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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

31
Out21

Estudo: 9% dos portugueses já seguem uma dieta veggie

Niel Tomodachi

De acordo com o estudo ‘The Green Revolution Portugal’ realizado em 2019 pela consultora espanhola Lantern (o primeiro estudo realizado a nível nacional sobre a realidade veggie), os portugueses estão a mudar os seus hábitos alimentares.

Segundo a pesquisa, existem 764 mil adultos que seguem uma dieta veggie, o que corresponde a 9% da população. 45% dos portugueses afirma ter reduzido ou eliminado o consumo de carne vermelha e 54% diz ter reduzido ou eliminado por completo o consumo de enchidos. Para além disso, é nas camadas mais jovens (18-24 anos) que se concentra o maior número de veganos e vegetarianos. Preocupação com a saúde e cuidado com o ambiente estão entre as principais razão para a adoção de uma dieta com mais plantas e menos animais.

No entanto e ainda segundo esta análise, um em cada três veggies admite ser complicado ou muito complicado encontrar pratos adequados à sua dieta fora de casa, sendo que o grau de insatisfação com os produtos substitutos disponibilizados pelo mercado é superior a 55%, demonstrando que há ainda um longo caminho a percorrer e um universo de inúmeras oportunidades.

 

11
Set21

Como ser uma mãe ‘cool’. É isto que os filhos mais valorizam

Niel Tomodachi

Enquanto a maioria das mães crê que os miúdos as apreciam pela comida que oferecem, na verdade o que as crianças mais valorizam é a ajuda nos trabalhos da escola. Veja também o que as crianças menos gostam de ver as progenitoras fazer.., em público

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Um estudo norte-americano revela atitudes e decisões que, aos olhos dos filhos, transformam as mães em pessoas interessantes. E se metade das progenitoras se preocupa com a forma como os filhos as veem, fica também claro o que não devem fazer para que o contrário não tenha lugar.

De acordo com o inquérito norte-americano citado pela OnePoll e que auscultou duas mil mães dos Estados Unidos da América com crianças entre os três e os 18 anos, quase metade (42%) fica zangado se as mães usarem, diante dos amigos, o diminutivo que é usado em casa. Quatro em cada dez não gosta de ouvir a progenitora a gritar pelo nome dos filhos em competições desportivas ou a dançar em público. Se o fizerem, o mais provável é ver as crianças a menear a cabeça.

Mas se metade da amostra considera que os filhos valorizam mais a comida, a verdade é que a análise encomendada pela revista de refeições saudáveis Sunset aponta outra direção: três em cada cinco miúdos diz que uma mãe “porreira” é aquela que ajuda nos trabalhos da escola e nas obrigações domésticas.

Relativamente à alimentação saudável, as inquiridas revelaram recorrer a truques como tornar a comida mais colorida (47%) ou apresentada sob formas originais (48%), e tudo isto para levar os filhos a ingerir alimentos de melhor qualidade. Mais de metade das entrevistadas reconheceu que as crianças ingerem refeições mais trabalhadas e sofisticadas do que as que preparam para elas próprias.

Relativamente a propostas alimentares, refere a análise que mais de seis mães em cada dez embalam frutas para um lanche, mais de metade apresenta batatas fritas e 46% diz dar vegetais. A maioria sonha poder integrar frutos vermelhos no cardápio infantil e juvenil por considerarem que melhoraria em muito a dieta dos filhos.

 

10
Set21

Risco de suicídio é três vezes maior em jovens homossexuais ou bissexuais

Niel Tomodachi

Os jovens homossexuais ou bissexuais têm uma probabilidade três vezes maior de cometer suicídio nalguma altura da sua vida, uma possibilidade que aumenta quando a família não aceita a sua orientação sexual, segundo dados hoje divulgados.

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Os dados constam de um documento com 28 páginas da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), com o título 'Vamos falar sobre o suicídio', lançado a propósito do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, assinalado hoje.

"Um dos fatores que pode espoletar estes comportamentos de suicídio são de facto este desajustamento que a pessoa sente relativamente à aceitação da família quando há questões de orientação sexual ou de identidade de género", disse à agência Lusa Renata Benavente, da OPP.

A psicóloga explicou que, quando existem estas "dificuldades acrescidas, sobretudo nestas fases de desenvolvimento que são críticas, da estruturação da personalidade, de aceitação de si próprio", a situação agrava-se.

"A adolescência por si só, e os números mostram isso, já é uma fase difícil em que há um número crescente de suicídios. Se essas dificuldades que são expectáveis da adolescência se associam a outros fatores de risco, nomeadamente a identidade sexual, a não aceitação por parte da família da sua orientação sexual, todas essas dificuldades naturalmente vão aumentar o risco de suicídio", sublinhou.

No seu entender, é um grupo de jovens e de pessoas que deve merecer uma particular atenção.

Alertou também para "uma problemática muito preocupante" que é o suicídio entre a população mais jovem, a segunda causa de morte entre os jovens em todo o mundo entre os 15 e os 34 anos.

"A primeira {causa] são as mortes por acidente e a segunda é o suicídio, o que nos leva a refletir sobre porque é que os jovens estão a tomar este tipo de decisão de retirar a própria vida", sublinhou.

Em Portugal, o número de mortes por suicídio "é elevado", com as estatísticas mais recente a apontarem para três mortes por dia poe esta causa.

No mundo, morrem quase 800 mil pessoas por suicídio anualmente, o que corresponde aproximadamente a uma morte a cada 40 segundos.

"A maior parte das pessoas que morreu por suicídio sofria de problemas de saúde psicológica, nomeadamente depressão e consumo problemático de álcool", refere o documento.

Por outro lado, apontou Renata Valente, a investigação internacional também mostra que o número de tentativas é 25 vezes superior ao número de suicídios consumados.

"As tentativas de suicídio e os suicídios são um grande desafio em termos da saúde pública e resultam normalmente de situações de grande sofrimento emocional e têm um impacto muito importante, quer pela perda de vidas humanas", quer nos "sobreviventes".

"Cada suicídio pode deixar entre seis a 10 pessoas sobreviventes", como pais, irmãos, filhos, amigos, conhecidos, vizinhos, colegas da pessoa que morreu e profissionais de saúde, refere a publicação.

Sobre o documento, Renata Benavente explicou que o objetivo principal é abordar as temáticas do suicídio e promover a literacia em saúde, "ajudando a população em geral a identificar alguns sinais que possam remeter para alterações que indiciam um eventual comportamento desta natureza".

"Para muitas é apenas um escape para uma situação transitória que não se consegue lidar de uma forma mais impulsiva e se estivermos atentos a este tipo de indicadores poderemos realmente atuar no sentido de ajudar esta pessoa a aliviar este sofrimento interno e não consumar um ato desta natureza", salientou.

O documento debruça-se também sobre os motivos que podem conduzir ao suicídio, os fatores de risco e proteção, faz recomendações sobre o que se pode fazer e tem uma secção dedicada aos mitos e factos e outra aos sinais de alerta.

 

21
Ago21

Empatia dos adolescentes começa com relações seguras em casa

Estudo analisou relações de 174 adolescentes durante quatro anos.

Niel Tomodachi

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Os adolescentes que têm uma relação próxima e segura com as suas famílias têm mais probabilidades de desenvolver empatia pelas outras pessoas, revela um estudo desenvolvido pelo departamento de psicologia da University of Virginia, nos Estados Unidos. 

Segundo precisa a investigação, os adolescentes que se sentem protegidos, apoiados e ligados afetivamente aos pais ou outros adultos responsáveis estão melhor equipados para sentir e expressar empatia. 

"Os adolescentes não gostam, geralmente, que lhes digam o que devem fazer e penso que não funciona dizer-lhes que devem ter empatia pelos outros. (...) O que funciona é verem empatia", afirmou Jessica Stern, a autor principal do estudo, em declarações à CNN. 

Para apurar a questão, a investigação analisou as relações entre pais e filhos de 174 adolescentes durantes quatro anos (dos 14 aos 18 anos) e depois observou as relações dos menores entre si. O estudo teve por base a teoria do apego, que defende que "a ideia de que todos os seres humanos têm necessidade de se relacionarem", mas que a qualidade das relações estabelecidas diferem e influenciam essa necessidade ao longo do tempo. 

A cientista social sublinhou ainda que, de acordo com outras pesquisas já realizadas, os adolescentes que são mais empáticos demonstram níveis baixos de agressividade e preconceito e têm menos probabilidades de serem 'bullys'. "Por isso é que é tão importante compreendermos de onde vem ou é construída a empatia", acrescentou. 

"Os resultados que obtivemos sugerem que, para promover empatia nos adolescentes, os pais precisam de expressá-la e estimulá-la", adiantou ainda a especialista. 

 

20
Ago21

Estudo revela que sestas curtas não chegam para recuperar de noites mal dormidas

Niel Tomodachi

Quando já se trata de privação de sono, a tal horinha de sono já não é solução. Mas não pense que isto é o fim das sestas.

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Antes de mais, é importante realçar: as sestas continuam a ter bons argumentos a seu favor. No entanto, um novo estudo vem confirmar que sestas mais curtas no dia seguinte não chegam para compensar os défices provocados por uma noite de privação de sono.

As conclusões resultam de um estudo de que o “Science Daily” dá conta, levado a cabo por um departamento da Universidade Estadual do Michigan, nos EUA, que se dedica precisamente ao estudo do sono.

O estudo foi originalmente publicado este mês de agosto na revista “Sleep”. Kimberly Fenn, e equipa de investigadores que liderou, procuraram saber se sestas curtas poderiam mitigar défices cognitivos causados pela privação de sono. “Descobrimos que sestas de 30 ou 60 minutos não mostram efeitos mensuráveis.”

O estudo levado a cabo juntou 275 participantes, entre os 18 e os 26 anos, que foram divididos em três grupos: um primeiro grupo teve direito a noite de sono descansada, em casa; um grupo não dormiu, ficando em privação de sono; e um grupo intermédio ficou em privação de sono no laboratório mas com oportunidade de fazer sestas de 30 ou 60 minutos.

Na noite antes do teste, todos os participantes levaram a cabo diferentes testes e tarefas cognitivas, que repetiriam no dia seguinte, já com as novas circunstâncias. Algumas diferenças foram notórias.

Quem teve uma noite descansada, sem privação de sono, mostrou também melhores resultados nas tais tarefas negativas. Os piores resultados foram de quem não teve direito a sequer uma sesta. Já o tal grupo intermédio, que ficou em privação de sono mas com direito a uma sesta, mostrou mais falhas nas tarefas cognitivas do que quem não teve privação de sono. Ainda assim houve dados curiosos.

As conclusões do estudo apontam para a possibilidade de sestas mais longas poderem já começar a compensar os défices cognitivos provocados pela privação de sono. E há aqui um elemento a ter em conta: o chamado sono de ondas lentas (“slow-wave sleep”, no original em inglês).

O nosso sono atravessa diferentes fases e a fase de slow-wave sleep é tida como a mais profunda e reparadora. E entre o tal grupo que não dormiu de noite mas teve direito a sesta, houve ligeiras melhorias, com menos 2 a 4 por cento de falhas nas tarefas cognitivas, a cada vez que se contabilizavam mais 10 minutos deste tipo de sono mais reparador durante as sestas.

Ainda há muito que estamos a aprender sobre o sono e as sestas em particular mas Kimberly Fenn, a autora do estudo, realça que estas conclusões abrem caminho a novas oportunidades de estudo sobre as sestas.

Em certos casos, destaca-se no estudo, podemos estar a falar de períodos de sesta maiores que podem salvar vidas. “Estes números até podem parecer pequenos, mas ao considerar os tipos de erros que podem ocorrer em funções que se veem privadas de sono, como cirurgiões, polícias ou camionistas, uma redução de 4 por cento nos erros pode potencialmente salvar vidas”, afirma a investigadora.

Na prática, o estudo não serve como argumento contra as sestas. Antes pelo contrário, aponta para a possibilidade de as sestas terem mesmo de ser maiores, quando já falamos de privação de sono, como confirma de diminuir o risco de erro em diferentes tarefas cognitivas.

 

04
Ago21

Detetados 15 novos biomarcadores para demência (e possíveis tratamentos)

Niel Tomodachi

Num estudo que envolveu mais de 13 mil pessoas, biomarcadores contribuíram para detetar um maior risco de demência até 20 anos antes da manifestação dos primeiros sintomas da doença degenerativa do cérebro, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

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Segundo um artigo publicado na revista Galileu, a beta amilóide (Aβ) e a tau são as proteínas mais conhecidas pela sua correlação a um risco aumentado de demência, no entanto não são as únicas.

Num estudo divulgado no jornal científico Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer's Association e citado pela Galileu, investigadores descobriram 15 biomarcadores adicionais que, em testes que envolveram 13.657 pessoas, conseguiram prognosticar o declínio cognitivo e a consequente subida do risco de demência até duas décadas previamente à manifestação da patologia cerebral. 

O estudo investigou correlações entre aproximadamente cinco mil proteínas presentes no plasma sanguíneo e o risco de incidência da doença num grupo de doentes britânicos, cujas primeiras amostras de sangue foram recolhidas há mais de três décadas. Posteriormente, os dados apurados foram duplicados numa segunda coorte composta por norte-americanos.

Sendo que os investigadores mapearam 15 proteínas no plasma dos participantes associadas ao risco aumentado para demência, ainda nos estágios iniciais da degeneração neuronal. 

Segundo a pesquisa, refere a revista Galileu, essas proteínas estão associadas a um ou mais sistemas e processos biológicos, como em disfunções no sistema imunológico, na rutura da barreira hematoencefálica (BBB), em doenças vasculares e na resistência central à insulina. Enquanto outras (SAP3, NPS-PLA2, IGFBP-7, MIC-1, TIMP-4, OPG, TREM2 e pro-BNP N-) já foram relacionadas com demência em estudos de controle prévios, trata-se da primeira ocasião em que sete delas (SVEP1, HE4, CDCP1, SIGLEC-7, MARCKSL1, CRDL1 e RNAS6) são associadas à patologia degenerativa do cérebro. 

Os investigadores escreveram: "até onde sabemos, este é o maior estudo de todo o proteoma [conjunto de proteínas presentes em uma célula quando está sujeita a um estímulo] com resultados replicados em associações de longo prazo entre proteínas plasmáticas, declínio cognitivo e risco de demência até ao momento". 

"O nosso plano de pesquisa leva explicitamente em consideração a longa fase pré-clínica da demência, quando ela ainda pode ser evitada". 

O estudo publicado revelou ainda que seis das 15 proteínas detetadas podem ser alteradas com fármacos atualmente disponíveis, no entanto que não foram originalmente desenvolvidos para o tratamento da demência. Consequentemente, os especialistas sublinham que a utilização desses medicamentos para tratar a patologia terá que ser ainda avaliada. 

Joni Lindbohm, principal autor do estudo e investigador da Universidade de Helsinkin, na Finlândia, disse num comunicado emitido à imprensa, que a equipa irá agora analisar se as proteínas descobertas têm um associação causal com a demência e se são suscetíveis de modificação e drenagem. Lindbohm salienta que as duas fases serão cruciais para que o grupo consiga potencialmente encontrar novos alvos de fármacos para a prevenção da demência. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo existam 47.5 milhões de pessoas com demência. 

Em Portugal, tendo como referência os dados da Alzheimer Europe, avalia-se que existam mais de 193 mil e 500 pessoas que sofram da doença. 

 

28
Abr21

Sustentabilidade: Estudo revela quem se preocupa mais com o planeta

Niel Tomodachi

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O mundo está a arder e nem sempre apenas num sentido figurado. Mas não são apenas os fogos a nossa única preocupação. Os oceanos vão crescer, as terras diminuir e a comida escassear. Na iminência de uma extinção, só nos resta questionar: ‘Porque é que isto está a acontecer?’.

Ora, nós sabemos bem o porquê. E a culpa é dos que continuam a não acreditar nas questões climáticas e, por isso, recusam-se a gestos tão simples e tão potentes como usar um saco de pano reutilizável sempre que vão ao supermercado. Tem dúvidas? A ciência está cá para as tirar.

Um psicólogo da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA) questionou 960 participantes sobre o que consideram ser ações masculinas e ações femininas. Questões básicas de cuidado ambiental como a separação de resíduos e posterior reciclagem, assim como o uso de sacos reutilizáveis, foram vistas como ações femininas. E pior: muitos homens confessaram evitar este tipo de comportamentos por temerem que a sua masculinidade ficasse em causa.

Com este estudo, publicado em 2019, não é difícil perceber porque é que a luta ambiental não tem ainda uma figura masculina – e aqui temos de excluir o Leonardo DiCaprio porque ele sozinho não faz milagres. Além disso, nenhum dos heróis com os quais crescemos se mostrou minimamente preocupado com o ambiente.

Tanto o Batman como o James Bond combatem o mal, mas, no que toca ao planeta Terra, pouco ou nada fazem. Facilmente agora percebemos o quão egoístas nós homens temos sido. Bem, os homens preocupam-se com algumas coisas e da forma mais correta, mas, por algum motivo, o interesse masculino está ainda muito longe de ter a ecologia e a sustentabilidade como centro de todas as suas atenções. E isso é triste, porque os homens perdem, as mulheres perdem, todos perdemos.

Aquilo pelo que os homens se interessam fervorosamente (como o futebol, o melhor óleo para a barba ou o suplemento que mais cuida dos músculos) pode ter os dias contados se não passarem a cuidar do ambiente.

Resta acreditar que tudo isto vai mudar para melhor e o primeiro passo passa por assistir a alguns dos discursos de Greta Thunberg. Com apenas 17 anos, esta jovem diz e faz o que todos os adultos já deviam estar a dizer e a fazer há anos. Na verdade, faz bem mais do que qualquer um de nós, não é verdade? E que tal juntar-se a ela?

(S)

24
Abr21

Estudo revela que alterações climáticas estão a provocar mudanças no eixo da Terra

Niel Tomodachi

O fenómeno está a acelerar muito. E já pouco há a fazer para inverter esta tendência.

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O impacto das alterações climáticas está a gerar consequências que vão além dos ecossistemas. De acordo com um estudo divulgado no Geophysical Research Letters, a velocidade a que os glaciares estão a derreter está a gerar uma rápida movimentação do próprio eixo da Terra. 

De acordo com os investigadores, o eixo polar sofreu uma alteração na direção em 1995. O mesmo estudo revela ainda que entre 1995 e 2020, o eixo se moveu-se a uma velocidade 17 vezes mais rápida do que no período entre 1981 e 1995. A conclusão, que os cientistas classificam como “muito preocupante”, é que a posição dos polos se alterou em cerca de quatro metros desde 1980. 

O estudo aponta ainda que, até esta altura, se verificavam algumas alterações nos polos, mas que estas aconteciam de forma discreta e que eram apenas motivadas por fenómenos naturais, como a confluência de correntes frias com erupções vulcânicas subaquáticas. O problema agora, apontam, é que o aumento da temperatura global que está a acelerar o processo de erosão dos glaciares também está a influenciar este processo.

“Este fenómeno é um resultado do desequilíbrio da quantidade de água congelada que deixou de estar em terra”, explica Shanshan Deng, o responsável pelo estudo, que aponta ainda que não há já nada a fazer para inverter esta tendência.

 

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