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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

13
Set22

Tanzânia ameaça quem publique conteúdos a promover relações homossexuais

Niel Tomodachi

O Governo da Tanzânia manifestou-se contra a publicação de conteúdos nas redes sociais que promovem as relações homossexuais e alertou que os responsáveis pelas mesmas podem ter de enfrentar a Justiça.

Tanzânia ameaça quem publique conteúdos a promover relações homossexuais

"Deixem-me aproveitar esta oportunidade para emitir um aviso a qualquer um que distribua estes conteúdos para a comunidade: uma forte ação será tomada contra qualquer pessoa envolvida", avisou o ministro da Informação da Tanzânia, Nape Nnauye, citado pelo jornal tanzaniano 'The Citizen'.

Deste modo, o ministro disse estar a defender as crianças do que descreveu como conteúdos impróprios. "É responsabilidade de todos, começando pelos pais, responsáveis e escolas, onde as crianças passam muito tempo a estudar", afirmou.

Nnauye sublinhou que mesmo os administradores de grupos de WhatsApp podem ser considerados culpados perante as medidas legais em vigor e deixou claro que a Tanzânia procurará bloquear completamente esse tipo de material.

"Após um acompanhamento atento dos vídeos que estão a ser distribuídos, percebemos que através da globalização dos conteúdos em todo o mundo, alguns espetadores de conteúdos pagos viram aquele tipo de conteúdos e distribuíram-nos nas redes sociais", criticou.

As autoridades da Tanzânia criaram, em março de 2018, um órgão para supervisionar a publicação de conteúdos que promovam a homossexualidade.

Os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são ilegais na Tanzânia, e os condenados estão sujeitos a penas até 30 anos de prisão.

 

13
Ago22

"Ser gay não é uma doença". Uma mensagem para os médicos do Vietname

Niel Tomodachi

Comunidade LGBTI+ do Vietname saiu à rua para acabar com a discriminação.

"Ser gay não é uma doença". Uma mensagem para os médicos do Vietname

"Ser gay não é uma doença". Esta foi a mensagem transmitida pelo Vietname aos seus profissionais de saúde, para que se acabe com a discriminação contra a comunidade LGBTI+.

Os ativistas disseram à AFP, na terça-feira, que a sua manifestação foi um grande passo em frente para os direitos LGBTI+ na nação do sudeste asiático, onde os homossexuais, bissexuais e transgéneros há muito se sentem marginalizados.

Num documento oficial publicado na semana passada , o ministro da Saúde declarou que "a homossexualidade não podia ser curada, não precisa de ser curada e é algo que não se pode mudar". 

O documento insta os profissionais médicos a respeitarem o género e a orientação sexual de cada pessoa, depois de terem recebido relatórios de médicos que afirmam poder tratar minorias de género.

Note-se que, embora o Vietname seja visto como um país relativamente avançado nas questões LGBTI+ em comparação com alguns outros países da Ásia, a desinformação sobre orientação sexual e identidade de género é generalizada.

02
Jul22

Amazon removeu produtos LGBTI+ nos Emirados Árabes Unidos

Niel Tomodachi

A empresa também bloqueou as pesquisas de mais de 150 palavras-chave.

Amazon removeu produtos LGBTI+ nos Emirados Árabes Unidos

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The New York Times avançou com a notícia de que os clientes da Amazon nos Emirados Árabes Unidos deixaram de encontrar produtos relacionados com a comunidade LGBTI+.

De acordo com a publicação norte-americana, o governo do país exigiu a remoção destes produtos e ameaçou a Amazon com penalizações caso a empresa não obedecesse a esta ordem até ao final da semana. Recordar que os Emirados Árabes Unidos considera um crime as relações com pessoas do mesmo sexo, com as penalizações a irem de prisão até sentença de morte.

Depois da ordem do governo dos Emirados Árabes Unidos, a Amazon decidiu remover páginas individuais de produtos e ainda bloqueou o uso de mais de 150 palavras-chave relacionadas com a comunidade LGBTI+.

 

17
Mai22

Portugal cai cinco lugares no índice sobre direitos das pessoas LGBTI, mas mantém-se nos lugares cimeiros

Niel Tomodachi

Portugal desceu quatro lugares no índice europeu sobre a situação jurídica e políticas das pessoas LGBTI, devido à falta de plano de ação contra a discriminação, estando ainda assim em nono lugar entre 49 países.

Portugal cai cinco lugares no índice sobre direitos das pessoas LGBTI, mas mantém-se nos lugares cimeiros

De acordo com dados divulgados pela ILGA Europa, que anualmente analisa e classifica no seu Mapa Arco-Íris a situação jurídica, social e política das pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (LGBTI) em 49 países europeus, Portugal caiu do 4.º lugar para o 9.º lugar em 2021.

A iniciativa serve para assinalar o Dia Internacional e Nacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, que se comemora em 17 de maio, e demonstra que têm sido dados passos importantes nos direitos das pessoas LGBTI em vários países.

“Pelo contrário, alguns países que outrora lideraram os direitos LGBTI+ estão a descer a escada, como é o caso de Portugal, enquanto outros correm o risco de seguir o precedente de países onde os direitos LGBTI+ estão a ser instrumentalizados para ganho político”, refere a ILGA Portugal, em reação aos dados agora conhecidos.

Portugal consegue 62% (em 100%) no global, alcançando pontuação máxima em matéria de espaço público – sobre o qual é referido que os ativistas LGBTI não estão em risco, não há limites à liberdade de expressão ou que as associações podem trabalhar sem qualquer obstrução por parte do Estado — e a pontuação mais baixa (33%) em matéria de asilo.

Nesta questão em concreto, a ILGA Europa refere que Portugal precisa de políticas públicas e outras medidas em matéria de asilo que “contenham referência expressa a todas as orientações sexuais, identidades de género, expressão de género e características sexuais”.

A ILGA Europa faz ainda outras recomendações a Portugal para que a situação das pessoas LGBTI melhore, nomeadamente o fim das chamadas terapias de reconversão em matéria de orientação sexual e identidade de género, ou a clarificação da proibição legal da mutilação genital intersexo.

Em relação a esta última questão, a ILGA Europa sugere “a implementação de políticas que estabeleçam regras claras para o consentimento informado e garantam o efeito pretendido de proteger as pessoas intersexo de intervenções sem o seu consentimento pessoal”.

Para a ILGA Portugal, a queda de cinco lugares no ‘ranking’ está diretamente relacionada com o facto de ter terminado o Plano de Ação governamental para o Combate à Discriminação em Razão da Orientação Sexual, Identidade e Expressão de Género (2018-2021) e de o seguinte ainda não ter sido publicado.

“Num contexto atual no qual a violência e os discursos homofóbicos e transfóbicos avançam em todos os quadrantes, inclusivamente em Portugal, é urgente nesta legislatura o investimento em respostas e políticas públicas específicas para as pessoas LGBTI+”, defende a presidente da ILGA Portugal em comunicado.

Na opinião de Ana Aresta, o país “não pode ficar adormecido no que toca à proteção dos direitos humanos, muito menos descer nos rankings por falta de planos ou estratégias governamentais para atuação direta na ainda frágil resposta do Estado e dos serviços públicos”.

Para a ILGA Portugal, o Mapa e o índice anual da ILGA Europa “identificam passos em frente nos direitos LGBTI+ em vários países — nomeadamente Dinamarca, Islândia, Grécia, Letónia, Lituânia, Sérvia, Eslováquia e Eslovénia –, à medida que a democracia na Europa está sob pressão crescente”.

A organização portuguesa salienta que “as conclusões deste ano são consideradas um contraste ‘bem-vindo’ com as do Mapa de 2021, que identificou uma estagnação completa dos direitos e da igualdade LGBTI+ em toda a Europa” e dá como exemplo o caso da Dinamarca, que “saltou sete lugares para alcançar o segundo lugar no ranking 2022”, graças ao combate antidiscriminação na legislação, incluindo a orientação sexual, identidade de género, expressão de género e características sexuais como fatores agravantes nos crimes de ódio.

O Mapa Arco-Íris é apresentado todos os meses de maio desde 2009 para assinalar o dia contra a homo/trans/bifobia e o ranking classifica os 49 países europeus numa escala de 0% a 100%, entre violações graves dos direitos humanos e respeito pelos direitos humanos e igualdade total.

 
 
17
Mai22

Pandemia de covid-19 agravou discriminação e violência contra pessoas LGBTI

Niel Tomodachi

A pandemia provocada pela covid-19 agravou a vulnerabilidade, a discriminação e a violência contra pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (LGBTI+), revelou um estudo nacional, segundo o qual as mulheres trans são as mais discriminadas.

Pandemia de covid-19 agravou discriminação e violência contra pessoas LGBTI

O estudo, encomendado pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) para assinalar o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e a Bifobia, que se comemora a 17 de maio, demonstra que Portugal tem tido “significativos avanços” desde o início do século XXI em matéria de legislação e políticas públicas relacionadas com a orientação sexual, identidade e expressão de género e características sexuais (OIEC), o que permitiu colocar Portugal “num lugar cimeiro no ranking de legislação igualitária a nível europeu”.

No entanto, e apesar dos progressos, “o impacto destes avanços legislativos não se traduz de modo efetivo na vida destas pessoas, continuando a discriminação em função da OIEC a ser atualmente uma dura realidade em Portugal”.

“Com a pandemia provocada pela covid-19, a situação de vulnerabilidade, de discriminação e mesmo de violência sobre as pessoas LGBTI+ ficou ainda mais agravada”, lê-se nas conclusões a que a Lusa teve acesso.

Acrescenta que entre as pessoas LGBTI+, “as pessoas trans — e sobretudo as mulheres trans — foram identificadas como as mais discriminadas por força da conjugação do sexismo e do cisgenderismo”.

Significa que as mulheres trans sofrem dupla discriminação, seja pelo preconceito baseado no género (sexismo), seja pelo facto de a sua identidade de género não corresponder ao género que lhe foi atribuído à nascença (cisgenderismo).

Já no que diz respeito à orientação sexual, o estudo mostra que as mulheres lésbicas ou bissexuais são “mais invisíveis do que os homens gays, mesmo dentro da própria comunidade”, com especial incidência entre as mulheres menos qualificadas e residentes em zonas mais periféricas e/ou isoladas.

“Os contextos de discriminação mais assinalados foram os contextos de saúde, escolares, laborais, de segurança e proteção social”, refere o estudo, que acrescenta que “os centros de acolhimento temporário e estruturas residenciais, o acesso à habitação, a comunicação social, o espaço público e a própria comunidade LGBTI+ foram também identificadas como espaços discriminatórios”.

Por outro lado, aponta que “as escolas continuam a não ser ambientes seguros e acolhedores para as crianças e jovens LGBTI+”, enquanto “os conteúdos e práticas educativas continuam resistentes” à abordagem da orientação sexual, identidade e expressão de género e características sexuais.

Umas das recomendações do estudo vai no sentido de reforçar a inclusão destas temáticas nos conteúdos e práticas escolares, combatendo o bullying e promovendo uma educação para a cidadania e os direitos humanos.

Refere também que a discriminação no acesso ao emprego e no local de trabalho por razões relacionadas com a orientação sexual, identidade e expressão de género e características sexuais “ainda acontece frequentemente”.

O estudo mostra ainda que o número de denúncias se mantém reduzido, um fenómeno em parte explicado pela “falta de confiança nas autoridades policiais para responder de forma eficaz e adequada”.

Estas e outras conclusões do “Estudo Nacional sobre as necessidades das pessoas LGBTI e sobre a discriminação em razão da orientação sexual, identidade e expressão de género e características sexuais” são apresentadas publicamente hoje, em Lisboa, no ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa.

 

29
Dez21

Qatar proíbe brinquedos com as cores do arco-íris por serem contra a religião

Niel Tomodachi

As autoridades mandaram apreender milhares de peças para crianças por serem "contrários aos valores islâmicos".

Qatar será a sede do Campeonato do Mundo de Futebol de 2022 e, apesar da criminalização da homossexualidade ser uma realidade presente na sociedade do país do Golfo, o governo assegura que todos serão bem-vindos. Porém, a questão da liberdade individual no território começou a ser novamente falada após as autoridades começarem a apreender brinquedos que consideram ser “contrários aos valores islâmicos”.

Todos tinham a mesma característica: as cores. O arco-irís é muitas vezes associado à comunidade LGBTQIA+, sendo o elemento principal da bandeira que a acompanha. Foi devido a esse fator que decidiram tirar todos os brinquedos com arco-íris das prateleiras das lojas.

A informação foi divulgada no Twitter pelo Ministério do Comércio e Indústria. “Campanhas de inspeção em lojas de diferentes regiões do Qatar levaram à apreensão de brinquedos infantis contrários aos valores islâmicos”, lê-se na publicação.

“O Ministério pede a todos os cidadãos e moradores que revelem qualquer mercadoria com logos ou desenhos contrários às tradições”, adiantou a agência noticiosa QNA, citada pela AFP.

 

 

 

05
Dez21

Carluz Belo lança “Passos No Escuro”, um tributo às vítimas de homofobia, cujas histórias de amor ficaram por viver

Texto by esqrever

Niel Tomodachi

Passaram 4 anos desde que falámos com Carluz Belo e os primeiros passos da sua carreira musical. Neste final de 2021, e após o lançamento do álbum Menino da Praia em 2020, o artista nascido em Vila de Fão avançou com o último single e faixa que encerra o álbum: Passos no Escuro.

Esta é uma canção que pretende ser uma “oração da Memória LGBTI+, um Hino ao Amor e contra a homofobia“, onde possamos “caminharmos sem rede, seguirmos os nossos instintos, paixões e desejos“. Porque, recorda Carluz Belo, ainda “é preciso coragem sempre que dois rapazes dão a mão ou se beijam nas ruas da sua vila ou cidade“.

Com o videoclipe que pode ser visto abaixo, o músico pretende “prestar tributo às vítimas de crimes homofóbicos, cujas histórias de amor ficaram por viver“, pois “é preciso cuidar destas feridas no nosso imaginário coletivo“. A criação do vídeo foi assim “forma de dar corpo e visibilidade a uma dessas possíveis histórias, retratando o surgimento do afeto romântico entre dois rapazes“.

Vale a pena ver e escutar Passos No Escuro:

 

12
Out21

Governo do Botsuana quer revogar a descriminalização do casamento gay

Niel Tomodachi

O Governo do Botsuana pediu hoje aos tribunais para revogarem a descriminalização da homossexualidade no país, durante uma audiência num tribunal de recurso, por considerar que se trata de uma "questão política" e não legal.

Governo do Botsuana quer revogar a descriminalização do casamento gay

Em 2019, o tribunal da capital, Gaborone, descreveu as leis que puniam as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo como "relíquias da era vitoriana [britânica]", afirmando que "oprimem uma minoria" e ordenou a sua emenda.

A decisão foi saudada pela comunidade gay e pelas organizações não-governamentais (ONG) internacionais e africanas, sendo que a homossexualidade permanece ilegal em mais de metade dos países da África subsaariana.

Sidney Pilane, que representou o procurador-geral do Botsuana, defendeu que os direitos dos homossexuais são "uma questão política" que deve ser decidida no parlamento.

"O tribunal não está em posição de tomar tal decisão", afirmou no tribunal, citado pela agência France-Presse, acrescentando que "se os direitos dos homossexuais eram inconstitucionais no passado, continuam a ser inconstitucionais hoje".

A posição do tribunal surgiu em junho de 2019, em resposta a uma contestação contra o código penal, que desde 1965 punia a homossexualidade com até sete anos de prisão.

A África do Sul é o único país africano que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois da legalização, em 2006.

 

24
Ago21

Ser-se LGBTI no Afeganistão: “Como pessoa gay, não posso revelar quem sou, nem mesmo à minha família ou amigos”

Texto by Esqrever

Niel Tomodachi

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Antes da revolta talibã no Afeganistão, a vida de Abdul, um homem gay cujo nome foi aqui alterado, já era perigosa. Bastaria que falasse da sua identidade com a pessoa errada e Abdul poderia ser preso e levado a tribunal devido à sua orientação sexual, sob as leis afegãs.

Mas desde que os talibãs assumiram o controlo das principais cidades do Afeganistão na semana passada, Abdul explicou à BBC que a sua orientação revelada agora o teria “morto no local“.

Os Talibã são um grupo militar que assumiu o controlo do país de Abdul e são conhecidos por impor ideologias islâmicas extremas. Sob a sua interpretação da Lei da Sharia, a homossexualidade é estritamente proibida e punível com a morte.

A última vez que estiveram no poder no Afeganistão, entre o final dos anos 1990 e 2001, Abdul, hoje com 21 anos, não tinha ainda nascido.

Ouvi a minha família e anciãos falarem dos Talibãs“, disse, “assistimos a alguns filmes, mas agora é como se estivéssemos dentro desse filme.

Esta semana, Abdul deveria estar a realizar os seus exames universitários finais, ir almoçar com amigos e visitar o seu namorado, que conheceu há três anos. Em vez disso, ele está sentado na sua casa pelo quarto dia consecutivo. Há soldados talibãs atualmente do lado de fora da sua porta.

Mesmo quando os vejo através das janelas, sinto muito medo. O meu corpo começa a tremer ao vê-los“, disse. “Civis estão a ser mortos. Acho que nunca falarei à frente deles.”

Não são apenas os novos líderes do Afeganistão que não podem descobrir sobre a orientação sexual de Abdul. “Como pessoa gay no Afeganistão, não posso revelar quem sou, nem mesmo à minha família ou aos meus amigos. Se eu contasse à minha família, talvez eles me agredissem ou mesmo matassem.

A ofensa à família é, aliás e ironicamente, uma das razões pelas quais talibãs não nomeiam as suas vítimas LGBTI, por respeito às famílias que veriam os seus nomes associados publicamente a homossexuais.

Embora estivesse a esconder quem é, Abdul aproveitava a sua vida no vibrante centro de Cabul. “Os meus estudos estavam a progredir e havia vida na cidade, havia multidões na cidade.”

No espaço de uma única semana, Abdul sente que viu a sua vida desaparecer diante dele.

Não há futuro para nós“, desabafou. “Acho que nunca continuarei a minha educação. Perdi o contacto com os meus amigos e não sei se estão bem.

O meu parceiro está preso numa cidade diferente com a sua família e nem eu posso ir lá, como ele também não pode vir ter comigo.”

O seu pai, que trabalhava para o governo, escondeu-se por medo dos Talibãs. A maioria das mulheres que Abdul conhece não sairá de casa com medo. Alguns assumem o risco, mas apenas quando acompanhadas por um homem.

Na semana passada, a saúde mental de Abdul deteriorou-se, confessando que tem tido ideação suicida, “eu não quero viver esse tipo de vida.”

 

“Quero um futuro em que possa viver livremente.”

Abdul não tem esperança sobre as promessas dos Talibãs governar de forma diferente e dar às mulheres mais oportunidades. “Mesmo que os Talibãs aceitem uma mulher no governo, na escola, eles nunca aceitarão pessoas LGBTI. Eles vão matá-las.

Abdul diz que está “à espera de encontrar uma maneira de sair do país“. Há instituições de caridade e ativistas que tentam ajudar a população afegã. O Reino Unido está a planear retirar 20.000 migrantes do país, mas Abdul diz que ninguém sabe como se inscrever.

A instituição de caridade do Reino Unido Stonewall pediu ao governo britânico que comece a “ajudar pessoas refugiadas afegãs LGBTI a sobreviver, estabelecerem-se e prosperarem no país“.

Se alguém está a ouvir a minha mensagem, enquanto jovem, tenho o direito de viver livre e em segurança“, disse Abdul. “Tenho 21 anos. Toda a minha vida passei na guerra, com explosões de bombas, a perder amigos, a perder família. Rezem pelas nossas vidas.


Linhas de Apoio e de Prevenção do Suicídio em Portugal

Linha LGBT
De Quinta a Sábado, das 20h às 23h
218 873 922
969 239 229

SOS Voz Amiga
(entre as 16 e as 24h00)
213 544 545
912 802 669
963 524 660

Telefone da Amizade
228 323 535

Escutar – Voz de Apoio – Gaia
225 506 070

SOS Estudante
(20h00 à 1h00)
969 554 545

Vozes Amigas de Esperança
(20h00 às 23h00)
222 080 707

Centro Internet Segura
800 219 090

 

(S)

24
Jul21

Mais de dez mil pessoas juntas na Marcha do Orgulho na Hungria

Niel Tomodachi

Mais de dez mil pessoas juntaram-se à Marcha do Orgulho que hoje se realizou no centro de Budapeste, em solidariedade com lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e intersexuais (LGBTI+), alvo de leis e políticas discriminatórias na Hungria.

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"Toda a Europa está a observar o que se passa na Hungria", vincou Terry Reintke, co-presidente do Intergrupo LGBTI+ do Parlamento Europeu, perante os manifestantes reunidos na Praça Madách, no centro da capital húngara, de onde partiu a marcha, em direção ao parque Tabán.

"Estamos aqui contra o ódio, a deriva do Estado de Direito e a vaga autoritária", vincou a eurodeputada.

O governo húngaro do Fidesz (democrata-cristão ultranacionalista), liderado por Viktor Orbán, aprovou recentemente uma lei considerada homofóbica, que, entre outras coisas, proíbe que se fale sobre homossexualidade nas escolas.

Na convocatória da marcha, os organizadores assinalavam que "os últimos tempos foram muito stressantes, desesperantes e aterradores para a comunidade LGBTI+". O Governo húngaro "desterra, na sua própria pátria, a comunidade LGBTI+", denunciam.

Na Marcha do Orgulho, tradicionalmente colorida, participaram políticos da oposição, atores, músicos, desportistas e outras figuras conhecidas da sociedade.

Mas o desfile contou também com solidariedade estrangeira, com mais de 40 embaixadas e instituições culturais presentes na Hungria a apoiarem, em comunicado conjunto, a Marcha do Orgulho em Budapeste.

Várias organizações de extrema-direita, como o movimento Pátria Nossa e a Federação Alfa, convocaram uma contramanifestação, na qual participaram poucas dezenas de pessoas.

A polícia foi mobilizada para evitar confrontos e incidentes.

A polémica lei de proteção de menores, aprovada pelo Parlamento húngaro em junho e criticada interna e internacionalmente, começou por propor um endurecimento das penas contra a pedofilia, mas, pouco antes da votação, foram acrescentadas disposições relacionadas com a homossexualidade e a mudança de sexo.

No poder desde 2010, o primeiro-ministro Viktor Orbán tem adotado políticas para "defender os valores cristãos".

A Comissão Europeia desencadeou um processo de infração contra o Governo húngaro, a 15 de junho, considerando que essas políticas discriminatórias violam os valores europeus fundamentais da tolerância e da liberdade individual.

O processo pode levar a uma ação no Tribunal de Justiça da União Europeia e depois a sanções financeiras.

Orbán classificou o processo desencadeado pela Comissão Europeia como "vandalismo legal" e, na quarta-feira, anunciou que a lei em causa será objeto de referendo, pedindo o apoio dos eleitores.

"Bruxelas atacou claramente a Hungria", contestou, num vídeo publicado na sua página na rede social Facebook.

O Tribunal Europeu de Justiça e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos têm condenado regularmente a Hungria por reformas que visam a justiça, os meios de comunicação, os refugiados, as organizações não-governamentais, universidades ou minorias.

 

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