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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

25
Set22

"Golden Boys" de Phil Stamper

Niel Tomodachi

Por vezes é preciso sair da zona de conforto para encontrar a nossa verdadeira essência

Wook.pt - Golden Boys

Sobre o Livro:

Golden Boys é um romance emocionalmente retumbante sobre sonhos, amizade, romance e desejos profundos.

Gabriel, Reese Sal e Heath são grandes amigos e estão prestes a embarcar numa jornada única. Os quatro perseguem o seu sonho, o que os leva a destinos tão diferentes como Boston, Washington ou Paris. O que significará este tempo de novas experiências e viagens reveladoras para cada um deles e para a sua amizade?

Uma história doce e envolvente sobre as dores de crescimento que explora questões como a identidade, o papel e a importância da família que forjamos e a complexidade de amar o melhor amigo.

 

Sobre o Autor:

Phil Stamper estudou Música e Escrita Criativa nas universidades de Dayton e Kingston. É autor, entre outras obras, do bestseller The Gravity of Us e As Far As You’ll Take Me. Atualmente trabalha no mundo editorial em Nova Iorque.

 

«Uma bela carta de amor a um verão mágico em que tudo muda –caloroso, sagaz e jovial.»
Simon James Green, autor de Alex in Wonderland

«Este romance marcou o meu coração da melhor maneira possível.»
Jenna Evans, autora de AMOR E GELATO

«Uma história envolvente sobre quatro jovens que se apoiam uns aos outros nos primeiros passos longe de casa e da familiaridade, enfrentando desafios familiares, românticos e vocacionais.»
Publishers Weekly

 

16
Set22

Festival Queer Lisboa começa hoje com uma fantasia musical em português

Niel Tomodachi

O filme 'Fogo-Fátuo', uma fantasia musical de João Pedro Rodrigues na qual entram um príncipe, bombeiros e o flagelo dos incêndios em Portugal, abre hoje o festival de cinema Queer Lisboa.

Festival Queer Lisboa começa hoje com uma fantasia musical em português

'Fogo-Fátuo' chega ao Queer Lisboa, em antestreia no cinema São Jorge, depois de uma elogiada estreia internacional no festival de Cinema de Cannes (França) e numa altura em que também faz parte do festival de Toronto, a decorrer no Canadá.

O filme, que se estreia nos cinemas no dia 29, é uma comédia sobre um príncipe português que quer ser bombeiro para ajudar o país a combater os incêndios que devastaram parte do território, mas é também uma sátira social sobre Portugal.

Mauro Costa e André Cabral protagonizam 'Fogo-Fátuo', à frente de um elenco que conta ainda com Joel Branco, Oceano Cruz, Margarida Vila-Nova, Miguel Loureiro, Teresa Madruga, Paulo Bragança, Cláudia Jardim, Joana Barrios, entre outros.

A 26.ª edição do Queer Lisboa propõe, até ao dia 24, uma programação de filmes que ajudam o espectador a pensar sobre a construção do conceito 'queer' no passado e no presente, e sobre a importância da memória nessa reflexão, como afirma a direção no programa oficial.

Entre as escolhas deste ano está a produção paquistanesa 'Joyland', de Saim Sadiq, duplamente premiada este ano em Cannes, sobre um romance entre um rapaz e uma rapariga transgénero, que abala os alicerces de uma família patriarcal, e 'Três Tristes Tigres', do brasileiro Gustavo Vinagre, em torno de três adolescentes numa cidade distópica.

Ainda sobre o Brasil, o festival realça ainda a seleção de 'Corpolítica', de Pedro Henrique França, que acompanha as candidaturas de pessoas LGBTQI+ nas eleições de 2020. O realizador estará em Lisboa a apresentar o filme.

O foco deste ano do programa 'Hard Nights' incide "em duas figuras peculiares na produção de obras explícitas": Fred Halsted, "o lendário ator e realizador de pornografia gay e figura de culto dos anos 1970", e Mahx Capacity, fundador do estúdio AORTA films.

O encerramento do Queer Lisboa será com o documentário 'Esther Newton Made Me Gay', da realizadora Jean Carlomusto, sobre a antropóloga social e ativista lésbica Esther Newton.

Depois do Queer Lisboa acontecerá o Queer Porto, de 29 de novembro a 04 de dezembro.

 

08
Set22

Já pode ver o trailer do novo filme de Harry Styles onde interpreta um polícia

Niel Tomodachi

O músico tem viagem marcada para Portugal no próximo ano, mas antes vai poder vê-lo no streaming.

Harry Styles continua a afirmar-se como um artista tanto na área da música como da representação. Nas últimas semanas  atuado em Nova Iorque, nos EUA e está também a promover o filme “Não te Preocupes Querida”, realizado pela namorada Olivia Wilde, no Festival de Cinema de Veneza. E esta quarta-feira, 7 de setembro, foi lançado o trailer do seu próximo filme.

Chama-se “My Policeman” e é uma produção dirigida por Michael Grandage que vai estrear na Amazon Prime Video a 4 de novembro. Harry Styles interpreta o polícia Tom, que irá protagonizar uma história ao lado da professora Marion e do curador de museus Patrick, com quem manterá uma (proibida) relação homossexual. Está prometida uma jornada emocional pelo Reino Unido dos anos 50, sendo que a narrativa também se prolonga até à década de 90.

O elenco inclui ainda nomes como Emma CorrinDavid Dawson ou Andrew Tiernan. O enredo baseia-se no livro homónimo de Betan Roberts, publicado em 2012. Depois de ter atuado a 31 de julho na Altice Arena, em Lisboa, Harry Styles já tem regresso marcado para Portugal. O músico britânico vai tocar no Passeio Marítimo de Algés a 18 de julho de 2023. O espetáculo já se encontra esgotado.

 

13
Ago22

"Ser gay não é uma doença". Uma mensagem para os médicos do Vietname

Niel Tomodachi

Comunidade LGBTI+ do Vietname saiu à rua para acabar com a discriminação.

"Ser gay não é uma doença". Uma mensagem para os médicos do Vietname

"Ser gay não é uma doença". Esta foi a mensagem transmitida pelo Vietname aos seus profissionais de saúde, para que se acabe com a discriminação contra a comunidade LGBTI+.

Os ativistas disseram à AFP, na terça-feira, que a sua manifestação foi um grande passo em frente para os direitos LGBTI+ na nação do sudeste asiático, onde os homossexuais, bissexuais e transgéneros há muito se sentem marginalizados.

Num documento oficial publicado na semana passada , o ministro da Saúde declarou que "a homossexualidade não podia ser curada, não precisa de ser curada e é algo que não se pode mudar". 

O documento insta os profissionais médicos a respeitarem o género e a orientação sexual de cada pessoa, depois de terem recebido relatórios de médicos que afirmam poder tratar minorias de género.

Note-se que, embora o Vietname seja visto como um país relativamente avançado nas questões LGBTI+ em comparação com alguns outros países da Ásia, a desinformação sobre orientação sexual e identidade de género é generalizada.

31
Jul22

"Filthy Animals" de Brandon Taylor

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

A group portrait of young adults enmeshed in desire and violence, a hotly charged, deeply satisfying new work of fiction from the author of Booker Prize finalist Real Life

In the series of linked stories at the heart of Filthy Animals, set among young creatives in the American Midwest, a young man treads delicate emotional waters as he navigates a series of sexually fraught encounters with two dancers in an open relationship, forcing him to weigh his vulnerabilities against his loneliness. In other stories, a young woman battles with the cancers draining her body and her family; menacing undercurrents among a group of teenagers explode in violence on a winter night; a little girl tears through a house like a tornado, driving her babysitter to the brink; and couples feel out the jagged edges of connection, comfort, and cruelty.

One of the breakout literary stars of 2020, Brandon Taylor has been hailed by Roxane Gay as "a writer who wields his craft in absolutely unforgettable ways." With Filthy Animals he renews and expands on the promise made in Real Life, training his precise and unsentimental gaze on the tensions among friends and family, lovers and others. Psychologically taut and quietly devastating, Filthy Animals is a tender portrait of the fierce longing for intimacy, the lingering presence of pain, and the desire for love in a world that seems, more often than not, to withhold it.

 

Sobre o Autor:

Brandon Taylor is the senior editor of Electric Literature's Recommended Reading and a staff writer at Literary Hub. His writing has received fellowships from Lambda Literary Foundation, Kimbilio Fiction, and the Tin House Summer Writer's Workshop. He holds graduate degrees from the University of Wisconsin-Madison and the University of Iowa, where he was an Iowa Arts Fellow at the Iowa Writers’ Workshop in fiction. 

 

29
Jul22

Nova série de Neil Patrick Harris é uma espécie de “O Sexo e a Cidade” do mundo gay

Niel Tomodachi

“Uncoupled” estreia esta sexta-feira na Netflix. É do criador do super êxito “Emily em Paris”.

Chama-se “Uncoupled” e é a nova série de Darren Star, o homem por trás de “O Sexo e a Cidade” e “Emily em Paris”. A produção de oito episódios, criada em colaboração com Jeffrey Richman, estreia esta sexta-feira, 29 de julho, na Netflix.

O protagonista é Michael Lawson (Neil Patrick Harris), um agente imobiliário bem-sucedido de Nova Iorque, habituado a vender penthouses por milhões de dólares. Michael está com o companheiro Colin há 17 anos. Contudo, na noite do 50.º aniversário de Colin, quando Michael lhe prepara uma extravagante festa de supresa, o parceiro decide abandoná-lo e terminar a relação de forma fria.

O que resta é um Michael destroçado que se terá de deparar com um admirável mundo novo que não compreende — o dos encontros amorosos, passados quase 20 anos. Agora há aplicações para conhecer pessoas, redes sociais e fotos íntimas enviadas em chats.

O enredo acompanha a jornada de Michael, ora cómica ora dramática, enquanto conhece pessoas que lhe falam desde tratamentos preventivos da SIDA até botox no anús, passando pela discussão sobre o uso ou não de preservativos. Michael só queria mesmo conviver em casa com Colin — alguém que, compreensivelmente, vai demorar a esquecer.

“Uncoupled” está a ser bastante comparada a “O Sexo e a Cidade”. Nesta história, Michael acaba por representar o papel de Carrie Bradshaw, enquanto Colin é, claro, Big. O protagonista tem ainda os seus melhores amigos Billy e Stanley — que partilham características com Charlotte, Samantha ou Miranda —, além da sua parceira de negócios Suzanne.

Não só os temas são idênticos, como o imaginário é semelhante. Toda a série de “Uncoupled” se passa entre a elite económica nova-iorquina, de personagens que vivem em apartamentos em arranha-céus deslumbrantes, onde não há necessidade de se falar sobre classes sociais ou política. 

Tudo isso fica posto de parte para que os espectadores apenas se concentrem na vida amorosa de Michael. As diferenças geracionais também estarão em destaque, enquanto o protagonista se vai cruzando com algumas pessoas mais novas. 

Além de Neil Patrick Harris, cujo papel está a ser bastante elogiado, o elenco de “Uncoupled” inclui nomes como Emerson BrooksNic RouleauColin HanlonJonah PlattIván Amaro BullónTisha CampbellTuc WatkinsBrooks Ashmanskas ou Jay Santiago, entre outros.

 

03
Jul22

"Tudo o que Restou de Nós" de Adam Silvera

Niel Tomodachi

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Sobre o Livro:

O Griffin acaba de perder o seu primeiro amor num trágico acidente. O Theo era o seu melhor amigo, o seu ex-namorado e a pessoa com quem se via a passar o resto da vida. Apesar de terem terminado o namoro uns meses antes, e de o Theo ter uma nova relação com o Jackson, o Griffin continuava a acreditar que iriam acabar por ficar juntos.

Agora, arrasados com a perda, o Griffin e o Jackson aproximam-se, numa tentativa de reavivarem as memórias que partilham da pessoa que ambos amaram. Mas à medida que as conversas correm, verdades vêm à tona e o efeito é devastador.

Para conseguir reconstruir a sua vida, o Griffin terá de confrontar o passado e todas as histórias que viveu com o Theo. de contrário, poderá colocar em risco a sua felicidade e o seu próprio futuro!

 

Sobre o Autor:

Adam Silvera nasceu e cresceu em Nova Iorque. Já trabalhou como livreiro, gestor de comunidades e de redes sociais, e ainda como crítico de livros para crianças e jovens adultos.
É autor de vários bestsellers.
Vive em Los Angeles, EUA, e é alto porque sim.

 

28
Jun22

Os melhores destinos LGBTI+ na Europa

Niel Tomodachi

Eis uma lista com as dez melhores cidades.

Saiba quais são os melhores destinos LGBTI+ na Europa

Viajar enquanto pessoa parte da comunidade LGBTI+ não precisa de ser uma experiência difícil porque existem muitas cidades europeias que recebem todos de braços abertos. O The Guardian criou uma lista com as dez melhores mesmo a tempo de celebrar o Pride. 

 

Malta

O primeiro destino na lista é Malta, pioneira, na União Europeia, na proibição de terapias de conversão. O The Guardian recomenda duas cidades: Valeta e Rabat. O Monaliza Lounge, um drag bar e o Number 11, um boutique hotel só para adultos, são algumas das sugestões. Por lá o Pride celebra-se durante uma semana entre 7 e 17 de setembro.  

 

Irlanda

A seguir vem a Irlanda que, em 2015, se tornou no primeiro país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo através de referendo nacional. Segundo o meio de comunicação é em Dublin que o espírito de inclusão se sente mais. Por lá, o Pride celebra-se até ao fim do mês, mas o artigo menciona outras coisas como a Gutter Bookshop, cujo nome remete para uma citação de Oscar Wilde e a Farrier & Draper, onde se organiza, todas as semanas uma 'big gay disco'. 

 

Dinamarca

A terceira posição é ocupada pela Dinamarca, mais concretamente Copenhaga, que é chamada, pelos locais, 'o bairro LGBTQ+ da Escandinávia'. O The Guardian sugere um brunch no Oscar bar and cafe, antes de uma cerveja num dos bares gay mais antigos da Europa, o  Centralhjornet. O Pride acontece em agosto (15 a 21) e o MIX Copenhagen LGBTQ Film Festival, vai de 21 a 30 de outubro. 

 

Edinburgo

Edinburgo é, segundo o autor do artigo, uma escolha clássica e segura para pessoas LGBTQ+. Glasgow é a cidade a visitar graças aos seus "bairros diversos". Pode sentar-se e beber uma cerveja no bar gay mais antigo da cidade, o The Waterloo, ou divertir-se no Underground, que tem noites de karaoke e de atuações de drag.

 

Itália 

Apesar de Itália não ser um dos países mais progressivos da Europa, o autor abriu uma exceção para Milão, onde se encontram muitos casais do mesmo sexo. Em Porta Venezia encontra diferentes negócios 'queer' como o restaurante Leccomilano, o Bar Basso e cafe-bar Blanco. O Pride acaba dia 2 de julho com uma parada gay. 

 

Reino Unido

Em Birmingham, o Pride festeja-se nos dias 24 e 25 de setembro, antes disso são muitos os eventos na agenda para um verão LGBTQ+. A cidade inglesa conta com uma 'Gay Village', em Hurst Street com muitos bares e cafés. O restaurante Topokki ou o bar lésbico The Fox são algumas sugestões. 

 

Grécia

As ilhas do Mediterrâneo são, segundo o The Guardian, uma espécie de 'lugar seguro' para os viajantes LGBTQ+. Mykonos acolhe, anualmente, um festival de dança gay, chamado XLSIOR, que este ano acontece entre 17 e 24 de agosto. Alguns dos hotspots da ilha são o restaurante Jackie O, os bares Porta ou Kastro’s e o hotel Super Paradise. 

 

Finlândia 

A Finlândia é a terra natal de um conhecido 'herói gay': o Tom of Finland. O artista revolucionou o país, durante a década de 70, quando a homossexualidade era ilegal. O The Guardian aconselha uma ida a Helsínquia onde o Pride se festeja entre 27 de junho e 3 de julho. Descubra sítios como o Street Pride ou o Kvääristö, um local pensado para mulheres 'queer', transgénero ou pessoas não-binárias.

 

Bélgica 

É um dos países que mais protege as pessoas LGBTQ+ e, por isso, merece lugar nesta lista. Apesar de Bruxelas ser a 'capital queer', o The Guardian recomenda uma visita à Antuérpia, uma cidade muito inclusiva. O roteiro de paragens obrigatórias passa pela única livraria LGBTQ+ da região, a Kartonnen Dozen e o club de fetiches The Boots. As celebrações do Pride estão marcadas para os dias entre 10 e 15 de agosto. 

 

Espanha

A capital de Espanha é a cidade do país é a que melhor recebe pessoas LGBTQ+. Em Madrid o orgulho gay é comemorado entre 1 e 10 de julho e é o segundo maior do mundo, ficando apenas atrás de São Francisco, nos Estados Unidos. O Chueca, é o bairro gay de Madrid. Lá pode assistir a espetáculos de drag no LL Bar e comer no Mercado San Antón.

 

28
Jun22

Livraria Aberta quer ajudar a resgatar a história 'queer' em Portugal

Niel Tomodachi

A Livraria Aberta, no Porto, que na terça-feira celebra o primeiro aniversário, usa a curadoria de livros e avança para a edição própria para resgatar a história 'queer' em Portugal e "fixar conhecimento".

Livraria Aberta quer ajudar a resgatar a história 'queer' em Portugal

Em entrevista à agência Lusa, a propósito do primeiro aniversário, os criadores e gestores da livraria, Paulo Brás, formado em literatura, e Ricardo Braun, do teatro, explicam a vontade de entrar no campo da edição e também como "não há ainda uma grande preocupação em Portugal em escrever a história 'queer'", defende o primeiro.

"Nem há muitos livros publicados, ou os que existem esgotam e não são reeditados. Acontecem colóquios e as atas não são publicadas. O conhecimento não se fixa, parece que estamos sempre a começar do zero. Isto cria uma ideia geral de que 'ah, os autores não existiram'", acrescenta.

Com um catálogo "bastante abrangente" na livraria, sita na Rua do Paraíso, no Porto, o seu universo aborda questões não só do espectro LGBT mas também com "uma preocupação interseccional de ter textos feministas, narrativas raciais e outro tipo de exclusões".

Para o movimento LGBT no país, "é preciso é haver conhecimento, investigação", um trabalho que fazem, pela livraria, ao ir às editoras encontrar os livros que lá estão, e que "noutro sítio se calhar ficam perdidos", encontrando estantes de onde não saem "após três meses de exposição", com outro "tempo de vida".

"Mesmo da parte das editoras que vão lançando coisas que se encaixam no nosso catálogo, se calhar há menos medo, ou pudor, em que as sinopses já levantem ou assumam que os livros falem dessas questões", lembra Ricardo Braun.

As edições ligadas ao tema sofrem de um "código", alerta, em que não se diz "que as personagens são LGBT, fala-se de amores proibidos ou tendências desviantes", uma "maneira muito críptica de falar das coisas para não alienar ninguém".

As editoras mais independentes, completa Paulo Brás, já criam "um diálogo", seja a perguntar por livros especificamente 'queer' que ainda não estão publicados em português, num país sem editoras em papel especificamente dedicadas.

"Os próprios distribuidores foram percebendo que os livros LGBT não são só os livros com os meninos nus na capa a namorar, ou com LGBT na sinopse. Não são só esses. Um caso muito flagrante: na poesia, é preciso conhecer a obra, e por vezes a vida do poeta, para saber que o livro pode estar cá", refere Paulo Brás.

A possibilidade de editar em nome próprio está "prevista desde o início", mas ainda falta "dinheiro para isso".

A sustentabilidade é a prioridade antes de assumirem esse risco, com o qual querem "suprir lacunas no catálogo", e aplicar o conhecimento que têm para acrescentar e não duplicar.

Editar é para poder "contribuir para fazer história" do movimento no país, "para mostrar que aquelas coisas existiam", que "tiveram o seu impacto" e trazê-las de volta, contornando a dificuldade da falta de acesso quando algumas obras -- ou autores -- esgotam.

"Não tiramos da mesa e percebemos a importância de também ajudar de alguma maneira autores 'queer' a tentar publicar sem conseguir. Há áreas pouco exploradas. Um autor trans português? Há poucas edições", acrescenta Paulo Brás.

Entre a programação do primeiro aniversário está uma série de sessões informais moderadas por Paulo Brás, pelas 18:00 das segundas-feiras, até 01 de agosto, sobre referências LGBTQ na literatura portuguesa.

Assentarão num "formato de 'não-aula', uma coisa mais de partilha, leitura, descoberta", explica Ricardo Braun, sobre referências da literatura portuguesa LGBT, que Paulo Brás assumiu quase como "um dado adquirido".

"Essas conversas vão ser moderadas por mim e a ideia é eu trazer para a mesa cópias e excertos, [que] lemos e comentamos em conjunto. Não sou professor, e depois, porque eu venho inicialmente desse contexto mais académico, de comunicações, e não sinto que isso proporcione um diálogo. Até porque eu não sei quem vem a essas conversas. Posso estar a falar do António Botto e está aqui um 'superfã' do Botto e que quer falar sobre ele", explica.

Para a frente, numa fase de primeiro aniversário, além da edição, é "importante que as pessoas percebam que a livraria tem de ser sustentável", refere Paulo Brás, para que não corra o risco de ser "mais um projeto que dura dois ou três anos e desaparece".

"Além disso, queremos intensificar a questão da programação, porque sabemos que são sempre momentos de cruzamento de muitas pessoas, e é importante para o ambiente que queremos na livraria", acrescenta Paulo.

Para Ricardo, há pontes com outros agentes culturais e trabalho em rede que pode ser intensificado, e o espaço infantojuvenil, demarcado do resto da livraria, continuará a ser uma aposta para que livros infantis dedicados à temática possam "facilitar a conversa".

"Para que pais, tios, avós, possam falar descomplicadamente destas coisas às crianças. O facto de virem cá, porque querem falar de algo à criança da família é bom, é ótimo", acrescenta.

24
Jun22

Bird oferece 20 por cento de desconto nas viagens para as Marchas do Orgulho

Niel Tomodachi

Os eventos acontecem já no próximo sábado, dia 25 de junho. A redução aplica-se a dois trajetos nas trotinetes elétricas.

As trotinetes elétricas já conquistaram Portugal. É impossível andar pelas maiores cidades do País, como Lisboa e Porto, e não ver pelo menos uma pessoa a usar um destes veículos.

Para celebrar as Marchas do Orgulho, a Bird, empresa especialista neste transporte elétrico amigo do ambiente, está a oferecer descontos nas viagens de trotinete. A oferta é válida apenas para as cidades do Porto e Faro, que vão receber o evento que celebra a cultura LBGTI+ já no próximo sábado, 25 de junho.

Para ter direito à redução de 20 por cento em duas viagens, os utilizadores só precisam de colocar na aplicação os seguintes códigos promocionais: PRIDEPORTO, para se deslocarem até à Marcha na cidade do Porto; e PRIDEALGARVE, caso vá ao evento em Faro.

“Todas as comunidades devem ser celebradas e homenageadas e, com muito orgulho, na BIRD fazemos questão de nos associarmos a estes eventos e movimentos de celebração e pelos direitos LGBTQI+. É algo que fazemos em todos os países onde a Bird opera e, naturalmente, também em Portugal”, refere Bernardo Janson, gerente da empresa de mobilidade no País.

 

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