Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

28
Abr21

Sustentabilidade: Estudo revela quem se preocupa mais com o planeta

Niel Tomodachi

sustentavel.jpg

O mundo está a arder e nem sempre apenas num sentido figurado. Mas não são apenas os fogos a nossa única preocupação. Os oceanos vão crescer, as terras diminuir e a comida escassear. Na iminência de uma extinção, só nos resta questionar: ‘Porque é que isto está a acontecer?’.

Ora, nós sabemos bem o porquê. E a culpa é dos que continuam a não acreditar nas questões climáticas e, por isso, recusam-se a gestos tão simples e tão potentes como usar um saco de pano reutilizável sempre que vão ao supermercado. Tem dúvidas? A ciência está cá para as tirar.

Um psicólogo da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA) questionou 960 participantes sobre o que consideram ser ações masculinas e ações femininas. Questões básicas de cuidado ambiental como a separação de resíduos e posterior reciclagem, assim como o uso de sacos reutilizáveis, foram vistas como ações femininas. E pior: muitos homens confessaram evitar este tipo de comportamentos por temerem que a sua masculinidade ficasse em causa.

Com este estudo, publicado em 2019, não é difícil perceber porque é que a luta ambiental não tem ainda uma figura masculina – e aqui temos de excluir o Leonardo DiCaprio porque ele sozinho não faz milagres. Além disso, nenhum dos heróis com os quais crescemos se mostrou minimamente preocupado com o ambiente.

Tanto o Batman como o James Bond combatem o mal, mas, no que toca ao planeta Terra, pouco ou nada fazem. Facilmente agora percebemos o quão egoístas nós homens temos sido. Bem, os homens preocupam-se com algumas coisas e da forma mais correta, mas, por algum motivo, o interesse masculino está ainda muito longe de ter a ecologia e a sustentabilidade como centro de todas as suas atenções. E isso é triste, porque os homens perdem, as mulheres perdem, todos perdemos.

Aquilo pelo que os homens se interessam fervorosamente (como o futebol, o melhor óleo para a barba ou o suplemento que mais cuida dos músculos) pode ter os dias contados se não passarem a cuidar do ambiente.

Resta acreditar que tudo isto vai mudar para melhor e o primeiro passo passa por assistir a alguns dos discursos de Greta Thunberg. Com apenas 17 anos, esta jovem diz e faz o que todos os adultos já deviam estar a dizer e a fazer há anos. Na verdade, faz bem mais do que qualquer um de nós, não é verdade? E que tal juntar-se a ela?

(S)

22
Abr21

Greta Thunberg. "Por quanto tempo acreditam que se vão safar?"

Niel Tomodachi

A jovem ativista participou, esta quinta-feira, Dia da Terra, numa audiência sobre os subsídios dados à indústria dos combustíveis fósseis. Perante o Congresso norte-americano, a jovem considerou esses subsídios "uma vergonha".

naom_5df2561d17064.jpg

ativista Greta Thunberg considera "ultrajante" que os políticos ainda estejam a debater, em 2021, se vão acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis, o que considera "uma vergonha".

Em declarações perante o Congresso norte-americano, numa audiência sobre os subsídios dados à indústria dos combustíveis fósseis, a ativista considerou os mesmos a "prova clara de que não entendemos a emergência climática de forma alguma".

A jovem alertou mesmo os congressistas dos Estados Unidos que a história os responsabilizará pelas catástrofes climáticas se não pararem de subsidiar a indústria de combustíveis fósseis.

"Por quanto tempo acreditam, honestamente, que pessoas no poder, como vocês, vão safar-se?", questionou no discurso de abertura. "Por quanto tempo acham que podem continuar a ignorar a crise climática sem serem responsabilizados?”

A ativista, de 18 anos, enfatizou ainda que sua geração vai tomar medidas para enfrentar as alterações climáticas se os que estão no poder se recusarem a fazê-lo.

"Ao contrário de vocês, a minha geração não vai desistir de lutar", garantiu Thunberg. "Nós, os jovens, somos aqueles que vamos escrever sobre vocês nos livros de História. Somos nós que decidimos como serão lembrados. Portanto, o meu conselho para vós é que saibam escolher com sabedoria."

Greta Thunberg, que inspirou um movimento global contra as alterações climáticas, participou por videoconferência num painel da Câmara dos Representantes, no mesmo dia em que decorre a cimeira de líderes mundiais sobre o clima convocada pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Antes, a jovem já tinha assinalado o Dia da Terra, esta quinta-feira, com um vídeo, publicado nas redes sociais, onde alerta para o facto de as medidas tomadas para a neutralidade carbónica até 2050 serem insuficientes.

"Atenção, isto é um alerta de emergência para o público em geral", lê-se no início do vídeo, antes da jovem criticar a ausência de muitos aspetos nos compromissos dos países para chegar a zero emissões carbónicas em 2050.

"Podemos continuar a fingir que estes objetivos estão alinhados com o que precisamos, mas se nos podemos enganar a nós e aos outros, não podemos enganar a natureza nem a física", refere nas imagens.

 

22
Abr21

Passos escassos dos líderes mundiais conduzem mundo à catástrofe

Niel Tomodachi

A organização ambientalista internacional Greenpeace defende que os "passos escassos" dos líderes mundiais em relação ao clima estão a conduzir o mundo "à catástrofe", ficando longe de garantir as metas do Acordo de Paris.

naom_6038be686316d.jpg

Num comunicado divulgado hoje, o primeiro dia da Cimeira de Líderes pelo Clima, que decorre online por iniciativa dos EUA, a Greenpeace defende que "apesar de um grande número de anúncios" feitos hoje, os líderes internacionais deixaram o globo "encalhado num mundo de marés a subir, glaciares a derreter e desflorestação".

"Mesmo com os novos compromissos nacionais dos EUA, Reino Unido, China, Canadá e Japão, os governos mundiais estão ainda sem definir um caminho claro e sólido em direção a um limite de 1,5º C no aquecimento global, de acordo com o legalmente estabelecido no Acordo de Paris", defende a Greenpeace.

Jennifer Morgan, diretora executiva da Greenpeace Internacional, assinalou, no comunicado, as movimentações dos governos em relação à crise climática, defendendo que estes "são capazes, mas não têm vontade de correr em direção às soluções que previnem o colapso ambiental" e permitem alcançar a meta de 1,5º C.

"Os Governos deixaram-nos à espera de ação demasiado tempo e não podem deixá-la para a COP26. Tem que haver uma urgente, justa e verde transição dos combustíveis fósseis, enquanto a natureza -- a nossa maior defesa contra a crise climática -- tem que ser protegida e restaurada", defendeu a responsável.

Já Janet Redman, da Greenpeace EUA, defendeu que os atuais compromissos da Casa Branca são insuficientes e que "a ciência e a justiça exigem que se pare com a expansão dos combustíveis fósseis imediatamente", investindo na transição para uma "economia 100% renovável".

A Greenpeace Brasil defende que o presidente norte-americano, Joe Biden, não deve assinar qualquer acordo climático com o homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, uma vez que a proposta de não eliminar a desflorestação ilegal antes de 2030 "não só fica aquém do que é necessário", como "não é confiável, uma vez que continua a desmantelar agressivamente" proteções ambientais e o reforço da defesa do ambiente no país.

As delegações da Greenpeace do Canadá, Reino Unido, Este asiático e continente africano concordam que os respetivos líderes mundiais devem fazer mais em defesa do clima.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, convidou 40 líderes mundiais para uma cimeira destinada a preparar o caminho para a cimeira das Nações Unidas sobre o clima que se se realiza este ano em Glasgow (COP26).

Biden comprometeu-se já a cortar em metade as emissões de gases com efeito de estufa nos EUA até 2030, com o objetivo de alcançar a neutralidade carbónica em 2050.

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu cooperação internacional na luta contra as alterações climáticas; o presidente chinês, Xi Jinping, pediu respeito pelo multilateralismo e responsabilidades diferenciadas aos países conforme a sua prosperidade económica; o presidente francês, Emmanuel Mácron, pediu maior rapidez na aplicação do Acordo de Paris; e a chanceler alemã, Ângela Merkel, disse que o país continuará a fazer a sua parte em defesa do clima.

Entre os países de língua oficial portuguesa, o Brasil comprometeu-se a pôr fim à desflorestação e a atingir a neutralidade carbónica em 2050.

 

22
Abr21

Jovens promovem marcha contra lixo em Luanda

Niel Tomodachi

Um grupo de jovens convocou uma manifestação de protesto contra a acumulação do lixo em Luanda, já proibida pelo governo provincial, que acusam de adotar "dois pesos e duas medidas" consoante as iniciativas.

30631493.jpg

Israel Campos, um dos promotores da manifestação "Luanda Lixada", marcada para 01 de maio, explicou à Lusa que a carta comunicando a realização da manifestação foi endereçada ao Governo Provincial de Luanda (GPL) em 21 de abril, tendo este respondido "em tempo recorde" no dia seguinte, declinando o pedido.

"Não faz sentido. Ainda há duas semanas houve uma marcha relativa à violência contra as mulheres na qual participei, bem como dirigentes do Estado. Não houve problemas e, no final, até a ministra discursou. Porque é que algumas iniciativas são permitidas e outras não? Porque é que não podemos reclamar da situação do lixo, das moscas e dos mosquitos?", questionou o jovem jornalista, que também esteve ligado ao protesto contra a brutalidade policial em setembro de 2020.

Na resposta aos organizadores, o GPL justifica a proibição com o decreto presidencial 77/21, de 26 de março, que proíbe a concentração de mais de 10 pessoas na via pública devido à covid-19.

Um critério que, segundo Israel Campos, não tem sido aplicado noutras ocasiões, nomeadamente em iniciativas partidárias que têm ocorrido em todo o país, com enormes aglomerados "onde muitas vezes nem se respeita o distanciamento".

Na sua página da rede social Instagram, o jovem partilhou imagens recentes de ajuntamentos na marcha das mulheres, em Luana e de atos partidários com militantes do MPLA, partido do poder, e da UNITA, principal partido da oposição.

Campos disse à Lusa que a pandemia é uma preocupação dos jovens e que vem expressa na comunicação endereçada ao GPL, onde se lê que os promotores da manifestação asseguram o "cumprimento de todas as medidas de biossegurança orientadas pelas autoridades sanitárias nacionais".

A marcha pacífica prevê iniciar-se às 11:00 no Largo das Heroínas rumando até à marginal onde os jovens pretendem manter-se até as 18:00, em sinal de protesto.

O objetivo é "manifestar a insatisfação pública generalizada pela problemática do lixo em Luanda e das consequências que o aumento considerável de insetos, como as moscas e mosquitos, trarão para a saúde pública, bem como promover uma campanha de educação ambiental para despertar a consciência dos próprios cidadãos".

O lixo acumulado tem sido uma preocupação para os munícipes da capital angolana, face às toneladas de detritos que têm inundado as ruas e os bairros, desde a suspensão dos contratos com os operadores de gestão dos resíduos, em dezembro de 2020.

No final de março, o GPL anunciou que sete empresas iriam começar a fazer a recolha de lixo, mas o problema ainda não está resolvido.

 

25
Mar21

Hora do Planeta vai ser acompanhada com um talk show (e vários convidados)

Niel Tomodachi

A apresentadora para Portugal será Leonor Poeiras e o evento está marcado para 27 de março.

95921edf2a1dfe08f44bc4f0bc557b9c-754x394.jpg

É já para o próximo sábado, 27 de março, que está marcada a Hora do Planeta deste ano. O evento conta desta vez com um talk show em português que terá a presença de vários artistas e convidados.

Subordinado ao tema “Água e Alterações Climáticas”, o apagão planetário está marcado para entre as 20h30 e as 21h30 e acontecerá na respetiva hora local por todo o mundo. Esta é uma iniciativa que ao longo dos anos tem tido como objetivo alertar para as alterações climáticas e a necessidade de defesa do ambiente e do planeta.

“Portugal continua a viver além da água que tem. Quase todos os anos ouvimos falar em seca, mas preocupa-nos mais a escassez hídrica, que mostra que cada vez consumimos mais água em Portugal. Este é um problema estrutural, que não pode ser remediado com camiões de água a transportar água entre localidades, agravado pelas alterações climáticas, e com tendência para piorar. A ANP|WWF (Associação Natureza Portugal e World Wide Fund) e a WWF (World Wide Fund) Espanha apresentaram esta semana um relatório conjunto a alertar para este problema, mostrando o quão urgente é uma estratégia ibérica para responder ao desafio da escassez de água nos nossos rios partilhados”, explica o especialista em Água da ANP|WWF, Afonso do Ó.

No nosso País, a iniciativa será acompanhada da hashtag #cadagotaconta e de um programa de conversa conduzido por Leonor Poeiras. Entre os convidados estão o músico Rodrigo Leão, o fundador do Loving the Planet e voz dos documentários BBC Vida Selvagem Eduardo Rêgo, Francesco Rocca e Luís Costa do projeto É P’ra Amanhã, a diretora executiva da ANPlWWF, Ângela Morgado, e Afonso do Ó e Rita Sá, especialistas em água, oceanos e pescas na ANPlWWF.

“Esta é uma iniciativa com a qual me identifico muito. Os recursos do planeta são finitos e a água é um bem essencial sem o qual não podemos viver. Temos todos de adotar hábitos de vida conscientes”, diz em comunicado Leonor Poeiras.

O evento vai ser transmitido na página de Facebook da organização e vai ser possível o público colocar questões.

“Em 2021, queremos que as pessoas reconheçam a importância e necessidade de se envolverem diretamente na defesa do nosso planeta, com pequenas ações diárias que, quando somadas, trazem grandes resultados. A Hora do Planeta é um momento significativo, juntando milhões de pessoas em torno de uma causa comum, a da nossa própria sobrevivência enquanto espécie. A nossa saúde e bem-estar dependem da saúde do planeta, e temos menos de dez anos para travar e reverter os efeitos do aquecimento global”, sublinhou ainda a diretora executiva da ANP|WWF, Ângela Morgado.

Para marcar este evento, além das várias empresas que apoiam a organização, já garantiram que vão apagar as suas luzes monumentos como o MAAT, o Cristo Rei e a Ponte 25 de abril, em Lisboa, e as pontes da Arrábida e do Freixo e Estação de S. Bento, no Porto.

 

23
Mar21

Voilà: os talheres comestíveis que sabem a pizza e querem acabar com o plástico

Niel Tomodachi

Depois de fazer a refeição também os pode comer. Há facas, garfos e até colheres, tudo feito com uma espécie de biscoito.

9fdd3b23c69ec374a0c46b3667fb2c16-754x394.jpg

Os talheres de plástico começam a estar em vias de extinção. Depois das palhinhas feitas com massa, que depois até podia cozer, estão a chegar os talheres comestíveis e que sabem a pizza. A marca Volià foi criada por Laura Gispert e em breve está disponível no mercado espanhol, mas o objetivo é chegar a todo o mundo.

“No início foi um processo muito experimental. Comecei a desenhar talheres inspirados em formas orgânicas, que seriam visualmente atraentes. Depois, quando passou a adquirir um sentido comercial, quis simplificar e fazer algo funcional, ergonómico, que pudesse ser fabricado em série”, explicou Laura Gispert à revista espanhola “Expansion”.

Começou a desenvolver o produto nos estudos de design que estava a fazer numa escola em Barcelona, Espanha. Depois é que criou a marca com o objetivo de estar à venda em supermercados, mas também poder ser usado em cafés e pastelarias.

“A ideia deste híbrido entre alimento e produto é substituir os talheres de plástico em contextos informais como um lanche ou um aperitivo.”

O principal elemento que os compõem é a farinha. “Pesquisamos as melhores pela consistência e para todos, queríamos que fosse sem glúten, e optamos pela farinha de arroz”, explica. Quem prova diz que tem um sabor semelhante a uma massa de pizza.

São ainda usados componentes gelificantes para dar consistência. “O objetivo era que fosse um produto neutro, que não se misturasse com o sabor da comida e que fosse agradável.” Garante que são resistentes e não se partem com facilidade.

São vários os formatos disponíveis.

 

19
Mar21

Plante uma árvore em casa e ajude o planeta — o ICNF tem 50 mil para lhe oferecer

Niel Tomodachi

A iniciativa para promover o Dia Internacional das Florestas arranca já esta sexta-feira, 19 de março.

b9f41194805435aea82c7b34db1e993b-754x394.jpg

Plante uma árvore em casa e ajude o planeta — o ICNF está a oferecer 50 mil plantas para isso mesmo. Esta é a mais recente iniciativa do instituto para assinalar o Dia Internacional das Florestas. Está sempre a olhar para o jardim lá de casa e a pensar: “Bem, o que ficava ali mesmo bem era uma árvore”? Pois bem, o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas acaba de lançar um projeto que vai distribuir, de forma gratuita, perto de 50 mil árvores a quem as quiser.

A iniciativa arranca esta sexta-feira, 19 de março, e prolonga-se até ao dia 26. Tratam-se de espécies autóctones, entre medronheiros, sobreiros, azinheiras, pinheiros mansos, alfarrobeiras, romãzeiras e carvalhos. Não terá que pagar, mas deve prometer que irá plantá-las e enviar uma foto ou partilhá-la nas redes sociais com a hashtag #ICNFsomosTODOS.

Cada pessoa pode recolher um máximo de dez árvores. Terá apenas que se deslocar a um dos cinco postos do ICNF. No caso das organizações sem fins lucrativos, esse limite sobe para as 50. Os donos de terrenos rurais com áreas até cinco mil metros quadrados podem levantar até 100 árvores.

 

11
Mar21

TransforMAR recolheu mais de 47 toneladas de plástico nas praias em 2020

Niel Tomodachi

O projeto TransforMAR recolheu 47,4 toneladas de plástico em 15 praias do continente português, durante o ano passado, transformando aqueles detritos em donativos monetários, perfazendo um apoio de mil euros para instituições locais, foi hoje anunciado.

naom_5a0da12d97140.jpg

"A iniciativa esteve presente em 15 praias, de norte a sul do país e, fora da época balnear, promoveu oito ações de limpeza, com os voluntários da Brigada do Mar, ao longo de mais de 200 km [quilómetros] de costa", adiantaram os promotores do projeto.

De acordo com a organização, a iniciativa, que vai na terceira edição, recolheu um total de 5,4 toneladas de plástico -- superando as 2,6 toneladas de 2019 -- durante dos meses de julho, agosto e setembro, através de depósitos de utilização para veraneantes.

"Assumindo o compromisso de transformar o plástico recolhido num benefício direto para a comunidade e, em resposta aos desafios económicos trazidos pelo atual contexto de pandemia, o projeto transformou o total das 47,4 toneladas de plástico recolhido em donativos monetários para apoiar IPSS [Instituição Particular de Solidariedade Social] locais nos concelhos das praias onde o TransforMAR marcou presença", realçou.

Ao longo do ano passado, segundo os promotores, 76 voluntários conseguiram retirar da orla marítima 42 toneladas de plásticos -- quase 80% do total de resíduos recolhidos - em oito ações de limpezas de praias, numa extensão de 200 km de costa.

"Selecionadas pelas câmaras municipais que têm demonstrado um papel ativo na proteção do planeta, desde a primeira edição do TransforMAR, 15 IPSS irão receber um apoio de mil euros cada, na sequência da valorização de cada tonelada de plástico recolhido, para melhor servirem a comunidade", adiantaram, lembrando que, nas edições anteriores, o plástico recolhido foi transformado "em equipamentos para a prática de atividade física e em mobiliário urbano".

O projeto TransforMAR é uma iniciativa dos supermercados Lidl e da Electrão, Associação de Gestão de Resíduos, responsável por três sistemas de recolha e reciclagem de resíduos: equipamentos elétricos, pilhas e embalagens.

Tem como parceiros entidades como a Associação Bandeira Azul da Europa, as organizações ambientalistas Quercus e Zero, e a Agência Portuguesa do Ambiente. E o apoio institucional do Ministério do Ambiente e da Ação Climática.

"O TransforMAR é um projeto inovador na forma como transforma o plástico recolhido num benefício para a comunidade, numa lógica de economia circular, e os seus resultados têm-se superado ano após ano", avançou a diretora de Comunicação Corporativa do Lidl Portugal, Vanessa Romeu, citada no comunicado.

Também o diretor geral do Electrão - Associação de Gestão de Resíduos, Pedro Nazareth, considerou que o projeto serve para alertar para "impacto dos resíduos nos ecossistemas e habitats marinhos", desenvolvendo ações de limpeza nas praias.

Por seu lado, a coordenadora nacional do programa Bandeira Azul, Catarina Gonçalves, explicou que a iniciativa "vai ao encontro da mensagem de sensibilização [...] relativa à urgência de alteração de comportamentos" das pessoas.

"Esta é uma iniciativa que desafia os portugueses, não só a recolher plásticos, mas também a entender o peso/impacto das suas ações nos oceanos e na sustentabilidade do nosso planeta", sustentou.

Já o representante da Brigada do Mar, Simão Acciaioli, que se juntou pela primeira vez ao projeto, realçou as 12 toneladas de plástico recolhidas na Reserva Natural das Dunas de São Jacinto, em Aveiro.

Por sua vez, a coordenadora responsável da Quercus, Sandra Pereira, considerou que o TransforMAR serviu para perceber que, mesmo em contexto pandémico, "a sociedade continua mobilizada para as questões ambientais".

"O projeto TransforMAR, pelos resultados alcançados e pela dinâmica demonstrada, tem sido um excelente exemplo de como se pode promover a economia circular em Portugal", observou.

Com duração de um ano, o projeto esteve dois meses consecutivos em 15 praias de todo o país (julho e agosto), para sensibilizar as pessoas para a importância de uma boa conduta ambiental em praia e para os princípios da economia circular - através da recuperação, reutilização, reciclagem e redução do desperdício de materiais plásticos.

Em cada uma das praias esteve um depósito próprio, que promoveu a recolha de materiais plásticos e de metal produzidos pelos frequentadores dos locais.

Já na terceira edição, o TransforMAR tem como parceiro a Brigada do Mar, um projeto de limpeza de praias e proteção da biodiversidade que desde a sua criação, em 2009, já recolheu 800 toneladas de lixo.

 

06
Mar21

Há uma nova mobilização pelo clima convocada para março

Niel Tomodachi

Estudantes apelam à participação nas ações online e presenciais que estão marcadas para todo o País.

f32a46c9b8e7bd42b678fe8e818ffb27-754x394.jpg

A Greve Climática Estudantil convocou nova Mobilização pelo Clima para 19 de março, uma sexta-feira. Esta ação está inserida no movimento internacional Fridays For Future, que pretende consciencializar para as questões climáticas.

“Face a todas as promessas vazias, de líderes e instituições, precisamos de um plano real, construído pelo movimento por justiça climática, por todas as pessoas, para todas as pessoas”, justificam os estudantes em comunicado.

No mesmo documento, a Greve Climática Estudantil explica que este é o ano para “começar e recuperar”, explicando que este é o momento para agir, depois de um ano marcado pela crise pandémica.

Um dos pontos que os estudantes querem ver resolvido é que a sociedade tenha em conta “tanto os e as empregadas nos setores poluentes, como as pessoas que foram mais abaladas pela crise pandémica”. O objetivo principal será que a vida seja posta no centro de todas as decisões, dizem.

“Reivindicamos a criação de milhares de empregos para o clima nos setores-chave que reduzam as emissões e o encerramento das infraestruturas mais poluentes, garantindo a proteção e requalificação dos trabalhos. A solução da crise climática também exige a criação de um plano habitacional; a criação de um plano nacional florestal e agrícola, fundamentado na agroecologia e na permacultura; o incentivo a projetos benéficos às zonas rurais e que proceda à adequação das áreas florestais às condições climáticas atuais e futuras; a integração do estudo das alterações climáticas e da ecologia nos currículos escolares, entre outras”, aponta ainda o comunicado.

O motivo para a escolha de 19 de março para agendar os protestos não é aleatório: “Não nos podemos dar ao luxo de esperar mais, quando no dia 19 de março de 2021 teremos seis anos e 287 dias até que seja impossível ultrapassar os 1.5ºC de aquecimento em relação a níveis pré-industriais”.

Até agora, são 18 as localidade que confirmaram a participação nestas manifestações — Alcácer do Sal, Algarve, Aveiro, Bragança, Caldas da Rainha, Coimbra, Entroncamento, Évora, Guimarães, Lamego, Lisboa, Mafra, Montijo, Odemira, Pico, Porto, Setúbal e Viseu.

Em todas as localidades haverá protestos online, mas algumas terão ainda encontros presenciais marcados. Em Lisboa será às 16h30 na Praça José Fontana e às 17h30 no Martim Moniz, em Mafra será às 17 horas no Palácio de Mafra, em Aveiro será no Parque do Rossio e no Parque da Fonte Nova às 17 horas, e no Algarve está marcado para as 16h30 no Mercado Municipal de Faro.

“Convocamos todos e todas para exigir respostas reais ao grande desafio dos nossos tempos, tomando as devidas medidas de higiene que assegurem a segurança de todos os participantes, no caso de ações presenciais”, frisa ainda a Greve Climática Estudantil.

 

12
Fev21

Alterações climáticas vão mudar agricultura da Europa

Niel Tomodachi

As alterações climáticas vão mudar as condições agrícolas e aumentar as pragas na Europa, as zonas de produção serão alteradas e os rendimentos e preços serão mais variáveis, prevê um estudo hoje divulgado pela Agência Europeia do Ambiente (AEA).

naom_5ab3760809b5e.jpgSegundo o documento, serão também afetados os padrões de cultivo, o comércio internacional e os mercados regionais, ainda que não se prevejam diminuições na produção pelo menos até 2050.

Alerta-se no estudo que se por um lado a União Europeia (UE) é autossuficiente em termos de cereais e legumes, há que ter em conta a vulnerabilidade em relação a produtos tropicais importados, ou alimentação para animais.

Por esse motivo, preconiza a AEA, é preciso diversificar o comércio, envolvendo mais países e alterando as formas de importação, para evitar riscos de rotura de abastecimento. As políticas públicas podem ajudar reduzindo a procura de produtos vulneráveis, nomeadamente produtos associados a elevadas pressões ambientais, e a UE deve despender mais apoio para a adaptação internacional às alterações climáticas.

O estudo, encomendado pela AEA, combina informação sobre os impactos das alterações climáticas globais na produção agrícola com informações sobre o perfil de importação da UE e a vulnerabilidade às alterações climáticas dos países de origem dos produtos.

A agricultura, diz a AEA, é dos setores mais sensíveis às alterações climáticas, porque depende dos tipos de solo, do clima e da biodiversidade e é afetada pela precipitação, humidade e temperatura. As mudanças no clima podem levar a mais e diferentes pragas e alterar os comportamentos dos polinizadores, o crescimento das culturas e mudar o uso da terra.

Citando estudos feitos nos últimos 10 anos a AEA alerta para uma diminuição da produção de milho e trigo e considera que as alterações climáticas afetaram negativamente a produtividade das principais culturas na Europa.

Refere que na próxima década se deve manter a capacidade de oferta global de alimentos à medida que aumenta a procura, o que pode mudar a longo prazo, com as alterações climáticas a afetarem a produtividade e a fazer "aumentar significativamente" os preços dos produtos.

A Europa, diz a AEA, não terá "preocupações imediatas de segurança alimentar" devido às alterações climáticas, mas é fortemente dependente de produtos como soja e milho, cacau, café ou bananas, óleo de palma, beterraba ou açúcar de cana, produtos importados de poucos países (Malásia, Indonésia, Brasil ou Estados Unidos) pelo que nesta área fica mais vulnerável.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Quotes:

"We need four hugs a day for survival. We need eight hugs for maintenance. And we need twelve hugs a day for growth." - Virginia Satir

Pesquisar

Nelson's bookshelf: currently-reading

Alfie - O Gato do Bairro
tagged: currently-reading

goodreads.com

2021 Reading Challenge

2021 Reading Challenge
Nelson has read 1 book toward his goal of 25 books.
hide

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Afiliado Wook

WOOK - www.wook.pt

Comunidade Bertand

Read the Printed Word!

Em destaque no SAPO Blogs
pub