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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

04
Abr22

Filipe Branco: "O meu livro pode ser um farol para muitas pessoas"

Niel Tomodachi

‘Deixa-me ser’ é o título do livro que Filipe Branco publicou em 2016 e que, agora, tem apresentado em várias escolas secundárias no âmbito da consciencialização para orientação sexual e identidade de género.

Filipe Branco: "O meu livro pode ser um farol para muitas pessoas"

Filipe Branco abraçou o desafio de passar as suas emoções para o papel já há cinco anos. Foi em 2016 que percebeu que a sua “história tinha valor e merecia ser contada”, o que, em conjunto com a paixão pela escrita, o levou a falar abertamente de temas como a homofobia, rejeição parental e suicídio.

Embora admita que teve “algum receio de expor demasiado essa parte”, tanto pessoal como familiar, decidiu conversar com a família sobre o que o livro aborda antes de tornar pública “esta história tão íntima”. ‘Deixa-me ser’ pretende passar a mensagem de que “nada está perdido” retratando o percurso de um jovem que alerta para o perigo da homofobia: “A homofobia mata”, confessou Filipe, explicando: “Quase morri porque o peso de ser quem era, e a não aceitação, fez com que essa me parecesse a única saída”.

“Penso que o meu livro pode ser um farol para muitas pessoas e espero que o seja”, revelou o escritor ao partilhar como foi difícil com o pai, como o facto de terem diferentes educações interferiu com a sua relação e aproximação. Em conversa com o Notícias ao Minuto, Filipe admitiu que o pai “precisava de tempo”, visto ter crescido “num meio pequeno”, o que “não o ajudou a compreender tudo tão rapidamente”.  

“Este período da minha vida teve um final feliz”, contou, revelando ser essa a sua maior motivação para se expressar através de um livro. A narrativa, que começa com a rejeição do pai, que não “aceitava ou entendia” a sua homossexualidade, sofre uma reviravolta e mostra uma mudança. “Foi esse conto de esperança que quis partilhar com os meus leitores”, exprimiu Filipe ao esclarecer que “mais pessoas passaram pelo mesmo e outros estarão a passar”. 

Notícias ao Minuto
© D.R. 

Apesar de reconhecer que, “felizmente somos dos países da Europa e do mundo com mais leis aprovadas a favor dos direitos de pessoas LGBTI”, recorda que “as leis não mudam mentalidades de um dia para o outro” e “ainda existe muito preconceito”, que se sente, nas suas palavras, através de “um crescimento de ideias mais radicais e preconceituosas de certos partidos políticos”. 

Contudo, o escritor pensa que esta tendência irá diminuir com a ajuda de personagens LGBTI em séries de televisão, cinema, livros e videojogos, o que “também tem ajudado bastante na visibilidade”.

 

Integrar a educação LGBTI nas escolas

Como crescer no interior fez com que Filipe sentisse “falta de falar sobre estes assuntos”, o escritor tem direcionado a apresentação do seu livro para escolas em zonas do país que “habitualmente não estão tão abertas a estas coisas”, tendo já marcado presença em várias no concelho de Torres Novas, bem como em bibliotecas e associações no Porto e Lisboa.  

Notícias ao Minuto

Escola Secundária Jacome Ratton em Tomar© D.R.

 

Filipe pensa que “é muito importante chegar a professores, alunos e alunas”, de forma a “passar esta mensagem de aceitação, de que o bullying homofóbico, e qualquer tipo de bullying, nas escolas só tem consequências negativas”. Na sua ótica, é necessário, desde cedo, abordar “o caminho da inclusão” para criar “um ambiente melhor nas escolas, na vida e na sociedade em geral”. Debater esta informação permite que os estudantes tenham oportunidade de participar nas sessões de esclarecimento sobre o tema: “Desde que comecei com estas atividades nas escolas, em 2016, sinto que os alunos e alunas estão muito mais informados”, contou.

(S)

 

26
Mar22

“Better Together” exposição fotográfica conta histórias de pessoas LGBT+ na China

Texto by dezanove.pt

Niel Tomodachi

china lgbt better together

Shawn Zhang, fotógrafo queer, criou o “Better Together” no final de Fevereiro e onde conta histórias de pessoas e casais LGBT+ através de fotografias. A exposição conta agora com o apoio à divulgação da plataforma All Out. 

20
Out21

O Dia Mundial de Combate ao Bullying assinala-se hoje!

Niel Tomodachi

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Assinalando o Dia Mundial de Combate ao Bullying, no dia 20 de outubro, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima apresenta uma nova campanha de sensibilização sobre violência online. A campanha de sensibilização, que tem como mote "A violência online é real", foi desenvolvida criativamente por Filipe Meunier, em parceria com a APAV.

Esta nova campanha, que é lançada durante o Mês Europeu da Cibersegurança, tem o objetivo de alertar para o aumento dos números da criminalidade online, particularmente as situações de cyberbullying, discurso de ódio e partilha não consentida de imagens; tipos de criminalidade que aumentaram a sua expressão em tempos de pandemia, tendo em conta o aumento de tempo que as crianças e jovens passaram online. Embora não existam dados absolutos relativos a estes fenómenos, principalmente no que diz respeito ao cyberbullying, podemos afirmar com segurança que as situações se mantiveram ou tiveram tendência para aumentar.

Em 2020, a APAV contabilizou 27 denúncias de bullying e cyberbullying, no entanto esses números não correspondem à realidade nacional — o número de casos deverá ser superior pois sabemos que muitas situações não são reportadas. Se por um lado o fenómeno do cyberbullying não foi tão reportado, já os casos de discurso de ódio e de partilha não consentida de imagens aumentaram expressivamente: a Linha Internet Segura recebeu, em 2020, 216 denúncias de discurso de ódio online (em 2019 tinham sido apenas 24); e 260 contactos sobre partilha não consentida de imagens privadas (ameaças de partilha de fotos, devassa da vida privada, extorsão, etc.) — em 2019, tinham sido apenas 22.

Tendo em conta o crescimento da violência online, é fundamental divulgar os canais pelos quais se pode obter apoio para as situações de crime ou violência. A Linha Internet Segura está disponível para apoiar, através do número gratuito 800 21 90 90 (disponível das 8h00 às 22h00), do email linhainternetsegura@apav.pt, e dos formulários de contacto:
• Denunciar conteúdo ilegal
• Pedir Esclarecimento
 

APAV

 

 
25
Abr21

O impacto que o Bullying homofóbico tem na vida dos estudantes

Texto by esqrever

Niel Tomodachi

O Bullying homofóbico é um fantasma que entra na vida dos estudantes e pode atormentá-los durante vários dias, meses e anos.

Cada vez mais deparamo-nos com uma panóplia de informação ao nosso redor. Se para nós adultos já é demasiada informação para digerir, para as crianças e adolescentes, ainda se agrava mais, visto que, ainda se encontram em processo de crescimento. A informação é uma arma poderosa nas mãos de quem a sabe usar para gerar mudança e, de alguma forma, evolução na nossa sociedade. Pode e deve ser usada para tal. O local onde nos é transmitida mais informação nos nossos primeiros anos de vida é a escola. Como se costuma dizer: “amada por uns, odiada por outros”. Depende do que vivenciam e do resultado que as suas experiências tem no seu quotidiano. Muitas crianças começam desde cedo a sentir que são diferentes e que não se enquadram nos estereótipos dos colegas em relação à sua orientação sexual. Quando isto acontece, em muitas situações, geram-se situações de Bullying homofóbico e estes estudantes são postos de parte. 

O Bullying é um ato de violência que pode ser praticado contra qualquer estudante, independentemente das suas condições sociais, condições económicas, cultura, faixa etária, nacionalidade, género e orientação sexual. Este ato de violência pode ocorrer de várias formas, sendo as principais: de forma física (em que existem empurrões, pontapés…), de forma verbal (em que existem insultos, julgamentos, críticas agressivas…) e de forma sexual (em que existe abusos sexuais, mutilação genital, exposição dos órgãos genitais sem consentimento…) fruto destas agressões muitos destes jovens tem dificuldade em socializar e isolam-se. O que é prejudicial, porque, o ser humano precisa de ter à sua volta uma rede de suporte informal (família, amigos, vizinhos) que seja significativa na sua vida para que o possa amparar em todos os momentos, mas sobretudo nos momentos mais dolorosos.  Os professores são um agente importante na identificação e prevenção. Cabe-lhes informar os alunos para que não se manifestem mais estas práticas. Tal como os professores, os colegas também devem ser ativos com episódios em que exista alguém a enfrentar Bullying homofóbico. E a família deve estar sempre atenta. Podem e devem denunciar quando o mesmo ocorre para evitar que continue por mais tempo. São vidas que estão em jogo. Muitos destes jovens ficam mais suscetíveis a desenvolver doenças mentais, como por exemplo, depressão, ansiedade, anorexia nervosa, entre outros, que podem levar ao suicídio. Os estudos comprovam que existe maior suscetibilidade para que estes estudantes queiram cometer o suicídio. 

O Bullying homofóbico é um fantasma que entra na vida dos estudantes e pode atormentá-los durante vários dias, meses e anos. Depende da gravidade da situação. Mas todas são graves a partir do momento em que começam. Muitos estudantes que passam por estas situações levam sequelas para a vida inteira que tem de ser resolvidas com a maior antecedência possível. Em muitos casos em adultos ainda estão a resolver as fragilidades que o Bullying deixou nas suas vidas. 

É assim importante estar atento a vários sinais que podem ser indicadores de que algo não está como devia estar. Torna-se primordial identificar situações de Bullying homofóbico e procurar agir de forma rápida recorrendo às pessoas e aos meios certos. 

Linhas de Apoio e de Prevenção do Suicídio em Portugal

Linha LGBT
De Quinta a Sábado, das 20h às 23h
218 873 922
969 239 229

SOS Voz Amiga
(entre as 16 e as 24h00)
213 544 545
912 802 669
963 524 660

Telefone da Amizade
228 323 535

Escutar – Voz de Apoio – Gaia
225 506 070

SOS Estudante
(20h00 à 1h00)
969 554 545

Vozes Amigas de Esperança
(20h00 às 23h00)
222 080 707

Centro Internet Segura
800 219 090

 

(S)

20
Out20

A nova rede social onde não há notícias falsas, bullying ou conversas tóxicas

Niel Tomodachi

Telepath é de um antigo designer de produto do Twitter. Aqui só há espaço para a bondade e bom senso. Todas as publicações são apagadas ao fim de 30 dias. Por enquanto, só se entra por convite.

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Há nove regras a cumprir por quem se quiser aventurar no Telepath: ser bondoso, não fazer ataques com base no género ou cor da pele, por exemplo; usar o nome verdadeiro, não assediar ninguém, não partilhar notícias falsas, não alimentar conversas tóxicas, não partilhar conteúdos violentos nem relacionados com pornografia.

O Telepath lançou-se oficialmente no mercado em setembro, mas não basta descarregar a aplicação no telemóvel para a poder usar. Em primeiro lugar, porque ainda só está disponível para smartphones com o sistema operativo iOS, e em segundo lugar, porque só pode entrar na nova rede social quem receber um convite para tal.

Foi assim que acedemos à lista de regras de Telepath — nove regras que precisam de ser bem explicadas para não se cair em armadilhas. Por exemplo, é obrigatório “não ser mauzinho, não atacar as pessoas ou insultar o que elas publicam”, mas — há sempre um ‘mas’ — “esta regra não tem como intenção proteger as figuras públicas da crítica”, por isso “esses conteúdos vão ser sujeitos a testes menos rigorosos”.

Há, no entanto, linhas que não se podem ultrapassar nunca:

Não se pode atacar uma pessoa ou grupo com base na sua etnia, religião, origem, nacionalidade, deficiências, sexo, orientação sexual ou identidade de género”, indica a rede social. Aliás, só há uma intolerância permitida para quem quiser manter uma conta no Telepath: a intolerância à intolerância.

Ora, Telepath funciona através de “networks”, um pouco à semelhança do Reddit. Quem tem um interesse muito grande por música, por exemplo, deve clicar no campo de pesquisa e escrever “Music” — em inglês, porque a aplicação ainda não reconhece o português. Surge então uma rede com pessoas que partilham consigo o interesse por música. E surgem também outras hashtags relacionadas com esse tema, como #ClassicalMusic ou #BobDylan.

Como “nada dura para sempre”, como sublinhado pela aplicação, todas as publicações são eliminadas trinta dias depois de serem colocadas na rede social, ou imediatamente, caso sejam assinaladas pela equipa do Telepath por não cumprirem as regras da aplicação. Mas todas as que sobreviverem ao prazo de um mês são arquivadas e podem ser revistas a qualquer momento.

Mark Bodnick é o CEO da Telepath, ao lado de Richard Henry, o antigo designer de produto do Twitter e do Quora. Numa publicação feita na própria rede social a 24 de setembro, quando os convites para a aplicação começaram a ser enviados, o empresário explicou a origem do projeto: “Ao início, a internet era um sítio muito bom, mas as maiores redes sociais já não servem esse propósito. Promovem a crueldade ao recompensar o conflito e a hostilidade, distribuem a desinformação rapidamente e promovem a polarização por algoritmo”.

“Queremos que o Telepath para ser uma experiência recompensadora em termos pessoais e muito divertida, incluindo para as pessoas que estão a abandonar as plataformas tradicionais”, prossegue Richard Henry. Como? Através de “um foco obsessivo por boas conversas”, da “intolerância para com o ódio”, “fortalecimento das regras contra a desinformação”, “sem otimização pelos cliques” e “ao criar espaços para pessoas que partilham interesses”.

Mas não só. A aplicação promete “dar prioridade à moderação e não ao crescimento”: “Francamente, só precisamos de estar motivados para gastar muito dinheiro e levar isto a sério; e parte de fazer isso é construir toda a equipa de moderação interna. Não vamos por isso nas mãos de uma empresa subcontratada, que é o que todas as outras grandes redes sociais essencialmente fazem”.

 

20
Out20

Dia Mundial de Combate ao Bullying

Niel Tomodachi

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O Dia Mundial de Combate ao Bullying assinala-se a 20 de outubro.

A data é um alerta internacional para o problema do bullying com que muitos jovens vivem.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), uma em cada três crianças do mundo, entre os 13 e os 15 anos, é vítima de bullying na escola regularmente.

Consciencializar a população mundial para esta forma de violência, apoiar e incentivar as vítimas a denunciarem estas graves situações e encontrar formas de as prevenir, são os desafios colocados por esta data, visto que a luta contra o bullying não é uma tarefa de um dia, nem de um grupo de pessoas, mas sim de todos os dias do ano e de todas as pessoas.

Nesta data são promovidas campanhas de prevenção e combate ao bullying, sobretudo nas escolas, e são revelados relatórios de estudo sobre este problema social.

Em Portugal as vítimas de bullying podem recorrer à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) para obterem apoio. No site da APAV encontra-se informação útil e ajuda para este problema.

A família é uma das estruturas mais importantes na prevenção e no combate à violência praticada contra crianças e jovens, assim como a escola.

Por isso, os pais devem perguntar diariamente aos filhos sobre o dia na escola e perceber pelas respostas se os filhos permanecem tristes ou distantes, o que pode ser indicativo de problemas de bullying.

Encoraje os filhos a expressarem o que sentem, a dizerem “não” quando estão desconfortáveis e a não reagirem com violência, para não gerir ainda mais violência.

::::::

Livro:

Maria-Rapaz, Manel-Rapariga, Preto no Branco, Girafa ou Formiga

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Sobre o Livro:

No meu mundo tudo cabe,
e ele não é assim tão especial,
está ao alcance de todos
e pode ser uma coisa banal.


Olhar com o coração parece estranho
e uma grande confusão,
mas acredita que, ao veres o outro sem avaliar,
coisas bonitas irás recordar.
Saber viver com alegria, sorrisos e paixão,
é maravilhoso e pode ser a grande solução.

:::

Espreitar

 

Sobre a Autora:

Tânia Paias é psicóloga clínica há 17 anos, tendo, desde sempre, trabalhado na área da prevenção da violência e na promoção das relações saudáveis entre pares. Sempre trabalhou com crianças em idade pré‑escolar e defende a prevenção primária como o veículo para um mundo melhor. É mãe de 2 crianças e uma apaixonada pelas pessoas e pelas relações humanas.

 

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