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Little Tomodachi (ともだち)

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30
Mar22

Museu do Holocausto reabre esta semana — com entrada gratuita

Niel Tomodachi

O espaço esteve três meses encerrado. Volta a abrir as portas no Dia Nacional da Memória das Vítimas da Inquisição.

Depois de três meses encerrado, o Museu do Holocausto do Porto vai reabrir esta quinta-feira, 31 de março, uma data simbólica por ser o Dia Nacional da Memória das Vítimas da Inquisição. A entrada continua a ser gratuita.

O espaço foi inaugurado em abril do ano passado pela Comunidade Judaica do Porto. Durante o ano de 2021, recebeu cerca de 40 mil pessoas. O Museu do Holocausto está aberto durante a semana, entre as 14h30 e as 17h30. Aos fins de semana e feriados está encerrado.

 O objetivo é retratar a vida judaica antes do Holocausto, mas também relatar a expansão do nazismo na Alemanha e na Europa, falar dos guetos, dos refugiados, dos campos de concentração e da “solução final” de Hitler. Também se vai explicar o que aconteceu aos sobreviventes no pós-guerra e contar como se formou o estado de Israel.

Os visitantes poderão conhecer uma reprodução dos dormitórios de Auschwitz. Há uma sala com nomes das vítimas, um memorial da chama, um cinema, uma sala de conferências, um centro de estudos e fotografias e vídeos que mostram o antes e o depois da tragédia.

 

19
Mai21

Museu do Holocausto do Porto prolonga visitas grátis até final de junho

Niel Tomodachi

É um verdadeiro caso de sucesso e vai ser possível conhecê-lo sem pagar durante mais algumas semanas.

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O confinamento adiou a inauguração, mas quando as portas finalmente abriram, as filas nunca mais pararam de se formar. Tem sido esse o cenário à porta do Museu do Holocausto do Porto: dezenas de pessoas à espera da sua vez.

Para isso, muito contribuiu o facto de o museu ter garantido entradas gratuitas até ao final de maio — oferta que agora se prolonga até ao final de junho.

No museu, instalado na zona do Campo Alegre, está retratada a vida dos judeus antes do Holocausto, mas sobretudo as dificuldades e o sofrimento enfrentado pelos milhões de refugiados.

De uma reprodução dos dormitórios do campo de concentração de Auschwitz a um memorial e até um cinema, tudo serve para relatar as vidas de muitos judeus, alguns familiares dos que agora erguem o museu. O projeto foi criado por membros da Comunidade Judaica do Porto.

O Museu do Holocausto fica na Rua do Campo Alegre, no número 790, no Porto e funciona de segunda a sexta, das 14h30 às 17h30.

 

31
Mar21

Museu do Holocausto do Porto reabre com visitas grátis até maio

Niel Tomodachi

Depois do sobressalto do confinamento, o museu vai mesmo começar a receber os primeiros visitantes já a 5 de abril.

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Deveria ter sido inaugurado em janeiro estava tudo preparado para que o espaço no Porto pudesse homenagear as vítimas do holocausto, mas o confinamento impediu-o. Agora, as portas vão finalmente abrir.

A abertura está prevista para a próxima segunda-feira, 5 de abril. Mas há outra boa novidade: as entradas serão grátis até ao final de maio.

No museu, instalado na zona do Campo Alegre, pretende-se retratar a vida dos judeus antes do Holocausto, mas sobretudo detalhar as dificuldades e o sofrimento enfrentado pelos milhões de refugiados. De uma reprodução dos dormitórios do campo de concentração de Auschwitz a um memorial e até um cinema, tudo irá servir para relatar as vidas de muitos judeus, alguns familiares dos que agora erguem o museu. O projeto foi criado por membros da Comunidade Judaica do Porto.

O museu portuense irá também estabelecer parcerias com outros museus do holocausto criados em cidades um pouco por todo o mundo, dos Estados Unidos à Ásia. De acordo com o curador Hugo Vaz, são esperadas milhares de visitas por ano, sobretudo de estudantes.

“Importa ensinar o Holocausto em Portugal. Na escola, eu e o meu irmão éramos os únicos judeus. O tema nunca era abordado nem ensinado, e poucos sabiam o que tinha sido o Holocausto”, diz Dara Jeffries, do conselho fiscal da Comunidade Judaica do Porto.

O Museu do Holocausto fica na Rua do Campo Alegre, no número 790, no Porto — e irá funcionar de segunda a sexta, das 14h30 às 17h30.

 

12
Jan21

Primeiro Museu do Holocausto na Península Ibérica é inaugurado dia 20 no Porto

Niel Tomodachi

Neste novo espaço museológico existirá uma reprodução dos dormitórios de Auschwitz (campo de concentração), assim como uma sala de nomes, um memorial da chama, cinema, corredores com a narrativa completa e fotografias e ecrãs exibindo filmes reais sobre o antes, o durante e o depois da tragédia.

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A Comunidade Judaica do Porto (CJP) anunciou nesta terça-feira que o “primeiro” Museu do Holocausto na Península Ibérica será inaugurado no dia 20, na zona do Campo Alegre, no Porto.

Segundo a CJP, o museu “retrata a vida judaica antes do Holocausto, o nazismo, a expansão nazi na Europa, os guetos, os refugiados, os campos de concentração, de trabalho e de extermínio, a Solução Final, as marchas da morte, a libertação, a população judaica no pós-guerra, a fundação do Estado de Israel, vencer ou morrer de fome, os justos entre as nações”.

Neste novo espaço museológico existirá uma reprodução dos dormitórios de Auschwitz (campo de concentração), assim como uma sala de nomes, um memorial da chama, cinema, sala de conferências, centro de estudos, corredores com a narrativa completa e, à imagem do Museu de Washington (Estados Unidos da América), fotografias e ecrãs exibindo filmes reais sobre o antes, o durante e o depois da tragédia.

Tutelado por membros da Comunidade Judaica do Porto cujos pais, avós e familiares foram vítimas do Holocausto, o Museu do Holocausto no Porto desenvolverá parcerias de cooperação com museus do Holocausto em Moscovo, Hong Kong, Estados Unidos e Europa, contribuindo para “uma memória que não pode ser apagada”.

Em comunicado, o curador do Museu do Holocausto do Porto, o museólogo Hugo Vaz, afirma que “são esperados cerca de 10 mil alunos por ano, o mesmo número que, antes da pandemia, costumava visitar a Sinagoga”.

O museu irá investir no ensino, na formação profissional de educadores, bem como na promoção de exposições, encorajando e apoiando a investigação.

“A construção do Museu do Holocausto no Porto contou com um donativo substancial de uma família sefardita portuguesa do Sudeste da Ásia que foi vítima de um campo de concentração japonês durante a Segunda Guerra Mundial”, de acordo com os responsáveis da CJP.

Em 2013, a Comunidade Judaica do Porto (CJP) partilhou com o Museu do Holocausto de Washington todos os seus arquivos referentes a refugiados que passaram pela cidade portuense.

Estes arquivos, agora regressados à cidade, incluem documentos oficiais, testemunhos, cartas e centenas de fichas individuais. No Museu estarão ainda expostos dois Sifrei Torá (rolos da Torá) oferecidos à sinagoga do Porto por refugiados que chegaram à cidade com as suas vidas desfeitas.

A inauguração, agendada para o dia 20, incluirá “uma cerimónia mais reservada e sentimental”, liderada por Dias Ben Zion, presidente da Comunidade Judaica do Porto, e Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto.

Contará também com a presença dos embaixadores das potências envolvidas na Segunda Guerra Mundial e de Israel, assim como de Karel Fracapane, especialista do programa do Holocausto da UNESCO, do embaixador Luíz Barreiros (chefe da delegação de Portugal à IHRA - Aliança Internacional Memória do Holocausto), de Marta Santos País, comissária do Projecto Nunca Esquecer - Programa Nacional em torno da Memória do Holocausto, do bispo do Porto e do presidente da Comunidade Muçulmana da cidade. O Governo far-se-á representar pelo secretário de Estado da Cultura.

Antevendo regras legais mais apertadas em termos de saúde pública, foi já requerida autorização à Direcção Geral da Saúde para a realização deste evento, “em ambiente controlado, com um total de trinta pessoas, tendo em conta a relevância política do mesmo e a sua curta duração (50 minutos) num espaço de 500 metros quadrados que possui plano de contingência para a covid-19”, refere a fonte.

Acrescenta que no dia 27, para celebrar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o museu será visitado por alunos de escolas da região do Porto.

“Importa ensinar o Holocausto em Portugal. Na escola, eu e o meu irmão éramos os únicos judeus. O tema nunca era abordado nem ensinado, e poucos sabiam o que tinha sido o Holocausto”, sublinha, no comunicado, Dara Jeffries, do conselho fiscal da CJP.

Através do Museu, outro membro da CJP Jonathan Lackman “deseja seguir, no Porto, o papel que os avós tiveram nos EUA para a preservação da memória do Holocausto: “O meu avô fugiu de Treblinka e a minha avó foi resgatada com tifo do campo de Bergen-Belsen, no norte da Alemanha, onde faleceu Anne Frank. Contarei sempre a história deles"”, sublinha na nota de imprensa.

 

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