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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

23
Dez21

Quer escrever bem? 21 Dicas de Autores consagrados

by Bertrand

Niel Tomodachi

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O processo de escrita é complexo, meticuloso e enigmático, sendo que não há uma fórmula predefinida para escrever um bom livro. Cada escritor trabalha o texto de forma distinta, com métodos muito próprios – nem sempre revelados. Reunimos algumas dicas, de grandes autores, para melhorar o processo de escrita. 


 

George Orwell 

Orwell é considerado um dos melhores cronistas do séc. XX, autor de algumas obras fundamentais, de onde se destaca 1984, um romance sobre a realidade distópica de um regime totalitário. No seu ensaio Porque escrevo, o autor de Triunfo dos Porcos revela as melhores práticas e técnicas para aprimorar o exercício da escrita. Abaixo listamos algumas dessas regras:

Nunca utilize:

1. uma metáfora/comparação cliché ou outra frase feita;

2. uma palavra longa se pode utilizar uma curta que signifique o mesmo

3. a voz passiva quando puder usar a ativa

4. uma expressão estrangeira, uma palavra científica ou um termo de jargão se houver uma palavra equivalente de uso comum.

5. Sempre que for possível eliminar uma palavra, elimine

6. Desobedeça a qualquer uma das regras anteriores antes de escrever algo que soe absurdo.


Margaret Atwood

Margaret Atwood é a mais celebrada autora canadiana e, além de A História de Uma Serva – agora uma série de televisão multipremiada –, publicou já mais de quarenta livros de ficção, poesia e ensaio. Selecionámos alguns dos mantras da autora, no que à escrita diz respeito:

1. Para escrever, papel é bom. Numa aflição, pedaços de madeira ou o seu braço servem.

2. Se vai usar um computador, certifique-se que guarda sempre as alterações num cartão de memória.

3. Cative a atenção dos leitores (isto, provavelmente, resulta melhor se conseguir cativar a sua própria atenção). No entanto, como não sabe quem é o leitor, por isso, é como dar um tiro no escuro. O que faz alguém ficar de queixo caído?

4. Faça alongamentos de costas. A dor distrai.

5. Nunca leia a sua obra com demasiada emoção porque é claramente suspeito. Esteve nos bastidores, já sabe como é que os coelhos vão parar à cartola. Peça a um amigo que dê uma vista de olhos antes de entregar a um editor. Este amigo não deve ser alguém com quem tenha uma relação amorosa, a menos que queira que a relação termine. 

 

Neil Gaiman

Gaiman é amplamente conhecido do público: com obras adaptadas para televisão e vários prémios, o autor britânico é sem dúvida um arquétipo de imaginação e criatividade. Por isso, vale a pena conhecer  algumas das suas técnicas preferidas:

1. Escreva.

2. Coloque uma palavra a seguir à outra. Encontre a palavra certa e escreva-a.

3. Ria-se das suas próprias piadas 

4. Ponha o texto de parte. Leia como se fosse a primeira vez. Mostre aos amigos cuja opinião respeita. 

5. Lembre-se: quando as pessoas desaprovam ou dizem que não se identificam, normalmente têm razão. Quando apontam exatamente o que não gostam ou o que deve corrigir, estão quase sempre erradas. 

 
William Safire


Safire é o autor de alguns dos discursos de Richard Nixon, tendo ficado célebre pelas suas crónicas magistrais no New York Times. Polémico e incisivo, arrecadou, em 1978, o prémio Pulitzer. O percurso notável do cronista faz com que olhemos com toda a atenção para as suas dicas de escrita. 

1. A voz passiva nunca deve ser utilizada.

2. Os verbos devem estar em concordância com o sujeito

3. Um escritor não altera o seu ponto de vista.

4. Não se começa uma frase com uma conjunção.

5. Não abuse dos pontos de exclamação.

 


 

Fonte: www.openculture.com

 

20
Nov21

Como redigir a Carta ao Pai Natal...

Niel Tomodachi

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Como redigir?

Não há limites, nem uma norma, simplesmente escreva o que a criança quiser comunicar ao Pai Natal. O tom pode ser mais ou menos informal, mais ou menos cómico, mais ou menos educado, pode conter não só texto como imagens, ou mesmo desenhos.

Uma boa ideia também poderá ser pedir às crianças para escolherem as prendas a partir de catálogos de imagens, recortar as que selecionaram e colar diretamente na carta, para que elas pensem que assim não há forma de o pai Natal se enganar nas prendas. Está sem ideias? Inspire-se neste exemplo:

“Querido Pai Natal,
O meu nome é João e tenho 6 anos. Fui um menino muito bem comportado este ano! Eu ajudo a minha mãe e o meu pai em todas as tarefas cá em casa. Também tenho sido bom para com a minha irmã, gostamos muito um do outro e damo-nos bem, apesar de ela por vezes fazer birras. Obrigado por todos os presentes que me deste no ano passado. Eles eram todos muito fixes, e ainda hoje brinco com todos eles. Este ano eu gostaria de ter uma máscara do Darth Vader, um cão e uma bicicleta. Despeço-me carinhosamente, com abraços para si e para a sua esposa Mãe Natal, para os elfos e para as suas renas, especialmente para o Rodolfo. Vou deixar algumas cenouras para as renas, só para o caso de terem fome!

Muitos beijinhos,
João Afonso”

 

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20
Nov21

Escrever a Carta ao Pai Natal...

Niel Tomodachi

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A época natalícia é mágica para quase toda a gente. 

As crianças devem ser estimuladas no sentido da criatividade, nesta época e noutras épocas do ano e contar a história do Pai Natal aos mais novos desde cedo desenvolve não só a imaginação como a fantasia.

Esta altura do ano também lhes deve ensinar a ser generosos e solidários para com aqueles que mais necessitam.

Escrever uma carta ao Pai Natal leva as crianças, à reflexão sobre os seus atos, uma consciencialização do seu comportamento e, por fim, à transmisão dos seus desejos.

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Escrever a carta é uma atividade que podem fazer em família, tornando-se, pois, num entretenimento para a criança e demais elementos. Todos os elementos da família devem corroborar a história. Assim, a criança sentir-se-à envolvida na sua fantasia.

Em tempos de pandemia surgiram alternativas às visitas ao Pai Natal nos centros comerciais. Entre elas, conversar na cabine mágica do Pai Natal.

O espírito das festas contagia, os presentes chegam e os corações ficam cheios. Todos temos imaginação e sonhos, cabe-nos escolher como queremos vivê-los.

09
Mar21

Iniciativa literária desafia criadores a escreverem para o 'eu de amanhã'

Niel Tomodachi

A estrutura Mákina de Cena, sediada em Loulé, no distrito de Faro, desafia os criadores literários a escrever neste período de confinamento sobre um futuro depois da pandemia de covid-19.

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Denominado 'Slash Forward', o desafio foi lançado hoje, celebrando os três anos de atividade da estrutura, com o objetivo de "cortar e avançar no tempo", revela a organização em nota de imprensa.

A intenção é que os criativos concebam um objeto literário que estabeleça contacto com o futuro ao qual chamaram 'Cartas para o eu de amanhã', que terá de ser enviado até final de junho para o endereço de correio eletrónico geral@makinadecena.com.

A direção de produção da Mákina de Cena afirma querer ver respondidas algumas perguntas como: "o que se imagina para o fim desta pandemia: como será a Humanidade de amanhã?; como serei eu amanhã?; que respostas procuro no futuro?".

"Que perguntas faria se pudesse conversar comigo próprio, daqui a, digamos, 20 ou 30 anos?" destaca Patrícia Amaral, da direção de produção, citada na nota.

A 'open call' tem dois escalões: o júnior - dos 10 aos 14 - e o sénior - dos 15 em diante -, e está aberta "a todos os que têm algo a dizer através da escrita" em português.

Os textos selecionados serão alvo de edição, em formato de antologia, tendo sido lançado um desafio aos alunos da ETIC Algarve para criarem propostas para a capa da obra, que será publicada a partir de setembro.

Para a diretora artística da Mákina de Cena, Carolina Santos, este exercício literário "celebra, de uma forma simbólica, também, a inevitável projeção que sempre [se faz] nos aniversários, especialmente numa estrutura ainda tão jovem e com grandes sonhos."

O júri será composto pela diretora regional de Cultura do Algarve, Adriana Freire de Nogueira, pela escritora Lídia Jorge e por Patrícia Amaral, da parte da Mákina de Cena.

O regulamento e mais informações podem ser obtidas na página oficial e nas redes sociais da Mákina de Cena, bem como através do correio eletrónico.

 

30
Abr20

Escritores portugueses juntam-se para criar história sobre um vírus (em mutação)

Niel Tomodachi

O Bode Inspiratório foi destacado no “The Guardian” e está disponível em várias línguas. Cada autor escreve um capítulo.

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Nas últimas semanas temos noticiado várias iniciativas que provam que os tempos de pandemia e de confinamento em casa podem ser, apesar de todas as circunstâncias, positivos para a criatividade artística.

Um projeto que prova isso mesmo nasceu a 13 de abril e chama-se Bode Inspiratório. Vários autores portugueses juntaram-se para escreverem um livro em conjunto. Cada um faz um capítulo por dia e continua assim a história, que começou com um grupo de cientistas a tentar encontrar a cura para um vírus que causou uma pandemia global.

O conceito foi pensado por Ana Margarida de Carvalho, sendo que entre os escritores que já se juntaram à causa encontram-se Mário de Carvalho, Inês Pedrosa, Afonso Cruz, Hugo Gonçalves, José Mário Silva, Jorge Serafim ou Patrícia Reis, entre outros — tudo pode ser consultado (e lido) no site do projeto.

O Bode Inspiratório está também a chegar aos leitores estrangeiros — uma vez que os capítulos estão a ser traduzidos para várias línguas — e o jornal “The Guardian” destacou a iniciativa, entrevistando vários dos envolvidos.

Cada capítulo está ainda associado a uma obra de arte criada por um artista contemporâneo português. “Portugal, apesar de ter uma língua falada por muitos milhões de pessoas em todos os continentes, tem uma literatura relativamente insular”, disse Ana Margarida de Carvalho ao “The Guardian”. 

E acrescentou: “É muito difícil quebrar as fronteiras do confinamento cultural que nos rodeiam. Por isso é que ficámos muito felizes de podermos ter o mundo anglo-saxónico a ler-nos, a conhecer-nos, e que possam ter uma pequena amostra da literatura e arte contemporânea portuguesa”.

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