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Little Tomodachi (ともだち)

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16
Nov21

Celebração dos 100 anos do nascimento de José Saramago começa hoje

Niel Tomodachi

O centenário do nascimento do escritor português José Saramago só acontecerá em 2022, mas as celebrações começam hoje, um ano antes, com um programa cultural internacional em torno do Nobel da Literatura.

Celebração dos 100 anos do nascimento de José Saramago começa hoje

sessão de abertura acontecerá hoje à noite no teatro municipal São Luiz, em Lisboa, onde a escritora espanhola Irene Vallejo lerá um "Manifesto pela Leitura", seguindo-se um concerto pela Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Na Azinhaga, a aldeia ribatejana onde o escritor nasceu, será plantada uma árvore, a 99.ª de uma centena de oliveiras que a Fundação José Saramago decidiu plantar na localidade ao longo dos últimos dois anos.

A cerimónia contará com a presença do primeiro-ministro, António Costa. Já a ministra da Cultura, Graça Fonseca, associa-se à abertura das comemorações com a colocação de um ramo de flores onde estão depositadas as cinzas do escritor, junto a uma oliveira em frente à Fundação José Saramago, em Lisboa.

Hoje, durante o dia, alunos de mais de uma centena de escolas portuguesas, mas também estudantes em Espanha, Brasil e outros países da América Latina, vão fazer uma leitura, em simultâneo, do conto "A Maior Flor do Mundo".

Estão ainda previstas hoje atividades na Rede de Bibliotecas José Saramago, nomeadamente uma leitura encenada de "O ano da morte de Ricardo Reis", em Loures, a inauguração de uma exposição em Almada e a inauguração de um mural em Leiria.

Consolidar a presença do escritor na história cultural e literária, em Portugal e no estrangeiro, e prestar homenagem à sua figura como cidadão são objetivos das comemorações, cujas "linhas gerais" foram anunciadas em junho passado pelo comissário da iniciativa, Carlos Reis, e pela presidente da fundação, Pilar del Río.

Do programa comemorativo sabe-se ainda que contará com a edição de uma fotobiografia, cinco conferências comissariadas pelo escritor argentino Alberto Manguel, um Colóquio de Estudos Saramaguianos no Brasil, a edição de uma moeda comemorativa e um ciclo de cinema pela Cinemateca Portuguesa.

O regresso da ópera "Blimunda", de Azio Corghi e José Saramago, pelo Teatro Nacional de São Carlos, e a estreia do espetáculo de teatro de rua "A Passarola", pelo Trigo Limpo Teatro ACERT, também constam da programação.

A 16 de novembro de 2022, uma centena de escolas do ensino secundário promoverão a leitura, em simultâneo, de páginas dos romances "Memorial do Convento" e "O Ano da Morte de Ricardo Reis".

No próximo ano, neste dia, será plantada a centésima oliveira na Azinhaga.

A programação do centenário pode ser consultada em www.josesaramago.org.

 

19
Out21

Jung Chang: "Não acho que a Europa vá ter uma guerra como a Segunda Guerra Mundial. As coisas mais extremas estão a acontecer noutro lado"

Niel Tomodachi

No FOLIO, onde participou este sábado, Jung Chang, autora de "Cisnes Selvagens", disse odiar o Brexit, mas considerou que o nacionalismo mais extremo não está a acontecer na Europa, mas na China.

Jung Chang é autora de livros como "Os Cisnes Selvagens" e "As Irmãs Soong", publicados em Portugal pela Quetzal

Jung Chang “odeia” o Brexit, mas acredita que os problemas entre o Reino Unido e a União Europeia acabarão por ser ultrapassados. Para a escritora chinesa sediada há vários anos em Inglaterra, tudo não passa de uma “discussão entre irmãos”. “

“Gosto de pensar, e espero não estar errada, que é como uma discussão entre irmãos. Os problemas podem ser resolvidos”, disse a autora de Cisnes Selvagens, que esteve este sábado em Óbidos, onde participou numa conversa com Richard Zimler sobre viver no estrangeiro, no âmbito do festival literário FOLIO.

Questionada pela moderadora Ana Daniela Soares sobre o crescimento dos movimentos nacionalistas na Europa, Jung Chang considerou que, no caso do Reino Unido, onde reside desde 1978, não existe nacionalismo no sentido mais extremo do termo. “Vi nacionalismo mais extremo na China”, defendeu. “Estou furiosa com o Brexit, mas não penso que seja a mesma coisa.”

Na opinião da coautora de uma biografia de Mao Tsé-Tung, que assinou em conjunto com o marido, o historiador Jon Halliday, as situações mais “extremas” estão a acontecer noutras zonas do planeta, não na Europa. “Todos os dias leio sobre coisas mais extremas [que se passam na China]. Não acho que a Europa vá ter uma guerra como a Segunda Guerra Mundial. As coisas mais extremas estão a acontecer noutro lado.”

A conversa entre Jung Chang e Richard Zimler aconteceu na Tenda Vila Literária, no centro de Óbidos

Admitindo que ainda se importa “muito” com o que acontece na China, a autora partilhou com a audiência, na Tenda Vila Literária, que a mãe ainda reside no país e que, por causa dos livros que publicou sobre o regime de Mao Tsé-Tung, não a pode visitar. “Tem 90 anos e está internada.”

“Depois da biografia sobre o Maio, o governo [chinês] tentou proibir-me de entrar na China. O governo britânico ajudou e foi-me permitido entrar durante duas semanas por ano para ver a minha mãe. Nos últimos anos, desde que as coisas ficaram muito más, ir à China é muito perigoso para mim. Não me seria permitido entrar”, afirmou, sem, porém, explicar os motivos que a levam a crer que a situação se complicou.

Abordando o tema da Covid-19, a autora revelou que a irmã, que também reside na China, lhe foi comunicando como a situação pandémica se ia desenvolvendo no país. “Dizia-me o que fazer e o que não devia fazer”, contou. Sobre o confinamento, disse que esse a ajudou a perceber quais são as “prioridades”, “o que é importante e o que não é”, e que passou a prestar mais atenção à natureza, ao seu jardim e aos pássaros.

“Redescobri a natureza e a importância da família”, disse. “Passei muito tempo em casa. Acho que para um escritor, não é mau de todo.”

(S)

 

10
Ago21

Festival de cinema Queer Lisboa revela primeiros 40 filmes em competição

Niel Tomodachi

O Queer Lisboa - Festival Internacional de Cinema Queer, a celebrar 25 anos, revelou hoje os primeiros 40 filmes que integram a edição deste ano, que decorre entre 17 e 25 de setembro.

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lista de filmes hoje anunciada, em comunicado, inclui "as 22 curtas-metragens que competem pelo Prémio de Melhor Curta-Metragem, as 10 curtas do Prémio de Melhor Curta-Metragem de Escola Europeia e os oito filmes que competem na Secção Queer Art".

Na competição pelo Prémio de Curta-Metragem, "um terço dos trabalhos são de cineastas que reincidem no Festival, todxs elxs com obras radicais que reafirmam os seus estilos", pode ler-se no comunicado hoje divulgado.

Entre os 22 filmes, há dois portugueses - 'A table for one', de Carlos Lobo, e 'Luz de Presença', de Diogo Costa Amarante -, "quatro delicatessens vindas de longínquas realidades e três comoventes documentários; para além de filmes distópicos, ou que convidam a evadir-se, ou a sonhar com universos potencialmente melhores".

Na competição In My Shorts, na qual é premiada a Melhor Curta-Metragem de Escola Europeia, há este ano "uma forte presença francesa, com dois filmes da La Fresnoy e outros sobre temas tão importantes como os do VIH/sida, o 'cruising' e a adição às drogas".

A secção Queer Art conta com três filmes brasileiros ou de coprodução brasileira - 'Cinco Casas', de Bruno Gularte Barreto, 'Desaprender a dormir', de Gustavo Vinagre, e 'Vaga Carne', de Ricardo Alves Jr. e Grace Passô - entre os oito em competição.

A missão desta secção, salienta a organização, passa por "expor objetos artísticos que se enquadrem numa prática da linguagem cinematográfica cuja estética desafie os limites da sua própria classificação".

"Este ano é composto por filmes atravessados pelo desajuste da (in)formação identitária que nos define dentro de normas e categorias rígidas. Cada um, oferece-nos hipóteses para a subversão dos cânones", lê-se no comunicado.

Anteriormente tinha já sido anunciado que o Queer Lisboa irá dividir-se entre o Cinema São Jorge e a Cinemateca Portuguesa, contará com a presença e o cinema do realizador norte-americano Gus Van Sant e terá um projeto de itinerância noutras localidades.

Gus Van Sant vai estar em Lisboa em setembro, para estrear o espetáculo 'Andy' na Bienal de Artes Contemporâneas - BoCA, mas, fruto de uma parceria entre a bienal e o festival, estará também presente no Queer Lisboa.

O festiva prepara uma retrospetiva de "homenagem à obra de um dos autores mais prolíficos do cinema queer norte-americano", contando com filmes como 'Mala Noche' (1986), 'A caminho de Idaho' (1991) e 'Elephant' (2003).

O Queer Lisboa deu ainda "carta branca" a Gus Van Sant para programar na Cinemateca Portuguesa, tendo este escolhido dois filmes que fazem a ponte com o espetáculo de palco que estreará na BoCA: 'Batman Dracula' (1964), de Andy Warhol, e "Andy Warhol: A Documentary Film" (2006), de Ric Burns.

Gus Van Sant irá estar presente numa sessão na Cinemateca Portuguesa para uma conversa com o público.

O Queer Lisboa revelou em maio que quer fazer chegar o cinema de temática 'queer' a outras localidades, para lá do eixo Lisboa-Porto, que já acolhe o festival.

Esse "projeto de itinerância" acontecerá entre novembro e a primavera de 2022, em parceria com a associação ILGA-Portugal e com filmes que abordam temáticas sobre migrações, refugiados, direitos humanos, estigmas sobre VIH/Sida, sobre transgénero ou ativismo LGBTQI+.

O Queer Porto está agendado para outubro, entre os dias 12 e 16, e vai decorrer no Teatro Rivoli, Reitoria da Universidade do Porto, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Maus Hábitos e mala voadora.

 

15
Jun21

Museu de Lamas recebe uma tonelada de lixo para reflexão ambiental

Niel Tomodachi

O Museu de Santa Maria de Lamas abre no próximo sábado o festival BasqueirArt, que dispôs uma tonelada de lixo por várias salas desse equipamento cultural do concelho de Santa Maria da Feira, para refletir sobre sustentabilidade ambiental.

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O evento constitui uma extensão do festival de música Basqueiral, que desde 2017 se realiza anualmente nesse mesmo município do distrito de Aveiro e que este ano privilegia um formato temporalmente mais alargado, evitando concentrações de público ao propor, até final de agosto, 13 concertos, oito sessões de cinema, seis instalações artísticas, quatro residências, quatro espetáculos, uma exposição de fotografia, um mural de arte urbana e uma intervenção comunitária em mobiliário público.

A coordenação do programa BasqueirArt é partilhada entre o Museu de Lamas e a associação cultural Basqueiro, que escolheram a sustentabilidade ambiental como tema da edição de 2021 por considerarem que essa é "uma questão incontornável da atualidade" e defenderem que a abordagem artística dessa temática funciona como "um meio de consciencialização e debate de ideias".

Foi por isso que Susana Ferreira, diretora do Museu de Lamas, aceitou que "cerca de uma tonelada de lixo" fique a decorar diferentes salas desse espaço ao longo de dois meses. "Como estamos a viver uma pandemia, tínhamos que arrojar e decidimos apresentar instalações efémeras com recurso a lixo limpo, para motivar uma reflexão e discussão em torno de questões ambientais muito prementes", declarou à Lusa.

Um dos cenários das sete criações com resíduos, assinadas por diferentes autores, é a ala do museu dedicada à arte sacra, agora transformada com detritos sobretudo de plástico e cartão, mas incluindo também têxteis, brinquedos e peças informáticas. Todos esses materiais em fim de vida foram recolhidos ao longo de meses por diversos grupos da comunidade local e, entretanto, devidamente tratados para poderem partilhar o espaço ocupado pela habitual coleção do museu.

"Houve lixo que chegou a ir à máquina de lavar, para nunca se colocar em causa a conservação e a preservação do espólio integrado na nossa exposição permanente", realça Susana Ferreira.

Essas instalações definem um circuito que serve de preâmbulo à exposição do fotógrafo Mário Cruz, que já foi premiado duas vezes no âmbito do concurso mundial World Press Photo, e cuja última distinção nesse âmbito foi precisamente pela visão social e ambiental que proporcionou do rio Pasig, em Manila, nas Filipinas, onde a acumulação de lixo na água é de tal forma extrema, que se chega a poder caminhar sobre os resíduos.

São imagens da realidade em torno desse rio, declarado biologicamente morto em 1990, que o fotojornalista da agência Lusa exibirá em Lamas na mostra 'Living among what's left behind/Vivendo entre o que é deixado para trás', que já esteve patente em Roma, Bruxelas e Macau, assim como no Palácio Anjos, em Algés, junto a Lisboa, tendo sido considerada o Melhor Trabalho de Fotografia de 2020, pela Sociedade Portuguesa de Autores.

Com opções de entrada livre e outras a preços até 5 euros, a restante programação do BasqueirArt 2021 integra ainda concertos por artistas como Ana Deus e Indignu, sessões de curtas e longas-metragens da 26.ª edição do CineEco Seia - Festival Internacional de Cinema Ambiental e a criação de um mural de arte urbana por Daniel Eime, entre outras iniciativas.

04
Jun21

Ai Weiwei em Lisboa. Cortiça, mármore e ativismo pelos direitos humanos

Niel Tomodachi

Peças inéditas em cortiça e mármore portugueses convivem com outras, icónicas, quase todas marcadas pelo forte ativismo pelos direitos humanos, na maior exposição de sempre realizada pelo artista chinês Ai Weiwei, que inaugura na sexta-feira, em Lisboa.

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Numa conferência de imprensa com visita guiada aos jornalistas à exposição de 85 obras, que ficará até 28 de novembro deste ano na Cordoaria Nacional, em Belém, Ai Weiwei falou dos seus temas de eleição, e da experiência de vida em Portugal, onde reside, numa propriedade rural em Montemor-o-Novo, desde o ano passado.

Na sensibilidade do artista convivem o gosto pelas coisas simples - como a natureza e os animais da sua herdade alentejana - e toda a tragédia humana expressa na sua obra plástica e audiovisual, onde estão patentes a indignação e a denúncia sobre a crise ambiental, a guerra, os refugiados, a censura, a perseguição política, o exílio, as restrições à liberdade e a pobreza no mundo.

"O meu trabalho tornou-se relevante porque passei por imensas dificuldades. Mas continuo sempre a trabalhar com a minha consciência", disse o artista chinês aos jornalistas na conferência de imprensa da exposição "Rapture", na Cordoaria Nacional.

As obras de Ai Weiwei apresentadas nesta primeira exposição individual em Portugal -- e a maior de sempre, disse - revelam o perfil do artista e ativista dissidente chinês, mundialmente reconhecido como um dos mais influentes, interventivos e criativos nomes da arte contemporânea, eleito o artista mais popular do mundo em 2020 pela publicação internacional The Art Newspaper.

Ai Weiwei nasceu em 1957, em Pequim, e tem trabalhado há décadas sobretudo na área do documentário e artes visuais, mantendo uma postura crítica sobre a China em questões de direitos humanos, mas também em todos os lugares onde existem refugiados ou perseguidos por questões políticas.

À entrada da Cordoaria, o visitante é recebido por uma gigantesca cobra ondulante colocada no teto do edifício, que aponta as duas alas por onde se estende a exposição, com instalações e esculturas em grande, média e pequena escala, assim como vídeos/filmes e fotografias.

"Snake Ceiling" (2009) é o título desta peça em forma de cobra, uma grande instalação constituída por centenas de mochilas de crianças, em memória aos estudantes mortos no terramoto de Sichuan, em 2008.

Também foram incluídas outras peças icónicas do artista como "Circle of Animals" (2010), na qual Ai Weiwei revisita uma série de esculturas compostas por doze cabeças de animais do zodíaco chinês, e que explora a relação da china contemporânea com a sua própria história, e "Law of the Journey (Prototype B)" (2016), que consiste num barco insuflável de 16 metros de comprimento com figuras humanas e faz alusão a um dos temas mais recorrentes na obra do artista: a crise global dos refugiados.

Marcello Dantas - curador da exposição e idealizador de uma série de grandes exposições do artista pela América Latina nos últimos anos - explicou à agência Lusa que depois do sucesso alcançado com a exposição do artista chinês no Brasil, acolhendo 10 mil visitantes por dia, em 2019, propôs a sua apresentação em Portugal.

"Para trazer este artista foi preciso desenhar um modelo muito específico de produção, devido à grande escala das obras", apontou o curador brasileiro.

No Porto, adiantou, está prevista, em julho deste ano, a colocação de uma grande instalação nos jardins do Museu de Serralves, com uma dimensão de 34 metros e pesando 300 toneladas.

Na Cordoaria nacional, os visitantes poderão conhecer algumas das peças mais importantes da carreira do artista chinês, e outras inéditas, criadas este ano, em Portugal, concebidas em materiais característicos do país, nomeadamente cortiça, mármore e azulejo.

Questionado pela Lusa sobre a inspiração para as novas peças, Ai Weiwei referiu que uma delas - intitulada "Pendant (Toilet paper)", feita em mármore maciço com 1,60 metros - representa um simples rolo de papel higiénico, e foi inspirada na corrida ao consumo deste produto durante a pandemia, que levou à sua rápida escassez no mercado.

"Esta procura desenfreada de papel higiénico representa a insegurança e desconfiança das pessoas no sistema em que vivem", interpretou.

Outra obra inédita, criada este ano, em cortiça, intitula-se "Brainless Figur" ("Figura sem cérebro"), e consiste numa escultura do próprio artista feita naquele material tipicamente português, sentado numa cadeira, faltando-lhe a parte craniana que aloja o cérebro.

Conhecido por desenvolver ligações aos países por onde passa, Ai Weiwei, agora a viver no Alentejo, iniciou um trabalho de colaboração com artesãos portugueses de diferentes ateliês para trabalhar materiais como a cortiça, azulejo, tecidos e pedra.

Ao longo do percurso expositivo, foram dispostos écrans que exibem uma série de documentários, incluindo um dos seus mais recentes filmes - "Coronation" - retrato da evolução da pandemia covid-19 em Wuhan, na China, tida como o berço da pandemia.

Com imagens captadas por equipas profissionais e cidadãos que voluntariamente ajudaram o artista no projeto, o documentário mostra como foi o confinamento da primeira cidade no mundo a ser atingida pela pandemia.

"Rapture", explicou o curador, aponta para um duplo sentido, o do imaginário do sonho e da mitologia - que o artista chinês usa, inspirado na sua própria cultura - e a do rapto em si mesmo, quando esteve detido, na China, pelo ativismo e trabalho artístico, crítico do sistema político do país.

Em 2011, esteve preso durante 81 dias, na China, sem acusação, apenas com alegações de crimes económicos, e, depois de libertado, passaram-se quatro anos até ser autorizado a sair do país.

Entre os seus trabalhos mais recentes estão o filme "The Rest"(2019), sobre a crise dos migrantes, que se seguiu a "Human Flow", filmado em mais de 20 países, também sobre a temática dos refugiados, e exibido em Veneza, em 2017.

A exposição "Ai Weiwei - Rapture" começa antes do visitante entrar, com a instalação, no exterior, da peça "Forever Bicycles" (2015), uma escultura monumental com 960 bicicletas de aço inoxidável usadas como blocos de construção.

20
Mai21

Gulbenkian vai receber uma mega exposição sobre faraós e arte egípcia

Niel Tomodachi

"Faraos Superstar" promete ser a maior mostra de arte egípcia alguma vez feita no País.

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Em outubro de 2022, o Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, vai ter uma exposição dedicada aos faraós, do antigo Egito, anunciou o diretor do museu, António Filipe Pimentel, segundo a Agência Lusa, citada pelo “Diário de Notícias“.

António Filipe Pimentel revelou que deverá ser a maior exposição portuguesa ligada aos faraós e à arte egípcia: “Serão duas exposições numa só, numa perspetiva desde o século XVIII até à atualidade, e numa perspetiva contemporânea”. Nesta exposição haverá então dois olhares quanto à arte egípcia: um olhar para o passado e um olhar para a contemporaneidade. “Faraos Superstar” será a nova aposta do museu.

O historiador de arte António Filipe Pimentel e o curador francês Benjamin Weil foram anunciados em dezembro como responsáveis para liderar a mudança dos museus da Fundação Calouste Gulbenkian.

Quanto a mais planos para este ano, António Pimentel refere a campanha “Art Matters”, com ligação ao movimento “Black Lives Matter”, impulsionado pelos acontecimentos de maio do ano passado, lembrando que “é preciso respirar, que a arte serve de consolo e abre a perspetiva criativa que contribui para aumentar a resistência da Humanidade”.

 

20
Mai21

Clink: nasceu um espaço cultural no famoso quarteirão das artes do Porto

Niel Tomodachi

É um projeto que quer ligar pessoas e promover eventos artísticos e relacionados com a arquitetura e design.

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O famoso quarteirão das artes do Porto, em torno da Rua de Miguel Bombarda, tem um novo espaço cultural. Chama-se Clink e foi inaugurado a 8 de maio no número 84 da Rua do Rosário. Trata-se de um projeto que quer ligar pessoas e promover eventos artísticos e relacionados com as áreas da arquitetura e design.

O objetivo, como explicam os responsáveis à NiT, é “privilegiar a partilha de experiências criativas, potenciar manifestações artísticas e promover o design e a criatividade nacionais através da sua loja, showroom e eventos culturais”. 

O Clink apresenta-se como um organismo cultural, social e económico que pretende ligar artistas, designers, artesãos, marcas e a indústria no geral. Foi fundado pelos empreendedores criativos Paulo André e Le Brimet.

O espaço tem mais de 400 metros quadrados e tem uma área de galeria que pode receber exposições de arquitetura, fotografia, ilustração, design ou instalações artísticas. Esta zona do Clink chama-se Stretch Box.

Depois, há um showroom para marcas nacionais de design de produto e iluminação; salas de reunião e formação; uma Multimedia Room, com salas para vídeo e arte digital; um espaço de cowork chamado Coolab; uma loja de design, a ClinkStore; e a sede do atelier Spectroom, responsável pela gestão cultural e comunicação do Clink. No exterior do espaço, existe um pátio de 150 metros quadrados que também irá acolher instalações artísticas temporárias.

O Clink vai produzir ainda uma série de iniciativas ligadas às artes. Vai haver o Clink Into, um podcast intimista apresentado pela artista plástica Susana Chasse e Le Brimet que terá conversas informais sobre “a arte de viver e de criar”. 

É assim o showroom.
 

Além disso, haverá os Clink Docs, um conjunto de documentários sobre arte e design realizados por João Filipe Silva. As Clink Music Sessions, dedicada à música portuguesa emergente, vão ter a curadoria do músico e arquiteto Marcus Amadeus.

A Clink Artboard, com curadoria de Susana Chasse, vai promover a pintura, ilustração, fotografia e desenho nacional. A programação irá incluir ainda as Film Sessions, com organização da curadora Sofia Mourato (do Arquitectura Film Festival), centradas em produções documentais relacionadas com arquitetura, arte e design.

Até 30 de julho, vai poder conhecer na Stretch Box uma mostra retrospetiva do designer Toni Grilo, “Do Design-Arte à Arte do Design”. Já na Clink Artboard descubra uma mostra da própria Susana Chasse, intitulada “[ OO ] * #01”, que explora o universo comum entre o desenho, a escrita e a pintura.

“O Clink está a criar uma rede criativa em que marcas, designers, artistas, músicos e sonhadores rompem comportamentos estabelecidos, cultivam outras experiências e desafiam novas emoções”, acrescentam os responsáveis pelo novo espaço.

A programação completa e todas as restantes informações podem ser conhecidas no site oficial do projeto. 

 

10
Mai21

Exposição 'Mulheres e Resistência' até final do ano no Museu do Aljube

Niel Tomodachi

Os 50 anos do início das "Novas Cartas Portuguesas" são o ponto de partida de uma exposição no Museu do Aljube, em Lisboa, que associa esta obra à luta das mulheres pela liberdade, num sentido mais amplo.

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"Mulheres e Resistência -- 'Novas Cartas Portuguesas' e outras lutas", que vai estar patente até ao dia 31 de dezembro, parte de um livro escrito por três mulheres, decidido em maio de 1971 e publicado um ano depois, com a primeira edição recolhida e destruída pela Censura, três dias após o seu lançamento.

Nos 50 anos do início da escrita das "Novas Cartas Portuguesas", por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, que deram origem ao processo das Três Marias, a exposição revisita a atualidade da luta das mulheres pelos seus direitos, procurando compreender o papel da repressão, o valor da solidariedade e a importância da vitória deste processo literário e político.

"Uma das ideias era abordar a questão das mulheres e da resistência e, a partir daí, associar os 50 anos do início da escrita das 'Novas Cartas Portuguesas', pelas Três Marias, a um processo mais geral e amplo da luta das mulheres pelos seus direitos e por direitos sociais, e da luta pela liberdade no nosso país", disse à Lusa a diretora do Museu do Aljube Resistência e Liberdade, Rita Rato.

A este tema central foi associada a luta mais geral e mais ampla das mulheres em Portugal durante a ditadura, com um núcleo expositivo das várias expressões de resistência popular, desde o inicio dos anos de 1930 até ao 25 de Abril, como as lutas operárias, as lutas camponesas, as lutas antifascistas, as lutas dinamizadas por outras mulheres intelectuais, com uma dispersão no território muito significativa, tentando até revelar que a resistência das mulheres está para lá do que é mais conhecido, particularmente nos campos do sul e na cintura industrial de Lisboa, destacou Rita Rato, que é também uma das curadoras.

"Ao longo desta exposição conseguimos concluir isso, que de certa forma existiram processos paralelos de resistência, de formas muito diversas de participação das mulheres, e isso também revela a riqueza da mobilização feminina na luta pelos seus direitos no nosso país", afirmou.

A outra curadora da exposição, Joana Alves, explica que quiseram deixar claro que, antes das Três Marias, houve outras mulheres que também lutaram para que elas pudessem escrever o livro e que as mulheres atuais herdaram as lutas delas, criando um fio condutor, que liga esta "luta contínua".

"Temos os processos originais de apreensão dos livros da Natália Correia, que foi a editora das 'Novas Cartas Portuguesas', temos também o processo da 'Minha Senhora de Mim', o livro da Maria Teresa Horta, que foi talvez o que impulsionou a escrita das 'Novas Cartas'".

O livro de poesia "Minha Senhora de Mim" foi editado em abril de 1971 pela Dom Quixote, mas dois meses depois a editora foi objeto de um auto de busca e apreensão da obra por parte da PIDE (polícia política da ditadura do Estado Novo).

A proprietária da editora, Snu Abecassis, foi advertida de que estava proibida de publicar qualquer obra de Maria Teresa Horta, e a autora foi vítima de um espancamento na rua.

Na altura, Maria Velho da Costa, ao saber do sucedido, questionou Maria Teresa Horta: Se uma mulher causa todo este burburinho e confusão, o que aconteceria se fossem três?

Esta frase foi o ponto de partida para a escrita das "Novas Cartas", e é o ponto de partida da exposição, a acompanhar uma fotografia das Três Marias a sair do tribunal.

O Arquivo Nacional Torre do Tombo disponibilizou os processos originais da censura, da proibição do livro e do processo da Maria Teresa Horta.

O despacho da Direção-Geral da Informação, datado de maio de 1972, que proíbe "a circulação" das "Novas Cartas Portuguesas" e recomenda "a instrução do processo-crime", acusa a obra de "preconizar a emancipação da mulher, sempre, em todos os seus aspectos", e de possuir passagens "francamente chocantes, por imorais".

A Torre do Tombo disponibilizou igualmente um dos volumes do processo da apreensão da "Antologia de Poesia Erótica e Satírica", organizada por Natália Correia e publicada pelas Edições Afrodite, em 1966, que levou a escritora a tribunal plenário.

Todos os documentos podem ser vistos pelos visitantes da exposição.

"Houve também uma dimensão muito importante que quisemos valorizar: desde 2015, o Museu do Aljube tem vindo a recolher testemunhos orais de muitas mulheres que tiveram um papel insubstituível na luta pela liberdade no nosso país e constituímos, a partir dessas 16 mulheres e seus testemunhos, um vídeo com excertos das suas partilhas e da sua experiência", assinalou Rita Rato.

Então, o núcleo das "Novas Cartas", que começa com a frase de Maria Velho da Costa e a foto das Três Marias, integra ainda um ponto de escuta, que replica uma sala dos anos 1970, onde as pessoas se podem sentar e ouvir a leitura de algumas das cartas, bem como consultar livremente o livro, explicou Joana Alves.

Uma outra parte da exposição tem os processos cedidos pela Torre do Tombo, que estão ao lado das primeiras edições da antologia poética de Natália Correia, da "Minha Senhora de Mim", das "Novas Cartas Portuguesas" e também da primeira edição do livro de Maria Lamas, "As Mulheres do Meu País", "que é uma das 'Marias' que vieram antes das Três Marias".

"Depois há a parte da solidariedade internacional, que explica o impacto que esta teve no processo [judicial, contra as Três Marias], porque o próprio processo da PIDE sugeria que fossem absolvidas, por causa do impacto que estava a ter lá fora, e o que isso poderia significar para o regime de Marcelo Caetano", disse Joana Alves.

O caso chegou às primeiras páginas de jornais como Le Monde e The Times, e a revistas como Newsweek e Le Nouvel Observateur, coincidindo, no verão de 1973, com a denúncia internacional do massacre de Wiriamu, no norte de Moçambique, pelo padre Adrian Hastings.

O núcleo da exposição termina com réplicas dos cartazes das manifestações de solidariedade internacional e com a absolvição.

Em paralelo -- adianta Rita Rato -- "temos o enquadramento das mulheres durante o regime fascista, do ponto de vista legal, o enquadramento com propaganda da mocidade portuguesa feminina, com alguns cartazes de como deve ser a mulher ideal, de como se constrói a ideologia em torno da opressão da mulher".

Mais à frente, apresentam-se várias fotografias de mulheres que, apesar dessa "forte dimensão repressiva do regime", ideológica, simbólica e física, "lutaram e conquistaram direitos muito importantes".

"Depois terminamos no piso -1 com o vídeo dos testemunhos, que permite revelar uma experiência muito própria da resistência das mulheres: mulheres que foram estudantes, dirigentes académicas, jornalistas, médicas, mulheres que viveram na clandestinidade, mulheres que estiveram presas vários anos, com percursos diferentes", descreveu a diretora do museu.

Até ao final do ano, será desenvolvida uma programação paralela, que começa já a 16 de maio, com "uma curta-metragem de um 'work in progress' de Luísa Sequeira, realizadora do Porto, que está a fazer um filme sobre as 'Novas Cartas Portuguesas', e também vai mostrar o filme que fez em 2015, que se chama 'Quem é Bárbara Virgínia', que é um filme sobre a primeira mulher que fez uma longa-metragem em Portugal, em 1945 [e que foi selecionada para o primeiro Festival de Cannes]", explicou Joana Alves.

Haverá ainda conversas, momentos de leitura das "Novas Cartas" e uma série de outras atividades para um calendário que as curadoras estão ainda a fechar.

 

02
Abr21

Goa promove 'Susegad', a felicidade com nome português

Niel Tomodachi

Em tempos de pandemia, um novo livro lançado na Índia propõe um estilo de vida inspirado em Goa, onde a felicidade tem um nome, 'Susegad' ("sossegado"), e deve muito à cultura indo-portuguesa, disse o autor à Lusa.

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"'Susegad' vem da palavra portuguesa 'sossegado', e tem sido projetado como ser relaxado ou preguiçoso por muitos turistas. Mas para mim, e para muitos goeses, o conceito original de 'susegad' é estar satisfeito consigo mesmo, com a natureza, com o ritmo das estações do ano, e é este sentimento que eu tento descrever e partilhar no livro", explicou à Lusa o escritor indiano Clyde D'Souza.

Publicado em inglês pela editora Penguin Random House, "Susegad: A arte goesa do contentamento" defende a singularidade da cultura goesa, passando em revista a influência de quatro séculos de colonização portuguesa, em busca da receita para a felicidade.

"Já havia livros sobre o 'Hygge', que é a forma de viver dinamarquesa, 'Lagom', o modo de vida sueco, ou o 'Ikigai', o estilo japonês de vida sustentável, e agora acrescenta-se o 'Susegad'", disse Clyde D'Souza, que vive em Mumbai, a capital financeira da Índia, mas descende de goeses.

Diretor de programas do popular canal de televisão 9XM, com dois livros anteriores publicados, o escritor, de 44 anos, recorda as longas férias de verão passadas em Goa, de onde vem a família, e onde ainda conserva uma casa.

"Eu costumava ir de férias para Goa, em criança, para as belas casas indo-portuguesas, com o tradicional balcão. A minha avó - em Goa muitas crianças continuam a usar a palavra "avó", em português - chamava-me o tempo todo 'maalkiryaat' ["malcriado", em concani]", ri-se.

Viver 'susegad' é, segundo o escritor, o maior anseio dos goeses, que usam frequentemente a palavra de origem portuguesa na língua mais falada naquele estado indiano.

"Quando irritados, os goeses dizem com frequência, em concani: 'Maka suseg di' (Dá-me paz e sossego)", recorda o escritor, no livro.

Para o escrever, Clyde D'Souza entrevistou vários goeses de destaque, como a cantora de fado Sónia Shirsat, o proprietário do restaurante luso-goês Horseshoe, Vasco Sequeira, no bairro das Fontainhas, em Pangim, ou o músico goês Remo Fernandes, a viver no Porto, em Portugal, retido na Índia pela pandemia na altura em que o livro foi escrito.

objetivo do escritor, que sublinha que não se trata de um livro de auto-ajuda, é resgatar um termo omnipresente no quotidiano daquela antiga colónia portuguesa, onde a influência dos portugueses continua visível: do tradicional "vindalho" (vinha de alhos) ao hábito de comprar 'pao' (pão) pela manhã, passando pelas festas católicas ou o apego à sesta, que um político de Goa já propôs tornar obrigatória, defendendo que é necessária para preservar o estilo de vida 'susegad'.

"A fusão entre a cultura portuguesa e indiana, o casamento destas duas culturas tão diferentes, resultou em algo único. Uma das pessoas que entrevistei disse uma coisa muito interessante: muitas antigas colónias de Portugal, como Macau, Brasil ou Goa, parecem ter um modo de vida próprio", conta.

"É difícil dizer o que conduziu às qualidades mágicas desses lugares, mas penso que [no caso de Goa] está relacionado com a mistura entre a sensibilidade europeia e a sensibilidade indiana", defende.

O escritor analisou "a poção mágica", dos hábitos à cultura e ao clima, cobrindo tópicos como comida, música, história e tradições, com capítulos com títulos em concani ou português, como 'Kaantar' (Cantar), 'Casa' ou 'Viva re viva', sobre a festa de São João e outras celebrações tradicionais.

"Quando se vai a Goa, o humor muda completamente. Claro que há problemas, mas há alguma coisa de especial", defende.

"A ideia foi trazer essa magia, e mostrar que a forma como os goeses vivem, a sua música, a sua comida, um simples banho de mar, podem trazer satisfação", afirma.

E se em Goa, sê goês, o escritor acredita que o estilo de vida 'susegad' pode ser adotado por pessoas em todo o mundo, numa altura em que a pandemia condicionou o quotidiano.

"A pandemia trouxe um grau de consciência sobre a saúde mental e sobre a importância de estar consciente e de tentar encontrar alguma paz, uma coisa com que todos lutámos no último ano, e acho que o 'susegad' pode ajudar", defende.

"A ideia não é que toda a gente se mude para Goa, o que não é possível, mas trazer 'susegad' para a vida das pessoas, independentemente de onde vivam", afirma.

 

11
Mar21

Centro comunitário construído apenas com terra e bambu no Bangladesh é o Prémio Obel 2020

Niel Tomodachi

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Prémio de arquitetura distingue projetos em prol do desenvolvimento humano em todo o mundo.
Um centro comunitário construído apenas com terra e bambu, no Bangladesh, é o Prémio Obel 2020.

O prémio da fundação dinamarquesa com o mesmo nome quer estimular e reconhecer contributos excecionais para a humanidade. Ou seja, para ser nomeada para este prémio uma obra tem de ser no mínimo original e contribuir para a construção de um futuro melhor.

O prémio dinamarquês vai ser entregue este ano à arquiteta alemã Anna Heringer.

 

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