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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

13
Out23

Semana Municipal para a Igualdade traz atividades às escolas de Coimbra

Niel Tomodachi

Iniciativa também se dirige a entidades desportivas. Vereadora da Igualdade e Inclusão considera essencial a discussão destas temáticas.

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No âmbito da Semana Municipal para a Igualdade, o município de Coimbra vai dinamizar várias atividades, entre os dias 17 e 24 de outubro. A iniciativa surge por parte do Gabinete para a Igualdade e Inclusão e culmina com a celebração do Dia Municipal para a Igualdade, a 24 de outubro. Os eventos vão abordar várias questões, desde o tráfico humano à igualdade de género.

A Semana Municipal para a Igualdade abre a sua programação a 17 de outubro, véspera do Dia Europeu de Combate ao Tráfico de Seres Humanos. A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) vai dinamizar uma sessão com o intuito de sensibilizar a população para o problema, além das entidades desportivas da cidade. Vai estar presente a Rede Regional de Apoio e Proteção a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos, na qualidade de formador. A atividade decorre no Estádio Cidade de Coimbra, na sala da imprensa, pelas 10 horas.

De seguida, no dia 20 de outubro, também da parte da manhã, o Grande Auditório do Conservatório de Música de Coimbra dá palco à peça “Os Brincos à Ronaldo e Outras Histórias”. O espetáculo, encenado por Alexandre Sampaio, e com interpretação de Alicia Gómez, Joana Costa e José Abrantes, tem como principal público-alvo as escolas básicas e secundárias do concelho. O foco da peça de teatro, que é um destaque na programação da Semana Municipal para a Igualdade, serão questões relacionadas com a igualdade de género.

A Semana Municipal para a Igualdade termina com uma intervenção em espaços escolares pelos próprios alunos. A iniciativa, que está prevista para dia 24 de outubro, durante a manhã, vai tomar várias formas, como pintura de murais e paredes. O objetivo do evento é sensibilizar e consciencializar as camadas mais jovens sobre temáticas relacionadas com a igualdade num sentido mais alargado, assim como a importância da não discriminação.

A programação pode ser consultada no site da CMC. A vereadora para a Igualdade e Inclusão, Ana Cortez Vaz, acredita que iniciativas como a Semana Municipal para a Igualdade são importantes sobretudo para o público escolar. Assim, a vereadora considera a discussão deste tipo de temáticas essencial para “a construção de uma comunidade mais inclusiva em que todos e todas se respeitem”.

 

29
Set23

Um terço das crianças sem acesso gratuito a fruta ou hortícolas na escola

Niel Tomodachi

Um terço das crianças sem acesso gratuito a fruta ou hortícolas na escola

Cerca de um terço dos alunos do pré-escolar e 1.º ciclo não teve acesso gratuito a fruta ou hortícolas na escola durante o ano letivo passado, segundo um estudo sobre os hábitos alimentares das crianças.

A conclusão resulta de um estudo realizado pelo Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em parceria com a Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI).

Dos 21.773 alunos inquiridos, de entre 2 e 13 anos e de 586 escolas que aderiram à iniciativa de edução alimentar “Heróis da Fruta”, cerca de 35% não tiveram acesso a frutas ou hortícolas distribuídas gratuitamente na escola.

Há zonas do país onde a falta de acesso gratuito a estes alimentos é mais premente, sobretudo Portalegre, distrito onde fruta e hortícolas foram distribuídas gratuitamente a apenas 13,3% das turmas.

Por outro lado, em zonas como a Madeira, Braga e Viseu, a esmagadora maioria dos alunos (mais de 80%) teve acesso de forma gratuita.

Ainda assim, Raquel Martins, nutricionista e investigadora do ISAMB, refere que o acesso gratuito, apesar de promover o consumo de fruta e hortícolas, não é determinante para o seu aumento.

Exemplo disso são as escolas do distrito de Beja, onde as crianças aumentaram significativamente o consumo diário de frutas ou hortícolas ao longo do ano letivo, apesar de ser também uma das regiões com menor acesso gratuito.

“Além da oferta alimentar, são necessárias ações específicas que promovam o consumo de frutas e hortícolas nas escolas”, defende a investigadora, citada em comunicado.

É esse o objetivo da iniciativa “Heróis da Fruta”, em que participaram mais de 81 mil alunos no ano letivo 2022/2023, com um impacto na melhoria dos hábitos alimentares das crianças.

De acordo com os resultados, a percentagem de alunos que levava diariamente lanches pouco saudáveis para a escola diminuiu 54,8% entre o início e o final do ano letivo. Por outro lado, a percentagem de crianças que consumiu, pelo menos, uma porção de frutas ou hortícolas diariamente na escola passou de 73,7% para 88,2%, a nível nacional, em apenas cinco semanas.

“Durante esta edição do desafio escolar ‘Heróis da Fruta’, quase metade das crianças (48,5%) consumiram pela primeira vez uma fruta ou legume que nunca tinham experimentado antes”, refere ainda o relatório.

Em algumas escolas, o cenário no início e no final do ano letivo foi muito diferente. Nos Açores, a percentagem de crianças que relataram não comer frutas ou hortícolas diariamente na escola passou de 40,8% para 6,6%. Também em Évora e Vila Real houve uma redução de 20 pontos percentuais, enquanto em Beja a diferença foi de 10 pontos.

Entre as 698 turmas que tiveram acesso a frutas ou hortícolas distribuídas gratuitamente na escola, a maioria recorreu ao Regime Europeu de Fruta Escolar.

Houve ainda escolas a recorrer a verbas próprias ou da associação de pais, outras que beneficiaram do banco alimentar local ou do apoio direto por parte das autarquias.

Segundo o presidente da APCOI, a iniciativa “Heróis da Fruta” contribuiu para melhorar os hábitos alimentares de mais de 660 mil crianças, desde 2011.

“Na última edição, o projeto ‘Heróis da Fruta’ registou um recorde de participação com mais de 80 mil alunos e chegou a 70% dos municípios portugueses. Este ano letivo queremos levar a iniciativa ainda mais longe”, defendeu Mário Silva.

 

28
Set23

Porto/Post/Doc: cinema e oficinas para famílias e escolas

Niel Tomodachi

O projeto educativo do Porto/Post/Doc atua em diferentes frentes pedagógicas incluindo sessões de cinema e atividades diversas durante os dias do festival, assim como ações contínuas ao longo do ano.



PROGRAMAÇÃO PARA FAMÍLIAS

Criar momentos de encontro intergeracional é um dos grandes desafios da programação familiar do School Trip. A decorrer no fim-de-semana, para assim poder integrar-se nas agendas familiares, a edição 2023 do Porto/Post/Doc organiza uma grande sessão de cinema, para crianças, jovens e seus acompanhantes. A decorrer no Batalha Centro de Cinema, pelas 15h00 de domingo dia 19 de novembro, a mesma integrará quatro curtas-metragens de produção recente. Histórias sobre a amizade, a passagem para a adolescência e a relação entre humanos e animais são os grandes temas desta sessão. 
Logo de seguida, pelas 16h00, o Café do Batalha transforma-se numa animada pista de dança. Nesta Festa de Hip Hop, toda a gente vai cantar e dançar ao ritmo do Hip Hop, seguido de um momento de improvisação imagética e sonora com a plataforma Improvisa, desenvolvida pela LABA Valência Escola de Arte, Design e Novos Medias.  

Xioahui e as Suas Vacas

CINEMA COM E NAS ESCOLAS
Durante a edição deste ano do festival, a ter lugar entre os dias 17 e 25 de novembro, o festival integrará várias sessões dedicadas às escolas. Organizadas de acordo com os interesses e estímulos adequados a diferentes faixas etárias (M/4, M/6, M/9, M/12), as mesmas decorrerão no Batalha Centro de Cinema. Ao longo da semana serão ainda apresentados os resultados das oficinas ‘Palavras Curtas’ e ‘Correspondências’, concretizadas na EB da Ponte (Santo Tirso) e EB de Perafita (Matosinhos) entre 2022 e 2023. 
Em ligação com outras secções do festival, o School Trip escolas integra ainda a oficina Ao Ritmo do São João: a partir do fresco de Júlio Pomar, que retrata uma noite de São João e que pode ser visto no Batalha Centro de Cinema, o School Trip convidou, em parceria com a Casa da Imagem, um grupo de alunos da cadeira de desenho do 12° ano da Escola Artística Soares dos Reis a desenvolver um mural inspirado nas festas populares portuenses e nos grafiti da cultura Hip Hop. A oficina decorre entre os meses de setembro e novembro e a apresentação do resultado é feita no domingo durante a Festa Hip Hop.  
Com foco no Ensino Secundário, o Porto/Post/Doc desenvolverá ainda, entre 21 e 23 de novembro, uma Oficina de Cinema Experimental, que visa explorar o cinema em película como uma ferramenta de expressão em que persiste esta dimensão técnica/tecnológica. A oficina é ministrada por Ángel Rueda e Ana Dominguez, fundadores e diretores da (S8) Mostra Internacional de Cinema Periférico da Corunha (Espanha).

De Sonhos


Para além das atividades que decorrem nos dias do festival, o projeto educativo estende-se ao longo do ano através de oficinas criativas dirigidas ao público infanto-juvenil, do ensino pré-escolar até ao ensino secundário, implementadas em várias escolas do norte do país. Ao longo do ano de 2023 foram realizados trabalhos na Escola Artística Soares dos Reis (Porto), Escola Básica da Ponte (Santo Tirso), AE de Perafita (Matosinhos) e Escola Secundária da Boa Nova (Matosinhos).

A 10ª edição do Porto/Post/Doc acontece no Porto entre os dias 17 e 25 de novembro. 

 

21
Set23

"Dinheiro Miúdo para os Miúdos": Nova campanha vai ajudar escolas em todo o país

Niel Tomodachi

O projeto da SIC Esperança vai apoiar várias escolas do primeiro ciclo pelo país. Foram selecionados 14 estabelecimentos de ensino numa primeira fase, entre os quais o Centro Escolar de Ourique, em Beja.

Arranca esta quarta-feira o projeto "Dinheiro Miúdo para os Miúdos", uma iniciativa da SIC Esperança. No Centro Escolar de Ourique, em Beja, estão “eufóricos” pela escola ter sido escolhida.

"Não estávamos à espera de todo. Não depositámos grande esperança na candidatura, mas estamos completamente eufóricos, muito contentes" , conta a presidente da associação de pais e encarregados de educação, Ivete Dias.

Por aqui, entre os alunos, há quem tenha uma lista de prioridades bem definida e na ponta da língua.

“Armários. para não termos tudo na mochila”, diz uma criança. "Uma cadeira nova, esta é muito dura", pede outro jovem.

Conforto e praticidade são as palavras de ordem. A campanha, de âmbito nacional, vai auxiliar o centro escolar na aquisição de novo mobiliário, como mesas e cadeiras.

São ao todo quase 200 alunos, para os quais sonhar não custa.

“Em nome da associação de país eu só tenho a agradecer”, diz Ivete Dias. “Foi naturalmente com satisfação que recebemos a notícia”, frisa o autarca de Ourique, Marcelo Guerreiro.

 

Candidaturas para segunda fase já começaram

"Dinheiro Miúdo para os Miúdos" é uma iniciativa de cariz solidário que convida à participação da sociedade civil e que pretende fazer chegar ajuda a muitas mais instituições de ensino.

As candidaturas para a segunda fase arrancam esta quarta-feira, ao abrigo das comemorações dos 20 anos da fundação. A informação poderá ser consultada no site oficial da SIC Esperança.

 

https://sicesperanca.org/

 

16
Ago23

ONU vai apoiar escolas clandestinas para raparigas no Afeganistão

Niel Tomodachi

A Organização das Nações Unidas (ONU) vai apoiar escolas clandestinas para raparigas no Afeganistão e financiar educação 'online' para todas as meninas forçadas a abandonar o sistema educativo depois da primária, foi hoje revelado.

ONU vai apoiar escolas clandestinas para raparigas no Afeganistão

Segundo a agência de notícias Efe, o anúncio foi feito pelo enviado da ONU para a Educação Global, o britânico Gordon Brown, numa conferência de imprensa virtual que assinalou o segundo aniversário da tomada do poder pelos talibãs no Afeganistão e que teve como tema central os esforços das Nações Unidas para inverter a exclusão das raparigas das escolas secundárias e universidades.

"Financiaremos e patrocinaremos o 'e-learning' e apoiaremos as escolas clandestinas, bem como a educação das raparigas forçadas a abandonar o Afeganistão", afirmou Gordon Brown, citado pela Efe.

No entanto, o britânico não adiantou pormenores sobre as escolas "por receio que sejam encerradas", mas especificou que "várias organizações estão a apoiar as escolas clandestinas".

Brown anunciou também que levou a questão da exclusão das mulheres das escolas no Afeganistão ao Tribunal Penal Internacional e defendeu perante o procurador Karim Khan que proibir a educação feminina equivale a um "apartheid de género" e pode ser considerada "um crime contra a humanidade".

Segundo adianta a Efe, Brown, que ainda não recebeu uma resposta de Khan, argumentou que a proibição viola pelo menos três convenções internacionais da ONU: a Convenção sobre os Direitos da Criança, a Convenção sobre os Direitos da Mulher e a Convenção sobre os Direitos Económicos e Sociais, uma vez que a educação é "um direito fundamental".

Brown salientou também que a comunidade internacional "pode e deve fazer mais" para forçar os talibãs a reverter a decisão e sugeriu, por exemplo, que os EUA e o Reino Unido sigam o exemplo da União Europeia na aplicação de sanções concretas ao Afeganistão.

Outra sugestão do britânico foi que os países muçulmanos enviem uma delegação a Kandahar - o reduto do regime talibã - para explicar que o Islão não apoia de forma alguma a privação da educação das raparigas.

O diplomata disse ainda que sabe que existem "fissuras no regime" afegão devido às medidas cada vez mais rigorosas contra as mulheres, como a exclusão de locais públicos, incluindo cemitérios, e que o mundo deveria explorá-las para chamar à razão o núcleo duro do regime entrincheirado em Kandahar.

 

02
Jul23

“O Direito a SER nas Escolas” é um novo guia de promoção à inclusão para docentes e não docentes

Texto by esqrever

Niel Tomodachi

"O Direito a SER nas Escolas" é um novo guia de promoção à inclusão para docentes e não docentes

A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e a Direção-Geral da Educação publicam nos seus sites o guia “O Direito a Ser nas Escolas”, orientações destinadas a pessoal docente e não docente com vista a uma Escola mais inclusiva.

Todas as crianças e jovens têm direito à educação, o que também implica um espaço educativo seguro e protetor. Os profissionais da educação necessitam de conhecimentos e competências profissionais que lhes permitam compreender, decidir e intervir junto de toda a comunidade educativa, de modo a prevenir situações de discriminação e violência, garantindo os direitos humanos de todas as pessoas neste contexto.

Apesar dos avanços legislativos e das medidas em curso, a discriminação em razão da Orientação sexual, Identidade e Expressão de género e características sexuais fazem parte dos problemas que devemos combater de forma coletiva e assertiva, nomeadamente em contexto escolar.

O estudo “A long way to go for LGBTI equality”, da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia, concluiu que a educação é uma das áreas em que as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo sofrem experiências de discriminação e violência. 

Neste estudo, foram apresentados alguns resultados para Portugal: apenas uma pessoa em cada dez jovens LGBTI+, entre os 15 e os 17 anos, relatou ser muito aberta relativamente à sua orientação e identidade de género na escola. Cerca de dois terços das pessoas inquiridas já se sentiram discriminadas e testemunharam comentários ou condutas negativas, sempre que alguma pessoa era identificada como LGBTI+. Aproximadamente metade relatou ter sido vítima de bullying.

De forma a ajudar a superar esta situação, a comunidade educativa tem de respeitar a diversidade e ser inclusiva. A demonstração ou intervenção positiva do pessoal docente e não docente, a discussão de temas da razão da Orientação sexual, Identidade e Expressão de Género e Características Sexuais (OIEC) na escola e a adoção de políticas ativas antibullying promovem e aumentam o bem-estar, a perceção de aceitação e o sentimento de pertença de jovens LGBTI+.

O Guia” O Direito a SER nas Escolas: Orientações para a prevenção e combate à discriminação e violência em razão da orientação sexual, identidade de género, expressão de género e características sexuais, em contexto escolar”, que hoje se publica, será complementado com ações de formação, divulgação e sensibilização nas escolas.

Aceda ao Guia “O Direito a SER nas Escolas” [.pdf]

 

Source

17
Mai23

Escolas vão ter guia com orientações para combater discriminação de género

Niel Tomodachi

Escolas em todo o país vão receber um guia para combater a discriminação, com orientações como o respeito pelo nome auto atribuído de estudantes transgénero e a formação do corpo docente.

Escolas vão ter guia com orientações para combater discriminação de género

O guia "Orientações para a prevenção e combate à discriminação e violência em razão da orientação sexual, identidade de género, expressão de género e características sexuais, em contexto escolar" foi apresentado, esta quarta-feira, num fórum intitulado "Direito a Ser nas Escolas" para assinalar o Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia e a Transfobia e sugere medidas que pretendem garantir a segurança e o bem-estar de estudantes transgénero, nomeadamente assegurar o respeito pelo seu nome auto atribuído em todas as atividades escolares e extraescolares.

As orientações do guia visam ainda garantir que estudantes transgénero tenham acesso seguro às casas de banho e balneários e garantir a privacidade e dignidade da sua identidade na comunicação com as famílias.

Na apresentação do guia, a presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), Sandra Ribeiro, disse que "as escolas não são o que eram há 20 ou 30 anos atrás", mas continuam a ser "lugares de discriminação" e reconheceu que é necessário "combater preconceitos" e tornar os estabelecimentos de ensino espaços seguros para todas as crianças e jovens.

Sandra Ribeiro considerou que "a discriminação é palpável" e que, por isso, é fundamental que quem trabalha nas escolas tenha a capacidade de reconhecer comportamentos de violência e dar-lhes resposta.

O guia sublinha também a necessidade da aposta na formação do pessoal docente e não docente, fornecendo um conjunto de orientações que, segundo a presidente da CIG, "devem ser vistas como um instrumento base para dar apoio ao pessoal docente", dotando-o de conhecimentos e competências profissionais para encontrar respostas adequadas a problemas que afetem o bem-estar dos alunos.

A presidente da CIG reconhece a importância deste documento reside na urgência de educar as crianças e jovens para a igualdade e para a diversidade, acreditando que "é através da educação que podemos fazer a verdadeira diferença".

Para Sandra Ribeiro, para haver mudança é preciso "reconhecer erros do sistema e problemas e enfrentá-los de frente", afirmando que isso é o que o conjunto de orientações visa realizar.

O diretor de serviços de Projetos Educativos da Direção-Geral da Educação, José Carlos Sousa, adiantou que "a educação tem feito um caminho na linha da inclusão" e sublinhou a necessidade de reconhecer que os alunos "nunca tiveram tanta informação e desinformação" ao mesmo tempo, pelo que é fundamental dotá-los de espírito crítico e analítico.

 

16
Mai23

Curtas e Vila do Conde: combinação para os apaixonados por cinema

Niel Tomodachi

Gostas de cinema? Então este assunto interessa-te. Esta semana, de 16 a 20 de maio, terás várias curtas-metragens disponíveis no “TURMA CURTAS – 1º Mostra de Cinema para Escolas” que convida alunos e professores a assistir a mais de 30 filmes em quatro sessões diárias. Vão decorrer no Teatro Municipal de Vila do Conde, em vários horários (9.45 horas; 11 horas, 14.14 horas e 16.15 horas).

As curtas a serem exibidas vão competir em secções infantojuvenis. Uma delas é o Curtinhas, um minifestival dentro do Curtas Vila do Conde que surge como prolongamento do programa ANIMAR, pensado para o público infantojuvenil e famílias. A outra secção é o My Generation, um pequeno festival que resulta de um trabalho em parceria com quatro escolas secundárias da região e com a EMAD – Escola Superior de Media Artes e Design / Politécnico do Porto. Além das curtas-metragens, os cartazes My Generation também estarão em exposição durante o TURMA CURTAS.

No sábado, dia 20, a festa chega ao fim com o encerramento desta primeira edição da Mostra de Cinema para Escolas. Durante a sessão, serão exibidos os filmes realizados no âmbito das oficinas de cinema promovidas pelo Serviço Educativo nas escolas da região. Mas não termina por aí. De 8 a 16 de julho, um segundo momento de apresentação das secções terá lugar durante o 31º Curtas Vila do Conde.

 

18
Abr23

Escolas vão ter responsável para alunos manifestarem identidade de género

Niel Tomodachi

Parlamento vai discutir oito projetos de lei sobre orientação sexual, identidade de género e características sexuais, da autoria do Partido Socialista (PS), partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Livre, Bloco de Esquerda (BE) e Chega

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As escolas vão ter um responsável a quem as crianças e jovens podem recorrer para manifestar que têm uma identidade de género diferente daquela com que nasceram, segundo um projeto de lei do PS, a ser discutido na quarta-feira, 19 de abril.

O parlamento vai discutir oito projetos de lei sobre orientação sexual, identidade de género e características sexuais, da autoria do Partido Socialista (PS), partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Livre, Bloco de Esquerda (BE) e Chega.

Quatro desses projetos dizem respeito a alterações à lei sobre “Direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e à proteção das características sexuais de cada pessoa” e surgem depois de, em 2021, o Tribunal Constitucional ter declarado a inconstitucionalidade de duas normas sobre educação e ensino.

O projeto de lei do Partido Socialista (PS) “estabelece o quadro jurídico para a emissão das medidas administrativas que as escolas devem adotar”, alegando que “a especificidade da matéria em causa aconselha a que se regulamentem as medidas a adotar para proteger o exercício do direito à identidade e expressão de género e das características sexuais dos/as estudantes”.

O projeto de lei dos socialistas traz adoção de medidas administrativas de prevenção e promoção da não-discriminação, mecanismos de deteção e intervenção, condições de proteção da identidade de género e de expressão, bem como para formação e confidencialidade e defende que “as escolas devem definir canais de comunicação e deteção, identificando o responsável ou responsáveis na escola a quem pode ser comunicada a situação de crianças e jovens que manifestem uma identidade ou expressão de género que não corresponde à identidade de género à nascença”.

O projeto de diploma defende também que é preciso “fazer respeitar o direito da criança ou jovem a utilizar o nome auto atribuído em todas as atividades escolares e extraescolares que se realizem na comunidade escolar” e que “as escolas devem garantir que a criança ou jovem, no exercício dos seus direitos, aceda às casas de banho e balneários, tendo sempre em consideração a sua vontade expressa e assegurando a sua intimidade e singularidade”.

As escolas deverão ainda respeitar que as crianças se vistam de acordo com a opção com a qual se identificam, inclusivamente nos estabelecimentos de ensino em que haja obrigação de vestir uniforme ou qualquer outra roupa diferenciada por sexo.

Por outro lado, as escolas devem “adequar a documentação de exposição pública e toda a que se dirija a crianças e jovens”, fazendo figurar nessa documentação o nome adotado pelo estudante e “garantindo que o mesmo não apareça de forma diferente da dos restantes alunos e alunas”.

Entre outras medidas, o PS propõe também que as escolas promovam ações de formação para professores e pessoal não docente “que permitam ultrapassar a imposição de estereótipos e comportamentos discriminatórios”.

O Bloco de Esquerda (BE), no seu projeto de lei, recomenda igualmente que qualquer situação de assédio ou de prática de atos lesivos do bem-estar por causa da manifestação ou perceção de identidade de género, dentro ou fora da escola, deve ser comunicada à comissão de proteção de menores competente.

A redação do projeto de lei do BE alarga todas medidas aos professores e ao pessoal não docente e pede que a monitorização da implementação das medidas seja feita pela Inspeção-Geral da Educação e Ciência.

O PAN assume que o seu projeto de lei vai no sentido de ultrapassar os problemas suscitados pelo Tribunal Constitucional, “prevendo a obrigatoriedade de as escolas promoverem a adoção de Códigos de Conduta, que promovam práticas conducentes a alcançar o efetivo respeito pela diversidade de expressão e de identidade de género e a ultrapassar a imposição de estereótipos e comportamentos discriminatórios, e incentivando o envolvimento das associações e coletivos LGBTQI+ nas ações e programas de sensibilização e formação nesta matéria”.

O projeto de lei do Chega tem um forte enfoque na questão da partilha de casas de banho e balneários, defendendo que “a criação de espaços específicos, determinados e devidamente identificados respeita a privacidade de todos quantos querem frequentar a casa de banho do seu sexo e salvaguarda também as pessoas com disforia de género ou em processo de transição social”.

 

30
Mar23

Guterres pede a Governos para introduzir conteúdos sobre escravatura nos currículos escolares

Niel Tomodachi

Guterres pede a Governos para introduzir conteúdos sobre escravatura nos currículos escolares

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu aos Governos para introduzirem nos currículos escolares as causas, manifestações e consequências do comércio transatlântico de escravos, argumentando que a educação é a arma mais poderosa contra o racismo.

Num evento na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unias (ONU) para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravatura e do Tráfico Transatlântico de Escravos, assinalado no sábado passado, Guterres recordou a história de “crueldade e barbárie” e “de injustiça colossal” que devastou o continente africano, “impedindo o seu desenvolvimento por séculos“.

O empreendimento maligno da escravatura durou mais de 400 anos. Foi a maior migração forçada sancionada legalmente na história da Humanidade. Milhões de crianças, mulheres e homens africanos foram sequestrados e traficados através do Atlântico, arrancados das suas famílias e terras natais – as suas comunidades dilaceradas, os seus corpos mercantilizados, a sua humanidade negada“, relembrou o líder da ONU.

Ainda assim, o legado do comércio transatlântico de escravos persegue-nos até hoje. Podemos traçar uma linha reta desde a era da exploração colonial até às desigualdades sociais e económicas de hoje. As cicatrizes da escravatura ainda são visíveis nas persistentes disparidades de riqueza, rendimentos, saúde, educação e oportunidades“, avaliou.

De acordo com o ex-primeiro-ministro português, a longa sombra da escravidão ainda paira sobre a vida dos afrodescendentes que carregam consigo o trauma transgeracional e que continuam a enfrentar a marginalização, a exclusão e o fanatismo, algo que é visível no “ódio da supremacia branca que ressurge hoje“.

Nesse sentido, e com foco no poder da educação, Guterres pediu aos Governos de todo o mundo que introduzam conteúdos sobre a escravatura nos currículos escolares, colocando ao dispor dos Estados-membros o programa Relembrar a Escravidão das Nações Unidas e o projeto Rota do Escravo da UNESCO, para ajudar nessa tarefa.

Devemos aprender e ensinar a terrível história da escravatura. Devemos aprender e ensinar a história de África e da diáspora africana, cujo povo enriqueceu as sociedades por onde passou e se destacou em todos os campos da atividade humana. E devemos aprender e ensinar as histórias de resistência e resiliência“, frisou.

Perante a Assembleia-Geral da ONU, Guterres aproveitou para recordar figuras históricas que lutaram pela liberdade e contra a escravatura, como a “rainha Ana Nzinga do Ndongo, na atual Angola, cuja hábil diplomacia e vitórias militares frustraram as ambições coloniais de Portugal e que inspiraram movimentos de independência durante séculos“.

Ao ensinar a história da escravatura, ajudamos a proteger-nos contra os impulsos mais perversos da Humanidade. Ao estudar as suposições e crenças predominantes que permitiram que a prática florescesse por séculos, desvendamos o racismo do nosso tempo. E ao homenagear as vítimas da escravidão, restauramos em alguma medida a dignidade para aqueles que foram impiedosamente despojados dela“, concluiu o secretário-geral da ONU.

 

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