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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

17
Out21

Zero lança campanha sobre reutilização de embalagens no 'take-away'

Niel Tomodachi

A associação ambientalista Zero lançou hoje um projeto para promover a reutilização de embalagens nos serviços de pronto-a-comer (take-away), que inclui uma campanha e formação gratuita para os restaurantes.

 Zero lança campanha sobre reutilização de embalagens no 'take-away'

A iniciativa, com o apoio do Fundo Ambiental e com a colaboração de outras organizações não governamentais ligadas ao ambiente, baseia-se no direito que os cidadãos têm de usarem os seus recipientes nos serviços de pronto-a-comer.

Em comunicado, a Zero lembra que esse direito existe desde 01 de julho. O decreto-lei 102D/2020 diz que os estabelecimentos que forneçam refeições prontas a consumir em regime de pronto-a-comer são obrigados a aceitar que os seus clientes utilizem os seus próprios recipientes, devendo comunicar de forma clara essa possibilidade, fornecendo a informação necessária.

O projeto da Zero, chamado "Take It", destina-se a divulgar esse direito e apoiar os restaurantes no apelo para que os clientes adiram à nova prática.

O "Take It" "pretende sensibilizar os estabelecimentos de restauração e a sociedade civil para o direito dos cidadãos e cidadãs a transportarem refeições prontas em recipientes reutilizáveis através de uma campanha de sensibilização", refere o comunicado.

Pretende-se, diz a organização, levar as empresas de restauração a promover a iniciativa, sendo que os que o fizerem terão acesso a materiais de comunicação gratuitos que poderão usar nas suas instalações, para sensibilizar os seus clientes.

Além dos materiais de comunicação e de uma campanha de sensibilização, o movimento irá também disponibilizar formação gratuita aos estabelecimentos participantes. Segundo a Zero os estabelecimentos podem a partir de hoje inscrever-se na página do projeto, em https://take-it.pt/ .

No comunicado, a organização ambientalista assinala que a produção de resíduos per capita tem vindo a aumentar, tendo sido de 511 quilos por pessoa em 2020, representando as embalagens cerca de 26% do total de resíduos urbanos produzidos anualmente, cerca de 130 quilos por pessoa.

E afiança que promover a reutilização em áreas como o pronto-a-comer/takeaway vai permitir aos estabelecimentos de restauração e similares reduzir custos.

Nas contas da Zero, se cada recipiente descartável custar 20 cêntimos e 10 clientes por dia trouxerem recipientes reutilizáveis, a poupança anual será de 720 euros.

 

07
Out21

Quer ajudar o ambiente? Pode plantar uma árvore em Lisboa já no próximo fim de semana

Niel Tomodachi

Poderá viver esta experiência de forma gratuita, no sábado dia 9 de outubro.

É uma experiência simples mas especial — diz-se que uma das coisas que todos devemos fazer uma vez na vida — e ainda por cima ajuda o ambiente. No dia 9 de outubro, sábado, há uma nova edição do programa “Plante a sua árvore em Lisboa”, com várias sessões abertas a todos até março de 2022.

Este programa, da Câmara Municipal de Lisboa, desafia todos os que quiserem, em família, com os amigos ou os colegas a plantar uma árvore. A iniciativa está aberta à participação pública dos munícipes, trabalhadores ou visitantes, individual ou com sua família, às associações, coletividades ou empresas, na plantação de árvores e arbustos em vários espaços verdes da cidade.

As plantações contam com o apoio do projeto Life Lungs. As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, e serão aceites por ordem de chegada e confirmadas por e-mail, indicando o ponto de encontro para cada ação de plantação. Numa plataforma da CML, encontra todos os locais da capital onde vão acontecer as plantações.

 
06
Out21

Plástico está a matar o Mar Mediterrâneo

Niel Tomodachi

O Mar Mediterrâneo tem resíduos de plástico das praias às águas superficiais e em profundidade, estimando-se que nele flutuem 3.760 toneladas de plásticos.

A conclusão é de um estudo publicado na revista científica “Frontiers in Marine Science“, que desenvolveu um modelo para seguir os percursos e o destino dos detritos de plástico provenientes de fontes terrestres no Mar Mediterrâneo.

Foi estimado que a carga total anual de plásticos que vai parar ao Mediterrânico ronda as 17.600 toneladas.

Do total, 84% acaba nas praias e os restantes 16% acabam na coluna de água ou no fundo do mar.

Os investigadores constataram “uma quantidade chocante” de plástico e microplástico a flutuar no Mar Mediterrâneo, região propensa à poluição por plásticos, devido ao denso povoamento, pesca, navegação, turismo e fluxo limitado das águas de superfície.

Mas este mar é também rico em biodiversidade e, por isso, uma área de preocupação no que respeita à conservação dos ecossistemas marinhos.

“A poluição plástica afeta todos os níveis da biodiversidade marinha, com partículas micro e macroplásticas encontradas na superfície do mar, nas praias, no fundo do mar e no interior dos corpos de grandes e pequenos animais marinhos”, alerta o estudo.

Fontes de microplásticos (como estações de tratamento de águas residuais) foram encontradas principalmente perto de cidades metropolitanas e áreas densamente povoadas ao longo da costa francesa, espanhola e italiana.

Microplásticos de maiores dimensões foram encontrados em áreas com águas residuais pouco tratadas, como as costas da Grécia e da Turquia.

Já os macroplásticos eram abundantes em áreas com importantes entradas fluviais, tais como as costas argelinas, albanesas e turcas, e perto de cidades metropolitanas e costas altamente povoadas (Espanha, França, Itália).

Foi também relatado que os seres humanos ingerem plástico através do consumo de produtos do mar.

No documento lembra-se que a produção de plástico tem aumentado todos os anos desde os anos 1950 e que só em 2019 foram produzidas 368 milhões de toneladas de plástico.

Atualmente flutuam nos mares de todo o Mundo 250 mil toneladas de plástico.

 

01
Out21

“Tiveram 30 anos de blá, blá, blá e onde é que isso nos levou?”

Niel Tomodachi

Greta Thunberg fez mais um discurso duro, que foi mais um dedo acusador bem apontado aos governantes e adultos do mundo.

Este seu discurso aconteceu no Youth4Climate, em Milão, dia 28 de setembro de 2021, um encontro de jovens preparatório da COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que terá lugar em Glasgow (Escócia) em finais de outubro.  Participaram 400 jovens de quase 200 países, com idades entre os 15 e os 29 anos, para prepararem em conjunto um documento com propostas ambientais.  

Para Greta, a COP26 é só para “encher as vistas”, não vale de nada. 

“Eles convidam jovens escolhidos a dedo para reuniões como esta e afirmam ouvir-nos, mas não o fazem, não nos ouvem, nunca o fizeram” (…) Não há planeta B, não há planeta blá blá blá blá, blá blá blá blá, economia verde blá blá blá, neutralidade de carbono em 2050 blá blá blá. É tudo o que ouvimos dos nossos chamados líderes (…) palavras que soam bem mas que não levaram à ação, as nossas esperanças e sonhos afogaram-se nas suas palavras e promessas vazias (…) Claro que precisamos de um diálogo construtivo, mas tiveram 30 anos de blá blá blá blá e onde é que isso nos levou? ”, questiona a jovem ativista sueca. 

E Greta tem uma solução para este impasse: “Nós podemos mudar as coisas. Já não podemos deixar que os detentores do poder decidam o que é politicamente possível ou não, já não podemos deixar que os detentores do poder decidam o que é a esperança. A esperança não é blá, a esperança é dizer a verdade, a esperança é agir, a esperança vem sempre do povo”.

https://www.youtube.com/watch?v=Ee71cMN8iIs&feature=emb_title

Greta foi aplaudida por todos os outros jovens, o que é mais um dado importante para refletirmos. Segundo os últimos estudos da ONU publicados em setembro, o planeta está a caminhar para um aquecimento “catastrófico” de +2,7°C, aumentaram as catástrofes climáticas e de maior dimensão, o que espanta o nosso mundo civilizado que pensa que ainda há tempo. Não bastam palavras, temos mesmo de agir, agora, cada um por si no seu cantinho, mas todos a remar na mesma direção – proteger a Terra, o nosso futuro. 

Greta Thunberg, defensora feroz das causas ambientais, criou o movimento internacional “Fridays for future”, também conhecido por greve climática estudantil, em protesto contra a falta de ação que os líderes de todos os países têm manifestado para com o nosso planeta e o futuro dos jovens. Esse protesto simbólico consiste numa greve geral dos alunos às aulas de sexta-feira, participando em manifestações para mobilizar as pessoas a assumir atitudes mais responsáveis, como a preferência crescente de energias renováveis, gestos que possam travar as alterações climáticas e a degradação da Terra.

 

23
Set21

Poluição do ar é ainda mais perigosa do que se pensava (e a OMS baixou mais os limites)

Niel Tomodachi

Organização lança alerta e pede a membros que cortem emissões. OMS define como perigosos níveis considerados seguros até agora.

As medidas contra a emissão de gases e uso de outros poluentes são ainda mais urgentes do que se pensava — e não apenas pelo ambiente e saúde do planeta, mas também pela saúde das pessoas. 

Segundo um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado na quarta-feira 22 de setembro, a poluição do ar é ainda mais perigosa do que se pensava anteriormente. Tanto que a organização decidiu baixar os níveis máximos de segurança, ou idealmente permitidos, de poluentes como o dióxido de nitrogênio.

Segundo a “BBC“, a OMS estima que sete milhões de pessoas morram prematuramente a cada ano devido a doenças relacionadas com poluição do ar. Os países de rendimento baixo e médio são os que mais sofrem, por causa da dependência de combustíveis fósseis.

Por isso, a organização apela agora aos seus 194 estados membros que cortem de forma ainda mais urgente as emissões e tomem medidas contra a mudança climática.

De acordo com o canal britânico, as mudanças nas diretrizes reduzem pela metade o máximo recomendado para exposição a pequenas partículas chamadas PM2.5s. Isto significa, por exemplo, que os limites legais do Reino Unido para os poluentes mais nocivos são agora quatro vezes maiores do que os máximos agora recomendados pela OMS.

A organização corta também o limite recomendado para outra classe de micropartículas, conhecida como PM10s, em 25 por cento. Outros poluentes destacados nas diretrizes incluem ozônio, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e monóxido de carbono.

No fundo, adianta o “El País“, a OMS define agora como “perigosos” os níveis de poluição do ar que eram ainda considerados seguros, ao atualizar os padrões de qualidade do ar pela primeira vez em 15 anos — aumentando a insistência para que os países combatam o problema.

No entanto, segundo o jornal espanhol, os padrões de segurança estabelecidos pela OMS não são uma obrigatoriedade legal: cada país decide se fixa limites para cada poluente e se adota os mesmos tetos definidos pela organização.

 

17
Set21

Está a chegar o World Cleanup Day: sabe como participar

Niel Tomodachi

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O World Cleanup Day é uma iniciativa internacional que envolve mais de 180 países numa ação cívica à escala global: todos juntos, ao mesmo tempo, podemos participar em diferentes jornadas de limpeza próximas de nós e contribuir para um planeta mais limpo e saudável!

Esta iniciativa nasceu no projeto MAELSTROM, financiado pela Comissão Europeia, e tem uma meta ambiciosa: em quatro anos, conseguir recolher, reciclar e devolver o lixo do mar à cadeia de mercado a fim de proteger os ecossistemas junto à costa em todo o mundo.

Podes visitar o site para entenderes melhor o projeto e conheceres o mapa de iniciativas que estão previstas em Portugal, de norte a sul.

Como sugestão, damos a conhecer uma ação que vai acontecer na área do Porto. Trata-se de uma operação de limpeza da Praia do Castelo do Queijo, sábado (dia 18), a partir das 9 horas e até às 13 horas.

Esta ação é organizada pelo CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental), em parceria com o CIMA Research Foundation de Itália e conta com colaborações, entre as quais, o Sea Life Porto, LIPOR – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto e o Clube de Vela Atlântico.

Para participares, deverás inscrever-te através de um formulário online, ao qual podes aceder aqui.

 

21
Ago21

Mais um sinal de crise: choveu pela primeira vez no pico da calota polar da Gronelândia

Niel Tomodachi

É mais um sinal claro da crise climática que assola o nosso planeta: chuva caiu onde nunca tinha caído, no cume da enorme calota de gelo da Gronelândia. Pelo menos desde que há registos. Aliás, a precipitação foi tão inesperada que os cientistas nem tinham forma de a calcular.

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No pico dos 3216 metros da massa de gelo daquela que é a maior ilha do Mundo, localizada entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico, as temperaturas estão normalmente bem abaixo dos 0ºC e seria altamente improvável - senão mesmo impossível, até agora - que a chuva ali caísse. No entanto, o "impossível" aconteceu entre os dias 14 e 16 de agosto, quando os cientistas na estação de pesquisa da Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos viram as gotas de água a descer do céu em direção ao glaciar. Pela primeira vez desde que há registos.

De tão inesperada que era a precipitação naquela zona do planeta, os cientistas não tinham sequer medidores para calcular, em número exato, o volume da chuva. Mas, em estimativa, acreditam que tenham caído das nuvens cerca de sete mil milhões de toneladas de água em toda a Gronelândia.

O fenómeno aconteceu durante uma vaga de três dias excecionalmente quentes naquela ilha, quando as temperaturas eram 18ºC mais altas do que a média em alguns lugares. Resultado: gelo a derreter um pouco por toda a Gronelândia, que tem mais de 44 mil quilómetros de linha de costa.

Sem precedentes

Os avisos já foram lançados e as consequências já são visíveis em muitas partes do Mundo: vivemos uma crise climática e estamos "a ultrapassar os limites", alertam os especialistas. O episódio na Gronelândia é só mais um sinal claro do impacto ambiental no planeta.

"O que está a acontecer não é simplesmente uma ou duas décadas quentes num padrão climático errante. Isto não tem precedentes. Estamos a ultrapassar limites que não eram vistos em milénios e, francamente, isso não vai mudar até que ajustemos o que estamos a fazer ao ar", disse à CNN Ted Scambos, o cientista do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo da Universidade do Colorado que relatou a queda da chuva no pico da calota de gelo.

Um relatório recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) concluiu que era "inequívoco" que as emissões de carbono das atividades humanas estão a aquecer o planeta e a causar impactos como o derretimento do gelo e a elevação do nível do mar.

Ponto de não retorno

Em maio, investigadores relataram que uma parte significativa da camada de gelo da Gronelândia estava a aproximar-se de um ponto de inflexão, após o qual o derretimento acelerado se tornaria inevitável, mesmo se o aquecimento global fosse interrompido.

A Gronelândia também teve um episódio de degelo em grande escala em julho, tornando 2021 um dos quatro anos no último século com um derretimento tão grande, como em 2019, 2012 e 1995. A chuva e o degelo de 14 a 16 de agosto ocorreram no último momento do ano em que um grande evento foi registado.

A causa destes fenómenos é a mesma: o ar quente é "empurrado" sobre a Gronelândia e mantido ali. Esses eventos de "bloqueio" não são incomuns, mas parecem estar a tornar-se mais graves, segundo os cientistas.

Se todo o gelo da Gronelândia derretesse, o nível global do mar aumentaria cerca de 6 metros, embora isso levasse séculos ou mesmo milénios para acontecer. Ainda assim, os biliões de toneladas de gelo derretidos na Groenlândia desde 1994 estão a elevar o nível do mar e a colocar em risco as cidades costeiras de todo o Mundo.

O nível do mar já subiu 20 centímetros e o IPCC disse que a variação provável até ao final do século era de mais 28-100 centímetros, embora pudesse chegar aos 200. O gelo da Gronelândia está a derreter mais rápido do que em qualquer outro momento nos últimos 12 mil anos, com a perda de gelo a ocorrer a uma taxa de cerca de 1 milhão de toneladas por minuto em 2019, estimam os cientistas.

 

10
Ago21

Greta Thunberg inaugura Vogue escandinava e critica indústria da moda

Niel Tomodachi

"Não se pode produzir moda em massa ou consumir 'sustentavelmente' no mundo de hoje", alertou a ativista, que critica a indústria da moda.

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ativista Greta Thunberg foi escolhida para a capa da primeira edição da Vogue Escandinávia, onde chamou a atenção para a indústria da moda, uma das mais poluentes do mundo.

"A indústria da moda é um dos principais causadores da emergência ecológica e climática, sem falar no seu impacto nos inúmeros trabalhadores e comunidades que são explorados em todo o mundo para que alguns possam usufruir do pronto-a-vestir que muitos tratam como descartável", indicou a jovem de 18 anos, na publicação de Instagram onde apresenta a capa.

Greta Thunberg alerta que muitas marcas começaram a mostrar preocupação com o ambiente e até "se definem como 'sustentáveis', 'éticas', 'verdes' ou 'justas'". "Mas vamos ser claros: isto é quase sempre falso. Não se pode produzir moda em massa ou consumir 'sustentavelmente' no mundo de hoje", acrescentou, apelando a uma "mudança de paradigma".

 

A editora da revista, Martina Bonnier, disse-se "orgulhosa" por poder contar com a Greta para a primeira edição. "Não só é uma figura escandinava singular e uma força de mudança, como também incorpora o amor pela natureza, a busca pela sustentabilidade e a coragem ousada que está no centro da nossa visão", afirmou, no editorial daquela edição.

Por cá, a porta-voz do Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Inês Sousa Real, aproveitou para chamar a atenção para o tema. "A rapidez com que se descarta a roupa e a ausência de uma cadeia de tratamento deste resíduo, proposto pelo PAN em Portugal e que foi rejeitado, contribui igualmente para a degradação do meio ambiente", indicou.

22
Jul21

Sempre quis ser voluntário? Vem aí uma viagem-aventura solidária aos Açores

Niel Tomodachi

O tema é a proteção do património e do ambiente. Acontece no final de setembro e a experiência promete ser inesquecível.

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Se sempre quis experimentar a sensação de ser voluntário — de viajar, não como mero turista mas dando um contributo para as comunidades locais, integrando-se, ajudando no que é preciso — esta pode ser a sua oportunidade. Até porque esta aventura não o leva a locais remotos do planeta que pode, ao início, ter hesitação em explorar; mas sim ao arquipélago dos Açores.

A AMI vai ter mais uma aventura solidária este ano e, por causa da pandemia, é mais perto de casa do que o costume. A Aventura Solidária é um projeto da associação que permite a colaboração direta dos participantes na vida das comunidades locais. É uma oportunidade para apoiar financeiramente uma causa ou um projeto e trabalhar diretamente nas soluções para os problemas identificados, tal como explica a AMI à NiT.

Devido à pandemia, os programas da missão Aventura Solidária no Senegal, Guiné-Bissau e Brasil, estão suspensos desde março de 2020. Porém, o dinamismo do projeto mantém-se e a associação decidiu assim criar uma nova iniciativa com enfoque no património nacional e na proteção do ambiente.

O programa Biodiversidade Açores tem como objetivo financiar e promover a participação em projetos ambientais na ilha de São Miguel, em parceria com associações locais, ajudando ao mesmo tempo a revitalizar a economia local.

A data da viagem é entre 26 de setembro e 2 de outubro 2021 e atenção que as vagas são limitadas. O programa inclui a estadia de uma semana em São Miguel, em pensão completa; o seguro de acidentes pessoais e de assistência em viagem; atividades de voluntariado e visitas na região; o acompanhamento de especialistas em missão AMI e o donativo ao projeto. Não inclui os bilhetes de avião e bebidas extra. 

Quanto ao custo, explica a AMI, tratando-se de um projeto desenvolvido em conjunto com Organizações Não Governamentais parceiras que realizam o seu trabalho junto de comunidades desfavorecidas, torna-se necessário um apoio/donativo para a sua concretização.

O valor da Aventura Solidária aos Açores é de 900£, dos quais 150€ representam o donativo que será aplicado ao projeto a apoiar. Desta forma, o Aventureiro cofinancia um projeto específico, tendo depois a oportunidade de o conhecer pessoalmente.

O valor referente ao financiamento (ao qual corresponderá a emissão de recibo de donativo dedutível nos impostos, majorado em 40 por cento) destina-se à realização do projeto local, no qual os Aventureiros vão participar.

Todas as informações bem como o pedido de inscrição podem ser feitos online.

 

21
Jul21

Grande Barreira de Coral precisa de ajuda urgente

Niel Tomodachi

As perspetivas de recuperação da Grande Barreira de Coral, na Austrália, continuam muito fracas.

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O cenário foi traçado por cientistas australianos, quando faltam poucos dias para a UNESCO decidir sobre o estado daquele tesouro natural património mundial.

Apesar da recuperação verificada no ano passado, a UNESCO recomendou que o maior sistema de recifes do Mundo fosse colocado na lista de espécies ameaçadas por causa dos danos aos corais causados em grande parte pela mudança climática.

O Instituto Australiano de Ciência Marinha (AIMS) afirmou que os corais estão atualmente numa “janela de recuperação” depois de uma década de stresse térmico e ciclones.

Os cientistas pesquisaram 127 locais de recife em 2021 e descobriram que a cobertura de corais duros aumentou em 69 dos 81 locais pesquisados nos últimos dois anos.

Britta Schaffelke, diretora do programa de pesquisa da AIMS, disse à agência AFP que as últimas descobertas fornecem “um vislumbre de esperança” de que o recife “ainda tenha resiliência.”

Contudo, acrescentou que “as perspetivas para o futuro ainda são muito más devido aos perigos da mudança climática e outros fatores que afetam os organismos que compõem o recife.”

A Grande Barreira de Coral Australiana estende-se por 2.000 quilómetros de costa e é formada por cerca de 3.000 recifes, 300 atóis e 600 pequenas ilhas.

Acolhe numerosas espécies animais, muitas deles em risco de extinção, nomeadamente 30 tipos diferentes de baleias e golfinhos, além de tartarugas.

 

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