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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

19
Set22

The Trash Traveller, a viagem com um sentido

Niel Tomodachi

É alemão, anda de bicicleta mapa de Portugal acima e abaixo e largou a biomedicina para chamar a atenção para… o lixo.

Foto: The Thrash Traveller

Andreas Noe é, acima de tudo, um tipo bem disposto. Intitula-se The Trash Traveller, canta “canções ridículas” e faz sorrir as pessoas. Pelo caminho, espera consciencializá-las para a luta que o move: acabar com o consumo de plástico de uso único.

Encontrámo-lo em Matosinhos, no âmbito do Travel Fest da Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, à maegem do qual fez o que mais gosta: limpar praias.

Foto: The Thrash Traveller

Formado em biomedicina, conheceu Portugal através do surf e depressa percebeu que uma país com tão generosa costa se torna diariamente num recetáculo do lixo do Mundo.

Desistiu da carreira e da sua Alemanha, agarrou na carrinha que é sua casa e desatou a percorrer Portugal atrás de plástico. Com um ukelele que lhe foi oferecido por um viajante que cruzou algures às costas, a cantar num português delicioso letras tão parvas que só podem ficar na memória.

Foto: The Thrash Traveller

Objetivo: fazer passar a mensagem: “Sou um viajante de lixo, com um ukelele de lixo, tenho uma voz de lixo e canto canções de lixo”, conta Andrea, entre duas músicas. Uma delas é uma adaptação simples da Casa Portuguesa que Amália eternizou. Em versão lixo, claro.

“Não é porque o lixo seja pior em Portugal do que noutro lugar, mas porque adoro Portugal!”, ressalva o ativista, que se diz “chocado com o que os homens estão a fazer ao Planeta”.
Foto: The Thrash Traveller

Até então avesso às redes sociais, percebeu que usá-las ajudaria a luta a que se entregou. Andou 160 dias a recolher uma tonelada de plástico e a partilhar 160 vídeos e fotografias castiças, até um frigorífico apanhou e da porta fez uma “prancha de surf”.

Percebeu que não era suficiente e resolveu dedicar dois meses seguidos a descer por areais do Minho ao Algarve: em 832 km juntou 1,62 toneladas de lixo e centenas de pessoas e associações e ONGs e conquistou um movimento em plena pandemia.

Até que um dia foi recebido ao fim do dia por um senhor a agraciá-lo com água… numa garrafa de plástico de uso único. “OK, tenho de alterar a mensagem”, compreendeu. Tinha de convencer as pessoas a largar de vez o plástico.

E partiu à cata do item de plástico que mais se descarta para a Natureza: beatas de cigarro. Em dois meses, recolheu, com mais de 600 pessoas e 70 ONGs, 1,1 milhão de beatas em 38 cidades e praias. E fotografou-se deitado e coberto delas em “obras de arte efémeras”.

“Não se trata de limpar, trata-se de alterar a raiz do problema”, explica Andreas, que lançou uma campanha em defesa da implementação de um sistema de depósito para embalagens.

Foto: The Thrash Traveller

Pegou num quadro de bicicleta velho e em peças de 14 bicicletas descartadas, construiu a “Rosa” e deu a volta a Portugal e, 2370 km a explicar às pessoas que o Mundo tem materiais e coisas que cheguem e não precisa de fabricar mais e que o plástico só vai parar à Natureza “porque não tem valor”.

Apanhou 4599 garrafas e latas e documentou tudo com imagens no Instagram e lançou uma petição com várias ONGs que têm lutado nessa questão há anos e que espera vir a entregar ao Governo português. Para dar valor ao que é descartável e fazer perceber, pelo dinheiro, que pode ser reutilizado. Porque só 10% do plástico acaba reciclado em Portugal.

Foto: The Thrash Traveller

14
Set22

Recuperação de resíduos na UE passa 1,2 milhões de toneladas em 2020

Niel Tomodachi

A taxa de recuperação de resíduos na União Europeia (UE) aumentou, em 2020, para 1,2 milhões de toneladas, face aos 870 milhões de toneladas registados em 2004, segundo dados do Eurostat.

Recuperação de resíduos na UE passa 1,2 milhões de toneladas em 2020

De acordo com um boletim do serviço estatístico da UE, em 2020 foram recuperadas 1.221 milhões de toneladas de resíduos, uma subida que representa também um aumento de 46% (em 2004) para os 60% (2020) da percentagem de valorização no tratamento total de resíduos.

As maiores taxas de reciclagem foram registadas em Itália (83%), Bélgica (74%), Eslováquia e Letónia (64% cada), enquanto os aterros foram a principal solução para os resíduos na Roménia (93%, contra 5% de reciclagem), Bulgária (92% e 8%, respetivamente) e Finlândia (84% contra 10%).

Portugal apresentava, há dois anos, uma taxa de reciclagem de mais de 40%, que ultrapassa os 60% quando consideradas a reutilização e o aproveitamento energético dos resíduos.

 

30
Ago22

Degelo na Gronelândia elevará nível do mar em 27 centímetros, o dobro do previsto

Niel Tomodachi

A camada de gelo da Gronelândia, que está a derreter rapidamente, irá acabar por elevar o nível global do mar em pelo menos 27 centímetros, mais do dobro do que anteriormente previsto, segundo um estudo publicado esta segunda-feira.

27 centímetros são mais do que o dobro do aumento do nível do mar que os cientistas esperavam com o degelo

Este efeito pode ser causado pelo chamado "gelo zombie", ou "gelo condenado", que, embora ainda preso a áreas mais espessas de gelo, já não é "reabastecido" por glaciares próximos que agora recebem menos neve.

Sem este "reabastecimento", o "gelo condenado" está a derreter com as alterações climáticas e inevitavelmente irá elevar o nível do mar, salientou William Colgan, especialista do Serviço Geológico da Dinamarca e da Gronelândia e coautor do estudo.

"É gelo morto. Vai derreter e desaparecer da camada de gelo. Este gelo será enviado para o oceano, independentemente do cenário climático que adotemos agora", realçou Colgan em conferência de imprensa.

O autor principal do estudo, Jason Box, especialista em glaciares da Gronelândia, alertou que a situação é estar "com um pé para a cova".

Os inevitáveis 27 centímetros apontados pelo estudo são mais do que o dobro do aumento do nível do mar que os cientistas esperavam com o degelo na Gronelândia.

A investigação, publicada na revista Nature Climate Change, aponta que pode chegar a 78 centímetros.

Por outro lado, o relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) do ano passado projetou um alcance de 06 a 13 centímetros para o provável aumento do nível do mar, pelo derretimento do gelo da Groenlândia, até o ano 2100.

Neste trabalho, os cientistas olharam para o gelo em risco. Em perfeito equilíbrio, a queda de neve nas montanhas da Gronelândia desce, recarrega e engrossa as laterais dos glaciares, equilibrando o que está a derreter.

Mas, nas últimas décadas, há menos "reabastecimento" e mais degelo, o que cria um desequilíbrio.

Os autores do trabalho analisaram a proporção do que está a ser adicionado ao que está a ser perdido e calcularam que 3,3% do volume total de gelo da Gronelândia irá derreter, sem que importe o que aconteça no mundo com a redução da poluição por carbono, salientou Colgan.

Mais de 120 triliões de toneladas de gelo já estão fadadas a derreterem, devido à incapacidade do manto de gelo reabastecer as laterais.

"Esta é uma perda muito grande e terá um efeito prejudicial nas costas de todo o mundo", destacou David Holland, da NYU, que regressou recentemente da Gronelândia, mas não faz parte da investigação.

Esta é a primeira vez que os cientistas calculam uma perda mínima de gelo - e o aumento do nível de mar que causa - para a Gronelândia, uma das duas enormes camadas de gelo do planeta.

As duas estão a diminuir lentamente devido às alterações climáticas decorrentes da queima de carvão, petróleo e gás natural.

O 'timing' é uma questão sem resposta no estudo. Os investigadores frisaram que não podem estimar o momento do degelo do 'gelo condenado', mas apontaram que será "dentro deste século", embora não o assumam concretamente.

 

26
Ago22

Como poupar água: 14 dicas para aplicar todos os dias

Niel Tomodachi

Fique a par das nossas dicas para poupar água e preservar este recurso cada vez mais escasso.

Poupar água

Uma das melhores formas de poupar no dia-a-dia é, sem dúvida, reduzindo o desperdício de água. Dos banhos à confeção de alimentos, gastamos água desnecessariamente e sem sequer nos apercebermos disso.

Pequenas mudanças de comportamentos podem, assim, fazer toda a diferença no final do mês, quando chega a conta da água para pagar. Além disso é uma responsabilidade de todos preservar ao máximo este recurso cada vez mais escasso no nosso planeta.

Descubra, de seguida, algumas dicas para aprender como poupar água.

 

COMO POUPAR ÁGUA EM CASA

 

Na casa de banho

1. Feche a torneira enquanto não está a utilizar a água

Fechar a torneira enquanto se está a lavar os dentes ou o cabelo, por exemplo, é algo que nos ensinaram desde sempre, mas que pouca gente faz. A verdade é que este pequeno gesto aplicado diariamente, ao final do mês pode significar uma poupança muito significativa na sua fatura mensal.

 

Senão repare:

  • Ao lavar as mãos ou os dentes com a torneira aberta, pode gastar cerca de 14 litros de água. Se usar um copo, pode diminuir para apenas 1 litro.
  • Ao manter a torneira aberta enquanto faz a barba, pode gastar até 40 litros de água. Se colocar uma tampa no lavatório, gastará apenas 2 litros.

 

2. Opte pelo duche

Troque os banhos de imersão, por duches. E quantos mais rápidos melhor.

Um duche de 15 minutos com a torneira aberta, consome cerca de 180 litros. Mas se fechar a água enquanto se ensaboa e diminuir o tempo do duche para 5 minutos, vai reduzir o consumo para apenas 60 litros.

Já num de um banho de imersão, o consumo de água facilmente chega aos 200 litros.

 

3. Aproveite a água do chuveiro

Há poucas pessoas que utilizam este truque, mas acredite que é um dos mais eficazes para poupar água.

Enquanto espera que aqueça, armazene aqueles bons litros de água que de outra maneira seria deitados a perder. Pode depois reutilizá-la para o autoclismo, para regar as plantas de casa, ou até para lavar pequenas peças de roupa à mão. Faça a experiência.

 

4. Não use a sanita como caixote do lixo

Se tem por hábito depositar lixo na sanita, saiba que cada vez que descarrega o autoclismo está a gastar entre 7 e 15 litros de água, apenas para se ver livre dele. Ao colocar o lixo no caixote, não gasta água nenhuma.

 

5. Trate do seu autoclismo

Com o autoclismo podemos poupar água suficiente para reduzir significativamente a conta ao final do mês.

Primeiro, verificando se este tem fugas de água. Para tal, coloque corante no interior do autoclismo. Se vir água colorida na sanita sem fazer qualquer descarga, então é sinal de que há fugas a tratar.

O passo seguinte é reduzir o volume de água que é libertado em cada descarga. Pode fazê-lo instalando um autoclismo de descarga dupla ou simplesmente colocando uma garrafa de plástico cheia dentro do autoclismo.

 

6. Instale um compressor redutor de caudal

Ao instalar um redutor de caudal numa torneira vai diminuir o desperdício de água em cerca de 50%. Já se instalar um no chuveiro a poupança pode chegar aos 80%. Se possível, faça-o em todas as torneiras e chuveiros que tenha em casa, e com este pequeno passo vai poupar muita água.

 

Na cozinha

7. Tenha atenção às máquinas

Na cozinha, o que mais consome água são as máquinas, seja a de lavar loiça ou a de lavar roupa. Nesse sentido, procure colocar as máquinas a trabalhar apenas quando estas tiverem a carga completa. Hoje em dia, também já existem máquinas que têm a opção de meia carga.

 

8. Não tenha água a pingar

Ter canos ou torneiras a pingar é uma das principais fontes de desperdício de água. Um pingo pode parecer mínimo, mas uma torneira a pingar de 5 em 5 segundos, durante 24 horas, pode gastar 30 litros de água por dia, o que corresponde a mais de 10 mil litros de água por ano.

Vigie sempre as suas canalizações e torneiras e tente resolver o problema das que não estão bem.

 

9. Use apenas a água de que precisa

Quando vai cozer ovos, por exemplo, não precisa de encher a panela de água. Basta que coloque a quantidade suficiente para cobrir os alimentos. Caso contrário, além de água, também vai gastar mais gás ou eletricidade enquanto espera que esta ferva.

 

10. Não descongele comida em água a correr

Se descongela comida em água corrente, pense duas vezes antes de o fazer. Não só está a desperdiçar água, como também pode pôr em risco a sua saúde. A descongelação não deve ser feita sob água a correr, nem tampouco no microondas ou à temperatura ambiente, uma vez que propicia a proliferação de bactérias. Ao invés disso, deve deixar os alimentos a descongelar dentro do frigorífico.

 

No jardim

11. Não limpe as folhas “à mangueirada”

No jardim, a água deve servir apenas para lavar e não para varrer. Muitas pessoas utilizam a pressão do jato de água para varrer as folhas e outros resíduos sem perceberem com isso que estão a gastar muito mais água do que é suposto. Para este tipo de limpezas, utilize a vassoura.

 

12. Regue o jardim a horas específicas

Se regar o jardim nas horas de maior calor, parte da água que está a ser utilizada será evaporada, o que a tornará completamente inutilizada. Opte por regar o seu jardim logo de manhã ou ao final do dia. Lembre-se também que não são precisas grandes quantidades de água, uma vez que as plantas não têm capacidade de absorver tudo ao mesmo tempo.

 

13. Poupe ao lavar o carro

Não lave o carro com uma mangueira. Isto não só desperdiça água como deixa o carro mal lavado. Um balde de água, uma esponja e algum sabão acabam por resultar numa forma de poupar água e lavar melhor o carro, mesmo que encha o balde várias vezes.

Ao lavar o carro com mangueira pode gastar cerca de 500 litros de água. Já se o fizer lavar com balde e esponja, reduzirá o gasto para 50 litros.

 

14. Reutilize água para regar as plantas

Se usou alguma água apenas para cozer uns legumes ou ovos, esta água está perfeitamente boa para regar as plantas. De facto, ao ferver a água, até a esteve a purificar, logo as plantas agradecem. Certifique-se, no entanto, que deixa a água arrefecer para não cozer as plantas.

Agora que já sabe como poupar água, só falta passar para a prática!

 

22
Ago22

Reflorestar: o cartão que vai ajudar a recuperar a paisagem da Serra da Estrela

Niel Tomodachi

A associação Estrela Geopark lançou uma iniciativa para promover ações de reflorestação após o incêndio.

Na madrugada de 6 de agosto, o fogo atingiu a maior área protegida do País. Um pesadelo que durou 11 dias e destruiu um quarto do Parque Natural da Serra da Estrela, o que corresponde a mais de 25 mil hectares em seis concelhos.

Para ajudar a reflorestar esta área protegida, que foi devastada pelas chamas, a associação Estrela Geopark lançou um cartão com o objetivo de gerar receitas para apoiar e promover ações de reflorestação. O lançamento do cartão Reflorestar foi anunciado na quinta-feira, 18 de agosto, na sequência do último incêndio que devastou grande parte da paisagem da Serra da Estrela.

“O mês de agosto ficou assinalado na história desta montanha, pelas marcas que o fogo deixou neste território classificado como Geopark Mundial da UNESCO”, começa por escrever a organização. Acrescentam ainda que esta iniciativa, “além de estar a contribuir para a regeneração da paisagem da Estrela”, traz vantagens para o utilizador, que poderá “usufruir de um conjunto de descontos nos mais diversos parceiros deste Geopark”.

A aquisição do cartão Reflorestar tem um custo de 10€ e pode ser feita através do email info@geoparkestrela.pt. As receitas serão usadas para apoiar e contribuir para futuras ações de reflorestação que venham a ser coordenadas pelas autoridades locais. Os utilizadores podem ter descontos em alojamentos, animação turística, museus, produtos locais, restauração e outros serviços.

 

05
Ago22

A Grande Barreira de Coral na Austrália começa a mostrar sinais de recuperação

Niel Tomodachi

É uma das sete maravilhas naturais do mundo e está em risco de desaparecer devido às alterações climáticas.

Mergulhar na Grande Barreira de Coral está no topo da bucket list de muita gente. É uma das sete maravilhas naturais do mundo e um dos locais de excelência para fazer mergulho. No entanto, os incríveis corais, os peixes coloridos, aquela magia toda debaixo de água foi-se tornando numa paisagem branca de corais mortos.

Em menos de 30 anos, a Grande Barreira de Corais na Austrália perdeu metade dos seus corais devido às alterações climáticas. Um estudo, realizado em outubro de 2020, revelou aquilo que muitos cientistas temiam: um dos habitats mais importantes do nosso planeta estava mesmo em risco de desaparecer.

Felizmente, a Grande Barreira de Corais da Austrália registou a maior quantidade de cobertura de coral dos últimos 36 anos. Segundo um relatório do Instituto Australiano de Ciências Marinhas (IACM), que analisou dados de 87 pontos da Grande Barreira, foram verificados os sinais de recuperação mais animadores dos últimos anos.

As partes norte e central do recife conseguiram ultrapassar os danos mais depressa do que o previsto. A cobertura aumentou 36 por cento nos locais monitorados, mais nove por cento do que em 2021. Já na região sul, a percentagem desceu de 38 por cento, no ano passado, para 34 por cento em 2022. Esta recuperação deveu-se sobretudo aos corais Acropora, um coral ramificado que sustenta milhares de espécies marinhas.

Apesar das boas notícias, o presidente do IACM, Paul Hardisty, alertou que tudo pode mudar novamente, caso existam ciclones ou outros eventos de surtos de coroas de espinhos, que acabam por matar os corais.

“O que é preocupante é que a frequência destes eventos que causam perturbações está a aumentar, particularmente os fenómenos de grande escala de branqueamento de corais”, disse o líder do programa de monitorização, citado pelo “Público”.

A Grande Barreira de Corais, património da UNESCO, tem vindo a desaparecer nos últimos anos devido às alterações climáticas. O número de corais pequenos, médios e grandes diminuiu em mais de 50 por cento desde os anos 1990. 

O desaparecimento de corais ocorreu em águas rasas e profundas, e em quase todas as espécies, mas particularmente em corais ramificados e em forma de mesa, que têm sido os mais afetados pelas temperaturas recordes que desencadearam o branqueamento em massa em 2016 e 2017.

O branqueamento dos corais é o resultado do stress devido a mudanças na luz, temperatura e nutrientes, um processo que os leva a expelir algas simbióticas nos seus tecidos e a tornarem-se vulneráveis.

 

08
Mai22

Portugal consome recursos a um ritmo alarmante, alertam organizações ambientais

Niel Tomodachi

Um novo estudo revela que se a Terra consumisse recursos como Portugal, os deste ano esgotar-se-iam já este sábado.

É uma constatação preocupante: se todos os países do planeta consumissem recursos como Portugal, os recursos para o ano estariam esgotados já a partir deste sábado, 7 de maio. Esta crescente “dívida ambiental” preocupa as organizações ambientais, que apelam a um maior cuidado.

Este dado, calculado pela organização internacional Global Footprint Network, revela que para satisfazer as necessidades dos portugueses, seriam necessários 2,5 planetas.

“Tal implicaria que a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduos a nível mundial esgotar-se-ia no dia 7 de maio, seis dias mais cedo do que em 2021, cuja data foi a 13 de maio. A partir daí seria necessário começar a usar recursos naturais que só deveriam ser utilizados a partir de 1 de janeiro de 2023″, explica em comunicado a associação ambientalista Zero.

“Portugal é, há já muitos anos, deficitário na sua capacidade para fornecer os recursos naturais necessários às atividades desenvolvidas (produção e consumo). O mais preocupante é que dívida ambiental portuguesa tem vindo a aumentar”, acrescenta a Zero.

Há, no entanto, formas de pagarmos essa dívida, sobretudo olhando para os consumos mais significativos na pegada ecológica, o consumo de alimentos que corresponde a 32 por cento e a mobilidade, correspondente a 18 por cento.

Nesse sentido, a Zero apela à mudança de políticas como a da agricultura, na promoção do teletrabalho e na promoção de mercados sustentáveis. A nível individual, apelam a que seja possível reduzir a proteína animal na alimentação, bem como ao uso de meios de transporte sustentáveis.

 

31
Mar22

Imprensa da UC planta árvores pelo papel usado nos livros que edita

Niel Tomodachi

O número de árvores a plantar será equivalente aos livros editados pela instituição.

Imprensa da UC planta árvores pelo papel usado nos livros que edita

No âmbito da iniciativa ‘Árvores que dão frutos’, a Imprensa da Universidade de Coimbra (IUC) promove amanhã, quarta-feira, a plantação de 100 árvores no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (JBUC), comprometendo-se a “compensar o impacto ambiental resultante da produção de livros impressos”.

Intitulada e integrada nas comemorações dos 250 anos das Reformas Pombalinas da UC, a ação, que terá lugar a partir das 14h00, é o primeiro passo do organismo para a neutralidade carbónica, garantindo que reporá “anualmente o número de árvores correspondente ao papel usado nas impressões das obras que edita”, avança a entidade, em comunicado enviado às redações.

Juntando a Imprensa e o Jardim Botânico, duas unidades criadas no âmbito das Reformas Pombalinas da Universidade de Coimbra e que celebram o 250.º aniversário em 2022, o programa tem como objetivo a plantação de 250 árvores até ao final do ano, com o apoio da comunidade estudantil.

A ação de quarta-feira, por sua vez, “contempla a plantação de árvores de fruto e de árvores autóctones, no pomar e na mata do Jardim Botânico, como contribuição para o núcleo de espécies integrantes da biosfera nacional”, contando com a participação do vice-reitor da UC para a Cultura e a Ciência Aberta, Delfim Leão, do diretor (e da equipa) da IUC, Alexandre Dias Pereira, da diretora (e da equipa) do JBUC, Teresa Girão, e de alunos do Núcleo de Estudantes de Economia da Associação Académica de Coimbra.

A IUC informa ainda que, após esta iniciativa, seguir-se-ão outras ações similares, no sentido de garantir a neutralidade carbónica, ainda que, nos últimos anos, o organismo tenha “adotado outras medidas para a diminuição da pegada ambiental, como o ajuste das tiragens das suas publicações às efetivas solicitações do mercado”. Foi, também, “a primeira editora universitária portuguesa a adotar em pleno as políticas de acesso aberto” à comunidade estudantil e à sociedade em geral.

 

24
Mar22

As temperaturas da Antártida estão 40 graus acima da média

Niel Tomodachi

A região está a passar por uma onda de calor que leva os termómetros a atingirem valores inéditos.

A Antártida registou na passada sexta-feira, 18 de março, um novo recorde de temperaturas, devido a uma onda de calor que afeta atualmente a região. Na estação de investigação Concordia, os termómetros atingiram os 11,8 graus negativo. Normalmente, por esta altura do ano, a temperatura média é de 55 graus negativos.

Na base de pesquisa russa Vostok verificaram-se temperaturas de 17,7 graus negativos, o que é extremamente alto quando comparado com a média habitual de menos 53 graus. Este é, na verdade, o valor mais alto alguma vez verificado naquela base desde que começaram a medir as temperaturas há 65 anos. O recorde anterior mais alto de março, alcançado em 1967, foi de 32 graus negativos.

Porém, não foram apenas aquelas regiões que verificaram temperaturas mais elevadas do que o habitual. Segundo a agência “Associated Press”, todo o continente estava, pelo menos, 4,8 graus acima da média.

“Mesmo que as condições de vento indiquem que a verdadeira temperatura seja de menos alguns graus Celsius, esta é uma temperatura extrema, com mais de 40 graus Celsius acima do que é normal para a época”, diz a página oficial da Expedição Italiana na Antártida.

Os cientistas, preocupados, adiantam que as alterações surgem devido a uma massa de ar quente e húmida proveniente do oceano. A situação vai continuar a ser monitorizada nos próximos dias.

 

20
Mar22

Água: um mar de desafios e preocupações

Niel Tomodachi

Indispensável a atividades cruciais para a nossa sobrevivência – desde logo a agricultura e a pecuária -, é um recurso valiosíssimo e finito que obriga a mobilização urgente para que se evite um ponto de rutura.

Sabias que apenas 3% da água é doce e disponível para consumo humano? Que a água é um recurso fundamental para o desenvolvimento sustentável? E que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a falta de água pode afetar cinco mil milhões de pessoas até 2050? É pois deste recurso valiosíssimo que te queremos falar. Até porque, ao longo da próxima semana, de 21 a 26 de março, decorre no Senegal, o 9.º Fórum Mundial da Água, iniciativa que, desde 1997, acontece a cada três anos em diferentes países, com o objetivo de propor soluções para problemas relacionados com a água. Este ano, o evento está subordinado ao tema “Segurança hídrica para a paz e o desenvolvimento” e terá quatro assuntos prioritários: segurança hídrica e saneamento, necessidade da água para o desenvolvimento rural, cooperação entre países, meios e ferramentas como o financiamento, a inovação e a gestão do conhecimento.

 

Um recurso finito e essencial

Mas então, perguntas tu, com tanta água no nosso Planeta, com tantos mares e rios e lagoas, como pode haver escassez de água, com tendência para se agravar? Desde logo porque, como chamámos à atenção logo no início do texto, a grande maior parte das reservas hídricas da Terra são compostas por água salgada e portanto não estão disponíveis para consumo.

Depois, porque a água é estruturante para vários setores fundamentais à nossa vida em sociedade, desde uma parte considerável das indústrias até, claro, à agricultura. Daí que as necessidades sejam cada vez maiores. A juntar a isso, há ainda a questão da poluição, que insiste em reduzir as reservas disponíveis. Daí que preservar este recurso valioso seja um vetor fundamental numa perspetiva de desenvolvimento sustentável – que é a capacidade de dar resposta às necessidades atuais sem que isso prejudique a capacidade de as novas gerações satisfazerem as suas necessidades. O que implica políticas públicas que apostem na gestão sustentável da água (nomeadamente em atividades como a agricultura e a pecuária, responsáveis por 70% do consumo mundial deste recurso) e em saneamento básico para todos. Mas também atitudes de responsabilidade individual. Por exemplo: tomar banhos mais rápidos, lavar os dentes sem deixar a torneira aberta, reaproveitar água para limpeza de quintais e calçadas, reutilizar e reciclar. E a lista está longe de terminar por aqui.

(S)

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