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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

24
Fev22

A descoberta arqueológica em França que “reescreve todos os livros de história”

Niel Tomodachi

Vestígios com 54 mil anos encontrados na caverna de Mandrin sugerem que o Homo Sapiens chegou à Europa antes do que se pensava.

O Homo Sapiens surgiu em África há mais de 300 mil anos. O seu aparecimento na Europa, contudo, remontava apenas há cerca de 45/43 mil anos, de acordo com vestígios encontrados em Itália e na Bulgária.

Se o primeiro facto continua sem contestação, o mesmo já não se pode dizer do segundo. Uma equipa de arqueólogos e paleoantropólogos descobriu, recentemente, na caverna de Mandrin, localizada no sul de França, indícios da presença da espécie com 54 mil anos. A investigação revela assim que esta se aventurou no território dos Neandertais europeus muito antes do que se pensava e contraria a ideia vigente de que as duas espécies humanas não haviam coabitado. As conclusões alcançadas foram divulgadas num estudo publicado na revista “Science” a 9 de fevereiro.

Além de milhares de ferramentas de pedra e ossos de animais, os investigadores encontraram nove dentes, em diferentes camadas de solo, pertencentes a seis indivíduos e em relativo bom estado. Após analisá-los com recurso a um scanner de altíssima resolução, Clément Zanolli, paleoantropólogo da Universidade de Bordeaux, concluiu que entre eles estava um dente de leite de um humano moderno.

Através da fuliginocronologia, técnica pioneira que analisa os vestígios de lareiras antigas nas paredes de uma caverna, concluiu-se que o Homo Sapiens chegou ao abrigo de pedra branca um ano depois dos Neandertais. Quando o deixaram definitivamente, após quatro décadas de visitas anuais, o Neandertal ainda lá voltou, mas só mil anos depois, aproximadamente. Os últimos vestígios dos Neandertais na Europa, que marcam o período em que desapareceram, datam de há 40 mil anos.

Para Chris Stringer, especialista em evolução humana do Museu de História Natural de Londres e coautor do estudo, a descoberta revela que “o aparecimento dos humanos modernos e o desaparecimento dos Neandertais é muito mais complexo” do que se imaginava. Citado em comunicado de imprensa, realça a importância de compreender esta sobreposição para explicar “porque é que nos tornamos a única espécie humana remanescente”.

Ludovic Slimak, especialista da Universidade de Toulouse que liderou a equipa, afirmou que sermos “capazes de demonstrar que o Homo Sapiens chegou [à Europa] 12 mil anos antes do que pensávamos, e que esta população foi depois substituída por outras populações Neandertais, reescreve, literalmente, todos os livros de história”.

 

 

 

24
Dez21

História do livro: tantas formas e tantos feitios

Niel Tomodachi

Nas suas páginas, cabem todos os mundos possíveis e imaginários. Uma história feita de vontades e técnicas na disseminação de ideias.

Nas suas páginas, cabem todos os mundos possíveis e imaginários. Uma história feita de vontades e técnicas na disseminação de ideias.

Primeiro, a escrita; depois, o texto; a seguir, o livro. E todo um caminho feito para que histórias e pensamentos se perpetuassem em páginas. Estava escrito. As palavras precisavam de um lugar eterno. Encontraram-no nos livros.

As tabuletas de argila e de pedra foram o primeiro suporte da escrita. Várias placas juntas seriam uma espécie de livro, ainda rudimentar, ainda longe do que é hoje. Depois, o papiro revolucionou o estado da arte, planta tornada papel, folha dada à escrita, maleável , facilmente transportável. Entretanto, há peles de animais que adquirem novas funcionalidades e os rolos de papiro são substituídos por pergaminhos. O livro como objeto começa então a ganhar forma pelos olhos e pelas mãos dos romanos, nos primeiros anos da Era Cristã.

Distribuir informação na forma escrita adquire um enorme significado. Na Idade Média, usam-se letras maiúsculas, surgem as margens e as páginas em branco, os índices e os sumários. Até que em 1455, Gutenberg, gráfico e inventor alemão, apresenta ao Mundo a imprensa que desenvolverá a tipografia.

A partir daí, nada podia travar a disseminação em massa do conhecimento e da informação. É um produto intelectual, um bem de consumo, que dá trabalho, exige produção, desde o texto à paginação, passando pelo design, revisão, impressão, encadernação, distribuição.

Livros? Há para todos os gostos e feitios. Literários, escolares, técnicos. De todos os tamanhos. Um interminável número de possibilidades. Os livros eletrónicos, em formato digital, apareceram no final do século XX. A evolução não pára.

Quantos mundos cabem num livro? Todos os possíveis e imaginários. Aqui e em qualquer parte do Planeta. Em todo o lado.

Quinta placa de argila de um conjunto de 11 que compõem a Epopeia de Gilgamesh, datada do período paleobabilónico (de 2000 a 1595 a.C.). Faz parte do espólio do The Sulaymaniyah Museum, no Iraque


24
Out21

Paixões, viagens e conspirações de rainhas e reis de Portugal: 4 novos romances históricos

Niel Tomodachi

O outono traz-nos quatro novos livros que são uma viagem pela História de Portugal. Rainhas e reis levam-nos pelos corredores do poder das suas épocas, recheados de paixões e conspirações.

D. Carlos, D. João VI, Inês de Castro e Mariana de Bourbon são os nomes que norteiam estes quatro títulos

“Inês de Castro”

Planeta, 21,90 euros

Isabel Stilwell traz-nos uma nova oportunidade de mergulhar na História de Portugal à boleia de uma das grandes figuras femininas da realeza nacional. A autora best-seller de romances históricos conta agora a história deInês de Castro, protagonista da que é, talvez, a história de amor mais conhecida da nação e que, reza a lenda, foi coroada rainha de Portugal já depois da sua morte. Ao longo de quase 500 páginas a vida de Inês de Castro é também o retrato de uma época em que Portugal e Castela viviam entre intrigas e trocavam traições e dos seus protagonistas. A vida de Inês inspirou muitos artistas e até Camões lhe dedica versos n’Os Lusíadas. Neste livro é retratada como ágil espia, influente no tabuleiro do poder, alvo da ira do rei Afonso IV, amante de D. Pedro e, por fim, rainha de Portugal.

Inês de Castro, Planeta.

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“D. Mariana de Bourbon, A força da rainha”

Clube do Autor, 16,50 euros

Mariana Vitória de Bourbon era espanhola e foi a rainha consorte de D. José I durante 27 anos, até à morte do rei. Mais do que uma biografia da rainha, este livro é um retrato de uma época da história de Portugal recheada de acontecimentos relevantes e contada da perspetiva privilegiada da casa real. Paula Veiga já tinha escrito um livro sobre D. Leonor de Lencastre (“A rainha perfeitíssima”, Saída de Emergência). Agora mostra-nos uma rainha Mariana de Bourbon que descreve como mulher ciumenta e que gostava de se envolver nos assuntos da governação. Foi durante o reinado de D. José I, no século XVIII, que Portugal sofreu o terramoto de 1755 e passou de anos dourados a um país focado na reconstrução de Lisboa. Foi também a época dos Távora, a famosa família da alta nobreza, tendo o rei eleito como como amante D. Teresa. Um romance histórico que, dada a história da nação, também promete suspense e intriga.

D. Mariana de Bourbon. A Força da Rainha, Clube do Autor.

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“O Primeiro Amor de Dom Carlos”

Bertrand Editora, 17,70 euros

Este romance histórico foca-se numa fase da vida de D. Carlos, muito antes deste se tornar rei, e acompanha-o durante o final do século XIX, a partir do momento em que conheceu Amapola de la Gran Torre Caminha de Castro, uma fidalga luso-galega. Conta o livro que Amapola tinha uma casa de férias no Monte Estoril, D. Carlos, quando estava em Cascais, instalava-se na Cidadela e os dois conheceram-se no verão de 1879. Partilhavam o gosto pela cultura, pelas artes e em especial pela pintura, mas tinham estatutos diferentes e enquanto ele ficou noivo de Amélia de Orleães (filha do Conde de Paris) com quem viria a casar a 22 de maio de 1886, ela casou-se com um antigo pretendente e assim cada um seguiu o seu caminho. Esta obra é um retrato de um amor de juventude, não só de um herdeiro do trono, como também de uma época passada.

O primeiro amor de D. Carlos, Bertrand Editora.

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“1821. O regresso do rei”

Planeta, 17,50 euros

Armando Seixas Ferreira é conhecido do público como grande repórter da RTP, mas desta vez conta-nos uma história em livro, a do regresso do rei D. João VI e da família real do Brasil para Portugal em 1821. A partida da corte em 1807 é muito conhecida, contudo a viagem de regresso a Lisboa nem tanto. Depois de quase 14 anos a viver no Brasil, o rei deixou lá o filho, D. Pedro, e partiu a 26 de abril de 1821 numa armada de 12 navios, com três a quatro mil pessoas a bordo, para uma viagem de travessia do Atlântico que durou 68 dias. O autor investigou documentos e os diários de bordo do arquivo histórico da marinha, redigidos a bordo de dois dos 12 navios, são o fio condutor desta história que descreve a vida a bordo num navio de guerra do século XIX, os momentos mais marcantes do reinado do rei e da vida no Brasil e as consequências políticas desta expedição, sendo uma delas a independência do Brasil em 1822.

1821. O regresso do rei, Planeta.

 
01
Set21

Vai ser inaugurada uma instalação que questiona os Descobrimentos e lembra a escravatura

Niel Tomodachi

“O Barco/The Boat” é uma enorme peça de Grada Kilomba que estará junto do MAAT, na zona ribeirinha de Lisboa.

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Chama-se “O Barco/The Boat”, vai ser inaugurada na sexta-feira, 3 de setembro, e trata-se de uma instalação artística que vai estar junto do MAAT, na zona de Belém, em Lisboa, até 17 de outubro. É um projeto da artista Grada Kilomba, nascida na capital portuguesa, com raízes em Angola e São Tomé e Príncipe.

“O Barco/The Boat” é composta por 140 blocos, “que formam a silhueta do fundo de uma nau e desenham minuciosamente o espaço criado para acomodar os corpos de milhões de africanos, escravizados pelos impérios europeus. No imaginário ocidental, um barco é facilmente associado à glória, liberdade e expansão marítima, descrita como ‘descoberta’ mas, na visão da artista, ‘um continente com milhões de pessoas não pode ser descoberto’ nem ‘um dos mais longos e horrendos capítulos da humanidade – a Escravatura – pode ser apagado’”, descreve o museu.

Grada Kilomba é escritora, artista e psicóloga.
 

“Esta primeira instalação de grande escala de Grada Kilomba, que se estende junto ao Tejo por 32 metros de comprimento, convida o público a entrar num jardim da memória, no qual poemas descansam sobre blocos de madeira queimada, recordando histórias e identidades esquecidas. Que histórias são contadas? Onde são contadas? Como são contadas? E contadas por quem? São questões que se colocam ao entrar nesta instalação”, acrescenta o MAAT, sobre esta peça que também está integrada no programa cultural da autarquia Lisboa na Rua.

A obra vai ser inaugurada com uma performance de Grada Kilomba, em três atos, na qual várias gerações das comunidades afrodescendentes são as intérpretes centrais. Conta com produção musical de Kalaf Epalanga, escritor e músico pertencente aos Buraka Som Sistema. Conheça as datas e horários das performances no site do MAAT. É uma comissão e produção da BoCA – Biennial of Contemporary Arts.

Imagem ilustrativa da peça.
 
 
30
Mar21

Foi descoberto um campo de trabalhos forçados no centro de Praga

Niel Tomodachi

O local terá servido para acolher os opositores políticos do regime comunista, obrigados a erguer uma das maiores estátuas de Josef Stalin.

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Inaugurada em 1955 e destruída em 1962, a gigantesca estátua de 15 metros de Josef Stalin tornou-se numa das maiores do mundo a homenagear o ditador soviético. Poucos anos depois da construção, deixou de interessar ao regime, que a mandou explodir com recurso a explosivos. Mais de seis décadas mais tarde, novos segredos são revelados.

Nem os historiadores foram capazes de descobrir nos arquivos os registos da descoberta assustadora revelada por estes dias pelos arqueólogos. Perto do local onde se erguia a estátua, no parque Letná, foram descobertos vestígios de um campo de trabalhos forçados.

O campo terá servido para acolher os trabalhadores que, em condições precárias, foram obrigados a construir a enorme estátua de Stalin — mandada erguer depois da tomada do poder pelos comunistas na então Checoslováquia.

A surpresa é, segundo o “The Guardian”, explicada pela eficácia do regime em fazer desaparecer factos dos seus registos e arquivos. Foi isso que aconteceu, precisamente antes da inauguração da estátua.

O registo que existe remete para os planos iniciais, que previam a construção de barracas e de cozinhas. Mas no local, verificou-se que muitos dos planos não se concretizaram, o que significaria que as condições seriam bastante piores do que ditavam os planos.

De acordo com os investigadores da Academia Checa das Ciências, a disposição dos edifícios é em tudo semelhante a campos de concentração existentes à época. Acredita-se que os trabalhadores seriam também antigos militares e operários classificados pelo regime soviético como “politicamente não-confiáveis”. E apesar de serem pagos pelo trabalho e poderem abandonar o posto, essa não era uma opção real.

Acabariam por construir mesmo a estrutura com mais de 14 toneladas de granito. Um monumento que permaneceu de pé durante poucos anos. O regime soviético, esse permaneceu no país até 1989, ano da revolução que cortou os laços da Checoslováquia com a União Soviética.

Esta não é a única história tenebrosa ligada à construção da estátua. O escultor e criador, Otakar Šve, havia de se suicidar poucos dias depois da inauguração, alegadamente por se sentir horrorizado pela sua criação.

 

26
Mar21

A incrível e desconhecida história dos sobreviventes chineses do Titanic

Niel Tomodachi

Só mais de um século depois é que se começou a saber mais sobre seis sobreviventes do trágico naufrágio.

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Foi a 10 de abril de 1912 que o Titanic partiu de Southampton, Reino Unido, com destino a Nova Iorque, EUA. No momento em que zarpou, o Titanic levava consigo a fama de maior navio do mundo e a garantia de que era impossível de afundar. O problema é que, 5 dias depois, na madrugada de 15 de abril, nas águas geladas do Atlântico Norte, o impossível aconteceu. O embate do navio num icebergue levou a um dos acidentes mais trágicos e marcantes de todo o século XX.

Na sua viagem inaugural, o Titanic tinha a bordo 2.229 pessoas, entre passageiros e membros da tripulação. O naufrágio custou a vida a cerca de 1.500 pessoas e apenas cerca de 700 sobreviveram. Ao longo dos anos, a sua história foi contada em inúmeras reportagens, livros, filmes, com destaque para o campeão de bilheteiras, que foi “Titanic”. Mas houve também pessoas cuja história de sobrevivência foi esquecida. Foi o caso de seis chineses que, depois de escaparem ao horror, se viram alvo de discriminação, acabando por ser esquecidos, até agora.

Ao todo, havia oito passageiros chineses. Eram estes os seus nomes: Ah Lam, Fang Lang, Len Lam, Cheong Foo, Chang Chip, Ling Hee, Lee Bing and Lee Ling. Os nomes aparecem todos num mesmo bilhete, para a terceira classe, a mais pobre da embarcação.

Um trabalho do “Washington Post” realça que era provável que os oito se conhecessem. Seriam todos marinheiros que partiram juntos. Chegados aos EUA, era suposto apanharem outra embarcação rumo a Cuba, onde iriam trabalhar. O icebergue mudou o seu destino para sempre. Dos oito passageiros chineses, só seis saíram com vida do Titanic.

Esta história andou esquecida durante quase um século até que chamou a atenção de Steven Schwankert, que por sua vez falou da história ao seu parceiro criativo de longa data, Arthur Jones. Em 2014, os dois começaram a explorar a possibilidade de um documentário sobre esta matéria. Mas à medida que começavam a pesquisar ficavam sempre encalhados numa parte da informação. “começou mesmo a incomodar-me. Do estilo: porque é que não sabemos [o que se passou?]. Decidiram avançar para um projeto intitulado “The Six”.

Cinco dos seis passageiros chineses que sobreviveram, escaparam a bordo do mesmo bote salva-vidas onde ia Joseph Bruce Ismay, patrão da White Star Line, empresa que detinha o Titanic, e que não escapou a críticas pela forma como fugiu ao naufrágio com tantos passageiros para trás. O último dos sobreviventes, conta com uma história ainda mais impressionante.

Na altura do naufrágio, centenas de passageiros mantiveram-se à tona de água, agarrados a destroços nas águas geladas. Apenas um dos botes salva-vidas do Titanic voltou para trás, horas após o naufrágio. Agarrado a uma tábua lá estava, enregelado, este sexto chinês.

Durante dois anos, Steven e Arthur juntaram material sobre os sobreviventes. Montaram até uma página online para que qualquer pessoa no mundo pudesse partilhar informações úteis sobre qual terá sido o paradeiro dos seis sobreviventes após o naufrágio. Demorou mas foram juntando informações e conseguindo apoio, contando até com James Cameron como um dos produtores (ele que curiosamente filmou uma cena para “Titanic”, envolvendo um passageiro asiático a ser resgatado, mas que acabou por ficar de fora da edição final do filme).

Sabe-se que , após serem resgatados, seguiram com outros passageiros a bordo do Carpathia. Terão chegado a Nova Iorque três dias após o naufrágio, a 18 de abril. No entanto, foram recusados à chegada. Na altura, vigorava uma lei anti-chinesa que não foi esquecida nem por razões humanitárias. Na verdade, os sobreviventes terão sido todos vistos por profissionais de saúde. Mas não estes passageiros, tudo por causa da sua nacionalidade.

Ao explorarem a história, os realizadores descobriram como estes foram alvo de insultos e até de desconfiança, sobre a forma como tinham conseguido escapar em botes salva-vidas. “Assim que começamos a descobrir descendentes deles, percebemos que isto ia muito além do Titanic. O que lhes aconteceu após o naufrágio redefiniu de tal maneiras as suas vidas que, um século depois, isso ainda afeta de alguma forma os seus descendentes”, explica Arthur.

O tema da discriminação ganha particular destaque num ano em que nos EUA se têm batido recordes de crimes contra a população de ascendência asiática. Mas onde o caso despertou mais atenção foi na própria China.

Conta a Variety que, numa altura em que ainda procuravam apoios para “The Six”, os realizadores do documentário prepararam um pequeno clipe de apresentação no projeto. Quando este foi partilhado no Weibo, a rede social de origem chinesa, obteve mais de 22 milhões de reações em em 24 horas.

Depois de anos de trabalho, “The Six” está finalmente pronto. Há uma versão de cerca de uma hora que será transmitida na televisão, nos EUA. Na china, há uma versão mais longa, de 97 minutos, que será lançada nos cinemas a 16 de abril, coincidindo com os 109 anos do naufrágio.

Naufragou na viagem original.
 
 
02
Mar21

A história da deslumbrante carruagem que foi descoberta em Pompeia

Niel Tomodachi

Achado arqueológico está em boas condições e permitirá novos estudos sobre o que terá acontecido nesta zona italiana.

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Os arqueólogos de Pompeia anunciaram este sábado, 27 de fevereiro, que tinham achado uma carruagem, em bom estado, no seu Parque Arqueológico.

O mais recente artefacto desta zona italiana fica na aldeia suburbana de Civita Giuliana, ao norte de Pompeia, e apareceu inteiro. Trata-se de “uma grande carruagem cerimonial com quatro rodas, juntamente com os seus componentes de ferro, bonitas decorações de bronze e estanho, restos de madeira mineralizada e marcas de materiais orgânicos (das cordas aos restos da decoração floral)”, explica a página do Parque Arqueológico de Pompeia.

Curiosamente, esta carruagem foi encontrada, em bom estado, perto da zona onde, em 2018, haviam sido descobertos os vestígios de três cavalos.

“É uma descoberta extraordinária para o avanço do conhecimento do mundo antigo”, explicou o diretor do parque, Massimo Osanna, defendendo ainda que aquele é “um carro alegórico, provavelmente o Pilentum conhecido das fontes, que não se destina ao uso quotidiano nem ao transporte agrícola, mas antes para acompanhar os momentos festivos, desfiles e procissões da comunidade”.

Ao longo dos anos têm sido concretizados vários achados arqueológicos em Pompeia, mas haverá ainda cerca de 20 hectares por explorar, o que significa que existe um potencial histórico gigantesco naquela zona de Itália.

Entretanto, este projeto teve como objetivo proteger a zona de saques, apoiando ao mesmo tempo o Ministério Público na luta contra esses roubos de património cultural que têm acontecido através da escavação de túneis para chegar a tesouros arqueológicos.

 

27
Jan21

AS HISTÓRIAS DAS MULHERES LÉSBICAS E BISSEXUAIS NOS CAMPOS NAZIS

Texto by esQrever

Niel Tomodachi

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Nazis chamavam-nas de “anti-sociais”, “criminosas” ou “loucas”.

Mas as mulheres lésbicas e bissexuais presas durante o Holocausto em Ravensbrück, o campo de concentração de mulheres, não eram nenhuma dessas coisas.

Muitas vezes esquecidas, durante décadas as suas histórias foram perdidas, dado que a orientação sexual das mulheres permaneceu um tabu e continuou invisibilizada na sociedade. Como resultado, é difícil saber hoje exatamente quantas mulheres foram perseguidas e assassinadas pela sua orientação sexual ou quantas delas estavam noutras categorias de prisões nos campos nazis.

Ficam aqui algumas histórias que podemos contar de mulheres perseguidas sob o período do Terceiro Reich, todas elas passaram por Ravensbrück, o campo de concentração para mulheres a 90 km a norte de Berlim. Para algumas delas, foi também onde elas terminaram a vida.

Henny Schermann

Henny Schermann nasceu em 19 de fevereiro de 1912 em Frankfurt. No momento da sua prisão, ela era vendedora na cidade. O seu nome era Jenny Sara Schermann, mas preferia ser chamada de Henny. Assume-se que foi presa numa rusga a um bar lésbico, tese apoiada por documentos oficiais que afirmam ela era uma “lésbica lasciva que frequenta apenas aqueles bares“.

Os documentos nazis oficiais afirmavam ser “solteira“, não lhe reconhecendo nenhuma relação estável. Também a registaram como uma “Judia Apátrida” – todas as pessoas judias perderam a nacionalidade alemã.

Foi deportada para Ravensbrück em 1940. Em 1942, foi selecionada por um dos “médicos da morte” nazi, o Dr. Friedrich Mennecke. Ele – junto com outros médicos – controlava a seleção de pessoas consideradas ‘indignas da vida’. As vítimas eram então enviadas para as câmaras de gás. Mennecke também foi responsável pela morte de crianças com deficiência. Henny Schermann foi enviada para a câmara de gás a 30 de maio de 1942 em Bernburg.

Elli Smula

Elli Smula, nascida em 1914, cresceu com o seu irmão Willi e a sua mãe Martha – depois de o seu pai morrer na Primeira Grande Guerra, a mãe teve de cuidar da família sozinha. Começou por trabalhar como condutora nos comboios em Berlim. Foi denunciada pelo seu empregador, a Berlin Public Transport, e foi presa a 12 de setembro de 1940 e interrogada pela Gestapo que a acusou de ter relações sexuais em festas com colegas e não se apresentar para o trabalho no dia seguinte.

A 30 de novembro de 1940, foi deportada para o campo de concentração de Ravensbrück. A documentação oficial registrou que o motivo da sua prisão era que ela era uma prisioneira “política” e “lésbica“. Pouco se sabe sobre seu tempo no acampamento. Mas depois da guerra, a sua mãe escreveu que a filha tinha morrido “de repente” em Ravensbrück a 8 de julho de 1943.

Inge Scheuer

Inge Scheuer, nascida em 1924, foi recrutada em 1943 para o serviço militar como “Assistente de Fuzileiros”. Ela recebeu alta por causa de seu relacionamento com uma colega e em março de 1944 foi internada no Hospital Psiquiátrico Brandenburg-Görden pelo Escritório de Saúde em Angermünde que avisou o hospital que confirmasse se sua “tendência para o mesmo sexo” tornava necessária uma medida mais severa: ser enviada para o chamado “campo de proteção à juventude” para raparigas em Ravensbrück. Inge foi libertada após seis semanas e sobreviveu à guerra.

Mary Pünjer

Mary Pünjer nasceu Mary Kümmermann em 1904 e trabalhou no negócio de moda da sua família em Wandsbek, um bairro de Hamburgo. A 24 de julho de 1940, foi presa, provavelmente durante uma rusga a um bar de lésbicas.

Passou quase três meses em celas da polícia em Fuhlsbüttel, um campo de concentração nos arredores de Hamburgo, de onde as pessoas eram frequentemente enviadas para outros campos. A 12 de outubro de 1940 foi admitida no Ravensbrück.

Documentos oficiais registaram a sua prisão por diferenças “políticas” e porque era “lésbica“. Nazis decidiram, em 1941, assassinar pessoas prisioneiras no campo de concentração gravemente doentes e que não podiam trabalhar.

Mulheres de Ravensbrück que se enquadravam nessa categoria foram enviadas para o acampamento em Bernburg, perto de Dessau e criado como um “hospital” para assassinar pessoas doentes e com deficiência sob a política nazi de (pseudo-)”eutanásia”.

Ala de extermínio em Berburg.

Pünjer foi gaseada na ala da morte do lar para pessoas idosas e convalescentes em Bernburg, provavelmente na primavera de 1942.

Marie Glawitsch

Marie Glawitsch nasceu em 1920 na cidade austríaca de Graz. Em setembro de 1939 foi condenada a seis meses de prisão por roubo e por violar o parágrafo 129 do Código Penal Austríaco. A Seção 129 era a parte do código legal da Áustria que punia relações homossexuais. A lei descrevia-o como uma “fornicação“. Seguiram-se outras sentenças por roubo.

A 31 de outubro de 1942, aos 22 anos, Marie foi internada no campo de concentração para mulheres de Ravensbrück e rotulada como uma “criminosa profissional“. Sobreviveu ao acampamento e morreu em 1966 aos 46 anos.

Rosa Jochmann

Rosa Jochmann nasceu em 1901 na capital austríaca de Viena. A sua mãe, uma lavadora chamada Josephine, morreu quando Rosa tinha apenas 14 anos. O seu pai, um moldador de ferro, morreu em 1920. Nesse mesmo ano, ela tornou-se representante sindical numa fábrica que fabricava tampas de vidro para lâmpadas a gás. Ajudou a criar o movimento sindical e juntou-se ao Partido Operário Social Democrata (SDLP).

No início da década de 1930, Jochmann era um membro sénior do SDLP e a sua política colocou-a em rota de colisão com o nazismo. Quando a Alemanha nazi anexou a Áustria no Anschluss em 1938 ela recusou-se a fugir.

Quando a guerra eclodiu no verão de 1939, ela já havia sido presa várias vezes. A 22 de agosto de 1939, foi presa novamente e passou meses na prisão da Gestapo antes de ser enviada para Ravensbrück em março de 1940.

Mesmo no campo de concentração, Rosa recusou-se a parar de defender as restantes pessoas e tornou-se numa mediadora entre as pessoas prisioneiras e as autoridades do acampamento. Arriscou assim um tratamento ainda mais severo, mas sobreviveu.

Quando as tropas soviéticas libertaram o campo em 1945, Jochmann ficou para trás para cuidar das pessoas doentes. Mais tarde, foi nomeada cidadã honorária de Viena. Quando morreu em 1994 de um ataque cardíaco, foi premiada com um túmulo de honra na cidade.

A sua sexualidade permaneceu secreta ao longo da sua vida, mas numa exposição de 2005 sobre a perseguição a gays, lésbicas e bissexuais, foi identificada como lésbica.


Grupos ativistas de mulheres lésbicas e bissexuais e historiadoras feministas investigam o que aconteceu em Ravensbrück desde pelo menos a década de 1980. No 70º aniversário da libertação do campo de concentração de mulheres em Ravensbrück, colocaram uma pedra memorial para as mulheres perseguidas e assassinadas, um lembrete de uma história que permaneceu escondida por décadas e das mulheres cujas histórias trágicas ainda estão perdidas na névoa do tempo.

26
Jan21

A HISTÓRIA DO TRIÂNGULO ROSA INVERTIDO: DE RÓTULO NAZI A SÍMBOLO DE ORGULHO

Texto by esQrever

Niel Tomodachi

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Triângulos cor-de-rosa foram originalmente usados em campos de concentração nazi para identificar prisioneiros gay.

Antes do triângulo rosa se tornar um símbolo mundial de poder e Orgulho gay, este foi concebido como um distintivo de vergonha. Na Alemanha nazi, um triângulo rosa invertido foi costurado nas camisas de homens gay em campos de concentração, para identificá-los e desumanizá-los ainda mais. Foi apenas na década de 1970 que ativistas recuperaram o símbolo de vergonha e o transformaram num de libertação.

A homossexualidade foi tornada ilegal na Alemanha em 1871, mas raramente foi aplicada até o Partido Nazi assumir o poder em 1933. Como parte da sua missão de “purificar” racial e culturalmente a Alemanha, os nazis prenderam milhares de indivíduos LGBTI, a maioria homens gay, que viam como degenerados.

O Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos estima que 100.000 homens gay foram presos e entre 5.000 e 15.000 foram colocados em campos de concentração. Assim como pessoas judias foram forçadas a identificarem-se com estrelas amarelas, homens gay em campos de concentração tiveram que usar um grande triângulo rosa invertido. Outros exemplos de símbolos foram os triângulos castanhos usados para identificar pessoas de etnia cigana, vermelho para prisioneiros políticos, verde para criminosos, azul para imigrantes, roxo para Testemunhas de Jeová e preto para pessoas que consideravam “associais”, como trabalhadoras do sexo e mulheres lésbicas.

Prisioneiros identificados com o triângulo rosa invertido em Campo de Concentração Nazi

Nos campos de concentração, os homens gay eram tratados com especial severidade, tanto por guardas quanto por colegas prisioneiros. “Não havia solidariedade para os prisioneiros homossexuais; eles pertenciam à casta mais baixa”, escreveu Pierre Seel, um sobrevivente gay do Holocausto, no seu livro de memórias I, Pierre Seel, Deported Homossexual: A Memoir of Nazi Terror.

Estima-se que 65% dos homens gay em campos de concentração morreram entre 1933 e 1945. Mesmo após a Segunda Guerra Mundial, tanto a Alemanha Oriental quanto a Ocidental mantiveram leis homofóbicas do país e, como resultado, após a sua libertação dos campos, muitos gays foram novamente encarcerados até o início da década de 1970. A lei não foi oficialmente revogada até 1994.

O início da década de 1970 também foi quando o movimento pelos direitos dos homossexuais começou a surgir na Alemanha. Em 1972, The Men with the Pink Triangle, a primeira autobiografia de um sobrevivente de campo de concentração gay, foi publicada. No ano seguinte, a primeira organização de direitos gays da Alemanha do pós-guerra, Homosexuelle Aktion Westberlin (HAW), recuperou o triângulo rosa como símbolo de libertação.

Na sua essência, o triângulo rosa invertido representava um pedaço da nossa história alemã que ainda precisava ser tratado”, disse Peter Hedenström, um dos membros fundadores da HAW em 2014.

Placa memorial de homens homossexuais está colocada onde outrora ficava um dos quartéis demolidos do campo de concentração de Buchenwald, perto de Weimar, Alemanha.. O campo, estabelecido pelos nazis em 1937, foi um dos primeiros e o maior deles em solo alemão, nele ficaram cerca de 250.000 prisioneiros entre 1937 e 1945. 65.000 foram mortos ou morreram durante este período. (Horacio Villalobos)

O triângulo começou posteriormente a surgir noutros círculos LGBTI um pouco por todo o mundo. Em 1986, seis ativistas da cidade de Nova Iorque criaram um póster com as palavras SILENCE = DEATH (SILÊNCIO = MORTE) e um triângulo rosa, destinado a chamar a atenção para a crise da pandemia do VIH/SIDA que dizimava populações inteiras de homens gays nos Estados Unidos da América. O póster foi de imediato adotado pela organização ACT UP e tornou-se num símbolo do movimento de combate ao VIH/SIDA.

O triângulo continua a figurar proeminentemente em imagens de várias organizações e eventos LGBTI nos dias de hoje. Desde a década de 1990, placas com um triângulo rosa fechado num círculo verde têm sido usadas como um símbolo que identifica “espaços seguros” para pessoas LGBTIQ. Existem memoriais em forma de triângulo rosa em São Francisco e Sidney que homenageiam vítimas LGBTI do Holocausto. Em 2018, para o Mês do Orgulho, a Nike lançou uma coleção de sapatos com triângulos rosa.

Embora o triângulo rosa tenha sido recuperado como um símbolo de força e Orgulho, é também, em última análise, uma lembrança para nunca esquecermos o passado e reconhecer a perseguição que as pessoas LGBTI ainda enfrentam em todo o mundo.

FonteHistory.

Source: https://esqrever.com

 

12
Jan21

Primeiro Museu do Holocausto na Península Ibérica é inaugurado dia 20 no Porto

Niel Tomodachi

Neste novo espaço museológico existirá uma reprodução dos dormitórios de Auschwitz (campo de concentração), assim como uma sala de nomes, um memorial da chama, cinema, corredores com a narrativa completa e fotografias e ecrãs exibindo filmes reais sobre o antes, o durante e o depois da tragédia.

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A Comunidade Judaica do Porto (CJP) anunciou nesta terça-feira que o “primeiro” Museu do Holocausto na Península Ibérica será inaugurado no dia 20, na zona do Campo Alegre, no Porto.

Segundo a CJP, o museu “retrata a vida judaica antes do Holocausto, o nazismo, a expansão nazi na Europa, os guetos, os refugiados, os campos de concentração, de trabalho e de extermínio, a Solução Final, as marchas da morte, a libertação, a população judaica no pós-guerra, a fundação do Estado de Israel, vencer ou morrer de fome, os justos entre as nações”.

Neste novo espaço museológico existirá uma reprodução dos dormitórios de Auschwitz (campo de concentração), assim como uma sala de nomes, um memorial da chama, cinema, sala de conferências, centro de estudos, corredores com a narrativa completa e, à imagem do Museu de Washington (Estados Unidos da América), fotografias e ecrãs exibindo filmes reais sobre o antes, o durante e o depois da tragédia.

Tutelado por membros da Comunidade Judaica do Porto cujos pais, avós e familiares foram vítimas do Holocausto, o Museu do Holocausto no Porto desenvolverá parcerias de cooperação com museus do Holocausto em Moscovo, Hong Kong, Estados Unidos e Europa, contribuindo para “uma memória que não pode ser apagada”.

Em comunicado, o curador do Museu do Holocausto do Porto, o museólogo Hugo Vaz, afirma que “são esperados cerca de 10 mil alunos por ano, o mesmo número que, antes da pandemia, costumava visitar a Sinagoga”.

O museu irá investir no ensino, na formação profissional de educadores, bem como na promoção de exposições, encorajando e apoiando a investigação.

“A construção do Museu do Holocausto no Porto contou com um donativo substancial de uma família sefardita portuguesa do Sudeste da Ásia que foi vítima de um campo de concentração japonês durante a Segunda Guerra Mundial”, de acordo com os responsáveis da CJP.

Em 2013, a Comunidade Judaica do Porto (CJP) partilhou com o Museu do Holocausto de Washington todos os seus arquivos referentes a refugiados que passaram pela cidade portuense.

Estes arquivos, agora regressados à cidade, incluem documentos oficiais, testemunhos, cartas e centenas de fichas individuais. No Museu estarão ainda expostos dois Sifrei Torá (rolos da Torá) oferecidos à sinagoga do Porto por refugiados que chegaram à cidade com as suas vidas desfeitas.

A inauguração, agendada para o dia 20, incluirá “uma cerimónia mais reservada e sentimental”, liderada por Dias Ben Zion, presidente da Comunidade Judaica do Porto, e Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto.

Contará também com a presença dos embaixadores das potências envolvidas na Segunda Guerra Mundial e de Israel, assim como de Karel Fracapane, especialista do programa do Holocausto da UNESCO, do embaixador Luíz Barreiros (chefe da delegação de Portugal à IHRA - Aliança Internacional Memória do Holocausto), de Marta Santos País, comissária do Projecto Nunca Esquecer - Programa Nacional em torno da Memória do Holocausto, do bispo do Porto e do presidente da Comunidade Muçulmana da cidade. O Governo far-se-á representar pelo secretário de Estado da Cultura.

Antevendo regras legais mais apertadas em termos de saúde pública, foi já requerida autorização à Direcção Geral da Saúde para a realização deste evento, “em ambiente controlado, com um total de trinta pessoas, tendo em conta a relevância política do mesmo e a sua curta duração (50 minutos) num espaço de 500 metros quadrados que possui plano de contingência para a covid-19”, refere a fonte.

Acrescenta que no dia 27, para celebrar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, o museu será visitado por alunos de escolas da região do Porto.

“Importa ensinar o Holocausto em Portugal. Na escola, eu e o meu irmão éramos os únicos judeus. O tema nunca era abordado nem ensinado, e poucos sabiam o que tinha sido o Holocausto”, sublinha, no comunicado, Dara Jeffries, do conselho fiscal da CJP.

Através do Museu, outro membro da CJP Jonathan Lackman “deseja seguir, no Porto, o papel que os avós tiveram nos EUA para a preservação da memória do Holocausto: “O meu avô fugiu de Treblinka e a minha avó foi resgatada com tifo do campo de Bergen-Belsen, no norte da Alemanha, onde faleceu Anne Frank. Contarei sempre a história deles"”, sublinha na nota de imprensa.

 

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