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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

17
Fev22

Uma em cada quatro mulheres já sofreu violência doméstica, revela estudo mundial

Niel Tomodachi

Pesquisa inédita reúne relatos de mulheres de 161 países e mostra que 24% das mulheres sofrem agressão desde os 15 anos

Manifestante segura cartaz de "Basta" durante protesto contra violência contra a mulher em La Paz, capital da Bolívia (31-1-22). Foto: JORGE BERNAL / AFP

Ao menos uma em cada quatro mulheres já sofreu algum tipo de violência por parte do parceiro ao longo da vida. São casos de violência física ou sexual que também se revelam recentes: 13% dos episódios aconteceram em 2018, último ano incluído em um estudo mundial encomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicado na revista científica “The Lancet”.

A pesquisa reuniu informações de um banco de dados global da OMS sobre prevalência da violência contra as mulheres, que reúne pesquisas realizadas em 161 países entre os anos de 2000 e 2018 (últimos dados disponíveis). A análise dos relatos indica que 27% das mulheres com idades entre 15 e 49 sofreram violência doméstica pelo menos uma vez na vida, com uma a cada sete (13%) sofrendo episódios em 2018.

Como as estimativas são baseadas em experiências relatadas pelas próprias mulheres, e considerando que o tema ainda é tabu em muitos países, a verdadeira prevalência de violência, lembra o estudo, provavelmente é ainda maior.

A experiência deixa marcas na saúde física e mental das mulheres – e também de crianças e famílias em todo o mundo. E muitas vezes começa cedo. A pesquisa identificou altos níveis de violência vivenciados por adolescentes e mulheres jovens: 24% das mulheres de 15 a 19 anos foram agredidas ao menos uma vez pelos parceiros desde os 15 anos. 

A prevalência de violência recente também foi maior entre essa mesma faixa etária. Uma em cada seis adolescentes de 15 a 19 anos e de mulheres jovens de 20 a 24 anos sofreu violência doméstica em 2018.

— O alto número de mulheres jovens que sofrem violência por parte do parceiro é alarmante, pois a adolescência e o início da vida adulta são fases importantes da vida, quando são construídas as bases para relacionamentos saudáveis. A violência que essas jovens sofrem tem impactos duradouros em sua saúde e bem-estar — explica Lynnmarie Sardinha, principal autora do artigo.

O estudo também faz um recorte geográfico e mostra que, em geral, países de renda mais alta apresentam taxas mais baixas de violência doméstica. A prevalência de violência contra a mulher de 15 a 49 anos foi mais alta na Oceania (49%) e na África Subsaariana Central (44%). Por outro lado, foi mais baixa na Ásia Central (18%) e na Europa Central (16%).

 

Piora na pandemia

Os dados foram colhidos antes da pandemia da Covid-19, mas o estudo reforça que outras pesquisas recentes mostram como fatores como isolamento, depressão e ansiedade e uso de álcool, além da redução de acesso a serviços de ajuda na pandemia, agravaram os casos de violência contra as mulheres.

Além de expor a dimensão mundial do problema, o estudo pretende oferecer dados de base para ajudar os governos de diferentes países a monitorar e estabelecer políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher. A pesquisa avalia que os governos ainda não estão agindo para cumprir as metas de erradicação de violência contra as mulheres e que é urgente tomar ações. O tema é parte da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

 — Embora tenha havido progresso nos últimos 20 anos, ainda é extremamente insuficiente para alcançar a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de eliminar a violência contra as mulheres até 2030 — disse a coautora do estudo, Claudia García-Moreno, da OMS.

 

23
Set21

Poluição do ar é ainda mais perigosa do que se pensava (e a OMS baixou mais os limites)

Niel Tomodachi

Organização lança alerta e pede a membros que cortem emissões. OMS define como perigosos níveis considerados seguros até agora.

As medidas contra a emissão de gases e uso de outros poluentes são ainda mais urgentes do que se pensava — e não apenas pelo ambiente e saúde do planeta, mas também pela saúde das pessoas. 

Segundo um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na quarta-feira 22 de setembro, a poluição do ar é ainda mais perigosa do que se pensava anteriormente. Tanto que a organização decidiu baixar os níveis máximos de segurança, ou idealmente permitidos, de poluentes como o dióxido de nitrogênio.

Segundo a “BBC“, a OMS estima que sete milhões de pessoas morram prematuramente a cada ano devido a doenças relacionadas com poluição do ar. Os países de rendimento baixo e médio são os que mais sofrem, por causa da dependência de combustíveis fósseis.

Por isso, a organização apela agora aos seus 194 estados membros que cortem de forma ainda mais urgente as emissões e tomem medidas contra a mudança climática.

De acordo com o canal britânico, as mudanças nas diretrizes reduzem pela metade o máximo recomendado para exposição a pequenas partículas chamadas PM2.5s. Isto significa, por exemplo, que os limites legais do Reino Unido para os poluentes mais nocivos são agora quatro vezes maiores do que os máximos agora recomendados pela OMS.

A organização corta também o limite recomendado para outra classe de micropartículas, conhecida como PM10s, em 25 por cento. Outros poluentes destacados nas diretrizes incluem ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e monóxido de carbono.

No fundo, adianta o “El País“, a OMS define agora como “perigosos” os níveis de poluição do ar que eram ainda considerados seguros, ao atualizar os padrões de qualidade do ar pela primeira vez em 15 anos — aumentando a insistência para que os países combatam o problema.

No entanto, segundo o jornal espanhol, os padrões de segurança estabelecidos pela OMS não são uma obrigatoriedade legal: cada país decide se fixa limites para cada poluente e se adota os mesmos tetos definidos pela organização.

 

05
Ago21

"Não podemos aceitar"

Niel Tomodachi

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"Até agora, mais de quatro biliões de doses de vacinas foram administradas em todo o mundo. Mais de 80% foram para países ricos ou de rendimento médio, apesar de representarem menos da metade da população mundial. Entendo a preocupação de todos os governos em proteger o seu povo da variante Delta, mas não podemos aceitar que países que já usaram a maior parte das vacinas disponíveis no mundo usem ainda mais, enquanto as pessoas mais vulneráveis ​permanecem sem proteção", alertou o diretor-geral da OMS.

 

 

10
Mar21

OMS. Uma em cada 3 mulheres já foi vítima de violência física ou sexual

Niel Tomodachi

Uma em cada três mulheres já foi vítima de violência física ou sexual por parte dos seus parceiros, números praticamente inalterados na última década e provavelmente inferiores à real extensão do problema, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

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O "maior estudo alguma fez feito sobre violência contra mulheres", frisou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, em conferência de imprensa de apresentação do documento das Nações Unidas, que incidiu sobre 158 países com dados recolhidos entre 2000 e 2018, revela também que a violência contra as mulheres começa cedo nas suas vidas e é mais grave e desproporcionada nos países mais pobres, mencionando a Oceânia, a África subsariana e o sudeste asiático.

Uma em cada quatro adolescentes entre os 15 e os 19 anos já sofreu violência física ou sexual por parte dos seus parceiros.

"Os resultados revelam um retrato devastador", disse o diretor-geral da OMS, apontando que 736 milhões de mulheres já sofrerem violência pelo menos uma vez na vida, um facto com custos e consequências de saúde duradouros, a nível físico, mental, sexual e reprodutivo, mas também sociais e económicos, mas com respostas possíveis, conhecidas e que funcionam.

Tedros Ghebreyesus elencou um conjunto de "ferramentas" em várias áreas, como ferramentas económicas que garantam mais direitos e melhores salários às mulheres; de educação, com programas que questionem estereótipos e incluam educação sexual; ou sociais, com modelos que questionem normas e visões de masculinidade e condenem a violência contra as mulheres.

"A ferramenta mais poderosa que temos somos nós próprios. Podemos todos dizer que a violência contra as mulheres nunca será aceitável. Podemos todos ensinar os nossos filhos que a violência contra as mulheres não é aceitável e podemos todos tratar as mulheres nas nossas vidas com o respeito e a dignidade que merecem", disse.

Cláudia Garcia Moreno, que coordena o departamento da OMS que trabalha com a saúde sexual e reprodutiva das mulheres e lidera os trabalhos contra a violência sobre as mulheres, disse que a verdadeira prevalência será ainda desconhecida, uma vez que mesmo com o impulso de movimentos sociais de denúncia e contra a violência sobre as mulheres, como o 'MeToo', este é ainda um "assunto estigmatizante" que deixa muitas mulheres em silêncio.

O diretor-geral da OMS sublinhou a necessidade de estratégias orientadas para o trabalho com comunidades que compreenda as suas especificidades culturais, referindo que o problema está muitas vezes na família, que obriga a que os casos não sejam revelados, ou em convenções sociais que normalizam e aceitam a violência.

Questionada sobre os dados e a sua comparabilidade, nomeadamente devido a diferentes métodos de recolha dos países, Claudia Garcia Moreno defendeu que estes "são tão robustos quanto possível" de acordo com a informação fornecida por cada país, mas admitiu que a recolha de dados tem desafios que necessitam de continuar a ser trabalhados e que neste momento não é possível estabelecer comparações nem apontar tendências.

Por serem dados até 2018, a responsável sublinhou que não é possível tirar ilações face à pandemia de covid-19, que será abordada em inquéritos futuros, mas frisou que os números revelam que a violência contra as mulheres já era um problema prevalente na sociedade.

"A pandemia expôs os problemas sérios que o mundo tem. Pobreza, desigualdade, consequências das alterações climáticas, violência contra as mulheres, todos problemas com uma dimensão maior do que a que julgávamos ter", disse, por seu lado, Tedros Ghebreyesus, frisando que no pós-pandemia será necessário "reconstruir melhor", com uma perspetiva abrangente e de conjunto.

 

11
Fev21

OMS alerta que mortes em África "aumentaram 40%" em um mês

Niel Tomodachi

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que o número de mortes devido à covid-19 em África "aumentaram 40%" num mês, estando a agência das Nações Unidas preocupada com as novas e mais contagiosas variantes do novo coronavírus.

naom_5915d3db01804.jpg"Mais 22.300 mortes foram relatadas em África nos últimos 28 dias, em comparação com quase 16.000 nos 28 dias anteriores", afirmou o escritório da OMS para África, sediado em Brazzaville, na República do Congo, citado pela agência France-Presse.

Este balanço surge quando o continente "luta contra novas variantes mais contagiosas e se prepara para sua maior campanha de vacinação de sempre", escreveu a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) depois de uma conferência de imprensa virtual.

Os primeiros casos de covid-19 no continente foram diagnosticados em 14 de fevereiro de 2020. Desde então, o número total de casos ultrapassou os 3,7 milhões, incluindo 3,2 milhões de recuperações e 96.000 mortos, de acordo com os dados divulgados hoje pela OMS.

A agência da ONU acrescentou que o número total de mortes deverá atingir os 100.000 "nos próximos dias".

diretora regional da OMS para a ÁfricaMatshidiso Moeti, disse que o aumento de mortes devido à covid-19 representa "sinais preocupantes de aviso que os trabalhadores e os sistemas de saúde em África estão perigosamente sobrecarregados".

Durante a primeira vaga de covid-19, o continente africano foi o menos afetado pela pandemia. No entanto, na segunda onda de infeções, os casos "saltaram muito além do pico da primeira vaga e as instalações de saúde ficaram sobrecarregadas", disse a OMS.

A grande maioria dos países africanos ainda não iniciou as operações de vacinação, sendo este um assunto sensível em alguns Estados.

Além da dificuldade de acesso, há também uma forte desconfiança em relação à vacina, com várias teorias da conspiração a serem partilhadas, de forma regular, nos círculos locais nas redes sociais.

"Saia e vacine-se quando a vacina ficar disponível no seu país", apelou Moeti aos povos de África, assinalando que a pandemia está "longe de acabar e as vacinas são um instrumento essencial" na luta contra o vírus.

pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.355.410 mortos no mundo, resultantes de mais de 107,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

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