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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

20
Set22

+Mulher: a nova exposição da Fábrica da Pólvora é um símbolo de força no feminino

Niel Tomodachi

Dez mulheres, com diferentes condições, são as protagonistas da mostra que pode visitar gratuitamente até 23 de outubro.

Dai Moraes sonhou, fotografou e a obra nasceu — não só uma, mas várias, pois cada fotografia é uma obra de arte por si só. Imagens que mostram mulheres despidas de vergonhas e preconceitos, a revelar ao mundo as marcas que fazem delas quem são, únicas nas diferenças que representam a sua individualidade, tão bem captadas pela lente da fotógrafa brasileira.

A exposição +Mulher foi inaugurada na passada sexta-feira, 16 de setembro. Ao chegar à Fábrica da Pólvora, em Barcarena, com a sua inconfundível fachada amarela, somos desde logo apresentados a esta verdadeira galeria a céu aberto. Numa fila de expositores, cada um a representar uma das dez mulheres que aceitaram o desafio de contar as suas histórias de vida, ficamos a conhecer as marcas, as cicatrizes, as doenças e as condicionantes que as acompanham, mas que nem por isso diminuem a sua força.

Para muitas, as partidas da vida mudaram a forma como olhavam para o seu corpo e como se viam ao espelho. A fotógrafa brasileira Dai Moraes quis devolver-lhes a confiança e a autoestima, através de sessões fotográficas feitas com uma enorme sensibilidade e talento, de forma a enaltecer a sua beleza “e mostrar o melhor de cada uma, mesmo que elas não vejam isso ainda”, conta a própria. Uma verdadeira libertação captada pela lente da criadora do projeto, que não escondeu a felicidade naquele fim de tarde onde se reuniram amigos, familiares, convidados e curiosos, para conhecer a exposição +Mulher.

Na Praça do Sol está patente o resultado daquilo que é muito mais que um trabalho fotográfico: é uma missão de vida e o propósito maior que fez Dai Moraes largar a área da publicidade para se dedicar à fotografia. O +Mulher é um projeto marcante que acabou por se tornar em algo muito especial e pessoal para todos os envolvidos. À fotógrafa brasileira juntaram-se outras mulheres que acreditaram na força da sua ideia, na importância do seu projeto e no poder da união feminina. Desde as protagonistas das sessões, à maquilhadora, à videógrafa, até a patrocinadora, todas tiveram um papel essencial para que o resultado fosse aquele que pode encontrar na mostra.

Com um caso de cancro na família, a brasileira teve a certeza de que este era um projeto que tinha que acontecer, assumindo-o como uma missão de vida. “Sou mulher, trabalho com mulheres e sei como temos uma pressão grande de estética. A minha mãe teve cancro do reto, ela teve que usar uma bolsa de colostomia e isso mexeu muito com a autoestima dela. Cada vez mais, fui estando cercada de pessoas que precisavam de ajuda e penso que a fotografia empodera as mulheres, resgata a sua autoestima, e por conta disso, o projeto acabou por crescer dessa forma”, afirma à NiT a fotógrafa e criadora do projeto.

“A primeira pessoa que escalei para o projeto foi a minha mãe, exatamente pela história, por ter vivido de perto este processo de melhorar a autoestima. Depois também falei com uma amiga, a Lu, que tinha uma história muito forte. Pensei: ‘já tenho duas, vamos atrás de outras pessoas’. Acabei por convidar algumas que já tinham sido minhas clientes, como é o caso das duas Anas. E fui apresentada às outras, ao longo do processo. Gosto muito de conversar com as pessoas, acabo sempre trocando histórias, então o networking foi-me levando a cada uma delas”, revela.

 

“O diferente pode ser bonito”

“Apesar das cicatrizes, das marcas, das condições, vemos que elas continuam sendo lindas do jeito que são”, refere Dai. E foi exatamente isso que sentiu Tatiana Chaves, uma das retratadas. “A Dai foi das primeiras pessoas que acreditou em mim, que viu algo que nunca ninguém tinha visto. Foi um sonho tornado realidade. Não há palavras para descrever o que significa, o que senti naquele dia e que estou a sentir neste momento”, conta, emocionada.

A jovem, que sofre de vitiligo e doença de chron, acredita que desta forma pode inspirar outras mulheres a não se deixarem abater com as contrariedades da vida e a sentirem-se especiais, mesmo quando se sentem fora do padrão. “Cada pessoa é única, não há ninguém igual, por isso as pessoas devem amar-se pelo que são e não pelo que os outros querem que elas sejam. Ter participado neste projeto, além da experiência e realização pessoal, é mostrar que, o diferente pode ser bonito”, sublinha Tatiana. À NiO, a jovem revelou ainda que foi contactada recentemente por uma marca portuguesa para um anúncio. “Cada vez mais as marcas querem pessoas diferentes e isso é maravilhoso. Não podemos deixar de gostar de nós só porque somos diferentes”.

Nesta edição do projeto +Mulher, além das imagens, tão fortes e impactantes, estas mulheres ganharam voz, através dos vídeos gravados nas sessões fotográficas e que chegam agora ao público para contar a história de cada uma. Por detrás deste trabalho, está outra mulher, Joana Mouta, videógrafa responsável pela Janela Discreta e cocriadora da exposição.

“Para mim, isto foi uma surpresa. Nunca tinha feito nada com esta intensidade. Gosto de fazer vídeos focados nas emoções, mas nunca tinha feito nada assim. Acompanhei todas as sessões fotográficas que a Dai fez e, no final, fazia uma entrevista a cada uma para contar a sua história. Foi muito bom, porque acho que algumas delas nem sabiam o quanto precisavam de contar a sua história. Foi muito emocionante. Acabámos sempre a abraçar-nos no final e a chorar. Foi muito bonito poder fazer parte”, explica Joana.

A fotógrafa Dai Moraes com a videógrafa Joana Mouta. Créditos: Gustavo Felman
 

E se, ao visitar a exposição, sente uma curiosidade imediata para ver os vídeos, saiba que pode fazê-lo no local, através do QR Code, presente em cada um dos expositores. “As fotografias são fortes, mas o vídeo depois é que vai contar a história de cada uma. Quem quiser vir até cá, é só aceder aos QR Code que estão em cada cubo, e são levados diretamente para a história dessa mulher”, refere a videógrafa.

Quem também sentiu este projeto de uma forma pessoal, foi Cindy Perella, que faz parte do Departamento de Marketing da Coloplast, patrocinadora da exposição. “Quem conhece a Coloplast sabe que a empresa carrega a missão de facilitar a vida das pessoas com necessidades de cuidados de saúde íntima. Já é muito difícil lidar com essa questão da beleza, autoestima e exposição quando estamos saudáveis. Mas quando se tem alguma condição relacionada com a saúde íntima, pode ser muito desafiante e é ainda mais difícil.”

E acrescenta: “Carregamos isso no nosso ADN, queremos facilitar a vida dessas pessoas. Sem sombra de dúvida fazer com que um projeto desses aconteça, patrociná-lo, fazer parte, quebrar o tabu, informar e valorizar a beleza natural dessas mulheres é a execução da nossa missão. Quando este projeto chegou às nossas mãos, demorou apenas dois segundos, para querermos fazer parte e fazer isso acontecer. Nunca vi um projeto tão alinhado com a própria missão da empresa”.

A Dama de Copas juntou-se ao projeto através da oferta da lingerie utilizada nas sessões fotográficas. Estas contaram também com o importante contributo de Ana Schelles e Kênia Bispo para a maquilhagem e cabelos. E assim, da colaboração, apoio, coragem e confiança de todas estas mulheres juntas, foi possível tornar real uma ideia que nasceu para empoderar todas elas.

Ao final da tarde, as responsáveis pelo projeto e exposição subiram ao palco, com discursos emotivos de agradecimento e a certeza de que este projeto muda vidas.

As protagonistas e as responsáveis do +Mulher. Créditos: Gustavo Felman
 

A história do projeto +MULHER

Tudo começou com uma ideia de Dai Moraes, há quase dez anos, no Rio de Janeiro. Nessa altura a fotografia era apenas uma paixão para brasileira, a par com o trabalho numa agência de publicidade, a sua área de formação. Tinha em mente a ideia de fotografar mulheres em tratamento ou vigilância de cancro de mama e assim fez. A força e importância deste trabalho fez depois com que lhe desse continuidade, em 2019. Nesse momento, as sessões decorreram tanto na cidade carioca como em Lisboa e passou a fotografar mulheres em tratamento ou vigilância de diversos tipos de cancro.

Três anos depois, em 2022, Dai, atualmente a viver em Portugal, decidiu alargar ainda mais e mostrar mulheres não só com histórias de cancro, mas com diferentes condições físicas e outros problemas de saúde, que resultam em histórias de vida e de superação incríveis. A terceira edição do + MULHER ganha, assim, uma exposição pública que permite chegar a mais pessoas e levar estas dez histórias de vida incríveis a inspirar tantas outras mulheres que passam pelo mesmo ou por problemas semelhantes.

Dai especializou-se em sessões Boudoir (expressão inspirada na palavra francesa que descreve o recanto privado da mulher), que são normalmente realizadas num ambiente mais íntimo, com um toque de sensualidade, feitas em lingerie e focadas no corpo e nas curvas das mulheres. Foi exatamente isso que procurou proporcionar a estas dez mulheres e o resultado está à vista de todos.

“Sempre quis fazer este trabalho de empoderar mulheres. Quando comecei este projeto, em 2013, a fotografia era mais voltada para o retrato, mas como estava a estudar esta área, pensei que com o Boudoir este tipo de trabalho iria ter um impacto diferente”, sublinha.

Através das sessões femininas Boudoir, Dai Moraes já realizou vários trabalhos em diversos locais como o Brasil, Portugal e o Reino Unido. A fotógrafa tem como objetivo de vida captar sorrisos e descobrir a alma dos seus clientes com a ajuda das lentes fotográficas. Quando perguntámos sobre o futuro do +Mulher, em especial, a fotógrafa não hesitou: “É um projeto para continuar”.

Pode visitar a exposição até 23 de outubro, todos os dias, das 9 às 23 horas. A entrada é livre. Vá até lá, convide os amigos, familiares, partilhe com os seus conhecidos para que o +Mulher inspire cada vez mais pessoas.

 

02
Set22

'Cancro Pediátrico: um retrato', uma exposição para ver no Porto

Niel Tomodachi

A exposição é do fotógrafo João Pena Rebelo.

'Cancro Pediátrico: um retrato', uma exposição para ver no Porto

fotógrafo João Pena Rebelo inaugura a exposição fotográfica 'Cancro Pediátrico: um retrato', no domingo, no metro da Trindade, no Porto.

De acordo com um comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, esta mostra resulta da cooperação entre o Serviço de Pediatria do IPO do Porto e o Serviço de Oncologia Pediátrica do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), numa altura em que decorre o 'Setembro dourado', na qual a sensibilização para o cancro infantil acontece em todo o mundo.

A inauguração começa às 11h, e contará com a presença do presidente do Conselho de Administração do IPO do Porto e de Fernando Araújo, presidente do Conselho de Administração do CHUSJ. 

Será possível ver a exposição até ao final do mês, 30 de setembro.

15
Jul22

'Last Folio' no Porto para mostrar as memórias "dolorosas" do Holocausto

Niel Tomodachi

Esta será a última oportunidade, ao nível mundial, para ver a exposição internacional.

'Last Folio' no Porto para mostrar as memórias "dolorosas" do Holocausto

Museu e Igreja da Misericórdia do Porto (MMIPO) vai receber a partir de hoje, dia 15 de julho, até 20 de novembro de 2022, uma exposição para mostrar as duras "memórias dolorosas, guardadas no 'vão de escada' da História da Europa Central de meados do século XX" do Holocausto. 

Esta será a última oportunidade, ao nível mundial, para se ver 'Last Folio', uma exposição internacional com um documentário que a acompanha, tendo a sido pela primeira vez exibida em 2009.

O fotógrafo de renome mundial Yuri Dojc e a cineasta Katya Krausova são as duas 'mãos' por detrás desta obra após terem ido "em busca de testemunhas sobreviventes de uma cultura judaica quase extinta", como relata um comunicado enviado ao Notícias ao Minuto. 

Foi numa pequena cidade eslovaca, na fronteira entre a Polónia e a Ucrânia, que, numa abandonada escola judaica, foram captadas imagens de despojos.

Os testemunhos mostram a passagem do tempo, a inalterabilidade de algo que já existiu, mas também de testificação, de perenidade memorial de uma comunidade desvanecida em 1942.

A inauguração decorrerá no próximo dia 15 de julho, pelas 18h00, custando 5 euros a entrada. A exposição é aberta a todas as idades e poderá vê-la entre as 10h00 às 18h00. 

 

16
Jun22

O Serralves em luz está de volta com uma exposição noturna e imersiva ao ar livre

Niel Tomodachi

O programa inclui ainda visitas guiadas pelo parque do Porto — sempre à noite, claro — e workshops de fotografia.

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O Parque de Serralves, no Porto, vai voltar a encher-se de luz com uma exposição ao ar livre com a assinatura de light designers nacionais e internacionais. O Serralves em Luz regressa para uma segunda edição a partir do dia 22 de junho, quarta-feira. Decorre até 31 de outubro, sempre entre as 21h30 e a meia noite.

Depois do enorme sucesso da primeira edição, que chegou a ser destacada pelo jornal britânico “The Times”, como uma das dez melhores exposições em toda a Europa, o evento volta a transformar o enorme jardim de Serralves “numa impactante exposição de luz”. 

Com direção criativa de Nuno Maya, o projeto foi pensado em articulação com a equipa do parque, a partir dos desenhos de luz do coletivo OLAB, Sophie Guyot, Tamar Frank e Tilen Sepic. 

O percurso de três quilómetros inclui 25 instalações de luz, mas todas elas com o objetivo de o transportar para diferentes perceções entre o real e o imaginário. Com recurso a múltiplas fontes, tecnologias de baixo consumo e elementos vegetais recuperados do próprio parque, o Serralves em Luz é uma “experiência sensorial mágica, num ambiente imersivo que dá a conhecer novas perspetivas deste notável espaço”.

“Os desenhos de luz de Nuno Maya, criados especificamente para esta exposição, conjugam várias formas de luz com diversos locais do parque, despertando no espectador diferentes emoções e sensações visuais, enquanto as intervenções internacionais se focam em peças escultóricas luminosas e interativas que permitem, pela primeira vez, um papel ativo do público que pode assim transformar, através da luz, as paisagens naturais dos espaços”, lê-se no site.

Além da exposição noturna e ao ar livre, o programa conta com visitas noturnas guiadas e workshops de fotografia nos dias 21 de junho, 11 de agosto e 15 de setembro, às 21 horas. Os workshops, orientados por Filipa Braga, custam 30€ e as inscrições devem ser feitas online. 

Os bilhetes para o evento custam 12,50€ — ou 10,50€ para todos os estudantes, séniores com pelo menos 65 anos, pessoas com mobilidade condicionada ou miúdos entre os quatro e os 11 anos. As crianças até aos três anos têm entrada gratuita.

 

22
Mai22

Porto recebe exposição exclusiva com obras de Andy Warhol

Niel Tomodachi

São perto de 70 as fotografias que poderá ver. É a primeira vez que são exibidas em Portugal e também na Europa.

Tem até ao final de janeiro de 2023 para ver uma exposição exclusiva com obras de Andy Warhol no Porto. A Casa de São Roque tem patente desde este sábado, 21 de maio, “Warhol, People and Things: 1972-2022”. São perto de 70 as fotografas que poderá ver. Nunca antes tinham sido exibidas em Portugal ou até na Europa.

“Revela o trabalho de Andy Warhol e o seu contributo para o desenvolvimento da arte experimental, dos média e do discurso crítico de arte, em diálogo com artistas contemporâneos, ao mesmo tempo que expõe o artista pop pioneiro a uma nova geração no Porto”, explicou em nota a Mishkin Gallery, citada pelo “Jornal de Notícias”.

As 68 fotografias aqui apresentadas foram doadas à Mishkin pela Andy Warhol Foundation for the Visual Arts. São todas imagens tiradas entre os anos 70 e 80. A última grande exposição dedicada ao artista aconteceu em 2000, na altura em Serralves.

O objetivo da exposição passa por “gerar novas possibilidades para pensar acerca da abordagem de Warhol à produção de imagem e apropriação, produtos e fetichismo icónico, a vida social dos famosos e das pessoas marginalizadas”.

Em “Warhol, People and Things: 1972-2022” irão estar ainda disponíveis algumas obras de arte contemporânea.

 

17
Mai22

Museus de todo o País têm entrada gratuita e iniciativas especiais nos próximos dias

Niel Tomodachi

Pode entrar sem pagar em Serralves, na Gulbenkian, na Casa Fernando Pessoa ou no Museu Berardo, entre outros.

Dia Internacional dos Museus assinala-se esta quarta-feira, 18 de maio. Para celebrar a data simbólica, museus de todo o mundo promovem iniciativas especiais — e muitos deles oferecem a entrada aos visitantes neste dia. Portugal não é exceção.

Este ano, o mote é “O Poder dos Museus” — ou seja, a importância e relevância destes espaços que promovem o conhecimento, acolhem artefactos históricos ou peças artísticas, disponibilizando-os a toda a população.

Em Lisboa, um dos museus em destaque é o da Fundação Calouste Gulbenkian. Entre 18 e 21 de maio, o Museu Gulbenkian e todas as exposições temporárias vão ter entrada gratuita — sendo que no dia 21 o espaço pode ser visitado até às 22 horas.

O Museu Gulbenkian vai receber encontros com artistas, investigadores, mediadores e curadores, que irão abordar temas diversos, que vão da quântica à condição humana de Rembrandt. Conheça a programação, que também inclui iniciativas do Centro de Arte Moderna (CAM), na página oficial da Gulbenkian.

Noutro local da cidade, no Centro Cultural de Belém, o Museu Coleção Berardo terá entrada gratuita a 18 e 21 de maio. O espaço recomenda aos visitantes as exposições “O Esplendor”, de Gérard Fromanger; e “Last Folio”, de Yuri Dojc e Katya Krausova, que encerram no fim do mês. 

Outra opção é a Casa Fernando Pessoa, que também terá entrada gratuita esta quarta-feira. Será também o lançamento das Sessões Descontraídas, que propõem aos visitantes um ambiente mais descomprometido e menos sisudo — com mais tolerância ao movimento e ruído. Será um bom dia para levar os miúdos, por exemplo.

No Porto, o grande destaque vai para o Museu de Serralves. A entrada é gratuita a 18 de maio — por lá poderá visitar mostras de artistas como Ai Weiwei, Mark Bradford, Leonilson ou David Douard. Têm ainda duas atividades especiais programadas: uma visita guiada a “Ai Weiwei: Entrelaçar” e a ativação de “Tarek Atoui: O Testemunho das Águas”, pelos alunos da ESMAE.

O Museu da Cidade do Porto terá um conjunto de atividades especiais entre as 10 e as 20 horas. Vai haver visitas guiadas e tertúlias com entrada livre. Conheça a programação completa do espaço museológico.

Por todo o País estão previstas atividades especiais. O Museu do Pão, em Seia; a Fábrica da Pólvora, em Barcarena; o Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz; o Museu do Ciclismo Joaquim Agostinho, em Mafra; o Museu do Oriente, em Lisboa; o Museu Municipal de Palmela; o Museu de S. João de Alporão, em Santarém; ou o Museu Municipal de Tavira – Núcleo Islâmico são outros dos espaços que promovem iniciativas de celebração do Dia Internacional dos Museus.

 

10
Mai22

Galeria Municipal vai receber obras de artistas ucranianos

Niel Tomodachi

Até dezembro, quatro imagens vão ser exibidas na fachada do edifício.

Apesar de a Galeria Municipal estar fechada para renovações, isso não significa que a arte não continue aqui a ter o seu lugar, mesmo que seja do lado de fora. Os beneficiados são os artistas e, desta vez, os escolhidos são quatro ucranianos.

Efetivamente, as obras de arte passaram para a fachada do edifício e é aí que desde abril até dezembro vai poder ver o projeto “Encontros à Superfície”. Os convidados são Anna Zvyagintseva, Catherina Lisovenko, Alevtina Kakhidze e a dupla 12345678910 Studio (Yevhenii Obraztsov e Anastasiia Omelych), sendo que cada um terá a oportunidade de apresentar uma imagem. Depois, cada uma delas será interpretada graficamente pela artista e designer Irina Pereira, criando uma partilha entre os artistas e as suas diferentes realidades.

Cada obra será exibida na fachada do edifício durante seis semanas, sendo que a primeira será “the same hair”, de Anna Zvyagintseva. De acordo com a Ágora, a artista “tem vindo a trabalhar temas como o corpo, explorando a fragilidade da vida através de momentos intangíveis fugidios”. Até ao final de julho, esta obra partilhará ainda o contexto atual da Ucrânia.

Todas as informações sobre este projeto e os demais da Galeria Municipal estão disponíveis no seu site.

 

19
Abr22

Porto recebe mega exposição com obras de Banksy

Niel Tomodachi

Vai poder ver esculturas, instalações, vídeos e fotografias. O projeto não tem a autorização do artista anónimo.

Depois de ter passado por Lisboa em 2019, a exposição “Banksy: Genius or Vandal?” chega à Alfândega do Porto esta quarta-feira, 20 de abril. Ao todo, são mais de 70 obras originais, entre esculturas, instalações, vídeos e fotografias, de diversas coleções particulares.

A exposição fica patente até ao dia 4 de setembro. Tal como nas outras mostras, esta não é autorizada pelo artista britânico cuja identidade se desconhece. Banksy já afirmou que não pretende nunca lucrar nem restringir o acesso do público ao seu trabalho.

Os bilhetes variam entre os 8,02€ e os 16,05€. Também há vários packs disponíveis.

 
05
Abr22

Os mistérios do antigo Egito são desvendados em Lisboa numa exposição imersiva

Niel Tomodachi

O objetivo é “encarnar o papel de exploradores e partir à descoberta”. Existem descontos para jovens.

Está a chegar a Lisboa uma exposição imersiva para todos os fascinados pelos mistérios do antigo Egito. “Misterioso Egito” é a nova criação do atelier OCubo, depois dos espetáculos “Impressive Monet & Brilliant Klimt” e “Il Divino Michelangelo & Il Genio Da Vinci”.

A partir de 21 de abril, pode mergulhar no mundo das pirâmides, das múmias e dos faraós no Reservatório da Mãe d’Água das Amoreiras, o espaço da Immersivus Gallery em Lisboa. O ator Ricardo Carriço será o narrador de toda a experiência.

A organização descreve a exposição como ​​”uma viagem no tempo, onde os exploradores somos nós”. “Somos levados a explorar alguns dos momentos e elementos mais simbólicos da civilização egípcia, através de recriações originais de conteúdos e dezenas de imagens de museus e bibliotecas de todo o mundo.” O objetivo é “partir à descoberta”.

As Pirâmides de Gizé, o túmulo de Tutankamon (que faz 100 anos em 2022) e o enigma por trás de “Pedra de Roseta” são alguns dos atrativos. A experiência dura cerca de meia hora e inclui “novidades de luz e laser” d’OCubo.

As sessões decorrem de quinta-feira a domingo, em três horários: às 15, às 17 e às 19 horas. Os bilhetes custam 12€, mas os mais jovens, entre os quatro e os 17 anos, os residentes no concelho de Lisboa — e as pessoas com mais de 65 anos — só pagam 10€. 

Existe ainda um pack de família (8€ por pessoa), válido para dois adultos e um ou mais jovens dos quatro aos 17 anos. O bilhete premium (15€) permite conhecer a exposição sentado, graças a uma plataforma flutuante. Os miúdos até aos três anos não pagam. Também poderá optar por um dos ingressos combinados para assistir a outros espetáculos imersivos d’OCubo. Os bilhetes estão disponíveis online. Esta iniciativa foi organizada em parceria com a embaixada do Egito em Portugal.

 

29
Mar22

Exposição inédita de livros proibidos pela Censura na Biblioteca Nacional

Niel Tomodachi

Uma mostra inédita de livros apreendidos e proibidos de circular pelos Serviços de Censura, durante a ditadura do Estado Novo, vai estar patente na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) de 3 de maio a 3 de setembro.

Exposição inédita de livros proibidos pela Censura na Biblioteca Nacional

"Biblioteca da Censura: obras apreendidas e proibidas no Estado Novo" é uma mostra sobre os "livros que não se podiam ler durante" a ditadura, segundo informação divulgada na página da BNP.

Esta mostra revela, pela primeira vez, um conjunto de exemplares originais apreendidos e proibidos de circular pelos Serviços de Censura, que foram recuperados da sua biblioteca e que apresentam marcas e rasuras feitas pelos censores.

Apresentam-se também relatórios de leitura escritos pelos censores e algumas obras proibidas de ir à leitura na Biblioteca Nacional.

Na Sala de Projeção, os visitantes poderão ouvir a peça sonora "No Escuro e à Escuta: A Censura e a Propaganda no Estado Novo", de Sofia Saldanha, que colige testemunhos dos escritores Luís de Sttau Monteiro, José Cardoso Pires e Bernardo Santareno, assim como telefonemas entre censores e entrevistas a pessoas anónimas.

De 1934 a 1974, a censura oficial do Estado Novo produziu mais de 10.000 relatórios de leitura aos livros de autores portugueses, lusófonos e estrangeiros, em edição original ou tradução, que entravam e circulavam em território nacional.

"De entre as obras que a Censura autorizava, aprovava com cortes, proibia, dispensava ou proibia para mais tarde autorizar, mostra-se agora uma seleção de cerca de um décimo desses raros artefactos culturais que chegaram até nós e que contam várias histórias sobre o controlo e a regulação da vida literária e cultural em Portugal, durante grande parte do século XX", descreve a BNP.

A par da propaganda, da repressão exercida pelo Estado através da polícia política, do clima de medo e autocensura, a atuação da Censura "teve um impacto incomensurável não só no desenvolvimento das mentalidades e na vida intelectual do país, na produção e receção literárias, no quotidiano e obra dos escritores, mas também no legado que deixou às gerações vindouras".

A exposição "Biblioteca da Censura: obras apreendidas e proibidas no Estado Novo" tem entrada livre.

 

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