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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

23
Set21

Poluição do ar é ainda mais perigosa do que se pensava (e a OMS baixou mais os limites)

Niel Tomodachi

Organização lança alerta e pede a membros que cortem emissões. OMS define como perigosos níveis considerados seguros até agora.

As medidas contra a emissão de gases e uso de outros poluentes são ainda mais urgentes do que se pensava — e não apenas pelo ambiente e saúde do planeta, mas também pela saúde das pessoas. 

Segundo um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na quarta-feira 22 de setembro, a poluição do ar é ainda mais perigosa do que se pensava anteriormente. Tanto que a organização decidiu baixar os níveis máximos de segurança, ou idealmente permitidos, de poluentes como o dióxido de nitrogênio.

Segundo a “BBC“, a OMS estima que sete milhões de pessoas morram prematuramente a cada ano devido a doenças relacionadas com poluição do ar. Os países de rendimento baixo e médio são os que mais sofrem, por causa da dependência de combustíveis fósseis.

Por isso, a organização apela agora aos seus 194 estados membros que cortem de forma ainda mais urgente as emissões e tomem medidas contra a mudança climática.

De acordo com o canal britânico, as mudanças nas diretrizes reduzem pela metade o máximo recomendado para exposição a pequenas partículas chamadas PM2.5s. Isto significa, por exemplo, que os limites legais do Reino Unido para os poluentes mais nocivos são agora quatro vezes maiores do que os máximos agora recomendados pela OMS.

A organização corta também o limite recomendado para outra classe de micropartículas, conhecida como PM10s, em 25 por cento. Outros poluentes destacados nas diretrizes incluem ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e monóxido de carbono.

No fundo, adianta o “El País“, a OMS define agora como “perigosos” os níveis de poluição do ar que eram ainda considerados seguros, ao atualizar os padrões de qualidade do ar pela primeira vez em 15 anos — aumentando a insistência para que os países combatam o problema.

No entanto, segundo o jornal espanhol, os padrões de segurança estabelecidos pela OMS não são uma obrigatoriedade legal: cada país decide se fixa limites para cada poluente e se adota os mesmos tetos definidos pela organização.

 

17
Set21

Está a chegar o World Cleanup Day: sabe como participar

Niel Tomodachi

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O World Cleanup Day é uma iniciativa internacional que envolve mais de 180 países numa ação cívica à escala global: todos juntos, ao mesmo tempo, podemos participar em diferentes jornadas de limpeza próximas de nós e contribuir para um planeta mais limpo e saudável!

Esta iniciativa nasceu no projeto MAELSTROM, financiado pela Comissão Europeia, e tem uma meta ambiciosa: em quatro anos, conseguir recolher, reciclar e devolver o lixo do mar à cadeia de mercado a fim de proteger os ecossistemas junto à costa em todo o mundo.

Podes visitar o site para entenderes melhor o projeto e conheceres o mapa de iniciativas que estão previstas em Portugal, de norte a sul.

Como sugestão, damos a conhecer uma ação que vai acontecer na área do Porto. Trata-se de uma operação de limpeza da Praia do Castelo do Queijo, sábado (dia 18), a partir das 9 horas e até às 13 horas.

Esta ação é organizada pelo CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental), em parceria com o CIMA Research Foundation de Itália e conta com colaborações, entre as quais, o Sea Life Porto, LIPOR – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto e o Clube de Vela Atlântico.

Para participares, deverás inscrever-te através de um formulário online, ao qual podes aceder aqui.

 

18
Ago21

Um planeta barulhento: já não é possível encontrar locais sem ruído humano

Niel Tomodachi

Há três décadas que Gordon Hempton os procura. Sabe que não existem, mas quer dar-nos a conhecer os sítios mais silenciosos.

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Foi numa rotineira viagem no metro de Nova Iorque que o jornalista e professor George Foy esbarrou numa constatação: porque é que aceitamos viver no meio de tanto barulho?

Irritado pelo ruído de gritos, carruagens e avisos sonoros, parou para pensar. “Se este é o barulho levado ao seu nível máximo, qual é o lado oposto? O que é o silêncio absoluto e será que ele existe?”

A busca pelo silêncio que o levou a viajar pelo mundo e a consultar dezenas de especialistas deu origem a um livro, “Zero Decibels”, e a uma descoberta. Mas o norte-americano não foi nem é o único a ter a ambição de encontrar os locais mais silenciosos no planeta.

Antes de mais, é preciso estabelecer dois pontos cruciais. O primeiro é que esta não é só um exercício de curiosidade, mas um desafio humano. Vários estudos traçam a ligação entre a poluição sonora e diversos problemas de saúde, sejam eles mentais ou, por exemplo, cardiovasculares. O ruído humano é, também, prejudicial para a vida selvagem.

Por outro lado, é preciso estabelecer o que se quer dizer quando se fala em silêncio, neste caso silêncio natural — que é o ambiente sem ruído provocado pelos seres humanos, apenas preenchido pelos sons naturais. E são esses locais raríssimos que a organização sem fins lucrativos Quiet Parks International procura pelo mundo fora.

Os números avançados pela organização são claros. De acordo com a QPI, 90 por cento das crianças nunca terão a experiência de estar num ambiente com silêncio natural. E tudo graças à enorme exposição ao ruído humano, em terra, no ar — graças aos quase quatro mil milhões de passageiros em 2017 — e no mar — com um crescimento do tráfego marítimo de 400 por centro entre 1992 e 2014.

Encontrar os últimos locais onde apenas resiste o silêncio natural sem perturbação humana é um desafio mais complicado do que pareceria à partida. Envolve, claro, alguns critérios, nomeadamente o de ser um sítio onde gostaríamos de estar e de ser de fácil acesso. Logicamente, os mais inóspitos estão fora de hipótese. Mas mesmo esses têm um problema.

Ainda que viaje até os locais mais recônditos da Antártica, é provável que acabe por se cruzar com uma expedição, um navio ou acampamentos de cientistas. Os seus geradores e barulhos podem ser ouvidos a longas distâncias. E no deserto? Bem, os aviões que circundam o planeta são outro problema.

As gravações incríveis de Hempton estão disponíveis no Spotify
 

Qualquer avião comercial é audível a partir do chão e o ruído que deixa para trás pode espalhar-se a uma distância de mais de 160 quilómetros. O Pólo Norte é outra das rotas preferidas de aviões de longas distâncias.

Segundo Gordon Hempton, co-fundador da One Square Inch — nome da organização que viria a transformar-se na Quiet Parks International —, ninguém está a salvo do ruído, nem mesmo no meio da densa floresta amazónica, a 1.900 quilómetros da cidade mais próxima. Foi exatamente isso que registou o ecologista, que mesmo nesse local remoto, viu os microfones registarem a passagem de um a dois aviões por hora. “Mesmo que estejamos longe das estradas, nunca estamos demasiado longe das estradas nos céus”, explicava em 2014 à “BBC”.

É a busca por esse sítio raro e idílico que alimenta todos os que trabalham na QPI, que já certificou pelo menos um local selvagem e dois parques urbanos. Estes dois últimos, claro, medem-se perante critérios diferentes.

Encontrar estes locais em terra é uma tarefa dura, mas relativamente simplificada. Explicava em 2014 Hempton que parte do processo passa por identificar os sítios onde haverá inevitavelmente barulho. E esse processo de exclusão revela um mapa muito pequeno onde poderá ser possível fugir ao ruído humano.

Basta, desde logo, eliminar do mapa locais com luz artificial, bem como indústrias mineiras, campos agrícolas, estradas e rotas náuticas.

Identificados os locais, a QPI envia os seus peritos de microfones na mão para medir a qualidade do silêncio nestes locais remotos. São, atualmente, mais de 200 potenciais candidatos à certificação. No entanto, até hoje, só um mereceu a distinção.

Trata-se de uma área junto ao rio Zabalo, na floresta amazónica no território do Equador. Um local sob perigo iminente, alvo de novos desenvolvimentos urbanísticos e de operações da indústria mineira. Infelizmente, a certificação da QPI não é mais do que uma nota pública.

A organização espera, contudo, que a publicidade ajude a luta mediática necessária para garantir a proteção e preservação destes locais. Isso e, claro, o potenciar de um ecoturismo que convença as autoridades a manterem o estatuto de local de silêncio natural.

 

No caso dos parques urbanos, mereceram a distinção o Parque Nacional Yangmingshan, em Taiwan, e Hampstead Heath, em Londres, embora os especialistas reconheçam que esta seleção implica uma alteração dos critérios, menos exigentes em ambientes citadinos e que, portanto, admitem a existência de algum ruído de fundo.

A certificação é um trabalho duro. São necessárias horas e horas de gravações feitas nos locais, depois analisadas ao pormenor. Um zumbido leve de um avião pode deitar tudo a perder.

A definição de local silencioso que Hempton tem trabalhado ao longo das últimas três décadas assume, então, que um ruído humano haverá se surgir. E, portanto, classifica-os como silenciosos se neles se verificarem intervalos de 15 minutos sem interrupção humana — sendo que estas áreas terão que ter pelo menos três mil metros quadrados.

Ao fim de tantos anos de trabalho e com apenas um local registado, pode parecer uma tarefa infrutífera. Hempton tem uma explicação trágica: a de que já não existem sítios naturalmente silenciosos no planeta; e a de que os nossos ruídos, sejam de estradas, comboio, tráfego aéreo e marítimo, invadiram todos os recantos do planeta.

Não é possível, na sua opinião, permanecer num local sem que, a certa altura, um ruído de origem humana não se faça sentir. O que se pode certificar são os locais onde esses eventos são mais raros. E mesmo nas horas e horas de gravações feitas para classificar a área do rio Zabalo, um ocasional zumbido penetrava o silêncio.

“Não existem locais no planeta Terra que eu tenha visitado que não tenham sido afetados pelos ruídos humanos”, afirma à “BBC” o especialista em bioacústica Bernie Krause. “Por todo o planeta, não se passa um dia que não se ouça um destes sons.”

 

03
Ago21

Cada uma destas fotografias quer proteger a vida selvagem em África

Niel Tomodachi

Dois fotógrafos europeus estão pela segunda vez a angariar fundos para doar à African Parks, organização não-governamental que gere 19 parques e reservas naturais em 11 países africanos.

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São impressões da vida selvagem em todo o seu fulgor — e querem ser um rugido visual da importância de conservar os animais, habitats e as pessoas que todos os dias os protegem e deles dependem. Mais de 170 fotógrafos doaram imagens que podem ser compradas online no site do projecto Prints For Wildlife, que na segunda edição da venda solidária está a recolher fundos para a African Parks

O objectivo dos fotógrafos Pie Aerts e Marion Payr é ultrapassar o valor que angariaram em 2020 e entregar um milhão de dólares norte-americanos (cerca de 841 mil euros) à organização não-governamental que gere 19 parques e reservas naturais em 11 países africanos. 

Já altamente ameaçado antes das restrições para travar a pandemia de covid-19, o sector da conservação da vida selvagem, muito dependente das receitas do turismo internacional, ficou ainda mais vulnerável. Os fotógrafos acreditam que a pandemia exacerbou a importância de uma gestão sustentável das áreas protegidas e querem mostrar que “só porque não podemos viajar para estes parques não significa que não os possamos apoiar”. “Onde a vida selvagem prospera, as pessoas prosperam”, escrevem, no site do projecto que reúne impressões de fotógrafos de 30 países, incluindo “talentos locais” do Ruanda, Quénia e Botswana. 

Cada fotografia, como as que estão nesta fotogaleria, custa 84 euros e está à venda até 11 de Agosto.

 

28
Jul21

Neste glamping ecológico do norte descansa na piscina com vista para quatro serras

Niel Tomodachi

O Glamping Hills permite-lhe ter uma experiência única no meio da natureza, com várias atividades e spots perfeitos para conhecer.

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Está cada vez mais na moda largar as estadias nos hotéis de dez andares e apostar num conceito mais tranquilo, acolhedor e ligado à natureza. De forma a ser possível acampar com glamour, surgiu o termo Glamping, que permite uma experiência única num pequeno alojamento, em meio rural.

Com o objetivo de dar vida a um projeto deste género, João Madureira, de 49 anos, e Carlos Videira, de 51 anos, concorreram ao programa “Valorizar”, definido pelo governo para desenvolver o turismo em Portugal.

Segundo um dos responsáveis: “como já conhecia este conceito, fui pesquisando mais informações e inseri-me em grupos nórdicos, que são pioneiros desta ideia, e acabámos por enviar uma proposta para este plano e foi aceite”. Daqui surgiu o Glamping Hills, em Santa Comba de Rossas, concelho de Bragança.

A escolha do sítio não foi difícil, era um espaço de família e um ponto importante de ligação entre Bragança e Macedo de Cavaleiros. E para recordar o tempo em que as mercadorias chegavam de comboio à aldeia, o local conta uma decoração renovada, através de armários, antigas malas de latão coloridas, cobertores e tantos outros detalhes.

João Madureira destaca ainda que “atualmente, a aldeia não tem sequer 300 habitantes e ao atrair visitantes a este local, dá-se alento aos residentes, de forma a partilharem as suas histórias e a tornarem a experiência dos hóspedes ainda mais enriquecedora”.

Este alojamento é ecológico, inovador e totalmente inserido na natureza. Conta com seis cabanas de 18 metros quadrados e todas estão equipadas com ar condicionado, água quente e casa de banho privativa. Além disto, tem ainda uma esplanada, uma taberna com serviço de restaurante, uma piscina para os dias quentes e vários recantos de sonho, com uma vista inigualável para as quatro serras circundantes.

Uma das cabanas disponíveis.
 

O Glamping Hills associa-se diretamente ao conceito de “Land’Art”, o estilo artístico em que elementos do ambiente são trabalhados para formar uma obra de arte. Contando com peças do artista plástico Miguel Moreira e Silva, mais precisamente três elementos característicos da identidade deste território. Todos criados a partir de materiais recolhidos das florestas.

Um destes símbolos é uma máscara em ponto grande, que nos remete para os caretos de Podence. Existe ainda um ninho também em larga escala, inserido numa nogueira centenária, ao qual podemos subir e recostar-nos durante horas. Este local é para garantir uma maior sensação de conforto, paz e tranquilidade. Por fim, surge um elemento típico da gastronomia de Trás-os-Montes: o cogumelo. Alimento este que também foi transformado em arte.

Existem ainda diversas árvores de fruto, 100 por cento biológicas, para qualquer hóspede colher livremente. E no outono apanhar castanhas é uma possibilidade, seguindo-se uma visita à lareira do espaço interior, para brindar com um copo de vinho da região.

Coloque na mala apenas a roupa mais confortável e traga o seu livro favorito, para aproveitar estes dias em pleno. No entanto, se quiser aventurar-se por atividades fora deste espaço existem passeios a cavalo, um peddy paper incrível para conhecer a aldeia, diversos percursos pedestres, passeios de barco e muitas outras propostas. 

Pode ainda visitar o mítico Castelo de Bragança; a albufeira do Azibo, uma das sete maravilhas em praias fluviais; a cascata do Cachão da Malhadinha; e se quiser passar a fronteira a sugestão passa por conhecer Puebla de Sanabria e o Lago da Sanabria.

O preço da estadia é de 85€ por cabana, para duas pessoas e uma criança, durante todo o ano (com pequeno almoço incluído). Pode encontrar mais informações no site ou na página de Facebook. 

 

03
Jul21

“Mar de Sangue”: voltou o drama das baleias nas Ilhas Faroé, com 175 novas mortes

Niel Tomodachi

Uma organização filmou com um drone imagens impressionantes que servem de alerta para todo o mundo.

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Voltou a caça ao Atlântico Norte: pescadores nas Ilhas Faroe mataram 175 baleias-piloto, deixando um rasto de mar vermelho, numa prática que para muitos é tradição e para outros é apenas uma tragédia.

Segundo o “Daily Mail“, os faroenses estão divididos mas muitos incentivam os media e as ONG a respeitar a sua cultura tradicional da ilha, onde a pesca mantém um lugar central e toda a carne de baleia serve para alimentação. A tradição, conhecida como Grind, tem centenas de anos: os caçadores atraem as baleias, encurralam-nas e matam-nas em massa. 

No entanto, entidades como a Sea Shepherd defendem que a prática, que matou mais de 6.500 baleias e golfinhos na última década, é insustentável e ‘bárbara’.

Foi esta organização que partilhou nas suas redes sociais um vídeo do rasto de sangue deixado que está já a correr mundo. Atenção que as imagens são extremamente gráficas e podem, como avisa a entidade, impressionar.

 

 

30
Jun21

Alterações climáticas: Lema do semestre português "não ficou cumprido"

Niel Tomodachi

O lema da presidência portuguesa da União Europeia "não ficou cumprido", porque em tudo o que diz respeito às alterações climáticas a UE "não se impôs", considerou em entrevista à agência Lusa o diretor executivo da Amnistia Internacional Portugal.

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"Houve uma Cimeira Social, que foi até um dos momentos altos da presidência, que aconteceu no Porto [em maio], que referiu a questão da pobreza, tocando também aqui a questão digital e as alterações climáticas, mas tudo com objetivos a muito longo prazo e sem um plano concreto de ação", disse Pedro Neto, ao fazer um balanço da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que hoje termina.

Portugal assumiu a 01 de janeiro, pela quarta vez, a presidência europeia, sob o lema "Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital".

"Este era um mote que nos entusiasmou, porque tinha em conta a justiça, a justiça social, a questão das alterações climáticas e também a inovação e a modernização em tudo o que diz respeito ao mundo digital, ao que o digital vem facilitar a vida, quer a vida em sociedade, quer a vida pessoal e também em relação às questões relativas a dados pessoais e à proteção da identidade das pessoas", assumiu o dirigente da Amnistia Internacional (AI).

"Infelizmente vamos percebendo que, por vezes, as declarações de intenções são compromissos do momento, que são feitos com entusiasmo, mas se não forem acompanhados de um plano concreto de operacionalização depois ficam por aí e aquilo que vemos são as datas a prolongarem-se", lamentou.

Passados seis meses, e face às expectativas criadas, fica um "sabor agridoce", nas palavras de Pedro Neto, que reconheceu ter havido também "alguns pontos positivos" na presidência portuguesa.

"Houve questões que foram acontecendo no plano de um desafio enorme que a presidência portuguesa herdou, numa das alturas mais duras desta pandemia a viver-se nos meses de janeiro e fevereiro, também com uma economia de rastos, a população desgastada com esta vaga de covid-19 na altura a ensombrar toda a Europa", referiu.

"Aquilo que nos animou perante este cenário foi essa atitude, a recuperação justa, verde, digital, esse entusiasmo que parecia que nos ia dar um semestre com os Direitos Humanos sempre em cima da mesa como tema crítico", um dos pilares fundamentais da União Europeia, sublinhou o ativista.

Na questão do clima, Pedro Neto destacou que os vários acordos existentes no mundo não estão a responder à urgência que vivem determinadas populações, obrigadas a procurar refúgio em outros países e a enfrentar a fome no seu próprio país.

"Muitos dos novos pobres e dos migrantes também já o são por questões como as alterações climáticas e não vemos aqui nenhuma ação muito concreta e decisiva, nenhum plano de intervenção com datas. Só vemos a data final de quando é para estar cumprido, mas não vemos mais", declarou.

De acordo com a apreciação que fez da presidência portuguesa, há uma intenção de construir o edifício, mas é necessário "construir passo a passo e definir" um caminho, que não vislumbra.

Entre os pontos positivos do último semestre, Pedro Neto destacou, no plano dos eventos, a celebração dos 10 anos da Convenção de Istambul, com uma conferência de alto nível sobre a violência contra as mulheres na União Europeia, na qual se debateu e refletiu sobre o problema.

As celebrações ficaram, no entanto, ensombradas com a saída da Turquia deste compromisso.

"Ao olharmos para o tempo, para estes 10 anos, e mesmo para este semestre, parece que não houve progressos significativos, nem houve a adesão de mais Estados membros à Convenção, o que para nós é muito preocupante, bem pelo contrário, acabou por sair um dos Estados membro", disse.

No que diz respeito à igualdade de género, Pedro Neto destacou a divulgação de um relatório em que se abordou "de uma forma muito positiva" a necessidade de quotas para impulsionar a igualdade em lugares de decisão nas várias esferas da sociedade e que apresentou uma "percentagem preocupante e que é preciso reverter".

"A liderança [feminina] ainda é feita apenas por 33% na política e 19% nos negócios. É preciso equilibrar estas percentagens para uma maior igualdade", concluiu.

 

20
Jun21

Há um trilho fascinante para descobrir entre os Moinhos de Jancido

Niel Tomodachi

Em Gondomar há mais de cinco quilómetros de paisagens de sonho para percorrer, entre a mina de Midões e a foz do rio Sousa.

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Com o tempo a ficar melhor de dia para dia, já só pensamos em sair à rua para apanhar ar puro e fazer atividades ao ar livre. São inúmeros os trilhos e percursos pedestres que aguardam pela nossa visita, em várias regiões de todo o país. Desta vez, a proposta é no norte de Portugal, em Gondomar, mais precisamente em Jancido.

O trajeto envolto pela natureza e riachos entre a Linha de Midões e os Moinhos de Jancido já se encontra sinalizado e foi inaugurado em maio. O roteiro a seguir conta com paisagens de sonho e passagens obrigatórias em campos de cultivo, serras e nos icónicos oito moinhos de Jancido.

Este percurso pedestre de 5,4 quilómetros é linear e tem uma tipologia natural, rural e histórica. Pode percorrê-lo em cerca de duas horas e em qualquer altura do ano, tendo um grau de dificuldade reduzido, segundo a Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo).

Deve iniciar a rota em frente ao Centro de Saúde da Foz do Sousa e seguir um caminho na antiga linha de caminho de ferro, onde circulavam vagões que carregavam carvão desde a mina de Midões até à foz do rio Sousa, e apreciar a fauna e a flora local. O fim deste trilho tem lugar no Parque de Merendas de Covelo.

O destaque do percurso é óbvio: são os oito moinhos. Mais especificamente, um de formato redondo em xisto e telha de lousa, com uma cascata ao lado.

Estas típicas estruturas têm mais de 200 anos e estão rodeadas de levadas e cursos de água (afluentes do rio Sousa) e herdaram os nomes das suas famílias: Moinho do Quintas, Moinho do Oliveira, Moinho do Capela, Moinho do Alves, Moinho do Caralhitos, Moinho do Almeida, Moinho do Crestina e Moinho do Garrido, na ordem da nascente para a foz.

Um ponto importante de sublinhar é que foi um grupo de voluntários locais a transformar as ruínas destes moinhos e a dar-lhe uma nova vida. Falamos dos Amigos de Jacinto, um grupo de amigos que se uniu para restaurar, limpar, plantar e definir novos percursos — e até construiu uma ponte pedonal.

01
Abr21

Há 1.200 anos que as cerejeiras não floresciam tão cedo no Japão

Niel Tomodachi

Em causa, dizem os especialistas, estão as alterações climáticas. Por causa da pandemia de Covid-19, o governo pediu para que se limitassem as festividades tradicionais como o hanami, o hábito de fazer piqueniques à sombra das árvores.

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estação das cerejeiras em flor, sinal da chegada da Primavera no Japão, atingiu o pico nos últimos dias, bem mais cedo do que o habitual.

As famosas cerejeiras costumam pintar várias zonas do país de cor de rosa em abril mas, este ano, a temporada chegou mais cedo. Em Quioto, por exemplo, há 1.200 anos que isso que isso não acontecia tão cedo.

Em causa, dizem os especialistas, estarão as alterações climáticas que trouxeram um mês de março excecionalmente quente.

Os registos do florescer das cerejeiras no Japão datam de 812. As flores, "sakura" em japonês, duram apenas alguns dias, mas atraem milhares de curiosos aos parques. 

Este ano, o governo pediu que se limitassem as festividades tradicionais como o hanami, o hábito de fazer piqueniques, com música e bebida, para conter a pandemia de Covid-19. Ainda assim, centenas de pessoas com máscaras acorreram às imediações do Palácio Imperial de Tóquio, para tirar fotografias entre as árvores, como pode ver na galeria acima.

No domingo, Tóquio e três concelhos vizinhos saíram do estado de emergência declarado pouco depois do ano novo, quando uma terceira vaga de infeções deixou o sistema de saúde à beira do colapso. 

 

19
Mar21

Plante uma árvore em casa e ajude o planeta — o ICNF tem 50 mil para lhe oferecer

Niel Tomodachi

A iniciativa para promover o Dia Internacional das Florestas arranca já esta sexta-feira, 19 de março.

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Plante uma árvore em casa e ajude o planeta — o ICNF está a oferecer 50 mil plantas para isso mesmo. Esta é a mais recente iniciativa do instituto para assinalar o Dia Internacional das Florestas. Está sempre a olhar para o jardim lá de casa e a pensar: “Bem, o que ficava ali mesmo bem era uma árvore”? Pois bem, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas acaba de lançar um projeto que vai distribuir, de forma gratuita, perto de 50 mil árvores a quem as quiser.

A iniciativa arranca esta sexta-feira, 19 de março, e prolonga-se até ao dia 26. Tratam-se de espécies autóctones, entre medronheiros, sobreiros, azinheiras, pinheiros mansos, alfarrobeiras, romãzeiras e carvalhos. Não terá que pagar, mas deve prometer que irá plantá-las e enviar uma foto ou partilhá-la nas redes sociais com a hashtag #ICNFsomosTODOS.

Cada pessoa pode recolher um máximo de dez árvores. Terá apenas que se deslocar a um dos cinco postos do ICNF. No caso das organizações sem fins lucrativos, esse limite sobe para as 50. Os donos de terrenos rurais com áreas até cinco mil metros quadrados podem levantar até 100 árvores.

 

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