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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

14
Jan22

Livraria Lello lança Lusíadas e Mensagem em árabe

Niel Tomodachi

A livraria Lello lançou hoje, na Expo Dubai, "Os Lusíadas", de Luís de Camões, e a "Mensagem", de Fernando Pessoa, em árabe, garantindo que está disponível para publicar mais obras nesta língua, apostando na internacionalização da literatura nacional.

Livraria Lello lança Lusíadas e Mensagem em árabe

"Esta ideia já começou em 2019, quando fomos convidados para participar no Pavilhão de Portugal, como mostra do nosso país. Nessa altura, foi claro, para nós, que seria através dos livros. É a nossa missão. Se era através dos livros, tinha que ser com a tradução de uma obra para árabe", afirmou a administradora da livraria Lello, Aurora Pedro Pinto, em declarações à Lusa, no Pavilhão de Portugal na Expo Dubai.

Para a responsável da livraria, situada no centro histórico da cidade do Porto, a escolha das obras "é pertinente", tendo em conta que são uma "mostra muito boa" da literatura portuguesa para os mais de 274 milhões de falantes da língua árabe.

Aurora Pedro Pinto assegurou ainda que, após este primeiro passo, a Lello, que celebra 116 anos, está disposta a avançar com a tradução de mais títulos portugueses, caso haja mercado.

"A nossa caminhada vai ser sempre a internacionalização para aumentar, cada vez mais, o número de leitores", sublinhou.

Já no que se refere ao impacto da pandemia de covid-19, a administradora da livraria vincou que, neste momento, chegam a verificar-se filas de espera de duas horas para visitar a Lello, mas ressalvou que a livraria está a ultrapassar o impacto "com calma". 

Ainda neste âmbito, Aurora Pedro Pinto defendeu que as pessoas já encaram a pandemia de forma diferente, adaptando-se à nova realidade.

 

"O que fizemos, ao longo deste período, foi manter-nos como uma casa de livros viva. Logo em março [de 2020], fizemos um 'drive thru' para oferecer livros à cidade. Fizemos também um concurso e estamos a desenvolver uma série de atividades para aumentar a nossa coleção, crescer em livros e autores", acrescentou.

Para os próximos anos, os objetivos da Lello passam assim por continuar a divulgar a literatura portuguesa, "transformar visitantes em leitores" e apresentar a livraria e o país ao mundo.

A seguir à apresentação da edição dos livros "Os Lusíadas" e "Mensagem" em árabe, que foi transmitida, em simultâneo, na livraria, seguiu-se, na sala protocolar do Pavilhão de Portugal, a obliteração de um postal dos CTT, alusivo à participação portuguesa no evento, que decorre até ao final de março.

No período da manhã, decorreu na Al Wasl Plaza, também no recinto da Expo Dubai, o 'Portugal Business Briefing', onde foram apresentados alguns exemplos de inovação em Portugal, com intervenções de responsáveis da INESDC TEC e da Siemens Portugal. 

A terminar esta sessão, o comissário-geral de Portugal para Expo Dubai e presidente da AICEP -- Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Luís Castro Henriques, fez uma apresentação intitulada 'Why Portugal?', na qual destacou alguns indicadores económicos do país e apresentou motivos para visitar e investir em Portugal.

A Expo Dubai, a primeira exposição mundial a realizar-se na região do Médio Oriente, África e Sul da Ásia, conta com a participação de 192 países.

 

05
Jan22

Livraria Lello em vias de ser classificada como monumento nacional

Niel Tomodachi

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) pretende classificar a Livraria Lello e Irmão, no Porto, como monumento nacional, decorrendo por 30 dias úteis um período de discussão pública, segundo anúncio publicado hoje em Diário da República (DR).

Livraria Lello em vias de ser classificada como monumento nacional

De acordo com a publicação em DR, o diretor-geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos, refere ser intenção da DGPC propor à tutela a reclassificação da Lello "como monumento de interesse nacional, sendo-lhe atribuída a designação de 'monumento nacional'".

A Lello está classificada como monumento de interesse público desde 20 de setembro de 2013.

No anúncio, o responsável acrescenta que a consulta pública tem a duração de 30 dias úteis.

A intenção de reclassificar a livraria surge na sequência de um parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, que mereceu a concordância do diretor da DGPC.

A Lello, situada no Centro Histórico do Porto, nas imediações da Torre dos Clérigos, apresenta-se como "um dos mais importantes edifícios da arquitetura eclética portuguesa, integrando marcenarias e vitrais sem paralelo no país", sendo "um 'ex-líbris' da cidade", refere a DGPC na sua página da Internet.

"Ao seu valor arquitetónico e artístico acresce a importância cultural que tem assumido de forma contínua ao longo do tempo, bem como o seu excelente estado de conservação, a autenticidade e exemplaridade da estrutura e da decoração, e a merecida fama internacional de que desfruta", acrescenta a DGPC.

Inaugurado em 1906, o estabelecimento "alberga no seu edifício monumental uma das mais antigas e prestigiadas editoras nacionais", lê-se na nota histórico-artística da livraria.

O edifício foi concebido segundo projeto do engenheiro Xavier Esteves, sendo que "a fachada neogótica é rasgada, no piso térreo, por um arco Tudor de grandes dimensões, abrangendo a porta central e as montras laterais, e sobre o qual corre a legenda Lello e Irmão".

"No registo superior destaca-se uma grande janela tripla, flanqueada por duas figuras representando a Arte e a Ciência, sendo o conjunto da fachada pontuado por decoração vegetalista e geométrica de cariz medievalista, platibandas rendilhadas e pináculos enquadrando um remate em arco conopial".

Já no interior, "os arcos em ogiva apoiam-se em pilares esculpidos com bustos de escritores como Antero de Quental, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro, sob baldaquinos rendilhados".

"O amplo vitral revivalista com a divisa da casa, Decus in Labore (Dignidade no Trabalho), da claraboia, os esplêndidos tetos em estuque dourado e o magnífico trabalho de marcenaria, bem representado pelo corrimão em madeira da imponente escadaria, constituem os elementos decorativos mais emblemáticos da livraria", descreve ainda a DGPC.

 

14
Out21

Livraria Lello apela a que livros passem a ser "objeto de prescrição"

Niel Tomodachi

A administração da Livraria Lello, no Porto, enviou uma carta aberta aos líderes parlamentares e deputados da Assembleia da República a apelar que os livros passem a ser "objeto de prescrição médica" e "tratados fiscalmente como despesa de saúde".

Livraria Lello apela a que livros passem a ser "objeto de prescrição"

Em comunicado, a administração da Livraria Lello revela que a missiva apela para que a receita de livros seja tratada como despesa de saúde e que a medida seja incluída no Orçamento de Estado de 2022, cuja proposta foi entregue segunda-feira na Assembleia da República.

"Para o bem-estar mental, intelectual e anímico, precisamos do que sempre a humanidade precisou para estar bem consigo e, logo a seguir, querer ir além do que é: o Livro", defende a administração.

Sob o lema "Um Livro, pela sua Saúde", na carta, a que a Lusa teve hoje acesso, a administração daquele espaço diz não querer que o "fim anunciado da pandemia" signifique "o fim do olhar para o livro como bem de primeira necessidade".

Salientando que "nunca, como agora, se discutiu tanto a saúde mental", a missiva defende que os livros são "um alicerce insubstituível de sanidade mental".

"Numa altura em que se discutem ideias para o Orçamento de Estado para 2022 a Livraria Lello apela publicamente aos políticos e à Assembleia da República que permitam que os médicos portugueses receitem, sempre que o entendam útil à saúde mental dos seus pacientes, o singelo Livro", referem.

Apontando o exemplo de Bruxelas, onde se está a ultimar a implementação de uma medida que vai permitir aos médicos receitarem visitas guiadas a museus para combater o stress agravado pela covid-19, a administração pede na carta aberta para que a receita possa ser fiscalmente tratada como "despesa de saúde".

"Considerando-a também como dedutível nas despesas de saúde em sede de IRS e comparticipando a aquisição do livro como medicamento para alma que é e sempre foi", acrescentam.

Para além do envio da missiva aos líderes dos grupos parlamentares, a carta aberta foi também enviada para várias personalidades da área da cultura.

"Estando o país em período prévio de negociação e votação orçamentais, a Livraria Lello acredita que esta é uma oportunidade imperdível para os deputados que nos representam dizerem aos cidadãos como efetivamente se preocupam com a sua saúde mental, e que o Livro, além de um bem de primeiríssima necessidade, é também um bem de primeiríssima sanidade", afirma. 

 

17
Set21

Sabia que as tote bags e T-shirts da Livraria Lello estão à venda na Zara?

Niel Tomodachi

São feitas de algodão orgânico, certificado, cumprindo as regras de sustentabilidade ambiental que a Livraria Lello defende.

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A Livraria Lello assinou recentemente um acordo com a Hallotex SL, fornecedora da Inditex, o grupo que detém as conhecidas Bershka, Stradivarius e Zara. É nesta última que pode encontrar, em exclusivo, online e nas lojas físicas, tote bags e T-shirts. Um com o nome da livraria, outro com o desenho da icónica escadaria. 

Ambos os negócios envolvidos defendem regras de sustentabilidade ambiental, por isso, os produtos são feitos em algodão orgânico certificado. A T-shirt está à venda por 15,95€ na cor branca e tem, nas costas, um estampado da famosa escadaria da livraria e as tote bags são verdes com “Livraria Lello Porto” escrito a branco. 

“A norma Green to Wear 2.0 tem como objetivo minimizar o impacto ambiental da produção têxtil. Para tal, desenvolvemos o programa The List da Inditex que nos ajuda a garantir tanto a limpeza dos processos produtivos como a segurança e a saúde das nossas peças de vestuário”, lê-se no canto inferior direito das peças à venda no site da Zara.

Os lucros conseguidos a partir dos royalties que receberem pela licença de utilização da marca vão ser utilizados para recuperar património livreiro. Inserida neste projeto, terá sido feita a aquisição da histórica Coimbra Editora, que aos 100 anos viu as suas portas fecharem. Assim, a Livraria Lello dá continuação à missão de preservar e valorizar o Livro.

 

Recorde-se que a inauguração daquela que é a Livraria Mais Bonita do Mundo foi em 1906 e contou com a presença de grandes nomes como Guerra Junqueiro e Afonso Costa. Em 2015, para que fosse possível manter a conservação do edifício, foi decidido que se pagaria para entrar na Livraria Lello, valor esse que seria descontado na compra de um livro. Em consequência da aplicação desta taxa, em apenas três meses, as vendas da Lello triplicaram. 

 

27
Jul21

Livraria Lello inspirou novo filme de ação (com um elenco de luxo)

Niel Tomodachi

Lena Headey, Carla Gugino, Angela Bassett e Paul Giamatti são alguns dos nomes que participam em “Gunpowder Milkshake”.

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A histórica e célebre Livraria Lello, no Porto, inspirou um novo filme de ação chamado “Gunpowder Milkshake: Mistura Explosiva”. A produção realizada por Navot Papushado estreou nos cinemas portugueses a 15 de julho e tem um elenco com vários nomes conhecidos.

Lena HeadeyKaren GillanPaul GiamattiCarla GuginoAngela BassettMichelle Yeoh e Ralph Ineson são alguns dos atores que participam nesta história. A narrativa centra-se numa jovem assassina profissional que se tem de reunir com a mãe (com quem não se dá, e que também é uma antiga assassina) e com as suas ex-colegas mortíferas para juntas salvarem uma rapariga de outros assassinos.

Há uma biblioteca bem no centro do enredo. Trata-se de uma fachada e de um sítio de recurso para os assassinos que estão a ser perseguidos — e para aqueles que os estão a caçar. Isto porque ali não se alugam livros — mas sim armas, que estão escondidas no seu interior. E as bibliotecárias não têm propriamente um perfil habitual. Há ainda uma cena final de tiroteio neste espaço.

À revista “Variety”, o designer de produção David Scheunemann revelou que a maior influência para construírem o interior da biblioteca foi a arquitetura e decoração particular da Livraria Lello. “Decidimos não fazer uma biblioteca normal.”

“Só podemos estar felizes e lisonjeados por sabermos que a beleza da Livraria Lello inspirou o cenário do filme onde lemos uma metáfora poderosa: os livros podem ser armas”, diz em comunicado a administradora da Livraria Lello, Aurora Pedro Pinto. “Entrar numa biblioteca ou numa livraria é sempre uma oportunidade única para encontrar armas poderosas, munidas de conhecimento, magia e esperança.”

Em vários países, o filme estreou na Netflix, que adquiriu os direitos de distribuição — em Portugal pode conhecer esta história nos cinemas.

Recorde-se de que, no ano passado, a escritora J.K. Rowling, autora de “Harry Potter”, quebrou o mito de que a sua saga de fantasia tinha sido inspirada na Livraria Lello para a construção de cenários de locais icónicos da narrativa, como a escola de Hogwarts. 

 

01
Jun21

Livraria Lello e Time fazem projeto de homenagem aos Nobel da Literatura

Niel Tomodachi

A livraria Lello, no Porto, inaugurou hoje um projeto "inédito" com a revista Time, que destaca autores laureados pela academia sueca que foram capa da revista norte-americana, e uma sala dedicada ao único Nobel da Literatura em língua portuguesa.

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"Através deste projeto, pretendemos dar visibilidade aos prémios inerentes à literatura, chamar mais uma vez a atenção para a importância do livro e desenvolver a nossa caminhada e a nossa missão de pôr o mundo inteiro a ler e de valorização do livro", disse a presidente do Conselho de Administração da Livraria Lello, Aurora Pedro Pinto.

A instalação artística "Livraria Lello X Time: What Makes a Nobel?", assinada pelo diretor criativo da Time, D.W. Pine, destaca autores que receberam o Nobel, mas também outros que "mereceram honras de primeira página" na Time devido "ao valor 'nobelizável' da sua literatura".

Para D. W. Pine, que hoje se juntou à apresentação do projeto via 'streaming', explicou que esta é a primeira vez que o seu trabalho está em exposição e que está expectante relativamente a reação do público.

A instalação é composta por 12 painéis, nos quais constam capas da revista Time, desde Rudyard Kipling, um dos primeiros Nobel da Literatura, a Toni Morrison, galardoada pela Academia Sueca em 1993, bem como outros autores que mereceram destaque de primeira página, como Virgínia Woolf e William Shakespeare.

O painel dedicado a José Saramago, também da autoria da Time, coloca em foco uma das fotos que poderia ter sido selecionada para destaque de primeira página, à semelhança dos estudos que conduzem à escolha de muitos dos rostos que costumam fazer a capa da Time.

O painel está inserido numa sala exclusivamente dedicada a José Saramago, juntamente com uma serie de títulos do autor português, entre os quais quatro livros editados pela Lello.

A Coleção Saramago resulta de uma parceria editorial com a Porto Editora e as ilustrações das quatro obras -- "Memorial do Convento", "Ensaio Sobre a Cegueira", o "Evangelho Segundo Jesus Cristo" e "As Intermitências da Morte" -- contam com ilustrações de João Maio Pinto.

Na apresentação do projeto, Pilar del Rio, presidente da Fundação José Saramago, considerou que a homenagem é o arranque das comemorações do centenário do escritor, que se assinala em 2022, e lançou um desafio ao diretor criativo da Time.

"Saramago nunca foi capa da Time. Porque não agora? Eu sou jornalista, se quiser posso dar-lhe motivos", disse Pilar del Rio, que pretende aproveitar o centenário para dizer: "Ânimo, somos fortes, podemos ler e, se formos seres cultos, instruídos, ninguém pode connosco. Somos invencíveis".

Também o escritor José Luis Peixoto, Prémio José Saramago, em 2001, considerou o Nobel português "um dos grandes nomes da literatura portuguesa, desde que existe língua portuguesa".

"Somos contemporâneos de José Saramago e, muitas vezes, pode haver uma certa dificuldade de fazer esse reconhecimento, estando tão ligados à pessoa e até à sua obra, que nos diz tanto e de forma tão direta, mas caminhamos para um ponto em que isso é inquestionável", disse.

Ainda segundo José Luís Peixoto, "Saramago é um dos autores mais reconhecidos internacionalmente e isso não é por acaso, tem que ver com o facto de a própria literatura aspirar à universalidade, na medida em que, quando ela sobrevive à tradução, é porque ultrapassa o seu idioma, ultrapassa a sua cultura e, no fundo, fala daquilo que a literatura sempre procura falar que é o que não muda e o que não muda é a natureza humana. Aquilo que todos partilhamos independentemente do lugar onde vivemos e até independentemente do tempo em que vivemos".

"O Premio Literário José Saramago foi o meu Prémio Nobel, independentemente dos prémios que tenha recebido a partir daí e, acredito, independentemente dos prémios que possa vir a receber no futuro. Duvido que possa ter na minha vida um prémio que possa ser mais importante para mim do que foi receber o Premio José Saramago em 2001. Pelo momento em que aconteceu, estava numa situação em que a vida podia seguir vários caminhos e, efetivamente, ter recebido esse prémio mudou, claramente, a minha vida de uma forma que eu, apesar de já ter escrito sobre isso, ainda não sei se sou capaz de compreender completamente", acrescentou.

A Livraria Lello, inaugurada em 1906, recebeu em 2019, no período pré-pandemia, mais de 1,2 milhões de visitantes e vendeu mais de 700 mil livros.

 

05
Jan21

Lello fecha as portas temporariamente para preparar 115.º aniversário

Niel Tomodachi

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A Livraria Lello vai encerrar, temporariamente, para preparar as celebrações do 115º aniversário, já a partir desta terça-feira. Volta a reabrir no dia da celebração, a 13 de janeiro.

O espaço portuense fechará as portas ao público durante oito dias e a reabertura tem data marcada para 13 de janeiro, no dia em que festeja 115 anos de história.

A celebração pretende também assinalar a entrada num novo ano. Em comunicado a empresa anuncia a chegada de novos projetos que continuam a aposta no livro "como um bem de primeira necessidade". "Em 2021, teremos ainda mais voz. Acreditaremos ainda mais no livro, nas livrarias, nos leitores e nos autores e na Livraria Lello como a casa de todos eles, em que todos se encontram", sublinha Aurora Pedro Pinto, administradora da Lello.

A loja online, aberta recentemente, continuará a funcionar normalmente durante o período de encerramento.

 

15
Out20

Livraria Lello lança “Contos da Quarentena”, uma edição inédita com "as vozes do confinamento"

Niel Tomodachi

Depois de desafiar os leitores a escreverem o que viveram durante o confinamento, esta sexta-feira a Livraria Lello, no Porto, lança uma edição de inéditos com contos dos seis autores vencedores.

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A famosa livraria do Porto fechou portas a 1 de junho, mas não ficou parada. Lançou um prémio literário através do qual desafios os seus leitores a escreverem um conto inspirado no período de confinamento decorrente da pandemia. “A resposta foi avassaladora”, avança a Lello, que garante ter recebido 5600 histórias escritas por autores oriundos de 39 países. As seis melhores receberam um prémio de mil euros e são agora publicadas num livro de 162 páginas, edição disponível em português, inglês e espanhol.

Mathieu Fleury é enfermeiro e encontrou na escrita de “A Balada do Mamífero” o escape da realidade dura com que tem lidado durante a pandemia. No seu enredo, explora sentimentos como solidão, esperança, raiva e a desilusão.

“As Netas de Bernarda Alba” é o conto escrito por Cláudia Barbieri, que dialoga com a peça de Federico García Lorca, “A casa de Bernarda Alba” (1936). Seis décadas depois, o destino repete-se, agora motivado pela Covid-19. Eis o luto e o medo da morte vividos no feminino.

Hugo Araújo cria em “Breve Relato da Loucura do Menino Jesus”, uma história intemporal inserida numa paisagem do Portugal rural. Narra conspirações, medos, angústias e questionamentos comuns a todos. Já Helena Correia e Cláudia Fernandes passaram para o papel as tensões trazidas pelo confinamento, que tantos, incluindo as próprias, terão sentido durante os últimos meses. “O Duelo” retrata a discórdia de um casal, num constante contraponto entre o silêncio e a sua profanação.

Numa narrativa que parece ter surgido de um encontro entre Lovecraft e Edgar Allan Poe, Frederico Klumb explora em “Os Gatos” os misteriosos episódios da vida de um casal em confinamento. Usando a escrita como fuga para a realidade, o autor aborda desejos e sonhos que se fundem e confundem, através da relação entre humanos e animais. Por último, Márcio Cruzeiro criou nas páginas da distopia “2 Bilhões” uma realidade pós-pandémica, que, ainda que ficcionada, se torna muito semelhante àquela que vivemos.

“Contos da Quarentena” será apresentado esta sexta-feira, pelas 21h30, na Livraria Lello, com os seis autores premiados, mas também os escritores José Luís Peixoto e Andrea Del Fuego, ambos vencedores do Prémio Literário José Saramago.

28
Abr20

Livraria Lello está à procura de novos autores (e oferece prémios de 1000€)

Niel Tomodachi

O Contos da Quarentena incentiva à escrita durante o isolamento. As seis melhores histórias serão publicadas pela livraria.

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A livraria mais famosa do País quer continuar a pôr toda a gente a ler e escrever, mesmo durante os tempos de isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus. Para isso, a Lello decidiu criar o concurso Contos da Quarentena e descobrir, assim, novos autores anónimos e cheios de talento.

O concurso da livraria Lello, que termina a 31 de maio, vai distinguir os seis melhores contos enviados. Cada um deles receberá um prémio monetário de mil euros e verá o seu texto publicado pela própria livraria.

Porém, para participar, é preciso cumprir um requisito importante: o conto apresentado a concurso deve focar-se nas experiências individuais de cada autor durante o período excecional que vivemos devido à Covid-19. É, no fundo, uma interpretação pessoal e ficcional da situação que o mundo atravessa.

As inscrições e respetivo envio dos contos devem ser feitos através do formulário online que a livraria Lello partilhou. O júri do concurso será constituído por dois membros da administração da Livraria Lello e por duas personalidades do mundo literário e cultural. As obras submetidas serão avaliadas tendo em conta a sua originalidade, contemporaneidade e enquadramento na temática proposta.

É possível ainda consultar o regulamento oficial completo do concurso e ficar a conhecer mais informações sobre como concorrer.

28
Mar20

Livraria Lello abre primeiro "'drive thru' livreiro do mundo" para oferecer livros a quem os queira

Niel Tomodachi

A livraria portuense quer assim cumprir a sua missão de "pôr o mundo inteiro a ler sempre que haja mundo, leitores e o que ler". Comercialização de livros continuará suspensa.

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A Livraria Lello, no Porto, vai abrir na próxima quarta-feira, 1 de abril, aquele que diz ser “o primeiro drive thru livreiro do mundo” e oferecer um livro por dia, que será escolhido e anunciado antecipadamente nas redes sociais. A livraria, que manterá a sua atividade suspensa, quer assim cumprir a sua missão de “pôr o mundo inteiro a ler sempre que haja mundo, leitores e o que ler”.

drive thru da Lello funcionará de segunda a sexta-feira, entre as 10h e as 12h, por tempo indeterminado. Os livros que serão oferecidos pertencem à  “The Collection”, editada pela livraria, que inclui títulos como O Livro da Selva, de Rudyard Kipling, Romeu e Julieta, de William Shakespeare, O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, ou Os Maias, de Eça de Queiroz.

Os interessados em levar para casa uma destas obras devem escrever-se no dia anterior até às 18h, por email, fornecendo os seus dados pessoais (nome, morada, email e contacto telefónico). A entrega será feita”por um colaborador da Livraria Lello, que cumprirá todas as normas de segurança e higiene, e entregará os livros diretamente na janela dos carros dos leitores”, esclareceu a Lello em comunicado.

“Este é um verdadeiro ato de ‘Amor nos Tempos da Cólera’ da Livraria Lello e da sua equipa para com os seus leitores, a sua cidade, que são o seu mundo”, garantiu a livraria.

A iniciativa da Livraria Lello surge depois de a ministra da Cultura, Graça Fonseca, ter afirmado esta semana que não existia nada que impedisse que as livrarias continuassem a funcionar desde que vendessem os livros “à porta” ou “no postigo”, com acontece com outros serviços, considerando que os livros também são um bem de primeira necessidade.

“Depois da sempre literária França ter considerado, na regulamentação especial que implementou para regerem este presente pandémico, os livros como bens de primeira necessidade, a Senhora Ministra da Cultura, Doutora Graça Fonseca, veio clarificar que também em Portugal os livros não eram de menor necessidade do que essa primeiríssima”, apontou a Lello, acrescentando que “entendemos que se os livros têm sempre um papel fundamental na vida das populações, ainda mais assumem um papel insubstituível neste período difícil em que vivemos, durante o qual são um forte contributo para a sanidade mental de todos nós, de cada um de nós”.
 

Segundo o decreto que procedeu à execução da declaração do estado de emergência efetuada pelo Presidente da República, os espaços de comércio a retalho, suspensos de uma maneira geral, podem no entanto permanecer abertos desde que impeçam o acesso dos clientes ao seu interior e vendam os produtos à porta, ao postigo ou os entreguem em casa. Não existe nada que diga especificamente que as livrarias têm de fechar portas.

 

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