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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

29
Jul21

Está a chegar à LEGO a reprodução perfeita da icónica pão de forma da Volkswagen

Niel Tomodachi

O modelo é um throwback às décadas de 60 e 70. A partir de domingo, 1 de agosto, vai estar disponível em todas as lojas da marca dinamarquesa.

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Parece genérico, mas a verdade é que praticamente tudo o que nos vive no imaginário é possível transformar em construções de LEGO. Desta vez, e especialmente agora que a grande maioria das pessoas já só pensa nas aventuras de verão, é a icónica pão de forma Volkswagen que merece as boas-vindas como a mais recente criação do set de veículos do Grupo Lego.

Relembrando os anos 60 e 70, a nova autocaravana chega através das mãos do designer Sven Franic, que antes de pertencer à empresa de brinquedos era mecânico. Passou a vida a compor carros e viu intensificada a sua paixão pelo mundo automóvel quando em 2011 realizou o seu sonho de comprar a Vincent, uma Autocaravana T2 Volkswagen de 1978. Resultado: é nela que dez anos depois encontra a inspiração certa para a nova criação do set de veículos da LEGO.

Apesar das Autocaravanas Volkswagen não serem, na verdade, uma novidade nas criações de automóveis da LEGO, a nova Autocaravana Volkswagen T2, que sucede ao modelo Creator Expert Autocaravana Volskwagen T1, chega com mais detalhes e pequenas caraterísticas que vêm fazer a diferença. “O novo set é maior e distinguível por um novo esquema de cor, porta deslizante e a famosa janela a toda a volta, para a tornar instantaneamente reconhecível”, explica a marca em declarações.

Cortinas em tecido, armários que abrem, frigorífico, lava-loiça e fogão a gás, com uma chaleira; para os dias de praia, um conjunto de cadeiras dobráveis, uma prancha de surf, um banco retrátil traseiro: estes são apenas alguns dos detalhes que se podem observar no interior.

Já o exterior da autocaravana fica marcado pela cor azul clara, mas também por um telhado que sobe. E, mais uma vez, esta é uma peça da LEGO que só podia ser sinónimo de personalização: a Autocaravana Volskwagen T2 vem com um conjunto de autocolantes com opções retro e matrículas americanas ou alemãs.

“A Autocaravana Volkswagen é um daqueles veículos que gera afeto como poucos e sabemos que uma versão LEGO vai trazer muita diversão tanto àqueles que tiveram a sorte de ter ou de passar férias numa, como àqueles que sempre sonharam ter uma”, comentou o designer do Grupo LEGO, Sven Franic.

A partir de 1 de Agosto de 2021, nas lojas físicas da LEGO e online, o set LEGO Autocaravana Volkswagen T2 Camper Van estará à venda por 159,99€. 

 

24
Jul21

Dartacão está de regresso 40 anos depois mas agora às salas de cinema

Niel Tomodachi

'Dartacão e os três moscãoteiros: O filme' estreia esta quinta-feira em Portugal.

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Dartacão, o 'moscãoteiro' que fez sucesso na televisão na década de 1980, está de regresso, desta vez ao grande ecrã e o seu criador, Claudio Biern Boyd, espera que o filme desperte nas crianças o interesse pela Literatura.

A história de 'Dartacão e os três moscãoteiros: O filme', que se estreia na quinta-feira em Portugal, é a mesma da série 'Dartacão', que foi exibida pela primeira vez na RTP em 1983, um ano depois de se ter estreado em Espanha, país de onde é originária.

Na base de tudo está o romance de Alexandre Dumas, 'Os três mosqueteiros', publicado originalmente em 1844, e um dos livros que Claudio Biern Boyd, hoje com 80 anos, 'devorou' em criança.

"Há muitos anos, quando nasci, não havia televisão, o que fez com que me tornasse um devorador de livros. E os livros que havia naquela época eram de [Alexandre] Dumas, [Julio] Verne, [Emilio] Salgari, Charles Dickens e o Dartagnan cativou-me. Eu conseguia vê-lo, era muito imaginativo", partilhou, em entrevista com a Lusa.

No final de década de 1970, quando estava a iniciar-se no "negócio das séries de animação", Claudio Biern Boyd lembrou-se de pegar numa história conhecida - "porque é muito diferente chegar à RAI, à RTP ou à BBC com a história de Dartagnan ou com a história de Joana e Claudio, que não lhes interessa nada".

Estabeleceu, como em todas as suas séries, que "haveria muita ação, mas não violência" - "nunca há violência" - e que o protagonista seria um cão, escolha que teve dois motivos.

"Se uma criança vê um desenho animado que tem a figura de um homem a lutar com outro com espadas, pode acontecer que na escola pegue num pau e outra criança também e comecem a lutar, mas se virem animais antropomórficos, que agem como não agiriam, tal não acontece", justificou.

Houve outro "motivo muito importante, que foi económico e de tempo": "fazer o desenho de um cão é muito mais rápido e mais barato do que fazer o de um ser humano".

Na altura, recordou, pegou em 25 pesetas (moeda espanhola antes do euro) e comprou uma enciclopédia de cães. "Então à medida que fui criando as personagens ia vendo que raça usar", contou.

A enciclopédia serviu para desenhar praticamente todas as personagens, menos duas: Milady (que é uma gata) e Richelieu (que é um graxaim-do-campo, também conhecido como raposa dos pampas), "que são os maus".

"Porque não gosto de gatos e porque os graxaim-do-campo são aterradores", partilhou.

Mais de 40 anos depois, o filme que agora chega aos cinemas manteve "todo o espírito" da série. Ainda assim, de acordo com Claudio Biern Boyd, há algumas diferenças. Houve uma passagem de 2D para 3D, "porque as crianças de hoje estão habituadas ao 3D" e a série foi adaptada a elas, "sobretudo às meninas".

"Na série, a figura das meninas era muito passiva. A Julieta, por exemplo, era só a namorada do Dartacão, agora é a dama de honor confidente da rainha, organiza tudo, manda o Dartacão fazer coisas, luta - sem nenhum tipo de sangue, porque é ação, não é violência. E a Milady fizemo-la muitíssimo mais má. E quando tira a capa está vestida igual à 'Cat Woman', sobe às paredes e tem um medalhão que hipnotiza toda a gente", contou.

Embora no filme a história se mantenha a mesma, foram acrescentados alguns 'suspenses'. "Na série era só sobre se iriam chegar ou não a tempo para salvar as joias da rainha. No filme criámos 'suspenses' com personagens de que ninguém está à espera", confidenciou.

Quando se lhe pergunta a que se deve o sucesso que a série teve na década de 1980, Claudio Biern Boyd confessa não ter "uma resposta concreta". "Surpreendeu-me também a mim. Vendemos a série a mais de cem países em todo o mundo e passou em mais de 300 cadeias de televisão. Ainda dá em vários países e continua a ter êxito e aceitação entre as crianças. Penso que 60% a 70% do êxito deve-se ao guião. O senhor Dumas escreveu uma grande novela, porque tem de tudo: tem ação, tem bons, tem maus, tem amor, suspense, enganos", referiu.

Além disso, acrescentou, "o cão é uma figura simpática para as crianças, todas as crianças gostam de cães e isso também foi uma vantagem".

Quanto ao impacto que a história de Dartacão e os três moscãoteiros poderá ter nas crianças de hoje, "é uma incógnita". "Gostava que em Portugal, ao verem este filme, houvesse uma percentagem, ainda que pequena, de crianças que fossem 'empurradas' para a Literatura. Que as levasse a pedir aos pais livros, sejam clássicos ou modernos, porque em Portugal há livros para crianças muito bons, e muito bons ilustradores. Essa seria a minha maior satisfação, que as crianças de hoje entrem no mundo da Literatura, que os ajuda a pensar, em vez de estarem agarrados aos 'tablets' e aos telemóveis", afirmou.

Claudio Biern Boyd foi o produtor executivo de 'Dartacão e os três moscãoteiros: O filme', que conta com argumento de Doug Landale e realização de Toni Garcia.

A versão portuguesa do filme conta com as vozes de, entre outros, Vasco Palmeirim, Nuno Markl, Maria Emilia Correia, Isabel Ribas e Francisco Pestana.

Veja o trailer do filme em português, abaixo: 

 

21
Jul21

Covid-19. 1,5 milhões de crianças ficaram órfãs ou perderam avós ou tios

Niel Tomodachi

Pelo menos 1,5 milhões de crianças e adolescentes no mundo ficaram órfãos ou perderam avós ou tios durante a pandemia de Covid-19, entre março de 2020 e abril de 2021, estima um estudo hoje divulgado.

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O estudo, publicado na revista médica britânica The Lancet, apresenta estimativas por baixo, alertam os autores.

Em Portugal, 590 crianças e adolescentes terão ficado órfãos, número que ascende a 660 se for incluída a perda de avós que tinham a sua guarda, de acordo com a The Lancet.

Para este estudo, o primeiro do género à escala global, os autores desenvolveram modelos matemáticos, "usando os melhores dados disponíveis, como uma tentativa inicial de estimar a magnitude do impacto oculto da pandemia nas crianças", refere a The Lancet em comunicado.

Os modelos matemáticos foram usados para extrapolar para o resto do mundo, inclusive Portugal, dados de 21 países que, no conjunto, representam 76,4% das mortes globais por covid-19, adianta a publicação.

Nestes modelos foram utilizados dados sobre mortes por covid-19 ou mortes em excesso, quando disponíveis, que ocorreram entre 01 de março de 2020 e 30 de abril de 2021, bem como taxas de fertilidade para estimar a orfandade durante a pandemia.

Os autores do estudo associaram as taxas de mortalidade por covid-19 aos dados de fertilidade para homens e mulheres para estimar o número de crianças e adolescentes que perderam um dos pais ou ambos os pais em consequência da covid-19.

A análise foi alargada para incluir as mortes de avós ou outros familiares adultos, com idades entre os 60 e os 84 anos, que viviam na mesma casa das crianças e que delas cuidavam, com base nas estatísticas das Nações Unidas sobre a composição familiar.

Os dados têm em conta os avós que tinham a guarda dos netos, sendo os seus principais cuidadores, e os avós ou tios que coabitavam com os pais dos menores e eram cuidadores secundários.

Para efeitos do estudo foram considerados as crianças e os jovens com menos de 18 anos e as mortes associadas à covid-19, quer as causadas diretamente pela doença quer as que resultaram da diminuição do acesso aos cuidados de saúde e a tratamentos de doenças crónicas (como diabetes e cancro) devido à pandemia, e que contribuíram para o excesso de mortalidade.

Pelo menos um milhão de crianças e adolescentes ficaram órfãos de pai, mãe ou ambos os progenitores e meio milhão perdeu um dos avós ou tios (ou ambos avós e tios) cuidadores durante um ano de pandemia, de acordo com as estimativas à escala mundial apresentadas no artigo.

Os autores do trabalho entendem que devem ser feitos "investimentos urgentes em serviços de apoio" a estes menores, porque, a seu ver, correm riscos acrescidos de pobreza, separação familiar, institucionalização em lares ou orfanatos, perturbações mentais, suicídio, doenças crónicas, violência sexual, física e emocional e gravidez precoce.

Os países que no estudo serviram de "trampolim" para as estimativas à escala global foram Argentina, Brasil, Espanha, Colômbia, Reino Unido, França, Alemanha, Índia, Irão, Itália, Quénia, Malaui, México, Nigéria, Peru, Filipinas, Polónia, Rússia, África do Sul, Estados Unidos e Zimbabué. No caso do Reino Unido, apenas figuram dados de Inglaterra e do País de Gales.

Nestes países, o estudo estima que, em 30 de abril, por causa da covid-19, 862.365 crianças e jovens estavam órfãos ou tinham perdido os avós que deles cuidavam diretamente.

No "grupo dos 21", África do Sul, Peru, Estados Unidos, Índia, Brasil e México são os países que apresentam, segundo as estimativas, o número mais elevado de menores sem pais ou avós, entre 94.625 e 141.132 crianças.

Num mês, entre março e abril últimos, a Índia passou de 5.091 para 43.139 órfãos, destaca o estudo, cujos resultados os autores admitem que estão "provavelmente subestimados", porque "as mortes por covid-19 podem estar subnotificadas devido à variabilidade dos sistemas de notificação" e nem sempre há dados disponíveis sobre a mortalidade em excesso.

A pandemia da covid-19 provocou pelo menos 4.100.352 mortos em todo o mundo, entre mais de 190,8 milhões de infetados, segundo o balanço mais recente da agência noticiosa AFP.

 

06
Jul21

Cerca de três milhões de crianças enfrentam desnutrição no Sudão

Niel Tomodachi

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou hoje que cerca de três milhões de crianças com menos de 5 anos sofrem de desnutrição no Sudão, das quais 750.000 sofrem de desnutrição severa.

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Os dados foram anunciados pela representante adjunta do gabinete da Unicef no Sudão, Saja Abdullah, à agência noticiosa estatal sudanesa, SUNA.

A representante, citada pela agência Efe, acrescentou que, para prestar ajuda às crianças em maior necessidade, vários navios atracaram na cidade portuária de Port Sudan, no leste do país, transportando 34.000 toneladas de milho, trigo e medicamentos financiados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

De acordo com Abdullah, os programas da Unicef no Sudão "continuam a servir milhões de crianças, incluindo refugiados, através de atividades que salvam vidas nas áreas da saúde, nutrição, água, saneamento, higiene e proteção infantil".

A representante da agência das Nações Unidas apontou que apesar das complicações na prestação de ajuda humanitária devido à pandemia de covid-19, a Unicef conseguiu prestar, em 2020, assistência a 10.243 crianças que sofriam de desnutrição aguda e grave através de tratamento e cuidados de saúde.

O Sudão, com uma população de cerca de 43 milhões de pessoas, enfrenta uma escassez de materiais básicos, como pão, farinha, combustível e gás de cozinha, num momento em que o país enfrenta uma grave crise económica, em parte devido à contínua desvalorização da moeda nacional face a divisas estrangeiras.

 

04
Jun21

4 DE JUNHO | Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão

Niel Tomodachi

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Assinala-se, a 4 de junho, o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão. As crianças e jovens são pessoas especialmente vulneráveis, suscetíveis a serem alvo de qualquer forma de violência.

Só no ano de 2020, a APAV apoiou 1841 crianças e jovens, das quais 432 foram vítimas de violência sexual.

A violência contra crianças e jovens não tem de ser um segredo. Se conhece alguma criança vítima de violência, contacte-nos.

Linha de Apoio à Vítima | 116 006

 

O Dia Internacional das Crianças Vítimas Inocentes da Violência e da Agressão foi criado pela ONU em 1982.

 

01
Jun21

Histórias Para Crianças#20: Dia Mundial da Criança!

Niel Tomodachi

Reunimos alguns livros infantis para o Dia da Criança.

Porque oferecer um livro é sempre boa ideia, para aproximar os mais pequenos da natureza, da arte, dos avós e do respeito pelos outros...

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"O Jardim" de Anna Walker

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Ema é um autêntico ratinho do campo na cidade. Quando os pais se mudam para a grande metrópole, sente falta das flores, das árvores, dos passarinhos, dos piqueniques e dos “tesouros” – pinhas, folhas e paus – que colecionava em frascos. Na busca por um jardim onde brincar, a sua adaptação à nova realidade é uma autêntica lição para pequenos e grandes, neste bonito livro pincelado por Anna Walker com aguarelas.

 

"Uma Mãe é Como uma Casa" de Aurore Petit

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Aurore Petit olha para a maternidade através de um conjunto de afirmações ilustradas que acompanham uma mãe – mais o gato e o parceiro – desde a gravidez aos primeiros passos do filho. Uma relação de entrega, reinvenção e constante mudança, onde uma mãe é não só como uma casa – nos primeiros meses de forma literal, e depois simbolicamente –, mas também uma estrada ou um remédio. Um livro universal e irresistível.

 

"O Bolo de Maçã"
Texto de Dawn Casey, ilustrações de Genevieve Godbout

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Numa altura em que tanto se fala da importância de manter um “gratitude journal” (diário de gratidão), para perceber como nem tudo à nossa volta são más notícias, O Bolo de Maçã ensina, com simplicidade, a agradecer – e a valorizar – as mais pequenas coisas. Neste caso, são as maçãs colhidas no campo para fazer um bolo, e todo o trabalho que está por trás de uma árvore que dá frutos. A receita também cá está, no final da história, para pôr no forno e partilhar com a família e os amigos.

 

"O Destino de Fausto" de Oliver Jeffers

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Mais um livro surpreendente (e imediatamente indispensável) de Oliver Jeffers, desta vez uma fábula sobre a sede de poder e as ditaduras. “Em tempos, existiu um homem que acreditava ser dono de tudo e que decidiu reclamar tudo o que era seu.” Assim começa O Destino de Fausto, onde a ambição não tem limites, e um tirano zangado perante os que não lhe obedecem quer vergar desde a mais pequena flor ao imponente mar. Para todas as idades, o livro é ainda uma lição de ritmo e de ilustração, fazendo dialogar páginas com o mesmo jogo de cores, e alguns apontamentos fluorescentes, com outras praticamente brancas.

 

"Eu Não Tenho Muito Medo do Escuro"
Texto de Anna Milbourne, ilustrações de Daniel Rieley

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O velho medo do escuro é o pretexto para este livro inventivo, cheio de recortes que conseguem “apagar a luz” em diferentes páginas. A própria capa rija já aparece perfurada, deixando assim ver uma enorme quantidade de estrelas – uma das boas coisas “do grande e sedoso cobertor de noite” que cobre o mundo para que todos possam dormir, como aprende o protagonista.

 

"Tancho" de Luciano Lozano

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Inspirado numa história real, Tancho é um lindíssimo álbum ilustrado que nos chega do Japão, através da Akiara. Em japonês, “tancho” significa grou e é a alcunha do protagonista, que vive fascinado com estas aves de crista vermelha. Primeiro observando-os de longe, depois assegurando a sua sobrevivência a cada inverno, Tancho é na verdade Yoshitaka Ito, o homem que há um século lutou por esta espécie quando ela estava quase a extinguir-se no Japão. Uma lição de respeito pela natureza ilustrada com mestria e para passar, tal como o legado que o inspirou, para as próximas gerações.

 

"Tu e Eu e Todos" de Marcos Farina

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Numa estética retro, o ilustrador argentino Marcos Farina faz a sua estreia na coleção Orfeu Mini com um livro para todos. Todos os que riem e choram, comem e dormem, se zangam e se surpreendem, cada um à sua maneira. Todos os que são iguais e diferentes, num olhar positivo e cheio de empatia que vem relembra a importância de respeitarmos e cuidarmos uns dos outros.

 

"Se o Mundo Inteiro Fosse Feito de Memórias"
Texto de Joseph Coelho, ilustrações de Allison Colpoys

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Nota-se que este livro foi escrito por um poeta, neste caso pelo londrino Joseph Coelho. Com sensibilidade, e juntamente com as belíssimas ilustrações de Allison Colpoys, Se o Mundo Inteiro Fosse Feito de Memórias acompanha a relação entre uma neta e o avô, sendo um livro comovente sobre a passagem das estações e o que fica quando alguém desaparece.

 

"A Vida Selvagem na Cidade"
Texto de Ben Hoare, ilustrações de Lucy Rose

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A Vida Selvagem na Cidade mostra isso mesmo: as espécies de animais, não domesticados, que habitam junto às grandes áreas urbanas, ou nas próprias varandas dos prédios. A obra foi escrita pelo jornalista Ben Hoare, ex-editor da revista BBC Wildlife, e percorre os cinco continentes em 17 paragens da “selva urbana”. Dos esquilos de Nova Iorque aos tucanos do Rio de Janeiro, a Península Ibérica é representada com Sevilha e os seus andorinhões, osgas e cigarras.

 

"Kiki e Jax"
Texto de Marie Kondo, ilustrações de Salina Yoon

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Quando um esquilinho desata a arrumar o quarto e decide o que vai para dar, guardar ou pôr no lixo, abraçando-se a um livro que lhe traz “tanta alegria!”, isso é… Marie Kondo para crianças. A guru da arrumação continua a espalhar a mensagem e Kiki e Jax não é mais do que o Método KonMari explicado aos mais novos, através da história de dois amigos que começam a ficar sem espaço para as brincadeiras.

 

"Como Se Fazem Amigos?" de Tom Percival

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Rosa tem jeito para muitas coisas e passa os dias a desenhar e a imaginar personagens – ao género Tim Burton –, mas não tem jeito para fazer amigos. A partir desta protagonista criativa e diferente, Tom Percival constrói uma história sobre a amizade, a timidez e a importância de saber partilhar e aceitar os outros.

 

30
Mai21

O outro lado do Capuchinho

Niel Tomodachi

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A partir da da história original e bem conhecida “Capuchinho Vermelho”, o espetáculo “As aventuras do Lobo Faminto e a Capuchinho Vermelho” pretende desconstruir a narrativa de forma cómica. A peça junta a “manipulação de marionetas e a história é contada pela Avó do Capuchinho”, conta Tiago Lourenço.

O encenador e diretor artístico da Porta 27 explica que e o principal objetivo é sensibilizar “o público, e principalmente os mais pequenos, a verem sempre os dois lados da moeda”.

O conceito da peça passa por chamar a atenção que poderá haver mais do que uma versão da história e que tudo difere consoante a interpretação ou a forma como é contada. Neste caso em concreto, o lobo não quis comer a Capuchinho porque era vegetariano e pretendia apenas chegar até ao cesto onde havia fruta e legumes.

O espetáculo, interpretado por Tiago Lourenço e Iúri dos Santos, dura aproximadamente 55 minutos e define como a Porta 27 quer ver ser reconhecido o seu percurso artístico.

Devido à situação pandémica e cumprindo às regras da Direção-Geral da Saúde, estão disponíveis apenas 63 lugares.

***

Teatro Sá da Bandeira – Estúdio Latino, Porto
5 e 6 de junho
Preços entre seis euros (crianças dos três aos dez anos) e sete euros (adultos)

(S)

26
Mai21

Pandemia aumentou trabalho infantil e empurrou crianças para trabalhos perigosos

Niel Tomodachi

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O impacto económico da covid-19, associado ao encerramento de escolas e à falta de apoios sociais, fez aumentar o trabalho infantil em todo o mundo, empurrando crianças para trabalhos perigosos, alerta a organização Human Rights Watch (HRW).

Num relatório divulgado esta quarta-feira, em antecipação ao Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, que se assinala a 12 de junho, a organização centrou a sua análise no Gana, Nepal e Uganda, países com progressos significativos na redução da pobreza e do trabalho infantil e que assumiram o compromisso de erradicar este flagelo até 2025.

No documento de 69 páginas e intitulado "Não devemos trabalhar para comer: Covid-19, pobreza e o trabalho infantil no Gana, Nepal e Uganda", os investigadores examinaram o aumento do trabalho infantil e da pobreza e o impacto da pandemia de covid-19 nos direitos das crianças.

Muitas crianças sentem que não têm outra escolha senão trabalhar para ajudar as suas famílias a sobreviver

Testemunhos de crianças reproduzidos no relatório descreveram "longas e cansativas" horas de trabalho por pouco dinheiro depois de os pais terem perdido os empregos ou rendimentos, devido à pandemia de covid-19 e às restrições adotadas.

"Muitas crianças sentem que não têm outra escolha senão trabalhar para ajudar as suas famílias a sobreviver, mas um aumento do trabalho infantil não é uma consequência inevitável da pandemia", disse Jo Becker, responsável pela defesa dos direitos das crianças da Human Rights Watch.

"Governos e doadores devem aumentar os subsídios às famílias para manter as crianças longe do trabalho infantil e proteger os direitos das crianças à educação", acrescentou.

Foram ouvidas 81 crianças, algumas com apenas 8 anos, no Gana, Nepal e Uganda, e que trabalhavam em atividades como fornos de tijolos, fábricas de tapetes, minas de ouro, pedreiras, pescas e agricultura.

Havia também mecânicos, condutores de riquexós ou em trabalhos na construção, além de vendedores ambulantes.

Para a grande maioria, a pandemia e as restrições associadas afetaram "negativamente os rendimentos familiares", depois de os pais terem perdido o emprego devido ao encerramento de empresas, terem ficado sem acesso aos mercados devido à falta de transporte, ou terem perdido clientes devido a crise económica.

Muitas crianças entraram no mercado de trabalho pela primeira vez porque as famílias não tinham comida suficiente.

"Comecei a trabalhar porque estávamos tão mal", disse uma rapariga de 13 anos no Uganda, acrescentando: "A fome em casa era demasiada para nos sentarmos e esperarmos".

No Uganda e no Gana, as crianças carregavam sacos pesados de minério em locais de extração de ouro, esmagavam o minério com martelos, respirando pó e fumos de máquinas de processamento, e manuseavam mercúrio tóxico para extrair ouro do minério.

Há também registo de acidentes em pedreiras e de cortes profundos provocados pelos facões no corte de cana-de-açúcar.

Mais de um terço das crianças entrevistadas, em cada um dos países, trabalhava pelo menos dez horas por dia, sete dias por semana.

O relatório conclui que o encerramento de escolas contribuiu para um aumento do trabalho infantil em todo o mundo e que a maioria das crianças entrevistadas teve acesso limitado ou nenhum ao ensino à distância.

Consequentemente, perderam as refeições escolares gratuitas e muitas crianças abandonaram permanentemente a escola, enquanto outras continuaram a trabalhar mesmo após a reabertura.

Outro fator significativo do trabalho infantil, aponta o estudo, é a doença, deficiência ou morte de um dos pais.

"Centenas de milhares de crianças em todo o mundo perderam os pais e podem ser forçadas a tornar-se o principal assalariado da sua família", refere.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de crianças em trabalho infantil diminuiu aproximadamente 94 milhões entre 2000 e 2016, uma queda de 38%.

Em muitos países que reduziram com sucesso o trabalho infantil, os governos deram subsídios às famílias para reduzir a pressão sobre as crianças para trabalharem.

No entanto, 1,3 mil milhões de crianças - a maioria em África e na Ásia - não são abrangidas por estes programas de ajuda monetária.

"Para muitas famílias com crianças, a ajuda governamental em resposta à pandemia tem sido demasiado pequena para proteger os seus filhos de trabalhos perigosos e da exploração", disse Becker.

"Como milhões de famílias lutam financeiramente devido à pandemia, os subsídios em dinheiro são mais importantes do que nunca para proteger os direitos das crianças"", acrescentou.

(S)

26
Mai21

Vem aí o maior LEGO de sempre: é um mapa do mundo com mais de 11 mil peças

Niel Tomodachi

LEGO inspirado no nosso globo promete horas e horas de entretenimento. É também obrigatório para viajantes.

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Está a chegar um novo set LEGO que é o sonho para os fãs de construções de todas as idades; mas também uma possível peça de arte para os viajantes. O Art Mapa Mundo é o novo conjunto que chega às lojas oficiais e ao site da marca já a 1 de junho — e é o maior de sempre, com 11.695 peças.

Este set, baseado no nosso globo, está pensado para poder ser personalizado ao gosto de cada construtor, podendo ser marcados os destinos já visitados ou os que se encontram “em lista de espera”. Também pode colocar a sua parte favorita do planeta no centro do mapa.

As 40 bases ligadas do conjunto estão divididas em três secções diferentes, que podem ser dispostas de diferentes maneiras, o que permite ao “construtor” a colocação da sua parte favorita do globo no centro do mapa.

Depois, escolhe se quer seguir as instruções dadas pelo set, ou se prefere deixar-se guiar pela sua imaginação. O set vem ainda equipado com “tijolos” do oceano, que poderão ser dispostos da maneira que o construtor quiser. Com a chegada às lojas de retalho a 1 de agosto, este ambicioso set da LEGO terá um custo de 249,99€.

 

25
Mai21

Subscrever livros infantis sem sair de casa? Chegou o 'Letra M'

Niel Tomodachi

Serviço pretende cultivar o gosto das crianças pela leitura, possibilitando a subscrição de livros infantis para que as famílias os possam receber sem sair de casa.

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Nasceu da idealização de uma "jornalista apaixonada por livros infantis" e pretende cultivar o gosto dos mais pequenos pela leitura. Trata-se do projeto 'Letra M' que, na apresentação no Facebook, explica que veio "ao mundo com o objetivo de estimular a criatividade e a imaginação". 

O serviço disponibiliza a "subscrição de livros para crianças e adolescentes de 0 a 15 anos" e há diversos planos - mensal, trimestral, semestral e anual. Os preços variam entre os 24,90 e os 29,90 euros mensais.

Por este valor, é ainda referido na rede social, "todos os meses, eles recebem no conforto de casa duas obras de acordo com a faixa etária e ainda brindes exclusivos numa caixa personalizada". 

"Se tem o hábito de ler para os seus filhos antes de irem dormir, saiba que esse gesto de carinho faz com eles adquiram novos conhecimentos acerca da vida ao redor e até de si mesmos. Conte connosco para tornar essa aventura ainda mais estimulante e divertida!", refere também o 'Letra M'. 

Para subscrever o serviço, deverá escolher qual o plano que pretende e, em seguida, enviar um email para livros.letram@gmail.com. Depois, terá apenas de preencher um formulário e enviar o comprovativo de pagamento.

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