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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

29
Mar21

Milhares de corações pintados em muro em homenagem às vítimas da Covid

Niel Tomodachi

Homenagem fica de frente para o parlamento britânico para que o governo "nunca perca de vista" as histórias pessoais da pandemia.

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Famílias devastadas pelo novo coronavírus uniram-se para pintar um mural em homenagem aos seus familiares falecidos. Localizado mesmo em frente ao parlamento britânico, o mural  será adornado com milhares de corações vermelhos.

O tributo consiste em pintar-se um coração por cada pessoa que morreu vítima de Covid-19, num total de 145 mil corações.

Os trabalhos de pintura começaram esta manhã e deverão demorar uma semana a ser concluídos. 

A iniciativa é desenvolvida pela Bereaved Families for Justice, associação cujo cofundador perdeu o pai há um ano, vítima desta doença. 

"Cada coração é pintado individualmente à mão - absolutamente único, tal como os entes queridos que perdemos. E tal como a escala da nossa perda coletiva, este memorial vai ser enorme", referem os responsáveis pela ideia, citados pelo Evening Standard.

"Isto é uma efusão de amor", afirma Matt Fowler, que explica que o monumento de homenagem fica de frente para o parlamento para que o governo "nunca perca de vista" as histórias pessoais da tragédia que assolou Inglaterra e o resto do mundo.

 

12
Mar21

Este museu no Porto vai fazer uma exposição para contar a história da Covid-19

Niel Tomodachi

O Museu de História Natural e da Ciência já começou a recolher objetos e a catalogá-los para o efeito.

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O Museu de História Natural e da Ciência do Porto vai ter uma exposição com elementos sobre a Covid-19. O objetivo é contar a história da pandemia e os objetos já começam a ser recolhidos e catalogados para que isso aconteça. Por enquanto, ainda não há previsão de quando possa abrir ao público.

“Enquanto profissionais que preservam a memória, os curadores por todo o mundo sentiram logo este impulso de constituição de coleções que marcassem o momento e contassem esta história. E em Portugal não foi diferente”, explica Rita Gaspar, curadora das coleções de Arqueologia, Etnografia e Antropologia biológica, aqui citada pelo Porto.pt.

A recolha que está a ser feita junta equipamentos de proteção individual, como é o caso das máscaras de tecido, das indicadas para a comunidade surda ou as viseiras desenvolvidas por impressoras 3D, por exemplo.

É importante guardar esta memória, registando desde as máscaras sociais que foram feitas em casa, até à empresa de cotonetes que alterou a sua produção para zaragatoas em tempo recorde e em articulação com a academia, ou o centro de investigação que desenvolveu os testes rápidos”, continua.

Vacinas e ventiladores são outros dos elementos que esperam recolher para fazer parte desta exposição. Rita Gaspar revela que por todo o mundo se tem assistido a um recolher natural deste tipo de materiais, mas também de desenhos de crianças, por exemplo, uma vez que este é um período que vai entrar para a história.

 

11
Fev21

OMS alerta que mortes em África "aumentaram 40%" em um mês

Niel Tomodachi

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje que o número de mortes devido à covid-19 em África "aumentaram 40%" num mês, estando a agência das Nações Unidas preocupada com as novas e mais contagiosas variantes do novo coronavírus.

naom_5915d3db01804.jpg"Mais 22.300 mortes foram relatadas em África nos últimos 28 dias, em comparação com quase 16.000 nos 28 dias anteriores", afirmou o escritório da OMS para África, sediado em Brazzaville, na República do Congo, citado pela agência France-Presse.

Este balanço surge quando o continente "luta contra novas variantes mais contagiosas e se prepara para sua maior campanha de vacinação de sempre", escreveu a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) depois de uma conferência de imprensa virtual.

Os primeiros casos de covid-19 no continente foram diagnosticados em 14 de fevereiro de 2020. Desde então, o número total de casos ultrapassou os 3,7 milhões, incluindo 3,2 milhões de recuperações e 96.000 mortos, de acordo com os dados divulgados hoje pela OMS.

A agência da ONU acrescentou que o número total de mortes deverá atingir os 100.000 "nos próximos dias".

diretora regional da OMS para a ÁfricaMatshidiso Moeti, disse que o aumento de mortes devido à covid-19 representa "sinais preocupantes de aviso que os trabalhadores e os sistemas de saúde em África estão perigosamente sobrecarregados".

Durante a primeira vaga de covid-19, o continente africano foi o menos afetado pela pandemia. No entanto, na segunda onda de infeções, os casos "saltaram muito além do pico da primeira vaga e as instalações de saúde ficaram sobrecarregadas", disse a OMS.

A grande maioria dos países africanos ainda não iniciou as operações de vacinação, sendo este um assunto sensível em alguns Estados.

Além da dificuldade de acesso, há também uma forte desconfiança em relação à vacina, com várias teorias da conspiração a serem partilhadas, de forma regular, nos círculos locais nas redes sociais.

"Saia e vacine-se quando a vacina ficar disponível no seu país", apelou Moeti aos povos de África, assinalando que a pandemia está "longe de acabar e as vacinas são um instrumento essencial" na luta contra o vírus.

pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.355.410 mortos no mundo, resultantes de mais de 107,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

 

09
Fev21

Covid-19. Amnistia denuncia que confinamento agravou violência de género em Moçambique

Niel Tomodachi

A aplicação de medidas de confinamento para o combate à Covid-19 em Moçambique agravou a violência de género no país, assim como no resto da África Austral.

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A aplicação de medidas de confinamento para o combate à Covid-19 em Moçambique agravou a violência de género no país, assim como no resto da África Austral, assinala um relatório da Amnistia Internacional (AI).

“Devido aos confinamentos impostos pelos países da África Austral, alguns lares pela região tornaram-se enclaves de crueldade, violação e violência para as mulheres e crianças presas com familiares abusivos e sem qualquer sítio para denunciar ou escapar ao perigo”, referiu a AI, num comunicado que acompanha o relatório “Tratadas como Peças de Mobília, A violência de género e a resposta à Covid-19 na África Austral”.

O diretor da AI para a África Oriental e Austral, Deprose Muchena, sublinhou que a pandemia de Covid-19 “suscitou um aumento da violência de género contra mulheres e raparigas na África Austral”. “Também amplificou os problemas estruturais existentes, como a pobreza, a iniquidade, crime, elevado desemprego e falhanços sistemáticos da justiça criminal“, acrescentou o responsável da organização não-governamental (ONG).

A AI registou que “os nocivos estereótipos de género embutidos nas normas sociais e culturais”, que sugerem que “as mulheres devem sempre submeter-se aos homens ou que um homem que bate na sua mulher o faz porque a ama”, têm alimentado o aumento da violência contra mulheres e raparigas na África do Sul, Madagáscar, Moçambique, Zâmbia e Zimbabué. Entre estes, África do Sul, Moçambique e Zimbabué foram os que se destacaram pela ausência de estruturas de apoio a vítimas de violência e abuso nas medidas de contenção da Covid-19.

No relatório, a ONG de defesa dos direitos humanos referiu que o estabelecimento do estado de emergência em Moçambique resultou numa crise económica, “em particular para os agregados familiares que viviam na precariedade” e que subsistiam através da economia informal.

As mulheres nesta situação, como empregadas domésticas, têm os seus rendimentos diários “absorvidos em despesas imediatas” e que, pela proibição de saírem de casa, “as suas fontes de rendimento secaram e as suas condições de vida tornaram-se cada vez mais difíceis”.Da mesma forma, “a redução nos rendimentos familiares intensificou a frustração, a tensão e o ‘stress’ nas famílias”, expondo-se o caso de uma vendedora ambulante que relatou ataques por parte do seu marido.

A diretora executiva do Fórum Mulher, Nzira de Deus, referida no relatório, registou um aumento do número de relatos de violência de género na televisão e rádio, remetendo para a morte de uma mulher, em 06 de junho, no distrito de Matola, província de Maputo, por parte do seu cônjuge — que “a seguir se matou também”.

Ativistas dos direitos humanos ouvidas pela AI mostraram-se preocupadas com a redução da capacidade dos transportes públicos em Moçambique, considerando que isto deixou “as mulheres expostas à violência de género”. “Um exemplo disso foi o caso da empregada do hospital central de Maputo, que chegou ao seu bairro a altas horas da noite devido à escassez dos transportes públicos, em 31 de maio de 2020, e foi roubada, torturada, violada e assassinada”, destacou o relatório.

Na África do Sul, as autoridades registaram, apenas no primeiro confinamento, 2.300 pedidos de ajuda devido a violência de género, tendo, por meados de junho, 21 mulheres e crianças sido assassinadas por parceiros íntimos. No Zimbabué, uma organização de apoio a vítimas de violência doméstica documentou 764 casos de violência de género nos primeiros 11 dias de confinamento nacional, valor que subiu para 2.768 em 13 de junho.

O aumento da pobreza devido às regras de confinamento foi “um fator fulcral para o aumento da violência de género” durante o recolhimento, tendo mulheres e crianças ficado mais dependentes de parceiros abusivos. Por outro lado, a Zâmbia registou, segundo dados das autoridades, uma diminuição da violência de género durante o período de confinamento face ao mesmo valor de 2019.

O país teve uma diminuição de 10% das queixas durante o primeiro trimestre, mas este valor “pode refletir que as mulheres não foram capazes de pedir ajuda, e não um declínio do número de casos”. Ainda assim, uma ONG zambiana reportou um aumento de casos de violência sexual no mesmo período.

A AI identificou várias barreiras colocadas a vítimas de violência de género para a justiça, nomeadamente a falta de confiança no sistema judicial e o trauma secundário, que surge quando relatam os casos às autoridades. No caso de Moçambique, muitas vítimas temem a apresentação de queixa, e correspondente abertura de inquérito, “devido à pressão da sociedade em tolerar a violência doméstica, a dependência financeira do perpetrador e a falta de confiança no sistema judicial”.

“Segundo organizações da sociedade civil, em alguns casos, os agentes da polícia foram acusados de desvalorizar queixas de violência de género porque as viram como assuntos de família e não crimes. O estigma à volta da violência sexual foi também citado como um fator contributivo para a falta de relatos”, salientou a AI.

É chocante que para muitos na África Austral o sítio mais perigoso para se ser uma mulher ou uma rapariga durante a pandemia de covid-19 seja em casa. É indesculpável. Os líderes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) devem assegurar que a prevenção e a proteção das mulheres de violência de género e de violência doméstica são uma parte integral das respostas nacionais a pandemias e outras emergências”, defendeu Deprose Muchena.

Segundo os dados mais recentes do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infetados neste continente desde o início da pandemia é de 3.667.546 e o de mortes 95.075.

 
04
Fev21

Helpo: Juntos contra a COVID-19

Niel Tomodachi

align-fingers-71282_1280-p2d1hdq30jy6ienejkao0kzweA Helpo criou este site com o objetivo de fornecer conteúdos diários credíveis e atualizados, relacionados com o novo coronavírus, compilando informação útil, dividida em 4 eixos de intervenção: Saúde Pública, Alimentação, Comportamento, Quotidiano e Saúde Mental e Ações de prevenção promovidas pela Helpo. (Aqui)

:::

Parentalidade positiva em tempo de confinamento

Veja estas sugestões para um ambiente familiar positivo.
 

A Direção-Geral da Saúde preparou um conjunto de dicas para auxiliar todos os pais a lidar com as suas crianças em casa: https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/07/Cuidados-Parentais.pdf

 

Junta-te à Helpo!

 

03
Fev21

"Coronation", o filme do confinamento em Wuhan proibido na China

Niel Tomodachi

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"Coronation" é o primeiro documentário sobre o SARS-CoV-2 em Wuhan. É assinado por Ai Weiwei. A metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, onde terá surgido este coronavírus, foi a primeira cidade a ser fechada pela pandemia e assistiu a um confinamento sem precedentes.

O artista chinês exilado em Londres apresenta um ângulo comovente da resposta chinesa à pandemia e do cidadão comum de Wuhan.

Tenho que fazer isto remotamente. Felizmente, temos muitos colegas, amigos, artistas, sócios e parceiros mais antigos que estão presos na cidade. Comecei a conversar com eles e pedi que filmassem as suas vidas, com câmaras, se tivessem iPhones ou se precisassem de algo pequeno...apenas para gravar as suas vidas.
Ai Weiwei 
Artista chinês
 

O filme oferece um ângulo raro sobre a experiência dos pacientes com Covid-19, mas a exibição do documentário está proibida na China.

 

02
Fev21

Sete sinais de que já poderá ter estado infetado com o novo coronavírus

Niel Tomodachi

A pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, já destabilizou milhões de vida em todo o mundo.

naom_60190b7465878.jpgampla variedade de sintomas e complicações médicas associadas à doença não só afeta a saúde física e mental dos indivíduos, como tende a ter um impacto duradouro no bem-estar geral, de acordo com informações divulgadas pela prestigiada Mayo Clinic, nos Estados Unidos. 

Em termos médicos, pessoas que sofrem de efeitos prolongados da Covid-19 ou de 'Covid persistente' parecem nunca ter recuperado completamente do vírus, mesmo meses após a infeção

Por outro lado, e tendo em conta que por sua vez alguns pacientes contraem o vírus e recuperam rapidamente, eis, segundo a Mayo Clinic, alguns sinais de que já poderá ter sofrido de Covid-19 ou que está a sofrer de 'Covid persistente'. 

Falta de ar ou dispneia

Apesar de sofrer de falta de ar ser um sintoma comum de Covid-19, a Mayo Clinic aponta que pode ser também um sinal de 'Covid persistente'. A clínica sugere que o SARS-CoV-2 pode causar danos nos pequenos sacos de ar presentes nos pulmões, o que pode resultar em problemas respiratórios a longo prazo. 

Tosse seca persistente

A American Lung Association afirma que a Covid-19 pode causar danos graves nos pulmões, o que faz com que muitos indivíduos sofram de tosse seca persistente mesmo meses após terem tido a doença.

Fadiga

Exaustão em pacientes com Covid é muito diferente do cansaço habitual que sentimos no dia-a-dia. Não só a fadiga relacionada à Covid-19 impacta significativamente na realização de atividades físicas, como retira a capacidade de funcionar mentalmente. 

Dor no peito

Segundo a Mayo Clinic, os doentes a longo prazo podem experienciar uma pontada ou sensação de ardor na zona do peito. Tal ocorre devido à inflamação provocada nas paredes do peito pela infeção do SARS-CoV-2. 

Perda de olfato e de paladar

A perda de olfato e de paladar ou anosmia é um dos sintomas mais comuns da Covid-19. Adicionalmente, muitos indivíduos que recuperam da doença continuam a sofrer da condição. 

Palpitações no coração

De acordo com a Mayo Clinic, palpitações cardíacas equivalem à "sensação de batimento cardíaco acelerado e intenso". Um estudo publicado no JAMA Cardiology, apurou que 78% dos pacientes recuperados reportaram ter "uma impressão no coração", enquanto 60% apresentavam uma inflamação do miocárdio. 

Confusão/'nevoeiro' mental

Muitos pacientes com Covid-19 também reportam sintomas neurológicos. Segundo um estudo publicado no medRxiv, 58% dos indivíduos com 'Covid persistente' relataram sinais de 'nevoeiro' ou confusão mental. Além disso, foram reportadas outras condições neurológicas tais como perda de memória e privação do sono. 

 

02
Fev21

Há um novo site que permite marcar testes rápidos à Covid-19 em todo o País

Esta plataforma permite o fácil agendamento em mais de 60 locais de norte a sul de Portugal.

Niel Tomodachi

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Decidir realizar um teste rápido à Covid-19 é simples, mas saber onde e como o fazer é mais complicado. A pensar nisso, nasceu um site que permite a marcação destes testes em 62 locais espalhados pelo País. Além disso, inclui a possibilidade de serem feitos aos domicílios e em empresas.

Lançada a 2 de fevereiro, a plataforma www.covidtesterapido.pt junta os postos disponíveis em cada distrito, e nos quais é possível fazer o teste rápido de antigénio, através de uma zaragatoa, aprovado pelo Infarmed e pela Direção-Geral da Saúde, que apresenta desempenhos acima de 93 por cento. 

“Em função da minha atividade enquanto treinador de rugby, tive a oportunidade de tomar conhecimento e contacto com este tipo de testes desde cedo. Em conversa com a minha mulher, que é médica e fundadora deste projeto, sempre falamos no papel importante que os testes rápidos de antigénio poderiam ter, sendo uma forma muito eficaz de ajudar ao controlo da pandemia”, começa por explicar João Monteiro, autor da iniciativa, numa nota à qual a NiT a teve acesso.

Para o casal, o problema estava, sobretudo, em dois pontos: a falta de informação sobre estes testes e a falta de acesso. “Com este site pretendemos informar mais as pessoas e liberalizar o acesso aos testes”, esclarece.

O teste antigénio, que é feito com recurso a zaragatoa, é feito em cerca de dois a três minutos e os resultados são apresentados em 15. Depois da sua realização, é enviado um relatório médico a todos os casos positivos.

(S)

23
Jan21

Guia de apoio de subsídios a pais com os filhos até 12 anos em casa

Niel Tomodachi

Quem tem direito, onde aceder e quais os montantes contemplados no subsídio de assistência a filho menor devido a encerramento de escola. Veja quais os passos que deve cumprir

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Todos os estabelecimentos de ensino estão fechados a partir desta sexta-feira, 22 de janeiro, e os pais com filhos de 12 e menos que não podem ter acesso ao teletrabalho podem aceder ao subsídio de apoio que permite cobrir as faltas laborais.

Um apoio extraordinário criado em março de 2020 e para a primeira fase do confinamento e que agora regressa por, pelo menos 15 dias, o período de pausa letiva que será reavaliado aquando dessa data. As férias escolares de emergência que agora são criadas serão depois compensadas nas férias de carnaval, páscoa e verão.

Veja abaixo todas as regras de acesso ao subsídio.

Quem tem direito: Todos os trabalhadores por conta de outrem, independentes e os que cumprem serviço doméstico, desde que inscritos na Segurança Social. Acede quem tenha de faltar ao trabalho por assistência inadiável a filho ou dependente a cargo, que lhe permite receber 66%, ou seja 2/3 da remuneração base, com um limite mínimo de 665 e um máximo de 1995 euros. Quem está em teletrabalho não tem direito a esta prestação.

Candidaturas: Apenas um dos progenitores se pode candidatar a este subsídio, e esse valor é fixo independente do número de descendentes que compõem o agregado familiar

Como pedir: Para ter acesso a esta prestação, o progenitor deve preencher a declaração do Modelo GF88-DGSS (que pode ver aqui) e entregá-la na entidade empregadora. O pagamento será feito pela Segurança Social e pela empresa em partes iguais, sendo esta a avançar com o montante.

(S)

13
Jan21

Covid-19: Livrarias voltam a fechar, mas podem vender ao postigo

Niel Tomodachi

As livrarias vão voltar a encerrar, a partir das 00:00 de sexta-feira, em Portugal Continental, mas vão poder vender ao postigo, de acordo com as novas medidas de combate à pandemia de covid-19, hoje anunciadas pelo Governo.

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Em conferência de imprensa, realizada em Lisboa, o primeiro-ministro, António Costa, apresentou as regras de um novo período de confinamento, que passam pelo encerramento de todo o comércio, "salvo estabelecimentos autorizados".

"Ficam suspensas as atividades de comércio a retalho e de prestação de serviços em estabelecimentos abertos ao público, com exceção daquelas que disponibilizem bens ou prestem serviços de primeira necessidade ou outros considerados essenciais", lê-se no comunicado do Conselho de Ministros, que decorreu hoje à tarde.

Em março do ano passado, quando foi decretado o estado de emergência e a obrigatoriedade de as livrarias fecharem portas, foi-lhes permitido estarem abertas se fizessem as vendas através de um postigo, medida que a ministra da Cultura, na altura, justificou, por considerar que os livros são também um bem de primeira necessidade.

Questionado sobre se essa possibilidade estava acautelada neste novo confinamento, o Ministério da Cultura confirmou à agência Lusa que as livrarias vão poder vender ao postigo.

Entretanto, António Costa remeteu para quinta-feira o anúncio de "um conjunto de medidas de apoio aos setores que são particularmente atingidos", a serem apresentadas pela ministra da Cultura e pelo ministro da Economia.

Contactada pela Lusa, a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) escusou-se para já a comentar as medidas anunciadas, preferindo esperar para conhecer todas as regras e apoios previstos para o mercado livreiro.

O anúncio de hoje vai agravar a situação de um setor que ainda não tinha conseguido recuperar da crise que atravessa por causa do período em que estive encerrado, levando muitas livrarias e editoras ao limite da sobrevivência.

De acordo com os últimos dados relativos à venda de livros em Portugal, disponibilizados pela consultora Gfk, no final de outubro o setor livreiro tinha recuperado algum fôlego da queda abrupta que registou devido à pandemia, mas ainda assim continuava com uma quebra de 15,8%, o que significava perdas no valor de 7,5 milhões de euros.

Entre 19 de março e 2 de maio, o país esteve em situação de estado de emergência, que transitou imediatamente para a situação de calamidade, e o mercado caiu a pique.

Para tentar ajudar o setor, em abril, o Ministério da Cultura anunciou o lançamento de um programa no valor global de 400 mil euros -- reforçado mais tarde com cerca de 36 mil euros -, para aquisição de livros, a preço de venda ao público, dos catálogos das editoras e livrarias, até um máximo de cinco mil euros por editora e livraria, a serem distribuídos pela Rede de Ensino de Português no Estrangeiro e Rede de Centros Culturais.

A este valor acresceram 200 mil inscritos em orçamento para compra de livros para bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, privilegiando as livrarias de proximidade.

Estas medidas não foram bem recebidas pela APEL, que considerou não se aproximarem daquilo que os editores e livreiros tinham proposto, nem resolver os seus problemas.

Segundo a Gfk, os dados relativos às vendas de livros em lojas físicas, entre a segunda semana de março e a última de maio, revelam uma perda de 16,1 milhões de euros (de 28 milhões em 2019, para 11,9 milhões em 2020), o que se traduziu numa quebra de 57,6%.

A partir do final de maio e até ao final de setembro, verificou-se uma recuperação e os valores entrados alcançaram os 39,6 milhões de euros, mesmo assim, menos 7,5 milhões do que em igual período do ano anterior.

Fazendo a avaliação total dos primeiros nove meses de 2020, os mais recentes disponíveis, o mercado livreiro português registou perdas no valor de 23,3 milhões de euros, face a 2019 (de 102,2 milhões para 78,9 milhões).

 

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