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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

30
Ago22

Antes de deitar para o lixo as cascas da fruta, leia este texto

Niel Tomodachi

Antes de deitar para o lixo as cascas da fruta, leia este texto

As cascas da laranja, do limão e das tangerinas podem ser suas aliadas na luta contra o desperdício, por um planeta mais saudável. Confuso? 

A menos que seja indispensável, não as deite para o lixo. Há formas saborosas de aproveitá-las em novos pratos.  "Uma ótima maneira de evitar o desperdício alimentar, é aproveitar as cascas dos citrinos para decorar e aromatizar", recomenda a Nestlé em Portugal. 

"Lava sempre primeiro bem as cascas, deixa-as secar e tritura-as. Podes utilizá-las para decorar uma sobremesa" ou "para temperar a comida", conclui. 

 

29
Ago22

Se o desperdício alimentar fosse um país, estaria entre os 7% mais ricos

Niel Tomodachi

Estudo revela que "um terço dos alimentos do mundo é perdido ou desperdiçado todos os anos".

Se o desperdício alimentar fosse um país, estaria entre os 7% mais ricos

Se o desperdício alimentar fosse um país, estaria no topo dos 7% mais ricos do mundo, de acordo com o estudo 'Closing the Food Waste Gap', da Boston Consulting Group (BCG), divulgado esta segunda-feira. A análise estima que se percam 1,5 biliões de dólares (cerca de 1,5 biliões de euros) em alimentos desperdiçados em 2030. 

"Isto significa que, se o desperdício alimentar fosse um país, estaria no topo dos 7% mais ricos pelo seu PIB e seria o terceiro maior emissor de gases de efeito de estufa", pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. 

Ora, em termos de desperdício alimentar por agregado familiar, a média global situa-se em cerca de 75kg por ano, revela o mesmo estudo.

"Estima-se que um terço dos alimentos do mundo é perdido ou desperdiçado todos os anos. Nos países de rendimentos baixos a médios, o problema trata-se sobretudo da perda alimentar, uma vez que os alimentos não chegam a sair das fases de produção e de transporte. No entanto, o problema do desperdício ocorre sobretudo entre retalhistas e consumidores e, por isso, é mais premente em países em que o rendimento é mais elevado", pode ler-se no mesmo comunicado. 

Para ajudar a explicar a perda e o desperdício ao longo da cadeia de valor, a BCG dá o seguinte exemplo: "Começando com um total de 10 milhões de maçãs, 13% serão perdidas na fase de produção e 6% perdidas em armazém, no manuseamento e no transporte, o que significa que, apenas nas duas primeiras fases da cadeia, se perdem cerca de 2 milhões de maçãs. Acresce que 1% será ainda perdido na fase de processamento e embalamento, 6% no processo de distribuição e retalho, e 8% será desperdiçado pelos consumidores finais".

Segundo o estudo, estes dados "significam que cerca de um terço das maçãs iniciais será perdida ou desperdiçada, o que, neste caso, equivaleria a 3,4 milhões de maçãs que se perdem entre o local de cultivo e a mesa dos consumidores".

"O primeiro passo para encontrar soluções para resíduos alimentares é compreender exatamente como e onde estes ocorrem. A resposta é complexa, dependendo da região, do tipo de alimentos, entre muitos outros fatores", diz José Ferreira, managing partner da BCG em Portugal, citado no mesmo comunicado.

 

18
Mai22

Aplicação Too Good to Go salvou um milhão de refeições do desperdício

Niel Tomodachi

A Too Good To Go, a aplicação para telemóvel que começou a ser utilizada pelos portugueses em outubro de 2019, já salvou do desperdício alimentar mais de um milhão de refeições em Portugal. Os números foram divulgados na manhã desta quarta-feira pela empresa responsável pela aplicação.

Too good to go. Em duas semanas, esta app salvou 1.100 refeições de irem  para o lixo – ECO

Segundo a empresa, no final do ano passado já tinham sido adquiridas 1,13 milhões de "magic boxes", ou seja, caixas com alimentos que, se não tivessem sido salvos, teriam ido para o lixo. Isto corresponde a "2 830 092,5 quilos de CO2 equivalente, o mesmo que é emitido por 7414 voos Lisboa-Londres".

A Too Good To Go tem registado um grande crescimento e, no final de 2021, contava com 980 865 utilizadores em Portugal. Atualmente tem 3637 parceiros em Portugal. Através dela, evitou-se o desperdício de "quase 800 mil refeições" em 2021, mais do dobro de 2020, altura em que se contabilizaram cerca de 300 mil refeições, destacou Mariana Banazol, responsável pelo mercado ibérico.

Este ano o objetivo é alcançar 1,3 milhões de utilizadores e marcar presença em mais estabelecimentos.

 

Está em 17 países

A Too Good To Go está representada em 17 países. No ano passado salvou cerca de 52 milhões de refeições a nível global, um aumento de 84%. Desde o início da sua operação, em 2016, já foram aproveitadas mais de 100 milhões de refeições.

Usar a aplicação dá um "sentimento de fazer algo bom", mas também é um "bom negócio", já que "a comida é vendida com um desconto de 70%", destacou a CEO Mette Lykke. "Quando a inflação sobe, é uma forma de as famílias conseguirem boa comida a preço mais acessível", acrescentou.

Segundo Mette Lykke, "mais de um terço da comida produzida é desperdiçada a nível global", o que tem grandes impactos a nível ambiental, económico e de recursos (mão de obra gasta, combustível, uso de terra, etc.).

A empresa atua também a outros níveis, realizando, por exemplo, campanhas de sensibilização junto de escolas, empresas e público em geral. Lançou um livro de receitas que ensina a aproveitar sobras e tem uma campanha para ajudar a população a interpretar corretamente os prazos de validade dos produtos.

 

01
Abr21

Os novos cabazes de fruta e legumes feios que combatem o desperdício alimentar

Niel Tomodachi

The Equal Food Co junta produtos que são considerados imperfeitos para o mercado, mas estão em perfeito estado de consumo.

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Nos últimos meses, devido à pandemia, apareceram vários negócios com cabazes de fruta e legumes entregues em casa. O novo The Equal Food Co insere-se nessa categoria, mas também trouxe a hipótese de combater o desperdício alimentar, uma vez que na sua composição junta alimentos que são considerados imperfeitos para o mercado comum.

É através do site que pode fazer a encomenda dos cabazes que têm disponíveis. O peso é mais ou menos sempre o mesmo, com cerca de nove quilos. Os pedidos são feitos semanalmente até aos domingos e as entregas realizadas na zona de Lisboa sempre às quintas-feiras.

Já fizeram a entrega de mais de três mil cabazes e contribuíram para que 30 toneladas de alimentos não fossem desperdiçados. A recolha é feita junto de produtores locais, que desta forma conseguem escoar o que não vai para o mercado. Os principais motivos de imperfeição estão relacionados com o tamanho, a forma e a cor dos produtos.

Os produtos são sempre diferentes.
 

Apesar de não se apresentarem como os mais bonitos, são sempre ingredientes que estão em condições de serem consumidos. Em relação ao preço, a marca garante uma redução de 40 por cento ao praticado no mercado.

O projeto começou apenas com um cabaz e neste momento já conta com duas opções. Há o Equally Delicious Padrão (25,56€) e o Básico (15,90€). O padrão consegue juntar entre 18 a 20 produtos diferentes, sendo que quatro são superalimentos. Já o básico é composto por 14 a 16 produtos. E tem a hipótese de juntar ovos e cogumelos.

As frutas e legumes são sempre da época. No site consegue ver o que lhe poderá ser entregue, uma vez que não existe escolha de artigos, só mesmo do tipo de cabaz. Nesta altura é possível receber abacates, cogumelos, morangos, maçãs, kiwis, laranjas, beringela, brócolos, cenouras ou abóboras.

 

10
Mar21

MAR Shopping Home Experience propõe experiências de alimentação saudável, sem desperdício, e hábitos mais sustentáveis

Niel Tomodachi

Autores de A Tripeirinha, Laranja Lima Nutrição, Cultivos da Caseiro, Anita Healthy, Nutricionista Maria Gama e A Pitada do Pai darão, entre março e maio, dicas para uma alimentação mais saudável e hábitos mais sustentáveis.

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Inspirar um estilo de vida mais saudável e sustentável é o objetivo do MAR Shopping Matosinhos nestes novos conteúdos de entretenimento online.

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Tantas horas, dias, semanas em casa põem à prova toda e qualquer criatividade para fazer um “stop” à rotina. Muitas vezes, é na cozinha que mais sentimos isso. Afinal, pensar em pequenos-almoços, almoços e jantares todos os dias e para toda a família é capaz de deixar qualquer “chef” sem ideias. Por outro lado, uma das mudanças positivas da pandemia é que elegemos cada vez mais hábitos de vida saudáveis e sustentáveis, o que adiciona uma pressão extra na hora de planear o menu. É a pensar na saúde das famílias e para inspirar hábitos em prol do planeta que o MAR Shopping Matosinhos lança a segunda edição do programa MAR Shopping Home Experience, onde conta com a participação dos food influencers Laranja Lima Nutrição, Anita Healthy, Nutricionista Maria Gama e A Pitada do Pai e das especialistas em plantas A Tripeirinha e Cultivos da Caseiro.

Para que todos os momentos sejam aproveitados da melhor forma, e para que a casa possa ser um lugar recheado de novas e boas ideias, o MAR Shopping Matosinhos aposta em novos conteúdos online para uma verdadeira “Home Experience”.  De março a maio, na página de Facebook do MAR Shopping Matosinhos, vão ser partilhadas receitas simples e saudáveis, que se podem preparar em família e que evitam o desperdício alimentar, bem como dicas de sustentabilidade. Além disso, e porque se pretende inspirar um estilo de vida saudável e mais sustentável, o objetivo é que os espetadores aprendam a organizar o seu menu de refeições para toda a semana. Isto, porque organização e planeamento na cozinha são essenciais para diminuir o desperdício e reduzir o stress.

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Sofia Manuel, A Tripeirinha, vai ser a primeira a entrar online na casa de todos com dicas sobre plantas. Quais as espécies ideais para começar uma selva em casa, e algumas dicas sustentáveis que podemos aplicar no seu cuidado. A influencer, com 69 mil seguidores no Instagram, falará sobre a função das plantas enquanto fontes de oxigénio e elemento decorativo para um ambiente mais leve. As #plantmanas ficarão tentadas a rodear-se de verde e até a dedicarem-se a um novo hobby com óbvios benefícios para a mente. O vídeo ficará disponível no Facebook do MAR Shopping Matosinhos no dia 13 de março. Segue-se, no dia 27, a nutricionista Ana Isabel Monteiro, responsável pela marca Laranja Lima Nutrição, que soma mais de 95,9 mil seguidores no Instagram. A food influencer apresentará receitas saudáveis e sustentáveis para a adoção de um estilo de vida mais tranquilo com foco na saúde e nos alimentos que ingerimos.

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É cada vez mais comum termos vontade de cultivar as nossas próprias ervas aromáticas ou plantas comestíveis em casa pela facilidade de as termos sempre à mão. No dia 10 de abril, Susana Caseiro, autora do livro “Jardim de ervas aromáticas” e do blog “Cultivos da Caseiro” (12,7 mil seguidores) mostrará passo a passo como cultivar ervas aromáticas, plantas comestíveis ou pequenas hortícolas em casa ou na varanda. O que precisam para nascerem com força e saudáveis e o que fazer para as mantermos por muito tempo? Rita Nunes, mais conhecida por Anita Healthy, seguida por 91,2 mil pessoas no Instagram, irá partilhar as suas receitas de aspeto e sabor divinais no dia 24 de abril.

A Nutricionista Maria Gama, responsável pelo projeto Põe-te na Linha (105 mil seguidores no Instagram), dá o mote para alimentação infantil saudável no dia 8 de maio. É verdade que maio é o mês da mãe, mas Rui Marques, autor de A Pitada do Pai, o primeiro blog de alimentação saudável de pai para filho e família, é o maestro de pratos e receitas na sua cozinha e dela fará chegar aos seguidores da página de Facebook do MAR Shopping Matosinhos dicas e uma receita a guardar para mais tarde cozinhar no dia 15 de maio.

Receitas para uma vida mais feliz e de bem com o ambiente são as sugestões do MAR Shopping Home Experience, mais uma iniciativa com que o MAR Shopping Matosinhos quer inspirar um mundo melhor.

 

18
Jan21

Phenix: a app contra o desperdício alimentar deixa de cobrar taxas aos parceiros

Niel Tomodachi

A medida vai estar em vigor até ao final deste estado de emergência. O objetivo é continuar apoiar os vários negócios.

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A medida tem vindo a ser adoptada por vários serviços de entregas em casa e também chegou à Phenix. Durante este estado de emergência, a aplicação de ajuda no combate ao desperdício alimentar não vai cobrar taxas aos restaurantes e parceiros com quem trabalha. O objetivo é que os vários negócios fiquem com a totalidade do preço pago pelos clientes.

A medida vai estar em vigor pelos menos até 30 de janeiro. Nesta aplicação encontram-se vários cabazes anti-desperdício a preços mais em conta. Fazem parte dos excedentes alimentares que os vários projetos têm e esta é uma forma de os continuar a vender.

A Phenix chegou a Portugal no final de 2019 e conta já com mais de 700 parceiros. Nesta altura é muito provável que os excedentes aumentem, devido à quantidade de produtos que não serão vendidos, uma vez que os espaços estão encerrados e só conseguem fazer as entregas por delivery ou take-away.

Este projeto nasceu em 2014 e está presente em várias cidades de França — como Paris, Lyon, Rennes, Nantes, Grenoble, Montpellier, Toulouse e Dijon — mas também em Lausanne, Renes e Genève, na Suíça.

Desde que foi criada já conseguiu evitar que 60 milhões de refeições fossem para o lixo, bem como o desperdício de 150 toneladas de produtos.

 

26
Out20

Já conhece a app que luta contra o desperdício alimentar?

Niel Tomodachi

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Em Portugal, estima-se que, por ano, os portugueses deitam para o lixo um milhão de toneladas de alimentos, cerca de 130 quilos de comida por ano, por pessoa.

A frase “Leva a Comida a Sério” é o mote da aplicação Too Good To Go, no lançamento da primeira campanha em Portugal.

A campanha, que já circula em outdoors em vários pontos das cidades portuguesas, vem reforçar um dos compromissos da marca Too Good To Go no nosso país - fomentar na sociedade, o respeito pelos alimentos e um consumo mais consciente e responsável.

Frases como “Come tudo até ao fim!” ou “Não brinques com a comida” são expressões que certamente já todos ouvimos. Sábios apelos e conselhos de alguém que a dada altura da nossa vida, nos pedia respeito, pelo que nos era servido no prato.

Somos um povo que se senta à mesa para celebrar, discutir ideias, degustar entradas ou sobremesas, apreciar pratos que serão servidos naquele momento ou que já fizeram parte da ementa de momentos especiais, ou memoráveis. O que torna quase irónica a quantidade de alimentos que é desperdiçada em Portugal. Se somos um povo que culturalmente usa a mesa e uma boa refeição para motivo de celebração, porque não nos preocupamos em garantir o reaproveitamento destes momentos a que tanto damos valor? A resposta está na consciencialização, ou na falta dela. E este é o momento ideal para começar a dedicar uma preocupação especial a este tema. Isto porque, em Portugal segundo o PERDA - Projeto de Estudo e Reflexão sobre Desperdício Alimentar estima-se que "por ano, os portugueses deitam para o lixo um milhão de toneladas de alimentos, em média 132 quilos de comida por ano, por pessoa. Sendo que as famílias portuguesas desperdiçam 324 mil toneladas".

A empresa de sustentabilidade alerta que para haver impacto e conseguir mudar o panorama do desperdício alimentar precisamos de trabalhar em conjunto, não só na educação dos mais novos, mas também na mudança dos hábitos de consumo dos mais velhos. Mas igualmente urgente, é a necessidade de combater o desaproveitamento alimentar em diversos tipos de negócio, para isso a marca Too Good To Go, ajuda os comerciantes a recuperar os custos de produção e a diminuir a sua pegada ecológica no nosso meio ambiente. A ambição é que todos os setores se unifiquem em prol da causa, lutando por um futuro risonho para toda a população.

Agora a divulgação sai da internet e chega às ruas portuguesas, num conceito simples e cativante que se desdobra em três retratos e pequenos filmes de 30 segundos para os meios de comunicação social. O intuito dos filmes é contar o que está por detrás de cada momento descontraído e informal que deu origem a cada um dos retratos da campanha. A ideia foca-se no respeito pelos alimentos e no bem-estar e conforto que estes nos possibilitam.

A marca relembra aos portugueses que "através desta aplicação, todos podem dar uma segunda oportunidade a refeições e alimentos que seriam habitualmente desaproveitados, enquanto ajudam a salvar o planeta. Porque a comida e o desperdício alimentar, são verdadeiramente, temas demasiado sérios para ignorar". E com apenas três simples passos, qualquer consumidor comum pode ajudar a acabar com o desperdício alimentar - para isso basta que os mais preocupados façam estes três processos, "Download, comprar, e ir buscar".

Só em Portugal a marca já se associou a cerca de 345 mil pessoas, ajudando assim, a salvar mais de 178 mil refeições com a parceria de 1266 entidades comerciais, que englobam centenas de cafés, restaurantes, supermercados e padarias por todo país.

 

29
Set20

Desperdício alimentar, uma luta que devia ser de todos

Niel Tomodachi

Em média, estima-se que cada português deita 100 quilos de comida para o lixo por ano. Na maioria das vezes, por desconhecimento do que fazer com as sobras e por não saber interpretar os prazos de validade ou como conservar os alimentos.

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Todos os anos, 89 milhões de toneladas de alimentos adequados para consumo humano são perdidos ou desperdiçados nos países que fazem parte da União Europeia. As famílias são apontadas como responsáveis por 53,6% desse valor, ou seja, 47 milhões de toneladas. O desperdício alimentar começa nas decisões e nos comportamentos dos consumidores. E não só.

A partir de 2020, por decisão das Nações Unidas, 29 de setembro é o Dia Internacional da Consciencialização Sobre Perdas e Desperdício Alimentar. Uma maneira de sensibilizar para o problema e alertar para possíveis soluções e esforços globais e coletivos. A sensibilização vem de vários lados e de diversas formas. Há sugestões para aproveitar as sobras alimentares e as partes que normalmente vão parar ao lixo. Vendem-se produtos em fim de validade com descontos. Doam-se alimentos a instituições de solidariedade. O PAN, partido político, quer que as grandes superfícies e as cantinas públicas passem a ter o dever legal de doar os géneros alimentares que tenham perdido a sua condição de comercialização, mas que continuem em condições de serem consumidos – e já apresentou um projeto de lei.

O desperdício alimentar é um assunto de todos. A distribuição de bens carrega, na sua raiz, desigualdades. Uns têm mais, outros têm menos. E o desperdício alimentar é um problema. Muita produção sem destino, apenas uma parte consumida, o que sobra vai para o lixo. Como sensibilizar a população para esta questão? “A melhor forma de sensibilização passa pela informação e formação, as pessoas desde novas saberem o que é gerado, como é gerado, o que necessitam, e o que as decisões que individualmente tomamos afetam o todo e que, particularmente na alimentação, podem gerar desperdício, criando muitas vezes desigualdades”, refere Nuno Jardim, diretor-geral da CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo.

“Muitos alimentos estão em perfeito estado de utilização e não faz sentido deitar fora porque não foram vendidos”, refere Nuno Jardim, diretor-geral da CASA – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo

“Desde novos que devemos incutir a boa gestão da nossa alimentação e definir, de forma mais rigorosa, o que compramos para consumirmos apenas o que necessitamos. Vai com certeza trazer melhor saúde, menos gasto financeiro e, claro, menos desperdício”, sublinha o responsável.

Os restos de uns são a comida de outros. Tudo devia ser aproveitado, nada deveria ser desperdiçado. Segundo Nuno Jardim, várias instituições têm feito um bom trabalho nesta área, promovendo a recolha diária de alimentos de superfícies comerciais, mesmo, destaca, “apesar de todas as exigências inerentes e da falta de recursos humanos e técnicos que por vezes existe.”

Há vários anos que o que sobra na alimentação é aproveitado, utilizado e reintroduzido na cadeia alimentar, nomeadamente através do trabalho de várias associações que fazem doações aos seus utentes. “Muitos alimentos estão em perfeito estado de utilização e não faz sentido deitar fora porque não foi vendido.” Cadeias alimentares, restaurantes, mercearias fazem essas doações.

“O trabalho a fazer passa por nós, consumidores, termos mais informação sobre como funciona a rede e como podemos ajudar na redução do desperdício”, sublinha o diretor-geral da CASA. Mas há ainda muito para fazer. “O Estado, via comunicação social, via escolas, universidades, e outros meios de comunicação, deve investir para que todos saibamos como atuar, como diminuir o desperdício e como utilizar na plenitude os alimentos.” “Como estruturar um frigorífico ao nível da distribuição dos alimentos e como organizar uma despensa, no fundo sabermos como fazer uma gestão eficiente da nossa economia familiar”, acrescenta Nuno Jardim.

O que podemos e devemos fazer em casa para evitar o desperdício alimentar? Uma melhor gestão da economia doméstica, adquirir apenas as quantidades necessárias, não descurar o armazenamento dos alimentos. São passos para atenuar um problema que é educacional, informativo, económico, ambiental, social. “Não sou um apologista de obrigações, as pessoas para o fazerem corretamente necessitam compreender o objetivo, parece-me muito mais eficaz haver uma informação contínua sobre a temática e agilizar alguns procedimentos legais para a distribuição alimentar”, defende.

Uma gestão eficiente da economia familiar é um pormenor importante para evitar o desperdício alimentar

“O que precisamos todos é de mais informação e formação, esses parecem-me pontos mais úteis para que possamos reduzir e até acabar com desperdícios, sejam eles quais forem.” A pandemia veio alertar para a importância de evitar o desperdício alimentar? Nuno Jardim tem a sensação de que nada mudou. “Julgo que a pandemia gerou outras preocupações nas pessoas que, se olharmos para o momento atual, vemos uma ânsia grande da normalidade que conhecíamos e que nos trazia segurança. Sou um pouco cético no sentido de a pandemia ajudar a mudar algo no sentido positivo no mundo, seja ambiental, social ou político, temo que tenha o efeito oposto, mas isso também vai depender dos diversos discursos e da comunicação que vai sendo feita, nomeadamente na comunicação social e nos diversos agentes da nossa sociedade”, comenta.

Várias empresas e estruturas fazem doações. O Pingo Doce é um desses exemplos. Fernando Ventura, chefe da área de Projetos Ambientais de Eficiência e Inovação do Grupo Jerónimo Martins, refere que a empresa foi o primeiro grupo de retalho alimentar em Portugal a calcular, a verificar de forma independente, e a divulgar publicamente a sua pegada de desperdício alimentar.

“Estando consciente de que os recursos do planeta são finitos, e no âmbito da sua política de atuação sustentável, o Pingo Doce assume há muitos anos o combate ao desperdício alimentar como uma missão, em diferentes vertentes. Só em 2019, evitou-se o desperdício de cerca de 10 700 toneladas de alimentos, através de diversas iniciativas, sendo a cadeia de retalho alimentar que mais alimentos doa em Portugal”, revela.

Este grupo económico atua em quatro vertentes no que diz respeito ao desperdício alimentar. A doação de alimentos faz parte da sua política. “Quando os alimentos estão aptos para serem consumidos, mas não para venda, são doados a IPSS que apoiam pessoas em situação de vulnerabilidade nas comunidades próximas das lojas Pingo Doce. Atualmente, são apoiadas regularmente mais de 500 instituições, sendo que, só no primeiro semestre deste ano, foram doadas cerca de 2 800 toneladas de alimentos”, garante Fernando Ventura.

Cadeias alimentares fazem descontos nos produtos em final de validade

Os “legumes feios” são outra forma de não desperdiçar alimentos aptos a consumir. São legumes com tamanhos, cor ou forma não padronizados, mas com perfil nutricional igual aos outros. “Estes legumes são comprados aos produtores e incorporados nas sopas confecionadas nas cozinhas centrais, ou transformados em legumes prontos a utilizar. Só em 2019, o Pingo Doce utilizou mais de 3 700 toneladas de legumes não calibrados em sopas e produtos de 4.ª gama.”

Descontos nos produtos em final de validade é outra estratégia. Fernando Ventura lembra que essa iniciativa foi implementada em março de 2019 e “permitiu evitar o desperdício de 1 100 toneladas de alimentos, até final desse mesmo ano.” Além disso, o grupo tem receitas de desperdício zero online e na sua revista “Sabe Bem”, precisamente para aproveitar partes de alimentos ou sobras de refeições que habitualmente não são valorizadas. Mais uma forma de evitar o desperdício, poupar dinheiro, preservar recursos.

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Source

15
Set20

No novo livro do Pingo Doce, as receitas preparam-se com a comida que ia para o lixo

Niel Tomodachi

Já está à venda nos vários supermercados da cadeia. Junta 180 sugestões para ajudar no combate contra o desperdício alimentar.

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Há cada vez mais formas de evitar o desperdício alimentar, sejam iniciativas de restaurantes, cadeias de supermercados ou aplicações que ajudam a combater este problema. O Pingo Doce editou um novo livro de receitas, que já está à venda nas várias lojas da marca, onde lhe mostra tudo o que pode fazer com o que lhe sobrou do almoço e jantar.

O livro “Desperdício Zero À Mesa com o Pingo Doce” é uma iniciativa para ajudar as famílias a reduzirem o desperdício alimentar em casa. A ideia é sensibilizar os portugueses para o combate contra o desperdício mundial.

Encontra 180 receitas fáceis que estão organizadas por ingredientes de A a Z, com partes de alimentos que não são geralmente aproveitados. Além disso, vão estar pratos confecionados com as sobras mais comuns das refeições do dia a dia. As receitas foram elaboradas e testadas com a equipa de nutrição da cadeia.

Estima-se que um terço dos alimentos produzidos anualmente no mundo sejam deitados para o lixo e não são aproveitados. Em Portugal, em média, cada português deita 100 quilos de alimentos para o lixo todos os anos, sendo que na maioria dos casos acontece por não saberem o que fazer com as sobras, como interpretar os prazos de validade ou simplesmente como conservar os alimentos.

O livro, que pretende ser uma ajuda contra o desperdício, está disponível nas mais de 400 lojas do Pingo Doce. O livro custa 14,99€. Os clientes com cartão Poupa Mais podem receber grátis mediante a troca de 10 selos, ou por 7,99€, com mais cinco selos. Cada 25€ em compras dão direito a um selo.

desperdício
26
Jul20

A guerra contra o desperdício da Too Good to Go já chegou a Braga e Coimbra

Niel Tomodachi

Aplicação já estava a funcionar em Lisboa, Porto e Algarve.

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Chama-se Too Good to Go e faz do desperdício alimentar o seu principal alvo. A aplicação digital continua a crescer no nosso País e, depois de ter chegado a Lisboa, Porto e Algarve, junta agora Coimbra e Braga às suas opções.

A Too Good to Go é uma plataforma que quer aproximar pequenos e grandes parceiros no ramo da alimentação, de uma comunidade de consumidores conscientes da importância e do impacto das suas escolhas.

A ideia nasceu há mais tempo mas foi em outubro de 2019 que surgiu finalmente em Portugal. De então para cá, tem juntando cada vez mais restaurantes, cafés, pastelarias e supermercados. Ao mesmo tempo que continuou a crescer até aos 190 mil utilizadores, segundo números da plataforma. Mesmo com a pandemia, a ideia de crescer manteve-se.

Como funciona?

Todos os dias, os estabelecimentos que servem produtos alimentares são confrontados com excesso de produtos que, estando ainda bons para consumo, vão perder prioridade nos dias seguintes. Ao mesmo tempo, há utilizadores que, na defesa da ideia de uma economia mais circular, procuram aproveitar estes produtos, a preços mais acessíveis. Esta é assim uma espécie de “segunda oportunidade a alimentos em perfeitas condições de consumo”.

A plataforma pode ser descarregada gratuitamente para IOS e Android. De seguida, fazer uma pesquisa pelos estabelecimentos na sua zona e assim guardar as chamadas Magic Boxes. Depois, só precisa de dirigir-se ao local para efetuar a recolha. O pagamento é feito através da aplicação, e o recibo é gerado na altura da recolha.

As Magic Boxes variam em cada local.
 

As Magic Boxes têm um fator de incógnita associado e podem variar de estabelecimento para estabelecimento. Nesta fase, em que os distritosde Coimbra e Braga passam a fazer parte das opções da plataforma, são já cerca de 600 os estabelecimentos associados em Portugal. Além do nosso País, a app está presente em mais 12 países europeus: Dinamarca, Noruega, Holanda, Alemanha, Reino Unido, França, Bélgica, Suíça, Espanha, Polónia, Itália e Áustria.

Em Braga os utilizadores já podem encontrar cerca de 50 estabelecimentos na aplicação. A cadeia Ritinha, restaurantes como o Ignácio ou o Bem-Me-Quer, e as duas lojas Maria Bolacha são apenas alguns dos exemplos.

Em Coimbra são já cerca de 60 os estabelecimentos que podemos encontrar na aplicação, entre eles um supermercado Auchan, pastelarias como o Moinho Velho, a Vénus ou a Penta, entre muitos outros negócios.

A nível europeu, a app conta com cerca de 31 mil negócios associados e cerca de 17 milhões de downloads. A Too Good to Go refere que já foram salvas mais de 23 milhões de refeições, evitando com que 58 mil toneladas de CO2 fossem emitidas para a atmosfera.

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