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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

21
Jan22

Cineastas querem reinventar Harry Potter com elenco transgénero, não binário e multirracial

Niel Tomodachi

Para esta nova versão da saga é mesmo pedido que o ator seja "não branco". Harry vai deixar de ser o protagonista. J.K. Rowling ainda não terá dado autorização.

Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson – que deram vida a Harry Potter, Ron Weasley e Hermione Granger, respetivamente, na saga Harry Potter

Criaturas de várias formas e cores marcam presença no mundo mágico de Harry Potter, porém a ausência de diferentes identidades de género, etnias ou orientações sexuais é notório. Com este pretexto, cineastas nos Estados Unidos querem reinventar os filmes de Harry Potter. Todos os géneros podem fazer o casting, contudo para alguns papéis é obrigatório ser, entre outros, “não branco”, como para interpretar Sirius Black.

O propósito é refletir a diversidade que há dentro da comunidade de fãs nas personagens que eles tanto amam, introduzindo pessoas de cor, histórias queer e personagens com diferentes religiões”, sublinhou a responsável pelo projeto e estrela de TikTok Megan Mckelli, ao Daily Mail.

A decisão surge entre as acusações de transfobia que envolvem J.K. Rowling, que esteve na mira dos críticos quando disse que as mulheres são “pessoas que menstruam”. Os produtores poderão enfrentar uma luta judicial com a escritora, que possui os direitos de autor dos filmes, já que ainda não é claro que ela tenha aceitado os planos.

O guião traz algumas novidades. Harry não será o protagonista; a mãe Lily Evans deverá ser “uma mulher trans ou não binária”; o papel do pai, James Potter, deverá ser entregue a um ator não caucasiano: “asiático, negro, afrodescendente, com ambiguidade étnica, multirracial, latino, hispânico, do Médio Oriente, do sul asiático, indiano ou ilhas do Pacifico”, especifica o jornal; enquanto que para Remus Lupin, por exemplo, não é pedida nenhuma caraterística específica.

Os cineastas pretendem que esta nova versão dos filmes, a ser transmitida como websérie, comece a ser gravada no início do verão deste ano. Porém, não se sabe quando será exibida.

Agora, enquanto esperam uma resposta de Rowling, os cineastas têm já em campo uma agente, Hannah Schill, para os ajudar a recrutar um elenco à medida.

 

21
Jan22

O estranho caso da loucura de Louis Wain: o pintor que dedicou a vida aos gatos

Niel Tomodachi

Viveu na pobreza e acabou internado num hospital psiquiátrico. É a figura central do novo filme de Benedict Cumberbatch, que estreia esta semana em Portugal.

Louis Wain tinha 23 anos quando assumiu a relação com Emily Richardson, a governanta da casa onde vivia com as cinco irmãs. O facto de ser 10 anos mais novo do que a mulher com quem casaria provocou um pequeno escândalo na comunidade.

Casaram em 1883, mas a alegria do matrimónio durou pouco. Emily adoeceu pouco tempo depois, vítima de cancro da mama, e coube a Wain ajudá-la durante o período de doença prolongada.

Foi para a animar que puxou do seu caderno e se dedicou a ilustrar Peter, o gato doméstico que lhes fazia companhia. O animal preto e branco é a figura de muitas das suas obras iniciais focadas nos gatos. Foi através dele que descobriu o talento que o tornou mundialmente famoso.

As ilustrações de gatos com a assinatura de Wain haveriam de conquistar o seu espaço em livros e jornais britânicos. E mais de 80 anos após a sua morte, o artista tem direito à sua própria biografia cinematográfica em “A Vida Extraordinária de Louis Wain”, onde o papel principal é entregue a Benedict Cumberbatch.

A produção da Amazon Studios é assinada por Will Sharpe e acompanha a vida de Waine, que contracena com Claire Foy (“The Crown”) no papel de Emily Richardson. Conta ainda com aparições de Taika Waititi, Nick Cave — conhecido fã de Wain — e Olivia Colman. O filme estreia esta quinta-feira, 20 de janeiro, nos cinemas portugueses.

As caricaturas do animal de estimação deveriam ter-se mantido secretas. Eram feitas apenas para animar Richardson, mas acabaram nas mãos dos editores de Wain, que adoraram os retratos e avançaram com algumas peças para impressão. Um pedido especial resultou na criação de uma das suas obras mais conhecidas, “A Kitten’s Christmas Party”, que incluía mais de 150 gatos e foi publicada no “The Illustrated London News”.

As pinturas de gatos elevaram-no a um estatuto de celebridade, algo que nunca havia acontecido em tantos anos de trabalho como ilustrador freelancer, habituado a pintar cenários de casas e de animais a pedido. A convivência com Peter, o gato de Emily, levou-o a descobrir o seu verdadeiro talento.

Os retratos dos gatos ganharam uma vida própria. Rapidamente se transformaram em seres que andavam em duas patas e imitavam atividades humanas, jogavam cartas, críquete, bebiam e comiam. O tom humorístico e as expressões faciais humanas dadas aos animais foram um incrível sucesso

Os desenhos tornaram-se tão populares que não havia casa que não tivesse um par de gatos de Wain. “Ele criou os seus próprios gatos. Inventou um estilo de gato, uma sociedade, um mundo só de gatos”, escreveu sobre o ilustrador o famoso autor britânico H.G. Wells.

A fama era estranha a Wain. Nasceu com um lábio leporino e só começou a frequentar a escola com apenas 10 anos, apesar de raramente marcar presença. Acabaria por fazer uma formação em artes numa escola de Londres, onde chegou a ser professor, antes de procurar um novo emprego que o ajudasse a suportar financeiramente a família.

Era o mais velho de cinco irmãs solteiras e, após a morte do pai em 1880, tornou-se ele o homem da casa. Seria sobre ele que caía a responsabilidade de pagar todas as despesas das irmãs — que nunca casaram — e da mãe.

O seu jeito para o desenho foi requisitado por vários jornais, numa altura em que não era possível reproduzir fotografias nas suas páginas. Mas foi através de uma relação criticada com a governanta que encontrou o seu maior sucesso e a sua maior mágoa.

O cancro de Richardson haveria de ser fatal. Emily morreu em 1887, quatro anos depois do casamento. Apesar do reconhecimento, a depressão e a ansiedade tomaram conta da vida de Wain.

Viúvo e responsável por apoiar o resto da família, Wain penou. Era descrito como um homem modesto e ingénuo, que era habitualmente enganado em quase todos os negócios. Apesar do sucesso, o dinheiro mal chegava para pagar as contas.

A sua felicidade eram os gatos, os retratos coloridos e animados que fazia e que ajudaram também a proteger, de certa forma, os animais. Isto numa época em que poucos se preocupavam com quaisquer direitos que pudessem ter. O britânico fez parte de várias associações de apoio aos animais. Foi inclusivamente o presidente do National Cat Club.

Os seus desenhos percorreram o mundo, das paredes de hospitais a livros de crianças e até postais. Contudo, a depressão nunca o largou e os primeiros anos do século XX ficaram marcados por mudanças comportamentais inexplicáveis.

Wain começou a demonstrar um comportamento ocasionalmente violento e, aos 64, acabaria por ser internado num hospital psiquiátrico, na ala dedicada aos pobres. Marie, a sua irmã mais velha, tinha 34 anos quando foi internada pelos mesmos motivos — e morreria 12 anos depois, em 1913.

Além da fama pelas suas obras incomuns, Wain haveria de ser alvo de estudo pela forma como a doença mental influenciou a sua pintura. É hoje analisado em muitos livros de psicologia, com muitos especialistas a fazerem um diagnóstico de esquizofrenia, sobretudo assente numa análise da sua obra.

Os gatos de Wain ganhavam vida e feições humanas
 
 

Os gatos tornaram-se mais coloridos, mais abstratos, num corte radical com a linha de obras anteriores. Durante décadas, os seus problemas psicológicos foram atribuídos precisamente à sua relação íntima com os gatos. Apesar de nunca ter sido comprovada uma ligação, acreditava-se que a toxoplasmose — doença provocada por um parasita que se encontra nas fezes dos gatos — podia potenciar o surgimento da esquizofrenia.

Wain acabaria por passar o resto da sua vida em hospitais psiquiátricos, mas com a ajuda de vários notáveis, encontrou refúgio em lares mais confortáveis, longe das alas destinadas aos mais desfavorecidos. Continuou a pintar em Napsbury, no norte de Londres, onde tinha a companhia de dezenas de gatos.

O diagnóstico de esquizofrentia tem, no entanto, sido contestado por vários especialistas, que apontam noutra direção: Wain poderia ser autista. É o caso de Michael Fitzgerald, psiquiatra que em 2001 publicou um artigo a que analisava a mente de Wain através da pintura.

“Louis Wain não tinha esquizofrenia mas sim síndrome de Asperger. É muito fácil confundir alguém com crenças bizarras com esquizofrenia e pensar que essas crenças configuram um transtorno do pensamento”, escreveu. “[Wain] não mostrou qualquer deterioração na sua aptidão como pintor e isso manteve-se até ao fim da sua vida.”

Embora confirme tratar-se de um indivíduo “excêntrico, porém brilhante”, frisa que era um “homem solitário”, frequentemente “maltratado na escola”, tal “como acontece com muitas pessoas com Asperger”. “Ele era muito ingénuo e sim, passou por uma fase de paranóia psicótica, tal como Isaac Newton, mas o diagnóstico fundamental continua a ser Asperger — habitualmente confundido com esquizofrenia em adultos.”

Wain acabaria por morrer aos 78 anos, em 1939.

 

08
Jan22

Rooney Mara vai ser Audrey Hepburn em novo filme biográfico

Niel Tomodachi

Luca Guadagnino, o realizador de "Call Me By Your Name", estará atrás das câmaras no biopic da Apple.

A atriz Rooney Mara vai dar vida à estrela icónica Audrey Hepburn num novo biopic a ser produzido pela Apple. Segundo a “Entertainment Weekly”, o realizador de “Call Me by Your Name” e “Suspiria“, Luca Guadagnin, vai estar por detrás das câmaras.

A longa-metragem será feita para os estúdios da Apple mas não são conhecidos ainda muitos detalhes, lembra a “EW”. Michael Mitnick, que foi o produtor executivo da HBO e que já trabalhou com Guadagnino estará a escrever o filme sobre a vida de uma das mais famosas e icónicas estrelas de Hollywood.

Rooney Mara, que é também casada com Joaquin Phoenix, já foi nomeada aos óscares pelas suas prestações em “Millennium 1: Os Homens Que Odeiam as Mulheres” e “Carol“.

Entretanto, carregue na galeria para conhecer os principais candidatos aos Óscares de 2022.

 

30
Dez21

Movie: "O Professor Bachmann e a Sua Turma" (Herr Bachmann und seine Klasse)

Estreia 03.02.2022

Niel Tomodachi

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SINOPSE:

Em Stadtallendorf, cidade alemã com uma história complexa no que concerne à integração e exclusão de estrangeiros, o professor Dieter Bachmann oferece aos seus alunos a chave para o sentimento de pertença. Com idades entre os 12 e os 14 anos, os estudantes são provenientes de doze países diferentes e alguns ainda não dominam a língua alemã. Bachmann está empenhado em inspirar estes cidadãos-em-construção com o sentido de curiosidade para que tenham vontade de desenvolver um vasto conjunto de saberes, disciplinas, culturas e opiniões.

 

29
Dez21

“Morte no Nilo” já tem póster e trailer

Niel Tomodachi

Acaba de ser revelado o mais recente trailer e poster de MORTE NO NILO, o novo filme da 20th Century Studios. Este conto de paixão e ciúme, realizado e protagonizado por Kenneth Branagh, cinco vezes nomeado para Prémios da Academia, e que apresenta um extraordinário elenco de estrelas, estreia nos cinemas em fevereiro de 2022.

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Baseado no romance de 1937 de Agatha Christie, MORTE NO NILO é um ousado thriller de mistério sobre o caos emocional e as consequências mortais desencadeadas pelo amor obsessivo.

Morte no Nilo reúne a equipa de cineastas por detrás do sucesso mundial de 2017, Um Crime no Expresso do Oriente e é protagonizado pelo cinco vezes nomeado ao Óscar, Kenneth Branagh, no papel do icónico detetive, Hercule Poirot. A ele junta-se um elenco de suspeitos, que inclui: Tom Bateman, a quatro vezes nomeada ao Óscar Annette BeningRussell BrandAli FazalDawn FrenchGal GadotArmie HammerRose LeslieEmma MackeySophie OkonedoJennifer Saunders e Letitia Wright.

As férias do detetive belga, Hercule Poirot, no Egito, a bordo de um glamoroso navio cruzeiro transformam-se numa procura terrível por um assassino quando a lua de mel idílica de um casal perfeito é tragicamente interrompida. Situado num cenário épico de paisagens desertas arrebatadoras e as majestosas pirâmides de Gizé, este conto de desenfreada paixão e ciúme incapacitante apresenta um grupo cosmopolita de viajantes impecavelmente vestidos, e voltas e reviravoltas suficientes para deixar o público expectante até ao chocante desfecho final.


Filmado no final de 2019, com câmaras Panavision de 65 mm, MORTE NO NILO transporta o público para a década de 30, recriando muitos dos locais que serviram de inspiração para o glamoroso thriller da alta sociedade de Agatha Christie.

A Disney comprometeu-se com um lançamento cinematográfico exclusivo de MORTE NO NILO. O presidente de produção da 20th Century Studios, Steve Asbell, refere: “A visão elegante e arrebatadora de Ken para esta história clássica merece ser vista na maior tela possível. Estamos muito orgulhosos deste filme, do nosso elenco brilhante e do trabalho fantástico que trouxe MORTE NO NILO para o grande ecrã. Sabemos que o público mal pode esperar para conhecer a próxima aventura de Hercule Poirot e estamos entusiasmados em continuar a trabalhar com o Ken, enquanto ele cede a sua visão incrível de narrativa ao mais recente filme deste famoso franchise”.
 
James Prichard, presidente e CEO da Agatha Christie Ltd., diz: “Mais de 100 anos após a publicação do primeiro romance de Agatha Christie, as suas obras de ficção policial permanecem imensamente populares e continuam a ser descobertas de novo por pessoas de todo o mundo. Estou emocionado pela Disney e os nossos parceiros acreditarem neste franchise, que ajudou a introduzir milhões de novos fãs nas obras clássicas de Agatha Christie. Estamos honrados por fazer negócio com a Disney, Ken e todos os que se dedicam a preservar o longo legado desses títulos para as gerações futuras.
 

 

 
29
Dez21

Já pode ver o novo trailer de “Uncharted”, com Tom Holland e Mark Wahlberg

Niel Tomodachi
A famosa saga de videojogos foi adaptada ao cinema. O resultado estreia em Portugal em fevereiro.

Tom Holland e Mark Wahlberg interpretam, respetivamente, Nathan Drake e Sully, em “Uncharted”, uma adaptação do videojogo homónimo que estreia nos cinemas portugueses a 17 de fevereiro. O novo trailer, repleto de ação, foi divulgado nos últimos dias.

Nas imagens partilhadas, o jovem Nathan é recrutado por Sully para recuperar um tesouro pirata esquecido durante séculos. Como esperado, a missão não será fácil e vai colocar, por várias vezes, a vida da dupla em risco. Um dos destaques do trailer é mesmo o bigode de Sully, imagem de marca do personagem que, inexplicavelmente, não existe neste filme.

O elenco da produção, realizada por Ruben Fleischer, inclui ainda Sophia Ali, Antonio Banderas, Tati Gabrielle, Patricia Meeden e Sarah Petrick. A narrativa é uma prequela da história dos videojogos.

 

29
Dez21

“Swan Song”: o filme que é um grande episódio de “Black Mirror” de puxar à lágrima

Niel Tomodachi

É um drama puro e duro com um brilhante Mahershala Ali no comando — e em dose dupla.

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E se a tecnologia nos desse o dom de podermos evitar a morte? Não da forma mais previsível, mas sim através de um golpe de teatro profundamente altruísta e doloroso? É essa a delicada decisão que Cameron (Mahershala Ali) tem que tomar ao saber que tem poucos meses de vida.

A personagem interpretada pelo vencedor de dois Óscares vive num futuro não muito distante do nosso e guarda um segredo que esconde da família, a mulher Poppy (Naomie Harris) e o filho de oito anos, Cory. Perante um diagnóstico de morte certa, Cameron esbarra numa solução tecnológica e aparentemente ilegal: uma empresa comandada por Jo Scott (Glenn Close), que opera algures num refúgio no meio da natureza, cria cópias perfeitas de pessoas, clones com todas as nossas memórias, anseios e desejos.

Cameron tem apenas que responder a uma questão: quererá substituir-se por uma cópia perfeita e indistinguível de si próprio, de forma a poupar a família à dor do luto? É este o dilema ético e pessoal que está no centro de “Swan Song”, a nova produção da Apple TV que estreou a 17 de dezembro e aposta no talento do jovem realizador irlandês Benjamin Cleary, vencedor do Óscar para melhor curta-metragem de 2015 com “Stutterer”.

Mais do que um filme de ficção, “Swan Song” é predominantemente um drama. A trama foca-se quase exclusivamente no plano sentimental e menos no debate ético e filosófico da criação de cópias humanas perfeitas — e foge sempre a uma análise mais profunda da essência humana. Seremos tão básicos que poderemos ser recriados em laboratório?

O potencial sucesso ou insucesso de semelhante manobra fica sempre por atestar, até porque Scott confessa a certa altura que a cópia de Cameron, a avançar, seria apenas a terceira troca levada a cabo graças a esta tecnologia. A componente de ficção dá um passo atrás para dar lugar a um drama profundo, ocasionalmente capaz de provocar um par de lágrimas.

A narrativa é conduzida através de flashbacks, à medida que a personagem de Mahershala Ali vai transferindo as suas memórias para Jack, nome de batismo da cópia, cuja única diferença física é um pequeno sinal na palma da mão. Aos poucos, é revelada a pitoresca história de amor de Cameron e Poppy, os traumas, as lutas, os momentos felizes.

Tudo se soma à decisão pesada que Cameron tem que tomar em contrarrelógio: a doença avança e ameaça deitar tudo a perder. Assim que a família desconfiar de que algo está errado, a troca não poderá avançar.

Apesar da ocasional leveza do argumento escrito igualmente por Cleary, é na prestação absolutamente envolvente de Mahershala Ali que se esconde o ouro de “Swan Song”, que nos dá uma dose dupla em Cameron e Jack. A interpretação recheada de nuance permite até que encontremos as pequenas diferenças entre o original e o clone, sobretudo nas discussões que são, na verdade, uma consciência singular a debater-se com ela própria.

Os pequenos pormenores funcionam todos a favor de “Swan Song”, da banda sonora discreta e imersiva à fotografia absolutamente deliciosa, passando pela química entre personagens — com especial destaque para a relação entre Cameron e Kate (Awkwafina), a paciente anterior que se torna na sua companhia na isolada casa de montanha onde os condenados à morte esperam penosamente pela sentença da natureza, enquanto os seus clones vivem a sua vida, ao lado dos familiares completamente alheios ao que se passa — mas abençoados (será?) por serem poupados ao luto.

“Swan Song” hesita por vezes no tipo de filme que quer ser. Molha o pé na ficção-científica pura e dura sem se debater com os temas mais complexos, brinca num flirt com o thriller — sobretudo ao deixar pequenas pistas de que as cópias poderão não ser tão perfeitas quanto se julgam —, mas acaba sempre por aterrar no puro drama. Não que seja uma má decisão, mas é o suficiente para transformar o que poderia ser um digno sucessor dos dramas de ficção — à imagem de “Her” — e um dos filmes do ano, apenas num bom e sólido filme.

Mais do que uma longa-metragem com aspirações aos Óscares — a prestação de Ali já deu início às conversas sobre a potencial nomeação —, “Swan Song” tem tudo para ser um enormíssimo e entusiasmante episódio de “Black Mirror”. Algo que dificilmente pode ser tomado como uma crítica.

 

18
Dez21

O novo filme de Natal que já está no top 5 da Netflix

Niel Tomodachi

Chama-se “Um Natal na Califórnia: As Luzes da Cidade” e é mais uma história para entrar no espírito da época.

As plataformas de streaming, e sobretudo a Netflix, têm apostado na estreia de filmes de Natal nas últimas semanas. Muitas dessas produções têm chegado às tendências do catálogo nacional da plataforma — e é o caso de “Um Natal na Califórnia: As Luzes da Cidade”.

Este filme estreou esta quinta-feira, 16 de dezembro, e neste momento já ocupa o quarto lugar do top 10 de tendências divulgado pelo serviço. Realizado por Shaun Paul Piccinino, foi escrito por Lauren Swickard, a atriz que protagoniza a história com o seu marido, Josh Swickard.

Na verdade, “Um Natal na Califórnia: As Luzes da Cidade” é a sequela de “Um Natal na Califórnia”, que estreou no ano passado na mesma plataforma de streaming. 

No enredo, Lauren e Josh Swickard interpretam, respetivamente, Callie, uma jovem do campo; e Joseph, um rapaz da cidade. Apaixonam-se e tentam adaptar-se às vivências um do outro — nomeadamente, Joseph tem de aprender a fazer trabalhos no campo.

Um ano depois, o rancho de Callie também tem uma vinha de sucesso. Joseph continua a ajudá-la no dia a dia. Logo no início do filme Joseph ajoelha-se e pede a namorada em casamento. Ela diz que sim.

Quando parece que vão simplesmente viver juntos e felizes para sempre, Joseph tem de regressar à cidade por causa de um problema relacionado com a sua antiga vida e a empresa da família. Callie vai com ele e é nesta viagem que fica a saber mais sobre o seu noivo — incluindo aventuras amorosas do passado que a vão deixar com algumas inseguranças.

A tensão vai estar presente no seio do casal ao longo do filme — sendo que, como é um filme de Natal, espera-se que termine tudo em bem. O elenco inclui ainda nomes como Ali Afshar, David Del Rio, Natalia Mann, Raquel Dominguez, Laura James e Noah James, entre outros.

 

15
Dez21

“The Hand of God”: o novo filme da Netflix é inspirado numa trágica história real

Niel Tomodachi

O realizador Paolo Sorrentino recupera o momento em que perdeu os pais, nos anos 80, para esta história.

O cenário é a Nápoles dos anos 80. No período que coincide com a transferência inesperada de Diego Maradona do Barcelona para a equipa italiana, um jovem aspirante a cineasta perde os pais graças a uma fuga de monóxido de carbono.

A história é real e é a de Paolo Sorrentino, o aclamado realizador napolitano responsável por filmes como “A Juventude” ou “A Grande Beleza”. O jovem, que na altura só se safou porque em vez de estar com os pais tinha ido ver um jogo do Nápoles, acabou por crescer com este trauma presente.

Mais de 20 anos depois do seu primeiro filme, quis abordar o assunto no cinema. O resultado é “The Hand of God”, que estreia esta quarta-feira, 15 de dezembro, na Netflix. A produção prolonga-se durante duas horas e dez minutos. Curiosamente, uma série criada por Sorrentino, “The Young Pope”, começou também a ser repetida desde o início na televisão portuguesa, no canal AMC. A transmissão arrancou a 9 de dezembro.

 

24
Nov21

“House Of Gucci” com Lady Gaga estreia-se esta quinta.

Niel Tomodachi

Gaga partilhou a primeira foto nos bastidores das filmagens em março, onde sobressai o glamour das duas personagens e as tendências dos anos 90 do século passado

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Depois da indicação ao Óscar com o filme Assim Nasce Uma Estrela (2018), a cantora está de volta às salas de cinema esta quinta-feira, 25 de novembro, com o lançamento de House of Gucci.

O projeto, que iniciou gravações em janeiro, é dirigido por Ridley Scott e protagonizado pelo italiano Maurizio Gucci (Adam Driver) e pela sua ex-mulher Patricia Reggiani (Lady Gaga) que, em 1996, foi julgada e condenada por planear o assassinato do ex-marido.

Al Pacino e Jared Leto vão interpretar, respetivamente, Aldo e Paolo Gucci, duas importantes figuras para o desenvolvimento da famosa marca.

Gaga partilhou a primeira foto nos bastidores das filmagens em março, onde sobressai o glamour das duas personagens e as tendências dos anos 90.

Qual é o enredo do filme?

Em 1972, Patrizia Reggiani, uma socialite italiana, casou-se com Maurizio Gucci – neto de Guccio Gucci, fundador da Gucci. Ao longo de 15 anos o casal, com duas filhas, batalhou para ter o controlo da marca italiana e tornarem-se numa referência de luxo e ostentação. Reggiani era apelidada, pela imprensa, de “Lady Gucci” e tinha como imagem de marca óculos escuros e jóias vistosas.

 

Anos mais tarde, já o casal estava divorciado, Maurizio vendeu a marca Gucci à Investcorp, sediada no Bahrein, por aproximadamente 172 milhões de euros – uma mudança necessária devido aos seus próprios fracassos no comando da empresa.

“Ainda me sinto uma Gucci – na verdade, a mais Gucci de todas”, afirmou Reggiani ao jornal La Repubblica em 2014.

Em 1995 deu-se o fatídico assassinato de Maurizio, com 46 anos, junto ao seu escritório de moda em Milão. Reggiani, que havia encomendado o crime, acabou condenada em 1998 e sentenciada a 26 anos de prisão. Ao fim de 13 anos e de uma tentativa de suicídio frustrada, teve a possibilidade de sair em liberdade condicional com a condição de arranjar um emprego.

“Nunca trabalhei um dia na minha vida. Não é agora que vou começar”, afirmou ao advogado, recusando a proposta.

Em 2016, cumprindo 18 anos de pena, foi libertada. Atualmente, a “Viúva Negra”, como também é conhecida, é sustentada por uma doação anual da propriedade de Maurizio, e ocasionalmente pode ser vista a passear pelas butiques de luxo da cidade com a sua arara de estimação, Bo, ao ombro.

 

A família Gucci lançou duras críticas ao filme

Patrizia Reggiani já se pronunciou sobre o filme e, mais concretamente, sobre Lady Gaga, que a vai interpretar: “Estou bastante aborrecida pelo fato de Lady Gaga estar a interpretar-me no novo filme de Ridley Scott sem sequer ter tido a perspicácia e a sensibilidade de se encontrar comigo”, afirmou à Ansa, uma agência de notícias italiana.

Por outro lado, parece que Al Pacino —indicado nove vezes ao Óscar — não foi, segundo Patrizia Gucci, citada pela agência de notícias AP, uma boa escolha para interpretar o seu avô, Aldo Gucci: “O meu avô era um homem bonito, como todos os Guccis, alto e de olhos azuis. Al Pacino não é alto, e, na foto, parece gordo, baixo, bem feio. Vergonhoso”.

A bisneta do fundador da Gucci foi mais longe e afirmou: “Eu falo em nome da minha família. Estamos todos dececionados. Eles estão a roubar a nossa história para lucrar, para beneficiar o sistema de Hollywood. Nós temos identidade e privacidade. Podemos falar sobre qualquer coisa, mas há limites que não devem ser ultrapassados”, concluiu.

 

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