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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

13
Ago21

Este estudo revela que o Tai Chi pode mesmo reduzir a gordura abdominal

Niel Tomodachi

Mais até do que exercícios de aeróbica. Esta é a conclusão de uma publicação na prestigiada revista "Annals of Internal Medicine".

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Costuma estar associado a uma atividade para pessoas mais velhas e para quem não é tão ativo no dia a dia, mas o Tai Chi Chuan está longe de ser apenas isso. Este estilo de arte marcial que teve as suas raízes na China durante a dinastia Tang, entre 618 e 907 d.C, é praticado por milhões de pessoas em todo o mundo. E sobretudo para as que vivem nas grandes cidades, o Tai Chi Chuan funciona quase como um escape de tranquilidade e equilíbrio. Mas não se fica por aí.

Visto quase como uma receita oriental para combater o stress que se vive diariamente no ocidente, esta arte marcial está relacionada com a meditação e com a promoção de saúde mental e física. “Mentalmente, através da visualização da energia fortalece a mente, a auto-confiança e a auto-disciplina. Na parte física desenvolve a força muscular, as capacidades coordenativas”, começa por explicar à NiT o mestre de Tai Chi Nelson Barroso.

Sobre a eficácia do Tai Chi na saúde física, um estudo publicado no jornal académico norte-americano “Annals of Internal Medicine”, no dia 1 de junho, revela que o Tai Chi tem uma eficácia enorme na saúde física. Os resultados mostraram que pessoas com 50 anos ou mais ao praticarem Tai Chi durante 12 semanas podem mesmo reduzir a gordura abdominal. Essa redução pode até ser mais intensa do que a fazer os exercícios mais tradicionais aeróbicos. 

Por ser uma atividade de movimentos lentos provavelmente esta não era uma conclusão de que estava à espera. No entanto, o autor do estudo Parco Siu em declarações à “U.S. News & World Report” garante que os dados retirados da investigação “sugerem que o Tai Chi pode ser uma alternativa eficaz ao exercício convencional na gestão da obesidade central”. 

Para esta perceção, os investigadores avaliaram os corpos de 543 participantes com síndrome metabólica, um problema de saúde grave devido ao excesso de gordura abdominal e que pode aumentar o risco de desenvolver uma série de outras doenças como hipertensão arterial, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

A equipa coordenada por Parco Siu dividiu essas pessoas em três grupos aleatoriamente: no primeiro, os participantes adotaram exercícios do Yang, um dos mais difundidos e praticados estilos de Tai Chi no mundo; o segundo grupo tinha de fazer exercícios convencionais como a caminhada rápida e o treino de força; o último grupo não fez nenhum tipo de exercícios.

Após avaliarem os corpos de todos os participantes no estudo (antes e depois), os investigadores descobriram que para além de os primeiros dois grupos terem perdido quase a mesma quantidade de gordura abdominal, também se aperceberam de um impacto favorável nos níveis de colesterol HDL (“bom”) e de poucas diferenças nos níveis de glicose, em jejum, ou na pressão arterial. Já o último grupo, que não fez exercícios, ganhou uma média de 0,8 centímetros na zona abdominal.

“Esta é uma boa notícia para adultos de meia-idade e mais velhos que têm obesidade central mas podem ser avessos ao exercício físico convencional, devido à preferência ou mobilidade limitada.”, apontou Parco Siu.

No entanto, quando questionado sobre o tema, o mestre de Tai Chi português alertou a NiT: “Tudo depende da intensidade com que se faz o Tai Chi. Se for executado todos os dias e com uma intensidade forte consegue-se esses resultados, mas isso não é para um principiante. Isso requer que a pessoa já tenha conhecimentos sobre o Tai Chi de como gerar essa força no corpo e de como executar os exercícios, porque alguém que esteja a iniciar-se na modalidade jamais conseguirá esses resultados.”

“Há conceitos muito importantes no Tai Chi”, recorda Nelson Barroso. “Um deles é o enraizamento, que é a pessoa estar conectada com o chão onde exerce muita força nos membros inferiores. É como se a pessoa estivesse a fazer flexões e em cada movimento que faça faz esse enraizamento, faz pressão contra o chão. E essa pressão contra o chão vai-lhe trabalhar os músculos, nomeadamente os músculos da cadeia posterior.” 

Depois, existe um outro conceito da arte marcial originária da China a que chamam “torção”. Aqui, trabalha-se a parte do tronco e dos membros superiores. Imagine um exercício em que está com as pernas viradas para um lado, o tronco está virado para o outro e o braço para o outro lado. Essa posição faz com que se “ganhe tonicidade muscular e também se perca adiposidade (acumulação de gordura) se for esse o caso”, reforça o mestre.

 

05
Jan21

Curae: o novo projeto português de adoção de plantas que promovem o bem-estar

Niel Tomodachi

Foi fundado em dezembro de 2020. Na loja online, vai encontrar opções com diversos benefícios para as pessoas.

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“Quando as pessoas cuidam da natureza interior que as rodeia, estão também a cuidar de si”, começa por explicar à NiT Sofia Eiras Antunes, de 24 anos. A profissional de recursos humanos confessa sempre ter sido uma apaixonada por pessoas, plantas e animais — aquilo a que chama “os três P” — e que cada vez mais a sua complementaridade tem vindo a ser reconhecida, sobretudo para o benefício da saúde mental.

Em casa, vive com três “cães adoráveis” e mais de 60 plantas. Por acreditar mesmo que ter a natureza por perto pode aumentar os níveis de criatividade e produtividade, decidiu lançar em dezembro de 2020 um novo projeto chamado Curae, uma loja online que promove a adoção de plantas como uma “caring experience” (ou “experiência de cuidado”, em português).

Por lá, vai encontrar 12 plantas que vão crescer de forma saudável em casa, à venda individualmente ou em pacotes de famílias de plantas. Cada uma tem características específicas que são benéficas para o bem-estar e vem acompanhada do vaso assinatura; de um postal e um guia de cuidados; um cartão de well-being (que pode ser, por exemplo, uma meditação para quem recebe); certificados de adoção de plantas e dicas sobre como cuidar melhor dos novos membros da família. “Comprar Curae é muito mais do que comprar uma planta, porque todas as nossas plantas vêm com um full package de outros benefícios”, acrescenta Sofia.

Para a apoiar, juntaram-se ao projeto Maria João Martins, de 57 anos, como sócia; e Beatriz Kol, 27, na direção criativa. A fundadora trabalha na equipa de Recursos Humanos de uma startup portuguesa; Maria João criou a sua própria empresa, focada na área de Change Management; e Beatriz trabalha em diversos projetos ao mesmo tempo como designer e estrategista.

“Em simultâneo, temos vindo a certificar-nos em áreas como mindfulness, coaching, programação neurolinguística e reiki; e iremos trabalhar em parceria com outros profissionais no nosso futuro espaço, para oferecer estes e mais serviços de well-being às pessoas”, revela a empresária.

Cada planta custa 15,99€, mas também é possível comprar as 12 plantas da Curae através do pack Plant Family Abundance (149,99€) — proteção, alegria, energia, paz e amizade são alguns dos benefícios de cada espécie, mas também pode comprar packs de paz interior, criatividade, gratidão e confiança. No entanto, se não souber bem o que procura, pode ainda escolher um kit surpresa com duas plantas escolhidas pela marca.

“Um dos nossos lemas é ‘more is more’ porque acreditamos que quanto mais nos rodearmos de mais plantas, mais iluminada a nossa vida vai ser. Por isso aplicamos descontos de quantidade, em que uma Plant Family vai diminuindo de preço quanto mais plantas tiver”, continua Sofia. No site, vai ainda encontrar uma coleção de postais com fotografias tiradas por Lisboa. 

Além da loja online, vão ainda lançar ao longo deste ano um programa de subscrição com entregas mensais de uma, duas ou três plantas e kits de cuidados. Segundo a fundadora, será ainda inaugurado um espaço físico “para a realização de encontros intimistas e eventos de bem-estar” e para “fazer uma pausa do dia-a-dia stressante e partilhar momentos com outras pessoas enquanto a natureza cuida do interior de cada um.” Neste espaço, onde terão expostas as plantas, os animais de estimação também poderão entrar. Ainda não há data prevista para a abertura.

Até lá, pode fazer compras através da loja online da Curae, que também oferece serviços orientados a empresas, como o plant styling (que torna os espaços mais verdes de forma personalizada); e de caring surprise para oferecer aos colaboradores plantas com mensagens customizadas, que podem ser entregues em casa ou no escritório.

 

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