Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

02
Out22

Luzes e Magia: o espetáculo noturno da Alice

Niel Tomodachi

Por dentro da toca do coelho, e direto para o Jardim Botânico, segue a Alice em mais uma das suas maravilhosas aventuras. Com esculturas luminosas, ambientes sonoros e instalações multimédia, o espetáculo Alice in Magical Garden propõe-se a criar 23 experiências sensoriais que te vão levar ao universo fantástico de Lewis Carol. A experiência imersiva vai fazer-te sentir parte integrante da história.

Com fim previsto para 30 de outubro de 2022, o espetáculo assinala o regresso do Magical Garden ao Jardim Botânico do Porto, após o sucesso da primeira edição.

Aberto de quarta a domingo, entre as 20.30 e as 22.30 horas, esta iniciativa surge da parceria entre o estúdio criativo OCUBO, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto e a própria universidade.

És fã dos livros ou conheces alguém que gosta do mundo fictício da Alice? Então fala com os teus pais e família e combinem um programa noturno fora da caixa de que todos vão gostar.

Se és estudante, tens menos de 17 anos ou és residente no Porto, o bilhete fica por 10 euros. Maiores de 65 anos e pessoas com mobilidade reduzida também usufruem deste preço, enquanto crianças até aos 3 anos têm entrada gratuita. Para o público geral, os bilhetes custam 12,5 euros, de quarta a sexta, e 15 euros, de sexta a domingo. Os bilhetes podem ser adquiridos online ou na bilheteira local. E o espetáculo é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

Segue o coelho branco pela sua toca e deixa-te perder juntamente com o Chapeleiro Louco e a Rainha de Copas no mundo alucinante da Alice.

***

Alice in the Magical Garden
Até 30 de outubro
Rua do Campo Alegre, 1191, Porto
De quarta a domingo, das 20 às 22.30h
Bilhetes a partir de 10 euros

 

20
Set22

+Mulher: a nova exposição da Fábrica da Pólvora é um símbolo de força no feminino

Niel Tomodachi

Dez mulheres, com diferentes condições, são as protagonistas da mostra que pode visitar gratuitamente até 23 de outubro.

Dai Moraes sonhou, fotografou e a obra nasceu — não só uma, mas várias, pois cada fotografia é uma obra de arte por si só. Imagens que mostram mulheres despidas de vergonhas e preconceitos, a revelar ao mundo as marcas que fazem delas quem são, únicas nas diferenças que representam a sua individualidade, tão bem captadas pela lente da fotógrafa brasileira.

A exposição +Mulher foi inaugurada na passada sexta-feira, 16 de setembro. Ao chegar à Fábrica da Pólvora, em Barcarena, com a sua inconfundível fachada amarela, somos desde logo apresentados a esta verdadeira galeria a céu aberto. Numa fila de expositores, cada um a representar uma das dez mulheres que aceitaram o desafio de contar as suas histórias de vida, ficamos a conhecer as marcas, as cicatrizes, as doenças e as condicionantes que as acompanham, mas que nem por isso diminuem a sua força.

Para muitas, as partidas da vida mudaram a forma como olhavam para o seu corpo e como se viam ao espelho. A fotógrafa brasileira Dai Moraes quis devolver-lhes a confiança e a autoestima, através de sessões fotográficas feitas com uma enorme sensibilidade e talento, de forma a enaltecer a sua beleza “e mostrar o melhor de cada uma, mesmo que elas não vejam isso ainda”, conta a própria. Uma verdadeira libertação captada pela lente da criadora do projeto, que não escondeu a felicidade naquele fim de tarde onde se reuniram amigos, familiares, convidados e curiosos, para conhecer a exposição +Mulher.

Na Praça do Sol está patente o resultado daquilo que é muito mais que um trabalho fotográfico: é uma missão de vida e o propósito maior que fez Dai Moraes largar a área da publicidade para se dedicar à fotografia. O +Mulher é um projeto marcante que acabou por se tornar em algo muito especial e pessoal para todos os envolvidos. À fotógrafa brasileira juntaram-se outras mulheres que acreditaram na força da sua ideia, na importância do seu projeto e no poder da união feminina. Desde as protagonistas das sessões, à maquilhadora, à videógrafa, até a patrocinadora, todas tiveram um papel essencial para que o resultado fosse aquele que pode encontrar na mostra.

Com um caso de cancro na família, a brasileira teve a certeza de que este era um projeto que tinha que acontecer, assumindo-o como uma missão de vida. “Sou mulher, trabalho com mulheres e sei como temos uma pressão grande de estética. A minha mãe teve cancro do reto, ela teve que usar uma bolsa de colostomia e isso mexeu muito com a autoestima dela. Cada vez mais, fui estando cercada de pessoas que precisavam de ajuda e penso que a fotografia empodera as mulheres, resgata a sua autoestima, e por conta disso, o projeto acabou por crescer dessa forma”, afirma à NiT a fotógrafa e criadora do projeto.

“A primeira pessoa que escalei para o projeto foi a minha mãe, exatamente pela história, por ter vivido de perto este processo de melhorar a autoestima. Depois também falei com uma amiga, a Lu, que tinha uma história muito forte. Pensei: ‘já tenho duas, vamos atrás de outras pessoas’. Acabei por convidar algumas que já tinham sido minhas clientes, como é o caso das duas Anas. E fui apresentada às outras, ao longo do processo. Gosto muito de conversar com as pessoas, acabo sempre trocando histórias, então o networking foi-me levando a cada uma delas”, revela.

 

“O diferente pode ser bonito”

“Apesar das cicatrizes, das marcas, das condições, vemos que elas continuam sendo lindas do jeito que são”, refere Dai. E foi exatamente isso que sentiu Tatiana Chaves, uma das retratadas. “A Dai foi das primeiras pessoas que acreditou em mim, que viu algo que nunca ninguém tinha visto. Foi um sonho tornado realidade. Não há palavras para descrever o que significa, o que senti naquele dia e que estou a sentir neste momento”, conta, emocionada.

A jovem, que sofre de vitiligo e doença de chron, acredita que desta forma pode inspirar outras mulheres a não se deixarem abater com as contrariedades da vida e a sentirem-se especiais, mesmo quando se sentem fora do padrão. “Cada pessoa é única, não há ninguém igual, por isso as pessoas devem amar-se pelo que são e não pelo que os outros querem que elas sejam. Ter participado neste projeto, além da experiência e realização pessoal, é mostrar que, o diferente pode ser bonito”, sublinha Tatiana. À NiO, a jovem revelou ainda que foi contactada recentemente por uma marca portuguesa para um anúncio. “Cada vez mais as marcas querem pessoas diferentes e isso é maravilhoso. Não podemos deixar de gostar de nós só porque somos diferentes”.

Nesta edição do projeto +Mulher, além das imagens, tão fortes e impactantes, estas mulheres ganharam voz, através dos vídeos gravados nas sessões fotográficas e que chegam agora ao público para contar a história de cada uma. Por detrás deste trabalho, está outra mulher, Joana Mouta, videógrafa responsável pela Janela Discreta e cocriadora da exposição.

“Para mim, isto foi uma surpresa. Nunca tinha feito nada com esta intensidade. Gosto de fazer vídeos focados nas emoções, mas nunca tinha feito nada assim. Acompanhei todas as sessões fotográficas que a Dai fez e, no final, fazia uma entrevista a cada uma para contar a sua história. Foi muito bom, porque acho que algumas delas nem sabiam o quanto precisavam de contar a sua história. Foi muito emocionante. Acabámos sempre a abraçar-nos no final e a chorar. Foi muito bonito poder fazer parte”, explica Joana.

A fotógrafa Dai Moraes com a videógrafa Joana Mouta. Créditos: Gustavo Felman
 

E se, ao visitar a exposição, sente uma curiosidade imediata para ver os vídeos, saiba que pode fazê-lo no local, através do QR Code, presente em cada um dos expositores. “As fotografias são fortes, mas o vídeo depois é que vai contar a história de cada uma. Quem quiser vir até cá, é só aceder aos QR Code que estão em cada cubo, e são levados diretamente para a história dessa mulher”, refere a videógrafa.

Quem também sentiu este projeto de uma forma pessoal, foi Cindy Perella, que faz parte do Departamento de Marketing da Coloplast, patrocinadora da exposição. “Quem conhece a Coloplast sabe que a empresa carrega a missão de facilitar a vida das pessoas com necessidades de cuidados de saúde íntima. Já é muito difícil lidar com essa questão da beleza, autoestima e exposição quando estamos saudáveis. Mas quando se tem alguma condição relacionada com a saúde íntima, pode ser muito desafiante e é ainda mais difícil.”

E acrescenta: “Carregamos isso no nosso ADN, queremos facilitar a vida dessas pessoas. Sem sombra de dúvida fazer com que um projeto desses aconteça, patrociná-lo, fazer parte, quebrar o tabu, informar e valorizar a beleza natural dessas mulheres é a execução da nossa missão. Quando este projeto chegou às nossas mãos, demorou apenas dois segundos, para querermos fazer parte e fazer isso acontecer. Nunca vi um projeto tão alinhado com a própria missão da empresa”.

A Dama de Copas juntou-se ao projeto através da oferta da lingerie utilizada nas sessões fotográficas. Estas contaram também com o importante contributo de Ana Schelles e Kênia Bispo para a maquilhagem e cabelos. E assim, da colaboração, apoio, coragem e confiança de todas estas mulheres juntas, foi possível tornar real uma ideia que nasceu para empoderar todas elas.

Ao final da tarde, as responsáveis pelo projeto e exposição subiram ao palco, com discursos emotivos de agradecimento e a certeza de que este projeto muda vidas.

As protagonistas e as responsáveis do +Mulher. Créditos: Gustavo Felman
 

A história do projeto +MULHER

Tudo começou com uma ideia de Dai Moraes, há quase dez anos, no Rio de Janeiro. Nessa altura a fotografia era apenas uma paixão para brasileira, a par com o trabalho numa agência de publicidade, a sua área de formação. Tinha em mente a ideia de fotografar mulheres em tratamento ou vigilância de cancro de mama e assim fez. A força e importância deste trabalho fez depois com que lhe desse continuidade, em 2019. Nesse momento, as sessões decorreram tanto na cidade carioca como em Lisboa e passou a fotografar mulheres em tratamento ou vigilância de diversos tipos de cancro.

Três anos depois, em 2022, Dai, atualmente a viver em Portugal, decidiu alargar ainda mais e mostrar mulheres não só com histórias de cancro, mas com diferentes condições físicas e outros problemas de saúde, que resultam em histórias de vida e de superação incríveis. A terceira edição do + MULHER ganha, assim, uma exposição pública que permite chegar a mais pessoas e levar estas dez histórias de vida incríveis a inspirar tantas outras mulheres que passam pelo mesmo ou por problemas semelhantes.

Dai especializou-se em sessões Boudoir (expressão inspirada na palavra francesa que descreve o recanto privado da mulher), que são normalmente realizadas num ambiente mais íntimo, com um toque de sensualidade, feitas em lingerie e focadas no corpo e nas curvas das mulheres. Foi exatamente isso que procurou proporcionar a estas dez mulheres e o resultado está à vista de todos.

“Sempre quis fazer este trabalho de empoderar mulheres. Quando comecei este projeto, em 2013, a fotografia era mais voltada para o retrato, mas como estava a estudar esta área, pensei que com o Boudoir este tipo de trabalho iria ter um impacto diferente”, sublinha.

Através das sessões femininas Boudoir, Dai Moraes já realizou vários trabalhos em diversos locais como o Brasil, Portugal e o Reino Unido. A fotógrafa tem como objetivo de vida captar sorrisos e descobrir a alma dos seus clientes com a ajuda das lentes fotográficas. Quando perguntámos sobre o futuro do +Mulher, em especial, a fotógrafa não hesitou: “É um projeto para continuar”.

Pode visitar a exposição até 23 de outubro, todos os dias, das 9 às 23 horas. A entrada é livre. Vá até lá, convide os amigos, familiares, partilhe com os seus conhecidos para que o +Mulher inspire cada vez mais pessoas.

 

20
Set22

MIMO Festival leva arte ao centro histórico do Porto

Niel Tomodachi

A edição especial do evento está marcada para os dias 23 a 25 de setembro e as entradas são gratuitas.

Marque já na agenda porque o próximo fim de semana vai estar recheado de cultura grátis no Porto. Chega à cidade o MIMO Festival, que se instala de 23 a 25 de setembro e vai espalhar-se por vários locais do centro histórico.

Ao todo, o evento contará com mais de 20 concertos, 11 DJ sets, oito workshops, oficinas e residências no Programa Educativo. Além destas, haverá ainda atividades de arte, performance e tecnologia dedicadas à Amazónia, sem esquecer a conhecida Chuva de Poesia, que desta vez terá lugar na Livraria Lello.

Entre os locais do centro histórico que vão receber o MIMO Festival estão o Largo Amor de Perdição, o Jardim da Cordoaria, a Reitoria da Universidade do Porto, o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, o Jardim das Virtudes, o Palácio de Cristal, as Igrejas do Carmo, das Carmelitas Descalços, de São José das Taipas, de Nossa Senhora da Vitória e de São Bento da Vitória.

“Tendo como premissa dar a conhecer o que de melhor se faz na música na atualidade, em Portugal e no mundo, entre nomes consagrados e novos talentos, o MIMO proporciona uma experiência única e o contacto com representantes de diferentes géneros musicais e culturas”, diz a organização em comunicado.

Na lista dos artistas com presença marcada no festival estão nomes como Emicida, Chico César, Mário Lúcio & Os Kriols, DJ Branko, Pedro Burmester & Quarteto de Cordas de Matosinhos, Maria João & Mario Laginha ou Plínio Fernandes.

Criado há 18 anos no Brasil, o MIMO já passou por locais como França, Congo, Ucrânia, Reino Unido, Cabo Verde, Índia ou Costa do Marfim. Depois de dois anos de interregno devido à pandemia, o festival regressa ao Porto com o objetivo de juntar num mesmo local artes e artistas de diferentes partes do mundo, dando-lhes espaço para se mostrarem. As informações sobre o MIMO e o cartaz completo estão disponíveis no site do evento.

 

19
Set22

Festival Beast volta às salas no Porto com 70 filmes e foco no Montenegro

Niel Tomodachi

O festival Beast, dedicado ao cinema da Europa Central e de Leste, regressa às salas do Porto entre quarta-feira e domingo, com 70 filmes no programa e um foco no Montenegro, além de um ciclo dedicado à Ucrânia.

"Elegia do Laurel" abre o Beast

"Desde 2020 que não temos uma edição 'normal', a última edição foi 'online'. Este ano, na quinta edição, voltamos ao Porto. [...] A cada ano temos um país em foco, e este ano é Montenegro. Temos também um foco especial com a Ucrânia, porque a situação da invasão afetou muitos colegas do nosso festival", diz o diretor, Radu Sticlea.

A programação completa inclui 28 curtas e médias-metragens na competição oficial, com "aposta em novos trabalhos de realizadores emergentes", entre ficção, documentário e cinema experimental.

Fora da competição, a organização terá um foco no Montenegro, com 18 filmes, entre eles a obra de abertura do evento, "A Elegia de Laurel", de Dusan Kasalica, em estreia nacional.

"O filme de abertura é um exemplo muito interessante do cinema de Leste, de cineastas emergentes. É mais experimental, tem uma influência balcânica muito grande. É uma fantasia. Isto define muitos pontos do festival. Temos filmes que representam esta ideia selvagem, o nosso lema é o 'wild wild east'", refere Radu Sticlea.

O regresso à sala em formato presencial traz também "muito mais convidados vindos de fora do país, de cineastas estrangeiros a uma equipa mais internacional", que vem "de todos os lados da Europa de Leste".

No foco no Montenegro, um "país muito recente", desde a independência, em 2006, há um trabalho que vem de 2020, em conjunto com o Montenegro Film Centre, e que visa mostrar "uma nova onda de realizadores" montenegrinos.

"Estão a tentar ter uma identidade no seu cinema. [...] Não há tanta atenção a este país como outros do Leste. Este é o mais abrangente programa de filmes montenegrinos já exibido fora do país. Os filmes estarão legendados em inglês, o que depois pode ser usado em futuras exibições, e também em português. É importante para nós ajudarmos a internacionalização do cinema de Montenegro", comenta o diretor do festival.

A Ucrânia será foco de um "programa especial", como homenagem ao país dada a invasão do seu território, movida pela Rússia, com o "Highlight Ukraine!", composta por "seis cineastas ucranianos talentosos e emergentes" e uma seleção do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Kiev, bem como "Stop-Zemlia", de Kateryna Gornostai, premiado com o Urso de Cristal no festival de cinema de Berlim em 2021, da autoria de uma realizadora que foi destacada na edição de 2018 do Beast.

"No 'Stop-Zemlia', fala-se sobre a geração jovem, a 'gen Z', e a realizadora usa um tipo de docu-ficção. É uma boa imagem da nova geração no país e no Leste em geral. No final, todas as pessoas que vivem no Leste, nasceram no Leste, têm algo em comum, há esta história política, mas também a geografia. Veem-se os mesmos padrões", descreve Radu Sticlea.

País em foco no festival já em 2018, há um "programa especial" este ano dedicado à Ucrânia, que traz filmes com os "temas sociais" daquele país à tona, de mulheres institucionalizadas em Odessa ao crescimento da geração Z, nascida no final da década de 1990, passando por questões políticas, geográficas e económicas.

Em março, a Okna, que organiza o festival, promoveu um evento solidário, para apoio humanitário para os afetados pela guerra naquele país, e fez também uma parceria com a RTP, para exibição de filmes.

"Sentimos que foi uma responsabilidade de promover cineastas e tentar ajudar os cineastas ucranianos. [...] Tudo começou em março, começamos a ter uma relação mais próxima com o Festival Internacional de Curtas-Metragens de Kiev, a colaborar mais para tentar incluir mais cineastas ucranianos no festival", afirma o diretor.

Entre outras novidades deste ano está um ciclo dedicado a "representações visuais 'queer' da Europa de Leste na história moderna" e uma secção dedicada a "explorar o conceito de 'lugar'".

Além dos filmes, o festival contará com oficinas, exposições e conversas na programação.

Organizado pela associação cultural Okna, em parceria com a Câmara do Porto, o Beast vai ter sessões no Passos Manuel, no Cinema Trindade, na Casa das Artes, no Espaço Okna e na Livraria Térmita.

08
Set22

Coliseu Porto com mesa farta até dezembro: há 50 novos espetáculos

Niel Tomodachi

Uma programação especial que celebra os 200 anos da independência do Brasil, que se assinalam esta quarta-feira, reabre as portas do Coliseu Porto. A nova temporada, até dezembro, traz uma grande produção de ópera e uma nova história contada no Circo de Natal, que terá 40 sessões. Entre concertos, bailados, filmes, ópera e teatro, o cartaz contempla novos 50 espetáculos.

"Gota de água (Preta)" passa pelo Coliseu a 20 de outubro

O programa MPB (Movimento Porto Brasil), programa criado de raiz pelo Coliseu Porto, abre esta quarta-feira, às 19 horas. "É uma celebração de uma efeméride, mas que não é feita de forma anódina, pretende colocar em causa o que significa esta celebração de 200 anos da independência do Brasil", contou ao JN, Mónica Guerreiro, presidente da direção do Coliseu Porto Ageas.

O ato é assinalado com a inauguração de "Contracapa", uma exposição do artista Júlio Dolbeth com 20 ilustrações de capas de discos icónicos da história da música brasileira. Caetano Veloso, Elis Regina, Elza Soares, João Gilberto, Maria Bethânia ou Os Mutantes são alguns dos artistas retratados nesta exposição, que ficará patente até 15 de novembro. A isto acresce o facto de "muitos deles terem tocado no palco do Coliseu", conta Guerreiro.

O MPB contempla até ao final de novembro um programa que engloba artes visuais, cinema, artes performativas e residências artísticas e assinala duas outras efemérides: Brasília -Capital ibero-americana das culturas. O Coliseu lançou uma convocatória a artistas residentes em Brasília, à qual responderam 56 artistas e que foi ganha por Gustavo Silvamaral, que chega ao Porto na próxima semana.

O Centenário da Semana de Arte Moderna é a segunda efeméride que será assinalada a 23 de setembro, com a inclusão no percurso de leituras poéticas da companhia Público Reservado, de Renata Portas. No âmbito performativo, o Coliseu será também palco da Mostra São Palco, ciclo com curadoria de Jorge Louraço Figueira que leva cinco peças de entidades brasileiras a sete cidades portuguesas.

Pela sala do Porto passam dia 14 de Outubro, "Ledores no Breu", da Companhia do Tijolo, sobre o legado didático de Paulo Freire, a propósito do centenário do seu nascimento. A 20 de outubro, "Gota d'Água (Preta)", peça de teatro musical dirigida e protagonizada por Jé Oliveira, a partir da obra escrita por Chico Buarque e pelo poeta Paulo Pontes em 1975. E o espetáculo do músico e ativista Leo Bianchini apresenta "Ouviram do Abaporu", uma história audiovisual da cultura do Brasil sob o signo da independência partindo do seu cancioneiro popular.

No âmbito da programação do Porto Post Doc, o Coliseu recebe a Mostra de Cinema Documental Brasileiro, onde serão apresentados quinzenalmente documentários relacionados com a cultura brasileira, complementados por um ciclo de mesas-redondas. O ciclo arranca a 21 de setembro, com "My name is now, Elza Soares", sobre a diva da música brasileira, falecida no início deste ano. "Os Doces Bárbaros" (4 de outubro) que incluí vivências de Gilberto Gil, Maria Bethânia e Caetano Veloso, "Manguebit" (21 de outubro), "Fevereiros" (2 de novembro) e "Chico: Artista Brasileiro" (15 de novembro) completam a mostra.

 

 

O regresso da ópera e do circo

Setembro, assinala também o regresso da ópera ao Coliseu com a estreia absoluta da nova produção de "Tosca", a ópera em três atos de Giacomo Puccini. Com direção do maestro José Ferreira Lobo e encenação de Alfonso de Filippis, "Tosca" simboliza um confronto entre a decadência e o progresso na viragem de século, dando o protagonismo a pessoas vulgares, de diferentes camadas sociais, em vez de se focar na realeza ou nos semideuses a que as óperas tradicionais recorriam comummente.

"O espetáculo já teve muita procura - a sala está quase cheia -, o que representa uma grande alegria para nós, sendo o Coliseu a sala ideal para a apresentação de ópera com dois fossos de Orquestra", contou Mónica Guerreiro. "Tosca" terá interpretação da Orquestra e Coro da Ópera na Academia e na Cidade, a soprano Cristiana Oliveira (como Floria Tosca), o tenor Pedro Rodrigues (como Mário Cavaradossi) e o barítono Nuno Pereira (como Vitellio Scarpia).

Outro dos destaques será o Circo do Coliseu, com 40 récitas, de 8 de dezembro a 8 de janeiro. "Este ano, o Circo de Natal Coliseu Porto Ageas inspirou-se na fábula inacabada "Os Gigantes da Montanha", de Luigi Pirandello, publicada há 85 anos. Os gigantes serão o público a quem compete saber como acaba, e se acaba, a história. Com direção artística de Rui Paixão, o espetáculo conta com a direção musical de Ramón Galarza, que reinterpreta o álbum "A Festa do Circo", gravado em 1987, para o Chapitô, com temas de Sérgio Godinho, Nino Rota, Rão Kyao ou Victorino d'Almeida.

Nas parcerias com os festivais da cidade, o Coliseu volta a integrar o Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP), o Family Film Project e o festival de cinema documental Porto Post Doc. Com o FIMP apresenta-se, a 11 de outubro, "A Última Batalha", da companhia Leirena Teatro, que conta com música original e interpretação ao vivo de Surma.

A 18 de outubro chega o filme-concerto "Heróis do Mar", inserido no Family Film Project, espetáculo no qual a Orquestra Filarmónica Gafanhense interpreta a música composta por Henrique Portovedo para o filme realizado em 1949 por Fernando Garcia sobre a pesca do bacalhau "que estava perdido há vários anos", um dos destaques de Mónica Guerreiro.

E a 20 de novembro, os Silly Season trazem, no âmbito do Porto Post Doc, o seu trabalho híbrido entre o teatro e o cinema "Fora de Campo".

 

29
Ago22

Armazém — o polo cultural do Porto que nos leva de volta ao passado

Niel Tomodachi

As cadeiras penduradas na fachada são um convite a que sinta a energia deste espaço único que até tem lounge para animais.

“Fazer de um armazém o Armazém. E assim foi”. É desta forma que se apresenta o projeto criado em 2015 por Raquel e Batata Cerqueira Gomes, num acolhedor espaço em Miragaia, mesmo em frente à Alfândega do Porto, que não deixa ninguém indiferente.

O desafio foi enorme, mas foi superado com êxito. “Propuseram-me pegar num armazém com 1.500 metros quadrados, que estava abandonado. Chovia e não havia luz”, conta Batata Cerqueira Gomes à PiT.

“Há oito anos, Miragaia era uma zona problemática. Mas agarrámos no espaço, demos-lhe nova vida e o local deu uma volta de 180 graus. Foi brutal. Hoje em dia, não só por nós mas igualmente por outros projetos que também vieram para esta zona, Miragaia tem muito movimento”, sublinha o proprietário.

A aposta vingou. No Armazém poderá encontrar várias lojas com velharias, antiguidades e peças vintage, bem como uma galeria de arte, uma zona comum — perfeita para quem procura um local para descontrair —, um bar e uma esplanada”, explica Batata Cerqueira Gomes. É como passear num museu, onde a originalidade e a antiguidade andam de mãos dadas.

Desde o momento em que entra até que sai, tudo aquilo que vir e tocar está à venda, desde a cadeira onde se senta até ao bule de beber o chá. E vai ter muito para ver, sem pressas, já que este é um espaço onde pode e deve demorar-se.

 

100 por cento pet friendly

O espaço é pet friendly, podendo os animais entrar em todo o lado — o que não é de admirar, já que os cães são uma grande paixão do casal. “Tenho quatro cães em casa. Quando se gosta deles, ser pet friendly faz naturalmente parte”, diz Batata Cerqueira Gomes.

“Uma das primeiras ideias que nos veio à cabeça foi que havíamos de ter um lounge para cães”. Se assim o pensaram, melhor o fizeram. E é na zona da esplanada que podemos encontrar esse espaço criado a pensar nos amigos de quatro patas.

“Esse espaço é para eles repousarem, mas às vezes até tem mais pessoas do que cães, porque é muito confortável”. E está tudo pensado. Há setas a indicar o caminho, com fotos de cães, e ninguém se perde. “Quando fomos a Londres, comprámos tecido só de cães para o sofá dessa zona, mas foi-se destruindo e já mudámos o tecido mais de 20 vezes”, diz o proprietário com um sorriso aberto.

Sobre o tipo de animais que recebem de visita, o proprietário explica que “às vezes vem um ou outro gato, mas são sobretudo cães”. “Ainda hoje [24 de agosto] já vi mais de 10 raças diferentes aqui dentro. Vêm muitas pessoas com os animais – e àquelas que chegam meio a medo, sem saber se podem entrar, nós quase estendemos o tapete vermelho para os cães entrarem. Adoramos”.

 

O bichinho das compras

Batata Cerqueira Gomes sempre esteve ligado à restauração. Foi dono do Twins, o seu primeiro ponto de referência — e que foi eleita durante três anos a melhor discoteca do país. “Tinha a discoteca no Porto e em Lisboa. Mas este bichinho das velharias e do vintage andava sempre presente”, confidencia.

“Eu e minha mulher sempre tivemos o vício de procurar objetos originais nas nossas viagens. Compramos peças nas nossas viagens pela Europa e vamos a feiras e leilões”, explica o proprietário, acrescentando que tentam “ser originais e ter peças diferentes”.

Para Batata Cerqueira Gomes, “o facto de fazermos uma coisa de que gostamos torna tudo ainda melhor”. E é o que faz. Faz o que gosta. Hoje em dia, diz, “temos 1.500 m2 bastante recheados”.

O espaço é belíssimo e só quem lá entra percebe a magia. “O armazém tem 160 anos e é muito mais antigo do que a Alfândega do Porto”, explica o proprietário. “Foi a primeira localização da Real Companhia Velha. Os barcos paravam onde é hoje a Alfândega do Porto e as pipas vinham a rolar até ao armazém”.

Batata Cerqueira Gomes é o maestro do Armazém, mas faz questão de frisar que “é sempre um trabalho de equipa”. E a projeção internacional chegou cedo. “Ao fim de seis meses de abrir o Armazém tive a visita do ‘The New York Times’, que fez meia página sobre nós. A partir daí foi um corrupio de entrevistas Veio a ‘Figaro’ japonesa, a ‘BBC’, foi de loucos”, recorda.

O Armazém é, sem dúvida, um amor bem cuidado. “É um espaço muito bonito, com uma energia incrível”, afiança o proprietário, com orgulho na voz. E é de tal forma bonito que há membros da Faculdade de Arquitetura que ali vão dar palestras.

O espaço, com lojas repletas de artigos belíssimos a perder de vista, é pet friendly em todos os sentidos. “Dos dois metros para cima, não se tira as teias de aranha. Elas fazem parte e onde não incomodam não se mexe. Faço questão de as deixar ficar”, remata Batata Cerqueira Gomes.

A traça antiga foi toda mantida. Há telhado em vidro, traves e barrotes de madeira e muita pedra. Um Armazém onde os tempos de ontem desaguam onde a imaginação nos levar.

 

28
Ago22

“O Diário de Anne Frank” chega ao Teatro da Trindade em setembro

Niel Tomodachi

O espetáculo vai estar em cena até ao dia 13 de novembro, com Beatriz Frazão no papel principal.

A história impactante de Anne Frank, contada pela própria jovem judia no seu diário, está prestes a chegar aos palcos portugueses. A 8 de setembro, a partir das 21 horas, o Teatro da Trindade, em Lisboa, recebe o espetáculo “O Diário de Anne Frank”, na sala Carmen Dolores.

Nesta adaptação teatral da história, as vivências da adolescente de 13 anos passam das folhas de papel para um zeitgeist diferente. Num momento em que o mundo ocidental não enfrenta a perseguição que marcou o período entre 1941 e 1945, o produto cultural serve como uma oportunidade de introspeção.

Desenvolvida por Frances Goodrich e Albert Hackett, a encenação conta com a atriz Beatriz Frazão no papel de Anne Frank. Anabela Moreira, Carla Chambel, Catarina Couto Sousa, Diogo Mesquita, João Bettencourt, João Reis, Paulo Pinto, Rita Tristão da Silva e Romeu Vala são outros dos nomes que vão estar em palco.

Anne Frank esteve escondida com a família num anexo secreto numa casa em Amesterdão, nos Países Baixos, para onde tinham fugido por causa da opressão do regime nazi. Morreu em 1945, aos 15 anos, no campo de concentração de Bergen-Belsen, dois meses antes da libertação do campo pelos Aliados, mas concretizou o sonho de se tornar uma escritora.

O espetáculo vai estar em cena até 13 de novembro e é para maiores de 12 anos. Pode assistir à peça de quarta-feira a sábado, às 21 horas, e às 16h30 de domingo. Os preços variam entre os 10€ e os 20€. Pode ler mais informação no site do Teatro da Trindade.

 

28
Ago22

Escultura de Ai Weiwei alerta contra arrogância em "época problemática"

Niel Tomodachi

O dissidente e artista chinês Ai Weiwei adverte contra a arrogância nesta "época tão problemática", com a sua primeira escultura de vidro, feita na ilha veneziana de Murano e intitulada 'Memento Mori', latim para "Lembra-te que deves morrer".

Escultura de Ai Weiwei alerta contra arrogância em "época problemática"

Ai Weiwei não teve de procurar muito para encontrar provas de que o planeta se encontra numa época muito complicada: as bombas russas caem diariamente sobre a Ucrânia; a China pressiona o seu músculo militar no Estreito de Taiwan; os migrantes morrem repetidamente no mar quando os barcos dos contrabandistas se afundam; a Terra aquece, causando seca, desmoronando de glaciares e tempestades violentas; a pandemia que matou pelo menos 6,4 milhões de pessoas persiste.

"Estamos a falar de muitas, muitas coisas. Estamos a falar de imigrantes, de mortes, da guerra, de muitas, muitas questões?, disse Ai Weiwei à The Associated Press em Veneza, na sexta-feira.

A escultura tem 9 metros, quase 3 toneladas de vidro preto, e está suspensa sobre a nave central da igreja desconsagrada de San Giorgio Maggiore, localizada em frente à Praça de São Marcos de Veneza.

Com o título 'A Comédia Humana": Memento Mori', a escultura é a peça central de uma exposição de Ai Weiwei na igreja, que será inaugurada no domingo.

A peça maciça está repleta de símbolos que aludem aos meios de comunicação social e ao estado de vigilância: esqueletos e crânios de vidro intrincadamente pendurados e moldados, tanto humanos como animais, semelhanças com o pássaro do logótipo do Twitter, e câmaras de vigilância.

"Vemos o ambiente desaparecer completamente, sendo destruído pelo esforço humano... e isso irá criar um desastre ou uma fome muito maior. Ou guerra, há uma possível luta política entre a China e o ocidente", disse.

"Temos de repensar sobre os seres humanos e a sua legitimidade sobre o ambiente". Será que merecemos realmente este planeta, ou estamos apenas a ser tão míopes e racistas? E muito, muito apenas egoístas", interrogou-se o artista.

A exposição apresenta também esculturas de vidro mais pequenas. O próprio Ai Weiwei é retratado como um prisioneiro, enquanto outra peça impõe o seu rosto distorcido numa réplica de uma estátua do século XVIII intitulada "Alegoria da inveja".

É fácil identificar referências à sua vida. Depois de se ter pronunciado contra o governo chinês e de ter defendido a liberdade de expressão, Ai Weiwei foi preso pelas autoridades chinesas durante mais de dois meses em 2011, vivendo agora no exílio na Europa.

O artista disse que pensa que a invasão russa da Ucrânia deu às autoridades chinesas um "modelo potencial" para compreender como uma tal operação poderia decorrer em Taiwan.

 

02
Ago22

Dicionário de Literatura Gay ambiciona incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa

Texto by esQrever

Niel Tomodachi

Dicionário de Literatura Gay ambiciona incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa

A 7.ª edição do Dicionário de Literatura Gay de Portugal, uma obra de referência inédita e indispensável, é a primeira edição completa, que inclui todos as entradas de “A” a “Z”. Conta com 1016 verbetes principais, sobre livros, autorias, personagens, contos, poemas, revistas, livrarias e outras referências literárias, bem como inúmeros verbetes temáticos e aquela que será talvez a primeira proposta sistemática de uma cronologia da literatura LGBTQ+ de Portugal.

A literatura de temática LGBTQ+, como categoria, depois de nos primeiros anos do século XXI ter emergido brevemente da “longa noite sexual do Estado Novo” e dos “primeiros anos do Portugal democrático”, nas palavras de Fernando Curopos, tem vindo a ser de novo “remetida para a invisibilidade” nos catálogos das editoras, nas prateleiras das bibliotecas e livrarias, e nas secções dos jornais e revistas. Foi essa a razão que motivou a compilação deste Dicionário de Literatura Gay, para incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa, com as quais as pessoas LGBTQ+ se possam identificar, nas quais se possam rever e que as ajudem a compreender-se melhor ou a serem melhor compreendidas.

Este é um livro para quem gosta de literatura de temática LGBTQ+, para quem procura um livro infantil ou juvenil sobre orientação sexual ou identidade de género, para quem ouviu falar de um certo romance e quer saber mais antes de o comprar, quem quer ficar a conhecer melhor a autoria de um livro, quem gosta de história queer de Portugal, quem investiga sobre temática LGBTQ+ e pretende reunir bibliografia relevante.

Dicionário de Literatura Gay ambiciona incluir todas as representações LGBTQ+ da literatura portuguesa

FICHA TÉCNICA DO DICIONÁRIO DE LITERATURA GAY

Título: Dicionário de Literatura Gay: 7.ª edição (2022) de “A Alma Trocada” a “Zona Livre”
Páginas: 549
Editora: INDEX ebooks
Data de lançamento: 1 de agosto de 2022
Edições: capa mole, capa dura e e-book (lojas Amazon, Google Play, Apple, Kobo, Wook, Bertrand)
Mais informações: http://www.indexebooks.com/dicionario

 

(S)

 

20
Jul22

Até setembro. Bibliotecas municipais de Lisboa terão sessões noturnas

Niel Tomodachi

As Bibliotecas de Alcântara, Marvila, Orlando Ribeiro e Palácio Galveias organizam, pela primeira vez, um projeto de programação cultural.

Até setembro. Bibliotecas municipais de Lisboa terão sessões noturnas

partir de 21 de julho, e durante todo o verão, quatro bibliotecas municipais de Lisboa abrem quinta e sexta-feira à noite, sendo possível fruir das suas salas, pátios e jardins, enquanto se assiste a um evento de Slam Poetry, uma sessão de cinema, um concerto, uma conversa, ou participam em jogos narrativos, ateliês e outras atividades em família.

O programa dos Serões das Bibliotecas de Lisboa é diversificado, para todas as idades e tem entrada gratuita, garante um comunicado da Câmara Municipal de Lisboa.

As Bibliotecas de Alcântara, Marvila, Orlando Ribeiro e Palácio Galveias organizam, pela primeira vez, um projeto de programação cultural que irá proporcionar uma oferta variada de ciclos de cinema, concertos, conversas e tertúlias, jogos, leituras de histórias, Slam Poetry, entre outras iniciativas. 

O projeto procura reafirmar o papel das bibliotecas municipais "como espaços de fruição cultural, de lazer e de proximidade entre os diferentes públicos", pode ler-se. 

"Esta primeira edição dos Serões das Bibliotecas de Lisboa conta com a participação de diferentes parceiros que inspirados pela tipologia e espaço de cada uma das bibliotecas pensaram numa oferta cultural de proximidade adequada aos seus públicos e munícipes", revela a nota. 

Até meados de setembro, os serões de verão têm lugar às quintas e sextas-feiras e prometem animar, até às 22h00, as noites quentes de Lisboa.

Veja aqui a programação. 

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Quotes:

“How wonderful it is that nobody need wait a single moment before starting to improve the world.” ― Anne Frank

Pesquisar

Nelson's bookshelf: currently-reading

Alfie - O Gato do Bairro
tagged: currently-reading

goodreads.com

2022 Reading Challenge

2022 Reading Challenge
Nelson has read 0 books toward his goal of 50 books.
hide

Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Afiliado Wook

WOOK - www.wook.pt

Comunidade Bertand

Afiliado Miniso

Read the Printed Word!

Em destaque no SAPO Blogs
pub