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Little Tomodachi (ともだち)

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09
Ago22

Monkeypox: Como prevenir e minimizar riscos

Rexto by esqrever

Niel Tomodachi

Monkeypox: Como prevenir e minimizar riscos

Numa altura em que Portugal regista 710 e o Brasil 1.721 casos de infeção por Monkeypox, o vírus continua a espalhar-se no mundo com especial foco, mas não só, em homens que têm sexo com homens. Importa assim conhecer medidas concretas de prevenção que diminuam o risco de transmissão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a redução de parceiros sexuais no combate ao surto. Têm surgido também debates com especialistas e ativistas que procuram dar resposta às questões de combate e prevenção à doença e ao estigma que ainda lhe é associado. Este artigo serve assim de reforço dessas mensagens.

 

Deteção de sintomas é essencial

Uma das maneiras pelas quais as pessoas podem minimizar o risco de transmissão do Monkeypox é fazer uma simples deteção dos sintomas. Quem o afirma é Mateo Prochazka, epidemiologista de doenças infecciosas da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido. Recomenda que as pessoas examinem de perto a sua pele em busca de novas erupções cutâneas. Muitas pessoas que contraíram o vírus tiveram lesões nos órgãos genitais ou em redor do ânus.

“É muito importante que as pessoas saibam que às vezes a erupção cutânea pode ser pequena”, explica, “especialmente porque são encontradas na área genital, púbica e anal”. Cortar os pêlos púbicos pode ajudar a identificar e garantir que não há lesões. “Essa primeira deteção é um passo à frente para garantir que não tenhamos infecção.”

Prochazka também recomenda que as pessoas tenham conversas abertas com novos parceiros sexuais sobre os sintomas antes de fazer sexo. Pequenas medidas, como serem usados espaços iluminados, também podem facilitar a deteção de lesões ou erupções cutâneas na pele.

“As pessoas podem optar por fazer uma pausa ou diminuir o número de novos parceiros. Podem apenas focar-se nos parceiros com quem fazem sexo com mais regularidade para minimizar o risco”, explica. O epidemiologista sugere também que as pessoas troquem detalhes de contacto com novos parceiros sexuais caso os sintomas se desenvolvam após o sexo.

 

Monkeypox não é ainda considerada uma doença sexualmente transmissível

Existem outras medidas que as pessoas podem tomar, mas a sua eficácia ainda não está comprovada atualmente. Os preservativos, por exemplo, podem desempenhar um papel na redução da transmissão, mas especialistas ainda estão a procurar evidências concretas para esse efeito.

“O vírus foi isolado do sémen e da zona anal, como tal, sabemos que potencialmente poderá ser transmitido durante o sexo penetrante ou durante o contacto com o sémen”, diz. “Mas ainda não temos evidências fortes para o apoiar e é por isso que o Monkeypox não é considerada uma doença sexualmente transmissível.”

Ainda assim, como os preservativos podem desempenhar um papel na proteção das pessoas, é atualmente recomendando que as pessoas os usem por 12 semanas após a infecção por Monkeypox.

“É aconselhável usar preservativos porque outras infeções sexualmente transmissíveis também estão em circulação e têm aumentado após o relaxamento dos bloqueios para a COVID-19. Os preservativos são definitivamente uma boa ideia, assim como a PrEP do VIH. Mas especificamente para o vírus do Monkeypox, nenhuma delas poderá necessariamente proteger”, explica Prochazka.

 

A mensagem de abstinência não é solução contra a Monkeypox

Tal como a OMS defendeu, a melhor maneira de retardar a transmissão de Monkeypox passaria pela redução temporária do número de parceiros sexuais. Mas as autoridades de saúde tendem a fugir deste tipo de mensagens contundentes, dado que isso pode levar a um maior estigma – especialmente para uma comunidade que viveu a epidemia do VIH/SIDA.

“Como comunidade, aprendemos tantas lições com o VIH/SIDA e com as mensagens que nos foram dadas”, diz Prochazka. “Sabemos que a abstinência como uma declaração geral não funciona – não é viável ou aceitável. Mas o que é verdade é que pequenas mudanças nas nossas práticas podem ajudar no controlo deste surto. Poderá passar por fazer uma pausa se tivermos sintomas, apenas fazer sexo com pessoas que conhecemos, ou talvez minimizar ou diminuir o nosso número de parceiros sexuais.”

O epidemologista também sugere que as pessoas em relacionamentos abertos podem querer fechá-los temporariamente, mas enfatiza que cada pessoa deve tomar de forma informada as suas próprias decisões sobre o que é certo para elas.

“Algumas pessoas estão interessadas em continuar essas práticas, mesmo que informadas dos seus riscos e essa será a escolha delas”, diz.

“Ao entrevistar centenas de casos, sabemos que as pessoas estão a adquirir a infecção principalmente através de contacto sexual, não necessariamente através de eventos sociais”, refere. “Geralmente é contacto direto e próximo, como o tipo de contacto que temos durante o sexo que facilita a transmissão da infecção.”

 

A vacina é a chave

Quem está em maior risco de contrair o Monkeypox – especificamente quem faz sexo com novos parceiros ou com várias pessoas – deve tentar tomar uma vacina o mais rápido possível. As vacinas estão a ser usadas na prevenção e no combate à propagação do vírus, apesar da sua quantidade ainda ser bastante limitada.

“Não posso dizer às pessoas para mudar as suas práticas, mas a mensagem que quero transmitir é que as pessoas devem cuidar de si mesmas. É realmente uma infecção desagradável, pode ser bastante dolorosa, pode levar a experiências muito desagradáveis e a muito estigma e vergonha também”.

“Acho que é muito importante que consideremos essas coisas e talvez pensemos em pequenas mudanças nas nossas práticas que possam diminuir o risco à medida que a vacinação avança.”

 

Em Portugal o plano de vacinação contra o Monkeypox dá-se apenas pós-exposição

Em Portugal foram confirmados esta semana 710 casos de infeção, sendo 4 deles em pessoas do sexo feminino. Ainda não foram verificadas mortes no país.

A norma lançada a 12 de julho pela Direção-Geral da Saúde recomenda que a vacina contra a infeção humana por vírus Monkeypox seja dada apenas após a exposição ao mesmo:

  • Recomenda-se, à data, que a vacina JYNNEOS® seja utilizada como profilaxia pós-exposição a casos de infeção humana por VMPX.
  • Critérios de elegibilidade para vacinação contra infeção humana por VMPX.
    1. Pessoas, assintomáticas, que sejam contactos próximos de casos.
    2. A vacinação deve ocorrer idealmente nos primeiros 4 dias após o último contacto.
    3. A vacinação poderá ainda ocorrer até 14 dias após a última exposição, se a pessoa se mantiver assintomática e se o caso a que a pessoa foi exposta for provável ou confirmado.
    4. As pessoas com infeção humana por VMPX prévia confirmada não são elegíveis para vacinação.

 

Medidas de prevenção da DGS para o Monkeypox

São estas as recomendações da Direção-Geral da Saúde de combate ao surto em Portugal:

24
Mai22

Varíola dos macacos: quem estiver infetado deve afastar-se dos animais

Niel Tomodachi

A transmissão entre humanos e animais é "muito reduzida", mas "teoricamente possível". Não há casos conhecidos entre pets.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) alerta que quem estiver infetado com Monkeypox — conhecida como a varíola dos macacos — não deve manter contacto com animais de estimação. A probabilidade da transmissão do vírus de humanos para animais é muito baixa, mas “teoricamente possível”, justifica.

A recomendação inclui um documento divulgado nesta segunda-feira, 23 de maio, pela ECDC, no qual o organismo explica que a informação sobre um animal doméstico ser hospedeiro do vírus da varíola dos macacos ainda é diminuta. Por isso, o melhor é a precaução. “A probabilidade deste evento acontecer [a transmissão de homem para animal] é muito reduzida”, garante. 

Até à data não há conhecimento de animais de estimação ou selvagens infetados. “Os roedores, particularmente os da espécies da família Sciuridae, são, provavelmente, hospedeiros adequados, mais do que os humanos”, diz o documento. Por isso, pessoas infetadas devem ter especial cuidado com o contacto com hamsters, gerbos, porquinhos-da-índia e esquilos.

O objetivo final será sempre evitar que o Monkeypox se dissemine na vida selvagem.

De recordar que a doença é de contágio difícil, sendo transmitida entre humanos através do contacto com as erupções cutâneas ou pela via sexual. Os infetados devem manter-se em isolamento.

Em Portugal, existem, até esta segunda-feira, 37 casos confirmados em laboratório. Os sintomas da varíola dos macacos passam por lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço.

 

24
Mai22

Varíola dos macacos: Eis o que precisa de saber sobre a doença

Niel Tomodachi

varíola

Casos de infeção pelo vírus Monkeypox estão a ser detetados em vários países, incluindo Portugal, o que levou as autoridades de saúde a acompanhar com atenção uma doença rara em que a maioria das pessoas recupera em semanas.

Estes casos estão normalmente ligados a viagens internacionais ou animais importados infetados com a varíola, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos da América.

 

O que é e como se transmite a doença?

Segundo o CDC, a varíola dos macacos foi detetada pela primeira vez em 1958. Dois surtos de um vírus desconhecido foram identificados em colónias de macacos utilizados para pesquisa, o que acabou por levar ao batismo de varíola dos macacos.

O primeiro caso humano foi registado em 1970 na República Democrática do Congo, durante um período de esforços intensos para eliminar a varíola. Desde então que a doença tem sido diagnosticada em vários países da África Central e Ocidental, sendo que também já tinha havido registos nos Estados Unidos da América, Israel ou no Reino Unido, por exemplo.

Este vírus transmite-se através do contacto com um animal ou com uma pessoa infetada ou com material que esteja contaminado. A transmissão entre humanos ocorre principalmente através de grandes gotículas respiratórias, sendo para isso necessário um contacto prolongado, mas também através de fluidos corporais.

 

Quais os sintomas da doença?

De acordo com o CDC, os efeitos da varíola dos macacos em seres humanos são semelhantes, embora menos graves, aos verificados numa infeção por varíola comum. A doença começa com febre, dores de cabeça, espasmos musculares e cansaço. Os sintomas incluem ainda nódulos linfáticos inchados e arrepios de frio, desenvolvendo-se ainda uma erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21. Quando a crosta cai, uma pessoa deixa de ser infecciosa.

 

Qual é a gravidade da doença?

Segundo o CDC, os relatos que chegaram de África indicam que a varíola dos macacos causou a morte a uma em cada dez pessoas que ficaram doentes. Uma taxa alta, mas ainda assim bastante abaixo da varíola comum, que antes de ser considerada erradicada, por meio da vacina, matava cerca de 30% dos doentes, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

 

Como prevenir?

Para já, o centro europeu recomenda que quem apresente sintomas procure cuidados médicos e que as pessoas que se envolvem com múltiplos parceiros sexuais ou fazem sexo casual devem ser “particularmente vigilantes”. Além disso, os casos suspeitos devem ser isolados e testados e deve ser feito o rastreamento dos contactos dos casos positivos.

O ECDC adianta ainda que, se as vacinas contra a varíola estiverem disponíveis no país, a vacinação de contactos próximos de alto risco deve ser considerada, após uma avaliação do risco-benefício.

 

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