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Little Tomodachi (ともだち)

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14
Jul21

Mais de 10 mil espécies estão em risco de extinção na Amazónia

Niel Tomodachi

Relatório elaborado por painel de cientistas destaca que é "crítico" reduzir a desflorestação e a degradação da floresta para zero em menos de uma década.

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Mais de 10 mil espécies de animais e plantas correm risco de extinção devido à destruição da floresta tropical na Amazónia, adverte um relatório publicado esta quarta-feira pelo Science Panel for the Amazon (SPA) citado pela Reuters.

A contínua destruição causada pela interferência humana coloca mais de oito mil espécies de plantas endémicas e de 2.300 animais em risco elevado de extinção.

Este relatório, que agrega as pesquisas de 200 cientistas de todo o mundo, representa a avaliação mais detalhada do estado da floresta tropical na Amazónia até hoje.

O relatório divulgado pela SPA salienta que é “crítico” reduzir a desflorestação e a degradação da floresta para zero em menos de uma década. O estudo pede ainda a reflorestação massiva de áreas que já foram destruídas.

Cerca de 35% da floresta tropical na Amazónia já foi destruída.

 

05
Jan21

Amazónia deverá ser uma região seca e árida a partir de 2064

Niel Tomodachi

Gramíneas e arbustos inflamáveis numa planície inóspita, pode ser o futuro dos "pulmões do planeta".

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Aquecimento global, secas, desmatamento, incêndios: estes fenómenos são uma constante em todo o mundo, cada vez mais regulares na Amazónia e poderão, combinados, ditar a morte da maior floresta tropical do planeta muito mais cedo do que se pensava. Um cientista norte-americano aponta mesmo uma data específica: 2064.

Segundo um novo estudo de Robert Walker, professor de geografia da Universidade da Florida, citado pelo “Daily Mail“, a floresta amazónica da América do Sul será dizimada no final deste século devido ao desmatamento e às secas prolongadas. A Amazónia estará, alerta, a poucas décadas de um ponto de inflexão, sendo que sem intervenções urgentes poderá passar, em breve, de floresta densa, húmida, tropical, para uma savana tropical aberta, cheia de arbustos.

Robert Walker lembra que, além de ser um dos grandes “pulmões” da Terra, com a maior diversidade do planeta e de ajudar a regular a poluição, o oxigénio ou a biodiversidade mundiais, a Amazónia é de uma importância extrema para manter a água doce de milhões de cidadãos locais. Esta região é responsável por ciclos regulares de forte precipitação que são a sua maior fonte de água. Porém, todo este equilíbrio está em risco. 

O geologista explica que, se tudo continuar como está, o prolongamento das estações secas em breve não permitirá mais às copas da floresta os cinco anos necessários entre as estações secas para se recuperar dos incêndios, permitindo que gramíneas e arbustos inflamáveis invadam grandes partes da área. E estima que 2064 seja então o ponto de inflexão, onde as secas extremas se tornam frequentes ao ponto de ser impossível regenerar o dossel (zona de habitat formada pelas copas de árvores) completamente, o que despoletará o fim da floresta como a conhecemos. 

No artigo inicialmente publicado pela revista “Environment“, o norte-americano lembra que as maiores preocupações atuais envolvem a intensificação da mortalidade de árvores com base na seca, incêndios, desmatamento e exploração madeireira. Um grande fator de desmatamento são as ignições deliberadas da copa da floresta tropical para abrir espaço para plantações agrícolas: milhares de metros quadrados destruídos nos últimos anos. O cientista adianta ainda que a dependência da população local da Amazónia como fonte de água significa que “a magnitude da catástrofe será pior do que se imaginava” em 44 ​​anos.

O estudo lembra que, no início deste milénio, houve políticas ambientais no Brasil que conseguiram reduzir a taxa de desmatamento na Bacia Amazônica, mas os números voltaram a subir em anos recentes. A dado ponto, alerta no entanto a responsabilidade de vários governos e que tudo está a acontecer como consequência de distúrbios causados ​​pelo Homem, “pelos quais todos somos responsáveis'”.

01
Dez20

Número de queimadas na Amazónia este ano já ultrapassa o total de 2019

Niel Tomodachi

A Amazónia brasileira concentrou, de janeiro até esta quinta-feira, 89.604 focos de queimadas, ultrapassando o número de incêndios registados no ano passado (89.176).

27175448-scaled_770x433_acf_cropped.jpgA Amazónia brasileira concentrou, de janeiro até quinta-feira, 89.604 focos de queimadas, ultrapassando o número de incêndios registados em todo o ano passado (89.176), segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Em 2019, o número de incêndios na Amazónia brasileira já tinha sido em 30% superior aos de 2018, de acordo com dados de satélite recolhidos pelo Inpe, um órgão governamental.

O aumento de focos de incêndio naquela que é a maior floresta tropical do mundo ocorre no momento que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), órgão do Governo central do Brasil responsável pelas políticas de proteção ao meio ambiente, ordenou que as suas brigadas contra incêndios suspendessem todas as atividades no país por falta de recursos.

A retirada dos quase 1.400 bombeiros do Ibama enviados para diferentes regiões do país para combater os incêndios, incluindo a Amazónia e o Pantanal, que nos últimos dois anos bateram recordes, foi ordenada pela Direção de Proteção Ambiental. O presidente, Eduardo Bim, disse ao jornal GloboNews que o órgão enfrenta problemas financeiros que impedem o cumprimento de compromissos. “Temos contratos há três meses sem pagamento”, explicou, acrescentando que os valores pendentes rondam os 19 milhões de reais (2,8 milhões de euros).

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vem reduzindo gradualmente os recursos do Ibama desde o ano passado e chegou a anunciar a sua intenção de o fundir com outros órgãos ambientais. Também nesta quinta-feira, o Presidente, Jair Bolsonaro, classificou de “falsas narrativas” as informações sobre os grandes incêndios que devastam a Amazónia e o Pantanal, e afirmou que a floresta tropical “não arde”.

“Estamos a ultimar uma viagem Manaus-Boa Vista, onde convidaremos diplomatas de outros países para mostrar naquela curta viagem de uma hora e meia que não verão na nossa floresta amazónica nada a queimar ou sequer um hectare de selva devastada”, afirmou o mandatário, que nega a destruição ambiental no seu país.

Por outro lado, a organização não-governamental Greenpeace contestou as declarações de Bolsonaro, declarando que, “ao contrário das alegações do Presidente”, houve uma “alta das queimadas e incêndios florestais na Amazónia”. “A falta de medidas para conter tamanho dano na maior floresta tropical do mundo revela o descaso do atual Governo em cuidar das florestas e de seus povos, ou, o que é pior, a escolha deliberada do Governo de pactuar com essa destruição, tentando esconder o que o mundo já sabe: o Brasil está em chamas”, frisou o porta-voz do Greenpeace no Brasil, Rômulo Batista.

O combate aos incêndios florestais no país continuará a ser feito, mas com agentes, bombeiros e militares enviados pelos governos regionais e pelas Forças Armadas.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

 

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