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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

03
Fev23

Série de BD japonesa de Taiyo Matsumoto começa a ser editada em Portugal

Niel Tomodachi

A série de banda desenhada japonesa "Sunny", de Taiyo Matsumoto, sobre a vida numa casa de acolhimento para crianças, começa a ser publicada este mês em Portugal, com selo da editora Devir.

Série de BD japonesa de Taiyo Matsumoto começa a ser editada em Portugal

'Sunny' é uma série de uma mangá (designação para a banda desenhada japonesa) publicada originalmente a partir de 2010 numa revista no Japão, e condensada, mais tarde, em seis volumes, cuja edição chega agora ao mercado português.

O primeiro volume, com mais de 400 páginas, apresenta uma galeria de personagens composta sobretudo por crianças, que coabitam numa casa de acolhimento, por terem ficado órfãs ou sido abandonadas pelos pais.

A narrativa começa com a chegada de um novo rapaz, Sei, que é recebido entre a indiferença e a estranheza pelas outras crianças.

Na história, Taiyo Matsumoto desenha as relações entre todos os habitantes da casa de acolhimento e as angústias individuais pela ausência dos pais, as dores de crescimento, o dia-a-dia na escola.

O ponto de refúgio para todos eles é "Sunny", um carro abandonado num terreno junto à casa de abrigo e no qual as crianças se abstraem da realidade.

Numa entrevista em 2015, Taiyo Matsumoto disse que desde sempre quis desenhar esta história, porque ele próprio viveu durante alguns anos em casas de acolhimento, mas rejeita que "Sunny" seja totalmente autobiográfico.

Matsumoto, com 56 anos, publicou os primeiros trabalhos em banda desenhada em 1987 na revista Afternoon. Nessa altura "a descoberta da banda desenhada europeia, aos 20 anos, abriu-lhe novas perspetivas e influenciou tanto a variedade temática da sua obra -- que transita entre o desporto, a comédia familiar, relato social ou o épico de ficção científica -- quanto o estilo artístico", refere a editora Devir em nota biográfica.

Da obra já publicada pelo autor japonês, destaca-se "Tekkon Kinkreet" (1993), BD também protagonizada por dois órfãos, já adaptada para animação, "Ping Pong" (1996), que teve direito a uma transposição para filme em imagem real, e "Les chats du Louvre" (2017).

Taiyo Matsumoto soma vários prémios, entre os quais um de excelência em mangá, em 2007, no Japão, e um Eisner, em 2020, nos Estados Unidos.

 

26
Jan23

Riad Sattouf vence Prémio do Festival de Banda Desenhada de Angoulême

Niel Tomodachi

O autor de banda desenhada e realizador de cinema francês Riad Sattouf foi distinguido com o Grande Prémio do Festival de Angoulême, que decorre entre hoje e domingo, em França.

Riad Sattouf vence Prémio do Festival de Banda Desenhada de Angoulême

Em comunicado, o Festival de BD de Angoulême, que vai na sua 50.ª edição, anunciou que o prémio de carreira, um dos mais importantes na área da banda desenhada, foi atribuído a Riad Sattouf, num ano em que eram também finalistas ao galardão a norte-americana Alison Bechdel e a francesa Catherine Meurisse.

Tanto Riad Sattouf quanto Catherine Meurisse, que já na edição do ano passado do festival tinha sido finalista, colaboram no jornal satírico Charlie Hebdo.

Riad Sattouf sucede assim à canadiana Julie Doucet, vencedora do Grande Prémio em 2022, e ao norte-americano Chris Ware, distinguido no ano anterior.

Nascido em 1978, em Paris, Riad Sattouf passou a infância na Argélia, Líbia, Síria, tendo regressado a França aos 12 anos. Estudou artes aplicadas, em Nantes, e depois animação, em Paris, na escola de Gobelins.

Em Portugal é essencialmente conhecido por dois volumes da obra de banda desenhada "O Diário de Esther", publicado pela Gradiva, e por quatro volumes de "O Árabe do Futuro", editados pela Teorema, obra inspirada na sua própria vida dividida entre um pai muçulmano e uma mãe francesa, e entre os países onde cresceu.

Como realizador, assina duas longas-metragens: "Les Beaux Gosses", galardoado com o César para o Melhor Primeiro Filme em 2010, e "Jacky au Royaume des files", que se estreou em França no início de 2014.

No final do ano passado, o Festival de Angoulême, que conta com exposições de artistas como Julie Doucet, Philippe Druillet, Ryôichi Ikegami ou Jungi Itô, anunciou o cancelamento da mostra do autor francês Bastien Vivès, acusado de promover pornografia infantil.

A exposição foi anulada na sequência de protestos e ameaças contra Bastien Vivès, acusado de incitar à pornografia infantil e ao incesto através das obras de banda desenhada.

Bastien Vivès, 38 anos, e já premiado anteriormente por Angoulême, é autor de "Polina" e "Uma irmã" - ambos editados em Portugal - e ainda do álbum "Le goût du chlore" e coautor da série "Lastman". Uma das obras polémicas em causa é "Petit Paul", uma BD para adultos editada numa coleção intitulada "Porn'Pop", da editora Glénat, e que é protagonizada por um rapaz.

A agência France-Presse lembrou, na altura, que as bandas desenhadas "mais controversas de Bastien Vivès retratam menores em cenas de sexo, algumas das quais com contornos incestuosos".

O anúncio de uma exposição em Angoulême desencadeou protestos, incluindo uma petição com mais de 100.000 assinaturas.

Em comunicado, o festival defendeu a liberdade de expressão do autor, sublinhou que Vivès está a ser julgado nas redes sociais e não na justiça, mas cancelou a exposição por terem sido feitas ameaças não só ao autor como a elementos da organização, não estando reunidas as condições de segurança para a realizar.

Na mesma altura, Bastien Vivès fez declarações ao Le Parisien, tendo negado as acusações e dizendo: "Não sou pedófilo e não, isso não é uma fantasia minha. Perceberão isso se quiserem ler honestamente os meus livros".

O festival de Angoulême é um dos mais importantes encontros europeus dedicados à banda desenhada, que cumpre a 50.ª edição até dia 29.

 

23
Jan23

BD de Ram V e Filipe Andrade sai este ano em Portugal

Niel Tomodachi

A banda desenhada "The Many Deaths of Laila Starr", escrita pelo autor indiano Ram V e desenhada pelo português Filipe Andrade, vai ser editada em Portugal, entre maio e junho, revelou à Lusa a editora G.Floy Studio.

BD de Ram V e Filipe Andrade sai este ano em Portugal

'The Many Deaths of Laila Starr' ("As muitas mortes de Laila Starr", em tradução livre), foi editado originalmente nos Estados Unidos numa série curta de volumes pela Boom! Studios e compilada depois num só tomo.

A obra é uma história sobre vida, espiritualidade e imortalidade, ambientada em Bombaim, onde a Morte é relegada para o mundo dos vivos.

Ocupando o corpo de uma jovem rapariga, Laila Starr, a Morte fica a saber que a sua existência vai deixar de fazer sentido, por causa do nascimento de um bebé que, no futuro, descobrirá a imortalidade.

A banda desenhada conta com desenho original de Filipe Andrade, há muito a trabalhar no mercado internacional para editoras estrangeiras, e cor de Inês Amaro.

Além de ter reunido vários elogios da crítica especializada, "The Many Deaths of Laila Starr" foi nomeado para os prémios norte-americanos Eisner e Harvey e para o prémio de melhor BD de 2022 pela Associação de Críticos e Jornalistas de BD de França.

Do plano editorial português deste semestre da editora G.Floy Studio - que opera no mercado português, dinamarquês e polaco - faz parte também a tradução de outro título da norte-americana Boom! Studios, intitulado "BRZRKB", com argumento coassinado pelo ator Keanu Reeves e pelo argumentista Matt Kindt, com desenho de Ron Garney.

 

24
Nov22

Os Lusíadas – Edição comemorativa 450 anos

Niel Tomodachi

Para comemorar os 450 anos da primeira publicação de Os Lusíadas, a Âncora Editora publicou uma nova edição da adaptação em Banda Desenhada por José Ruy.

Trata-se de um trabalho de rara qualidade, em que o mestre José Ruy utiliza o texto autêntico de Luís de Camões para nos brindar com a excelência dos seus desenhos. Obra com boa apresentação gráfica. Cada capitulo é enriquecido com a reprodução de uma vinheta de cada um dos dez cantos d´Os Lusíadas.

O livro é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.

José Ruy

nasceu na Amadora, em maio de 1930. Cursou Artes Gráficas e habilitação a Belas Artes na Escola António Arroio, onde foi discípulo do Mestre Rodrigues Alves, e dos pintores Costa Mota, Trindade Chagas e Júlio Santos. Iniciou-se como autor de textos e desenhos com 14 anos, tendo publicados 85 álbuns, 54 dos quais em Banda Desenhada, com destaque para: Aristides de Sousa MendesPeter café Sport e o Vulcão do FaialA Ilha do FuturoFernão Mendes Pinto e a sua PeregrinaçãoCarolina Beatriz Ângelo – Pioneira no Voto e na CirurgiaOs Lusíadas e João de Deus – A Magia das Letras, estes também com edição em mirandês. Tem colaborado em muitos jornais e revistas, nomeadamente em «Cavaleiro Andante» e «O Mosquito», tendo editado e dirigido uma 2.ª série desta publicação.

O rigor na investigação e qualidade dos seus trabalhos tem sido apreciada em todo o país. Foram-lhe atribuídos 27 prémios. Expôs com sucesso em vários países da Europa, na China, no Japão e no Brasil. Primeiro autor a ser galardoado com o Prémio de Honra do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, em 1990. No ano seguinte foi distinguido com a Medalha Municipal de Ouro de Mérito e Dedicação da sua cidade natal, onde o seu nome está atribuído a uma escola e a uma avenida. Referenciado no «Dictionnaire mondial de la bande dessiné, Larousse» edição de 1998, e com destaque no «Larousse de la BD» em 2004.

Os Lusíadas – Edição Comemorativa dos 450 Anos da Primeira Publicação
José Ruy
Âncora Editora
ISBN 978 972 780 834 2
Edição: 8.ª Edição – Outubro de 2022
Páginas: 138
Formato: 21,5x30cm
PVP: 29€
Compra com 10% destaque e portes grátis

 

 

19
Nov22

“O Mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder, em novela gráfica

Niel Tomodachi

É uma das grandes novidades deste fim de ano: o clássico O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder, agora em novela gráfica, num lançanento Elsinore.

O Mundo de Sofia

É o livro que ainda hoje faz os jovens de todo o mundo conhecer a História da Filosofia. Neste 1.º volume da adaptação para novela gráfica, por Nicoby e Vincent Zabus, e que contou com a colaboração do próprio Jostein Gaarder, não se perde de vista as grandes questões da atualidade, desde o clima à igualdade de género.

O Mundo de Sofia

Certo dia, Sofia recebe uma carta com uma pergunta intrigante de um misterioso filósofo: «Quem és tu?» Segue-se outra: «De onde vem o mundo?»

De carta em carta, de pergunta em pergunta, Sofia inicia o seu «curso de filosofia». Feita a promessa de que preservará intacta a sua capacidade de se surpreender — qualidade primeira de qualquer filósofo, para quem o mundo e a vida são sempre uma coisa nova e espantosa —, Sofia lança-se à descoberta das principais figuras da história da filosofia ocidental, dos pré-socráticos aos pós-modernos, e sobretudo ao conhecimento de si própria, ao aprender a formular verdadeiras perguntas filosóficas.

 O Mundo de Sofia

Carregado de humor e clareza, e sem nunca perder de vista as grandes questões do nosso século, o primeiro volume da adaptação para novela gráfica de O Mundo de Sofia, que abarca o nascimento da filosofia e percorre a sua história até ao século XVII, destina-se a todos os leitores curiosos que pretendam conhecer ou revisitar as raízes, a evolução e as principais correntes do pensamento filosófico ocidental.

Jostein Gaarder nasceu em 1952, em Oslo. Foi professor de Filosofia e História das Ideias em Bergen, Noruega, mas acabou por se dedicar à sua carreira literária. Graças ao seu romance sobre a História da Filosofia, O Mundo de Sofia, traduzido em mais de 60 línguas, cimentou a sua reputação junto da crítica e do grande público.

O Mundo de Sofia

Vincent Zabus vive em Namur. Primeiro professor de Literatura e Filosofia na Bélgica, depois dramaturgo e autor de banda desenhada, em O Mundo de Sofia combina duas das suas grandes paixões: contar histórias e a filosofia. 

Nicoby vive em Rennes. Publicou inúmeras bandas desenhadas, em vários géneros, estilos e formatos, desde a autobiografia à aventura, passando pela crónica social e o humor, em álbuns e na imprensa, para a Revue Dessiné ou Spirou.

Nas livrarias a 21 de novembro pela Elsinore.

O Mundo de Sofia

O Mundo de Sofia – Volume 1
Novela gráfica
de Vincent Zabus e Jostein Gaarder; Ilustração: Nicoby
ISBN: 9789896237110
Editor: Elsinore
Dimensões: 213 x 281 x 27 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 264
Tipo de produto: Livro
PVP: 32.95€
Compra com 10% Desconto e porte Grátis

 

19
Nov22

A Adopção – Edição Integral

Niel Tomodachi

Um dos autores em alta em Portugal é Zidrou, que tem novo livro na nossa língua: A Adoção. Com arte de Arno Monin, este volume reúne os 2 livros originais do primeiro ciclo, numa edição integral.

A Adopção - Edição Integral

Com a adopção de Qinaya, uma órfã peruana de 4 anos, por parte de uma família francesa, a vida de todos os envolvidos sofre uma reviravolta. Mas, para Gabriel, a adopção torna-se ainda mais complicada: ele, que nunca tivera tempo para ser pai, terá de aprender a ser avô.

A Adopção - Edição Integral

Dos primeiros contactos frios e distantes aos momentos partilhados, Gabriel e Qinaya irão, pouco a pouco, criar laços que o velho casmurro estava longe de imaginar. Até que…

A Adopção - Edição Integral

Depois de o segundo tomo de “A Adopção” ter obtido, em 2017 e 2018 respectivamente os Prémio Saint-Michel para o Melhor álbum Francófono e o Prémio da BD Fnac da Bélgica, esta obra tornou-se uma referência incontornável da BD europeia dos últimos anos.

A Adopção - Edição Integral

A edição portuguesa, com a chancela da Ala dos Livros, integra num único volume os dois tomos da edição francesa dedicados à história de Qinaya e, para além de apresentar uma nova capa, contem ainda um caderno suplementar de pesquisas gráficas das personagens destes álbuns.

SOBRE OS AUTORES:

Argumento: Zidrou

Nascido em 1962 na Bélgica, radicado em Espanha há vários anos, Zidrou, nome artístico de Benoît Drousie, começou a sua carreira de argumentista de banda desenhada nos anos 90, na revista Spirou. A sua anterior profissão, de professor primário, foi sem dúvida fundamental para dar vida a personagens como o “L’Elève Ducobu” (‘O Menino Toninho’, na edição de 2000 da Meribérica/Liber, e ‘O Menino Boavida’, Edições ASA, 2007) – série que viria a ser adaptada a cinema em 2011 – ou de “Tamara”, dois ícones da banda desenhada juvenil em língua francesa.

A Adopção - Edição Integral

A partir de 2010, e depois do sucesso da série ‘Les Crannibales’ (com Jean-Claude Fournier) que foi premiada no Festival de BD de Angoulême, Zidrou iniciou uma carreira vertiginosa na banda desenhada de cariz adulto, dando uma nota pessoal às suas histórias: dramas quotidianos nos quais o realismo alterna com o fantástico, e a alegria de viver estabelece uma forte aliança com a tristeza e a decepção.

A Adopção - Edição Integral

Zidrou é actualmente um dos argumentistas mais prestigiados da nona arte tendo recebido, em 2021, o Grand Prix de l’Académie Victor Rossel para o conjunto da sua obra, passando, desde então, a fazer parte do júri da Academia de banda Desenhada.

Desenho: Arno Monin

Depois de ter concluído um bacharelato em literatura e ter frequentado o primeiro ano do curso de História de Arte, Arno Monin ingressa numa escola de artes aplicadas que oferece formação na área do desenho, da animação e da banda desenhada. Ainda a frequentar o curso de formação, começa a cogitar num projecto de banda desenhada.Dedicou-se a ele a tempo inteiro de forma a poder apresentá-lo a diversos editores.

A Adopção - Edição Integral

O seu caminho cruzou-se então com o da Grand Angle (uma chancela da editora francesa Bamboo), para a qual assinou o desenho de “L’Envolée sauvage”, a sua primeira obra baseada num argumento de Laurent Galandon. Aclamada quer pela crítica, quer pelos leitores, esta evocação de Shoah recebeu inúmeros prémios. Trabalhou depois em “L’Enfant maudit”, história que se passa em França em Maio de 1968. Depois de ter colaborado com Zidrou em “Merci”, em 2014, assinam de novo, em conjunto, a obra “A Adopção”, cujo primeiro tomo data de 2016.

A Adopção - Edição Integral - Capa

A ADOPÇÃO
Argumento: Zidrou
Desenho: Arno Monin
Ala dos Livros
144 páginas. Cor
Cartonado. 235 x 320 mm
Novembro de 2022. Ala dos Livros
PVP: 29,90 €
ISBN: 978-989-9108-09-7
Compra com 10% Desconto e portes grátis

A Adopção - Edição Integral

 

14
Nov22

"Quero Voar" de Kachisou

Niel Tomodachi

Quero Voar

Sobre o Livro:

Uma maravilhosa novela gráfica de uma das mais recentes vozes da BD portuguesa. Kyle sente-se preso, acorrentado pelo seu pai autoritário, numa família religiosa e severa, sente que não consegue abrir as suas asas, ganhar espaço... voar! O reencontro com o seu amigo de infância, Jack, vai ser o momento da libertação, da fuga. Mas vai ser também o início de algo mais, de uma viagem daquelas que nem sempre acabam bem.

Kachisou, uma autora de banda desenhada vencedora de vários prémios de mangá no Japão, apresenta aqui a sua primeira obra de longo fôlego, um drama de adolescência com um sabor ao mesmo tempo doce e amargo, num estilo entre o realista e a linguagem do mangá japonês. Um livro num registo a preto e branco que inclui algumas das mais belas páginas da BD portuguesa contemporânea.

 

Sobre o Autor:

Nascida em 1994, Kachisou é uma ilustradora e autora de banda de desenhada nascida em Faro. Totalmente auto-didata, leitora de BD desde muito nova, aos 15 anos descobre os mangás, e depois de ler uma entrevista com a autora Hino Matsuri, decide ser artista de mangá. No Japão arrecadou inúmeros prémios: em 2017 uma primeira conquista, com um Award nominee no Silent Manga Audition 7 (SMA), e em 2018 no SMA8, atinge o grau de Grand Prix Runner-up. Este último prémio permitiu-lhe a entrada no SMA Masterclass, organizado pela editora COAMIX. Em 2019 voltou a ganhar outros dois prémios no SMA, desta vez num “round Extra”, o prémio Excellence Award Runner-up no SMAEx4, e um Grand Prix Runner-up no SMAEx5. Em 2019, em Portugal, foi a vencedora do concurso Universo Manga 2019 organizado pela Bubok e pelo ptAnime, o que lhe permitiu a publicação do seu primeiro livro, Weak, uma antologia de histórias curtas.

 

08
Nov22

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

Niel Tomodachi

Germano Silva regressa à literatura infantil com “Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto”, uma banda desenhada com ilustrações do portuense Pedro Pires.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

A carismática personagem Tripinhas está assim de volta como narrador de uma BD, depois da série de livros “História da Santa Casa Misericórdia do Porto em Banda Desenhada”.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

Iremos viajar pelo Porto mercantilista do século XVIII, e onde descobriremos algumas curiosidades sobre os marcos arquitetónicos deixados pelo italiano Nicolau Nasoni, que terá começado a trabalhar na cidade invicta em 1725, neste caso com uma série de pinturas na sé catedral.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

Mais uma vez Pedro Pires é o encarregado pelas ilustrações, num trabalho que tem de dar o detalhe e atenção para que tudo seja fiel ao verdadeiro. ” “Tem de dar a ideia de que uma Nossa Senhora do século XVIII não é Nossa Senhora de Fátima, saber que os paramentos dos padres eram diferentes naquela altura.” disse ao jornal Público.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

Já Germano Silva referiu ao Jornal de Notícias que a ideia desta nova história é explicar “que os Clérigos não são apenas a torre” que se tornou símbolo da cidade, e lembra que o arquiteto Nicolau Nasoni está sepultado na Igreja dos Clérigos. “Não se sabe é onde. Esse mistério persiste”.

Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto

O Tripinhas é uma personagem inventada por D. Américo Aguiar, quando pediu a Germano Silva, que tornasse a história da Santa Casa da Misericórdia acessível aos mais jovens. E foi também de uma ideia do bispo auxiliar de Lisboa, que surgiu este “Clérigos. História do ex-líbris da cidade do Porto”.

A apresentação ao público foi feita esta sexta-feira, no Porto, pelas 16h.

 

26
Out22

Penguin Random House cria chancela dedicada a banda desenhada

Niel Tomodachi

O grupo editorial Penguin Random House criou uma nova chancela, Iguana, para publicar BD e livro ilustrado, porque há "um mercado grande, tanto de autores como de leitores", explicou a editora Amaia Iglesias, à Lusa.

Penguin Random House cria chancela dedicada a banda desenhada

"O livro ilustrado, nas diferentes versões e formatos, estava a ter cada vez mais vendas e a ter mais protagonismo no mundo editorial. Percebemos que havia um mercado grande, tanto de autores como de leitores, e por isso era tempo de terem uma própria chancela dentro da Penguin", referiu a editora.

Embora diga que o perfil editorial da Iguana é para todos os públicos, os livros a editar são dirigidos sobretudo a jovens e adultos, apresentando-se com quatro novidades até ao final do ano: "O seu nome é Banksy", de Francesco Matteuzzi e Marco Maraggi, "Patti Smith", uma biografia ilustrada de Ana Mushell, "A viagem - O Grande Panda e o Pequeno Dragão", de James Norbury, e "O Sol, o Mar e as Estrelas", de Iulia Bochis.

A intenção da Iguana é editar entre 12 a 14 novidades por ano. Para 2023 está confirmada a edição de "The Times I Knew I Was Gay", de Eleanor Crewes, e "Mauvais Genre", de Chloé Cruchaudet, premiado no festival de BD de Angoulême.

A Iguana quer ainda editar obras portuguesas neste segmento, contando, para já, com duas novidades de Filipa Beleza e de Raquel Fernandes, que assina como Raquel Sem Interesse.

Com a Iguana, o grupo Editorial Penguin Random House passa a contar com 22 chancelas e em algumas delas já foi publicada banda desenhada, em particular novelas gráficas e adaptações de romances.

A título de exemplo, a Cavalo de Ferro editou "Fome", de Martin Ernstesen, a Elsinore publicou vários volumes de "Sapiens, História Breve da Humanidade", de Yuval Noah Harari, e a Companhia das Letras editou "Balada para Sophie", de Filipe Melo e Juan Cavia.

Questionada pela Lusa, Amaia Iglesias não se compromete com possibilidade de a Iguana passar a reunir toda a BD do grupo editorial.

"Não ficou esclarecido, por causa dos autores, dos agentes. Vai ser estudado caso a caso, porque nem todos gostam de ser mudados de chancela", disse.

Quanto a escolhas editoriais, a Iguana poderá aproveitar para ter em Portugal alguma da banda desenhada que é publicada internacionalmente no grupo editorial, mas a intenção é escolher projetos de todo o mundo.

"Realmente o mundo do livro ilustrado é impressionante. Há tanta coisa boa e interessante par publicar, mas queremos começar devagar. Temos um público que vai reagir muito bem", disse.

Amaia Iglesias acaba de regressar da Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, onde verificou duas tendências literárias: O romance de fantasia e a comédia romântica com personagens 'queer'.

"Eu acho que tem a ver com o sucesso que esses livros fazem no TikTok. Era o que se falava na feira", disse.

Amaia Iglesias, espanhola a trabalhar em Portugal há mais de uma década, considera que "o tipo de leitor de novela gráfica e BD já mudou um bocadinho e é mais amplo", não se fica apenas pela BD franco-belga mais tradicional ou pelas histórias norte-americanas de super-heróis.

"Há histórias lindíssimas em todo o mundo a serem contadas", afirmou.

Alfaguara, Booksmile, Nuvem de Letras, TopSeller, Cavalo de Ferro, Fábula, Objetiva, Penguin Clássicos e Elsinore são algumas das 22 chancelas da Penguin Random House Grupo Editorial.

 

29
Ago22

A banda desenhada que conta a história de Volodymyr Zelensky já chegou a Portugal

Niel Tomodachi

A história do presidente da Ucrânia é relatada neste livro ilustrado, que ajuda a contextualizar a invasão russa.

Três meses depois da chegada a Portugal a primeira biografia traduzida do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agora está disponível uma versão em banda desenhada. O livro com texto de Michael Frizell e ilustrações de Pablo Martinena está nas livrarias desde 23 de agosto.

A obra de banda desenhada faz um retrato do entertainer sem experiência política que foi eleito chefe de estado e se tornou um líder mundialmente reconhecido desde o início da guerra — motivada pela invasão da Rússia à Ucrânia, a 24 de fevereiro.

“Antes de ter sido eleito o sexto presidente da Ucrânia, Volodymyr Oleksandrovych Zelensky era ator e comediante. Estava no auge da sua fulgurante carreira na televisão nacional ucraniana, a interpretar o papel de presidente na série ‘O Servo do Povo’, quando destronou o presidente em exercício ao vencer as eleições após uma campanha assente no combate à corrupção — com a Rússia a assistir a tudo”, pode ler-se na sinopse divulgada.

“Eis a biografia adaptada para BD do homem que, vendo a guerra rebentar-lhe nas mãos, se mantém firme na defesa do seu país contra um inimigo de maior estatura e manifestamente mais bem armado.” A edição da ASA tem 32 páginas e está à venda por 9,90€.

 

 
 

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