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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

20
Jun21

Estudo alerta: os oceanos estão a ser inundados com embalagens de take-away

Niel Tomodachi

A revelação foi feita pela Nature Sustainability. Além das embalagens de comida, as garrafas de plástico são outra grande ameaça.

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Já se sabia que os oceanos já têm quase tantos peixes como plástico, mas há um novo estudo que revela que, apesar de todos os esforços, a quantidade de plástico no mar não está a diminuir. Antes pelo contrário.

De acordo com a mais recente edição da “Nature Sustainability”, os sacos de utilização única, as garrafas de plástico e as embalagens e embrulhos de comida utilizados para take-away são, neste momento, os tipos de plástico que mais poluem os oceanos. Ao todo, os produtos de plástico representam cerca de 75 por cento do lixo presente nos oceanos, revela este estudo.

As tampas e redes de pesca são também um elemento de preocupação, indica a “Nature Sustainability”, devido à sua elevada disseminação e muito lenta degradação.

No entanto, a novidade está no aumento da quantidade de embalagens de take-away que têm sido identificadas e que está a surpreender os investigadores. “Não estamos surpreendidos que o plástico represente quase 80 por cento do lixo, mas a elevada proporção das embalagens de take-away surpreendeu-nos”, afirma Carmen Morales-Caselles, investigadora da Universidade de Cádis, que liderou a pesquisa. “Esta informação irá facilitar que os governos possam, realmente, travar que o lixo chegue ao oceano, em vez de apenas o limpar”.

Na mesma publicação, a “Nature Sustainability” revela que as palhinhas e a palhetas representam 2,3 por cento do lixo e os cotonetes com bastão em plástico cerca de 0,16 por cento, o que, de acordo com os especialista, revela que os esforços para acabar com o plástico nestes produtos tem produzido efeitos positivos. 

 

02
Dez20

Esta marca portuguesa vende máscaras feitas com plásticos recolhidos dos oceanos

Niel Tomodachi

A Skizo foi lançada em 2019 para produzir pares de sapatilhas feitos com 18 garrafas de plástico. Agora, reinventou-se.

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Há uma startup portuguesa que está a usar plástico recolhido nos oceanos para produzir máscaras para uso profissional e social. Originalmente, a Skizo especializava-se em comercializar sapatilhas, mas as vendas caíram drasticamente em março deste ano com a chegada da pandemia de Covid-19 a Portugal, e a produção (feita no concelho de Ovar) teve de ser interrompida. Assim, os responsáveis tiveram de reinventar o negócio para não ficarem parados.

“Quis o destino” que assim fosse. Andreia Coutinho e André Facote, os fundadores, explicaram à NiT que a situação coincidiu com o primeiro aniversário da marca. “Sabemos que os nossos produtos não são, claro, um bem de primeira necessidade e portanto não se previam dias fáceis.”

Aquilo que mais os estava a preocupar, contam, era a paragem forçada do propósito da Skizo: retirar plásticos descartados dos oceanos. Para poderem dar continuidade à missão, decidiram começar a produzir máscaras sociais sustentáveis com a mesma matéria-prima que usam para desenvolver as sapatilhas e contrataram, ao mesmo tempo, ex-costureiras que tivessem sido afetadas “direta ou indiretamente pela pandemia” para as produzirem.

“Primeiro certificámos para nível 3. Recentemente, lançámos mais um design de máscara com a certificação de nível 2, para uso profissional. Somos, assim, as máscaras sociais mais sustentáveis que algumas vez foram produzidas”, acrescentam.

A Skizo foi lançada em março do ano passado para desenvolver sapatilhas feitas a partir de plástico recolhido dos oceanos. Em dezembro de 2019, Ana Rita Clara associou-se ao projeto para criar o próprio modelo sustentável: o objetivo da marca é retirar meio quilo de plástico do mar — o equivalente a 18 garrafas de água — por cada par de sapatilhas produzido.

Em maio de 2020, quando as vendas começaram a recuperar lentamente, a Skizo iniciou a produção e a venda de máscaras certificadas no modelo de nível 3 (aquele que é designado como de uso comunitário). 

Já estão à venda no site oficial por 9€. Há tamanhos entre o S e o L e cada unidade é apenas produzida depois de ser encomendada, uma política cada vez mais popular entre as marcas sustentáveis, que serve para evitar o desperdício de stock. O processo de produção e entrega pode levar até dois dias, segundo os responsáveis, se forem enviadas para Portugal e Espanha. No entanto, a Skizo vende para todo o mundo.

As máscaras têm certificação do CITEVE, são laváveis em ciclos completos de 60 graus, reutilizáveis e produzidas de acordo com todas as normas e diretivas da Direção-Geral da Saúde (DGS). São compostas por 56 por cento de plástico dos oceanos (cerca de duas garrafas) e 44 por cento de algodão orgânico. A produção, segundo a Skizo, é feita por costureiras que estavam desempregadas.

No site, também já vai encontrar o modelo de nível 2, cuja produção arrancou em setembro e cujo tecido é desenvolvido com o equivalente de cinco garrafas de plástico. Esta alternativa custa entre 9€ e 9,90€ e tem opções em branco, preto e um modelo de edição limitada só para as mulheres.

 

23
Jul20

"Plasticus Maritimus - Uma espécie invasora"

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

Quando era pequena, a bióloga Ana Pêgo não brincava no quintal, mas quase sempre na praia. Fazia passeios, observava as poças de maré e colecionava fósseis. À medida que foi crescendo, apercebeu-se, porém, de que uma nova espécie invasora se tornava cada vez mais comum na areia: o plástico.

Para melhor alertar para as suas consequências na vida do planeta, Ana decidiu colecionar e dar um nome a esta espécie. Chamou-lhe Plasticus Maritimus, e desde então nunca mais lhe deu tréguas, iniciando um projeto de sensibilização para um uso mais sensato dos plásticos.

Inspirado neste projeto, este livro contém informação sobre a relação entre o plástico e os oceanos. Inclui também um guia para preparar idas à praia, com o objetivo de colecionar e analisar exemplares desta espécie. Objetivo: motivar para a mudança. O Plasticus maritimus merece ter os dias contados!

A cada hora que passa, mil toneladas de plástico vão parar aos oceanos. O equivalente a um camião cheio de plástico, por minuto!
Já é tempo de fazermos alguma coisa.

 

Sobre as Autoras:

Ana Pêgo

Quando era pequena, teve a sorte de morar mesmo ao lado da praia e de ali passar grande parte do tempo, não apenas a dar mergulhos, mas a explorar poças de maré, fazer caminhadas ou procurar fósseis.
À medida que foi crescendo, o interesse e a curiosidade pelo mar nunca a abandonaram. Estudou Biologia Marinha e Pescas na Universidade do Algarve e, após terminar o curso, trabalhou alguns anos em investigação, sempre ligada aos oceanos: primeiro, na área das Pescas, na Universidade do Algarve; mais tarde, como Técnica de Laboratório no Laboratório Marítimo da Guia (MARE/FCUL), em Cascais.
Nos últimos anos tem-se dedicado sobretudo a projetos de educação ambiental, onde combina a ciência com a arte, com o objetivo de dar a conhecer a vida dos mares e sensibilizar as pessoas para a conservação dos oceanos, nomeadamente para o problema dos resíduos de plástico. Foi neste contexto que criou o projeto Plasticus maritimus, que é também uma página do facebook, onde vai dando conta das suas descobertas.

 

Isabel Minhós Martins 

Nasceu em Lisboa em 1974.

É formada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes (1997).

Fundou, juntamente com 3 amigos, a editora Planeta Tangerina.

Alguns dos seus livros foram distinguidos por prémio ou por instituições ligadas ao livro infantil, como o Prémio Internacional de Compostela de Álbuns Ilustrados, Catálogo White Ravens, Prémio Andersen ou Banco del Libro.

Tem livros publicados em Espanha, França, Inglaterra, Itália, Brasil, Noruega, Coreia, Alemanha, China, México.

 

08
Jun20

Dia Mundial dos Oceanos realça inovação e sustentabilidade

Niel Tomodachi

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Secretário-geral destaca papel dos chamados “pulmões do planeta” para estabilizar clima global; Conferência da ONU sobre os Oceanos não será mais realizada este ano devido à pandemia; Portugal reitera que continua havendo urgência para resolver questões da área.

As Nações Unidas marcam este 8 de junho é o Dia Mundial dos Oceanos com foco na Inovação para um Oceano Sustentável.

Em mensagem, o secretário-geral disse que perante a atuação pelo fim da pandemia e melhor recuperação, existe uma oportunidade única e responsabilidade de corrigir a relação humana com o meio ambiente, incluindo mares e oceanos.

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Carbono

No vídeo, António Guterres lembra a contribuição dos mares para alimentação, busca de meios de subsistência, transporte e comércio. Ele realça ainda que sendo os oceanos os “pulmões” do planeta, e o seu maior meio de absorção de carbono, estes desempenham um papel vital na regulação do clima global.

O apelo feito pelo chefe das Nações Unidas é que governos e todas as partes interessadas se comprometam com a conservação e a sustentabilidade dos oceanos através da inovação e da ciência.

O embaixador de Portugal junto à organização falou à ONU News da Conferência da ONU sobre Oceanos, que teve de ser adiada devido à atual pandemia. Francisco Duarte Lopes sublinhou que continua a vontade global de resolver os problemas desse setor.

“Portugal e o Quênia comprometeram-se a organizar, em Lisboa, a segunda Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos. Não foi possível realizar neste verão de 2020, mas o nosso compromisso mantém-se. Vamos realizá-la em Lisboa, logo que seja possível, porque a conferência foi adiada, mas os problemas que afetam os oceanos continuam. Seja a significação que destrói os corais, seja o aumento da temperatura das águas dos oceanos, a pesca ilegal, a sobre exploração, dos recursos pesqueiros ou a poluição por plásticos, por poluentes ou a que advém do próprio transporte marítimo. Nosso esforço para melhorar a saúde dos oceanos mantém-se, e mantém-se toda a urgência.”

 

Parcerias

O evento promoverá uma reflexão sob o tema Reforçar a ação dos oceanos com base na ciência e na inovação para a implementação do ODS14: Avaliação, parcerias e soluções.

Uma das metas da conferência é fazer com que a questão dos oceanos seja entendida pela sua importância em “conservar as reservas de peixes e descobrir novos produtos e medicamentos”.

A organização declarou o período entre 2021 e 2030 como a Década da ONU da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável. A meta é mobilizar cientistas, políticos, empresas e sociedade civil para a investigação e inovação.

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Source: https://news.un.org/pt/story/2020/06/1715812

28
Mai20

Poluição nos oceanos está a aumentar por causa das máscaras e luvas descartáveis

Niel Tomodachi

Um vídeo partilhado pela ONG “Operação Mar Limpo” alerta para a quantidade de material de proteção que já se encontra no mar.

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Um vídeo filmado pela organização não-governamental francesa “Operação Mar Limpo” mostra um aumento de equipamento de proteção individual no mar Mediterrâneo.

Já é visível o impacto da pandemia do novo coronavríus na poluição. Várias são as máscaras cirúrgicas e as luvas de látex que já se encontram nos mares e no fundo dos oceanos. A “Operação Mar Limpo” está a tentar limpar a zona costeira da Côte d’Azur, no sul de França, e em apenas dois dias recolheu 14 luvas de látex e cinco máscaras cirúrgicas na costa de Antibes.

Com o desconfinamento e a necessidade cada vez maior de proteção individual, juntando ao facto de o verão estar prestes a começar, pode levar a um aumento deste problema nas zonas costeiras.

“Estas máscaras. Não as encontrávamos há muito tempo e agora vamos ter biliões. Portanto, tomem atenção, é o início de um novo tipo de poluição”, alerta Laurente Lombard, fundador da ONG, citado pela “BBC”.

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