisadora informa que não existem dados sobre todos os estados brasileiros. O Igarapé recebe estatísticas de 23 das 27 unidades da federação. Houve um aumento na incidência do feminicídio em 12 estados e redução em oito.

Assinado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e pela ONU Mulheres, a pesquisa está sendo divulgada pouco antes do Dia Internacional para Eliminação da Violência contra Mulheres, neste 25 de novembro.

Quando se trata dos crimes contra homens apenas 11% são cometidos numa esfera privada.  A diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, afirmou que por trás de cada estatística, existe uma história de uma mulher ou menina cuja morte poderia ter sido evitada.

Já a diretora executiva do Unodc, Ghada Waly, ressalta que ninguém deveria sentir medo de morrer por causa de sua identidade.
 
 

Ação em todos os setores da sociedade

Ela contou que as organizações de direitos das mulheres já começaram a monitorar os dados por mudanças de política e prestação de contas. Para Bahous, é hora de buscar ação concertada em todos os setores da sociedade para que as mulheres e meninas possam se sentir seguras em casa, na rua e em todas as partes.

Já a diretora executiva do Unodc, Ghada Waly, ressalta que ninguém deveria sentir medo de morrer por causa de sua identidade. Para ela, a única forma de acabar com assassinatos baseados em gênero é contar cada um deles.

Ela acredita que é preciso delinear melhores políticas de enfrentamento do feminicídio com respostas efetivas na prevenção e na justiça penal.

O estudo sobre feminicídio de 2022 revela que não houve mudança nesse tipo de crime na década passada. Para a ONU, é necessário prevenir o flagelo da violência a mulheres com ações mais fortes.

Embora os números sejam alarmantes, a verdadeira escala do feminicídio pode ser ainda maior.
 
 

Feminicídio começa com violência psicológica e moral

Embora os números sejam alarmantes, a verdadeira escala do feminicídio pode ser ainda maior.

A especialista do Instituto Igarapé, Renata Gianini, diz que para reduzir esse tipo de crime é preciso reduzir a desigualdade de gênero.

“A gente só vai conseguir reverter essa realidade, se a gente reverter essa desigualdade. É um trabalho de muito longo prazo, que exige investimento, muita educação, mas é um trabalho necessário que foca muito na prevenção. Mas uma coisa que acho importante a gente falar é que o feminicídio é antecedido por uma série de outras violências, que se consideram menos graves. E que na verdade não são. Violência psicológica, violência moral, esses tipos de violência contra mulheres são muitas vezes considerados menos graves, são violências altamente subnotificadas, e elas são um indício de um ciclo de violência. Inclusive, para a gente poder prevenir feminicídios, a gente precisa entender melhor o padrão de todos os tipos de violência contra mulheres, identificá-los, logo no início, para poder, justamente, ter uma atuação cirúrgica e interromper esses ciclos, e prevenir o feminicídio.”

No ano passado, o nível de assassinatos foi estimado em 2.5 em cada 100 mi mulheres africanas se comparado a 1.4 nas Américas, 1.2 na Oceania, 0.8 na Ásia e 0.6 na Europa.
 
 

Ásia, África e Europa

Muitas vítimas não são contadas. Vários países têm inconsistências na definição do feminicídios ou na tipificação dos critérios. Estima-se que cerca de 4 em 10 mulheres ou meninas assassinadas de forma dolosa em 2021, não existia informação suficiente para qualificar o crime como feminicídio. Especialmente quando o crime ocorria numa esfera pública.

Além disso, existem disparidades regionais. Enquanto o feminicídio é um problema que preocupa todos os países. A Ásia concentra o maior número de casos de mortes baseadas no gênero em esfera privada no ano passado.

Já a África é o continente onde meninas e mulheres têm o maior risco de serem mortas pelos parceiros e membros da família.

No ano passado, o nível de assassinatos foi estimado em 2.5 em cada 100 mi mulheres africanas se comparado a 1.4 nas Américas, 1.2 na Oceania, 0.8 na Ásia e 0.6 na Europa.

O relatório da ONU marca o início dos 16 dias de ativismo contra a violência baseada em gênero.
 
 

Melhorar coleta de dados de feminicídios e atacar causas na raiz

Ao mesmo tempo, os dados do estudo no início da Covid-19 em 2020 coincidiram com o aumento significativo de mortes baseadas no gênero na esfera privada na América do Norte e no oeste e sul da Europa.

Para a ONU Mulheres, é possível e necessário prevenir essas mortes identificando logo cedo as mulheres afetadas pela violência, dando acesso a elas um centro de apoio e proteção aos sobreviventes, assegurando que a polícia e o sistema judicial sejam mais proativos na resposta às necessidades das vítimas.

Um outro aspecto é a prevenção primária que ataca as causas na raiz da violência a meninas e mulheres incluindo no combate à chamada masculinidade tóxica, normas sociais e eliminação da desigualdade de gênero e estereótipos.

É preciso reforçar a coleta de dados em casos de feminicídios.

O relatório da ONU marca o início dos 16 dias de ativismo contra a violência baseada em gênero. O período termina em 10 de dezembro quando é marcado o Dia dos Direitos Humanos.

 

Evento na sede das Nações Unidas e mensagem do secretário-geral

Em Nova Iorque, Um evento comemorativo marcou o Dia Internacional, de forma antecipada, com uma mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O chefe da ONU lembra que a “violência contra mulheres e meninas é a violação dos direitos humanos mais generalizada no mundo.”

Ele destaca que a cada 11 minutos, uma uma mulher ou menina morre pelas mãos de um parceiro íntimo ou de alguém da família. E nos últimos anos, com a Covid-19, a situação levou ao aumento de abusos verbais e físicos.

António Guterres ressaltou as mulheres e as meninas que enfrentam ainda uma violência desenfreada online, o discurso de ódio misógino, o assédio sexual, abuso de imagem e sedução inapropriada por predadores.

Para o secretário-geral da ONU, este é o momento para uma ação transformadora que ponha fim à violência contra as mulheres e meninas.

 

Presidente da Assembleia Geral visita centro de sobreviventes

Já o presidente da Assembleia Geral, Csaba Korosi, visitou um centro de apoio a sobreviventes da violência de gênero na cidade de Nova Iorque.

A visita marca o início dos 16 Dias de Ativismo.

O Centro de Justiça Familiar de Manhattan conecta os sobreviventes e seus filhos com organizações que oferecem gestão do caso, autonomia  econômica, aconselhamento e assustência jurídica e penal.

 

26
Out22

Mundo está distante da meta do Acordo de Paris, diz ONU

Niel Tomodachi

Relatório destaca que promessas atuais para reduzir emissões são insuficientes e alerta para aquecimento médio global de 2,5°C até o fim do século.

Vista de Evolução histórica e política das principais conferências mundiais  da onu sobre o clima e meio ambiente | Revista Iberoamericana de Bioética

As promessas internacionais atuais para reduzir as emissões de gases do efeito estufa são insuficientes para que o planeta se atenha ao limite de aquecimento global estabelecido no Acordo de Paris, aponta um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira (26/10).

Com base nas metas nacionais de emissões de 193 países, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) prevê um aumento médio da temperatura global de 2,5°C acima da média pré-industrial até o fim do século.

Isso representa 1°C acima do ambicioso limite de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris, além do qual cientistas afirmam que a probabilidade de catástrofes climáticas aumenta significativamente.

Com cada fração de grau de aquecimento, dezenas de milhões de pessoas mundo afora passam a estar expostas a severas ondas de calor, escassez de alimentos e água e inundações.

O relatório também prevê que, com os compromissos internacionais atuais, as emissões aumentarão 10,6% até 2030 em relação aos níveis de 2010, um pouco menos que os 13,7% estimados no ano passado. Cientistas afirmam, no entanto, que as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento do planeta precisariam ser cortadas em 45% em relação a 2010 até o fim desta década.

Ainda segundo o relatório, somente 24 de 193 países que concordaram na Conferência do Clima de Glasgow do ano passado em intensificar suas ações climáticas seguiram adiante com planos mais ambiciosos.

"Ainda não estamos nem perto da escala e do ritmo de redução das emissões necessários para nos colocar no caminho certo", afirmou o secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell. "Para manter esse objetivo [do aquecimento global de até 1,5°C] vivo, governos nacionais precisam fortalecer seus planos de ação climática agora e implementá-los nos próximos oito anos."

Negociado por mais de 190 países em 2015, o Acordo de Paris sobre o clima entrou em vigor em novembro do ano seguinte e aborda mitigação, adaptação e financiamento no âmbito das mudanças climáticas.

 

Conferência do Clima

O relatório desta quarta foi divulgado a menos de duas semanas da próxima Conferência do Clima da ONU, a COP 27, a ser realizada em Sharm el-Sheikh, no Egito, e na qual os países envolvidos deverão novamente tentar elevar suas metas de redução de emissões.

No entanto, a guerra da Rússia contra a Ucrânia, a crise energética internacional impulsionada pelo conflito e a instabilidade política em países como o Brasil e o Reino Unido devem dificultar a cooperação e os esforços para combater o aquecimento global.

"A COP 27 é o momento em que os líderes globais podem recuperar o ímpeto da mudança climática, dar o passo necessário das negociações à implementação e avançar na transformação maciça que deve ocorrer em todos os setores da sociedade para enfrentar a emergência climática", afirmou Stiell.

 

20
Set22

A cada quatro segundos morre uma pessoa por falta de comida

Niel Tomodachi

A cada quatro segundos morre uma pessoa de fome, denunciaram hoje mais de 200 organizações não-governamentais, pedindo aos líderes mundiais reunidos na 77.ª Assembleia Geral da ONU que "adotem ações que travem a crise".

ONG's enviaram carta aberta aos líderes políticos reunidos na Assembleia da ONU

As organizações não-governamentais (ONG), provenientes de 75 países, assinaram uma carta aberta dirigida aos líderes de Estados presentes em Nova Iorque para expressar indignação pela "explosão do número de pessoas famintas" e fazer recomendações para travar a crise global de fome.

"Atualmente, 345 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de fome aguda, número que mais do que duplicou desde 2019", sublinham as 238 organizações em comunicado de imprensa.

A carta aberta foi publicada a propósito do início da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde um grande número de líderes políticos, mas também representantes da sociedade civil se reúnem durante uma semana para aquele que é considerado o encontro diplomático mais importante do mundo.

"É inadmissível que, com toda a tecnologia agrícola (...) existente hoje, ainda estejamos a falar sobre fome no século XXI", afirmou Mohanna Ahmed Ali Eljabaly, da Yemen Family Care Association, um dos signatários da carta.

"Não se trata apenas de um país ou de um continente e a fome nunca tem uma causa única. Trata-se da injustiça de toda a humanidade", acrescentou.

A crise alimentar, a par da crise de segurança causada pela invasão russa da Ucrânia e das crises energética e climática são as principais questões que estarão em debate na Assembleia Geral da ONU, que hoje começa.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu que mais de 12% dos africanos enfrentam insegurança alimentar e apelou aos governos da África subsaariana para serem criteriosos na definição das políticas e da despesa pública.

 

13
Set22

Escravatura moderna: Em 2021, imagina quantas pessoas foram forçadas a trabalhar?

Niel Tomodachi

A escravatura moderna aumentou em todo o mundo nos últimos anos, impulsionada principalmente pela pandemia COVID-19, com quase 50 milhões de pessoas forçadas a trabalhar ou a casar no ano passado, revelou a ONU.

Estudo: 40,3 milhões vítimas de escravatura moderna

A informação consta no último relatório publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela Organização Internacional para as Migrações (IOM) – duas agências da ONU, com a organização não governamental Walk Free Foundation.

Segundo o documento, a ONU quer erradicar este flagelo até 2030, mas no ano passado havia mais 10 milhões de pessoas em situação de escravatura moderna do que as estimativas globais para 2016. Cerca de 27,6 milhões eram pessoas submetidas a trabalhos forçados e 22 milhões casadas contra sua vontade.

Mulheres e meninas representam mais de dois terços das pessoas forçadas ao casamento e quase quatro em cada cinco delas estavam em situação de exploração sexual comercial, segundo o relatório. No total, representam 54% dos casos de escravidão moderna.

A pandemia, que causou a deterioração das condições de trabalho e aumento do endividamento dos trabalhadores, fortaleceu as fontes da escravidão moderna em todas as suas formas.

Nos últimos anos, segundo o relatório, a multiplicação das crises, a pandemia, mas também os conflitos armados e as alterações climáticas, provocaram perturbações sem precedentes em termos de emprego e educação, o agravamento da pobreza extrema, o aumento de migrações forçadas e perigosas, a explosão de casos de violência de género.

Em todo o mundo, quase uma em cada 150 pessoas é considerada um escravo moderno.

Em comunicado de imprensa, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, considera «chocante que a situação da escravatura moderna não esteja a melhorar» e apela aos governos, mas também aos sindicatos, às organizações patronais, à sociedade civil e ao cidadão comum que combatam «esta violação fundamental dos direitos humanos».

No relatório propõem-se uma série de acções, incluindo melhorar e fazer cumprir as leis e inspecções laborais, acabar com o trabalho forçado imposto pelo Estado, expandir as proteções sociais e fortalecer as proteções legais, aumentando a idade legal do casamento para 18 anos sem excepção.

Segundo o relatório, mulheres e crianças permanecem desproporcionalmente vulneráveis. Assim, quase um em cada oito trabalhadores forçados é uma criança e mais da metade deles são vítimas de exploração sexual comercial.

Os trabalhadores migrantes são mais de três vezes mais probabilidades de serem submetidos a trabalho forçado do que os adultos não migrantes.

O director-geral da OIM, António Vitorino, apelou a que toda a migração «seja segura, ordenada e regular». «Reduzir a vulnerabilidade dos migrantes ao trabalho forçado e ao tráfico de pessoas depende, acima de tudo, de políticas nacionais e estruturas legais que respeitem, protejam e cumpram os direitos humanos e liberdades fundamentais de todos os migrantes», sublinhou.

A Ásia e o Pacífico têm mais de metade do total de trabalhadores forçados do mundo.

 

27
Out21

Um dinossauro à solta na ONU (VÍDEO)

Niel Tomodachi

Um dinossauro irrompeu pela sala da Assembleia Geral das Nações Unidas e foi até ao palanque alertar os dirigentes mundiais para os perigos das alterações climáticas

Esta situação não é mais do que um curto filme lançado esta terça-feira pelo Programa de Desenvolvimento da ONU como peça central da campanha Não Escolham a Extinção. No filme, o primeiro a ser feito na sala da Assembleia Geral usando imagens geradas por computador, celebridades de todo o mundo dão voz ao dinossauro Frankie, que entra na sala e avança até ao palanque, por entre a surpresa e o medo dos presentes.

“Nós, pelo menos, tivemos um asteroide. Qual é a vossa desculpa?”, pergunta Frankie, referindo-se à teoria mais popular para explicar a extinção dos dinossauros, há 70 milhões de anos, a queda de um asteroide, que provocou um inverno de milhares de anos no Planeta. "É tempo de os humanos pararem de arranjar desculpas e começarem a fazer mudanças" para lidar com a crise climática", diz.

 

01
Set21

ONU insta talibãs a protegerem direitos das crianças

Niel Tomodachi

45% da população afegã são crianças com menos de 15 anos. A ONU apelou assim aos talibãs para "respeitarem e protegerem os direitos humanos" e às comunidades internacionais para "não as abandonarem."

31231510.jpg

As Nações Unidas apelaram esta terça-feira aos talibãs para “respeitarem e protegerem os direitos humanos” e também à comunidade internacional para “não abandonar as crianças” no Afeganistão, já que 45% da população tem menos de 15 anos de idade.

Numa declaração conjunta, a representante especial do secretário-geral da ONU para as Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba, e a representante especial para a Violência contra as Crianças, Najat Maala M’jid, condenaram os “horríveis e mortais ataques contra o aeroporto de Cabul, no qual terão sido mortas e mutiladas crianças“, expressando “as mais profundas condolências” às vítimas e ao povo afegão.

“Os atuais contextos políticos e de segurança não devem apagar o progresso dos direitos humanos, incluindo os das crianças e mulheres. Exortamos os talibãs e outros partidos a respeitar a dignidade e os direitos humanos de todos os afegãos, incluindo rapazes e raparigas. Assegurar a proteção das crianças contra os danos e incluir as suas vozes e necessidades é fundamental para a paz e o desenvolvimento sustentáveis no Afeganistão”, vincaram os responsáveis.

As duas representantes recordam aos talibãs que estão “vinculados a todas as normas internacionais com as quais o Afeganistão já se comprometeu para a proteção das crianças”.

Além disso, demonstraram preocupação com os direitos das raparigas, incluindo a violência sexual e baseada no género, referindo que o direito à educação das mulheres deve continuar a ser respeitado e protegido de ameaças.

Segundo o comunicado, a primeira metade do ano testemunhou “um número alarmante de violações graves cometidas contra crianças”, o que levou os funcionários a instar os talibãs a garantir o respeito e proteção da ajuda humanitária, num país onde “10 milhões de crianças” precisam dessa ajuda para “sobreviver no terreno”.

“Proteger os direitos de todos os afegãos, incluindo os direitos das crianças, é a única solução sustentável para a paz”, finaliza a declaração.

No documento, a ONU referiu que o Conselho de Segurança identificou seis violações graves contra crianças: recrutamento e utilização, assassínio e mutilação, violação ou outras formas de violência sexual, ataques a escolas e hospitais, raptos e negação de acesso humanitário para crianças.

 

06
Jul21

ONU lança iniciativa para responder a casos de VIH em jovens africanas

Niel Tomodachi

Cinco organizações das Nações Unidas lançaram hoje a iniciativa 'Education Plus', que pretende "acelerar ações e investimentos para prevenir o VIH" na África subsaariana, onde, semanalmente, 4.200 jovens mulheres são infetadas com o vírus da imunodeficiência humana.

naom_547ca10e27616.jpg

iniciativa resulta de uma colaboração de cinco organizações da ONU: Programa das Nações Unidas sobre o VIH/Sida (Unaids), Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Fundo das Nações Unidas para a População (Unfpa), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e ONU Mulheres.

"Sabemos que manter raparigas na escola secundária pode reduzir o seu risco de infeção com VIH em um terço ou mais em lugares onde o VIH é comum. Reduz o risco de casamento infantil, gravidez na juventude e violência de género e sexual e pode fornecer às meninas competências importantes para a sua emancipação financeira", afirmou a diretora executiva da Unaids, Winnie Byanyima, citada num comunicado.

As organizações apelam aos países para usarem os seus sistemas de educação como um ponto de entrada para "os elementos essenciais de que estas raparigas adolescentes e mulheres jovens necessitam à medida que se tornam adultas", incluindo através de uma "educação sexual compreensiva, saúde e direitos sexuais e reprodutivos -- como a prevenção do VIH, liberdade de violência de género e emancipação financeira através de transições escola-trabalho", acrescenta a nota.

O documento assinala também que a pandemia de covid-19 trouxe uma "preocupação urgente" com a educação e com os seus impactos socioeconómicos, que "aumentaram a exposição de crianças e jovens mulheres à violência de género, casamentos infantis e gravidezes indesejadas".

Estes fatores aumentaram também "os riscos de mortalidade materna e destacaram a vulnerabilidade de se adquirir VIH" e que "as crianças em África subsaariana estão particularmente em risco de não regressarem à escola".

A iniciativa 'Education Plus' pretende defender "reformas sensíveis" a nível de políticas, leis e práticas para "garantir a educação, saúde e outros direitos sociais e económicos para adolescentes e jovens".

"Isto inclui mudanças nos requisitos de consentimento parental e a eliminação das taxas quando adolescentes acedem a serviços básicos de VIH e outros serviços de saúde sexual e reprodutiva", acrescenta o comunicado.

Os organismos oficiais dizem existir cerca de 38 milhões de pessoas com VIH/sida em todo o mundo e estima-se que, em 2019, 1,7 milhões contraíram o vírus, uma redução de 23% desde 2010.

A nível mundial, nomeadamente em África, um dos continentes mais afetados pela sida, registaram-se interrupções nas medidas de luta contra o vírus.

Segundo a Unaids, seis em cada sete novas infeções com VIH em adolescentes entre os 15 e 19 anos na África subsaariana são mulheres, sendo a principal causa de morte entre raparigas nesta faixa etária, tendo matado cerca de 136.000 pessoas em 2019.

 

20
Abr21

ONU realça movimento antidiscriminação. Pede que se "aproveite o momento"

Niel Tomodachi

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, apontou hoje que em 2020 o mundo assistiu à emergência de um movimento global contra a intolerância e apelou à comunidade internacional para "aproveitar o momento".

naom_5c700e0411d96.jpg

"O ano passado foi um marco importante contra o flagelo do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e intolerância relacionada na Europa e no mundo", disse Michelle Bachelet na abertura da Conferência de Alto Nível sobre proteção contra discriminação racial e intolerância relacionada, organizada pela presidência portuguesa do Conselho da UE.

"Vimos uma emergência de movimentos antirracistas e de grupos de defesa dos direitos civis, com muitos jovens que corajosamente saíram às ruas para exigir justiça racial, equidade, igualdade e direitos civis para todos", prosseguiu.

A Alta Comissária deu como exemplo desse combate o movimento de protesto desencadeado pela morte do norte-americano George Floyd --- "emblemática de um padrão de injustiça racial enfrentada pelos afrodescendentes em muitos países" ---, mas também grupos que se insurgiram contra o aumento dos ataques antissemitas e "o alarmante aumento do discurso de ódio" contra os ciganos no contexto da pandemia de covid-19.

"Temos de aproveitar este momento para corrigir injustiças históricas e combater a impunidade da discriminação racial e intolerância relacionada", apelou.

Para isso, a comunidade internacional tem de "implementar normas e padrões de direitos humanos" como a Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Formas de discriminação e a Declaração e Plano de Ação de Durban, "compromissos acordados internacionalmente contra a discriminação racial em todas as esferas da vida".

Estes instrumentos, reforçou, "comprometem os Estados a tomar medidas orientadas na legislação, nas políticas e na prática, para garantir direitos plenos e iguais para os que enfrentaram discriminação no passado" numa ação concertada entre governos, parlamentos e a sociedade civil.

Apontando que a pandemia de covid-19 "expôs discriminações e desigualdades raciais indefinidas em larga escala", Michelle Bachelet defendeu uma "abordagem à recuperação baseada nos direitos humanos".

"Uma abordagem que coloque as pessoas no centro de todos os esforços", sublinhou, com medidas concretas "devidamente financiadas para que tenham um efeito real".

A concluir, Bachelet frisou que "a situação é urgente e é preciso agir agora" e que o Alto Comissariado que dirige está preparado para "apoiar todos os esforços" nesse sentido.

Organizada pela presidência portuguesa do Conselho da UE, em parceria com o Programa Nunca Esquecer, a Conferência de Alto Nível "Proteção contra a Discriminação Racial e Intolerância Relacionada" insere-se nos programas do "Trio de Presidências" (Alemanha, Portugal, Eslovénia) e da PPUE e integra-se numa série de iniciativas relacionadas com a promoção dos valores democráticos europeus.

 

16
Abr21

ONU denuncia "fome, execuções e violações de mulheres" no Tigray

Niel Tomodachi

Militares e milícias armadas continuam a cometer atrocidades contra a população da região etíope de Tigray, incluindo execuções e violações de mulheres, e há registo de mortes por fome, afirmou hoje o secretário-geral adjunto da ONU.

naom_602693cb2ccc9.jpg

Num briefing ao Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a situação na província etíope palco de um conflito desde novembro de 2020, o secretário-geral adjunto Mark Lowcock, responsável pelos assuntos humanitários, de conta de "um agravamento da crise humanitária", na ausência de um cessar-fogo, sendo necessário "aumentar significativamente a assistência" à população. 

Pelo menos 4,5 milhões dos quase seis milhões de habitantes de Tigray precisam de ajuda humanitária, e o próprio governo etíope calcula que 91% da população precisa de ajuda alimentar de emergência, disse Lowcock, citado pela AFP.

Sobre os relatos de violação sexual de mulheres, o responsável da ONU disse que na maioria dos casos são cometidas por homens uniformizados, das Forças De Defesa Nacional da Etiópia, mas também por militares da Eritreia - que entraram no país em apoio ao governo etíope contra uma sublevação da minoria tigray - e ainda por forças especiais da etnia amhara e outros grupos armados irregulares ou milícias.

"Não há dúvida de que a violência sexual é usada neste conflito como uma arma de guerra, como um meio para humilhar, aterrorizar e traumatizar uma população inteira hoje e na sua próxima geração", disse Mark Lowcock no briefing à porta fechada, apelando à cessação das hostilidades. 

Quanto aos militares da Eritreia a operar na região, afirmou, devem "acabar com as atrocidades e retirar-se", não se ficando pelo anúncio de que irão sair, como até agora.

"Infelizmente, devo dizer que nem a ONU nem qualquer uma das agências humanitárias com as quais trabalhamos viram provas da retirada da Eritreia", ao contrário do que o Governo etíope havia anunciado, adiantou. 

"Ouvimos alguns relatos de soldados eritreus que agora usam uniformes das Forças de Defesa da Etiópia, (...) mas independentemente do uniforme ou insígnia, os trabalhadores humanitários continuam a relatar novas atrocidades que acreditam estar a ser cometidas pelas forças de defesa da Eritreia", disse Lowcock.

O secretário-geral adjunto da ONU adiantou que "recebeu esta semana um primeiro relatório sobre quatro pessoas deslocadas que morreram de fome", com as agências humanitárias no terreno a registarem dificuldades em ter acesso à população, devido aos combates intermitentes e falta de meios, estando o número de deslocados calculado em 1,7 milhões.

A Amnistia Internacional denunciou hoje que alegados soldados eritreus mataram pelo menos três pessoas e feriram outras 19 ao dispararem sobre civis na região de Tigray.

Segundo testemunhos recolhidos pela Amnistia Internacional, os soldados eritreus, reconhecíveis pelos seus uniformes, abriram fogo sobre os residentes numa das principais ruas da cidade de Adwa, perto da estação de autocarros.

Os testemunhos confirmam os relatos da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

A Amnistia Internacional pediu uma investigação internacional ao ataque e, a nível mais geral, às violações dos direitos humanos, incluindo possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade, que possam ter acontecido desde o início do conflito em Tigray, em 04 de novembro.

O executivo da Eritreia negou, anteriormente, relatos de abusos por soldados eritreus contra civis, incluindo massacres e violações.

O incidente ocorre duas semanas depois de o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, ter anunciado o início da retirada das tropas eritreias da região.

Abiy Ahmed, Prémio Nobel da Paz em 2019, lançou uma intervenção militar em 04 de novembro para derrubar a Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF), o partido eleito e no poder no estado, e declarou a vitória em 28 de novembro, ainda que os combates continuem.

 

12
Mar21

Cerca de 2,7 milhões de pessoas na Somália em risco de fome

Niel Tomodachi

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla inglesa) alertou hoje para a degradação da situação humanitária na Somália devido à falta de água, que coloca em risco de fome pelo menos 2,7 milhões de pessoas.

28237256.jpg

"Um grande número de problemas humanitários, incluindo conflitos, insegurança alimentar e um clima errático afetaram a Somália durante décadas", disse o porta-voz do OCHA, Jens Laerke, em declarações citadas pela agência notícias espanhola, a Efe.

A previsão indica que a temporada atual de chuva, entre março e junho, ficará abaixo do esperado, o que contribui para agravar a falta de água, colocando em risco a sobrevivência do gado, pelo que o número de habitantes da Somália que poderão sofrer de falta de alimentos deverá ser de 2,7 milhões, o que representa um aumento de 65% face aos números atuais, segundo a OCHA.

Entre os afetados pelos problemas de acesso aos alimentos estão 840 mil crianças com menos de cinco anos, apontou o responsável.

A ONU e todas as organizações que prestam assistência no terreno pediram mil milhões de dólares, cerca de 830 milhões de euros, de financiamento para prestar ajuda humanitária a 4 milhões de pessoas na Somália ao longo do ano, mas até agora só conseguiram angariar 2,5% desse montante, estando em estudo o acesso a um fundo especial para situações críticas, que poderá desbloquear 20 milhões de dólares (16,7 milhões de euros), conclui a Efe.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Quotes:

“How wonderful it is that nobody need wait a single moment before starting to improve the world.” ― Anne Frank

Pesquisar

Nelson's bookshelf: currently-reading

Alfie - O Gato do Bairro
tagged: currently-reading

goodreads.com

2022 Reading Challenge

2022 Reading Challenge
Nelson has read 0 books toward his goal of 50 books.
hide

Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Afiliado Wook

WOOK - www.wook.pt

Comunidade Bertand

Afiliado Miniso

Read the Printed Word!

Em destaque no SAPO Blogs
pub