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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

21
Jul21

Senado do Chile aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo

Niel Tomodachi

Fica a faltar apenas a votação na câmara dos deputados para que a medida possa entrar em vigor.

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O Senado do Chile aprovou esta quarta-feira o projeto de lei para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ficando a faltar apenas a votação na câmara dos deputados para que a medida possa entrar em vigor.

Os senadores aprovaram a iniciativa com 28 votos a favor e 13 contra.

O projeto entrou no Congresso em 2017, mas só agora avançou, graças à mudança de opinião do presidente de direita, Sebastián Piñera, que surpreendeu o país.

Este é um passo importante para o movimento LGBTI no Chile, já que vai abrir caminho, também, a outro debate associado: a adoção por casais do mesmo sexo.

Atualmente, o Chile reconhece a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Essa união, permitida desde 2015, não tem, no entanto, o peso jurídico de um casamento.

 

21
Jul21

Doações para promover direitos humanos a nível global bateu recorde

Niel Tomodachi

O financiamento filantrópico para promover os direitos humanos a nível global atingiu um recorde de 3,1 mil milhões de euros, em 2018, de acordo com um relatório hoje divulgado.

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documento revela, contudo, que quase metade das doações veio de 12 fundações, mostrando que o financiamento depende de apenas um punhado de doadores, incluindo a Fundação Bill e Melinda Gates e a Fundação Ford.

O relatório - produzido por um consórcio entre a organização de investimento filantrópico Candid e a organização Human Rights Funders Network, um grupo de doadores globais de direitos humanos -- adiante ainda que uma quantidade baixa de doações diretas a instituições de caridade para regiões de países em desenvolvimento.

O relatório analisou as contribuições de mais de 800 financiadores que procuram promover os direitos consagrados nos tratados de direitos humanos e na Declaração Universal dos Direitos Humanos - um acordo das Nações Unidas que estabelece direitos civis e políticos amplamente aceites, bem como direitos sociais para a educação, saúde e outras áreas.

A maioria das contribuições destinou-se a programas na América do Norte, no entanto, Rachel Thomas, diretora de iniciativas de investigação da Human Rights Funders Network, diz que a falta de dados sobre doações fora dos EUA pode ter contribuído para esses resultados.

Os programas gerais globais foram o segundo maior destinatário de doações, seguidos por iniciativas na África subsaariana - que receberam cerca de 250 mil milhões de euros em contribuições.

Apenas 15 milhões de euros foram doados para apoiar o trabalho na região das Caraíbas, uma região que atualmente enfrenta crises severas no Haiti e em Cuba, após o assassínio do Presidente haitiano, Jovenel Moïse, e manifestações contra o Governo em Cuba.

A maior parte do financiamento de direitos humanos destinado a programas no Médio Oriente, África e Caraíbas não foi dado a organizações baseadas nessas regiões, concluiu o relatório.

Analistas da Council on Foundations - uma associação de financiadores - explicam que os obstáculos administrativos -- bem como as leis restritivas de financiamento estrangeiro em alguns países - tornam difícil para as fundações dos EUA doarem diretamente a instituições de caridade em outros países.

Mas esses especialistas sugerem que o pequeno montante de financiamento direto também aponta para uma "lacuna de confiança" entre doadores e organizações nas regiões em desenvolvimento.

No relatório, não fica claro quanto dinheiro se destinou a organizações que concedem as contribuições para instituições de caridade locais ou organizações sem fins lucrativos ocidentais que administram os seus próprios programas nessas regiões.

"A confiança continua a ser um problema", disse Degan Ali, diretor executivo da organização humanitária e de desenvolvimento Adeso, com sede no Quénia - um crítico da ajuda estrangeira que prioriza as organizações ocidentais sem fins lucrativos.

 

21
Jul21

Grande Barreira de Coral precisa de ajuda urgente

Niel Tomodachi

As perspetivas de recuperação da Grande Barreira de Coral, na Austrália, continuam muito fracas.

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O cenário foi traçado por cientistas australianos, quando faltam poucos dias para a UNESCO decidir sobre o estado daquele tesouro natural património mundial.

Apesar da recuperação verificada no ano passado, a UNESCO recomendou que o maior sistema de recifes do Mundo fosse colocado na lista de espécies ameaçadas por causa dos danos aos corais causados em grande parte pela mudança climática.

O Instituto Australiano de Ciência Marinha (AIMS) afirmou que os corais estão atualmente numa “janela de recuperação” depois de uma década de stresse térmico e ciclones.

Os cientistas pesquisaram 127 locais de recife em 2021 e descobriram que a cobertura de corais duros aumentou em 69 dos 81 locais pesquisados nos últimos dois anos.

Britta Schaffelke, diretora do programa de pesquisa da AIMS, disse à agência AFP que as últimas descobertas fornecem “um vislumbre de esperança” de que o recife “ainda tenha resiliência.”

Contudo, acrescentou que “as perspetivas para o futuro ainda são muito más devido aos perigos da mudança climática e outros fatores que afetam os organismos que compõem o recife.”

A Grande Barreira de Coral Australiana estende-se por 2.000 quilómetros de costa e é formada por cerca de 3.000 recifes, 300 atóis e 600 pequenas ilhas.

Acolhe numerosas espécies animais, muitas deles em risco de extinção, nomeadamente 30 tipos diferentes de baleias e golfinhos, além de tartarugas.

 

14
Jul21

Mais de 10 mil espécies estão em risco de extinção na Amazónia

Niel Tomodachi

Relatório elaborado por painel de cientistas destaca que é "crítico" reduzir a desflorestação e a degradação da floresta para zero em menos de uma década.

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Mais de 10 mil espécies de animais e plantas correm risco de extinção devido à destruição da floresta tropical na Amazónia, adverte um relatório publicado esta quarta-feira pelo Science Panel for the Amazon (SPA) citado pela Reuters.

A contínua destruição causada pela interferência humana coloca mais de oito mil espécies de plantas endémicas e de 2.300 animais em risco elevado de extinção.

Este relatório, que agrega as pesquisas de 200 cientistas de todo o mundo, representa a avaliação mais detalhada do estado da floresta tropical na Amazónia até hoje.

O relatório divulgado pela SPA salienta que é “crítico” reduzir a desflorestação e a degradação da floresta para zero em menos de uma década. O estudo pede ainda a reflorestação massiva de áreas que já foram destruídas.

Cerca de 35% da floresta tropical na Amazónia já foi destruída.

 

11
Jul21

Tribunal de Israel permite recurso a barrigas de aluguer por casais do mesmo sexo

Niel Tomodachi

O Supremo Tribunal de Israel aprovou este domingo a adoção de crianças por casais do mesmo sexo que recorram a barrigas de aluguer, uma decisão que os ativistas consideram ser uma vitória para os direitos de pessoas LGBTQ.

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O tribunal considerou que a lei de 2020 sobre este tema, que expandia o acesso às 'barrigas de aluguer' a mulheres solteiras, mas excluía os casais do mesmo sexo, "afetava desproporcionadamente o direito à igualdade e o direito à parentalidade", sendo por isso ilegal.

Na decisão, citada pela agência de notícias AP, os juízes escreveram que, "uma vez que o Estado há mais de um ano não faz nada para fazer aprovar uma emenda à lei, o tribunal decidiu que não pode obedecer ao sério e continuado prejuízo causado aos direitos humanos pela atual lei sobre a substituição" da conceção por um acordo em que o casal recorre a uma 'barriga de aluguer'.

A decisão surge depois de os juízes terem, há um ano, dado 12 meses ao Governo para modificar a lei, mas desde então nada foi aprovado no parlamento israelita.

A mudança na lei terá efeito no máximo em seis meses, para permitir a aprovação da regulamentação do procedimento, acrescenta-se no acórdão.

O Aguda, grupo ativista de direitos LGBTQI (lésbicas, gays, bissexuais, transgénero, queer ou questionadores e intersexo) aplaudiu a decisão, definindo-a como "um marco histórico na luta pela igualdade".

Pelo contrário, o deputado ultraortodoxo e antigo ministro do Interior Aryeh Deri escreveu no Twitter que a decisão é mais um golpe na identidade judaica e que "a maior parte da nação quer salvaguardar a tradição de Israel, preservando os valores familiares judeus".

De acordo com a lei atual, os casais do mesmo sexo que querem ser pais não podem recorrer aos serviços de uma 'barriga de aluguer' e muitos acabam por desistir devido aos custos de recorrer a este serviço no estrangeiro, reporta a AP.

Ao contrário da generalidade do Médio Oriente, de orientação conservadora nestas matérias, Israel é genericamente tolerante para com a comunidade LGBTQI, havendo homossexuais assumidos nas forças armadas, no parlamento e no Governo, como o atual ministro da saúde.

 

03
Jul21

“Mar de Sangue”: voltou o drama das baleias nas Ilhas Faroé, com 175 novas mortes

Niel Tomodachi

Uma organização filmou com um drone imagens impressionantes que servem de alerta para todo o mundo.

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Voltou a caça ao Atlântico Norte: pescadores nas Ilhas Faroe mataram 175 baleias-piloto, deixando um rasto de mar vermelho, numa prática que para muitos é tradição e para outros é apenas uma tragédia.

Segundo o “Daily Mail“, os faroenses estão divididos mas muitos incentivam os media e as ONG a respeitar a sua cultura tradicional da ilha, onde a pesca mantém um lugar central e toda a carne de baleia serve para alimentação. A tradição, conhecida como Grind, tem centenas de anos: os caçadores atraem as baleias, encurralam-nas e matam-nas em massa. 

No entanto, entidades como a Sea Shepherd defendem que a prática, que matou mais de 6.500 baleias e golfinhos na última década, é insustentável e ‘bárbara’.

Foi esta organização que partilhou nas suas redes sociais um vídeo do rasto de sangue deixado que está já a correr mundo. Atenção que as imagens são extremamente gráficas e podem, como avisa a entidade, impressionar.

 

 

02
Jul21

Síria: Várias ONG formam cadeia humana para pedir retoma da ajuda

Niel Tomodachi

Quase 3.000 trabalhadores humanitários que prestam assistência no noroeste da Síria formaram hoje uma cadeia humana na única passagem de fronteira pela qual entra a ajuda humanitária no país para pedir a retoma de apoio.

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cadeia humana estendeu-se ao longo de três quilómetros, forma encontrada pelas organizações não-governamentais para pedir ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para aprovar a renovação da ajuda humanitária, decisão que só deve ser tomada dentro de dez dias.

"A iniciativa foi organizada para pedir a renovação da abertura da única passagem fronteiriça no noroeste da Síria, a partir a Turquia", explicou à agência noticiosa espanhola EFE um dos organizadores do evento e fundador da organização não-governamental local Violet, Kutaiba Sayed.

Há um ano, o Conselho de Segurança da ONU renovou por 12 meses o mecanismo que permite a entrada de ajuda humanitária através de Bab al Hawa, passagem de fronteira entre a Turquia e o último reduto da oposição na Síria, na província de Idlib, sem passar pelas mãos do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad. 

Os vetos da Rússia e da China, aliadas de Damasco, forçaram então o fecho de uma segunda passagem de fronteira e limitaram o acesso das agências da ONU a apenas uma, que o Conselho de Segurança colocará novamente em votação dentro de dez dias para decidir se permanecerá aberta ou não. 

Os participantes na cadeia humana, representantes de 54 organizações não-governamentais presentes na região, empunhavam cartazes com palavras de ordem como "O Conselho de Segurança da ONU é um mero fantoche nas mãos de Al-Assad?" ou "A ajuda humanitária é um direito, não um privilégio".

Sayed alertou que o fecho de Bab al Hawa significaria um "grande desastre em toda a área noroeste da Síria", que está fora do controlo de Damasco e onde vivem cerca de 4,5 milhões de pessoas, incluindo dois milhões de deslocados, a maioria amontoada em tendas.

O ativista explicou que sete agências das Nações Unidas prestam ajuda indispensável na região com iniciativas como a distribuição de cabazes do Programa Alimentar Mundial (PAM) ou os serviços de abastecimento de água e acesso à educação pela UNICEF.

Sayed frisou estar particularmente preocupado com os possíveis efeitos do fim dos trabalhos da Organização Mundial da Saúde (OMS), encarregada de distribuir vacinas contra a covid-19, e que garante "grande apoio" aos hospitais e centros médicos da região.

"Não existem fontes de vida além da ajuda da ONU porque a área é economicamente pobre e as atividades agrícolas são muito limitadas. Interromper essas ajudas causará uma catástrofe para toda a humanidade", concluiu o fundador da Violet.

 

30
Jun21

Cidades flutuantes: será esta a solução para as mudanças climáticas?

Niel Tomodachi

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Terão os escritores do filme Waterworld previsto o futuro? Além da impossível simbiose aquática do protagonista, a abordagem poderia ter sido correta se a proposta da Universidade de Delaware (Estados Unidos) fosse levada em consideração diante da ameaça das mudanças climáticas para as cidades costeiras do mundo. De acordo com os especialistas, a construção de uma bateria de medidas deve começar agora, incluindo fortificações de áreas costeiras e criações de cidades flutuantes para as quais a próxima geração se deve deslocar.

A ideia publicada na revista Science pelo investigador AR Siders, do Disaster Research Center da Universidade de Delaware, e por Katharine J. March, especialista em Ciências Atmosféricas da Universidade de Miami, antecipa uma possível solução à elevação do nível do mar que provocará o aumento das temperaturas do planeta nos próximos anos e o derretimento dos polos.

A primeira parte da sua proposta consiste na retirada como o método mais eficaz antes da chegada das águas. Mas o seu projeto é ambicioso porque também propõe transformar estradas em canais para podermos viver em cidades flutuantes ou construir cidades mais fortificadas nos pontos mais altos do planeta, como se fosse um filme de ficção científica.

Especialistas acreditam que a construção de diques como o que está a ser planeado no litoral de Nova Iorque e a retirada para locais mais seguros devam ser a primeira opção, embora não a única, para evitar os desastres meteorológicos que estão por vir. A razão é o seu alto custo e a sua considerável ineficiência. De acordo com os seus cálculos, apenas 13% das costas poderiam ser bem-sucedidas e lucrativas, reforçando as suas defesas contra a elevação do nível do mar.

Universidade de Delaware

Projeto de médio prazo e exemplos de sucesso

Os investigadores sugerem que olhe a longo prazo se quiser alcançar o sucesso. “É difícil tomar boas decisões sobre as mudanças climáticas se pensarmos 5 ou 10 anos à frente. Estamos a construir infraestruturas que duram entre 50 e 100 anos; o nosso planeamento deve ser longo”, alerta Siders .

A proposta não é rebuscada. Na verdade, ela tem referências de sucesso, como a construção na Holanda em terrenos recuperados do mar. A sua última novidade deslumbrante foi a instalação de casas flutuantes no porto de Nassau (Roterdão) que se adaptam às marés e oferecem um espaço ecológico entre as casas. Outras cidades vizinhas seguiram o mesmo exemplo.

Os Estados Unidos também têm exemplos como as novas casas flutuantes de Miami. No Oceano Atlântico, alguns proprietários com uma conta bancária próspera já começaram a desfrutar de casas flutuantes de alto padrão.

As cidades flutuantes e as migrações são a solução para as mudanças climáticas? “A mudança climática está a afetar as pessoas ao redor do mundo e todos estão a tentar descobrir o que fazer a respeito. Uma estratégia potencial, fugir dos perigos, poderia ser muito eficaz, mas muitas vezes é esquecida”, afirma. Joseph R. Biden, do Departamento de Geografia da Universidade de Delaware e um dos promotores da proposta elaborada pelo departamento de pesquisa de desastres da universidade norte-americana para responder às perguntas.

 

25
Jun21

Cientistas identificaram planetas onde extraterrestres podem observar a Terra

Niel Tomodachi

Um novo estudo realizado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos da América, identificou planetas e sistemas de estrelas onde extraterrestres podem observar a atividade humana.

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As cientistas envolvidas no estudo elaboraram uma lista, através de uma técnica usada para procurar vida noutros planetas, identificando 1.715 sistemas de estrelas e centenas de potenciais planetas que são próximos e semelhantes à Terra, onde a vida alienígena poderia ter descoberto a Terra nos últimos cinco mil anos.

Segundo o estudo, 46 sistemas de estrelas estão próximos o suficiente para que os planetas alienígenas consigam intercetar um sinal claro da existência humana, nomeadamente as transmissões de rádio e de televisão, que começaram há cerca de 100 anos.

O estudo também estima que 29 planetas, que são potencialmente habitáveis, estão bem posicionados para evidenciar a presença dos humanos na Terra, conseguindo de facto captar e ouvir as transmissões de rádio e televisões vindas da Terra.

Na realização deste estudo, as cientistas Lisa Kaltenegger, professora de astronomia e diretora do Instituto Carl Sagan da Universidade Cornell em Nova Iorque, e Jackie Faherty, astrofísica do Museu Americano de História Natural, consultaram o catálogo da Agência Espacial Europeia, que mostra as posições e os movimentos das estrelas, para descobrir quais os sistemas de estrelas que estão mais bem posicionados para observar a Terra quando ela passa em frente ao sol.

As astrónomas observaram milhares de sistemas de estrelas e destacaram uma estrela anã vermelha, conhecida como Ross 128, pertencente à constelação de Virgem, assim como um planeta com quase duas vezes o tamanho da Terra, estando a cerca de 11 anos-luz de distância, uma posição suficientemente boa para receber transmissões da Terra.

As cientistas destacaram ainda uma outra estrela chamada Trappist-1, que está a 45 anos-luz de distância, um posicionamento que as astrónomas consideram também ser perto o suficiente para observar a Terra. Esta estrela tem pelo menos sete planetas e quatro deles estão na zona habitável para testemunhar a Terra, porém apenas o conseguirão fazer daqui a 1.642 anos.

As descobertas surgem no momento em que o governo dos Estados Unidos da América prepara-se para publicar um relatório sobre objetos voadores não identificados (OVNIs), realizado pela task-force dos Fenómenos Aéreos Não Identificados do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA.

Este relatório será um marco importante na história, pois apesar de ter ou não conclusões objetivas, o relatório vai conter informações sobre OVNIs que serão tornadas públicas pelos serviços secretos dos Estados Unidos da América.

 

25
Jun21

Descoberta em Israel população de há mais de 100 mil que pode mudar história da evolução humana

Niel Tomodachi

Os fósseis pertencem a um grupo misterioso "de humanos extintos" e de "novo tipo de Homo". A origem dos neandertais passará assim pelo sudoeste asiático. Investigação foi publicada na revista Sicence.

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É uma descoberta que pode contribuir para tornar ainda mais complexo o entendimento generalizado sobre as origens e a história da evolução humana: um conjunto de fósseis desenterrados em escavações feitas em Israel, perto da cidade de Ramla, permitiu identificar que há perto de 120 mil a 140 mil anos vivia no sudoeste asiático uma população até hoje desconhecida de hominídeos arcaicos.

Foram encontrados ossos fossilizados que “muito possivelmente pertenceram a um grupo de humanos extintos que viveu no Levante há mais de 100 mil anos”, isto é, que viveu algures na região oriental que incluía pelo menos os atuais territórios da Síria, Jordânia, Israel, Palestina, Líbano e Chipre.

As escavações foram feitas na sequência de uma investigação agora publicada na revista Science. A investigação é liderada por Israel Heshkovitz, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, tendo participação de investigadores espanhóis. Esta população local de humanos agora identificada terá ocupado a região entre 120 mil a 420 mil anos.

As descobertas nas escavações, feitas no antigo local pré-histórico Nesher Ramla, terão surpreendido os arqueólogos, de acordo com os relatos nos meios de comunicação internacionais. A cerca de oito metros da superfície foram encontrados vestígios de ferramentas de pedra e de grandes quantidades de ossos de animais, como cavalos e gamos, mamíferos da família dos cervídeos, de pele mosqueada e cauda comprida.

A descoberta mais impressionante foi, porém, a dos ossos que indiciam a existência de uma população que continha características combinadas de neandertais e dos primeiros humanos — o que distinguia esses seres dos Homo sapiens que viveram naquela região no mesmo período de história.

Não sendo possível afirmar ainda que se trata de uma nova espécie, esta população de Nesher Ramla terá sempre um papel importante e novo para a história da evolução humana, que acrescenta que a anatomia dos ossos é mais primitiva do que a de neandartais, que viviam na mesma época na Eurásia, e do que a dos Homo sapiens, que viviam na região oriental do Levante.

A ideia que temos é que o que encontrámos aqui foram restos dos últimos sobreviventes de uma população que contribuiu para o desenvolvimento dos neandertais. Eles viviam ao lado dos Homo sapiens”, refere Yossi Zaidner, da Universidade Hebraica de Jerusalém, citado pelo The Guardian.

 

Quem também se pronunciou sobre o estudo foi José María Bermúdez de Castro, coordenador do programa de Paleobiologia do Centro Nacional de Investigação Sobre a Evolução Humana (CENIEH) em Espanha e um dos autores envolvidos.

José María Bermúdez defendeu: “A população de Nesher Ramla pode estar relacionada com a origem de alguma das vagas migratórias que chegaram à Europa durante o plistoceno médio, já com notáveis influências neandertais na morfologia. A conclusão mais importante é que a origem dos neandertais não está na Europa, mas nesta região do sudoeste asiático”.

Ou seja, a confimar-se esta descoberta, os livros de história vão ter de ser reescritos.

 

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