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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

21
Nov22

Mamaminha: a exposição que aborda o cancro da mama de forma artística e descomplexada

Niel Tomodachi

Inês Carrelhas é artista têxtil e a responsável pelo projeto que "trata o tema sem tabus" e que promove "a aceitação do corpo".

O cancro continua a ser um tema cheio de tabus, mitos e que precisa de ser desmistificado. Os diagnósticos quase duplicaram nas duas últimas décadas e as previsões indicam que, em 2040, os novos casos serão 50 por cento superiores aos atuais e que, provavelmente, uma em cada cinco pessoas terá uma doença oncológica durante a vida.

Quando se trata da patologia que afeta a mama em particular, o assunto não é mais simples. Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de sete milhões de mulheres têm cancro da mama, tornando-o num dos tumores malignos mais mortais. No nosso País são detetados, anualmente, cerca de sete mil casos — 1.800 pessoas acabam por morrer. A doença não afeta apenas mulheres: na verdade, um por cento dos diagnosticados são homens.

“Eles também o têm, contudo, não falam abertamente sobre isso”, diz à NiT Inês Carrelhas de 58 anos. E fala por experiência. Inês é a responsável por um projeto que pretende sensibilizar o público para temáticas relacionadas com o cancro de mama. Ligada desde sempre à arte têxtil e tapeçaria, a artista construiu os alicerces da iniciativa “no decorrer de um processo da confirmação, integração, aceitação e cura de um cancro de mama”.

“Nesse momento, comecei a pensar que queria deixar uma obra e envolver mais pessoas com o mesmo problema”, começa por nos contar. Se há quem faça tricô para se entreter enquanto faz tempo, Inês ocupava-se com outros materiais. “Comecei a forrar os aros dos soutiens entre os corredores do Instituto Português de Oncologia (IPO) e a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa”, revela. O nome não podia ser mais claro: “chamei-lhe mamaminha”.

A inspiração é da artista têxtil, mas a envolvência é de vários e nada é feito por acaso. “Tudo começou em janeiro de 2018 com este objeto — a parte de metal do sutien”. Ao sentir um desconforto, apercebeu-se de um caroço (maligno). Começou, então, a pedir à amigas que os tirassem e que lhe dessem e deu início à obra alusiva ao cancro da mama.

Hoje, afirma ser um trabalho coletivo e itinerante e conta já com quatro exposições feitas. A quinta já começou e ainda vai a tempo de a visitar. Esqueça aquela ideia das tradicionais mostras artísticas. Nesta qualquer pessoa que esteja  a passar pela mesma situação pode participar. Mamaminha foi inaugurada no sábado, 19 de novembro, a convite da Câmara Municipal de Castelo Branco. Poderá ser visitada no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, até 15 de janeiro de 2023.

“Não é só uma exposição de arte têxtil, mas também é um trabalho de inclusão que dá oportunidade, através de uma experiência plástica —  um workshop, como gostam de chamar, ainda que considere ser mais um atelier — de um exercício de reconstrução e de aceitação do corpo”.

O momento é gratuito e acontece aos fins-de-semana segundo a inscrição através do contacto +351 910180099 e do email ines.carrelhas@gmail.com. Têm a duração de 6 a 9 horas, divididos em 2 ou 3 dias com horários flexíveis dentro do horário do museu em datas a agendar.

 

Inês considera esta experiência um lado interessante do projeto, através da qual se faz um molde do busto em ligadura de gesso, para exposição. “Acaba por ser um trabalho catártico”, garante-nos a artista, “de reconhecimento e aceitação”, onde se partilhará com outras mulheres, através da arte, uma experiência lúdica e emocional à volta do seu próprio corpo.

Isto, porque “o tema tem de ser falado, sem tabus”. “É preciso que o cancro deixe de ser um bicho de sete cabeças e que consigamos pegar nele, desmistificá-lo e tirar-lhe as cabeças”. Para os homens “o tema ainda é ainda mais importante”.

“Muitos dos que têm não querem falar assumidamente”, diz-nos empreendedora. Com o objetivo de tornar o assunto mais leve, Inês criou uma página de Instagram e partilhou já o testemunho deste outro lado. “O cancro de mama existe e esta é a forma que lhe dou para que esta dor seja transformada em Arte”, afirma.

Mamaminha teve a sua primeira exibição em 2020 no MUHNAC – Museu Nacional de Hisória Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, seguindo, em 2021, para o The Passenger Hostel, na Estação de São Bento, no Porto e para o MIAT – Museu Industrial Artesanal Têxtil, em Mira de Aire. Em 2022 também passou pela Biblioteca Municipal de Portalegre. “A cada exposição há uma nova peça e, como não é uma mostra estática, está sempre a crescer e a mudar”.

A mais recente — Somos todas Marias — é composta pelo busto de oito mulheres. As instalações podem ser colocadas de forma diferente, mas o compromisso com a arte e com a causa nunca deixa de estar presente. A quinta edição é constituída por oito instalações realizadas por Inês Carrelhas em materiais têxteis, fios, papel, compressas, gesso e arames de soutiens e duas obras do artista convidado.

Sim, porque, sendo este um projeto agregador, a artista pretende em cada novo espaço criar uma nova peça, convidar um artista local a integrar a exposição e continuar o trabalho dos ateliers maria.mamaminha. Neste caso, o artista convidado é o pintor João Gama.

“O olhar sobre a situação, e principalmente sobre o seu sofrimento e isolamento está presente no inconsciente da Inês Carrelhas”, lê-se em comunicado. Esta exposição poderá ser visitada no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, de 20 de novembro de 2022 até ao dia 15 de janeiro de 2023, de terça-feira a domingo, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas. Inês convida todas as mulheres e homens que tenham sofrido de cancro da mama a fazer mais do que ver: participar e trabalhar as suas cicatrizes.

 

03
Nov22

A corrida mais rosa do País está de volta a Lisboa. Tony Carreira é o padrinho

Niel Tomodachi

A Corrida Sempre Mulher acontece no dia 13 de novembro e pretende apoiar as mulheres diagnosticadas com cancro da mama.

Depois da prova a 10 de abril, a Herbalife Nutrition Corrida Sempre Mulher está de regresso a Lisboa, desta vez ao Parque das Nações. A iniciativa está marcada para o próximo domingo, 13 de novembro, às 10h30. O objetivo é correr ou caminhar para apoiar as mulheres diagnosticadas com cancro da mama. Tony Carreira é, novamente, o padrinho da atividade.

Além da corrida, o evento conta com uma caminhada em que os homens também podem participar. Neste momento, a inscrição na corrida custa 16€ e na caminhada 15€. Pode realizar o processo no site do evento, mas atenção: as inscrições terminam quando forem atingidas as 12 mil inscrições.

Se não quiser deixar o seu animal de estimação sozinho em casa, saiba que o pode levar consigo para o acompanhar durante as provas. Para tal, tem que o inscrever no escalão Team Pet. Todos os participantes vão ter consigo um kit de participação, que tem de ser levantado no Secretariado do Evento no Parque das Nações, nos dias 10, 11 e 12 de novembro.

Os fundos angariados pela prova revertem a favor da Associação Portuguesa de Apoio à Mulher Com Cancro da Mama, que desde 1999 se dedica ao diagnóstico precoce em oncologia, especialmente na mulher.

 

12
Abr22

Vem aí mais uma corrida exclusiva para mulheres

Niel Tomodachi

As inscrições para a EDP Corrida Mulher já estão abertas. O evento tem uma vertente solidária para apoiar o IPO do Porto.

O já tradicional corrida portuense está de volta e pretende reunir milhares de mulheres por uma causa solidária: a luta contra o cancro da mama. Parte do valor das inscrições da EDP Corrida da Mulher volta a reverter para o IPO do Porto.

Tal como muitas outras iniciativas, esta a corrida exclusiva para o sexo feminino também esteve suspensa durante dois anos, devido à pandemia de Covid-19. Pelo meio aconteceu uma edição online, mas a última, em estrada, teve lugar em 2019 e reuniu mais de 22 mil participantes.

A edição deste ano da EDP Corrida da Mulher volta a ter partida e chegada na Alameda das Antas, junto ao Estádio do Dragão. O início está marcado para as 10 horas. O percurso pode ser realizado a correr ou a caminhar e tem uma extensão de cinco quilómetros.

A prova destina-se exclusivamente a mulheres e é aberta a todas as faixas etárias. Desde a sua primeira edição, a EDP Corrida da Mulher já juntou mais de 224500 mulheres em homenagem a todas as que estão a lutar ou lutaram contra o cancro da mama.

As inscrições para a corrida mais feminina do ano estão disponíveis através do site da organização. Os preços variam entre os 9€ e os 15€, consoante a data de inscrição. Por cada mulher inscrita na corrida será doado 1€ ao IPO Porto.

Os kits e dorsais serão entregues no Centro Comercial Alameda Shop & Spot nos dias 20 e 21 de maio, entre as 10 horas e a meia-noite. A organização oferece uma T-shirt alusiva ao evento, mas não se esqueça que o restante equipamento é igualmente importante. 

 

05
Mar22

Vai poder fazer gratuitamente o rastreio do cancro da mama em Lisboa

Niel Tomodachi

A Câmara Municipal de Lisboa e Liga Portuguesa Contra o Cancro promovem o despiste grátis da doença até julho.

Viver a experiência de receber o diagnóstico do cancro da mama é algo devastador, não só para o doente oncológico, como para quem o rodeia. Estima-se que em Portugal foram diagnosticados, em 2020, cerca de 7.000 novos casos de cancro da mama e que 1.800 mulheres morreram com esta doença. O diagnóstico precoce é, por isso, fundamental para reduzir as hipóteses de mortalidade.

Com o objetivo de sensibilizar para a importância da deteção precoce desta patologia, o Programa de Rastreio de Cancro da Mama cobre atualmente várias regiões do país e utiliza sobretudo unidades móveis para realizar mamografias a mulheres entre os 50 e 59 anos inscritas nos centros de saúde. O despiste é realizado de dois em dois anos, por convocatória, a mulheres elegíveis.

De 3 março a 13 de julho, uma destas unidades móveis irá fazer rastreios gratuitos junto ao Centro de Saúde de Sete Rios, de segunda a sexta-feira, das 9 horas às 13 horas e das 14 horas às 18 horas.

 

31
Out21

OUTUBRO ROSA | 6 LIVROS ESSENCIAIS PARA (AJUDAR A) COMBATER O CANCRO DA MAMA

Texto by Bertrand

Niel Tomodachi

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Em outubro, enquanto as folhas das árvores se pintam de laranja, as redes sociais pintam-se de cor-de-rosa. Conhecido como "Outubro Rosa" (Pink October), este movimento importado dos Estados Unidos da América na década de 90, tem como objetivo "homenagear as mulheres com cancro da mama, sensibilizar para a prevenção e diagnóstico precoce e apoiar a investigação nesta área" (Liga Portuguesa Contra o Cancro). Ao longo do mês, é assinalado com três datas importantes - o Dia Mundial do Cancro da Mama Metastático a 13 de outubro, o Dia da Saúde da Mama a 15 de outubro e o Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama a 30 de outubro. 

 

Porquê o cancro da mama?

Segundo os dados estatísticos mais recentes, o cancro da mama é o mais prevalente em Portugal, sendo diagnosticados mais de 6 mil novos casos por ano. Contudo, desde que diagnosticado e tratado precocemente, tem uma taxa de cura superior a 90%. Para isso poder acontecer, é fundamental que as mulheres estejam informadas acerca desta doença, e que saibam como a prevenir e detetar.

Sugerimos, por essa razão, seis livros que contribuem para uma maior sensibilização e conhecimento do cancro da mama.

1. Mama - Manual de instruções

Escrito pela cirurgiã Dra. Kristi Funk - uma das maiores especialistas mundiais nesta área -, Mama - Manual de instruções tem como foco a prevenção e desmistificação do cancro da mama (sabia que o fator hereditário conta pouco?). Oferecendo uma série de estratégias para prevenir o cancro e para escolher o melhor tratamento possível caso este seja diagnosticado, é o guia indispensável para mulheres, de todas as idades, se protegerem e lutarem contra uma doença que pode ser prevenida, controlada e vencida.

 

2. Vida Anticancro

Escrito em colaboração entre o neurocientista David Servan-Schreiber e o médico oncologista Dr. Lorenzo Cohen, Vida Anticancro é o resultado de um dos maiores estudos feitos até hoje sobre o efeito do estilo de vida na prevenção e combate ao cancro. Centra-se naquilo a que os autores chamam a mistura dos seis, isto é, as seis áreas de intervenção preponderantes -  nomeadamente, a alimentação (os alimentos anticancro), o meio ambiente (ou seja, a redução de toxinas), o exercício físico, o combate ao stresse, o apoio social e o sono.

 

3. As que não morrem

Vencedor do Prémio Pulitzer 2020 na categoria de não ficção, As que não morrem é um testemunho de sobrevivência da aclamada poeta norte-americana Anne Boyer. Uma semana depois de fazer 41 anos, vivendo como mãe solteira, e com rendimentos modestos, foi diagnosticada com um agressivo tipo de cancro da mama. Para ela, a tragédia da doença foi também o despertar para uma nova perspetiva sobre mortalidade, dor e políticas de saúde marcadas por interesses económicos e desigualdades de género. Neste livro, reflete sobre estes e vários outros temas, sempre sem meias palavras.

 

 

 

4. 5 mudanças - Antes, Durante e Depois do Cancro

Segundo a OMS, um quarto da população portuguesa está em risco de desenvolver cancro até aos 75 anos. As taxas de sobrevivência à doença aumentam ano após ano, mas o que pode cada um de nós fazer para se prevenir ou evitar recidivas?  Em 5 Mudanças - Antes, Durante e Depois do Cancro, a nutricionista Magda Roma, fornece respostas muito concretas para quem está ainda a tempo de evitar um diagnóstico oncológico, mas também para quem se encontra numa fase pós-doença. À semelhança do Dr. Lorenzo Cohen, embora partindo de uma perspetiva focada na nutrição, a autora identifica cinco pilares que, na sua visão, sustentam a verdadeira mudança para uma vida mais equilibrada, saudável e feliz.

 

5. O que faço? Tenho cancro da mama

«Porquê a mim? O que faço agora? Como vou contar à minha família? Tenho de fazer quimioterapia? O meu cabelo vai cair?». O que faço? Tenho cancro da mama responde, numa linguagem clara e simples, a estas e a muitas outras perguntas, esclarecendo inúmeras dúvidas com as quais uma mulher com cancro da mama se depara.

 

6. Reconstrução mamária 

São cada vez mais as mulheres que sobrevivem a um cancro da mama, mas esta é apenas a primeira paragem de um longo caminho que estas mulheres vão percorrer e que poderá ter na reconstrução mamária a fase final. Com a leitura de Reconstrução mamária, irá encontrar as respostas às dúvidas mais frequentes sobre estes processos, bem como esclarecimentos sobre os possíveis procedimentos disponíveis no sistema de saúde ou com que profissionais de saúde se podem aconselhar aquelas que vão passar por estes momentos.

 

09
Out21

Mango lançou uma coleção solidária para apoiar investigação contra o cancro da mama

Niel Tomodachi

No ano passado, a marca conseguiu angariar mais de 175 mil euros, que foram inteiramente destinados à investigação contra a doença.

Em outubro de 2021, a Mango e a Fundação FERO voltam a unir forças por mais um ano na luta contra o cancro da mama. A marca espanhola lançou uma coleção solidária de peças de vestuário e acessórios, cujos lucros serão doados integralmente à organização que investiga esta doença.

Este lançamento coincide com o Mês de Consciencialização e Prevenção do Cancro da Mama, mas também com o Dia Internacional do Cancro da Mama, que se assinala a 19 de outubro.

mango
Duas propostas da linha solidária.
 

A linha solidária da Mango está desde 4 de outubro disponível online e numa vasta seleção de lojas em 20 países. É composta por três T-shirts, duas carteiras e uma bolsa da linha Woman, mas também por peças de vestuário na linha Mango Man. Tanto a roupa como os acessórios transmitem mensagens de força e esperança.

A coleção solidária lançada pela Mango no ano passado conseguiu angariar mais de 175 mil euros, que foram inteiramente destinados à investigação contra o cancro. A colaboração entre a marca espanhola e a Funcação FERO começou em 2008, quando as irmãs Penélope e Mónica Cruz desenharam uma T-shirt para colaborar na luta contra o cancro da mama.

 

 
08
Out21

Os sinais a que deve estar atenta (e como fazer o auto-exame) para evitar o cancro da mama

Niel Tomodachi

A idade é um fator a ter em conta, mas é importante não desvalorizar. E há uma forma bem simples de ir estando atenta.

O percurso da medicina é contínuo: nunca pára. É esse avanço que tem permitido que hoje em dia já seja possível enfrentar doenças que noutros tempos eram autênticas sentenças. O cancro é um desses casos em particular. A simples palavra por si só já intimida. E no caso das mulheres, o cancro da mama é mesmo o tumor mais prevalente no sexo feminino. Todos já teremos vivido de forma mais ou menos próximas diagnósticos de cancro da mama.

Atualmente, a medicina dá-nos cada vez mais ferramentas, mas há um fator em particular que continua a poder fazer toda a diferença: descobrir o problema o quanto antes. É por isso que é importante não o desvalorizar. Pode ser o mais prevalente entre as mulheres. Mas o “prognostico é favorável quando diagnosticado precocemente”, como explica à NiT Inês Morujão, cirurgiã geral no Hospital CUF Descobertas e na Clínica CUF Alvalade.

Com a saúde, não há dúvida: o melhor é mesmo estar atento. Felizmente, este é um daqueles casos em que essa atenção é tão importante que anto acessível.

Antes de mais, a especialista realça que o cancro da mama “pode parecer em idades jovens, mas é mais frequente nas mulheres pós-menopáusicas”. Atenção: é possível também haver homens diagnosticados com cancro da mama. “É raro. Corresponde a cerca de 1 por cento das neoplasias masculinas”. Infelizmente, “tende a ser diagnosticado em fases mais avançadas, por desvalorização dos sintomas”.

Inês Morujão salienta que um diagnóstico precoce são necessários três fatores: ir fazendo a fazer um auto-exame mamário, reconhecer os sinais de alerta e realizar exames mamários.

“O auto-exame mamário deverá ser ensinado numa consulta médica ou de enfermagem a partir dos 18 anos”, defende. “O objetivo é aprender a conhecer a mama normal para poder identificar alterações, como, por exemplo, um nódulo que surja de novo”.

Nas mulheres em idade fértil, a melhor altura para realizar o autoexame é uma semana após terminar o período menstrual. Nas mulheres pós-menopáusicas pode ser realizado em qualquer altura do mês”, especifica.

Inês Morujão realça que existem várias formas de realizar o autoexame:

— Deve ser realizado em duas posições diferentes, em pé de frente para o espelho e deitada.
— Devemos utilizar as polpas dos dedos onde temos maior sensibilidade e percorrer toda a superfície da mama incluindo aréola e mamilo.
— Observe descontraída os seios ao espelho, primeiro com os braços para baixo e depois levantados.
— Procure alterações no contorno da mama, zonas de endurecimento, nódulos, “covinhas” na pele, mudanças de cor na pele e mamilo.
— Sinta. Este último passo deverá repetir também na posição deitada, para ajudar a definir alguma alteração que tenha notado em pé.

Se notar alguma alteração de novo, não é preciso entrar em pânico mas, e isto é muito importante, não desvalorize: “deverá contactar o seu médico de imediato”, alerta a médica.

Os “caroços”, as tais “covinhas” da pele ou alterações de cor são já sinais de alerta importantes. A especialista salienta que há outros a ter em conta, como invaginação (quando o mamilo está recolhido para dentro) ou retração (um desvio da posição normal do mamilo), uma assimetria mamária mais clara, um corrimento mamilar unilateral e hemático (seja de sangue claro ou escuro) ou até mesmo uma ferida na mama recente sem história de traumatismo prévio.

Este não é um daqueles casos em que um dos sinais isolados se possa desvalorizar. “Perante a descoberta de pelo menos um destes sinais devemos procurar ajuda médica para clarificar e orientar o diagnóstico”. Nunca é demais repetir: “devemos ter sempre presente que quanto mais cedo procurarmos ajuda, maior a taxa de sucesso para a resolução do nosso problema”.

Quando se devem realizar os primeiros exames mamários? A especialista dá algumas indicações: entre os 35 e 40 anos se assintomáticas e sem história familiar de cancro de mama; se tem história familiar, pode realizar o exame 10 anos antes do diagnóstico do familiar mais novo; no caso de mulheres que já tenham passado pela menopausa, é importante realizar exames anualmente.

Na sua experiência clínica, Inês Morujão sente que, atualmente, “as mulheres, especialmente as mais jovens, estão mais informadas e procuram ajuda especializada quando surgem as primeiras queixas mamárias”. É precisamente aqui que o auto-exame mamário tem feito a diferença.

“Em idades mais avançadas, tendencialmente, assistimos a uma desvalorização dos sinais de alerta”, lamenta. A idade não só é um fator a ter em conta. Ignorar ou desvalorizar pode levar a um diagnóstico tardio. E aqui o tempo é essencial: quanto mais cedo se identificar o problema, maior será a taxa de sucesso. “Não adie a procura de ajuda perante sintomas”, pede a médica. Por si e por quem lhe é próximo.

 

23
Out20

Marcas de beleza juntam-se para ajudar na luta contra o cancro da mama

Niel Tomodachi

A Estée Lauder Companies volta a focar-se no seu movimento global para angariar fundos, educar e sensibilizar as pessoas para a doença.

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Nunca se está à espera de ouvir que se tem um cancro — esta já é, sem dúvida, uma das palavras mais temidas deste século. Mas outubro é o mês de prevenção do cancro da mama, o que faz dele o momento ideal para ir finalmente àquela consulta que tem andado a adiar. Vivemos tempos difíceis, é verdade, e a pandemia é uma realidade que impacta todas as pessoas afetadas pela doença, que enfrentam maiores riscos e vulnerabilidades. 

Com o principal objetivo de reafirmar a importância do apoio e da entreajuda e reforçar a investigação médica e o acesso generalizado a cuidados de saúde, Estée Lauder Companies, que engloba várias marcas de beleza reconhecidas internacionalmente, volta a dedicar-se à sua grande Campanha Cancro da Mama. O objetivo, esse, é só um e está resumido na hashtag do movimento: #TimeToEndBreastCancer, ou seja, acabar de vez com a doença.

A Estée Lauder Companies pretende unir e inspirar pessoas na sua missão de criar um mundo sem cancro da mama — um propósito que Evelyn H. Lauder colocou pela primeira vez em prática em 1992, com a co-criação do Laço Rosa, um símbolo universal da luta contra esta doença.

Este ano, por ser ainda mais importante inspirar ações, angariar fundos, sensibilizar e educar todos para este problema, a campanha apresenta um novo e exclusivo Laço Rosa em negrito. A ideia é que ele represente muito mais do que um simples laço, mas que se torne no símbolo que nos une perante esta realidade.

Haverá, mais uma vez, várias ações que suportam o movimento por todo o mundo. Além de eventos e ativações digitais para impulsionar o envolvimento das pessoas, a Estée Lauder Companies vai lançar uma ação nas redes sociais para reunir apoios e participações com o objetivo de angariar fundos para apoiar a investigação médica desta doença.

Basicamente, só tem de partilhar uma fotografia onde apareça o seu laço rosa da campanha e explicar o que ele significa para si, utilizando as hashtags #TimeToEndBreastCancer e #ELCdonates. Por cada publicação pública, no Facebook ou Instagram, durante o mês de outubro, a Estée Lauder Companies doará 25 dólares à The Breast Cancer Research Foundation (BCRF).

Mas há mais: a campanha internacional vai também iluminar edifícios, monumentos e pontos de referência pelo mundo — como o Empire State Building, em Nova Iorque, e a Torre Eiffel, em Paris —com luzes cor de rosa brilhantes. O objetivo é aumentar a consciencialização sobre a saúde e o cancro da mama.

Vão também ser mobilizados colaboradores em todo o mundo para impactar positivamente as comunidades e apoiar mais de 60 organizações de cancro da mama a nível mundial. A Estée Lauder Companies compromete-se também a continuar a produzir e a distribuir materiais informativos e laços rosa; e a sensibilizar para a importância das doações para a BCRF.

Como pode ajudar em Portugal?

Este ano, 4 marcas da Estée Lauder Companies Portugal apoiarão a missão da campanha: Estée Lauder, Clinique, La Mer e Tommy Hilfiger. Cada marca terá os seus Produtos Rosa, disponíveis apenas no El Corte Inglês.

Do valor angariado com os Produtos Rosa, 80 por cento do valor das vendas de 1 a 31 de outubro será doado ao Movimento Vencer e Viver – Núcleo Regional Sul. Este movimento é promovido e financiado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, através dos seus núcleos regionais e está presente em todo o País (incluindo nas ilhas).

Tem como principais objetivos proporcionar entreajuda e apoio a todas as mulheres, familiares e amigos, que se encontrem a viver uma situação de particular vulnerabilidade relacionada com o cancro da mama; e promover a melhoria da qualidade de vida graças aos seus serviços, tendo em vista o bem-estar físico e emocional da mulher logo a partir do momento em que lhe é diagnosticado cancro da mama.

Para saber mais sobre a Campanha Cancro da Mama da Estée Lauder Companies visite o site oficial da marca. A seguir, carregue na galeria para conhecer os Produtos Rosa das várias marcas da Estée Lauder Companies. Se puder contribuir, não hesite. Qualquer ajuda, por mais simples que seja, pode fazer a diferença.

 

20
Set20

DCK lança edição especial de calções para ajudar a luta contra o cancro da mama

Niel Tomodachi

Os calções de banho "Wear it Pink" têm um tecido preto, com um padrão de seios desenhados a cor de rosa.

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O novo modelo de edição limitada da DCK quer consciencializar para a prevenção e deteção do cancro da mama em estados precoces, ao mesmo tempo que mostra o “apoio masculino” a uma doença que, dizem os responsáveis, afeta 11 mulheres portuguesas por dia.

Os calções de banho “Wear it Pink” têm um tecido preto, com um padrão de seios desenhados a cor de rosa e a característica barra de cima no mesmo tom que simboliza a luta contra esta doença. Custam 44€ e estão disponíveis entre os tamanhos 28 e 32 nas lojas físicas e online da marca portuguesa.

Este modelo foi fabricado a partir de seis garrafas de plástico recolhidas no oceano e 30 por cento das vendas serão doadas para ajudar vítimas do cancro da mama.

“A mensagem principal é para que as mulheres tomem precauções, façam exames de rotina e estejam alertas para este tema. Queremos aproveitar a nossa plataforma para alertar para este facto tão importante, mas por muitas vezes tão esquecido”, sublinhou Fernando Costa, diretor de marketing da DCK.

A ideia, contam os sócios, surgiu depois da mulher de um deles ter sido diagnosticada com a doença, acabando por inspirar um modelo de homenagem a estas mulheres. Os seios no padrão têm diferentes tamanhos, feitios e formas para “representar as singularidades” de cada uma.

28
Fev20

“O que Faço? Tenho Cancro da Mama”

Niel Tomodachi

Sobre a Obra:

«Porquê a mim? O que faço agora? Como vou contar à minha família? Tenho de fazer quimioterapia? O meu cabelo vai cair?». Ao longo do livro, numa linguagem clara e simples, responde a estas e a muitas outras perguntas, esclarecendo as inúmeras dúvidas com as quais uma mulher com cancro da mama se depara. Perante um diagnóstico de cancro, não é possível escolher ter ou não ter a doença, mas sim optar entre viver para a doença ou viver com a doença. Que este livro torne a sua viagem menos angustiante e que permita perceber que é possível viver com o cancro, mas mantendo a sua vida, a sua família, os seus amigos e uma imensa esperança de que a sua viagem vai chegar a bom porto.

Sobre o Autor:

Emília Vieira, cirurgiã oncológica especialista em cancro da mama, ouviu inúmeras perguntas de mulheres que são confrontadas com este diagnóstico.

 

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