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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

05
Jul22

Livraria Lello leva a leilão coleção assinada de Harry Potter

Niel Tomodachi

A Livraria Lello, no Porto, vai levar a coleção assinada das primeiras edições de Harry Potter a leilão na londrina Christie's, oferecendo parte das receitas a uma instituição internacional de solidariedade.

Livraria Lello leva a leilão coleção assinada de Harry Potter

Em comunicado, a Livraria Lello revelou que a coleção completa das primeiras edições de Harry Potter, assinadas pela autora J.K. Rowling, vai integrar o Leilão de Livros e Manuscritos Valiosos da Christie's, a decorrer no dia 13 de julho em Londres.

Com uma estimativa de valor entre 116 mil e 174 mil euros, a coleção inclui a "muito rara primeira edição de capa dura, primeira impressão, de 'Harry Potter e a Pedra Filosofal', com erros nas palavras 'varinha', na página 53 e 'Filosofal', na contracapa".

Em 2019, a Lello anunciou a aquisição de uma primeira edição de "Harry Potter e a Pedra Filosofal" por 70 mil euros, a par de primeiras publicações dos demais livros da saga.

"Desde 2014 que não aparecia em leilão uma coleção completa, incluindo esta rara primeira edição de 'Harry Potter e a Pedra Filosofal'", realçou a livraria, acrescentando que o conjunto será exposto na Christie's, entre 09 e 12 de julho, no decorrer da Christie's Classic Week.

De acordo com a Livraria Lello, parte das receitas do leilão será doada à Lumos, uma instituição internacional de solidariedade que "luta por um futuro em que cada criança é criada num lar seguro, carinhoso e familiar, trabalhando para acabar com a institucionalização".

Segundo a Christie's, caso a coleção seja vendida por um valor intermédio da estimativa, a doação da Lello será de 25 mil libras (29,1 mil euros).

A Lumos, fundada em 2005 pela autora J.K. Rowling, apoia famílias na Colômbia, no Haiti, na Jordânia, no Panamá, no Quénia e Moldávia, país, onde tem reforçado o seu trabalho nos últimos meses, para lá fazer chegar alimentos, medicamentos, artigos de higiene e material didático para as famílias vítimas da guerra na Ucrânia.

Em 2015, a Livraria Lello definiu "uma nova missão" - "pôr o mundo inteiro a ler" - sendo que o leilão destas primeiras edições de Harry Potter pretende "chamar a atenção para a importância do livro" e, em particular, para o papel que tanto o feiticeiro e a sua autora tiveram ao "encorajar milhares de jovens de todo o mundo a ler".

Este ano, foi inaugurada uma nova sala dentro da livraria portuenses, a Gemma, espaço dedicado a livros raros, antigos e primeiras edições.

 

09
Jun22

Livraria Lello lança nova versão de “O Principezinho” para ajudar a Ucrânia

(Nós já temos o nosso e tu?)

Niel Tomodachi

É uma das histórias mais bonitas de sempre, corre mundo e atravessa gerações, cria impactos e muda mentalidades com as suas mensagens. Como por exemplo “só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”, entre tantas outras. Falamos de “O Principezinho”.

E porque o essencial por vezes é mesmo ajudar e apoiar quem mais precisa, a Livraria Lello, no Porto, lançou uma iniciativa: a obra icónica de Antoine de Saint-Exupéry ganhou uma nova versão em ucraniano, feita por cidadãos do país que se encontra em guerra há mais de três meses. E esta versão, ou as suas vendas, vão precisamente para a UNICEF e daí serão canalizadas para ajudar as crianças vítimas deste conflito.

Segundo adianta o canal de notícias da Câmara do Porto, a iniciativa insere-se na campanha solidária “Livraria Lello X UNICEF – READ FOR UKRAINE”. Assim, e por cada exemplar deste “маленький принц”, à venda na livraria ou online, dez euros revertem para o apoio às crianças da guerra.

 

14
Mai22

Livraria Lello edita 'O Principezinho' em ucraniano e doa verba à Unicef

Niel Tomodachi

Por cada exemplar vendido no âmbito da iniciativa 'Livraria Lello X UNICEF - READ FOR UKRAINE', dez euros serão dados à Organização. 

Livraria Lello edita 'O Principezinho' em ucraniano e doa verba à Unicef

Livraria Lello, no Porto, editou 'O Principezinho', obra de Antoine de Saint-Exupéry, em língua ucraniana e irá doar parte do valor da venda do livro à UNICEF para ajuda às crianças da Ucrânia. Por cada exemplar vendido no âmbito da iniciativa 'Livraria Lello X UNICEF - READ FOR UKRAINE', dez euros serão dados à Organização. 

"Ciente de que um livro pode ser uma poderosa arma do bem e o refúgio ideal para uma realidade demasiado difícil de enfrentar, a Livraria Lello editou uma das obras mais vendidas da sua coleção de clássicos da Literatura, 'O Principezinho', em ucraniano", explica a livraria no site oficial.

"A tradução, paginação e revisão da obra ficaram a cargo de profissionais ucranianos, que fizeram o trabalho enquanto viviam, na primeira pessoa, a escalada do conflito", é ainda referido. 

 

Mas como contribuir? 

  • A partir de 28 de abril – Pode adquirir o livro (pré-venda) na loja online da Livraria Lello, por 15,90€. Serão doados 10€ à UNICEF e um exemplar de 'O Principezinho' em ucraniano ser-lhe-á enviado, a partir do dia 24 de maio;

 

  • A partir de 24 de maio – Poderá adquirir o livro na Livraria Lello ou na loja online, por 15,90€ e 10€ serão doados à UNICEF.

 

Notícias ao Minuto

Livraria Lello edita 'O Principezinho' em ucraniano e doa verba à Unicef© Livraria Lello

28
Mar22

Livraria Lello vai ter um novo espaço dedicado a edições raras

Niel Tomodachi

A Gemma é inaugurada esta quinta-feira, 31 de março. As visitas terão acompanhamento personalizado.

Aos 116 anos, a Livraria Lello vai abrir um novo espaço dedicado a livros raros, manuscritos, primeiras edições e livros objeto. A abertura do Gemma está marcada para esta quinta-feira, 31 de março.

De acordo com o que a própria Lello diz no seu site, este será “um local privilegiado e exclusivo, para aqueles que procuram o livro como objeto de investimento”. Aqui irá poder encontrar algumas das obras que fazem parte do espólio da livraria, tanto em exposição como disponíveis para compra.

Entre os tesouros desta Gemma está um exemplar da primeira edição de “Moby-Dick or, The Whale”, de Herman Melville, que pertenceu a Jim Morrison; mas também exemplares assinados das primeiras edições em francês e em inglês de “O Principezinho”, de Antoine de Saint-Exupéry; uma primeira edição de “Pride and Prejudice”, de Jane Austen; um exemplar da primeira edição de “The Picture of Dorian Gray”, assinada por Oscar Wilde; ou um raríssimo exemplar da primeira edição de “Harry Potter and The Philosopher’s Stone”.

Além dos livros para venda ou em exposição, poderá encontrar ainda outros documentos relativos à história da própria Livraria Lello. Entre eles estarão livros, catálogos, cartas e outros registos únicos que contam mais de um século de histórias. Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz são algumas das figuras conhecidas cujas cartas poderão ser lidas no novo espaço da Lello.

“Uma das grandes novidades da Gemma é uma exposição que reúne parte do espólio da Coimbra Editora, e da Brazenhead Books, duas icónicas casas dos livros, cuja memória a Livraria Lello não quer deixar morrer”, explicou a Lello. 

Para poder ter acesso à Gemma será necessário fazer marcação prévia através do preenchimento de um formulário e esperar pela confirmação da Lello. As visitas têm um acompanhamento personalizado e são feitas apenas de quarta-feira a domingo, entre as 10 e as 19 horas.

 

14
Jan22

Livraria Lello lança Lusíadas e Mensagem em árabe

Niel Tomodachi

A livraria Lello lançou hoje, na Expo Dubai, "Os Lusíadas", de Luís de Camões, e a "Mensagem", de Fernando Pessoa, em árabe, garantindo que está disponível para publicar mais obras nesta língua, apostando na internacionalização da literatura nacional.

Livraria Lello lança Lusíadas e Mensagem em árabe

"Esta ideia já começou em 2019, quando fomos convidados para participar no Pavilhão de Portugal, como mostra do nosso país. Nessa altura, foi claro, para nós, que seria através dos livros. É a nossa missão. Se era através dos livros, tinha que ser com a tradução de uma obra para árabe", afirmou a administradora da livraria Lello, Aurora Pedro Pinto, em declarações à Lusa, no Pavilhão de Portugal na Expo Dubai.

Para a responsável da livraria, situada no centro histórico da cidade do Porto, a escolha das obras "é pertinente", tendo em conta que são uma "mostra muito boa" da literatura portuguesa para os mais de 274 milhões de falantes da língua árabe.

Aurora Pedro Pinto assegurou ainda que, após este primeiro passo, a Lello, que celebra 116 anos, está disposta a avançar com a tradução de mais títulos portugueses, caso haja mercado.

"A nossa caminhada vai ser sempre a internacionalização para aumentar, cada vez mais, o número de leitores", sublinhou.

Já no que se refere ao impacto da pandemia de covid-19, a administradora da livraria vincou que, neste momento, chegam a verificar-se filas de espera de duas horas para visitar a Lello, mas ressalvou que a livraria está a ultrapassar o impacto "com calma". 

Ainda neste âmbito, Aurora Pedro Pinto defendeu que as pessoas já encaram a pandemia de forma diferente, adaptando-se à nova realidade.

 

"O que fizemos, ao longo deste período, foi manter-nos como uma casa de livros viva. Logo em março [de 2020], fizemos um 'drive thru' para oferecer livros à cidade. Fizemos também um concurso e estamos a desenvolver uma série de atividades para aumentar a nossa coleção, crescer em livros e autores", acrescentou.

Para os próximos anos, os objetivos da Lello passam assim por continuar a divulgar a literatura portuguesa, "transformar visitantes em leitores" e apresentar a livraria e o país ao mundo.

A seguir à apresentação da edição dos livros "Os Lusíadas" e "Mensagem" em árabe, que foi transmitida, em simultâneo, na livraria, seguiu-se, na sala protocolar do Pavilhão de Portugal, a obliteração de um postal dos CTT, alusivo à participação portuguesa no evento, que decorre até ao final de março.

No período da manhã, decorreu na Al Wasl Plaza, também no recinto da Expo Dubai, o 'Portugal Business Briefing', onde foram apresentados alguns exemplos de inovação em Portugal, com intervenções de responsáveis da INESDC TEC e da Siemens Portugal. 

A terminar esta sessão, o comissário-geral de Portugal para Expo Dubai e presidente da AICEP -- Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Luís Castro Henriques, fez uma apresentação intitulada 'Why Portugal?', na qual destacou alguns indicadores económicos do país e apresentou motivos para visitar e investir em Portugal.

A Expo Dubai, a primeira exposição mundial a realizar-se na região do Médio Oriente, África e Sul da Ásia, conta com a participação de 192 países.

 

05
Jan22

Livraria Lello em vias de ser classificada como monumento nacional

Niel Tomodachi

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) pretende classificar a Livraria Lello e Irmão, no Porto, como monumento nacional, decorrendo por 30 dias úteis um período de discussão pública, segundo anúncio publicado hoje em Diário da República (DR).

Livraria Lello em vias de ser classificada como monumento nacional

De acordo com a publicação em DR, o diretor-geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos, refere ser intenção da DGPC propor à tutela a reclassificação da Lello "como monumento de interesse nacional, sendo-lhe atribuída a designação de 'monumento nacional'".

A Lello está classificada como monumento de interesse público desde 20 de setembro de 2013.

No anúncio, o responsável acrescenta que a consulta pública tem a duração de 30 dias úteis.

A intenção de reclassificar a livraria surge na sequência de um parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, que mereceu a concordância do diretor da DGPC.

A Lello, situada no Centro Histórico do Porto, nas imediações da Torre dos Clérigos, apresenta-se como "um dos mais importantes edifícios da arquitetura eclética portuguesa, integrando marcenarias e vitrais sem paralelo no país", sendo "um 'ex-líbris' da cidade", refere a DGPC na sua página da Internet.

"Ao seu valor arquitetónico e artístico acresce a importância cultural que tem assumido de forma contínua ao longo do tempo, bem como o seu excelente estado de conservação, a autenticidade e exemplaridade da estrutura e da decoração, e a merecida fama internacional de que desfruta", acrescenta a DGPC.

Inaugurado em 1906, o estabelecimento "alberga no seu edifício monumental uma das mais antigas e prestigiadas editoras nacionais", lê-se na nota histórico-artística da livraria.

O edifício foi concebido segundo projeto do engenheiro Xavier Esteves, sendo que "a fachada neogótica é rasgada, no piso térreo, por um arco Tudor de grandes dimensões, abrangendo a porta central e as montras laterais, e sobre o qual corre a legenda Lello e Irmão".

"No registo superior destaca-se uma grande janela tripla, flanqueada por duas figuras representando a Arte e a Ciência, sendo o conjunto da fachada pontuado por decoração vegetalista e geométrica de cariz medievalista, platibandas rendilhadas e pináculos enquadrando um remate em arco conopial".

Já no interior, "os arcos em ogiva apoiam-se em pilares esculpidos com bustos de escritores como Antero de Quental, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro, sob baldaquinos rendilhados".

"O amplo vitral revivalista com a divisa da casa, Decus in Labore (Dignidade no Trabalho), da claraboia, os esplêndidos tetos em estuque dourado e o magnífico trabalho de marcenaria, bem representado pelo corrimão em madeira da imponente escadaria, constituem os elementos decorativos mais emblemáticos da livraria", descreve ainda a DGPC.

 

14
Out21

Livraria Lello apela a que livros passem a ser "objeto de prescrição"

Niel Tomodachi

A administração da Livraria Lello, no Porto, enviou uma carta aberta aos líderes parlamentares e deputados da Assembleia da República a apelar que os livros passem a ser "objeto de prescrição médica" e "tratados fiscalmente como despesa de saúde".

Livraria Lello apela a que livros passem a ser "objeto de prescrição"

Em comunicado, a administração da Livraria Lello revela que a missiva apela para que a receita de livros seja tratada como despesa de saúde e que a medida seja incluída no Orçamento de Estado de 2022, cuja proposta foi entregue segunda-feira na Assembleia da República.

"Para o bem-estar mental, intelectual e anímico, precisamos do que sempre a humanidade precisou para estar bem consigo e, logo a seguir, querer ir além do que é: o Livro", defende a administração.

Sob o lema "Um Livro, pela sua Saúde", na carta, a que a Lusa teve hoje acesso, a administração daquele espaço diz não querer que o "fim anunciado da pandemia" signifique "o fim do olhar para o livro como bem de primeira necessidade".

Salientando que "nunca, como agora, se discutiu tanto a saúde mental", a missiva defende que os livros são "um alicerce insubstituível de sanidade mental".

"Numa altura em que se discutem ideias para o Orçamento de Estado para 2022 a Livraria Lello apela publicamente aos políticos e à Assembleia da República que permitam que os médicos portugueses receitem, sempre que o entendam útil à saúde mental dos seus pacientes, o singelo Livro", referem.

Apontando o exemplo de Bruxelas, onde se está a ultimar a implementação de uma medida que vai permitir aos médicos receitarem visitas guiadas a museus para combater o stress agravado pela covid-19, a administração pede na carta aberta para que a receita possa ser fiscalmente tratada como "despesa de saúde".

"Considerando-a também como dedutível nas despesas de saúde em sede de IRS e comparticipando a aquisição do livro como medicamento para alma que é e sempre foi", acrescentam.

Para além do envio da missiva aos líderes dos grupos parlamentares, a carta aberta foi também enviada para várias personalidades da área da cultura.

"Estando o país em período prévio de negociação e votação orçamentais, a Livraria Lello acredita que esta é uma oportunidade imperdível para os deputados que nos representam dizerem aos cidadãos como efetivamente se preocupam com a sua saúde mental, e que o Livro, além de um bem de primeiríssima necessidade, é também um bem de primeiríssima sanidade", afirma. 

 

17
Set21

Sabia que as tote bags e T-shirts da Livraria Lello estão à venda na Zara?

Niel Tomodachi

São feitas de algodão orgânico, certificado, cumprindo as regras de sustentabilidade ambiental que a Livraria Lello defende.

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A Livraria Lello assinou recentemente um acordo com a Hallotex SL, fornecedora da Inditex, o grupo que detém as conhecidas Bershka, Stradivarius e Zara. É nesta última que pode encontrar, em exclusivo, online e nas lojas físicas, tote bags e T-shirts. Um com o nome da livraria, outro com o desenho da icónica escadaria. 

Ambos os negócios envolvidos defendem regras de sustentabilidade ambiental, por isso, os produtos são feitos em algodão orgânico certificado. A T-shirt está à venda por 15,95€ na cor branca e tem, nas costas, um estampado da famosa escadaria da livraria e as tote bags são verdes com “Livraria Lello Porto” escrito a branco. 

“A norma Green to Wear 2.0 tem como objetivo minimizar o impacto ambiental da produção têxtil. Para tal, desenvolvemos o programa The List da Inditex que nos ajuda a garantir tanto a limpeza dos processos produtivos como a segurança e a saúde das nossas peças de vestuário”, lê-se no canto inferior direito das peças à venda no site da Zara.

Os lucros conseguidos a partir dos royalties que receberem pela licença de utilização da marca vão ser utilizados para recuperar património livreiro. Inserida neste projeto, terá sido feita a aquisição da histórica Coimbra Editora, que aos 100 anos viu as suas portas fecharem. Assim, a Livraria Lello dá continuação à missão de preservar e valorizar o Livro.

 

Recorde-se que a inauguração daquela que é a Livraria Mais Bonita do Mundo foi em 1906 e contou com a presença de grandes nomes como Guerra Junqueiro e Afonso Costa. Em 2015, para que fosse possível manter a conservação do edifício, foi decidido que se pagaria para entrar na Livraria Lello, valor esse que seria descontado na compra de um livro. Em consequência da aplicação desta taxa, em apenas três meses, as vendas da Lello triplicaram. 

 

27
Jul21

Livraria Lello inspirou novo filme de ação (com um elenco de luxo)

Niel Tomodachi

Lena Headey, Carla Gugino, Angela Bassett e Paul Giamatti são alguns dos nomes que participam em “Gunpowder Milkshake”.

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A histórica e célebre Livraria Lello, no Porto, inspirou um novo filme de ação chamado “Gunpowder Milkshake: Mistura Explosiva”. A produção realizada por Navot Papushado estreou nos cinemas portugueses a 15 de julho e tem um elenco com vários nomes conhecidos.

Lena HeadeyKaren GillanPaul GiamattiCarla GuginoAngela BassettMichelle Yeoh e Ralph Ineson são alguns dos atores que participam nesta história. A narrativa centra-se numa jovem assassina profissional que se tem de reunir com a mãe (com quem não se dá, e que também é uma antiga assassina) e com as suas ex-colegas mortíferas para juntas salvarem uma rapariga de outros assassinos.

Há uma biblioteca bem no centro do enredo. Trata-se de uma fachada e de um sítio de recurso para os assassinos que estão a ser perseguidos — e para aqueles que os estão a caçar. Isto porque ali não se alugam livros — mas sim armas, que estão escondidas no seu interior. E as bibliotecárias não têm propriamente um perfil habitual. Há ainda uma cena final de tiroteio neste espaço.

À revista “Variety”, o designer de produção David Scheunemann revelou que a maior influência para construírem o interior da biblioteca foi a arquitetura e decoração particular da Livraria Lello. “Decidimos não fazer uma biblioteca normal.”

“Só podemos estar felizes e lisonjeados por sabermos que a beleza da Livraria Lello inspirou o cenário do filme onde lemos uma metáfora poderosa: os livros podem ser armas”, diz em comunicado a administradora da Livraria Lello, Aurora Pedro Pinto. “Entrar numa biblioteca ou numa livraria é sempre uma oportunidade única para encontrar armas poderosas, munidas de conhecimento, magia e esperança.”

Em vários países, o filme estreou na Netflix, que adquiriu os direitos de distribuição — em Portugal pode conhecer esta história nos cinemas.

Recorde-se de que, no ano passado, a escritora J.K. Rowling, autora de “Harry Potter”, quebrou o mito de que a sua saga de fantasia tinha sido inspirada na Livraria Lello para a construção de cenários de locais icónicos da narrativa, como a escola de Hogwarts. 

 

01
Jun21

Livraria Lello e Time fazem projeto de homenagem aos Nobel da Literatura

Niel Tomodachi

A livraria Lello, no Porto, inaugurou hoje um projeto "inédito" com a revista Time, que destaca autores laureados pela academia sueca que foram capa da revista norte-americana, e uma sala dedicada ao único Nobel da Literatura em língua portuguesa.

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"Através deste projeto, pretendemos dar visibilidade aos prémios inerentes à literatura, chamar mais uma vez a atenção para a importância do livro e desenvolver a nossa caminhada e a nossa missão de pôr o mundo inteiro a ler e de valorização do livro", disse a presidente do Conselho de Administração da Livraria Lello, Aurora Pedro Pinto.

A instalação artística "Livraria Lello X Time: What Makes a Nobel?", assinada pelo diretor criativo da Time, D.W. Pine, destaca autores que receberam o Nobel, mas também outros que "mereceram honras de primeira página" na Time devido "ao valor 'nobelizável' da sua literatura".

Para D. W. Pine, que hoje se juntou à apresentação do projeto via 'streaming', explicou que esta é a primeira vez que o seu trabalho está em exposição e que está expectante relativamente a reação do público.

A instalação é composta por 12 painéis, nos quais constam capas da revista Time, desde Rudyard Kipling, um dos primeiros Nobel da Literatura, a Toni Morrison, galardoada pela Academia Sueca em 1993, bem como outros autores que mereceram destaque de primeira página, como Virgínia Woolf e William Shakespeare.

O painel dedicado a José Saramago, também da autoria da Time, coloca em foco uma das fotos que poderia ter sido selecionada para destaque de primeira página, à semelhança dos estudos que conduzem à escolha de muitos dos rostos que costumam fazer a capa da Time.

O painel está inserido numa sala exclusivamente dedicada a José Saramago, juntamente com uma serie de títulos do autor português, entre os quais quatro livros editados pela Lello.

A Coleção Saramago resulta de uma parceria editorial com a Porto Editora e as ilustrações das quatro obras -- "Memorial do Convento", "Ensaio Sobre a Cegueira", o "Evangelho Segundo Jesus Cristo" e "As Intermitências da Morte" -- contam com ilustrações de João Maio Pinto.

Na apresentação do projeto, Pilar del Rio, presidente da Fundação José Saramago, considerou que a homenagem é o arranque das comemorações do centenário do escritor, que se assinala em 2022, e lançou um desafio ao diretor criativo da Time.

"Saramago nunca foi capa da Time. Porque não agora? Eu sou jornalista, se quiser posso dar-lhe motivos", disse Pilar del Rio, que pretende aproveitar o centenário para dizer: "Ânimo, somos fortes, podemos ler e, se formos seres cultos, instruídos, ninguém pode connosco. Somos invencíveis".

Também o escritor José Luis Peixoto, Prémio José Saramago, em 2001, considerou o Nobel português "um dos grandes nomes da literatura portuguesa, desde que existe língua portuguesa".

"Somos contemporâneos de José Saramago e, muitas vezes, pode haver uma certa dificuldade de fazer esse reconhecimento, estando tão ligados à pessoa e até à sua obra, que nos diz tanto e de forma tão direta, mas caminhamos para um ponto em que isso é inquestionável", disse.

Ainda segundo José Luís Peixoto, "Saramago é um dos autores mais reconhecidos internacionalmente e isso não é por acaso, tem que ver com o facto de a própria literatura aspirar à universalidade, na medida em que, quando ela sobrevive à tradução, é porque ultrapassa o seu idioma, ultrapassa a sua cultura e, no fundo, fala daquilo que a literatura sempre procura falar que é o que não muda e o que não muda é a natureza humana. Aquilo que todos partilhamos independentemente do lugar onde vivemos e até independentemente do tempo em que vivemos".

"O Premio Literário José Saramago foi o meu Prémio Nobel, independentemente dos prémios que tenha recebido a partir daí e, acredito, independentemente dos prémios que possa vir a receber no futuro. Duvido que possa ter na minha vida um prémio que possa ser mais importante para mim do que foi receber o Premio José Saramago em 2001. Pelo momento em que aconteceu, estava numa situação em que a vida podia seguir vários caminhos e, efetivamente, ter recebido esse prémio mudou, claramente, a minha vida de uma forma que eu, apesar de já ter escrito sobre isso, ainda não sei se sou capaz de compreender completamente", acrescentou.

A Livraria Lello, inaugurada em 1906, recebeu em 2019, no período pré-pandemia, mais de 1,2 milhões de visitantes e vendeu mais de 700 mil livros.

 

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