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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

30
Jun21

Cidades flutuantes: será esta a solução para as mudanças climáticas?

Niel Tomodachi

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Terão os escritores do filme Waterworld previsto o futuro? Além da impossível simbiose aquática do protagonista, a abordagem poderia ter sido correta se a proposta da Universidade de Delaware (Estados Unidos) fosse levada em consideração diante da ameaça das mudanças climáticas para as cidades costeiras do mundo. De acordo com os especialistas, a construção de uma bateria de medidas deve começar agora, incluindo fortificações de áreas costeiras e criações de cidades flutuantes para as quais a próxima geração se deve deslocar.

A ideia publicada na revista Science pelo investigador AR Siders, do Disaster Research Center da Universidade de Delaware, e por Katharine J. March, especialista em Ciências Atmosféricas da Universidade de Miami, antecipa uma possível solução à elevação do nível do mar que provocará o aumento das temperaturas do planeta nos próximos anos e o derretimento dos polos.

A primeira parte da sua proposta consiste na retirada como o método mais eficaz antes da chegada das águas. Mas o seu projeto é ambicioso porque também propõe transformar estradas em canais para podermos viver em cidades flutuantes ou construir cidades mais fortificadas nos pontos mais altos do planeta, como se fosse um filme de ficção científica.

Especialistas acreditam que a construção de diques como o que está a ser planeado no litoral de Nova Iorque e a retirada para locais mais seguros devam ser a primeira opção, embora não a única, para evitar os desastres meteorológicos que estão por vir. A razão é o seu alto custo e a sua considerável ineficiência. De acordo com os seus cálculos, apenas 13% das costas poderiam ser bem-sucedidas e lucrativas, reforçando as suas defesas contra a elevação do nível do mar.

Universidade de Delaware

Projeto de médio prazo e exemplos de sucesso

Os investigadores sugerem que olhe a longo prazo se quiser alcançar o sucesso. “É difícil tomar boas decisões sobre as mudanças climáticas se pensarmos 5 ou 10 anos à frente. Estamos a construir infraestruturas que duram entre 50 e 100 anos; o nosso planeamento deve ser longo”, alerta Siders .

A proposta não é rebuscada. Na verdade, ela tem referências de sucesso, como a construção na Holanda em terrenos recuperados do mar. A sua última novidade deslumbrante foi a instalação de casas flutuantes no porto de Nassau (Roterdão) que se adaptam às marés e oferecem um espaço ecológico entre as casas. Outras cidades vizinhas seguiram o mesmo exemplo.

Os Estados Unidos também têm exemplos como as novas casas flutuantes de Miami. No Oceano Atlântico, alguns proprietários com uma conta bancária próspera já começaram a desfrutar de casas flutuantes de alto padrão.

As cidades flutuantes e as migrações são a solução para as mudanças climáticas? “A mudança climática está a afetar as pessoas ao redor do mundo e todos estão a tentar descobrir o que fazer a respeito. Uma estratégia potencial, fugir dos perigos, poderia ser muito eficaz, mas muitas vezes é esquecida”, afirma. Joseph R. Biden, do Departamento de Geografia da Universidade de Delaware e um dos promotores da proposta elaborada pelo departamento de pesquisa de desastres da universidade norte-americana para responder às perguntas.

 

04
Dez20

Homossexualidade no futebol ainda é tabu

Niel Tomodachi

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Desde 2012, nenhum jogador se assumiu abertamente como homossexual

A homossexualidade continua a ser um “não assunto” no desporto-rei. Até agora, poucos jogadores vieram a público e, quando o fizeram, foi depois de darem o último pontapé na bola. No entanto, o exemplo mais mediático foi o de Justin Fashanu. O atleta serviu de montra para mostrar como o futebol “estava” pouco preparado para lidar com as escolhas sexuais dos atletas. Até agora, foi o único atleta da principal liga de futebol inglesa a assumir-se como homossexual, enquanto jogador. Oito anos depois de quebrar barreiras, Fashanu suicidou-se.

Com passagens por históricos clubes de Inglaterra como o Norwich City, Nottingham Forest, Southampton, Manchester City e West Ham, foi o primeiro e último jogador a ter coragem de enfrentar o mundo e contar a sua história. Em 1981, era o jogador afro-britânico mais caro da Premier League. O mundo ficou em choque depois de revelar a sua preferência sexual a um jornal, em 1990.

Justin Fashanu

Sem a aceitação dos colegas de profissão e do próprio irmão, Justin jamais recuperou o bom futebol. Passou por 11 equipas diferentes desde que se assumiu publicamente. Na imprensa e entre os adeptos, a vida fora do campo do único homossexual assumido do futebol inglês era mais importante do que falar do seu talento.

Justin viria a ter sua vida exposta outras vezes no The Sun. Numa das vezes, foi alvo de boatos sobre uma suposta relação com um deputado casado. A história nunca se confirmou.

Longe de Inglaterra desde 1993, encerrou a carreira em 1997, tornando-se treinador em Maryland, nos Estados Unidos. No entanto, em fevereiro de 1998, foi acusado de violação por um jovem de 17 anos, após uma festa. Mesmo que a história não se confirmasse, o episódio colocaria Justin em apuros, já que atos homossexuais eram ilegais na época no estado americano. Com receio de ser preso noutro país, fugiu para Inglaterra.

Em 2 de maio de 1998, dois meses depois da denúncia, Justin Fashanu foi encontrado morto numa garagem no leste de Londres. A causa foi suicídio. Na última carta que escreveu, dizia o seguinte:

“Percebi que já tinha sido considerado culpado. Não quero mais ser uma vergonha para a minha família e para os meus amigos. Ser gay e famoso é muito difícil, mas não posso reclamar disso. Queria dizer que não agredi sexualmente o jovem. Ele teve sexo consensual comigo (…) Porque é que eu fugi? Bom, a Justiça nem sempre é justa. Senti que não teria um julgamento justo por causa da minha homossexualidade”

Justin Fashanu suicidou-se com apenas 37 anos de idade, oito anos depois de ter assumido. Três décadas depois, em 2020, mantem-se como o único jogador das principais ligas europeias a assumir-se enquanto atleta.

Thomas Hitzlsperger

Outro caso mediático foi o de Thomas Hitzlsperger, o médio internacional alemão anunciou em 2014, depois de se retirar do futebol. Numa entrevista à Deutsche Welle, disse não conhecer pessoalmente nenhum jogador que seja homossexual. Questionado sobre a possibilidade de outros atletas assumirem a sua sexualidade enquanto jogam, Hitzlsperger acredita que “é possível e que certamente vai acontecer um dia”. Mas o dia tarda a vir…

The Sun partilhou uma carta de um jogador anónimo da Premier League dia 11 de julho, onde confessa ser gay, mas ter medo de revelar a sua identidade. O jogador foi apoiado precisamente pela fundação Justin Fashanu, administrada pela sobrinha do falecido jogador, Amal Fashanu.

Amal, com 31 anos de idade, criou a fundação com o objetivo de mitigar a homofobia e o racismo no futebol, enquanto sensibiliza para os problemas mentais que podem decorrer da não aceitação da natureza sexual do atleta. A fundação já ajudou sete futebolistas, inclusive duas estrelas da Premier League, que são gays ou bissexuais secretamente.

Na carta enviada pelo jogador da Premier League, pode ler-se: “Sou homossexual. Escrever isto na carta já é um grande passo para mim. Apenas alguns membros da minha família e um grupo seletivo de amigos sabem que sou. Não me sinto preparado para partilhar com a minha equipa ou com o treinador. É difícil.”

O atleta afirma que “o desporto (futebol) teria de fazer mudanças radicais” para estar confortável e apresentar-se livre de preconceitos.

Apesar de sortudo, como o próprio declara, pelo dinheiro que a profissão lhe garante, trava uma batalha complicada para manter a sua saúde mental. “Durante o último ano tenho tido o apoio da Fundação Justin Fashanu, até para me ajudar com o impacto que isto está a causar na minha saúde mental. A realidade é que ainda existe muito preconceito no futebol”, lamentou.

Um estudo da Escola de Saúde Pública da Universidade de Yale revela que 83% das pessoas que se identificam como homossexuais ou bissexuais não partilham a informação sem ser com um grupo seletivo de pessoas, permanecendo no “armário” durante toda a vida. As consequências para saúde mental, conclui, são nefastas.

Troy Deeney

Recentemente, Troy Deeney, capitão do Watford, equipa da primeira liga inglesa, afirmou a um poscast da BBC que “provavelmente haverá um homossexual ou bissexual em cada equipa de futebol”. “Acredito genuinamente que se assumissem, na primeira semana, 100 jogadores viriam dizer ’eu também’, acrescentou.

Entretanto, a ONG que luta pelos direitos LGBT Stonewall já revelou que gostaria de conversar com Deeney sobre como um “ambiente de aceitação” poderia ser criado para os atletas. “Ainda há muito trabalho a ser feito para tornar todos os desportos verdadeiramente inclusivos para as pessoas LGBT, e adoraríamos conversar com Troy Deeney sobre a criação de um ambiente mais receptivo para jogadores de futebol profissionais gays e bissexuais”, disse o diretor da organização, Robbie de Santos.

A atual selecionadora de futebol feminino do Brasil, Pia Sundhage, é uma assumida lésbica. A treinadora sueca fê-lo publicamente há 10 anos e é muito pragmática quando questionada sobre o assunto. “Se as pessoas me perguntam sobre isso [ser gay], eu respondo que ‘Sim, sou gay’ e é assim que é. Nunca tive nenhum problema com isso sendo treinadora nos Estados Unidos ou em qualquer lugar”.

Pia Sundhage é uma mulher vencedora, bicampeã olímpica pelos EUA, tem 59 anos e é… gay.

(S)

26
Out20

NASA encontrou água na Lua.

Niel Tomodachi

Foi encontrada água na superfície da Lua que é iluminada pelo Sol. Próximo passo é descobrir se o líquido é potável e pode ajudar nas missões espaciais.

lua4.jpgNASA divulgou esta segunda-feira, a descoberta “empolgante” do Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy (SOFIA), que desde 2018 procurava por água na Lua. O próximo passo da investigação é descobrir se a água é potável e se ela poderá ser usada como um recurso natural, como acontece na Terra.

A água foi encontrada numa das crateras lunares que pode ser vista da Terra, a cerca de 382.700 quilómetros de distância. Uma das teorias da Nasa revela que a água pode ter sido revelada com os impactos causados por meteoritos ou pela interação energética de partículas que foram ejetadas do Sol.

A descoberta aconteceu quase “por acaso”, uma vez que a equipa estava a realizar testes de observação da Lua, segundo Naseem Rangwala, cientista da missão SOFIA – um avião Boeing 747SP modificado que carrega um telescópio de 2,7 metros e voa a uma altitude entre os 11,5 e os 13,7 quilómetros.

Leia mais em Diário de Notícias

 

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