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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

19
Mai22

ILGA preocupada com discriminação a gays por causa da varíola dos macacos

Niel Tomodachi

A associação de defesa dos direitos da população LGBTI diz que a comunicação da doença "está a reforçar lógicas de estigma".

Existem 14 casos ativos de varíola dos macacos em Portugal. Esta quinta-feira, 19 de maio, a Direção-Geral da Saúde (DGS) adiantou que estão também a ser analisados mais dois de casos suspeitos. Ainda pouco se sabe sobre a origem e os métodos de infeção que deram origem a este surto que deixa as autoridades de saúde mundiais em alerta. Porém, até ao momento, uma coisa é certa: apenas os homens foram infetados. 

Segundo os dados partilhados pelas autoridades de saúde britânicas e portuguesas, a maior parte dos infetados são homens jovens, com idades compreendidas entre os 30 e os 40 anos, que mantiveram relações sexuais com outros homens. 

As informações veiculadas pelas várias entidades de saúde nacionais e estrangeiras já começaram a gerar alguns comentários negativos nas redes sociais, direcionados à comunidade homossexual. Ana Arestas presidente da Associação ILGA Portugal — Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo confirma à NiT: “Ainda não recebemos até ao momento nenhuma denúncia, mas como temos um observatório de queixa que é analisado à posteriori, mais à frente podemos ter uma noção mais clara desses dados”. 

Para a presidente da associação: “A forma como a informação foi veiculada pelas autoridades de saúde e pelos meios de comunicação acaba por reforçar lógicas de estigma às quais a população LGBT continua, infelizmente, a ser sujeita e que acabam por ser visíveis nos comentários das redes sociais e de fóruns”.

E acrescenta: “Não nos podemos esquecer de que até há poucos anos as vivências das pessoas desta comunidade foram associadas à doença e ao crime e esse registo continua instalado na nossa comunidade. É por isso que estas notícias resultam em muitos passos atrás nos avanços que temos dado ao longo dos últimos anos”. 

A representante da ILGA sublinha que “neste momento é importante esclarecer toda a população sobre esta doença da forma mais detalhada e de forma não estigmatizante”. E diz à NiT: “Já estamos em contactos com a Direção-Geral da Saúde e as restantes associações para garantir que isto seja revertido, porque infelizmente não é a primeira vez que acontece”. O objetivo é “criar caminhos para que todas as pessoas sejam esclarecidas e que não coloquem as pessoas LGBTI neste contexto de estigma”.

O médico Gustavo Tato Borges, presidente em exercício da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP), explica à NiT: “Ainda não se conseguiu encontrar uma justificação para o facto de serem só homens infetados com o vírus. Não há nada na doença que indique que só afeta homens, pode ser apenas uma coincidência. Enquanto não se encontrar a ligação entre os infetados é difícil tirar alguma conclusão”.  

Segundo o especialista em saúde pública, estes pacientes podem ter sido infetados “numa viagem ou através de contacto próximo com alguém que visitou um destino em que este vírus circula com mais facilidade e ativamente, como é o caso de alguns países africanos”.

Gustavo Tato Borges acrescenta que “podem ter contraído o vírus em algum desses países e depois terem regressado, já infetados, a Portugal”. Ainda assim, sublinha que as investigações ainda decorrem e não sabem se “este cinco casos viajaram juntos, se trabalham juntos, ou se têm efetivamente alguma relação, por isso, ainda se torna difícil enquadrar em que condições se deu o contágio”.

varíola dos macacos, como é conhecida, é uma patologia viral, geralmente transmitida pelo toque ou mordida de animais selvagens portadores do vírus Monkeypox, como macacos e roedores na África Ocidental e Central. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de 6 a 13 dias, mas pode variar entre 5 e 21 dias.

Esta doença é em muitos aspetos semelhante à varíola, erradicada em 1979 — mas menos transmissível e menos mortífera. Por isso, o risco para a saúde pública é considerado baixo, mas, em alguns casos, a doença pode evoluir para sintomas mais graves. 

 

01
Mar22

Portugal é o sétimo país mais LGBT+ friendly da Europa

Niel Tomodachi

A ILGA destaca a não-discriminação nas doações de sangue, mas realça, negativamente, o crescimento do discurso de ódio.

A associação Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo (ILGA) divulgou, a 15 de fevereiro, um novo relatório sobre a situação de direitos das pessoas da comunidade LGBTQIA+ no contexto europeu e centro-asiático. O documento inclui uma lista onde Portugal surge como o sétimo país mais LGBTQIA+ friendly da Europa.

A organização destaca a não-discriminação em função das orientações, características sexuais, e identidades e expressões de género na doação de sangue. Apresentam, porém, várias recomendações ao País: a proibição das terapias de conversão; a garantia de serviços de saúde adequados às pessoas transgénero e de género diverso; e a criação e implementação de políticas públicas de asilo que protejam quem chega a Portugal após ter fugido dos seus países devido à discriminação devido à sua orientação/identidade sexual.

Em comunicado, a ILGA Portugal realça negativamente “o discurso de ódio anti-LGBTI+ que cresce progressivamente no País entre líderes e representações políticas. Além disso, refere que “as instituições europeias e a maioria dos governos nacionais têm agido mais incisivamente no repúdio e na criação de mecanismos que garantam o avanço das medidas de proteção dos direitos e das vidas das pessoas LGBTI+”.

Apesar da posição relativamente elevada, o sétimo lugar representa uma descida neste ranking face ao ano passado, onde Portugal se posicionou em quarto.

“As recomendações para o apoio do governo às associações e coletivos LGBTI+ no âmbito do impacto da Covid-19 (feitas em julho de 2021) não foram totalmente implementadas. A falta de respostas públicas dignas e específicas nas áreas da saúde e apoio social colocaram as associações em grande sobrecarga, com um aumento exponencial dos pedidos de ajuda no contexto pandémico”, explica Ana Aresta, presidente da direção da ILGA Portugal.  

“Ficam também por assegurar as medidas no sistema educativo, em todos os níveis de ensino e ciclos de estudo, que promovam o exercício do direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género, e do direito à proteção das características sexuais das pessoas. O governo deve garantir a proteção das crianças e jovens LGBTI+ que vivem atualmente em contextos de elevada vulnerabilidade”, acrescenta.

 

22
Jun21

ILGA repudia posição da UEFA de impedir cores do arco-íris em Munique

Niel Tomodachi

A ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo repudiou esta terça-feira a decisão da UEFA em impedir que o estádio Allianz Arena em Munique se iluminasse com as cores do arco-íris para o Alemanha-Hungria.

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"A ILGA Portugal lamenta a decisão da UEFA em rejeitar a iluminação arco-íris do estádio de Munique aquando do jogo entre Alemanha e a Hungria, considerando que este seria um gesto simbólico mas de cariz macro no que toca ao posicionamento pró-direitos LGBTI por parte das associações europeias de futebol", pode ler-se em comunicado.

A associação ligada aos direitos da comunidade LGBTI endereçou ainda um apelo à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), pedindo "um posicionamento" àquela instituição, com o hastear de uma bandeira arco-íris na sede, bem como "a promoção de políticas de inclusão e diversidade no contexto do futebol nacional".

O mesmo apelo foi ainda dado a conhecer ao secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo.

A ILGA aplaudiu ainda a proposta da Câmara de Munique, que queria fazer brilhar as cores do arco-íris na resposta a uma legislação aprovada pelo parlamento húngaro.

"A ILGA Portugal recorda igualmente que, enquanto o capitão da equipa alemã, Manuel Neuer, vestiu uma braçadeira arco-íris - alvo da abertura de uma investigação por parte da UEFA [mais tarde levantada] -, o capitão da equipa portuguesa, Cristiano Ronaldo, foi vítima de cânticos de teor homofóbico por parte das bancadas húngaras", lembra.

A associação considera "fulcral que a FPF se demarque dos mesmos e clarifique que este tipo de discurso de ódio (...) não é bem-vindo no desporto".

Citada em comunicado, a presidente da associação, Ana Aresta, considera a nova legislação um "atropelamento aos direitos humanos" e assinalou a intenção em Munique como "um claro sinal de inclusão e liberdade", bem como "uma mensagem de segurança para os milhares de jovens LGBTI" que seguem a modalidade.

"Questiona-se se esta decisão teria o mesmo tratamento se o momento simbólico remetesse a outros tipos de ações de afirmação da UEFA, nomeadamente as de cariz comercial", questiona a dirigente associativa.

O parlamento magiar aprovou uma lei contra a pedofilia que inclui a proibição de falar com menores sobre homossexualidade ou mudança de sexo, na escola e nos media.

A ILGA junta-se assim à enxurrada de críticas à UEFA pelo facto de esta recusar a proposta da câmara municipal de Munique de iluminar o estádio com essas cores em apoio à comunidade LGBT na Hungria.

Para esta decisão, a UEFA argumentou que é uma organização neutra e que iluminar o estádio enviaria uma mensagem política sobre uma decisão tomada pelo parlamento nacional húngaro.

 

17
Mai21

Como estão os Direitos das Pessoas LGBTI?

Texto by dezanove.pt

Niel Tomodachi

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Neste dia internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia (IDAHOT), o dezanove.pt divulga os resultados da 12ª edição do Relatório Anual da ILGA Europe sobre a situação dos direitos humanos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo na Europa e Ásia Central, relativa ao ano de 2020.

17
Jan21

ILGA. Local de trabalho é o "último grande armário" das pessoas LGBTI+

Niel Tomodachi

A discriminação laboral contra pessoas LGBTI+ é uma realidade em Portugal, mas mais de metade das vítimas (cerca de 63%) não apresenta queixa, indicam dados de 2019 da Associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo.

naom_582809acc1cff.jpgO relatório de 2019 da ILGA, baseado numa amostra de 171 pessoas, consta no Observatório da Discriminação Contra Pessoas LGBTI+ e concluiu que a discriminação laboral diminuiu 6,1% comparativamente aos dados de 2018 e o valor de denúncias às autoridades mantém-se baixo, apesar de ter sofrido um aumento de 6% relativamente a 2018.

"Por um lado, o local de trabalho é o ganha pão das pessoas e a maior parte delas não está disponível a perdê-lo por estas situações. Por outro lado, existe uma questão óbvia de fragilidade legal. Eu não conheço nenhuma sentença dos nossos tribunais que esteja relacionada diretamente com questões de orientação sexual no local de trabalho", referiu à Lusa a vice-presidente da ILGA, Joana Cadete Pires.

O sistema legal português não está "pronto para o desafio", nem as vítimas de discriminação laboral devido à sua orientação sexual lhes atribuem confiança", segundo a vice-presidente da ILGA, para quem o local de trabalho se tornou "no último grande armário" da comunidade LGBTI+.

Além de ser co-coordenadora do departamento jurídico da Associação, Joana Cadete Pires é advogada do direito do trabalho e, por isso, acompanhou diversos casos que vão desde dificuldades de progressão na carreira a assédio.

Num dos processos que seguiu o trabalhador começou a ser discriminado após apresentar e comunicar à sua entidade empregadora que iria usufruir duma licença de casamento, onde constava o nome do parceiro.

O trabalhador em questão foi "colocado a exercer funções em condições humilhantes, a sua secretária foi encostada, começou a trabalhar contra uma parede separadamente de todos os seus colegas numa zona isolada da empresa, praticamente no armazém", contou a acrescentando que recebe na ILGA muitas questões de pessoas a perguntar se são obrigadas a comunicar à entidade empregadora que vão casar ou formar família.

Recentemente, a advogada acompanhou um trabalhador que começou a ser "alvo de chacota, de piadas e de humilhação no seu local de trabalho" após os colegas de trabalho descobrirem a sua orientação sexual através das redes sociais.

A vice-presidente da ILGA alertou que a discriminação "está sempre no ar", não é um fenómeno pontual e pode ocorrer indiretamente, isto é, por via de "piadas" que não são direcionadas a uma pessoa, mas à comunidade LGBTI+.

Apesar da advogada não ter acompanhado nenhum caso deste âmbito durante a pandemia acredita que a discriminação se agravou.

"Todas as crises acabam por ser sentidas de uma forma muito específica por uma população que já por si é vulnerável, discriminada e que à luz da sociedade é praticamente invisível", defende.

(S)

 

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