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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

30
Nov22

Noite Europeia do Cinema no Porto e Lisboa

Niel Tomodachi

Pelo quinto ano consecutivo, o Creative Europe MEDIA – o programa da UE de apoio ao setor audiovisual europeu – junta-se à rede Europa Cinemas na organização da Noite Europeia do Cinema – Partilhando histórias que amamos.
Esta iniciativa procura aproximar a Europa dos seus cidadãos, celebrando em conjunto a riqueza e a diversidade da cultura cinematográfica europeia, oferecendo exibições gratuitas em cinemas por toda a Europa.

Os participantes, cinemas integrantes da rede Europa Cinemas, seleccionaram os filmes a exibir de acordo com o interesse do seu público, com o objetivo de os adaptar a uma diversidade de públicos. Nesta edição, por exemplo, os cinemas participantes tiveram a possibilidade de propor filmes familiares para estimular o gosto do público jovem pela sétima arte, filmes clássicos para aproximar os cidadãos do  património cultural cinematográfico partilhado, entre outros, porque o lema é #WeAllLoveStories!




Algumas das exibições serão acompanhadas de atividades como apresentações, perguntas e respostas com realizadores, actores ou outros membros da equipa de produção, bem como debates, nos quais o público terá a oportunidade de discutir o filme com outros cinéfilos.

Em Portugal, a Noite Europeia do Cinema acontecerá no Porto e em Lisboa.
Mães Paralelas, de Pedro Almodóvar, será exibido a 5 de dezembro pelas 19h no Cinema Trindade, no Porto. 
Annie Ernaux Os Anos Super 8, de Annie Ernaux e David Ernaux-Briot, será exibido a 7 de dezembro pelas 19h no Cinema Ideal em Lisboa.

Mães Paralelas


As exibições gratuitas de filmes europeus apoiadas pelo MEDIA chegarão a mais de 8 000 cinéfilos em 75 cidades da Europa, fortalecendo as ligações em torno de uma identidade europeia compartilhada construída na diversidade.
Esta iniciativa, tem crescido consideravelmente ao longo dos anos. A primeira edição de 2018 contou com 34 cinemas; a participação aumentou para 54 em 2019, depois para 67 em 2020 e envolveu nada menos que 71 salas em 2021. Em 2022, 75 cinemas em 26 países da UE participarão na iniciativa.

“Annie Ernaux Os Anos Super 8”

Noite Europeia do Cinema decorre no contexto mais amplo do  Mês do Cinema Europeu  (MOEF) de 13 de novembro a 10 de dezembro de 2022, uma iniciativa lançada este ano pela European Film Academy em parceria com a Europa Cinemas. Durante quatro semanas, mais de 100 salas de cinema membros da rede Europa Cinemas em toda a Europa organizam eventos em torno de filmes europeus.

 

18
Nov22

Mágicas Navidades: a maior festa de Natal da Europa vai ser mesmo aqui ao lado

Niel Tomodachi

A 30 minutos de Madrid, a super feira arranca esta sexta-feira com novas — e ainda mais incríveis — propostas para toda a família.

Se há lugar onde se vive o Natal como nenhum outro é em Torrejón de Ardoz, um município madrileno a menos de meia hora de Madrid. Uma cidade que anualmente faz do Natal a grande festa do ano e, provavelmente, a maior da Europa. Para quem lá mora, as festividades só começam com o início do Mágicas Navidades e os sinos estão quase a ouvir-se — esta sexta-feira, 18 de novembro, para sermos para específicos.

É quase uma espécie de Wonderland, em Lisboa, mas com 10 vezes o seu tamanho. Estamos a falar de um total de 100 mil metros quadrados. “Torrejón de Ardoz é a 1.ª Capital Europeia do Natal” e os “seus Natais foram declarados Festas de Interesse Turístico pela sua qualidade, originalidade e património cultural promovido pelas mais prestigiadas empresas natalícias nacionais, europeias e asiáticas”, lê-se no site da organização.

Uma roda gigante, luzes e dezenas de espetáculos. Está tudo pronto para aproveitar aquela que será a época mais mágica do ano. Se tem inveja dos mercados e festas natalícias de outros países, não precisa de ir muito longe para admirar um dos melhores exemplares. Situado no Parque de Exposições de Torrejón de Ardoz, o acesso é feito através da “Puerta Mágica”, mas esta não é uma qualquer. É, sim, a “mais impressionante vista até agora”, revela a organização. Este ano, conta com uma exibição de luz musical, “única na Europa”, que todas as noites oferecerá espetáculos da música típica da época e disco.

Depois de entrar, vai ser difícil não ficar impressionado com a maior roda gigante de Espanha. A elegância das “Meninas de Adviento”, que se exibem por todo o espaço, os espetaculares “Animales del Arca de Noé” iluminados ou o “Multiverso galaxia” e os seus super-heróis, além do “Show de los Guachis” com as personagens infantis, também não deixarão ninguém indiferente.

 

A grande novidade, porém, é mesmo o Ice Festival. Este é o primeiro concurso internacional de esculturas de gelo realizado em Espanha e conta com uma exposição de figuras criadas pelos melhores escultores do mundo, que pode ser visitada até 6 de janeiro, numa tenda a menos 6ºC . Organizado pelos Productores de Sonrisas, é a maior exposição de figuras de gelo da Europa.

Entre as novidades há ainda o “Camino de Belén”, um grandioso percurso à escala original da cidade histórica, o espetáculo de comédia “Monólogos de Navidad Stand Up”, o espetáculo familiar “Los 3 Reyes Magos”.

A “Casa de la Navidad” regressa novamente, mas renovada, com um espaço onde pode conhecer pessoalmente os Três Reis Magos ou o Pai Natal. Dentro das paredes de carvalho desta casa, quem manda é a imaginação. É a oportunidade perfeita para os miúdos entregarem as cartas dos desejos e dar uma ajuda aos duendes na preparação dos presentes que vão ser distribuído pelo mundo.

“Ao cair da noite, o parque surpreende o público mais adulto com o espetáculo de stand-up natalício feito por referências nacionais de stand-up comedy”, revela a autarquia.

Os bilhetes para os espetáculos “Ice Festival”, “Los 3 Reyes Magos” e os “Monólogos” incluem o acesso ao parque, que este ano vai surpreender com novos elementos de iluminação e uma decoração natalícia em torno de um grande lago central e de um ringue de gelo. A entrada tem o valor simbólico de 2€ e 3€ (exceto para algumas atividades como o Ice Festival que custa 16€), mas nos dias 23 e 30 de novembro, e 14 e 21 de dezembro, as famílias que visitarem o parque têm entrada gratuita e descontos nas atrações. Todas as quartas-feiras até ao dia 21 de dezembro, os espetáculos e atrações são gratuitas. Pode consultar toda a programação no site oficial do festival.

“O Natal Mágico não implica qualquer despesa para Câmara Municipal, pois é financiado pelas receitas geradas pela venda de ingressos e pela contribuição dos patrocinadores”, destacou Ignacio Vázquez, o presidente da Câmara de Torrejón de Ardoz. Este ano, “como medida de economia diante da crise energética mundial”, a iluminação será desligada uma hora antes e não serão acendidas as luzes azuis dos postes da Avenida Constitución.

A autarquia recomenda que não se usem os carros para chegar até ao recinto do Mágicas Navidades. Em vez disso, sugere que se privilegiem os transporte públicos (Linhas C2 e C7 de Cercanías Renfe). O parque está localizado a 100 metros da estação Cercanías de Torrejón. A edição deste ano termina a 6 de janeiro e foram contabilizados já mais de 40 mil bilhetes vendidos. É caso para dizer: apresse-se, porque a procura é elevada.

 

29
Ago22

Soluções baseadas na natureza geram renovação urbana mais verde

Niel Tomodachi

Embora a natureza seja boa para o corpo e para a mente, estão a ser adotadas soluções baseadas na natureza em projetos de renovação urbana de modo a mitigar os efeitos das alterações climáticas e criar comunidades mais saudáveis.

Cascais e Porto são duas das cidades onde estão implementados os projetos

Os longos confinamentos durante a pandemia do coronavírus vieram recordar-nos do poder restaurador da natureza para o corpo e para a mente. Ainda assim, voltar a conectar as pessoas com a natureza, particularmente nas cidades, tem sido o foco de vários projetos de investigação europeus desde muito antes da pandemia de covid-19, há quase três anos. Estes projetos estão a utilizar soluções dadas pela natureza para enfrentar desafios fundamentais a nível económico, ambiental, sanitário e social, numa tentativa de melhorar as condições de vida nas zonas urbanas em geral.

Reúnem as cidades europeias para traçar caminhos em busca de um sistema socioeconómico mais sustentável e para melhorar o bem-estar. Vejamos, por exemplo, Dortmund, na Alemanha, Turim, na Itália e Zagreb, na Croácia. Fazem parte de um projeto para acrescentar vegetação rica em biodiversidade às áreas urbanas e para criar recursos ambientais benéficos a nível económico.

"Não se trata apenas de plantar uma árvore", afirma Axel Timpe na Universidade RWTH de Aachen, na Alemanha. "É a formação de um sistema vivo que cria resultados produtivos". Timpe está a coordenar o projeto proGIreg, que aborda o desafio da regeneração pós-industrial através da criação de laboratórios vivos em áreas urbanas. Dortmund, na região central industrial de Rhine-Ruhr, na Alemanha, foi em tempos um centro siderúrgico. Turim, na sombra dos Alpes, abriga a que foi a maior fábrica de automóveis do mundo em Lingotto, agora em grande parte desativada. Zagreb, a capital da Croácia, possuía a maior exploração de suínos do mundo e uma grande fábrica de enchidos, ambas agora extintas.

Embora com uma estética, geografia e história diferentes, as três cidades enfrentam alguns desafios semelhantes. Na ausência de espaços verdes de alta qualidade, estas áreas sofrem desvantagens sociais e económicas.

 

Cultivo urbano

Neste contexto, um dos objetivos do projeto tem sido transformar um aterro sanitário num parque urbano, em Dortmund. Esta área está a ser limpa e estão a ser plantadas árvores, recorrendo a painéis solares para gerar energia e cultivando prados de flores silvestres.

O projeto está também a promover a agricultura urbana com particular ênfase para os peixes e plantas, um sistema de produção alimentar conhecido como aquaponia. Esta combinação de piscicultura (aquacultura) e de cultivo de plantas sem solo (hidroponia) utiliza menos terreno do que a agricultura tradicional.

As plantas são regadas com a água da aquacultura rica em nutrientes através de uma antiga forma de produção alimentar que desempenha agora um novo papel nas áreas urbanas. Ao trabalhar com habitantes locais, os sistemas de aquaponia do projeto tornam a produção alimentar local mais viável a nível económico.

A cidade de Turim cedeu terrenos a voluntários para abrir uma quinta urbana num bairro pós-industrial, onde têm lugar diversas atividades.

Os voluntários alugam parcelas para as pessoas utilizarem como jardins e a aquaponia é utilizada para cultivar ervas aromáticas de alta qualidade para os restaurantes locais. Há um jardim para pessoas com necessidades especiais. No local são também oferecidas aulas de cozinha e jardinagem.

 

Contar com a natureza

O objetivo geral destes projetos é tornar as nossas cidades locais melhores para viver recorrendo a "soluções baseadas na natureza". Isto significa contar com a natureza para enfrentar as maiores ameaças da nossa época, incluindo ameaças à segurança alimentar, água, biodiversidade, saúde humana, economia e ao clima.

O exemplo clássico da utilização de SBN é a plantação de árvores tropicais conhecidas como mangais ao longo da costa da Papua Nova Guiné, para evitar a erosão na costa. Outro exemplo é a instalação de telhados verdes em Malmö, na Suécia, utilizados para arrefecer edifícios no verão e evitar a perda de calor no inverno, bem como um sistema de drenagem de solos abertos, lagoas ricas em biodiversidade e zonas de transbordo, o que ajuda a melhorar a drenagem, reduzindo o risco de inundações.

Os investigadores estão a ver além das soluções técnicas, abordando questões delicadas, como o papel das comunidades locais na conceção e implementação de SBN e a melhor forma de combinar várias soluções baseadas na natureza.

Com as cidades de Dortmund, Turim e Zagreb como pioneiras, o projeto proGIreg está a trabalhar com várias cidades para aproveitar as lições aprendidas até ao momento. Estas são Cascais, em Portugal, Cluj-Napoca, na Roménia, Pireu, na Grécia e Zenica, na Bósnia e Herzegovina.

Timpe e a sua equipa estão a produzir um catálogo de modelos de negócios que podem ajudar a população local a manter as atividades em funcionamento de forma sustentável.

Foco social

Outro projeto que desenvolve soluções baseadas na natureza é denominado URBiNAT, que está a trabalhar inicialmente com três cidades: Sófia (Bulgária), Nantes (França) e Porto (Portugal).

O URBiNAT tem um foco social particularmente forte. Numa fase posterior, deverão aderir Bruxelas, na Bélgica, Siena, em Itália, Høje-Taastrup, na Dinamarca, Nova Gorica, na Eslovénia, bem como outros locais. As pessoas que vivem na periferia destes locais não têm acesso a bons empregos e apresentam elevadas taxas de absentismo escolar.

"Muitas vezes, também se sentem muito desligados da cidade onde vivem", considera Gonçalo Canto Moniz no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal, ao falar dos residentes da comunidade. Coordena o URBiNAT juntamente com Isabel Ferreira, Nathalie Nunes e Beatriz Caitana.

O seu projeto procura expandir o conceito de SBN para que este inclua a componente da natureza humana. Concretamente, isto traduz-se no desenvolvimento de estratégias como os mercados locais, onde o foco não é tanto o cultivo de árvores e plantas, mas sim a promoção de um sentido de comunidade. Também encontram formas de misturar o natural com o social, como um jardim de inverno que também funciona como uma sala de aula ao ar livre.

Corredores de saúde

Canto Moniz e a sua equipa inspiraram-se no conceito de "corredores verdes", áreas de terra devolvidas à natureza para que animais e insetos possam circular livremente. Querem explorar aquilo a que denominaram "corredores saudáveis", para ligar bairros desfavorecidos. Até ao momento, o projeto criou um catálogo completo de SBN de grande alcance, desde hortas comunitárias aos muros verdes, nas cidades pioneiras.

A tecnologia aérea é utilizada para recolher provas dos resultados. Serão utilizados drones equipados com câmaras de imagem térmica para determinar a redução das temperaturas ao nível da rua resultante das árvores recém-plantadas e outras áreas verdes. Os inquéritos realizados aos habitantes da região irão comparar o seu bem-estar socioeconómico antes e depois das SBN serem colocadas em prática. Os projetos de Canto Moniz e de Timpe iniciaram ambos em 2018 e terminarão no próximo ano, embora as suas SBN não tenham datas de conclusão.

A investigação neste artigo foi financiada pela UE. Este artigo foi originalmente publicado na Horizon, a Revista de Investigação e Inovação da UE. 

 

28
Jun22

Os melhores destinos LGBTI+ na Europa

Niel Tomodachi

Eis uma lista com as dez melhores cidades.

Saiba quais são os melhores destinos LGBTI+ na Europa

Viajar enquanto pessoa parte da comunidade LGBTI+ não precisa de ser uma experiência difícil porque existem muitas cidades europeias que recebem todos de braços abertos. O The Guardian criou uma lista com as dez melhores mesmo a tempo de celebrar o Pride. 

 

Malta

O primeiro destino na lista é Malta, pioneira, na União Europeia, na proibição de terapias de conversão. O The Guardian recomenda duas cidades: Valeta e Rabat. O Monaliza Lounge, um drag bar e o Number 11, um boutique hotel só para adultos, são algumas das sugestões. Por lá o Pride celebra-se durante uma semana entre 7 e 17 de setembro.  

 

Irlanda

A seguir vem a Irlanda que, em 2015, se tornou no primeiro país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo através de referendo nacional. Segundo o meio de comunicação é em Dublin que o espírito de inclusão se sente mais. Por lá, o Pride celebra-se até ao fim do mês, mas o artigo menciona outras coisas como a Gutter Bookshop, cujo nome remete para uma citação de Oscar Wilde e a Farrier & Draper, onde se organiza, todas as semanas uma 'big gay disco'. 

 

Dinamarca

A terceira posição é ocupada pela Dinamarca, mais concretamente Copenhaga, que é chamada, pelos locais, 'o bairro LGBTQ+ da Escandinávia'. O The Guardian sugere um brunch no Oscar bar and cafe, antes de uma cerveja num dos bares gay mais antigos da Europa, o  Centralhjornet. O Pride acontece em agosto (15 a 21) e o MIX Copenhagen LGBTQ Film Festival, vai de 21 a 30 de outubro. 

 

Edinburgo

Edinburgo é, segundo o autor do artigo, uma escolha clássica e segura para pessoas LGBTQ+. Glasgow é a cidade a visitar graças aos seus "bairros diversos". Pode sentar-se e beber uma cerveja no bar gay mais antigo da cidade, o The Waterloo, ou divertir-se no Underground, que tem noites de karaoke e de atuações de drag.

 

Itália 

Apesar de Itália não ser um dos países mais progressivos da Europa, o autor abriu uma exceção para Milão, onde se encontram muitos casais do mesmo sexo. Em Porta Venezia encontra diferentes negócios 'queer' como o restaurante Leccomilano, o Bar Basso e cafe-bar Blanco. O Pride acaba dia 2 de julho com uma parada gay. 

 

Reino Unido

Em Birmingham, o Pride festeja-se nos dias 24 e 25 de setembro, antes disso são muitos os eventos na agenda para um verão LGBTQ+. A cidade inglesa conta com uma 'Gay Village', em Hurst Street com muitos bares e cafés. O restaurante Topokki ou o bar lésbico The Fox são algumas sugestões. 

 

Grécia

As ilhas do Mediterrâneo são, segundo o The Guardian, uma espécie de 'lugar seguro' para os viajantes LGBTQ+. Mykonos acolhe, anualmente, um festival de dança gay, chamado XLSIOR, que este ano acontece entre 17 e 24 de agosto. Alguns dos hotspots da ilha são o restaurante Jackie O, os bares Porta ou Kastro’s e o hotel Super Paradise. 

 

Finlândia 

A Finlândia é a terra natal de um conhecido 'herói gay': o Tom of Finland. O artista revolucionou o país, durante a década de 70, quando a homossexualidade era ilegal. O The Guardian aconselha uma ida a Helsínquia onde o Pride se festeja entre 27 de junho e 3 de julho. Descubra sítios como o Street Pride ou o Kvääristö, um local pensado para mulheres 'queer', transgénero ou pessoas não-binárias.

 

Bélgica 

É um dos países que mais protege as pessoas LGBTQ+ e, por isso, merece lugar nesta lista. Apesar de Bruxelas ser a 'capital queer', o The Guardian recomenda uma visita à Antuérpia, uma cidade muito inclusiva. O roteiro de paragens obrigatórias passa pela única livraria LGBTQ+ da região, a Kartonnen Dozen e o club de fetiches The Boots. As celebrações do Pride estão marcadas para os dias entre 10 e 15 de agosto. 

 

Espanha

A capital de Espanha é a cidade do país é a que melhor recebe pessoas LGBTQ+. Em Madrid o orgulho gay é comemorado entre 1 e 10 de julho e é o segundo maior do mundo, ficando apenas atrás de São Francisco, nos Estados Unidos. O Chueca, é o bairro gay de Madrid. Lá pode assistir a espetáculos de drag no LL Bar e comer no Mercado San Antón.

 

28
Jun22

Este é o número de cancros na Europa ligados à poluição

Niel Tomodachi

Os fatores de maior risco são, segundo a Agência Europeia do Ambiente, a poluição do ar, o tabagismo passivo, os raios ultravioletas, o amianto, a alguns produtos químicos e a outros poluentes

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Cerca de 10 por cento dos cancros na Europa estão ligados à poluição, nas suas diversas formas, e eram evitáveis na maioria dos casos, informou na segunda-feira, 27 de junho, a Agência Europeia do Ambiente (AEA).

“A exposição à poluição do ar, ao tabagismo passivo, aos raios ultravioletas, ao amianto, a alguns produtos químicos e a outros poluentes estão na origem de mais de 10% dos casos de cancro na Europa”, especificou a organização, em comunicado.

Este número pode contudo diminuir de forma drástica se as políticas existentes forem objeto de uma atualização rigorosa, nomeadamente na luta contra a poluição, segundo a organização.

“Todos os riscos cancerígenos ambientais e profissionais podem ser reduzidos”, afirmou Gerardo Sanchez, um perito da AEA, sobre o documento, o primeiro da agência sobre a relação entre cancro e ambiente.
“Os cancros determinados pelo ambiente e devidos a radiações ou a carcinogéneos químicos podem ser reduzidos a um nível quase negligenciável”, declarou, durante um encontro com a imprensa.

Segundo os dados da AEA, a poluição do ar é responsável por um por cento dos casos e dois por cento das mortes, percentagem que sobe para nove por cento no caso dos cancros do pulmão. Estudos recentes também detetaram “uma correlação entre a exposição a longo prazo às partículas, um poluente atmosférico importante, e a leucemia entre os adultos e as crianças”, realçou a agência.

O radão, um gás radioativo natural suscetível de ser inalado, nomeadamente em habitações pouco arejadas, é considerado responsável por dois por cento dos casos de cancro no Velho Continente.
Segundo a Agência, os ultravioletas – de origem principalmente solar, mas também artificial – são responsáveis por cerca de quatro por cento de todos os casos de cancro, em particular do melanoma, uma forma grave de cancro da pele que aumentou fortemente na Europa nas últimas décadas.

Algumas substâncias químicas utilizadas nos locais de trabalho e libertadas no ambiente são também cancerígenos. Chumbo, arsénico, crómio, pesticidas, bisfenol A e as substâncias perfluoroalquílicas (PFAS, na sigla em Inglês), usadas entre outras aplicações na alimentação, estão entre as mais perigosas para a saúde dos europeus, tal como o amianto, interdito na União Europeia (UE) desde 205, mas ainda presente em diversos edifícios.

Na UE, todos os anos 2,7 milhões de pessoas são diagnosticadas com um cancro, das 1,3 milhões morrem. A Europa, que representa cerca de 10% da população mundial, tem 23% dos novos casos e 20% das mortes.

 

04
Abr22

Lisboa concorre à Organização do EuroPride 2025

Texto by ESQREVER

Niel Tomodachi

Lisboa Orgulho LGBTI Pride Arco-Íris Rainbow

Depois de uma primeira tentativa de realizar o EuroPride em 2022 em Portugal, a ILGA Portugal e a Variações voltam a apostar numa nova candidatura para realizar o EuroPride 2025 em Lisboa.

Lisboa vai concorrer contra Magdeburgo (Alemanha) para receber o maior evento do Orgulho LGBTI na Europa. O EuroPride é o evento LGBTI+ mais significativo do continente europeu e este ano marca 30 anos desde que o primeiro EuroPride foi realizado, em Londres, em 1992. Este ano, o EuroPride acontece em Belgrado, Sérvia, de 12 a 18 de setembro.

A presidente da European Pride Organisers Association (EPOA) , Kristine Garina, saudou ambas as propostas:

Durante trinta anos, o EuroPride tem sido um farol para a igualdade LGBTI+ em toda a Europa e estou muito feliz que Lisboa e Magdeburg continuem a criar essa história em 2025. Sei que as duas propostas são muito diferentes, mas igualmente impressionantes. Estou ansiosa para aprender mais sobre os seus planos nos próximos meses.

 

Motivação portuguesa

O Diretor Executivo da Variações, Diogo Vieira da Silva, disse:

Desde o fim da ditadura em 1974, e particularmente nas últimas duas décadas, Portugal fez progressos acelerados nos direitos LGBTI num país há muito fechado e de cultura conservadora. Como resultado, em 2019, Portugal ficou em 7º lugar no Mapa Arco-Íris da ILGA Europe.” No entanto, “o estigma, a discriminação, o isolamento e vítimas continuam a ser uma realidade” de muitas pessoas da população LGBTI em Portugal.

“A candidatura ao EuroPride 2025 em Lisboa representa um esforço conjunto” para oferecer às pessoas LGBTI “um caminho para a autodeterminação, autonomia e comunidade em todos os aspectos das suas vidas“. 

Em 2025 celebraremos não apenas o Pride, mas o orgulho das nossas conquistas como um movimento que mudou o cenário para as vidas LGBTI na Europa“. Ao mesmo tempo, o aniversário da democracia em Portugal “convida-nos a olhar para o futuro e ver como podemos expandir a visão do EuroPride além de hoje e além fronteiras“.

As propostas completas para o EuroPride 2025 serão publicadas a 12 de agosto e os membros da EPOA votarão em Turim em outubro próximo.

(S)

01
Mar22

Portugal é o sétimo país mais LGBT+ friendly da Europa

Niel Tomodachi

A ILGA destaca a não-discriminação nas doações de sangue, mas realça, negativamente, o crescimento do discurso de ódio.

A associação Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo (ILGA) divulgou, a 15 de fevereiro, um novo relatório sobre a situação de direitos das pessoas da comunidade LGBTQIA+ no contexto europeu e centro-asiático. O documento inclui uma lista onde Portugal surge como o sétimo país mais LGBTQIA+ friendly da Europa.

A organização destaca a não-discriminação em função das orientações, características sexuais, e identidades e expressões de género na doação de sangue. Apresentam, porém, várias recomendações ao País: a proibição das terapias de conversão; a garantia de serviços de saúde adequados às pessoas transgénero e de género diverso; e a criação e implementação de políticas públicas de asilo que protejam quem chega a Portugal após ter fugido dos seus países devido à discriminação devido à sua orientação/identidade sexual.

Em comunicado, a ILGA Portugal realça negativamente “o discurso de ódio anti-LGBTI+ que cresce progressivamente no País entre líderes e representações políticas. Além disso, refere que “as instituições europeias e a maioria dos governos nacionais têm agido mais incisivamente no repúdio e na criação de mecanismos que garantam o avanço das medidas de proteção dos direitos e das vidas das pessoas LGBTI+”.

Apesar da posição relativamente elevada, o sétimo lugar representa uma descida neste ranking face ao ano passado, onde Portugal se posicionou em quarto.

“As recomendações para o apoio do governo às associações e coletivos LGBTI+ no âmbito do impacto da Covid-19 (feitas em julho de 2021) não foram totalmente implementadas. A falta de respostas públicas dignas e específicas nas áreas da saúde e apoio social colocaram as associações em grande sobrecarga, com um aumento exponencial dos pedidos de ajuda no contexto pandémico”, explica Ana Aresta, presidente da direção da ILGA Portugal.  

“Ficam também por assegurar as medidas no sistema educativo, em todos os níveis de ensino e ciclos de estudo, que promovam o exercício do direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género, e do direito à proteção das características sexuais das pessoas. O governo deve garantir a proteção das crianças e jovens LGBTI+ que vivem atualmente em contextos de elevada vulnerabilidade”, acrescenta.

 

23
Fev22

O melhor destino europeu em 2022 é “uma cidade para almas curiosas e aventureiras”

Niel Tomodachi

A European Best Destinations escolheu a capital da Eslovénia como o destino na Europa a (re)descobrir este ano.

Com as restrições impostas pela Covid-19 a diminuírem, as viagens voltam a ser uma possibilidade. É tempo de marcar aquelas férias que anda a adiar há dois anos ou a escapadinha indispensável para carregar energias entre semanas de trabalho cansativas.

Caso a Europa seja o continente que pretende explorar nos próximos tempos, saiba que a prestigiada European Best Destinations (EBD) já divulgou a sua lista anual com os melhores destinos de 2022 que esta região tem para oferecer. Se em 2021, Braga ocupou o primeiro lugar do ranking, este ano a posição foi alcançada por Liubliana, capital da Eslovénia.

O site que, desde 2009, se dedica à promoção da cultura e turismo na Europa, descreve-a como “uma cidade para almas curiosas e aventureiras”. Um ponto de paragem incontornável para os que anseiam por “cultura, arte, entretenimento e grandes áreas verdes, que proporcionam uma atmosfera relaxante”. 

Desta vez, o município bracarense que a publicação chamou de “Roma portuguesa”, com “algo a oferecer a cada um de nós”, não entra sequer no seu top 10 de preferências. Este é composto por Marbella (Espanha), Amiens (França), Plovdiv (Bulgária), Lovaina (Bélgica), Oradea (Roménia), Londres (Inglaterra), Nimegue (Países Baixos), Lahti (Finlândia) e Istambul (Turquia).

O top 20 fica completo com a Costa Amalfitana (Itália), Praga (República Checa), Roma (Itália), Baviera (Alemanha), Atenas (Grécia), Clonakilty (Irlanda), Viena (Áustria), Lucerna (Suíça), Graz (Áustria) e Creta (Grécia).

 

29
Dez21

Tribunal Europeu pede a Rússia para suspender dissolução de ONG

Niel Tomodachi

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) apelou hoje às autoridades russas para que suspendam a decisão de dissolução da organização não-governamental (ONG) Memorial, a principal estrutura de defesa dos direitos fundamentais na Rússia.

Tribunal Europeu pede a Rússia para suspender dissolução de ONG

No âmbito de um processo de urgência acionado pela Memorial, o TEDH, com sede em Estrasburgo (França), pediu hoje ao Governo russo para suspender a decisão por um período de tempo "necessário" a que o tribunal possa analisar o requerimento apresentado pela ONG.

"O tribunal decidiu indicar ao Governo da Rússia (...) que, no interesse das partes e da boa tramitação dos processos que lhe são submetidos, a execução das decisões de dissolução das organizações candidatas deve ser suspensa", referiu o TEDH num texto enviado à agência France-Presse (AFP), inicialmente publicado pela ONG russa na rede social Twitter.

Um tribunal de Moscovo ordenou hoje a dissolução do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Memorial, um dia depois da extinção judicial da principal estrutura desta emblemática organização, decisão que suscitou a indignação internacional.

O Centro de Defesa dos Direitos Humanos e a organização-mãe, a ONG Memorial, recorreram junto do TEDH, ao abrigo do artigo 39.º dos regulamentos da instância judicial.

Tal permite ao TEDH ordenar "medidas provisórias" aos 47 Estados-membros do Conselho da Europa, incluindo a Rússia, quando os requerentes estão expostos a "um risco real de danos irreparáveis".

Marija Pejcinovic Buric, secretária-geral do Conselho da Europa, cujo braço judicial é o TEDH, descreveu a dissolução das organizações russas como uma "notícia devastadora para a sociedade civil", manifestando preocupação ao constatar que a Rússia está "a afastar-se mais dos padrões e dos valores europeus comuns".

A deliberação de hoje sobre o Centro de Defesa dos Direitos Humanos surge um dia depois de o Supremo Tribunal da Rússia ter ordenado a extinção da ONG Memorial, a principal organização de direitos humanos do país e guardiã da memória das vítimas dos campos de trabalhos forçados soviéticos.

A decisão de terça-feira corresponde a um pedido do Ministério Público russo, que acusou a ONG de criar "uma falsa imagem da União Soviética como Estado terrorista".

No mesmo dia, a própria ONG prometeu encontrar "meios legais" para continuar com a sua atividade.

A ordem de extinção desta principal organização de direitos humanos russa suscitou de imediato reações de indignação por parte de vários países, como foi o caso dos Estados Unidos da América, França, Alemanha e Reino Unido.

A Memorial foi fundada em 1989, por um grupo de dissidentes soviéticos que incluía o prémio Nobel da Paz de 1975, o físico nuclear Andrei Sakharov.

 

22
Out21

Polónia quer restringir educação sexual e a defesa pública de minorias sexuais

Niel Tomodachi

Os temas vão começar a ser debatidos no Parlamento polaco na próxima semana. Nesse sentido, o ministro da Educação já tinha prometido “tornar as escolas mais decentes” e não permitir, por exemplo, menções a “géneros não biológicos” nos livros didácticos.

Um grito mudo: a luta LGBTQI+ na Polónia por igualdade e direitos humanos

O Governo da Polónia quer restringir a educação sexual e a defesa pública das minorias sexuais, quando se cumpre um ano de uma sentença polémica que proibiu o aborto no país.

Para atingir esse objectivo, o Parlamento polaco pretende começar a debater na próxima semana uma reforma promovida pelas mesmas associações fundamentalistas católicas que promoveram a proibição do aborto, anunciada há um ano, e cujo procedimento parlamentar é apoiado pelo Governo.

O ministro da Educação polaco, Przemyslaw Czarnek, já prometeu “tornar as escolas mais decentes” e não permitir, por exemplo, menções a “géneros não biológicos” nos livros didácticos.

O ministro defende que se deve incorporar “a visão de vida e os ensinamentos de [o Papa] João Paulo II”, bem como convencer as meninas de que “ter uma carreira” antes de ter um filho “é perigoso e não é o que devem fazer”, alegando que “elas foram chamadas por Deus”.

Com o respaldo político do Governo, também uma fundação pró-vida e a activista conservadora Kaja Godek propõem a proibição de reuniões públicas e manifestações que defendam o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou reivindiquem direitos para essas pessoas, como a adopção de crianças ou o reconhecimento da sua união legal.

A fundação lançou uma petição que atende a uma iniciativa que reuniu mais de 100 mil assinaturas e que visa impedir que identidades de género não biológicas sejam aceites ou que seja promovida a actividade sexual de menores de 18 anos.

Perante a oposição de grande parte da sociedade polaca, o Governo pediu ao Tribunal Constitucional que se pronunciasse sobre a matéria, levando-o a, numa interpretação polémica da lei, proibir o aborto, mesmo quando há elevada probabilidade de deterioração grave e irreversível da condição do feto ou do nascimento da criança com uma doença grave ou terminal.

A onda de protestos contra esta iniciativa, que durou mais de três meses, gerou uma mobilização civil sem precedentes e acabou por se tornar uma expressão de resistência à política ultraconservadora do Governo, enquanto muitas mulheres procuravam soluções alternativas para terminar com a gravidez.

De acordo com a organização internacional Aborto Sem Fronteiras, pelo menos 34 mil mulheres polacas abortaram ilegalmente no seu país ou viajaram para o estrangeiro para poder fazê-lo sem sofrer represálias legais.

A ideologia ultraconservadora do Governo polaco coincide com os postulados da facção mais radical da Igreja e, por exemplo, Jaroslaw Kaczynski, líder da coligação que governa o país desde 2015, acusou os manifestantes de “quererem destruir a Polónia. “

 

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