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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

22
Jul22

"Caixa para bebés" abandonados: o projeto polémico que salva vidas

Niel Tomodachi

Quando o alarme toca no hospital Jikei, no sudoeste do Japão, as enfermeiras sobem uma escadaria em espiral e recolhem, o mais rápido possível, os recém-nascidos abandonados na "caixa para bebés" da unidade hospitalar, a única existente no país.

O projeto do hospital católico, situado na cidade de Kumamoto, na ilha de Kyushu, foi criado em 2007, permitindo que os bebés sejam deixados de forma anónima. Além disso, há outros serviços, nomeadamente um programa de partos sem identificação, que também não existe noutro local do Japão.

As críticas à unidade hospitalar não preocupam o diretor da instituição, Takeshi Hasuda, defensor desta rede de segurança vital. "Há mulheres que têm vergonha e muito medo" por sentirem que fizeram "algo horrível" ao engravidar, explicou à AFP. "Um lugar como o nosso, que não rejeita ninguém, (...), é muito importante" para essas jovens mães angustiadas, acrescentou.

Ao ouvirem o alarme, as enfermeiras tentam chegar em menos de um minuto à "caixa para bebés", decorada com um par de cegonhas e equipada com uma pequena cama cuidadosamente preparada.

"Se as mães ainda estiverem por perto, sugerimos-lhe que partilhe a sua história", contou Saori Taminaga, funcionária do hospital. A equipa procura garantir o bem-estar das mães, ouvindo-as, orientando-as e aconselhando-as a deixar informações que permitam à criança conhecer as suas origens.

 

Bebés fruto de prostituição, violação ou incesto

As "caixas para bebés" abandonados existem há séculos e sobrevivem até hoje, por exemplo na Alemanha, Bélgica, Coreia do Sul e EUA. A sua utilização em alguns países europeus, no início dos anos 2000, foi criticada pela ONU, que considera que a iniciativa vai "contra o direito da criança de ser conhecida e cuidada pelos pais".

No entanto, os responsáveis do hospital Jikei encaram-na de outra forma: como uma estratégia para prevenir os maus-tratos a crianças no Japão. As autoridades do país contabilizaram 27 abandonos de crianças em 2020, sendo que 57 menores morreram vítimas de abuso sexual em 2019.

Segundo Takeshi Hasuda, alguns dos bebés acolhidos são "fruto de prostituição, violação ou incesto" e as suas mães não têm a quem recorrer. Desde 2007, 161 bebés foram deixados lá no hospital.

O sistema continua, todavia, a gerar polémica no Japão, sobretudo devido a uma visão tradicional da família, explicou Chiaki Shirai, professora da Universidade de Shizuoka e especialista em questões reprodutivas e adoção. O país usa um sistema de registo familiar que inclui os nascimentos, óbitos e casamentos de uma família por gerações. De acordo com a docente, Isso "fixou na sociedade japonesa a ideia de que quem deu à luz um filho deve criá-lo", ao ponto de os filhos seram encarados quase como "propriedade" dos pais. "As crianças abandonadas, cujo registo indica que não têm família, são altamente estigmatizadas", explicou.

 

Aborto legal mas muito caro

Chiaki Shirai sublinhou ainda que as mulheres que usam a "caixa para bebés" ou dão à luz sem identificação são criticadas por não terem escolhido outras alternativas, nomeadamente o aborto, que é legal no Japão mas muito caro.

"A sociedade prefere culpá-las a ajudá-las ou tentar perceber a sua motivação", lamentou.

23
Jun22

A floresta que inspirou o filme “O Meu Vizinho Totoro” pode ser transformada numa reserva natural

Niel Tomodachi

A cidade japonesa de Tokorozawa lançou uma campanha de crowdfunding para preservar a área onde existem cerca de 7 mil árvores.

Poucos filmes de animação são tão adorados por públicos de diferentes idades como “O Meu Vizinho Totoro”. Lançado em 1988 pelo Studio Ghiblio filme de animação japonês conta a história de duas irmãs que se mudam para o campo para ficar mais perto do hospital onde a mãe está internada. É lá que conhecem os Totoros, criaturas místicas e alegres que só podem ser vistas por miúdos e que proporcionaram aventuras mágicas às duas irmãs.

Apesar de toda a fantasia presente no filme, escrito e dirigido por Hayao Miyazaki, certos pormenores do mundo mágico de “O Meu Vizinho Totoro” foram inspirados em locais verdadeiros. É o caso da floresta de Kaminoyama, na cidade de Tokorozawa, localizada nos arredores de Tóquio, no Japão.

Para preservar esta área, a cidade japonesa lançou uma campanha de crowdfunding para ajudar a comprar um terreno de 3,5 hectares para criar a “Floresta do Totoro”, ao custo de cerca de 18 milhões de euros. 

“Esta área é um dos lugares que o diretor Miyazaki usou como inspiração”, disse um porta-voz da cidade à agência France Press. O objetivo é transformar a icónica floresta, onde existem cerca de sete mil árvores, numa reserva natural.

A cidade de Tokorozawa está a pedir uma contribuição de cerca de 176 euros para a reserva. Como recompensa e agradecimento, os doadores recebem placas criadas pelo estúdio de animação que criou o filme. De acordo com a agência noticiosa, as doações vão cobrir apenas uma parte dos fundos necessários para comprar o terreno.

 

23
Mar22

"Sen ri no michi mo ippo kara (千里の道も一歩から)"

Niel Tomodachi

Em Japonês significa "Até as viagens mais longas começam com um primeiro passo."

Independentemente do momento da vida em que nos encontramos tudo começou com um primeiro passo, e encontramo-nos a meio caminho de um futuro que não nos deve assombrar.

O primeiro passo é o que custa mais, mas assim que o der ganhará autoconfiança. De repente, sentirá que é capaz de dar um segundo passo e depois um terceiro... Até que caminhar se torna instintivo.

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Passado algum tempo, ao olhar para trás, perceberá que o primeiro passo se tornou uma viagem longa. 

Já não será a mesma pessoa do ínicio dessa viagem. 

Terá crescido como ser humano.

 

23
Mar22

"Ganbatte (がんばって) - Faz o melhor que puderes e não desistas!"

Niel Tomodachi

Em Japonês, quando dizemos a uma pessoa "ganbatte", o que lhe estamos a transmitir é que grande parte do que terá de enfrentar depende dela.

Na definição de ganbatte, a parte de "o melhor possível" também é importante, pois inclui igualmente tudo o que não corre bem, dado que há circunstâncias que estão para lá do nosso controlo.

A mensagem filosófica de ganbatte é: "Faz tudo o que puderes e o melhor que souberes, e se as coisas não correrem como esperamos, não tem problema, não tens de te sentir mal, porque sabes que fizeste tudo o que estava ao teu alcance."

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Navegue a sua vida como o espírito do ganbatte.

Faça o melhor que puder. Junte-se às ondas e aprenda com elas, tendo em mente que algumas o vão vencer e arrastá-lo até à costa.

"És uma função do que o universo inteiro faz, tal como uma onda é uma função de tudo o que o oceano faz."

Se ficarmos parados no mar, as ondas engolir-nos-ão.

Se ficamos parados na vida, a apatia devorar-nos-à.

Se não podes travar a onda, transforma-te na onda.

 

21
Fev22

Sonha conhecer o Japão? Será bem mais fácil muito em breve

Niel Tomodachi

O Japão vai reduzir para três os dias de quarentena obrigatória para viajantes internacionais.

A medida vai entregar em vigor já a partir de março, quando será também aumentado o número de pessoas autorizadas a chegar ao país.

“Agora que temos mais conhecimentos acumulados sobre a variante Ómicron, vamos gradualmente aliviar as restrições fronteiriças”, garantiu Fumio Kishida, primeiro-ministro japonês.

Atualmente, o Japão tem em vigor uma política de quarentena de sete dias para visitantes provenientes de mais de 80 países.

Os turistas têm que passar por estadia obrigatória em instalações designadas pelo Governo, entre três e seis dias, dependendo da propagação do vírus no território de origem. O resto do período é cumprido num alojamento privado.

A partir de 1 de março, a quarentena será reduzida para três dias. Ficará isento quem aterrar no Japão chegado de países que não registem casos significativos de covid, que tenham recebido a dose de reforço da vacina contra o vírus ou façam um teste negativo no desembarque.

 

21
Fev22

O magnífico trilho japonês de 1000 quilómetros que está a ajudar a curar uma nação

Niel Tomodachi

O percurso de longa distância entre Fukushima e Aomori passa por praias e florestas e destaca a ruralidade desta zona do Japão.

A 11 de março de 2011 o mundo parou para ver o que se passava no Japão, onde um terramoto de magnitude 9 na escala de Richter destruía várias regiões do país. Foi o quarto maior desde 1900, ano em que a atividade sísmica começou a ser registada. Tohoku, no nordeste do Japão, foi a região mais afetada — não parou de tremer durante seis minutos. O pior, porém, ainda estava para vir. Uma onda gigante acabou por ceifar a vida de 18 mil habitantes e deixou milhões sem casa.

Após a catástrofe, Tohoku investiu 259 milhões de euros para tentar reverter os danos causados. Construíram-se estradas e paredes que protegem as casas da ondulação do mar. Outra iniciativa, que se tem vindo a destacar cada vez mais, foi a criação de um trilho de 1.000 quilómetros.

O Trilho Costeiro de Michinoku, pensado em 2012, pretendia revitalizar as comunidades mais afetadas pelo tsunami, tentando dar alguma esperança à região ao mesmo tempo que promovia a sustentabilidade. “O percurso de longa distância entre Fukushima e Aomori pode agir como uma ponte que liga a natureza, os estilos de vida locais e os vestígios do desastre aos caminhantes”, afirmou o governo na proposta inicial.

Ficou completo sete anos depois, embora tivesse sido pouco explorado durante os 18 meses seguintes, devido à pandemia. O percurso começa na cidade de Soma, em Fukushima, e segue por norte passando por Iwate e Miyagi — duas localidades nas zonas mais gravemente afetadas pela onda gigante — antes de chegar a Hachinohe, em Aomori.

“Segue a costa do Oceano Pacífico, entre florestas, praias remotas e altíssimos penhascos, até portos de pesca”, conta à “BBC” Paul Christie da Walk Japan, uma empresa de visitas guiadas que organiza expedições e experiências pelo trilho. Revela que em algumas das aldeias pela qual o percurso passa, os efeitos do tsunami foram mínimos, enquanto que noutras as reconstruções continuam, mesmo mais de dez anos depois.

Segundo Christie, o longo caminho já atraiu a atenção de caminhantes nacionais e internacionais. Estima que o verdadeiro boom do percurso ocorra durante este ano, à medida que as restrições da Covid-19 vão sendo aligeiradas um pouco por todo o mundo.

Para os locais, foi-se tornando num caminho diário. Os pescadores percorrem-no para chegarem aos seus postos, que funcionam também como espaços que ligam as pessoas às atividades locais, como a criação de sal e a gastronomia da região. Outrora, o espaço estava completamente em ruínas. “As pessoas de cá têm-se estado a usar o trilho desde os seus primórdios, ajudando a construir a estrada. Agora juntam-se ao trabalho de conservação, gerindo, em simultâneo, atividades e visitas para viajantes”, conta à mesma publicação Naoko Machida, um guia turístico. “Muitos de nós temos uma ligação muito forte ao percurso. Tornou-se num símbolo da esperança.”

Ali, as boas ações são retribuídas. Quando a região ficou devastada pelo tsunami, os habitantes das áreas circundantes ajudaram os locais. Desta vez, são eles que oferecem ajuda aos visitantes, dando-lhes tendas e lugares onde dormir. “Quando a minha filha de 18 anos percorreu o trilho, um senhor ficou tão preocupado com ela, que ia acampar nas montanhas, que lhe ofereceu um quarto e comida”, recorda-se Kumi Aizawa, uma das responsável pela ONG que gere o Trilho Costeiro de Michinoku.

Embora o caminho tenha importância económica, uma vez que acaba por beneficiar os afetados pelo tsunami (e as aldeias por onde passa), também desempenha um papel emocional importante, criando um espaço seguro para várias conversas sobre o desastre.

“Os caminhantes são, para os locais, alguém com quem podem falar. Os locais não podem conversar uns com os outros sobre o desastre. Podias conhecer alguém num bar, mas não sabes se perdeu um filho ou a mulher, então não falas do assunto. Mesmo dentro das família, o assunto é quase tabu. Os viajantes são de fora, então é mais fácil falar com eles. Dez anos depois, as pessoas ainda têm muito do tsunami dentro de si”, revela.

E recorda uma história que lhe contaram, sobre um adolescente que estava a ser socorrido por uma mulher, que o ajudava a subir uma parede. Quando o jovem se virou para trás para a ajudar a ela, já tinha sido levada por uma onda. “O rapaz demorou quatros ano até conseguir contar isto a alguém. Demora tempo. Mas é importante falarmos, por isso é que Tohoku precisa de alguém que ouça — os visitantes podem ser essas pessoas durante o seu percurso”, conclui Aizawa.

 

Como chegar

Este trilho é perfeito não só para os caminhantes mais experientes, mas também para aqueles que querem criar uma forte ligação com a natureza e com os locais que, entre si, têm centenas de histórias para contar.

Para lá chegar, pode apanhar um avião de Lisboa para Tóquio, com os preços a começarem nos 625€. Após isso vai embarcar no comboio Shinkansen, que tem uma paragem na região de Fukushima.

 

11
Jan22

Cientistas japoneses criam máscara que brilha quando exposta ao vírus da Covid-19

Niel Tomodachi

As inovadoras máscaras são feitas a partir de anticorpos extraídos de ovos de avestruz.

Cientistas japoneses desenvolveram uma inovadora máscara que deteta se uma pessoa está infetada com a Covid-19. Para isso, é necessário que a máscara esteja sob a luz ultravioleta. Esta inveção foi possível gaças à extração de anticorpos de ovos de avestruz. Após a utilização da máscara, o filtro é retirado e pulverizado com um corante que contém anticorpos do novo coronavírus. Se a infeção for detetada, o filtro brilha na presença de uma luz ultravioleta.

Tsukamoto, um professor veterinário e presidente da universidade Kyoto Prefectural, no Japão, estudou durante anos avestruzes, à procura de formas de adaptar o seu poder imunitário para combater a gripe das aves, alergias e outras doenças.

“A vantagem destas máscaras é que as pessoas assintomáticas podem detetar facilmente o coronavírus”, disse o líder da investigação, Yasuhiro Tsukamoto, à agência Reuters, citado na SIC. Através da utilização das máscaras, as pessoas conseguem perceber se há ou não presença do vírus.

Em fevereiro de 2021, os cientistas injetaram uma versão mais leve de Covid-19 nas avestruzes fêmeas, o que permitiu que removessem anticorpos dos seus ovos. O próximo passo foi criar uma máscara revestida por um filtro que contém anticorpos dessas mesmas avestruzes.

Durante dez dias, voluntários usaram as máscaras desenvolvidas pela equipa de Tsukamoto por um período de oito horas. Os filtros foram removidos e pulverizados com um químico que brilha sob luz ultravioleta se o vírus estiver presente. Os filtros usados pelas pessoas infetadas com Covid-19 brilhavam à volta das zonas do nariz e da boca.

A equipa de cientistas quer continuar com os estudos e alargar os testes a um grupo de pelo menos 150 pessoas. Outro dos objetivos é conseguir que as máscaras brilhem sob qualquer luz, sem ser apenas a ultravioleta.

O mais importante para a equipa de cientistas é que o projeto seja aprovado pelo governo japonês, para que as máscaras possam ser introduzidas no mercado. “Podemos produzir anticorpos em massa de avestruzes a um custo baixo. No futuro, quero fazer disso um kit de teste fácil para que qualquer pessoa possa usar”, afirmou Tsukamoto ao jornal “Kyodo News”.

 

01
Ago21

Se é fã incondicional dos jogos da Nintendo precisa de conhecer este café em Tóquio

Chama-se 84 e fica numa localização secreta, que só é revelada a quem faz a reserva.

Niel Tomodachi

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Para quem tem uma viagem marcada para o Japão em breve ou pretender ir lá um dia, há um local de passagem obrigatória. Falamos do café 84, em Tóquio, repleto de jogos e peluches que nos trazem aquela nostalgia boa do universo Nintendo.

Esta cidade é conhecida pelos seus bares ultra secretos e este adorável café pertence também a essa lista. Foi criado por um ex-funcionário da Nintendo, Toru Hashimoto, a faz-nos entrar numa viagem de recordações pelo mundo dos videojogos e da arte, contando com muitas surpresas para os visitantes.

Descobrir estes locais, por si só já é uma experiência única, e especialmente para quem não conhece a capital japonesa. Parece um verdadeiro filme para desvendar enigmas, por entre estradas e becos da cidade. Mas, este é um desafio cuja meta não podia ser mais adorável. Pode sentar-se ao lado do Pokémon, Super Mario e Dragon Quest, ao mesmo tempo que se refresca com uma bebida.

Não vai encontrar a localização mapa e não há se quer placas à entrada. Contudo, há uma informação que podemos revelar: está escondido algures no distrito de Shibuya.

Este é um local imperdível para os fãs da Nintendo (e não só). O site refere que qualquer pessoa é bem-vinda: os fascinados por jogos, os que não ligam assim muito e até aqueles que não percebem nada.

O espaço conta ainda com artefatos que Toru Hashimoto foi colecionando ao longo dos anos, bem como autógrafos de criadores de vídeo jogos, incluindo Shigeki Morimoto, um dos criadores do Pokémon e um cliente assíduo do café, de acordo com o Japan Times. O mesmo jornal revelou também que alguns dos objetos são tão exclusivos que podem não existir em nenhuma outra parte do globo.

Os preços praticados são acessíveis e o endereço só é revelado a quem faz a reserva online. É gentilmente solicitado aos visitantes que guardem essa informação em segredo, para que descobrir este local continue a ser uma verdadeira caça ao tesouro.

O espaço.

 

 

29
Jun21

Pikachu já tem um avião. Assim são os voos temáticos do Pokémon no Japão

Niel Tomodachi

Devido à pandemia, os voos só estão, para já, disponíveis para residentes no país.

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De forma a atrair mais clientes, depois da brutal quebra de receitas do último ano na sequência da pandemia da Covid-19, uma companhia aérea japonesa lançou uma experiência para os amantes do Pokémon.

O projeto, que se intitula Flying Pikachu (voando com o Pikachu, em português), foi lançado na semana passada pela empresa Skyark Airlines.

E o primeiro voo temático já se realizou. Partiu do aeroporto Haneda, em Tóquio em direção a Naha, em Okinawa.

No exterior, o avião é amarelo, com cinco imagens diferentes do Pokémon. No interior, a experiência é ainda mais completa.

Todos os assentos têm proteção na zona da cabeça com imagens da personagem. Ao entrar, ouve-se a música da série e a tripulação recebe os passageiros com um avental e uma máscara do Pikachu.

Os viajantes têm ainda direito a um chocolate KitKat criado especialmente para o voo e um serviço de bebidas grátis servidas em copos inspirados no desenho animado.

Para os mais novos, há ainda livros e lápis de cera para pintar, tudo dentro da mesma temática.

Os amantes do Pikachu podem ainda comprar vários produtos exclusivos a bordo do avião, entre os quais uma medalha de ouro, um nécessaire ou uma aeronave em miniatura, tudo, já sabe, com a imagem do desenho animado.

Contudo, a aventura pelo mundo do Pokémon começa antes do embarque. No terminal de check-in há cartazes inspirados na série, as etiquetas das malas são temáticas e há 15 designs diferentes de bilhetes de embarque.

O avião temático vai viajar entre Okinawa e outras cidades do Japão como Ibaraki, Nagoya, Kobe e Fukuoka. Devido à pandemia, os voos só estão disponíveis para residentes no país asiático. Contudo, se também é fã do Pikachu, em breve poderá ter esta experiência pois a companhia aérea prevê ter este avião em funcionamento durante cinco anos.

 

26
Mai21

Com Jogos Olímpicos de Tóquio à porta, Japão recusa passar lei que protege pessoas LGBTI

Texto by esqrever

Niel Tomodachi

O projeto de lei por aprovar pretende que a discriminação não seja tolerada e vai de encontro à Carta Olímpica.

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Grupos de ativistas em todo o mundo estão a pressionar cada vez mais o Japão para a aprovação da Lei pela Igualdade, quando a Carta Olímpica denuncia especificamente a discriminação com base na orientação sexual e identidade de género. O Japão estará assim a falhar a promessa de aprovar o projeto de lei que protege a população LGBTI da discriminação antes de receber as Olimpíadas em julho.

O partido no poder do Japão foi assim acusado de violar a Carta Olímpica numa altura em que vieram a público reuniões marcadas por comentários homofóbicos de deputados conservadores. Reuniões realizadas este mês para discutir o projeto de lei, proposto por partidos da oposição, em que se pretende que a discriminação contra pessoas LGBTI não seja tolerada, terminaram sem acordo depois que alguns deputados do Partido Liberal Democrata (PLD) terem dito que os direitos das minorias sexuais “foram longe demais”. Uma decisão sobre a proposta rival do PLD que pede ao governo para “promover a compreensão” das pessoas LGBTI foi também adiada.

Este fracasso foi apelidado de “medalha de ouro pela homofobia” por grupos de defesa dos direitos humanos, a dois meses de Tóquio receber os atrasados Jogos Olímpicos de 2020, adiados por um ano devido à pandemia da COVID19.

Um legislador terá descrito as pessoas LGBTI como “moralmente inaceitáveis”, enquanto outro deputado, Kazuo Yana, terá dito que as minorias sexuais iam “contra a preservação natural da espécie”.

Eriko Yamatani, ex-ministro do gabinete, terá igualmente dito após uma reunião que os direitos das pessoas trans noutros países permitiram que pessoas “ganhassem muitas medalhas” e usassem outras casas de banho.

Human Rights Watch reagiu e afirmou que “o insulto contra pessoas LGBTI por parte de oficiais japoneses não é novidade“, mas considera que “as forças políticas nipónicas estão cada vez mais alheadas da opinião pública japonesa e o lugar do governo no cenário mundial”, pedindo aos partidos que aprovem a Lei para a Igualdade antes da abertura dos Jogos de Tóquio a 23 de julho.

Laurel Hubbard, uma atleta lançadora do peso da Nova Zelândia, está prestes a fazer história neste verão quando se tornar na primeira atleta trans a competir numa Olimpíada.

Pride House Tokyo e a EUA Athlete Ally afirmaram em comunicado que os alegados “comentários violam o espírito dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.” O diretor da Pride House Tokyo, Gon Matsunaka, questionou: “Como é que atletas podem realmente sentir-se em segurança a competir num país onde um membro do partido no poder faz observações tão discriminatórias?

O Japão persiste como a única nação do G7 a não reconhecer totalmente as uniões entre pessoas do mesmo género, mas uma recente decisão judicial trouxe novas esperanças para uma mudança na lei depois que concluir que não permitir que casais homossexuais se casassem era inconstitucional.

Embora a decisão tenha sido celebrada, não significa que os casamentos possam começar a ser realizados imediatamente, dado que falta ainda aprovar a lei que legalize formalmente a igualdade matrimonial no país.

A homossexualidade é legal desde 1880 no Japão. Recentemente, um distrito tornou ilegal alguém forçar o outing de uma pessoa LGBTQ, mas, apesar das pessoas LGBTI japonesas não enfrentarem “estigma religioso generalizado”, casais homossexuais ainda enfrentam discriminação na sua vida quotidiana, como acesso a habitação e privilégios de visita nos hospitais.

Em outubro, a Pride House Tokio abriu o primeiro Centro LGBTQ permanente no Japão, perto da vila olímpica.

 

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