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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

06
Dez22

Já abriu o parque temático do estúdio que criou o universo de “A Viagem de Chihiro”

Niel Tomodachi

O Ghibli Park é o paraíso de todos aqueles que cresceram com os filmes do Studio Ghibli. Abriu dia 1 de novembro.

Se cresceu com os filmes do Studio Ghibli, o estúdio de cinema mais famoso do Japão, temos boas notícias: já abriu o parque temático dedicado às produções da popular empresa japonesa de animação, que vai recriar as famosas cenas de filmes como “A Viagem de Chihiro” “O Meu Vizinho Totoro”. Ali, os visitantes são convidados a “dar um passeio”, “sentir o vento” e “apreciar as maravilhas” do novo parque.

Ghibli Park abriu dia 1 de novembro e, embora não tenha atrações repletas de adrenalina, como as montanhas-russas, tem tudo o que os fãs precisam para serem transportados para os mundos de fantasia dos filmes criados por Hayao Miyazaki. A enorme área de diversões nasceu dentro de uma propriedade de sete hectares, no Aichi Earth Expo Memorial Park, a menos de duas horas de comboio de Quioto, capital do Japão.

O parque temático está dividido em cinco áreas inspiradas nos filmes mais famosos do Studio Ghibli: Hill of Yout, Ghibli ‘s Grand Warehouse, Dondoko Forest, Mononoke Village e Valley of the Witches. Atualmente, apenas as três primeiras estão abertas ao público. As restantes só deverão abrir no próximo ano.

O Ghibli’s Grand Warehouse é a zona principal do recinto e conta com três salas de exposição, um pequeno cinema, uma brinquedoteca infantil com o famoso “autocarro gato” que aparece no filme “O Meu Vizinho Totoro”, uma loja de souvenirs e restaurantes. Numa das exposições interiores, os visitantes poderão ver personagens memoráveis como o soldado robô de “O Castelo no Céu” e outro artefacto ainda desconhecido de “O Mundo Secreto de Arrietty”.

É praticamente impossível entrar no espaço que gira em torno de uma grande escadaria toda colorida e não ficar hipnotizado. Se olhar para o teto, verá uma aeronave com 6 metros de comprimento, que aparece em “O Castelo no Céu”. Outro dos destaques é a fiel recriação do escritório de Yubaba, de “A Viagem de Chihiro”.

Nesta área, ainda pode caminhar por uma floresta de plantas e flores gigantes para se sentir como o pequeno protagonista do filme “Arrietty” e tirar fotografias de todas as recriações em tamanho real de algumas das cenas mais importantes dos filmes Ghibli.

A segunda área, Hill of Youth, tem como destaque uma recriação absolutamente mirabolante da loja de antiguidades de “O Sussurro do Coração”. Basta entrar na casa e somos automaticamente transportados para o filme. Outros cenários retirados da produção podem ser encontrados no exterior, como uma antiga cabine telefónica e uma paragem de autocarro.

O terceiro espaço chama-se Dondoko Forest, fica dentro de um jardim japonês e apresenta uma enorme e fiel materialização da casa de Mei e Satsuki em “Totoro”, bem como uma área de diversão inspirada neste icónico animal do universo Ghibli. É lá que fica, no topo de uma colina, uma estática de madeira com cinco metros de altura de Totoro, chamada Dondoko-do.

As duas zonas restantes, que só abrirão mais tarde, são a Mononoke Village, inspirada em “A Princesa Mononoke” e nas suas aventuras pela floresta coberta de animais enorme, e o Valley of Witches, que incluirá vários detalhes de “O Castelo Andante” e “Kiki, A Aprendiz de Feiticeira”.

Os bilhetes já podem ser reservados online, mas o único site onde os pode comprar só está disponível em japonês. Não existe nenhum bilhete para todo o parque e cada área tem um preço fixo: as entradas no Ghibli’s Grand Warehouse custam 13,95€ (dias de semana) e 17,43€ (fins de semana e feriados), o Hill of Youth fica a 20,92€ (dias de semana) e 24,41€ (fins de semana e feriados) enquanto que a Dondoko Forest custa 3,49€.

O parque temático está aberto das 10 às 17 horas nos dias de semana e das 9 às 19 horas nos fins de semana e feriados. Encerra às terças-feiras.

 

Como lá chegar

Uma viagem para o Japão não fica nada barata. No entanto, encontramos algumas opções para o mês de março desde 858€, com partida em Lisboa e chegada em Nagoya. Dali, pode apanhar um autocarro até ao Aichi Earth Expo Memorial Park, que fica a aproximadamente 1h40 de viagem. O bilhete custa cerca de 12€.

 

19
Out22

Iberanime: viver o Japão sem sair de Portugal

Niel Tomodachi

 O maior evento de cultura japonesa está de volta ao Porto. Dois anos depois, nos dias 22 e 23 de outubro, o Iberanime regressa à Exponor e, para alegria dos seus fãs, contará com mais de 50 atividades diferentes. Atenção a esta lista: J-POP, concertos, cultura tradicional japonesa e IA!Plus, anime, artes marciais, manga, origami, concursos de noodles, retrogaming, cGaming, eSports, para para dance, workshops gratuitos e muito mais.

Se, para além de seres fã de anime e de cultura japonesa também gostas de te aventurar no mundo do cosplay não percas esta chance. Junta os teus amigos, vistam-se como as vossas personagens favoritas e participem no concurso de cosplay. Uma coisa é certa, se não ganharem, ao menos a diversão é garantida. Se quiserem podem ainda assistir às eliminatórias do World Cosplay Summit e do Cosplay World Masters.

Até agora, a lista de convidados inclui artistas como Mika Kobayashi, referência no panorama musical de animes e videojogos, Robert Regonati, que trará dois workshops sobre a indústria da música e as principais tendências da cultura pop no Japão, e Shao Dow, conhecido pelo rap tanto em inglês como em japonês.

Mas há mais. Se preferires, podes sempre lançar-te no karaoke ou visitar o espaço reservado às tradições japonesas com destaque para os origamis e o reiki.

Tens ainda benefícios nos transportes. Basta apresentar o bilhete do Iberanime e a CP dá-te 30% de desconto nas viagens feitas entre 21 e 24 de outubro em comboios intercidades, inter-regionais e regionais. Para além disso, podes contar ainda com um bilhete a dois euros nas viagens dos comboios urbanos do Porto, à venda a partir de amanhã na bilheteira. Mas atenção, os bilhetes precisam de ser de ida e volta.

***

Iberanime
Bilhetes a 15 euros, para crianças até aos 12 anos, e a partir de 2 euros para o público em geral.
Exponor – Matosinhos, Leça Da Palmeira

 

22
Jul22

"Caixa para bebés" abandonados: o projeto polémico que salva vidas

Niel Tomodachi

Quando o alarme toca no hospital Jikei, no sudoeste do Japão, as enfermeiras sobem uma escadaria em espiral e recolhem, o mais rápido possível, os recém-nascidos abandonados na "caixa para bebés" da unidade hospitalar, a única existente no país.

O projeto do hospital católico, situado na cidade de Kumamoto, na ilha de Kyushu, foi criado em 2007, permitindo que os bebés sejam deixados de forma anónima. Além disso, há outros serviços, nomeadamente um programa de partos sem identificação, que também não existe noutro local do Japão.

As críticas à unidade hospitalar não preocupam o diretor da instituição, Takeshi Hasuda, defensor desta rede de segurança vital. "Há mulheres que têm vergonha e muito medo" por sentirem que fizeram "algo horrível" ao engravidar, explicou à AFP. "Um lugar como o nosso, que não rejeita ninguém, (...), é muito importante" para essas jovens mães angustiadas, acrescentou.

Ao ouvirem o alarme, as enfermeiras tentam chegar em menos de um minuto à "caixa para bebés", decorada com um par de cegonhas e equipada com uma pequena cama cuidadosamente preparada.

"Se as mães ainda estiverem por perto, sugerimos-lhe que partilhe a sua história", contou Saori Taminaga, funcionária do hospital. A equipa procura garantir o bem-estar das mães, ouvindo-as, orientando-as e aconselhando-as a deixar informações que permitam à criança conhecer as suas origens.

 

Bebés fruto de prostituição, violação ou incesto

As "caixas para bebés" abandonados existem há séculos e sobrevivem até hoje, por exemplo na Alemanha, Bélgica, Coreia do Sul e EUA. A sua utilização em alguns países europeus, no início dos anos 2000, foi criticada pela ONU, que considera que a iniciativa vai "contra o direito da criança de ser conhecida e cuidada pelos pais".

No entanto, os responsáveis do hospital Jikei encaram-na de outra forma: como uma estratégia para prevenir os maus-tratos a crianças no Japão. As autoridades do país contabilizaram 27 abandonos de crianças em 2020, sendo que 57 menores morreram vítimas de abuso sexual em 2019.

Segundo Takeshi Hasuda, alguns dos bebés acolhidos são "fruto de prostituição, violação ou incesto" e as suas mães não têm a quem recorrer. Desde 2007, 161 bebés foram deixados lá no hospital.

O sistema continua, todavia, a gerar polémica no Japão, sobretudo devido a uma visão tradicional da família, explicou Chiaki Shirai, professora da Universidade de Shizuoka e especialista em questões reprodutivas e adoção. O país usa um sistema de registo familiar que inclui os nascimentos, óbitos e casamentos de uma família por gerações. De acordo com a docente, Isso "fixou na sociedade japonesa a ideia de que quem deu à luz um filho deve criá-lo", ao ponto de os filhos seram encarados quase como "propriedade" dos pais. "As crianças abandonadas, cujo registo indica que não têm família, são altamente estigmatizadas", explicou.

 

Aborto legal mas muito caro

Chiaki Shirai sublinhou ainda que as mulheres que usam a "caixa para bebés" ou dão à luz sem identificação são criticadas por não terem escolhido outras alternativas, nomeadamente o aborto, que é legal no Japão mas muito caro.

"A sociedade prefere culpá-las a ajudá-las ou tentar perceber a sua motivação", lamentou.

23
Jun22

A floresta que inspirou o filme “O Meu Vizinho Totoro” pode ser transformada numa reserva natural

Niel Tomodachi

A cidade japonesa de Tokorozawa lançou uma campanha de crowdfunding para preservar a área onde existem cerca de 7 mil árvores.

Poucos filmes de animação são tão adorados por públicos de diferentes idades como “O Meu Vizinho Totoro”. Lançado em 1988 pelo Studio Ghiblio filme de animação japonês conta a história de duas irmãs que se mudam para o campo para ficar mais perto do hospital onde a mãe está internada. É lá que conhecem os Totoros, criaturas místicas e alegres que só podem ser vistas por miúdos e que proporcionaram aventuras mágicas às duas irmãs.

Apesar de toda a fantasia presente no filme, escrito e dirigido por Hayao Miyazaki, certos pormenores do mundo mágico de “O Meu Vizinho Totoro” foram inspirados em locais verdadeiros. É o caso da floresta de Kaminoyama, na cidade de Tokorozawa, localizada nos arredores de Tóquio, no Japão.

Para preservar esta área, a cidade japonesa lançou uma campanha de crowdfunding para ajudar a comprar um terreno de 3,5 hectares para criar a “Floresta do Totoro”, ao custo de cerca de 18 milhões de euros. 

“Esta área é um dos lugares que o diretor Miyazaki usou como inspiração”, disse um porta-voz da cidade à agência France Press. O objetivo é transformar a icónica floresta, onde existem cerca de sete mil árvores, numa reserva natural.

A cidade de Tokorozawa está a pedir uma contribuição de cerca de 176 euros para a reserva. Como recompensa e agradecimento, os doadores recebem placas criadas pelo estúdio de animação que criou o filme. De acordo com a agência noticiosa, as doações vão cobrir apenas uma parte dos fundos necessários para comprar o terreno.

 

23
Mar22

"Sen ri no michi mo ippo kara (千里の道も一歩から)"

Niel Tomodachi

Em Japonês significa "Até as viagens mais longas começam com um primeiro passo."

Independentemente do momento da vida em que nos encontramos tudo começou com um primeiro passo, e encontramo-nos a meio caminho de um futuro que não nos deve assombrar.

O primeiro passo é o que custa mais, mas assim que o der ganhará autoconfiança. De repente, sentirá que é capaz de dar um segundo passo e depois um terceiro... Até que caminhar se torna instintivo.

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Passado algum tempo, ao olhar para trás, perceberá que o primeiro passo se tornou uma viagem longa. 

Já não será a mesma pessoa do ínicio dessa viagem. 

Terá crescido como ser humano.

 

23
Mar22

"Ganbatte (がんばって) - Faz o melhor que puderes e não desistas!"

Niel Tomodachi

Em Japonês, quando dizemos a uma pessoa "ganbatte", o que lhe estamos a transmitir é que grande parte do que terá de enfrentar depende dela.

Na definição de ganbatte, a parte de "o melhor possível" também é importante, pois inclui igualmente tudo o que não corre bem, dado que há circunstâncias que estão para lá do nosso controlo.

A mensagem filosófica de ganbatte é: "Faz tudo o que puderes e o melhor que souberes, e se as coisas não correrem como esperamos, não tem problema, não tens de te sentir mal, porque sabes que fizeste tudo o que estava ao teu alcance."

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Navegue a sua vida como o espírito do ganbatte.

Faça o melhor que puder. Junte-se às ondas e aprenda com elas, tendo em mente que algumas o vão vencer e arrastá-lo até à costa.

"És uma função do que o universo inteiro faz, tal como uma onda é uma função de tudo o que o oceano faz."

Se ficarmos parados no mar, as ondas engolir-nos-ão.

Se ficamos parados na vida, a apatia devorar-nos-à.

Se não podes travar a onda, transforma-te na onda.

 

21
Fev22

Sonha conhecer o Japão? Será bem mais fácil muito em breve

Niel Tomodachi

O Japão vai reduzir para três os dias de quarentena obrigatória para viajantes internacionais.

A medida vai entregar em vigor já a partir de março, quando será também aumentado o número de pessoas autorizadas a chegar ao país.

“Agora que temos mais conhecimentos acumulados sobre a variante Ómicron, vamos gradualmente aliviar as restrições fronteiriças”, garantiu Fumio Kishida, primeiro-ministro japonês.

Atualmente, o Japão tem em vigor uma política de quarentena de sete dias para visitantes provenientes de mais de 80 países.

Os turistas têm que passar por estadia obrigatória em instalações designadas pelo Governo, entre três e seis dias, dependendo da propagação do vírus no território de origem. O resto do período é cumprido num alojamento privado.

A partir de 1 de março, a quarentena será reduzida para três dias. Ficará isento quem aterrar no Japão chegado de países que não registem casos significativos de covid, que tenham recebido a dose de reforço da vacina contra o vírus ou façam um teste negativo no desembarque.

 

21
Fev22

O magnífico trilho japonês de 1000 quilómetros que está a ajudar a curar uma nação

Niel Tomodachi

O percurso de longa distância entre Fukushima e Aomori passa por praias e florestas e destaca a ruralidade desta zona do Japão.

A 11 de março de 2011 o mundo parou para ver o que se passava no Japão, onde um terramoto de magnitude 9 na escala de Richter destruía várias regiões do país. Foi o quarto maior desde 1900, ano em que a atividade sísmica começou a ser registada. Tohoku, no nordeste do Japão, foi a região mais afetada — não parou de tremer durante seis minutos. O pior, porém, ainda estava para vir. Uma onda gigante acabou por ceifar a vida de 18 mil habitantes e deixou milhões sem casa.

Após a catástrofe, Tohoku investiu 259 milhões de euros para tentar reverter os danos causados. Construíram-se estradas e paredes que protegem as casas da ondulação do mar. Outra iniciativa, que se tem vindo a destacar cada vez mais, foi a criação de um trilho de 1.000 quilómetros.

O Trilho Costeiro de Michinoku, pensado em 2012, pretendia revitalizar as comunidades mais afetadas pelo tsunami, tentando dar alguma esperança à região ao mesmo tempo que promovia a sustentabilidade. “O percurso de longa distância entre Fukushima e Aomori pode agir como uma ponte que liga a natureza, os estilos de vida locais e os vestígios do desastre aos caminhantes”, afirmou o governo na proposta inicial.

Ficou completo sete anos depois, embora tivesse sido pouco explorado durante os 18 meses seguintes, devido à pandemia. O percurso começa na cidade de Soma, em Fukushima, e segue por norte passando por Iwate e Miyagi — duas localidades nas zonas mais gravemente afetadas pela onda gigante — antes de chegar a Hachinohe, em Aomori.

“Segue a costa do Oceano Pacífico, entre florestas, praias remotas e altíssimos penhascos, até portos de pesca”, conta à “BBC” Paul Christie da Walk Japan, uma empresa de visitas guiadas que organiza expedições e experiências pelo trilho. Revela que em algumas das aldeias pela qual o percurso passa, os efeitos do tsunami foram mínimos, enquanto que noutras as reconstruções continuam, mesmo mais de dez anos depois.

Segundo Christie, o longo caminho já atraiu a atenção de caminhantes nacionais e internacionais. Estima que o verdadeiro boom do percurso ocorra durante este ano, à medida que as restrições da Covid-19 vão sendo aligeiradas um pouco por todo o mundo.

Para os locais, foi-se tornando num caminho diário. Os pescadores percorrem-no para chegarem aos seus postos, que funcionam também como espaços que ligam as pessoas às atividades locais, como a criação de sal e a gastronomia da região. Outrora, o espaço estava completamente em ruínas. “As pessoas de cá têm-se estado a usar o trilho desde os seus primórdios, ajudando a construir a estrada. Agora juntam-se ao trabalho de conservação, gerindo, em simultâneo, atividades e visitas para viajantes”, conta à mesma publicação Naoko Machida, um guia turístico. “Muitos de nós temos uma ligação muito forte ao percurso. Tornou-se num símbolo da esperança.”

Ali, as boas ações são retribuídas. Quando a região ficou devastada pelo tsunami, os habitantes das áreas circundantes ajudaram os locais. Desta vez, são eles que oferecem ajuda aos visitantes, dando-lhes tendas e lugares onde dormir. “Quando a minha filha de 18 anos percorreu o trilho, um senhor ficou tão preocupado com ela, que ia acampar nas montanhas, que lhe ofereceu um quarto e comida”, recorda-se Kumi Aizawa, uma das responsável pela ONG que gere o Trilho Costeiro de Michinoku.

Embora o caminho tenha importância económica, uma vez que acaba por beneficiar os afetados pelo tsunami (e as aldeias por onde passa), também desempenha um papel emocional importante, criando um espaço seguro para várias conversas sobre o desastre.

“Os caminhantes são, para os locais, alguém com quem podem falar. Os locais não podem conversar uns com os outros sobre o desastre. Podias conhecer alguém num bar, mas não sabes se perdeu um filho ou a mulher, então não falas do assunto. Mesmo dentro das família, o assunto é quase tabu. Os viajantes são de fora, então é mais fácil falar com eles. Dez anos depois, as pessoas ainda têm muito do tsunami dentro de si”, revela.

E recorda uma história que lhe contaram, sobre um adolescente que estava a ser socorrido por uma mulher, que o ajudava a subir uma parede. Quando o jovem se virou para trás para a ajudar a ela, já tinha sido levada por uma onda. “O rapaz demorou quatros ano até conseguir contar isto a alguém. Demora tempo. Mas é importante falarmos, por isso é que Tohoku precisa de alguém que ouça — os visitantes podem ser essas pessoas durante o seu percurso”, conclui Aizawa.

 

Como chegar

Este trilho é perfeito não só para os caminhantes mais experientes, mas também para aqueles que querem criar uma forte ligação com a natureza e com os locais que, entre si, têm centenas de histórias para contar.

Para lá chegar, pode apanhar um avião de Lisboa para Tóquio, com os preços a começarem nos 625€. Após isso vai embarcar no comboio Shinkansen, que tem uma paragem na região de Fukushima.

 

11
Jan22

Cientistas japoneses criam máscara que brilha quando exposta ao vírus da Covid-19

Niel Tomodachi

As inovadoras máscaras são feitas a partir de anticorpos extraídos de ovos de avestruz.

Cientistas japoneses desenvolveram uma inovadora máscara que deteta se uma pessoa está infetada com a Covid-19. Para isso, é necessário que a máscara esteja sob a luz ultravioleta. Esta inveção foi possível gaças à extração de anticorpos de ovos de avestruz. Após a utilização da máscara, o filtro é retirado e pulverizado com um corante que contém anticorpos do novo coronavírus. Se a infeção for detetada, o filtro brilha na presença de uma luz ultravioleta.

Tsukamoto, um professor veterinário e presidente da universidade Kyoto Prefectural, no Japão, estudou durante anos avestruzes, à procura de formas de adaptar o seu poder imunitário para combater a gripe das aves, alergias e outras doenças.

“A vantagem destas máscaras é que as pessoas assintomáticas podem detetar facilmente o coronavírus”, disse o líder da investigação, Yasuhiro Tsukamoto, à agência Reuters, citado na SIC. Através da utilização das máscaras, as pessoas conseguem perceber se há ou não presença do vírus.

Em fevereiro de 2021, os cientistas injetaram uma versão mais leve de Covid-19 nas avestruzes fêmeas, o que permitiu que removessem anticorpos dos seus ovos. O próximo passo foi criar uma máscara revestida por um filtro que contém anticorpos dessas mesmas avestruzes.

Durante dez dias, voluntários usaram as máscaras desenvolvidas pela equipa de Tsukamoto por um período de oito horas. Os filtros foram removidos e pulverizados com um químico que brilha sob luz ultravioleta se o vírus estiver presente. Os filtros usados pelas pessoas infetadas com Covid-19 brilhavam à volta das zonas do nariz e da boca.

A equipa de cientistas quer continuar com os estudos e alargar os testes a um grupo de pelo menos 150 pessoas. Outro dos objetivos é conseguir que as máscaras brilhem sob qualquer luz, sem ser apenas a ultravioleta.

O mais importante para a equipa de cientistas é que o projeto seja aprovado pelo governo japonês, para que as máscaras possam ser introduzidas no mercado. “Podemos produzir anticorpos em massa de avestruzes a um custo baixo. No futuro, quero fazer disso um kit de teste fácil para que qualquer pessoa possa usar”, afirmou Tsukamoto ao jornal “Kyodo News”.

 

01
Ago21

Se é fã incondicional dos jogos da Nintendo precisa de conhecer este café em Tóquio

Chama-se 84 e fica numa localização secreta, que só é revelada a quem faz a reserva.

Niel Tomodachi

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Para quem tem uma viagem marcada para o Japão em breve ou pretender ir lá um dia, há um local de passagem obrigatória. Falamos do café 84, em Tóquio, repleto de jogos e peluches que nos trazem aquela nostalgia boa do universo Nintendo.

Esta cidade é conhecida pelos seus bares ultra secretos e este adorável café pertence também a essa lista. Foi criado por um ex-funcionário da Nintendo, Toru Hashimoto, a faz-nos entrar numa viagem de recordações pelo mundo dos videojogos e da arte, contando com muitas surpresas para os visitantes.

Descobrir estes locais, por si só já é uma experiência única, e especialmente para quem não conhece a capital japonesa. Parece um verdadeiro filme para desvendar enigmas, por entre estradas e becos da cidade. Mas, este é um desafio cuja meta não podia ser mais adorável. Pode sentar-se ao lado do Pokémon, Super Mario e Dragon Quest, ao mesmo tempo que se refresca com uma bebida.

Não vai encontrar a localização mapa e não há se quer placas à entrada. Contudo, há uma informação que podemos revelar: está escondido algures no distrito de Shibuya.

Este é um local imperdível para os fãs da Nintendo (e não só). O site refere que qualquer pessoa é bem-vinda: os fascinados por jogos, os que não ligam assim muito e até aqueles que não percebem nada.

O espaço conta ainda com artefatos que Toru Hashimoto foi colecionando ao longo dos anos, bem como autógrafos de criadores de vídeo jogos, incluindo Shigeki Morimoto, um dos criadores do Pokémon e um cliente assíduo do café, de acordo com o Japan Times. O mesmo jornal revelou também que alguns dos objetos são tão exclusivos que podem não existir em nenhuma outra parte do globo.

Os preços praticados são acessíveis e o endereço só é revelado a quem faz a reserva online. É gentilmente solicitado aos visitantes que guardem essa informação em segredo, para que descobrir este local continue a ser uma verdadeira caça ao tesouro.

O espaço.

 

 

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