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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

20
Set22

A cada quatro segundos morre uma pessoa por falta de comida

Niel Tomodachi

A cada quatro segundos morre uma pessoa de fome, denunciaram hoje mais de 200 organizações não-governamentais, pedindo aos líderes mundiais reunidos na 77.ª Assembleia Geral da ONU que "adotem ações que travem a crise".

ONG's enviaram carta aberta aos líderes políticos reunidos na Assembleia da ONU

As organizações não-governamentais (ONG), provenientes de 75 países, assinaram uma carta aberta dirigida aos líderes de Estados presentes em Nova Iorque para expressar indignação pela "explosão do número de pessoas famintas" e fazer recomendações para travar a crise global de fome.

"Atualmente, 345 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de fome aguda, número que mais do que duplicou desde 2019", sublinham as 238 organizações em comunicado de imprensa.

A carta aberta foi publicada a propósito do início da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde um grande número de líderes políticos, mas também representantes da sociedade civil se reúnem durante uma semana para aquele que é considerado o encontro diplomático mais importante do mundo.

"É inadmissível que, com toda a tecnologia agrícola (...) existente hoje, ainda estejamos a falar sobre fome no século XXI", afirmou Mohanna Ahmed Ali Eljabaly, da Yemen Family Care Association, um dos signatários da carta.

"Não se trata apenas de um país ou de um continente e a fome nunca tem uma causa única. Trata-se da injustiça de toda a humanidade", acrescentou.

A crise alimentar, a par da crise de segurança causada pela invasão russa da Ucrânia e das crises energética e climática são as principais questões que estarão em debate na Assembleia Geral da ONU, que hoje começa.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) referiu que mais de 12% dos africanos enfrentam insegurança alimentar e apelou aos governos da África subsaariana para serem criteriosos na definição das políticas e da despesa pública.

 

13
Set22

Crise alimentar agrava-se na Somália com 513 mil crianças em malnutrição

Niel Tomodachi

A crise alimentar está a agravar-se na Somália, onde a fome pode ser em breve declarada em zonas do centro e sul e onde mais de 513 mil crianças sofrem já de malnutrição severa, anunciou hoje a Unicef.

Crise alimentar agrava-se na Somália com 513 mil crianças em malnutrição

estimativa, apresentada pelo porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), James Elder, é 33% maior do que há uma semana, quando a agência da ONU advertiu que pelo menos 730 crianças morreram de malnutrição no país desde o início do ano, cifra que poderá disparar nos próximos meses.

Elder recordou que na fome de 2011 no mesmo país do Corno de África, que causou a morte de 260.000 pessoas (muitas delas crianças), os menores com malnutrição severa eram "apenas" 340.000, pelo que a magnitude da catástrofe nos próximos meses poderá ser enorme.

Também o Programa Alimentar Mundial (PAM), outra agência das Nações Unidas, alertou hoje que a crise atual poderá ser mais grave do que a fome de 2011, estimando que cerca de 6,7 milhões de pessoas no sul da Somália poderão sofrer de insegurança alimentar crítica entre outubro e dezembro, e cerca de 300.000 pessoas poderão ser vítimas de fome no sul do país.

"Não podemos esperar que seja declarada a fome para atuar, metade das pessoas que morreram em 2011 perderam a vida antes da declaração oficial", disse o representante do PAM na Somália, El-Khidir Dalum, em Genebra.

Já na semana passada a ONU avisou que a declaração de fome na região de Bay (sul do país) a partir do próximo mês é quase inevitável.

"Há crianças a morrer e muitos centros de assistência estão cheios, pelo que há menores em estado crítico que têm de ser tratados no terreno", disse o porta-voz da Unicef numa conferência de imprensa em Genebra.

James Elder acrescentou que as crianças com sintomas de malnutrição correm um risco 11 vezes maior de morrer de diarreia ou sarampo, doenças de que houve surtos no país já este ano.

Os casos suspeitos de cólera ou diarreia aguda em crianças na Somália entre janeiro e julho foram 8.400, e os de sarampo foram 13.000, dos quais quatro em cada cinco eram crianças menores de cinco anos.

"Mais de meio milhão de crianças correm o risco de sofrer uma morte que é evitável, um número de pesadelo que ainda não contabilizámos este século", afirmou o porta-voz, sublinhando que apenas 3% dos fundos solicitados pela Unicef para ajudar famílias no Corno de África foram entregues.

A Somália sofre atualmente a sua terceira seca em apenas uma década, e a atual, com quatro temporadas consecutivas sem chuvas e uma quinta a chegar, poderá ser pior do que as de 2011 e 2016, segundo estimativas da Oficina de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU.

À ausência de chuva acrescem décadas de conflito, deslocamentos populacionais massivos e, este ano, um forte aumento dos preços dos cereais e outros alimentos básicos devido à guerra na Ucrânia.

 

30
Jun22

Crise alimentar provocou subnutrição grave a "uma criança a cada minuto"

Niel Tomodachi

A crise alimentar mundial já provocou subnutrição grave a mais de 260 mil crianças desde o início deste ano, o que se traduz em "uma criança a cada minuto que passa", revelou, esta quinta-feira, a UNICEF.

A UNICEF aponta a "guerra na Ucrânia e alterações climáticas" como principais responsáveis

O Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta a "guerra na Ucrânia e alterações climáticas" como principais responsáveis devido à "escalada no preço dos alimentos e dos tratamentos terapêuticos".

"Desde o início do ano, a escalada da crise alimentar global levou a que 260 mil crianças adicionais viessem a sofrer perda de peso severa em 15 países afetados pelo impacto desta crise de forma particular, inclusive no Corno de África e na região do Sahel", especificou a organização, em comunicado.

Além disso, alerta a UNICEF, "o aumento dos preços dos alimentos" devido à guerra, "os cortes orçamentais provocados pela pandemia de covid-19 (RTUTF)" e também "a seca extrema em muitos países fizeram disparar a necessidade de Alimento Terapêutico Pronto a Usar", cujo custo deverá sofrer um "aumento de 16% nos próximos seis meses".

"Atualmente, pelo menos 10 milhões de crianças que se encontram gravemente subnutridas, ou duas em cada três, tão têm acesso ao tratamento mais eficaz, através do Alimento Terapêutico pronto a Usar", uma pasta à base de amendoim enriquecido com nutrientes, destacou o gabinete das ONU.

Além disso, o amento do preço do RTUTF em "cerca de 16% durante os próximos seis meses poderá significar que mais de 600 mil crianças fiquem sem acesso a este tratamento salva-vidas".

Por isso, a UNICEF Portugal lançou um apelo para "sensibilizar e angariar fundos que permitam o acompanhamento de crianças e das suas famílias", num "esforço para salvar vidas diariamente".

Nesse sentido, a organização apela para a disponibilização de "um pacote financeiro na ordem dos 1,2 mil milhões de dólares" para aplicar em "serviços e cuidados de nutrição essenciais para evitar milhões de mortes infantis" nos países mais afetados pela crise alimentar e "responder às necessidades imediatas das crianças que sofrem de subnutrição grave".

 

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