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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

18
Mai22

Fome pode matar este verão 350 mil crianças no Corno de África

Niel Tomodachi

Mais de 5,5 milhões de crianças estão em risco de desnutrição aguda na região do Corno de África, alerta um relatório esta quarta-feira, que avisa que 350 mil menores podem morrer este verão se a comunidade internacional não agir.

Fome pode matar este verão 350 mil crianças no Corno de África

'"Há 10 anos calculava-se a morte de 135 mil crianças numa crise semelhante, (...) no final morreu quase o dobro, a maioria com menos de cinco anos", explicou, esta quarta-feira, o diretor-geral da Oxfam Intermon, Franc Cortada, no lançamento do relatório "Atraso Perigoso 2", elaborado por esta organização não-governamental e pela Save The Children.

O diretor da Save The Children lembrou que entre as consequências físicas da desnutrição aguda nas crianças estão os efeitos sobre o sistema imunológico: "o risco é deixar uma geração de crianças numa situação de extrema vulnerabilidade a um monte de doenças".

A falta de nutrientes, acrescentou, também paralisa o desenvolvimento cognitivo dos menores, algo que é impossível recuperar mais tarde.

"Estamos a falar de consequências gigantescas na capacidade destes meninos e meninas de aprender", acrescentou.

O relatório atribui esta nova crise humanitária a duas rações principais: o choque climático, que provocou graves secas na região, e a guerra na Ucrânia.

"Estamos a enfrentar a pior seca dos últimos 40 anos, mas a isto juntou-se algo completamente imprevisível: a guerra entre dois países que são o celeiro do mundo", disse Conde.

Segundo Cortada, "Rússia e Ucrânia fornecem 90% do trigo que se consome no Corno de África", países de onde se importa também produtos como óleo de girassol ou fertilizantes necessários para a agricultura.

O conflito está a gerar um "aumento de preços sem precedentes" na maioria dos produtos importados pela região africana, o que dá uma "perspetiva de crise completamente avassaladora", explicou Conde.

"Não é insensato dizer que muito provavelmente a maior parte das mortes que esta guerra vai gerar não serão pelo conflito armado, mas sim pela fome que vai provocar em muitos outros países", acrescentou.

A ONU fez um apelo de ajuda de emergência para o Corno de África, em que pediu 4400 milhões de dólares (4100 milhões de euros) para atender às necessidades da população, mas até agora só recebeu 2% disso.

"O problema que temos agora é o financiamento", disse Cortada. "Sabemos o que temos que fazer, mas continua a faltar mais de 70% do financiamento".

O relatório propõe uma série de medidas para aliviar a crise. Aos países ocidentais, os autores pedem que respondam ao apelo da ONU de forma urgente, assim como o cancelamento da dívida do Corno de África.

Aos Estados afetados, sugerem políticas de proteção social e reforço dos mecanismos de deteção precoce.

Sublinha ainda a necessidade de passar de foco reativo para um proativo, de forma a prevenir futuras crises.

 

11
Mai22

Microsoft lança acessórios para pessoas com limitações motoras

Niel Tomodachi

O lançamento está previsto para o outono.

Microsoft lança acessórios para pessoas com limitações motoras

Microsoft anunciou que pretende lançar uma série de acessórios adaptativos que respondam às necessidades de pessoas com limitações motoras, as quais têm mais dificuldades em utilizar teclados e ratos convencionais.

Esta série de acessórios é composta por três tipos de dispositivos: o Rato Adaptativo, os Botões Adaptativos e o Hub Adaptativo. Estes três produtos permitem aos utilizadores personalizarem a sua experiência de interação com os respetivos computadores.

A Microsoft ainda não revelou os preços destes equipamentos e acessórios mas já indicou que o lançamento está previsto para o outono.

 

11
Mai22

Posto de correio dos pinguins volta a contratar

Niel Tomodachi

Do posto de correio mais remoto do Mundo é possível enviar cartas com o selo oficial.

Depois da paragem forçada devido à covid-19 (e à consequente falta de turistas), o “Posto de Correio dos Pinguins”, situado em Port Lockroy, no território da Antártida britânica, volta a abrir concurso para contratar um funcionário durante cinco meses. O posto não tem água corrente nem comunicação móvel ou Internet e as tarefas passam por tratar de correspondência, vender selos e contar pinguins.

A contagem é parte do estudo do UK Antartic Heritage Trust, que gere o local, para aferir o impacto dos visitantes no ecossistema local. Do posto de correio mais remoto do Mundo é possível enviar cartas, com o selo oficial, ainda que estas possam demorar bastante tempo até chegarem ao destino.

 

06
Abr22

Tailândia proíbe plásticos para salvar o futuro dos seus parques

Niel Tomodachi

A Tailândia baniu o uso de embalagens descartáveis ​​de plástico e de esferovite nos seus parques nacionais.

O objetivo é travar o flagelo de resíduos que ameaça a vida selvagem do país. E também as águas marítimas e fluviais, cujos níveis de poluição não param de subir.

Os infratores podem ser multados até 100.000 baht (o equivalente a 2750 euros).

A proibição estende-se ao uso de sacos, talheres, copos e de todos os utensílios que contenham plástico.

A Greenpeace considera o lixo plástico uma ameaça na Tailândia, colocando em risco, por exemplo, a sua população de elefantes. A digestão deste material pode bloquear o intestino dos animais e perturbar o sistema digestivo.

No Parque Nacional Khao Yai, três horas a nordeste de Banguecoque, análises às fezes de elefantes revelaram elevadas quantidades de plástico.

Os cursos de água, a ecologia dos rios e a vida marinha também correm sérios problemas, segundo a Greenpeace.

Já de acordo com o grupo Ocean Conservancy, Tailândia, Indonésia, Filipinas, China e Vietname produzem metade dos resíduos plásticos nos oceanos do Mundo.

 

24
Mar22

As temperaturas da Antártida estão 40 graus acima da média

Niel Tomodachi

A região está a passar por uma onda de calor que leva os termómetros a atingirem valores inéditos.

A Antártida registou na passada sexta-feira, 18 de março, um novo recorde de temperaturas, devido a uma onda de calor que afeta atualmente a região. Na estação de investigação Concordia, os termómetros atingiram os 11,8 graus negativo. Normalmente, por esta altura do ano, a temperatura média é de 55 graus negativos.

Na base de pesquisa russa Vostok verificaram-se temperaturas de 17,7 graus negativos, o que é extremamente alto quando comparado com a média habitual de menos 53 graus. Este é, na verdade, o valor mais alto alguma vez verificado naquela base desde que começaram a medir as temperaturas há 65 anos. O recorde anterior mais alto de março, alcançado em 1967, foi de 32 graus negativos.

Porém, não foram apenas aquelas regiões que verificaram temperaturas mais elevadas do que o habitual. Segundo a agência “Associated Press”, todo o continente estava, pelo menos, 4,8 graus acima da média.

“Mesmo que as condições de vento indiquem que a verdadeira temperatura seja de menos alguns graus Celsius, esta é uma temperatura extrema, com mais de 40 graus Celsius acima do que é normal para a época”, diz a página oficial da Expedição Italiana na Antártida.

Os cientistas, preocupados, adiantam que as alterações surgem devido a uma massa de ar quente e húmida proveniente do oceano. A situação vai continuar a ser monitorizada nos próximos dias.

 

17
Fev22

Uma em cada quatro mulheres já sofreu violência doméstica, revela estudo mundial

Niel Tomodachi

Pesquisa inédita reúne relatos de mulheres de 161 países e mostra que 24% das mulheres sofrem agressão desde os 15 anos

Manifestante segura cartaz de "Basta" durante protesto contra violência contra a mulher em La Paz, capital da Bolívia (31-1-22). Foto: JORGE BERNAL / AFP

Ao menos uma em cada quatro mulheres já sofreu algum tipo de violência por parte do parceiro ao longo da vida. São casos de violência física ou sexual que também se revelam recentes: 13% dos episódios aconteceram em 2018, último ano incluído em um estudo mundial encomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e publicado na revista científica “The Lancet”.

A pesquisa reuniu informações de um banco de dados global da OMS sobre prevalência da violência contra as mulheres, que reúne pesquisas realizadas em 161 países entre os anos de 2000 e 2018 (últimos dados disponíveis). A análise dos relatos indica que 27% das mulheres com idades entre 15 e 49 sofreram violência doméstica pelo menos uma vez na vida, com uma a cada sete (13%) sofrendo episódios em 2018.

Como as estimativas são baseadas em experiências relatadas pelas próprias mulheres, e considerando que o tema ainda é tabu em muitos países, a verdadeira prevalência de violência, lembra o estudo, provavelmente é ainda maior.

A experiência deixa marcas na saúde física e mental das mulheres – e também de crianças e famílias em todo o mundo. E muitas vezes começa cedo. A pesquisa identificou altos níveis de violência vivenciados por adolescentes e mulheres jovens: 24% das mulheres de 15 a 19 anos foram agredidas ao menos uma vez pelos parceiros desde os 15 anos. 

A prevalência de violência recente também foi maior entre essa mesma faixa etária. Uma em cada seis adolescentes de 15 a 19 anos e de mulheres jovens de 20 a 24 anos sofreu violência doméstica em 2018.

— O alto número de mulheres jovens que sofrem violência por parte do parceiro é alarmante, pois a adolescência e o início da vida adulta são fases importantes da vida, quando são construídas as bases para relacionamentos saudáveis. A violência que essas jovens sofrem tem impactos duradouros em sua saúde e bem-estar — explica Lynnmarie Sardinha, principal autora do artigo.

O estudo também faz um recorte geográfico e mostra que, em geral, países de renda mais alta apresentam taxas mais baixas de violência doméstica. A prevalência de violência contra a mulher de 15 a 49 anos foi mais alta na Oceania (49%) e na África Subsaariana Central (44%). Por outro lado, foi mais baixa na Ásia Central (18%) e na Europa Central (16%).

 

Piora na pandemia

Os dados foram colhidos antes da pandemia da Covid-19, mas o estudo reforça que outras pesquisas recentes mostram como fatores como isolamento, depressão e ansiedade e uso de álcool, além da redução de acesso a serviços de ajuda na pandemia, agravaram os casos de violência contra as mulheres.

Além de expor a dimensão mundial do problema, o estudo pretende oferecer dados de base para ajudar os governos de diferentes países a monitorar e estabelecer políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher. A pesquisa avalia que os governos ainda não estão agindo para cumprir as metas de erradicação de violência contra as mulheres e que é urgente tomar ações. O tema é parte da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

 — Embora tenha havido progresso nos últimos 20 anos, ainda é extremamente insuficiente para alcançar a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de eliminar a violência contra as mulheres até 2030 — disse a coautora do estudo, Claudia García-Moreno, da OMS.

 

16
Fev22

As melhores cidades para ter uma vida feliz e saudável em 2022

Niel Tomodachi

Quais são as melhores cidades para uma vida feliz e saudável? Um estudo britânico analisou o impacto de cinco fatores importantes do estilo de vida na felicidade e saúde dos cidadãos, incluindo dieta, atividade física, peso, consumo de álcool e tabagismo.

A pesquisa analisou 44 cidades em todo o mundo, algumas das mais conhecidas, revendo 10 métricas que vão desde as horas de sol por dia ali desfrutadas, as horas trabalhadas ao longo do dia, até ao custo de uma inscrição num ginásio, chegando às 10 principais cidades onde se pode alcançar uma vida feliz, bem como um estilo de vida calmo e saudável.

Portanto, se quer ter uma boa vida e está a pensar mudar-se para outra cidade agora que o trabalho remoto é possível, considere uma das melhores cidades desta lista.

Viena, Áustria

Conhecida pela sua cultura em torno das obras de arte, música e arquitetura, a capital austríaca proporciona o local perfeito para viver um estilo de vida saudável. Com 1884 horas de sol por ano e o custo de uma garrafa de água a um preço acessível de 0,69€, Viena surge como o nono país mais feliz dos locais analisados.

 

Dubai, Emirados Árabes Unidos

O Dubai conta com 3509 horas de sol por ano, atraindo turistas para as famosas praias. O local é perfeito para quem necessita de alguma vitamina D e quer relaxar, com quase duas mil atividades ao ar livre para os amantes de desporto. Estas regalias ao ar livre compensam o elevado custo de uma inscrição mensal no ginásio de 66,28€.

 

Copenhaga, Dinamarca

Conhecida como uma das cidades mais felizes do mundo (classificada em segundo lugar, vencida apenas por Helsínquia), a capital dinamarquesa sobe duas classificações em relação ao relatório de 2021 de cidades mais saudáveis para viver, agora em terceiro lugar. Copenhaga ostenta o terceiro menor horário de trabalho anual, atrás de Frankfurt e Berlim, com 1346 horas de trabalho por ano (25,8 horas semanais). Respirar ar puro também é fácil em Copenhaga, pois tem o quinto índice mais baixo de poluição de qualquer cidade analisada, o local perfeito para qualquer exercício ao ar livre.

 

Frankfurt, Alemanha

Ao olhar para o número total de horas trabalhadas por ano, Frankfurt aparece em primeiro lugar como a cidade com o melhor equilíbrio entre trabalho e vida privada com 1332 horas, o que é pouco mais de 25 horas trabalhadas por semana. Os benefícios destas horas de trabalho mais baixas refletem-se também no elevado índice de felicidade de Frankfurt de 7,3/10.

 

Amesterdão, Holanda

A capital holandesa encerra as cinco principais cidades para viver um estilo de vida saudável, apesar de ter caído do primeiro lugar em relação ao relatório de 2021. Embora Amesterdão possa ter descido no ranking, ainda detém a quinta posição para a sua classificação de felicidade (7,5/10). Tem também o sexto menor nível de obesidade na Europa, com 20,4% da sua população, vencida apenas por Genebra, Zurique e Milão. Com uma esperança média de vida de quase 82 anos, Amesterdão é outra grande cidade para se deslocar e viver uma vida saudável e feliz.

 

Helsínquia, Finlândia

Classificada como a cidade mais feliz de todos os locais analisados, Helsínquia tem também os níveis de poluição mais baixos, com uma pontuação de 13,2/100. Além disso, a capital finlandesa ocupa o quarto lugar no número mais baixo de restaurantes de takeaway, o que significa que é menos provável que se sinta tentado por alimentos pouco saudáveis. Com os cidadãos mais felizes, ar puro e acesso limitado a opções alimentares menos saudáveis, o sexto lugar de Helsínquia é bem merecido.

 

Berlim, Alemanha

Outra cidade impregnada de cultura, Berlim tem uma esperança média de vida de 81,1 anos, que aumentou de 80,6 nos últimos anos. A capital alemã também assistiu a um declínio nos seus custos para viver um estilo de vida saudável, com uma inscrição mensal no ginásio a custar apenas 28,69€. Para além dos seus baixos custos para viver um estilo de vida saudável, Berlim ocupa a nona posição na Europa com os mais baixos níveis de poluição.

 

Estocolmo, Suécia

Estocolmo ocupa a oitava posição na lista. Embora o custo de vida possa ser elevado, com um custo de uma inscrição mensal no ginásio de 43,88€ e uma garrafa de 1,5L de água a custar 1,52€, a capital sueca ocupa o sétimo lugar na Europa para baixos níveis de obesidade e tem uma esperança média de vida de 82 anos. Com a saúde mental a ser mais importante do que nunca, Estocolmo classificou-se em sexto lugar entre as cidades analisadas para os níveis de felicidade com 7,3/10.

Fukuoka, Japão

Fukuoka, o segundo país não europeu no top 10 da lista, ostenta a maior esperança de vida conjunta de todas as 48 cidades juntamente com Osaka e Tóquio. Fukuoka não só é conhecida pela sua incrível cozinha, como a sua capacidade de ajudar num estilo de vida saudável. Com níveis de obesidade a pouco mais de 4,3%, a segunda mais baixa do mundo e o custo de uma garrafa de água apenas atingindo 0,97€, um estilo de vida saudável é mais fácil do que nunca nesta cidade na costa norte da ilha japonesa de Kyushu.

 

Genebra, Suíça

A última cidade a completar a lista é Genebra. Conhecida como centro financeiro e localização para a diplomacia mundial, Genebra ocupa o 10º lugar para as horas de trabalho baixas (1495 por ano) e o terceiro lugar para a felicidade (7,3/10). Genebra está no lado mais caro, com uma garrafa de água que custa 1,25€ e com a 11ª inscrição mensal no ginásio mais alta das cidades analisadas. No entanto, se puder pagar preços ligeiramente mais elevados, esta pitoresca cidade é o local perfeito para viver uma vida feliz e saudável.

 

11
Fev22

Os coalas foram classificados como espécie ameaçada e estão em vias de extinção

Niel Tomodachi

Entre 2001 e 2021, o seu número na Austrália baixou de 185 mil para 92 mil. Passaram de animais "vulneráveis a ameaçados".

Austrália classificou esta sexta-feira, 11 de fevereiro, os coalas como espécie ameaçada, em grande parte devido a doenças mas também aos incêndios florestais, secas e limpeza de terrenos nos seus habitats no país.

Esta nova designação aplicada os marsupiais implicará um nível de proteção mais elevado nos estados de Nova Gales do Sul e em Queensland. Segundo os conservacionistas australianos, os exemplares da espécie têm vindo a baixar drasticamente nos últimos 20 anos, especialmente em grande parte do leste da Austrália, onde está atualmente em vias de extinção.

“Estamos a tomar medidas sem precedentes para proteger o coala”, explica o ministério do Ambiente australiano, citado pela “Lusa” e “Diário de Notícias”.

No espaço de uma década, passaram de animal “vulnerável a ameaçado”, o que para Stuart Blanch, um conservacionista na WWF australiana, é “um declínio chocantemente rápido.” Acrescenta: “Esta decisão é bem-vinda, mas não impedirá os coalas de deslizar para a extinção a menos que seja acompanhada por leis mais fortes e incentivos aos proprietários de terras para protegerem o habitat florestal.”

Entre 2001 e 2021, o número destes espécimes na Austrália baixou de 185 mil para 92 mil.

 

03
Fev22

A população de tigres selvagens está a crescer, algo que não acontecia há décadas

Niel Tomodachi

Butão, Nepal e Índia são alguns dos países em que o número destes animais selvagens aumentou. Nem tudo é positivo.

Por estes dias, a entrada no Novo Ano Lunar (também conhecido como o Ano Novo Chinês) definido como o Ano Tigre em 2022, celebra-se um pouco por todo o mundo. A WWF — World Wide Fund for Nature não quis ficar de fora dos festejos e assinalou a data (2 de fevereiro) com a publicação de um relatório sobre os recentes progressos de conservação desta espécie. Embora ainda haja muito a fazer, as notícias são animadoras. Nos últimos 12 anos, a tendência de declínio da população do tigre foi revertida e esta está a recuperar.

Desde o início do século 20, a quantidade de tigres selvagens diminuiu em cerca de 95 por cento. Estima-se que há 100 anos que o número destes mamíferos rondava os 100 mil — em 2010, superava por pouco os três mil. Foi nesse ano que 13 países — Índia, Nepal, Tailândia, Camboja, Laos, Rússia, Indonésia, China, Malásia, Myanmar, Vietname, Butão e Bangladesh —, para reverter a situação, se uniram na Iniciativa Global do Tigre. O compromisso era claro: duplicar o número de espécimes vivos até 2022.

De acordo com o documento agora divulgado, os esforços têm dado resultados, com registo de alguns casos de sucesso. Um deles foi a transformação da Área de Conservação da Floresta Khata, entre a Índia e o Nepal, que permitiu a 46 tigres utilizarem os seus 3.800 hectares de floresta nos últimos cinco anos. Também no Parque Nacional Land of the Leopard, na Rússia, e no Parque Nacional Royal Manas, no Butão, as populações triplicaram e duplicaram, respetivamente. Em 2018, na Índia, registavam-se 2.967 felinos, quando em 2006 havia apenas 1.411.

Nem tudo é positivo. A WWF nota que, apesar dos progressos, o alcance territorial deste animal continua a diminuir e a sua recuperação não ocorreu em todas as regiões asiáticas. Na Malásia houve mesmo redução da população e no Camboja, Laos e Vietname fala-se em possível extinção. 

“Neste início do Ano Lunar do Tigre assinalamos a necessidade premente de continuar os esforços globais de recuperação do tigre e fortalecer todas as ações necessárias para alcançar um futuro sustentável para a espécie”, explica a organização em comunicado. Acrescenta: “A WWF continuará a apoiar as principais atividades de conservação de tigres, incluindo a gestão eficaz de áreas protegidas, a interrupção do comércio ilegal de vida selvagem e a redução da procura por tigres e pelas suas partes do corpo e produtos”.

A segunda Cúpula Global do Tigre está agendada para 5 de setembro e vai ter lugar na cidade de Vladivostock, na Rússia.

 

02
Fev22

Novo pronome de género a caminho dos dicionários noruegueses

Niel Tomodachi

Um novo pronome de género neutro fará oficialmente parte da língua norueguesa, dentro de um ano. O objetivo é criar uma alternativa para as pessoas que não se identificam com nenhum dos géneros retratados pelos pronomes tradicionais e, assim, gerar representatividade.

Introdução de termos mais representativos na língua é uma das batalhas travadas pelas comunidades LGBTQIA+

"Hen" tornar-se-á uma alternativa aos pronomes singulares de terceira pessoa existentes nos dicionários noruegueses, o feminino "hun" ("ela", em português) e o masculino "han" ("ele"). O Conselho de Línguas da Noruega, que confirmou que a alteração deve entrar em vigor dentro de um ano, justifica a introdução do novo pronome com o aumento e posterior estabilização do uso real do termo por parte de pessoas não-binárias (que não se identificam com nenhum dos géneros biologicamente definidos à nascença).

De acordo com Daniel Ims, representante do conselho, embora os pronomes de género neutro tenham começado a ser debatidos no seio da comunidade linguística e gramatical da Noruega há já algum tempo, o processo de aceitação dos argumentos para a sua adoção foi moroso e só recentemente é que o paradigma começou a alterar-se, abrindo espaço para a integração das pessoas que - por não se identificaram nem como homens nem como mulheres, ou nem como apenas homens ou apenas mulheres - não se sentem representadas pelas opções que encontram na própria língua.

O debate desencadeado pelos planos de reconhecimento da palavra "hen" tem sido visto de forma positiva por quem defende a visibilidade e representatividade das pessoas não-binárias no espaço público. "Acho que uma pessoa normal na rua não conhece ninguém que se identifique como não-binário. Mas espero que, colocando 'hen' no dicionário, possamos espalhar essa ideia, porque há muitas pessoas que não se sentem à vontade com certos pronomes, mas também não têm a terminologia certa para as descrever", explicou Carl-Oscar Vik, 18 anos, da cidade norueguesa de Skien, à imprensa norueguesa.

 

Debates em todo o mundo

A questão da representatividade da comunidade não-binária, com debates sobre a linguagem a adotar, vão ganhando espaço em todo o mundo, onde os defensores da integração de novos pronomes e do caráter mutável da linguagem como organismo vivo esbarram no tradicionalismo de quem defende a manutenção da língua com pouco ou nenhum espaço para mudanças.

Mais recentemente, o ministro da educação francês, Jean-Michel Blanquer, acusou um dicionário de referência de "doutrina inspirada nos Estados Unidos da América" por incluir uma entrada para a palavra "iel", usada por pessoas não-binárias em França como pronome de género neutro. Nos EUA, o conhecido dicionário Merriam-Webster incluiu, em 2019, uma definição singular de género neutro do pronome "they", que originalmente significava apenas "eles" e "elas".

Em Portugal, a necessidade de as pessoas encontrarem formas linguísticas mais integradoras também tem levado ao surgimento de novas palavras, que na sua maioria são versões alteradas de palavras já existentes. Um exemplo é a substituição, muito usada entre pessoas não-binárias, das letras "o" e "a" em adjetivos que não são neutros por um arroba (@) ou por um "x" - "bonit@s" e "bonitxs" em vez de "bonitos" e "bonitas".

 

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