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Little Tomodachi (ともだち)

Little Tomodachi (ともだち)

22
Jul21

Sempre quis ser voluntário? Vem aí uma viagem-aventura solidária aos Açores

Niel Tomodachi

O tema é a proteção do património e do ambiente. Acontece no final de setembro e a experiência promete ser inesquecível.

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Se sempre quis experimentar a sensação de ser voluntário — de viajar, não como mero turista mas dando um contributo para as comunidades locais, integrando-se, ajudando no que é preciso — esta pode ser a sua oportunidade. Até porque esta aventura não o leva a locais remotos do planeta que pode, ao início, ter hesitação em explorar; mas sim ao arquipélago dos Açores.

A AMI vai ter mais uma aventura solidária este ano e, por causa da pandemia, é mais perto de casa do que o costume. A Aventura Solidária é um projeto da associação que permite a colaboração direta dos participantes na vida das comunidades locais. É uma oportunidade para apoiar financeiramente uma causa ou um projeto e trabalhar diretamente nas soluções para os problemas identificados, tal como explica a AMI à NiT.

Devido à pandemia, os programas da missão Aventura Solidária no Senegal, Guiné-Bissau e Brasil, estão suspensos desde março de 2020. Porém, o dinamismo do projeto mantém-se e a associação decidiu assim criar uma nova iniciativa com enfoque no património nacional e na proteção do ambiente.

O programa Biodiversidade Açores tem como objetivo financiar e promover a participação em projetos ambientais na ilha de São Miguel, em parceria com associações locais, ajudando ao mesmo tempo a revitalizar a economia local.

A data da viagem é entre 26 de setembro e 2 de outubro 2021 e atenção que as vagas são limitadas. O programa inclui a estadia de uma semana em São Miguel, em pensão completa; o seguro de acidentes pessoais e de assistência em viagem; atividades de voluntariado e visitas na região; o acompanhamento de especialistas em missão AMI e o donativo ao projeto. Não inclui os bilhetes de avião e bebidas extra. 

Quanto ao custo, explica a AMI, tratando-se de um projeto desenvolvido em conjunto com Organizações Não Governamentais parceiras que realizam o seu trabalho junto de comunidades desfavorecidas, torna-se necessário um apoio/donativo para a sua concretização.

O valor da Aventura Solidária aos Açores é de 900£, dos quais 150€ representam o donativo que será aplicado ao projeto a apoiar. Desta forma, o Aventureiro cofinancia um projeto específico, tendo depois a oportunidade de o conhecer pessoalmente.

O valor referente ao financiamento (ao qual corresponderá a emissão de recibo de donativo dedutível nos impostos, majorado em 40 por cento) destina-se à realização do projeto local, no qual os Aventureiros vão participar.

Todas as informações bem como o pedido de inscrição podem ser feitos online.

 

21
Jul21

Grande Barreira de Coral precisa de ajuda urgente

Niel Tomodachi

As perspetivas de recuperação da Grande Barreira de Coral, na Austrália, continuam muito fracas.

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O cenário foi traçado por cientistas australianos, quando faltam poucos dias para a UNESCO decidir sobre o estado daquele tesouro natural património mundial.

Apesar da recuperação verificada no ano passado, a UNESCO recomendou que o maior sistema de recifes do Mundo fosse colocado na lista de espécies ameaçadas por causa dos danos aos corais causados em grande parte pela mudança climática.

O Instituto Australiano de Ciência Marinha (AIMS) afirmou que os corais estão atualmente numa “janela de recuperação” depois de uma década de stresse térmico e ciclones.

Os cientistas pesquisaram 127 locais de recife em 2021 e descobriram que a cobertura de corais duros aumentou em 69 dos 81 locais pesquisados nos últimos dois anos.

Britta Schaffelke, diretora do programa de pesquisa da AIMS, disse à agência AFP que as últimas descobertas fornecem “um vislumbre de esperança” de que o recife “ainda tenha resiliência.”

Contudo, acrescentou que “as perspetivas para o futuro ainda são muito más devido aos perigos da mudança climática e outros fatores que afetam os organismos que compõem o recife.”

A Grande Barreira de Coral Australiana estende-se por 2.000 quilómetros de costa e é formada por cerca de 3.000 recifes, 300 atóis e 600 pequenas ilhas.

Acolhe numerosas espécies animais, muitas deles em risco de extinção, nomeadamente 30 tipos diferentes de baleias e golfinhos, além de tartarugas.

 

03
Jul21

“Mar de Sangue”: voltou o drama das baleias nas Ilhas Faroé, com 175 novas mortes

Niel Tomodachi

Uma organização filmou com um drone imagens impressionantes que servem de alerta para todo o mundo.

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Voltou a caça ao Atlântico Norte: pescadores nas Ilhas Faroe mataram 175 baleias-piloto, deixando um rasto de mar vermelho, numa prática que para muitos é tradição e para outros é apenas uma tragédia.

Segundo o “Daily Mail“, os faroenses estão divididos mas muitos incentivam os media e as ONG a respeitar a sua cultura tradicional da ilha, onde a pesca mantém um lugar central e toda a carne de baleia serve para alimentação. A tradição, conhecida como Grind, tem centenas de anos: os caçadores atraem as baleias, encurralam-nas e matam-nas em massa. 

No entanto, entidades como a Sea Shepherd defendem que a prática, que matou mais de 6.500 baleias e golfinhos na última década, é insustentável e ‘bárbara’.

Foi esta organização que partilhou nas suas redes sociais um vídeo do rasto de sangue deixado que está já a correr mundo. Atenção que as imagens são extremamente gráficas e podem, como avisa a entidade, impressionar.

 

 

30
Jun21

Alterações climáticas: Lema do semestre português "não ficou cumprido"

Niel Tomodachi

O lema da presidência portuguesa da União Europeia "não ficou cumprido", porque em tudo o que diz respeito às alterações climáticas a UE "não se impôs", considerou em entrevista à agência Lusa o diretor executivo da Amnistia Internacional Portugal.

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"Houve uma Cimeira Social, que foi até um dos momentos altos da presidência, que aconteceu no Porto [em maio], que referiu a questão da pobreza, tocando também aqui a questão digital e as alterações climáticas, mas tudo com objetivos a muito longo prazo e sem um plano concreto de ação", disse Pedro Neto, ao fazer um balanço da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, que hoje termina.

Portugal assumiu a 01 de janeiro, pela quarta vez, a presidência europeia, sob o lema "Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital".

"Este era um mote que nos entusiasmou, porque tinha em conta a justiça, a justiça social, a questão das alterações climáticas e também a inovação e a modernização em tudo o que diz respeito ao mundo digital, ao que o digital vem facilitar a vida, quer a vida em sociedade, quer a vida pessoal e também em relação às questões relativas a dados pessoais e à proteção da identidade das pessoas", assumiu o dirigente da Amnistia Internacional (AI).

"Infelizmente vamos percebendo que, por vezes, as declarações de intenções são compromissos do momento, que são feitos com entusiasmo, mas se não forem acompanhados de um plano concreto de operacionalização depois ficam por aí e aquilo que vemos são as datas a prolongarem-se", lamentou.

Passados seis meses, e face às expectativas criadas, fica um "sabor agridoce", nas palavras de Pedro Neto, que reconheceu ter havido também "alguns pontos positivos" na presidência portuguesa.

"Houve questões que foram acontecendo no plano de um desafio enorme que a presidência portuguesa herdou, numa das alturas mais duras desta pandemia a viver-se nos meses de janeiro e fevereiro, também com uma economia de rastos, a população desgastada com esta vaga de covid-19 na altura a ensombrar toda a Europa", referiu.

"Aquilo que nos animou perante este cenário foi essa atitude, a recuperação justa, verde, digital, esse entusiasmo que parecia que nos ia dar um semestre com os Direitos Humanos sempre em cima da mesa como tema crítico", um dos pilares fundamentais da União Europeia, sublinhou o ativista.

Na questão do clima, Pedro Neto destacou que os vários acordos existentes no mundo não estão a responder à urgência que vivem determinadas populações, obrigadas a procurar refúgio em outros países e a enfrentar a fome no seu próprio país.

"Muitos dos novos pobres e dos migrantes também já o são por questões como as alterações climáticas e não vemos aqui nenhuma ação muito concreta e decisiva, nenhum plano de intervenção com datas. Só vemos a data final de quando é para estar cumprido, mas não vemos mais", declarou.

De acordo com a apreciação que fez da presidência portuguesa, há uma intenção de construir o edifício, mas é necessário "construir passo a passo e definir" um caminho, que não vislumbra.

Entre os pontos positivos do último semestre, Pedro Neto destacou, no plano dos eventos, a celebração dos 10 anos da Convenção de Istambul, com uma conferência de alto nível sobre a violência contra as mulheres na União Europeia, na qual se debateu e refletiu sobre o problema.

As celebrações ficaram, no entanto, ensombradas com a saída da Turquia deste compromisso.

"Ao olharmos para o tempo, para estes 10 anos, e mesmo para este semestre, parece que não houve progressos significativos, nem houve a adesão de mais Estados membros à Convenção, o que para nós é muito preocupante, bem pelo contrário, acabou por sair um dos Estados membro", disse.

No que diz respeito à igualdade de género, Pedro Neto destacou a divulgação de um relatório em que se abordou "de uma forma muito positiva" a necessidade de quotas para impulsionar a igualdade em lugares de decisão nas várias esferas da sociedade e que apresentou uma "percentagem preocupante e que é preciso reverter".

"A liderança [feminina] ainda é feita apenas por 33% na política e 19% nos negócios. É preciso equilibrar estas percentagens para uma maior igualdade", concluiu.

 

30
Jun21

Cidades flutuantes: será esta a solução para as mudanças climáticas?

Niel Tomodachi

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Terão os escritores do filme Waterworld previsto o futuro? Além da impossível simbiose aquática do protagonista, a abordagem poderia ter sido correta se a proposta da Universidade de Delaware (Estados Unidos) fosse levada em consideração diante da ameaça das mudanças climáticas para as cidades costeiras do mundo. De acordo com os especialistas, a construção de uma bateria de medidas deve começar agora, incluindo fortificações de áreas costeiras e criações de cidades flutuantes para as quais a próxima geração se deve deslocar.

A ideia publicada na revista Science pelo investigador AR Siders, do Disaster Research Center da Universidade de Delaware, e por Katharine J. March, especialista em Ciências Atmosféricas da Universidade de Miami, antecipa uma possível solução à elevação do nível do mar que provocará o aumento das temperaturas do planeta nos próximos anos e o derretimento dos polos.

A primeira parte da sua proposta consiste na retirada como o método mais eficaz antes da chegada das águas. Mas o seu projeto é ambicioso porque também propõe transformar estradas em canais para podermos viver em cidades flutuantes ou construir cidades mais fortificadas nos pontos mais altos do planeta, como se fosse um filme de ficção científica.

Especialistas acreditam que a construção de diques como o que está a ser planeado no litoral de Nova Iorque e a retirada para locais mais seguros devam ser a primeira opção, embora não a única, para evitar os desastres meteorológicos que estão por vir. A razão é o seu alto custo e a sua considerável ineficiência. De acordo com os seus cálculos, apenas 13% das costas poderiam ser bem-sucedidas e lucrativas, reforçando as suas defesas contra a elevação do nível do mar.

Universidade de Delaware

Projeto de médio prazo e exemplos de sucesso

Os investigadores sugerem que olhe a longo prazo se quiser alcançar o sucesso. “É difícil tomar boas decisões sobre as mudanças climáticas se pensarmos 5 ou 10 anos à frente. Estamos a construir infraestruturas que duram entre 50 e 100 anos; o nosso planeamento deve ser longo”, alerta Siders .

A proposta não é rebuscada. Na verdade, ela tem referências de sucesso, como a construção na Holanda em terrenos recuperados do mar. A sua última novidade deslumbrante foi a instalação de casas flutuantes no porto de Nassau (Roterdão) que se adaptam às marés e oferecem um espaço ecológico entre as casas. Outras cidades vizinhas seguiram o mesmo exemplo.

Os Estados Unidos também têm exemplos como as novas casas flutuantes de Miami. No Oceano Atlântico, alguns proprietários com uma conta bancária próspera já começaram a desfrutar de casas flutuantes de alto padrão.

As cidades flutuantes e as migrações são a solução para as mudanças climáticas? “A mudança climática está a afetar as pessoas ao redor do mundo e todos estão a tentar descobrir o que fazer a respeito. Uma estratégia potencial, fugir dos perigos, poderia ser muito eficaz, mas muitas vezes é esquecida”, afirma. Joseph R. Biden, do Departamento de Geografia da Universidade de Delaware e um dos promotores da proposta elaborada pelo departamento de pesquisa de desastres da universidade norte-americana para responder às perguntas.

 

20
Jun21

Estudo alerta: os oceanos estão a ser inundados com embalagens de take-away

Niel Tomodachi

A revelação foi feita pela Nature Sustainability. Além das embalagens de comida, as garrafas de plástico são outra grande ameaça.

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Já se sabia que os oceanos já têm quase tantos peixes como plástico, mas há um novo estudo que revela que, apesar de todos os esforços, a quantidade de plástico no mar não está a diminuir. Antes pelo contrário.

De acordo com a mais recente edição da “Nature Sustainability”, os sacos de utilização única, as garrafas de plástico e as embalagens e embrulhos de comida utilizados para take-away são, neste momento, os tipos de plástico que mais poluem os oceanos. Ao todo, os produtos de plástico representam cerca de 75 por cento do lixo presente nos oceanos, revela este estudo.

As tampas e redes de pesca são também um elemento de preocupação, indica a “Nature Sustainability”, devido à sua elevada disseminação e muito lenta degradação.

No entanto, a novidade está no aumento da quantidade de embalagens de take-away que têm sido identificadas e que está a surpreender os investigadores. “Não estamos surpreendidos que o plástico represente quase 80 por cento do lixo, mas a elevada proporção das embalagens de take-away surpreendeu-nos”, afirma Carmen Morales-Caselles, investigadora da Universidade de Cádis, que liderou a pesquisa. “Esta informação irá facilitar que os governos possam, realmente, travar que o lixo chegue ao oceano, em vez de apenas o limpar”.

Na mesma publicação, a “Nature Sustainability” revela que as palhinhas e a palhetas representam 2,3 por cento do lixo e os cotonetes com bastão em plástico cerca de 0,16 por cento, o que, de acordo com os especialista, revela que os esforços para acabar com o plástico nestes produtos tem produzido efeitos positivos. 

 

15
Jun21

Museu de Lamas recebe uma tonelada de lixo para reflexão ambiental

Niel Tomodachi

O Museu de Santa Maria de Lamas abre no próximo sábado o festival BasqueirArt, que dispôs uma tonelada de lixo por várias salas desse equipamento cultural do concelho de Santa Maria da Feira, para refletir sobre sustentabilidade ambiental.

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O evento constitui uma extensão do festival de música Basqueiral, que desde 2017 se realiza anualmente nesse mesmo município do distrito de Aveiro e que este ano privilegia um formato temporalmente mais alargado, evitando concentrações de público ao propor, até final de agosto, 13 concertos, oito sessões de cinema, seis instalações artísticas, quatro residências, quatro espetáculos, uma exposição de fotografia, um mural de arte urbana e uma intervenção comunitária em mobiliário público.

A coordenação do programa BasqueirArt é partilhada entre o Museu de Lamas e a associação cultural Basqueiro, que escolheram a sustentabilidade ambiental como tema da edição de 2021 por considerarem que essa é "uma questão incontornável da atualidade" e defenderem que a abordagem artística dessa temática funciona como "um meio de consciencialização e debate de ideias".

Foi por isso que Susana Ferreira, diretora do Museu de Lamas, aceitou que "cerca de uma tonelada de lixo" fique a decorar diferentes salas desse espaço ao longo de dois meses. "Como estamos a viver uma pandemia, tínhamos que arrojar e decidimos apresentar instalações efémeras com recurso a lixo limpo, para motivar uma reflexão e discussão em torno de questões ambientais muito prementes", declarou à Lusa.

Um dos cenários das sete criações com resíduos, assinadas por diferentes autores, é a ala do museu dedicada à arte sacra, agora transformada com detritos sobretudo de plástico e cartão, mas incluindo também têxteis, brinquedos e peças informáticas. Todos esses materiais em fim de vida foram recolhidos ao longo de meses por diversos grupos da comunidade local e, entretanto, devidamente tratados para poderem partilhar o espaço ocupado pela habitual coleção do museu.

"Houve lixo que chegou a ir à máquina de lavar, para nunca se colocar em causa a conservação e a preservação do espólio integrado na nossa exposição permanente", realça Susana Ferreira.

Essas instalações definem um circuito que serve de preâmbulo à exposição do fotógrafo Mário Cruz, que já foi premiado duas vezes no âmbito do concurso mundial World Press Photo, e cuja última distinção nesse âmbito foi precisamente pela visão social e ambiental que proporcionou do rio Pasig, em Manila, nas Filipinas, onde a acumulação de lixo na água é de tal forma extrema, que se chega a poder caminhar sobre os resíduos.

São imagens da realidade em torno desse rio, declarado biologicamente morto em 1990, que o fotojornalista da agência Lusa exibirá em Lamas na mostra 'Living among what's left behind/Vivendo entre o que é deixado para trás', que já esteve patente em Roma, Bruxelas e Macau, assim como no Palácio Anjos, em Algés, junto a Lisboa, tendo sido considerada o Melhor Trabalho de Fotografia de 2020, pela Sociedade Portuguesa de Autores.

Com opções de entrada livre e outras a preços até 5 euros, a restante programação do BasqueirArt 2021 integra ainda concertos por artistas como Ana Deus e Indignu, sessões de curtas e longas-metragens da 26.ª edição do CineEco Seia - Festival Internacional de Cinema Ambiental e a criação de um mural de arte urbana por Daniel Eime, entre outras iniciativas.

20
Mai21

Leonardo DiCaprio doou 35 milhões de euros para ajudar a salvar as ilhas Galápagos

Niel Tomodachi

A doação ajudará a renaturalizar a ilha e a salvar diferentes espécies em perigo.

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O ator e ambientalista Leonardo DiCaprio anunciou uma doação de 43 milhões de dólares (aproximadamente 35 milhões de euros) para o começo de operações de conservação ambiental e animal nas ilhas Galápagos, no Equador.

Esta iniciativa é em parceria com a Re:wild, organização fundada por DiCaprio juntamente com cientistas de conservação e em conjunto com a diretoria do Parque Nacional de Galápagos, a organização Island Conservation e comunidades locais. O projeto é também apoiado por Marcelo Mata Guerrero, ministro do ambiente e da água do Equador. O objetivo da intervenção é renaturalizar as ilhas de Galápagos e também todos os arquipélagos do Pacífico na América Latina. 

A doação de Leonardo DiCaprio vai ajudar a financiar projetos que restaurarão a Ilha Floreana, onde habitam 54 espécies em vias de extinção. O projeto pretende também reintroduzir na ilha 13 espécies já localmente extintas, como é o caso do pássaro de Floreana. Estes 43 milhões de dólares financiarão também um programa de reprodução em cativeiro e outro projetos, para prevenir a extinção da iguana-rosa.

Paula Castaño, ambientalista que trabalhará ao pé de DiCaprio diz que “o tempo está a acabar para muitas espécies, especialmente em ilhas onde as suas pequenas populações estão vulneráveis e ameaçadas.”

Já há muitos anos que DiCaprio tem mostrado a sua face mais ambientalista, e já doou mais de 100 milhões de dólares  (aproximadamente 82 milhões de euros) com o objetivo de apoiar diferentes programas e projetos ambientais.

 

18
Mai21

Gronelândia mais escura e mais quente devido à falta de tempestades

Niel Tomodachi

A Gronelândia está a ficar mais escura devido à falta de tempestades que trazem a neve fresca e, com menos branco, reflete menos a luz solar, o que acelera o seu aquecimento, de acordo com um estudo publicado segunda-feira.

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A superfície da calota de gelo da Gronelândia aqueceu pelo menos 2,7°C desde 1982, causando um derretimento muito rápido do gelo, lê-se na introdução do estudo, publicado em Cartas de Investigação Geofísica.

Durante várias décadas, as observações de satélite mostraram que a proporção de luz refletida pela neve (albedo) diminuiu. Mais escura, a Gronelândia está também a ficar mais quente.

O motivo deste escurecimento permanece um mistério, tendo os investigadores equacionado se a sua causa será a presença de partículas absorventes de luz na neve (como fuligem da combustão de combustíveis fósseis) ou outra razão.

Em busca da resposta, investigadores da Universidade de Darmouth viajaram centenas de quilómetros na Gronelândia para realizar duas campanhas de amostragem e um inquérito, nos verões de 2016 e 2017.

O tamanho dos flocos no chão, que refletem a luz, e as impurezas na neve foram medidas em dezenas de locais.

Os cientistas concluíram que a poluição não pode ser considerada responsável: "Esta é uma das neves mais limpas do mundo", afirmou Gabriel Lewis, um dos principais autores do estudo, citado numa declaração.

Segundo os investigadores, o responsável é o reforço de um fenómeno climático, chamado bloqueio atmosférico, que pode estagnar até várias semanas acima de certas regiões da Gronelândia e que reduziu o número de tempestades de neve, que são essenciais.

"Quando (a neve) cai e permanece à superfície, ao sol, muda de forma e os flocos crescem", explicou Gabriel Lewis.

"Em poucas horas, e depois em poucos dias, obtém-se esta queda na refletividade e é por isso que a neve fresca é tão importante", acrescentou Erich Osterberg, professor associado em Dartmouth e investigador principal do estudo.

O mesmo fenómeno climático também provoca a permanência de ar mais quente sobre estas regiões, bem como uma redução da cobertura de nuvens.

Com menos radiação solar filtrada, a transformação dos flocos de neve no solo é ainda mais acelerada.

"É como um triplo golpe", avançou Erich Osterberg, afirmando: "Tudo isto contribui para que a Gronelândia derreta cada vez mais depressa".

 

13
Mai21

Portugal vive a partir de hoje em "crédito ambiental" até ao final do ano

Niel Tomodachi

Portugal começa hoje a viver a "crédito ambiental", ou seja, os cidadãos consumiram todos os recursos que permitiriam viver de forma sustentável este ano, alertou a associação ambientalista Zero, assinalando que todos os anos esta data chega mais cedo.

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"Se todas pessoas do mundo consumissem como consumimos em Portugal, a partir do dia 13 de maio nós teríamos que acionar um cartão de crédito ambiental. Passaríamos todos a ter que usar recursos para satisfazer necessidades de mobilidade, alimentação e habitação que só devíamos usar a partir do início do próximo ano", disse à agência Lusa a ativista Susana Fonseca.

A especialista em pegada ecológica assinalou que Portugal, "não sendo obviamente o primeiro país do mundo que atinge este limite", está a fazê-lo "muito antes de meados do ano".

"A cada ano que passa temos esta tendência de ter que usar os recursos do ano seguinte cada vez mais cedo", acrescentou, uma vez que no ano passado, por exemplo, o dia da sobrecarga só chegou em 25 de maio.

Zero indica que "os cálculos têm em conta dados de vários anos, pelo que não espelham de forma clara as implicações da pandemia na pegada ecológica" portuguesa.

Susana Fonseca apontou que as áreas que têm mais peso na pegada ecológica de Portugal são alimentação, responsável por 32 por cento do consumo de recursos, e a mobilidade.

"Não obstante todos os esforços que fazemos pela eficiência energética, pela reciclagem, não estamos a conseguir reduzir a nossa pegada ecológica, estamos é a aumentá-la", lamentou.

Para a Zero, "Portugal tem uma oportunidade única de aproveitar o Programa de Recuperação e Resiliência, a par com fundos de apoio europeus" para fazer transformações nos padrões de consumo.

Susana Fonseca apontou como objetivos a redução do consumo de proteína animal e a aposta numa "alimentação típica mediterrânica, com mais vegetais, leguminosas e mais fruta".

Salientou que o consumo de proteína animal dos portugueses ultrapassa "o recomendado pela própria Direção-Geral da Saúde". De acordo com os dados para Portugal, os cidadãos consomem três vezes mais carne do que se recomenda na roda dos alimentos, metade dos vegetais, um quarto das leguminosas e dois terços da fruta.

Defendeu ainda que a mobilidade sustentável está ao alcance com mais percursos a pé, de transporte público ou de bicicleta e privilegiando os meios de reunião por videoconferência em substituição de tantas viagens de avião.

A Zero recomenda ainda uma mudança da mentalidade "usar e deitar fora" para uma assente no princípio de "ter menos, mas de melhor qualidade".

Para isso, Susana Fonseca salientou que é preciso que os consumidores tenham escolhas sustentáveis que sejam acessíveis, para que deixe de acontecer como agora, em que mais sustentável equivale a mais dispendioso.

(S)

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