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Little Tomodachi (ともだち)

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02
Jan23

♣ Desafio Literário 2023

Preparados para o desafio anual do Blog?

Niel Tomodachi

the naturals book on Tumblr

 

Olá, a todos!

Mais um ano passou e voltei com um novo desafio literário para 2023!

Convido todos os que queiram, a fazer parte desta jornada comigo. Podem ir comunicando e sugerindo os livros que vão lendo aqui nos comentários.

Eu irei partilhando como sempre as minhas leituras com todos.

No ano de 2022 tinha me proposto ler 50 livros, mas terminei o ano com 62 livros lidos!!!

Para 2023 decidi tentar ler 55 livros!

 

Preparados?

 

🚩 O DESAFIO!

1.Dois livros publicados em 2023...

2.Primeiro livro de um autor...

3.Um livro recomendado por um amigo ou bookstagrammer...

4.Um livro com mais de 400 páginas...

5.Ler uma Biografia ou Diário...

6.Um livro escrito por uma autora ou autor asiática (o)...

7.Uma trilogia...

8.Um livro com a minha cor favorita...

9.Um livro sobre causas sociais, racismo ou ambiente...

10.Um clássico da literatura...

11.Um livro sobre alimentação saudável ou lifestyle...

12.Um livro que foi ou será um filme...

13.Quatro livros LGBTQIA+...

14.Um livro com menos de 200 páginas...

15.Um livro escrito por dois autores...

16.Um livro de contos...

17.Um livro escrito por uma autora ou autor africano (o)...

18.Um livro de Ficção Científica...

19.Um livro de Poesia...

20.Uma Banda Desenhada...

:::::

Aguardo pelos teus comentários!

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06
Dez22

"É nos livros que me refugio, nos dias bons e menos bons"

Niel Tomodachi

Está aí a Feira do Livro do Porto (com mais de 100 atividades grátis)

Identifico-me muito com esta frase: "É nos livros que me refugio, nos dias bons e menos bons", é nas páginas deles que descolamos numa viagem a lugares longínquos que, muitas vezes, apenas existem na imaginação de quem as lê. E lá nos perdemos, à procura de consolo, de identificação ou de escape para outra dimensão de experiências e relatos.

Só queremos o conforto de outras histórias, que nos afastem da sofrida realidade que experienciámos.

Muitas das vezes, acabámos por encontrar inspiração, e lições que nos enchem de energia para acreditar que tudo pode melhorar e transformar a nossa vida.

 

 E vocês também se refugiam nos livros?

 

08
Nov22

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

Niel Tomodachi

Germano Silva regressa à literatura infantil com “Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto”, uma banda desenhada com ilustrações do portuense Pedro Pires.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

A carismática personagem Tripinhas está assim de volta como narrador de uma BD, depois da série de livros “História da Santa Casa Misericórdia do Porto em Banda Desenhada”.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

Iremos viajar pelo Porto mercantilista do século XVIII, e onde descobriremos algumas curiosidades sobre os marcos arquitetónicos deixados pelo italiano Nicolau Nasoni, que terá começado a trabalhar na cidade invicta em 1725, neste caso com uma série de pinturas na sé catedral.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

Mais uma vez Pedro Pires é o encarregado pelas ilustrações, num trabalho que tem de dar o detalhe e atenção para que tudo seja fiel ao verdadeiro. ” “Tem de dar a ideia de que uma Nossa Senhora do século XVIII não é Nossa Senhora de Fátima, saber que os paramentos dos padres eram diferentes naquela altura.” disse ao jornal Público.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

Já Germano Silva referiu ao Jornal de Notícias que a ideia desta nova história é explicar “que os Clérigos não são apenas a torre” que se tornou símbolo da cidade, e lembra que o arquiteto Nicolau Nasoni está sepultado na Igreja dos Clérigos. “Não se sabe é onde. Esse mistério persiste”.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

O Tripinhas é uma personagem inventada por D. Américo Aguiar, quando pediu a Germano Silva, que tornasse a história da Santa Casa da Misericórdia acessível aos mais jovens. E foi também de uma ideia do bispo auxiliar de Lisboa, que surgiu este “Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto”.

A apresentação ao público foi feita esta sexta-feira, no Porto, pelas 16h.

 

06
Nov22

Braga em Risco: “celebra a ilustração, o livro e a literatura”

O evento comemora os centenários de Maria Ondina de Braga e José Saramago.

Niel Tomodachi

Braga em Risco: “celebra a ilustração, o livro e a literatura” - ComUM

A 6ª edição do Braga em Risco decorre de 5 a 18 de novembro e traz nomes de artistas internacionais e nacionais de relevo no mundo da ilustração. O evento conta com 80 oficinas e 20 exposições individuais e coletivas e, segundo o promotor “celebra a ilustração, o livro e a literatura”.

Diferentes atividades estão programadas para estes dias com vista a dar espaço de descoberta desta arte a diferentes públicos. Workshops, marterclassess, apresentações de livros, sessões de cinema de animação, performances, concertos e visitas guiadas pelas exposições, fazem parte da programação. Os locais por onde vai passar a ilustração nestes dias são a Casa do Crivo, a Galeria e Largo do Paço, o Mercado Municipal, o Museu da Imagem, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e a Livraria Centésima Página.

Segundo anunciado pela organização, esta é a edição com maior número de participações de artistas internacionais. Joanna Concejo, polaca, Nathalie Minne, francesa, Marina Gibert, espanhola, Alexandre Rampazo, brasileiro e Nastya Varlamova, russa, são alguns dos nomes sonantes desta edição.

Os destaques do programa deste ano são a comemoração de dois centenários de: Maria Ondina de Braga e José Saramago. Maria Ondina dá nome á exposição “Braga 22×22 – Ondina Ilustrada” que consiste em 22 trabalhos que desencadeiam 22 narrativas visuais para dar voz à obra da autora “O jantar chinês e outros contos”. A memória de José Saramago é relembrada através da leitura e exploração do seu livro de renome “A maior flor do mundo” conduzida pelo ilustrador Carlo Giovani com alunos de escolas bracarenses.

O lançamento da exposição coletiva “De Braga a Corunha num Risco” promete trazer um sabor da Galiza à cidade. A música está representada neste evento com o festival de música Indie “Indiegesto”, promovido pela Plataforma do Pandemónio, e conta com quatro concertos diferentes.

“Ruas do Risco” é uma das principais novidades desta edição e consiste na exploração artística das ruas do centro histórico com o objetivo de promover a paixão pela ilustração e o envolvimento do público no processo criativo. A exposição conta ainda com quatro mercados de arte que vão ter lugar nos dois sábados e domingos do festival com o intuito de partilhar trabalhos da área.

Antecipando a abertura oficial ao público vários artistas dinamizaram atividades e projetos alusivos à ilustração e arte nas diversas escolas da cidade.

 

Source: https://www.comumonline.com

 

13
Set22

Carlos Tê abre nova temporada do Porto de Encontro

Niel Tomodachi

O ciclo de conversas com escritores Porto de Encontro arranca a sua 11ª temporada já neste sábado, dia 17, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, com a estreia de Carlos Tê como convidado.

Novo romance de Carlos Tê, "Arquibaldo", vai estar em destaque no encontro com o autor

O auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, recebe neste sábado, às 17 horas, o autor Carlos Tê, numa sessão que marca o início da 11.ª temporada do Porto de Encontro e o lançamento de "Arquibaldo", romance agora publicado pela Porto Editora.
O letrista e escritor portuense é o protagonista desta conversa com o jornalista Sérgio Almeida, que conta com a participação especial de João Gobern e leituras de António Durães.

Licenciado em Filosofia, Carlos Alberto Gomes Monteiro tornou-se um dos mais reconhecidos letristas portugueses pela sua longa parceria com Rui Veloso, iniciada em 1980 com o seminal "Ar de Rock". Da "Rapariguinha do Shopping" a "Chico Fininho", as palavras de Carlos Tê ficaram gravadas na memória dos portugueses e marcaram ainda discos de bandas e artistas como Jafumega, Clã, Cabeças no Ar, Canto Nono com José Mário Branco, Jorge Palma, Estrada Branca, Mônica Salmaso e José Pedro Gil.

Além da presença no mundo da música, tem vindo a publicar diferentes géneros literários - "O Voo Melancólico do Melro"(romance), "Contos supranumerários" (contos), "Penso sujo" e "Cimo de Vila" (poesia) e "Três peças em volta de canções" e "Um monólogo sobre futebol" (teatro).

Mais de vinte anos volvidos da publicação de "O Voo Melancólico do Melro" (Assírio & Alvim, 1999), "Arquibaldo" marca o seu regresso à narrativa de longo fôlego. Poderoso testemunho sobre a necessidade de lembrar, sobre as razões de viver, amar e ter compaixão, a obra estará em destaque nesta sessão.

Parte da vida cultural da cidade desde 2011, este ciclo de conversas reuniu mais de 21.000 espectadores em 88 edições realizadas em diversos espaços da cidade, como o Teatro Rivoli, a Casa das Artes, a Casa da Música a Biblioteca Almeida Garrett ou o Teatro Nacional São João.

 

02
Ago22

Dicionário de Literatura Gay ambiciona incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa

Texto by esQrever

Niel Tomodachi

Dicionário de Literatura Gay ambiciona incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa

A 7.ª edição do Dicionário de Literatura Gay de Portugal, uma obra de referência inédita e indispensável, é a primeira edição completa, que inclui todos as entradas de “A” a “Z”. Conta com 1016 verbetes principais, sobre livros, autorias, personagens, contos, poemas, revistas, livrarias e outras referências literárias, bem como inúmeros verbetes temáticos e aquela que será talvez a primeira proposta sistemática de uma cronologia da literatura LGBTQ+ de Portugal.

A literatura de temática LGBTQ+, como categoria, depois de nos primeiros anos do século XXI ter emergido brevemente da “longa noite sexual do Estado Novo” e dos “primeiros anos do Portugal democrático”, nas palavras de Fernando Curopos, tem vindo a ser de novo “remetida para a invisibilidade” nos catálogos das editoras, nas prateleiras das bibliotecas e livrarias, e nas secções dos jornais e revistas. Foi essa a razão que motivou a compilação deste Dicionário de Literatura Gay, para incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa, com as quais as pessoas LGBTQ+ se possam identificar, nas quais se possam rever e que as ajudem a compreender-se melhor ou a serem melhor compreendidas.

Este é um livro para quem gosta de literatura de temática LGBTQ+, para quem procura um livro infantil ou juvenil sobre orientação sexual ou identidade de género, para quem ouviu falar de um certo romance e quer saber mais antes de o comprar, quem quer ficar a conhecer melhor a autoria de um livro, quem gosta de história queer de Portugal, quem investiga sobre temática LGBTQ+ e pretende reunir bibliografia relevante.

Dicionário de Literatura Gay ambiciona incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa

FICHA TÉCNICA DO DICIONÁRIO DE LITERATURA GAY

Título: Dicionário de Literatura Gay: 7.ª edição (2022) de “A Alma Trocada” a “Zona Livre”
Páginas: 549
Editora: INDEX ebooks
Data de lançamento: 1 de agosto de 2022
Edições: capa mole, capa dura e e-book (lojas Amazon, Google Play, Apple, Kobo, Wook, Bertrand)
Mais informações: http://www.indexebooks.com/dicionario

 

(S)

 

26
Jun22

Clássicos da Literatura regressam em banda desenhada

Niel Tomodachi

Segunda série inclui "Auto da Barca do Inferno" por autores portugueses.

image.jpg

A coleção "Clássicos da Literatura em BD" está de regresso para uma segunda série, a partir de dia 28 deste mês. Com distribuição em bancas e nalgumas livrarias, este projeto da editora Levoir e da RTP anuncia mais 16 volumes.

"Vinte mil léguas submarinas", uma adaptação do romance de Jules Verne, assinada pelos italianos Fabrizio Lo Bianco e Francesco Lo Storto, abre a coleção que, mensalmente, irá igualmente propor versões aos quadradinhos de "Sandokan", de Emílio Salgari, "Madame Bovary", de Flaubert, "Quo Vadis", de Henryk Sienkiewicz, "Os Miseráveis", de Victor Hugo, "A Guerra dos Mundos", de H. G. Wells, "Guerra e Paz", de Tolstoi, ou "Os Desastres de Sofia", da Condessa de Ségur, sendo que nalguns casos as adaptações se estendem por dois livros.

O volume 30, que irá encerrar esta segunda vida da coleção, será uma adaptação do "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente, por um duo de autores portugueses, cujos nomes ainda não foram divulgados.

Baseado numa coleção similar francófona, os "Clássicos da Literatura em BD" tiveram uma primeira série de 14 volumes, entre Setembro de 2020 e Novembro de 2021, entre os quais "Os Maias", adaptados pelo português José de Freitas e o ilustrador espanhol Canizales, e "Amor de Perdição", revisitado por João Miguel Lameiras e Miguel Jorge.

A coleção é composta por volumes de capa dura, com 56 páginas, que incluem a versão em banda desenhada do clássico da literatura e um dossier sobre a vida e a obra do autor original, numa perspetiva histórica, ao preço de 13,90 €.

Aproveitando esta segunda vida, a editora anunciou a reimpressão dos primeiros cinco títulos, já esgotados: "A volta ao mundo em 80 dias", de Júlio Verne, "Alice no País das maravilhas", de Lewis Carroll, "Odisseia", de Homero, "Tom Sawyer", de Mark Twain e "Oliver Twist", de Charles Dickens.

 

24
Mai22

Tigre de Papel: a livraria independente de Lisboa que é obrigatório conhecer

Niel Tomodachi

Abriu em 2016 e tanto vende livros novos como clássicos. O espaço acolhe ainda eventos diversos, sobretudo ligados à literatura.

É em Arroios, em Lisboa, que fica a Tigre de Papel, uma das mais conceituadas livrarias independentes da cidade. Abriu portas em junho de 2016 e desde então mantém-se como uma referência — sobretudo para os leitores mais dedicados, curiosos e interessados em edições independentes e de autor.

“Na raiz está uma espécie de projeto a dois, que resultou de uma série de conversas com um amigo de há muitos anos, o Bernardino Aranda, que já tinha experiência de trabalho em livrarias e papelarias, no negócio dos livros escolares, etc.”, explica à NiT o gerente da Tigre de Papel, Fernando Ramalho.

“Em conversa foi surgindo esta questão de eventualmente podermos, a dada altura, ter uma livraria, com determinadas características, com certo perfil literário, de seleção de livros, e ao mesmo tempo um espaço onde pudessem acontecer alguns eventos”, acrescenta. “Entretanto foram-se juntando outras pessoas — a minha colega Rita, outros que foram entrando e saindo — e em junho de 2016 abriu a Tigre de Papel.”

Fernando Ramalho destaca uma série de vertentes que acabam por diferenciar a Tigre de Papel. “Tínhamos três ou quatro ideias que usámos mais ou menos como base: uma é a questão de vendermos livros novos e usados, sem que no espaço da organização da livraria haja uma distinção clara entre os dois. Ou seja, os livros estão misturados, há uma divisão normal temática e por género.”

O espaço acolhe vários eventos.
 
 

E acrescenta: “não é tanto aquela lógica das livrarias de alfarrabista, que existem e têm o seu papel e que se centram sobretudo naquela ideia da circulação dos livros mais raros e difíceis de encontrar — numa lógica quase de colecionador e de pesquisa muito dirigida. Aqui, de vez em quando, aparecem alguns desses livros, mas no geral a nossa lógica é fazer circular os livros. É vendê-los a um preço acessível e sublinhar a ideia de que um livro depois de ser lido continua vivo. Pode passar para outras mãos, para outras pessoas e é isso que nos interessa com esta atividade dos livros em segunda mão, procurando que tenham um preço suficientemente acessível para que continuem a circular”.

Fernando Ramalho conta que várias pessoas se dirigem à Tigre de Papel para venderem ou oferecerem livros que têm em casa e de que já não precisam. “Nos livros novos também procuramos que a oferta livreira se centre sobretudo nas editoras independentes, mais pequenas, temos muitas edições de autor que dificilmente se encontrarão nas grandes superfícies livreiras. Eventualmente será uma diferença em relação a outras livrarias que existem pela cidade. Não nos fazia sentido criar uma livraria que fosse igual às grandes.”

Outra das vertentes tem a ver com a programação regular que a Tigre de Papel acolhe no seu espaço. Por ali costumam acontecer lançamentos e apresentações de livros, debates, encontros, atividades para os miúdos, projeções de filmes ou concertos. 

Tem livros novos e usados.
 
 

“Quem tenha interesse em organizar atividades aqui terá sempre muita facilidade e abertura da nossa parte. É só uma questão de vermos se se adequa ao tipo de programação que temos — regra geral, sim — e, por outro lado, se é possível conciliar as datas e os horários. Mas tem acontecido muito. À medida que a livraria vai ficando um pouco mais conhecida, as pessoas acabam por nos vir propor fazer cá atividades”, explica Fernando Ramalho.

Entre julho e setembro, a Tigre de Papel aposta também nos livros escolares. “É um tipo de livros que já muito poucas livrarias têm. Ou seja, durante muitos anos era onde se compravam os livros escolares. Depois, com a concentração do mercado livreiro, as grandes editoras passaram a ter os próprios meios de venda dos livros e o negócio foi ficando cada vez mais difícil e menos rentável. Por isso, muito poucas livrarias subsistiram com essa atividade. No nosso caso havia esta experiência passada e resolveu-se aproveitá-la e mantê-la aqui.”

A Tigre de Papel expandiu a sua atividade ao criar uma pequena editora, que entretanto também se tornou numa distribuidora. “Permite-nos manter um contacto muito regular com as outras livrarias independentes que existem em Lisboa e no resto do País — e que nos dá a oportunidade de editar alguns livros de que gostamos e que achamos que devem ser publicados e estarem disponíveis.”

A Tigre de Papel pode ser seguida no Facebook e no Instagram, sendo que no site oficial encontrará mais informação sobre a livraria e os respetivos projetos. Está aberta todos os dias — durante a semana, entre as 10 e as 20 horas; aos fins de semana, entre as 10 e as 18 horas. Se não se quiser deslocar ao espaço, pode encomendar livros para casa.

 

22
Mai22

Poesia e literatura infantil são para "despertar emoções"

Niel Tomodachi

A poesia e a literatura infantil têm a mesma natureza, mas modos diferentes de expressão e um compromisso de não servirem para nada, a não ser "despertar emoções" nos leitores, disse à agência Lusa o escritor Álvaro Magalhães.

Poesia e literatura infantil são para "despertar emoções"

Com mais de uma centena de livros publicados e alguns milhões de exemplares vendidos, Álvaro Magalhães está a celebrar 40 anos de vida literária, a contar desde a edição de "Uma história com muitas letras", de 1982.

A assinalar a data redonda, a Porto Editora reedita este mês o livro de poesia ilustrado "O Brincador", intitulado com um dos poemas mais conhecidos de Álvaro Magalhães e com ilustrações de Cátia Vidinhas.

Álvaro Magalhães, nascido no Porto, tem 70 anos, começou por escrever poesia, que lançou em edição de autor, mas está vinculado desde os anos 1980 à literatura denominada infantil e juvenil, porque é direcionada para crianças e jovens, embora o autor sempre diga que o que faz é para todos.

Em quatro décadas, não sabe bem já quantos livros editou -- "é à volta de 120" -, entre conto, poesia e álbum ilustrado, incluindo várias séries de enorme sucesso, como "Triângulo Jota", que, segundo ele, nos anos 1990 terá vendido pelo menos dois milhões de exemplares, e as recentes "O estranhão" e "Os Indomáveis FC".

Tal como tantos outros autores, começou a inventar histórias para a filha, porque a paternidade o levou a uma "imersão no mundo da infância", no território do espanto, da brincadeira e da curiosidade, onde diz estar ainda hoje.

"De repente comecei a mergulhar mais naquilo e a perceber que a literatura infantil, tal como a entendia, não era diferente da poesia. Têm a mesma natureza, mas com modos de expressão diferente. Eu sentia que encontrava mais o poético quando escrevia literatura infantil do que quando escrevia poesia. Ficava saciado dessa necessidade de escrever poesia", afirmou.

Venceu vários prémios literários, que lhe serviram de estímulo para continuar a publicar, e, por altura da série "Triângulo Jota", passou a viver apenas da escrita.

Além da filha, Álvaro Magalhães identifica ainda duas outras pessoas que o levaram para este universo: A escritora e editora Ilse Losa, que o estimulava a escrever, e o autor e amigo Manuel António Pina.

"Ele é que fundou a modernidade na literatura infantil. Até aí não existia nada. Ele é que nos mostrou que havia vida em Marte, que havia um mundo de possibilidades, [...] uma literatura gratuita, feita de jogo de palavras, de explorações semânticas, linguísticas. Ele foi o fundador", disse.

Da infância, Álvaro Magalhães recorda que não teve o estímulo familiar para a leitura: "Tive por mim. Eu tinha necessidade e vontade, mas não encontrava os livros em casa. O que havia na minha casa de leitura disponível era o Jornal de Notícias e tinha uma página literária que me atraía bastante, quase tanto como uma página de desporto, de futebol".

Hoje, nas horas diárias que dedica à escrita, ainda tem à mão alguns dos livros afetivos, auxiliares para desentorpecer a criatividade.

"A ilha do tesouro", de Robert Louis Stevenson, as séries de "Os cinco" e "Os sete", de Enid Blyton, "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, são algumas referências, mas acima deles está "Joanica-Puff", de A. A. Milne.

"Uma pessoa lê um bocadinho -- já o li dezenas de vezes -- e aquilo dava-me um tom para escrever e para sintonizar com a criatividade", disse.

Ao fim de 40 anos, Álvaro Magalhães diz que ainda é um "brincador, um outro nome do poeta, o que nunca parou de brincar", mas para ele, a poesia "não é para compreender".

"É estúpido e inútil o esforço que as pessoas fazem para compreender. É para ser ouvida como uma espécie de música e depois em cada leitor causa uma impressão diferente", disse.

E a literatura não é para ensinar nada.

"A literatura infantil está muito contaminada de equívocos e erros, e pessoas que usam a literatura infantil não como literatura, mas para ensinar coisas, para a pedagogia. Às vezes há coisas muito boas, cheias de boas intenções, que devem ser ensinadas aos mais novos, mas não é através da literatura, isso é um desperdício. A literatura não é para ensinar. [...] É para despertar emoções, para avivar coisas que tens dentro de ti. A literatura faz-se dentro de cada um. Um texto tem um milhão de leituras se tiver um milhão de leitores", defendeu.

De acordo com a Porto Editora, coincidindo com os 40 anos literários, Álvaro Magalhães editará ainda em junho um novo volume da série "Os Indomáveis FC" e em outubro outro.

Em junho sairá uma nova edição de "O circo das palavras voadoras", com ilustrações de Sebastião Peixoto, e que é uma revisitação do livro de estreia, "Uma história com muitas letras".

A coleção "O estranhão" terá novo volume em outubro.

 

18
Mai22

Lisboa acolhe mais de 30 escritores no programa literário Disquiet

Niel Tomodachi

Lisboa acolhe, a partir de 26 de junho, a 10.ª edição do Disquiet - Programa Literário Internacional, que contará com mais de 40 escritores portugueses e norte-americanos, anunciou hoje o Centro Nacional de Cultura (CNC).

Lisboa acolhe mais de 30 escritores no programa literário Disquiet

Este é um regresso da iniciativa, depois de uma interrupção de dois anos, por razões sanitárias relacionadas com a covid-19.

Entre os participantes, está prevista a presença dos escritores Ondjaki, Ana Margarida de Carvalho, Djaimilia Pereira de Almeida, Patrícia Portela, Patrícia Reis, Teolinda Gersão, Ana Paula Tavares, Jacinto Lucas Pires, Yara Monteiro, Susana Moreira Marques, Matilde Campilho e Rui Cardoso Martins, entre os autores de língua portuguesa.

Da parte norte-americana foram anunciados Tayari Jones, Ben Lerner, Maaza Mengiste, Danielle Evans, Shayla Lawson, Gabriel Bump, T Kira Madden, Katherine Vaz, Richard Zenith e ainda Jennifer Acker, e os editores da revista Granta.

O CNC acrescenta que estão "previstas sessões de trabalho dirigidas por Jensen Beach, Deanne Fitzmaurice, Arthur Flowers, Annie Liontas, Cyriaco Lopez e Terri Witek".

O programa Disquiet - Programa Literário Internacional "parte do princípio que a imersão numa cultura estrangeira, num ambiente diferente do habitual, e a consequente quebra de rotinas, tendem a estimular a criatividade, abrindo novas perspetivas e novos ângulos de interpretação do mundo que nos rodeia, resultando num indubitável enriquecimento para todos aqueles que nele participam", lê-se no comunicado do CNC, hoje divulgado.

A iniciativa realiza-se desde 2011, e, este ano, as sessões públicas decorrem essencialmente na zona da Baixa-Chiado da capital portuguesa, designadamente, na sede do CNC, no Teatro São Luiz, no edifício da revista "Brotéria", na Fundação José Saramago, no Teatro Nacional de São Carlos, no Claustro do Museu de São Roque, no Grémio Literário e na Fundação Luso-Americana de Desenvolvimento, no bairro da Lapa, que apoia a iniciativa.

Após Lisboa, que termina a 08 de julho, realiza-se "imediatamente" uma residência Literária em loulé, no Algarve, (Dis)Quiet Loulé, "durante a qual um grupo mais reduzido de escritores terá oportunidade de escrever e de se conhecer melhor, aproveitando a experiência intensa que viveram durante o programa em Lisboa e em contraponto com a mesma".

 

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